Lagoa de Santo André foi aberta ao mar apesar do volume de água reduzido

A Lagoa de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, foi na passada terça-feira aberta ao mar, apesar do volume de água reduzido, numa operação que visa a “renovação da água e das espécies piscícolas”.

Coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a operação voltou a realizar-se, sob o olhar atento de dezenas de curiosos espalhados pelo areal, depois de em 2022 ter sido cancelada devido ao volume extremamente baixo de água acumulada na lagoa.

Este ano, a Lagoa de Santo André apresenta “um nível de água não muito elevado”, sendo expectável que “o tempo de permanência de abertura ao mar” seja reduzido, explicou o director regional da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Alentejo, André Matoso, à agência Lusa.

De acordo com o responsável, a operação de abertura da Lagoa ao mar, que é feito com recurso a máquinas, arrancou pouco depois das 16h00 e só ficou concluído perto das 18h30 “devido às condições do mar”, que dificultaram os trabalhos.

O processo consiste na abertura de um canal “com largura e profundidade suficiente” que permita a ligação da lagoa ao mar e para que, “ao longo das marés que vão ocorrer nos próximos dias”, seja possível uma “mistura das águas da lagoa e do mar” e consequente “renovação”, adiantou.

Superiate a hidrogénio fica praticamente invisível no mar

O projecto é da autoria do designer Jozeph Forakis, que idealizou esta obra de engenharia com mais de 80 metros de comprimento e uma superestrutura construída em materiais ultraleves e com casco e cobertura com acabamento prateado metálico, quase espelhado. Cada um dos três níveis da cobertura retrátil está revestido por painéis solares.

Na zona mais central da embarcação há uma instalação de hidroponia pensada como um jardim que percorre verticalmente todos os níveis do iate, com o intuito de fornecer alimentos frescos para consumo a bordo, ao mesmo tempo que serve para purificar o ar. A base da instalação fica no convés inferior e é cercada pelo “Jardim Zen” que se estende pelos quatro níveis do Pegasus, onde se chega através de uma escada em caracol. No andar superior foca a suite principal voltada para a frente, com uma vista extraordinária e um grande terraço privativo.

Há piscina, que quando fechada funciona como heliporto, e, na popa existe a área do clube de praias com um grande jacuzzi e terraços rebatíveis que se transformam num solário fechado com painéis de vidro na cobertura.

Tecnicamente, o Pegasus está projectado para ser praticamente autossuficiente, pois a energia solar fornecida pelos painéis instalados na estrutura é usada para converter a água do mar em hidrogénio verde para armazenar em tanques de alta-pressão. A energia eléctrica produzida a bordo pela conversão de hidrogénio em células de combustível é armazenada em baterias de iões de lítio.

Festival Internacional do Ouriço-do-Mar de volta à Ericeira

Organizada pelo consultor Nuno Nobre e pela Câmara Municipal de Mafra, a sétima edição do Festival Internacional do Ouriço-do-Mar tem como objectivo dar a conhecer um produto por vezes descrito como o “caviar de Portugal”.

À excepção de uma mostra gastronómica que tem lugar em 25 restaurantes da região, as actividades do festival decorrem no Mercado Municipal da Ericeira.

Esta edição traz uma novidade: A realização de oficinas de ciência, nos sábados 11 e 18, entre as 10 e as 12 horas. A manhã do dia 11 conta com uma aula prática, com um aquário com ouriços e amostras de rações para os alimentar, ao passo que no dia 18 fala-se a fundo sobre características da espécie.

Durante as tardes dos dois fins de semana do festival vão ser realizados 12 show cookings. Além do ouriço, vão ser incluídos produtos locais, com cervejas artesanais e vinhos da região a acompanhar.

Entre os chefs presentes, destaca-se o grego Athanasios Kargatzidis, do Costa Fria, na Ericeira; a peruana Valéria Olivari, do restaurante Las Cholas, em Lisboa; e Tony Salgado, do Hotel Pestana Palácio do Freixo, no Porto.

Como a época alta dos ouriços não se circunscreve a março, o próximo mês conta com a iniciativa da Ouriçaria Em Abril Ouriços Mil, na qual chefs vão confeccionar jantares exclusivos, denominados Sea Urchin Signature Sessions.

MSC pronta para usar combustíveis alternativos.

Delegados da ONU, representantes de navegação, académicos e ONGs reuniram-se em Lisboa para o Economist Impact World Ocean Summit 2023 para convocar e discutir a economia azul, a preservação dos ecossistemas marinhos e os caminhos a seguir para a gestão do clima e dos oceanos. Questões que vão desde a restauração de recifes a combustíveis alternativos para transporte marítimo, até o aprimoramento da recolha de dados oceânicos, foram debatidas pessoalmente pela primeira vez desde a pandemia em 2020. 

