Representantes do Comércio e Indústria Suíça visitam Porto de Sines

O Porto de Sines recebeu a visita de representantes da Câmara de Comércio e Indústria Suíça em Portugal (CCISP), numa iniciativa colaborativa com a MSC, e que contou com a presença do Embaixador da Suíça em Portugal, Markus-Alexander Antonietti.

A comitiva foi recebida no auditório do Portos de Sines por Fernanda Albino, administradora da APS, e por Isabel Cardoso, vice-presidente da aicep Global Parques. Durante a sessão foram apresentados os mais recentes projectos em Sines, tanto em relação aos desenvolvimento e operação portuária, como nos novos investimentos previstos na ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines. De salientar que, algumas empresas suíças presentes em Portugal beneficiariam de um suporte portuário para o seu comércio externo com o resto do mundo e os novos investimentos na ZILS podem constituir um potencial de investimento ou associação de empresas suíças participarem nestes novos projetos.

Os representantes de empresas helvéticas tiveram a oportunidade de visitar o Terminal XXI, onde conheceram as condições operacionais desta infraestrutura portuária, assim como a ampliação que está em curso e que quase duplicará a capacidade instalada no terminal, e ainda a ZILS, com destaque para os projetos relacionados com o sector digital e de armazenamento de dados; da indústria e produção de energia verde; e logística, com uma área de 200 hectares disponível junto ao Terminal de Contentores de Sines.

O relacionamento próximo com entidades que representam empresas importadoras e exportadoras, como as Câmaras de Comércio e Indústria, reforça o posicionamento do Porto de Sines enquanto porta marítima internacional e apresenta a Plataforma Portuária, Industrial e Logística de Sines como um local ideal para novos investimentos.

Team Malizia e Windcoop cooperam em projecto de transporte eólico

 

Windcoop e Team Malizia estão unindo forças para promover a
tecnologia eólica para um futuro neutro em carbono no transporte marítimo. “O
transporte marítimo é responsável por cerca de 3% das emissões globais de
dióxido de carbono”, afirma Boris Herrmann, capitão da equipa internacional de
vela. “Windcoop e Team Malizia compartilham o mesmo fascínio e visão para
as tecnologias de propulsão eólica. Esta colaboração dá ao vento uma
“voz” na indústria marítima.”

“Estamos muito satisfeitos por estarmos associados ao
Team Malizia”, ​​acrescenta Nils Joyeux, Diretor Geral da Windcoop e CEO
da Zéphyr e Borée. “Através de sua missão A Race We Must Win – Climate
Action Now!, eles destacam iniciativas sustentáveis ​​à atenção. Como
competidores offshore, eles atraem um grande público e também podem trazer a sua
experiência em corridas oceânicas. Do nosso lado, optamos por organizar a nossa
companhia de navegação numa cooperativa, justamente para permitir que muitas
pessoas se envolvam na transição de navegação que é urgentemente
necessária.”

A Windcoop e a Team Malizia concordaram em colaborar activamente
com o objectivo comum de promover publicamente a aplicação, a inovação e os
benefícios das tecnologias de propulsão eólica. Eles querem defender
conjuntamente a acção climática nas suas amplas redes e parcerias nos negócios,
na política e na sociedade, e fazer com que as pessoas entendam melhor o
impacto das mudanças climáticas em nosso oceano.

“Qualquer um pode se tornar um membro da Windcoop:
indivíduos, empresas e comunidades”, explica Nils Joyeux. “A nossa
parceria, portanto, parece óbvia para nós, Team Malizia apresenta com Windcoop
uma solução concreta para lutar contra o aquecimento global e nós da Windcoop
estamos muito satisfeitos em nos beneficiar do público internacional. A cereja
no topo do bolo: Esta é a melhor equipa!.”

Festival da Caldeirada e do Mar é apresentado em Armação de Pêra

O Festival da Caldeirada e do Mar vai ser apresentado ao público no próximo dia 26 de maio, pelas 11h00, no mercado municipal de Armação de Pêra, cujo evento, vai na sua 24.ª edição.

Saliente-se que o Festival da Caldeirada e do Mar já é uma referência da gastronomia da vila piscatória, contando este ano com a participação de 14 restaurantes que apresentam os mais saborosos e frescos sabores da caldeirada e do mar.

