Sardinha ainda está magra. Pesca adiada um mês.

O despacho publicado na passada sexta-feira e permite a pesca apenas a partir de 2 de maio.

proibição da pesca da sardinha terminava dia 31 de março, mas a interdição irá manter-se até 2 de maio. Não porque o stock esteja em perigo, mas porque o teor de gordura da espécie ainda não é o desejável. A sardinha quer-se gorda e a pingar no pão, mas ainda está magrinha e o sector da pesca e a administração chegaram a um entendimento.

“Ficou decidido que o mês de maio seria o indicado para começar a pesca da sardinha e não já em abril, porque se prevê que ela ainda não tenha os teores de gordura para ter o sabor que lhe reconhecemos”, esclarece o presidente da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOPCERCO).

Humberto Jorge assegura que este adiamento nada tem a ver com o estado em que se encontra a espécie. Pelo contrário, a quantidade de sardinha existente no mar é muita.

“As perspectivas de captura são muito boas”, garante.

Humberto Jorge explica que o parecer do International Council for the Exploration of the Sea (ICES), organismo que verifica os stocks e faz recomendações à União Europeia, considerou que os stocks estavam em bom estado. No ano passado, os pescadores de pesca do cerco não chegaram a capturar toda a quota permitida, e este ano essa quota será ainda maior, sete ou oito mil toneladas.

“Este ano podemos ir até às 36 ou 37 mil toneladas para Portugal”, afirma Humberto Jorge.

Os espanhóis começaram já a pescar a espécie no passado dia 1 de abril, mas os pescadores portugueses preferem esperar mais um mês para ter muita e boa sardinha.

O despacho a prolongar o defeso será emitido pela Direcção Geral de Recursos Naturais Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Em Portugal há cerca de 110 a 115 barcos a apanhar esta espécie, sediados ao longo da costa, embora os portos com maior actividade sejam Matosinhos, Figueira da Foz, Peniche, Sesimbra, Sines e Portimão.

NRP Mondego sai do porto do Caniçal para efectuar provas no mar

O NRP Mondego saiu, esta manhã, do porto do Caniçal, para efectuar provas no mar, no âmbito da visita técnica que está a ser concretizada após uma série de reparações a bordo. A informação foi avançada pelo porta-voz da Marinha Portuguesa.

Nesse sentido, ainda hoje deverá regressar ao mesmo porto, aguardando novas indicações após se conhecer o resultado da avaliação que agora decorre.

O NRP Mondego está envolto em polémica após 13 militares se terem recusado a embarcar, alegadamente devido à falta de condições de segurança a bordo, no dia 11 de Março, quando se preparavam para uma missão de acompanhamento a um navio russo que navegava ao largo do Porto Santo. O processo está a agora a decorrer, com os 13 militares a serem acusados de insubordinação.

Este caso motivou a rendição desses elementos, que após uma série de treinos tentaram sair do porto do Funchal. No entanto, a 28 de Março, um nova avaria motivou que o NRP Mondego fosse rebocado para o porto do Caniçal, onde permaneceu até hoje, dia em que ‘saiu para o mar’ para concretizar provas após intervenção.

Cientistas filmam o peixe mais profundo de sempre no fundo do mar no Japão

Navegando a uma profundidade de 8.336 metros logo acima do fundo do mar, um jovem peixe-caracol tornou-se no mais profundo já filmado por cientistas durante uma sondagem no abismo do norte do Oceano Pacífico.

Os cientistas da Universidade da Austrália Ocidental e da Universidade de Ciência e Tecnologia Marinha de Tóquio divulgaram imagens do peixe-caracol no passado domingo, filmadas em setembro passado por robôs marinhos nas trincheiras profundas no Japão.

Junto com a filmagem do peixe-caracol mais profundo já visto, os cientistas capturaram fisicamente dois outros espécimes a 8.022 metros e estabeleceram outro recorde para a captura mais profunda.