Claudio Abbate, vice-presidente de Política Marítima e Assuntos Governamentais do MSC Group, forneceu informações da indústria da maior empresa de navegação do mundo em um painel de discussão que examinou a adopção mais ampla de rotas comerciais descarbonizadas, também conhecidas como corredores verdes. 

No evento do painel composto por palestrantes ilustres de portos, ONGs e governo, Claudio apresentou as perspectivas da MSC sobre as lições aprendidas com o estabelecimento de corredores verdes e possíveis soluções para os desafios que ainda enfrentam a indústria em relação à adopção mais ampla de novos combustíveis marítimos. O painel também explorou o dilema enfrentado pelas partes interessadas do sector em relação a mais investimentos em novas tecnologias e fontes de combustível quando confrontados com a incerteza sobre quais combustíveis serão viáveis ​​e populares na próxima década. 

Quando perguntado pelo moderador sobre esse dilema pioneiro enfrentado por embarcadores e fornecedores de combustível, Claudio declarou “estamos dispostos e prontos” para adoptar e abraçar soluções alternativas de combustível, referenciando o compromisso da MSC com a descarbonização. Falando sobre as lições aprendidas com os corredores verdes, Claudio afirmou que “a participação nos corredores verdes nos permite partilhar com os pares experiências e ideias sobre a adopção de novas tecnologias e diferentes combustíveis. Os corredores verdes são certamente uma maneira prática de iniciar o caminho da descarbonização, mas, estando presentes em mais de 160 países ao redor do mundo, acreditamos que a experiência adquirida será transferida para toda a indústria porque precisamos de soluções globais e flexíveis para atingir nossas metas de descarbonização.”

 “Além disso, é imperativo que tenhamos em mente a necessidade não apenas de fornecer combustíveis alternativos em escala, mas também de acessibilidade eficiente e oportuna aos combustíveis”, enfatizando a importância de ter uma rede interligada de infraestrutura de abastecimento suficiente.

Greve de estivadores finlandeses termina após acordo.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes da Finlândia (AKT) e a Associação dos Operadores Portuários da Finlândia aprovaram os novos termos e condições de emprego para estivadores, tendo regressado ao trabalho no passado sábado, de acordo com o Helsinki Times. 

Um acordo sobre os termos e condições de trabalho para os estivadores foi finalmente alcançado. O avanço nas negociações colectivas sinaliza o fim de uma greve que suspendeu efectivamente o carregamento e descarregamento de navios de carga nos portos da Finlândia desde de 15 de fevereiro passado, confirmou Ismo Kokko, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes da Finlândia (AKT). Os estivadores, afirmou, voltaram ao trabalho o mais rápido possível. 

“Durante o prazo do contrato de 25 meses, os aumentos salariais somarão 6,3%, além dos quais haverá uma chamada parcela de adiamento de 1.100 euros”, comentou ao jornal Helsingin Sanomat. Kokko afirmou que as pessoas podem determinar por si mesmas se o acordo está alinhado com os aumentos salariais acordados nas outras indústrias ou com os concedidos na Alemanha, que era o objectivo declarado do AKT de aproximadamente 45.000 membros. 

O que é fundamental, argumentou, é que um acordo mutuamente satisfatório foi encontrado. O acordo não introduzirá outras mudanças significativas nos termos e condições de trabalho dos estivadores. “Há algumas coisas que podem ser importantes para o sector, mas que geralmente não são muito interessantes. Principalmente, estamos falando de pagamento”, disse Kokko. O AKT rejeitou as duas propostas anteriores para resolver a disputa laboral, com o seu presidente insistindo que não aceitaria aumentos salariais alinhados com os chamados aumentos gerais determinados pelas principais indústrias de exportação, como a indústria de tecnologia. Os funcionários das indústrias de exportação verão os seus salários aumentarem cerca de 6% nos próximos dois anos e receberão um bónus não recorrente no valor de 1% do salário. A Associação Finlandesa de Operadores Portuários disse que o acordo sobre os estivadores segue com a linha geral, que agora cobre cerca de metade, ou 600.000, dos funcionários envolvidos na ronda de negociações colectivas.

Debatida instalação de Aquacultura ao largo da Ponta da Piedade – Lagos

Secretária de Estado das Pescas, Câmara de Lagos e representantes da pesca e turismo debateram instalação de aquacultura ao largo da Ponta da Piedade.

Num clima de diálogo aberto e construtivo, foram ouvidas várias entidades locais associadas aos sectores do mar, da pesca e do turismo, que manifestaram muitas reservas em relação ao local pretendido e aos impactos negativos da exploração na socioeconomia do concelho.