A sessão de apresentação terá animação musical com o acordeonista Filipe Romão e contará, ainda, com uma mostra de barcos produzidos manualmente por Casimiro Prudêncio.

APDL pede empréstimo de 60M€ ao BEI

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), liderada por João Neves, pediu um empréstimo de até 60 milhões de euros ao Banco Europeu de Investimento (BEI) para financiar as obras no Porto de Leixões.

Em causa está “o prolongamento do Quebra-Mar e Melhoria das Acessibilidades Marítimas ao Porto de Leixões”, num montante de até 60 milhões de euros, e que já recebeu “luz verde” por parte do ministro das Finanças, segundo o despacho publicado em Diário da República.

A concessão deste empréstimo é justificada, com a “importância do projecto para a melhoria das condições de segurança e de navegabilidade marítima” do maior porto do Norte do país, com “reflexos na competitividade e na conectividade internacional do país”. O despacho invoca também o “interesse nacional”, dada “a importância dos portos comerciais como instrumentos de desenvolvimento económico e social”.

Dachser Air & Sea Logistics Iberia amplia Serviços Marítimos LCL

A Dachser Air & Sea Logistics Iberia passou a disponibilizar novos serviços marítimos LCL semanais de importação e exportação direta, que conectam Portugal e Espanha à China, Índia e México, desde do inicio de 2023.

Com uma rede própria em expansão e interligada, a Dachser está a criar condições para o transporte e distribuição de mercadorias em todo o mundo. A empresa oferece serviços de recolha e distribuição porta a porta de mercadorias, graças a conexões contínuas com a rede de transporte terrestre.

Neste sentido, a Dachser Air & Sea Logistics Iberia vem expandido os seus serviços marítimos LCL (Less-than-Container-Load), oferecendo novas rotas semanais de importação e exportação direta, ligando Portugal e Espanha à China, Índia e México. A Dachser oferece uma abordagem global e integrada para a grupagem marítima, com transportes semanais que se destacam pela rapidez, flexibilidade e transparência ao longo de toda a cadeia de abastecimento, utilizando sistemas próprios de rastreio e localização.

Javier Villahermosa, managing director da Dachser Air & Sea Logistics no Sul da Europa, destacou que “graças à integração das nossas redes de transporte numa rede verdadeiramente global, as operações de carga e descarga de contentores são realizadas nos armazéns logísticos da Dachser em Valência e Barcelona, com uma ligação direta à nossa abrangente rede europeia de transporte rodoviário. Desta forma, conseguimos assegurar a transparência, um menor risco de danos e maior rapidez, oferecendo sempre um perfeito serviço porta-a-porta aos nossos clientes”.

Segundo o responsável, a empresa está em constante crescimento para cobrir os mercados mais importantes da Ásia e América do Sul, oferecendo rotas LCL diretas que já estão disponíveis semanalmente a partir e para a Península Ibérica.

Portos de Aveiro e Figueira da Foz aderem à Plataforma "Windeurope Ports"

Os portos de Aveiro e Figueira da Foz aderiram à plataforma denominada WindEurope Ports, que tem como principal foco, o aumento da visibilidade do papel dos portos na indústria eólica offshore, sendo até agora, os.únicos portos portugueses que aderiram, avançou o Porto de Aveiro em comunicado.

A plataforma faz a identificação de novos projectos, bem como a partilha de melhores práticas e conhecimento no sector, sendo uma área de interesse por parte dos portos, especialmente para o de Aveiro, tendo em conta a ligação do sector da energia eólica a empresas que possuem presença no porto e na sua envolvência, e que utilizam esta infraestrutura portuária para a movimentação das suas cargas, como as empresas CSWind PT e a Siemens Gamesa Renewable Energy Blades.

Para a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF), face às propostas de delimitação das zonas de implantação para energia renovável no mar (offshore) que esteve recentemente em discussão pública, “é expectável que este sector também venha a assumir alguma relevância na actividade do porto, uma vez que a Figueira da Foz integra a lista de áreas propostas pelo grupo de trabalho para o planeamento e operacionalização de centros eletroprodutores baseados em fontes de energias renováveis de origem ou localização oceânica (offshore), criada pelo Despacho n.º 11404/2022, de 23 de setembro”, pode ler-se na mesma nota.