Anteriormente, o peixe-caracol mais profundo já avistado estava a 7.703 metros em 2008, enquanto os cientistas nunca haviam conseguido recolher peixes de qualquer lugar abaixo de 8.000 metros.

Junto com a filmagem do peixe-caracol mais profundo já visto, os cientistas capturaram fisicamente dois outros espécimes a 8.022 metros e estabeleceram outro recorde para a captura mais profunda.

“O que é significativo é que mostra até que ponto um determinado tipo de peixe descerá no oceano”, disse o biólogo marinho Alan Jamieson, fundador do Minderoo-UWA Deep Sea Research Center, que liderou a expedição.

Os cientistas estão filmando nas trincheiras do Japão como parte de um estudo de 10 anos sobre as populações de peixes mais profundas do mundo. O peixe-caracol é membro da família Liparidae e, embora a maioria viva em águas rasas, outros sobrevivem em algumas das maiores profundidades já registadas, afirmou Jamieson.

Durante a pesquisa de dois meses no ano passado, três “landers” – robôs marinhos automáticos equipados com câmaras de alta resolução – foram lançados em três trincheiras – as do Japão, Izu-Ogasawara e Ryukyu – em profundidades variadas.

Na trincheira de Izu-Ogasawara, imagens mostraram o peixe-caracol mais profundo pairando calmamente ao lado de outros crustáceos no fundo do mar.

Jamieson classificou o peixe como juvenil e disse que os mais jovens costumam ficar o mais fundo possível para evitar serem comidos por predadores maiores que nadam nas profundidades mais rasas.

Outro clip filmado entre 7.500 e 8.200 metros na mesma trincheira mostrou uma colónia de peixes e crustáceos mastigando iscas amarradas a um robô submarino.

As imagens dos dois peixes-caracol capturados – identificados como Pseudoliparis belyaevi – fornecem um raro vislumbre das características únicas que ajudam as espécies do fundo do mar a sobreviver no ambiente extremo. Eles possuem olhos minúsculos, um corpo translúcido e a falta de bexiga, que ajuda outros peixes a flutuar, e funciona a seu favor, disse Jamieson.

O professor acrescenta que o Oceano Pacífico é particularmente propício a actividades vibrantes devido à sua corrente quente do Sul, que incentiva as criaturas marinhas a irem mais fundo, enquanto a sua abundante vida marinha fornece uma boa fonte de comida para os que se alimentam no fundo.

Os cientistas gostariam de saber mais sobre as criaturas que vivem em profundidades extremas, mas o custo é a restrição, disse Jamieson, acrescentando que cada módulo de pouso custa 187.000€ para montar e operar.

“Os desafios são que a tecnologia tem sido cara e os cientistas não têm muito dinheiro”, afirmou.

Foto: University of Western Australia

Portugal: Top 5 na europa para investimento na Economia Azul

Segundo avança o Jornal de Negócios, Portugal é o quinto país da União Europeia (UE) mais atrativo para investimento na economia azul, angariando 18% do interesse, ficando atrás do Reino Unido (1º), Noruega (2º), França (3º) e Espanha (4º), destaca um novo relatório da Comissão Europeia (CE) dedicado à economia azul.

O relatório fornece aos investidores uma visão geral das actividades e oportunidades de investimento na economia azul da UE, demonstrando que está a “crescer rapidamente e a atrair investimentos em todo o mundo”.

A análise refere que o valor da economia azul mundial vai duplicar até 2030. O oceano contribui actualmente para 1,27 triliões de euros da economia global, valor este que irá ascender a 2,54 triliões de euros em 2030.

No caso de Portugal, Ruben Eiras, secretário-geral do Fórum Oceano, destaca como principais oportunidades na economia azul as áreas das energias renováveis oceânicas, bioeconomia azul, indústrias naval e marítimo-portuária, o sector da observação e digitalização do oceano e o se tor turístico. “A energia eólica offshore não só conseguirá colocar Portugal no rumo da autonomia energética sustentável, mas também gerará efeitos de contágio em diversas partes da cadeia de valor industrial, sobretudo na construção das plataformas flutuantes, nas amarrações, na tecnologia de ancoragem e nos serviços digitais ligados à gestão otimização da infraestrutura”.