A questão surge na sequência da publicação de edital que esteve em discussão pública até 22 de fevereiro através da Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) para atribuição de Título de Actividade Aquícola (TAA) para instalação e exploração de estabelecimento de culturas marinhas em mar aberto (Puro Mar Unipessoal, Lda. – Mar Salgado 2), destinado à produção de bivalves em regime extensivo, ocupando cerca de 514 hectares ao largo da Ponta da Piedade, em Lagos.

Considerando as eventuais consequências negativas da pretensa localização para as famílias e agentes económicos locais, foi promovido este encontro na Câmara Municipal de Lagos, o qual contou com a participação de Teresa Coelho, Secretária de Estado das Pescas, Isabel Ventura, subdirectora da DGRM, e Sérgio Faias, presidente da Docapesca, que ouviram as preocupações dos presentes.

Em termos gerais, foi unânime que a localização pretendida interfere com a actividade de centenas de embarcações de pesca artesanal em importantes bancos de pesca na área, análise que é reforçada pelo estudo realizado pelo CCMAR, IPMA, UAlg e WWF no contexto da Participesca acerca das deslocações para a apanha do polvo.

De igual forma, o local indicado prejudica a normal actividade do turismo de mar (náutica de recreio, turismo náutico, eventos desportivos, operadores marítimo-turísticos, reparações navais, por exemplo), afectando a economia local e práticas como o ensino de vela, realização de regatas, observação de cetáceos e eventos desportivos. A segurança é outro dos receios, dado que estas infraestruturas de aquacultura condicionam a navegação e colocam em risco as embarcações no caso de deficiente sinalização e delimitação das áreas.

Foi com base nessa análise conjunta que a autarquia, não descurando a importância da aquacultura e dos seus potenciais contributos para a economia, considerou que a referida instalação terá riscos para a socioeconomia local, pelo que o parecer que remeteu à DGRM sugere a redefinição do TAA numa perspectiva de equilíbrio e sustentabilidade entre as diferentes atividades de mar a operar em Lagos.

Discordando igualmente da localização pretendida, empresas e associações do sector do mar também manifestaram esta posição em sede de discussão pública, nomeadamente a Barlapescas – Cooperativa dos Armadores de Pesca do Barlavento CRL, Marlagos SA, Sopromar – Centro Náutico, a Associação de Operadores Marítimo-Turísticos e Clube de Vela de Lagos.

Porto de Aveiro visita Porto de Ilhéus, no Brasil

O Porto de Aveiro encontra-se em visita ao Porto de Ilhéus, no estado brasileiro da Bahia, a convite da CODEBA – Companhia das Docas do Estado da Bahia, no seguimento da presença na 27ª edição da Intermodal South America, em São Paulo, que terminou a 2 de março.

Na 6ª feira, dia 3, a comitiva do Porto de Aveiro, liderada por Eduardo Feio, Presidente do Conselho de Administração, foi recebida na Prefeitura de Ilhéus pelo seu Vice-Presidente, Bebeto Galvão, seguindo-se uma reunião de trabalho, na qual estavam também presentes a directora-presidente da Codeba, Ana Paula Calhau, o presidente da Associação Comercial e Industrial de Ilhéus (ACII), Libério Menezes, o secretário da Casa Civil, Mozart Aragão, o assessor técnico especial da Secretaria de Desenvolvimento Económico e Inovação, Vinícius Briglia, e o superintendente de Desenvolvimento Económico e Inovação, Maurício Galvão.

Durante a reunião foram discutidas várias formas de cooperação, nomeadamente a captação de novos fluxos de carga bem como a atracção de investimentos para ambos os portos.

Ontem, dia 6 de março, a comitiva portuguesa foi recebida no Porto de Ilhéus, o qual, em 2022, foi o 3º porto brasileiro de onde o Porto de Aveiro recebeu mais mercadorias, nomeadamente produtos florestais e agroalimentares. Durante a visita foram estabelecidos contactos com as empresas Multilog, um dos principais operadores logísticos do Brasil, Intermarítima, operador logístico e portuário no Porto de Ilhéus, e Davos Mineração, empresa de mineração que utiliza o Porto de Ilhéus para a exportação de Manganês.

Recorde-se que em novembro passado o Porto de Aveiro celebrou um acordo de cooperação com a CODEBA – Companhia das Docas do Estado da Bahia, que visa promover o intercâmbio entre as duas autoridades portuárias no que concerne à concretização de interesses comuns em áreas como o desenvolvimento tecnológico, inovação, formação profissional e promoção comercial.

Sistema de hidrogénio no convés baseado em contentor com aprovação.