A associação WindEurope, responsável pela plataforma, possuí 400 membros de toda a cadeia de valor da energia eólica, como fabricantes de turbinas eólicas e de componentes, associações de investigação, etc., estando ainda entre os seus membros, cerca de três dezenas de portos europeus.

Crescente consenso de que o pior já passou para o transporte de contentores.

Há um consenso crescente de que o transporte de contentores já superou o fundo do poço com muitos indicadoresz voltando a subir após nove meses de declínio. 

O Splash relatou há oito dias como vários analistas, incluindo os bancos HSBC e Jefferies, haviam chamado de o “fundo do mercado”. 

Nos dias seguintes, as taxas de frete firmaram ainda mais, as consultas de tonelagem de segunda mão permanecem fortes, enquanto o Índice Mundial de Contentores (WCI) composto da Drewry aumentou em 4% – o primeiro aumento em 15 semanas. 

“O índice Drewry WCI semanal agora mostra sinais de que o mercado possivelmente atingiu o fundo do poço e está lentamente começando a recuperar-se nas principais negociações de transporte”, comentou Lars Jensen, fundador da consultoria Vespucci Maritime, via LinkedIn.

Eduardo Feio: "Portos estão na linha da frente da transição energética e tecnológica"

Os portos de Aveiro e da Figueira da Foz têm uma importância estratégica, em particular, para a região Centro. E funcionam como um complemento à actividade industrial da Mealhada e Pampilhosa. 

São verdadeiras plataformas logísticas e contribuem de forma efectiva para o desenvolvimento da região. 

Eduardo Feio, presidente da Administração do Porto de Aveiro e do Porto da Figueira da Foz, enunciou a importância destes portos e os investimentos que estão a ser feitos, numa perspetiva de maior competitividade.

APREN junta Ministros e especialistas para falar de renováveis oceânicas.

A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis vai debater o potencial das renováveis oceânicas no primeiro evento totalmente dedicado ao tema. 

O Oceanic Renewables Summit está marcado para 24 de Maio, no Museu do Oriente, em Lisboa, e tem já confirmada a presença do Ministro do Ambiente e da Acção Climática, do Ministro das Infraestruturas e do Ministro da Economia e do Mar.
 

MSC é a primeira transportadora a ter uma frota de slots de 5M TEU

A MSC – Mediterranean Shipping Company está pronta para superar outro marco na sua rápida curva de crescimento, que a levou ao topo do ranking do sector. 

A empresa está agora a apenas algumas entregas de navios de tornar-se na primeira empresa do sector maritimo a operar uma frota superior a 5 milhões de TEU. Colocando o número histórico em perspectiva, toda a capacidade global de transporte de contentores era de 5 milhões no virar do milénio. A forte frota de 753 navios porta-contentores próprios e fretados da MSC ficou em exatamente 4.956.720 TEU, de acordo com dados da Alphaliner, e as entregas iminentes do MSC Michel Cappellini e MSC Gemma de estaleiros chineses nas próximas semanas irão crescer a frota além do marca de slot de 5M. 
A MSC agora dobrou o tamanho da sua frota em apenas oito anos e meio, e uma vistoria na sua carteira de pedidos recorde sugere que a sua frota até pode ultrapassar as 6 milhões de slots até meados do próximo ano. A MSC não está apenas adicionando novos navios. A linha de navegação comprou, o que a Alphaliner descreveu n9 seu último relatório semanal como 306 embarcações de segunda mão “alucinantes” desde agosto de 2020.
Comentando sobre o aumento da frota, Peter Sand, analista-chefe da plataforma de tarifas de frete Xeneta, disse que a decisão da MSC de agir sozinha assim que o seu acordo de partilha de embarcações com a Maersk terminar em janeiro de 2025 foi fundamental para a sua estratégia de aquisição de embarcações. “Com essa escala, escolhemos as rotas comerciais com muito cuidado e começamos a dominar o mercado”, disse Sand. Andy Lane, sócio da consultoria de contentores CTI Consultancy, disse à Splash: “Operar sozinho e fornecer o mesmo nível de serviços e frequência requer escala, e a MSC está liderando essa corrida”. Lane alertou que escala não se traduz automaticamente em participação de mercado, e escala sem altos níveis de utilização também não é um vencedor. “O próximo desafio da MSC será preencher a capacidade com cargas lucrativas”, disse Lane.

Foto: Yangzijiang Shipbuilding