Projectos para um sistema de energia de hidrogénio baseado no convés que seria totalmente contentorizado para acelerar o processo de instalação e converter navios para energia de hidrogénio receberam uma Aprovação em Princípio (AiP) da DNV. O conceito do projecto foi anunciado há seis meses pela HAV Hydrogen, com sede na Noruega, como uma solução fácil de implementar que requer apenas espaço no convés do navio para iniciar o processo de conversão. “O sistema H2 é um facilitador simples, mas eficaz, do transporte ecológico”, diz Kristian Osnes, director administrativo da HAV Hydrogen. 

“Pode ser utilizado como uma opção de retrofit para embarcações que ainda não foram preparadas para uma instalação de retrofit convencional abaixo do convés ou como um módulo plug-in completo que reduz os riscos da instalação no estaleiro para novas construções.”

O sistema Zero Emission Pod é um pod de energia autónomo pronto para utilizae, onde todos os sistemas de suporte e segurança, bem como a gestão de energia elétrica, estão incluídos. Ao usar células de combustível de hidrogénio de 200kW, o sistema é flexível e pode facilmente fornecer 1.000 kW dentro da pegada de um contentor padrão de 20 unidades. Ao combinar vários contentores, usando módulos maiores ou espaço dedicado abaixo do convés, sistemas de energia de vários megawatts também estarão disponíveis. “O AiP é baseado num contentor de 20 pés que contém não apenas as células de combustível de hidrogénio, mas também o equipamento necessário para operá-lo com segurança”, explica Osnes. “Isso inclui ventilação, resfriamento, sistemas de segurança, sistema de controle,  CC/CC, sistema de distribuição de combustível e outras instalações técnicas.” A HAV diz que o sistema pode ser usado para a propulsão principal ou para fornecimento de energia adicional a bordo da embarcação para cumprir os padrões de operação verde. O efeito de saída será dimensionado para fornecer potência ideal de emissão zero em situações operacionais desejadas, padrões de navegação e tipo de embarcação. Também pode garantir energia suficiente na doca para que a embarcação não precise de energia em terra. 

“Há um interesse significativo de armadores em vários sectores da indústria. Fomos contatados por empresas que operam nas áreas de energia eólica offshore, petróleo e gás, navegação RoRo, carga, navegação interior e pesca. Eles reconhecem que a nossa solução em contentores pode ser o caminho rápido para a emissão zero para os seus tipos de embarcações. Dado que a infraestrutura necessária está instalada, tudo o que o armador precisa fazer é libertar espaço suficiente no convés e conectá-lo ao sistema de energia da embarcação”, afirmou Osnes. A HAV Hydrogen informa que estará pronta para começar a fabricar os contentores Zero Emission Pod H2 durante o segundo semestre de 2023, visando as primeiras entregas em 2024. A empresa também está trabalhando noutros sistemas para navios. Em 2022, relataram a aprovação do projecto da DNV para um sistema de hidrogénio que está sendo desenvolvido com a Havila para os navios de cruzeiro da empresa que operam ao longo da costa norueguesa. A HAV informou que passaria para o estado final de projecto desse sistema.

O melhor prato de marisco do mundo é português e “tem um molho cheio de sabor”

No ranking divulgado ontem, com 50 receitas de dezenas de países, foi Portugal que se destacou. As amêijoas à Bulhão Pato ficaram no primeiro lugar com a pontuação de 4.8 estrelas em cinco.

“Este simples prato português combina amêijoas e um molho cheio de sabor feito com azeite, alho, limão e coentros. As amêijoas à Bulhão Pato são normalmente servidas como entrada e acompanhadas por pão”, diz a plataforma. 

A lista conta ainda com o arroz de marisco, em 50.º lugar (a última posição) e bacalhau com natas, em 35.º — uma decisão controversa uma vez que ninguém a considera uma proposta de marisco.

Esta não é a primeira vez que a TasteAtlas destaca a cozinha portuguesa. No final de fevereiro lançaram um outro ranking onde afirmaram que o pastel de nata é o melhor doce do mundo. 

Vela Vilamoura vai ter Centro de Alto Rendimento para vela e desportos náuticos

Vilamoura vai ter um Centro de Alto Rendimento (CAR) para vela e desportos náuticos, promovido por Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), Fundação do Desporto e Câmara de Loulé, que assinaram um protocolo nesse sentido.

O Centro Náutico de Vilamoura vai tornar-se assim no 15.º CAR do país.

Em causa está, segundo informou a Secretaria de Estado da Juventude e do Desporto, a dotação do Centro Náutico de Vilamoura, que é posse do município, dos requisitos necessários para a classificação da instalação como CAR, com a finalidade de integrar a rede nacional, coordenada pela Fundação do Desporto.