Portugal também assistirá ao crescimento da aquacultura offshore “e provavelmente ao primeiro piloto de aquacultura em offshore capaz de utilizar a capacidade produtiva da profundidade da coluna de água”, acrescenta.

Porém, para alcançar o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS)14, até 2030, o relatório refere que será necessário mais financiamento azul. Estima-se que sejam necessários 147 mil milhões de euros por ano a nível mundial para alcançar este objectivo.

Até à data, apenas 21 mil milhões de euros (14%) estão disponíveis: deste montante, 16,8 mil milhões de euros (11%) provêm de fontes públicas e internacionais e 4,2 mil milhões de euros (3%) de investidores privados, o que deixa uma lacuna de financiamento de 126 mil milhões de euros (86%) ainda por colmatar. O capital privado é fundamental para colmatar a lacuna, refere a análise. Na UE, o défice de financiamento para as PME na economia azul varia entre 60-70 mil milhões de euros.

Para Ruben Eiras, como entrave a captar mais investimento privado, o país enfrenta questões de licenciamento, mas “o entrave maior é o desconhecimento e a fraca literacia azul do investidor mainstream, quando se lhe apresenta uma oportunidade de investimento. Um investidor profissional não investe no que não conhece bem. E essa incerteza, que se traduz num elevado grau de risco, retrai muito investimento”.

Para Ruben Eiras, como entrave a captar mais investimento privado, o país enfrenta questões de licenciamento, mas “o entrave maior é o desconhecimento e a fraca literacia azul do investidor mainstream, quando se lhe apresenta uma oportunidade de investimento. Um investidor profissional não investe no que não conhece bem. E essa incerteza, que se traduz num elevado grau de risco, retrai muito investimento”.

Para averiguar o interesse dos investidores, a CE auscultou 87 investidores, concluindo que 76 planeiam investir uma média de 124,5 milhões de euros na economia azul até 2030. Os principais motores do investimento, para além do retorno económico, são a inovação, o impacto e a sustentabilidade, destaca o relatório.

No entanto, segundo a pesquisa, na UE, subsistem algumas barreiras e existe ainda uma grande lacuna de financiamento para as start-ups e PME na economia azul. Os inquiridos citaram percepções de alto risco, uma falta de projectos de investimento em escala, bem como a sua própria falta de sensibilização e conhecimento técnico dos sectores emergentes da economia azul e oportunidades concretas de investimento.

Em 2019, a economia azul da UE empregou cerca de 4,5 milhões de pessoas e gerou 184 mil milhões de euros em valor acrescentado bruto (um aumento de aproximadamente 20% em relação a 2009) e cerca de 667 mil milhões de euros em volume de negócios (um aumento de 15% em relação aos 578 mil milhões de euros em 2009).

O relatório faz parte de um programa de capacitação de investidores que visa orientar os investidores, desde a compreensão de onde se encontram as oportunidades do sector até ao estabelecimento do seu produto financeiro e estratégia de investimento. O objectivo é mobilizar mais capital privado para a tecnologia limpa na economia azul, incluindo soluções inovadoras que podem ajudar a combater as alterações climáticas e apoiar os objetivos do Green Deal da UE.

Navios, portos e as autoridades marítimas em Portugal!

Portugal é um dos 27 países membros do Paris MoU on Port State Control, em vigor desde 1 de julho de 1982. Neste Memorandum foram estabelecidas várias convenções de segurança pela IMO (International Maritime Organization) e ILO (International Labour Organization), de modo a estabelecer requisitos mínimos de segurança, de proteção do ambiente e de condições de vida e trabalho a bordo dos navios.

A responsabilidade destes requisitos são do armador, mas adicionalmente também do Estado da bandeira do navio. Infelizmente estas responsabilidade nem sempre são cumpridas o que faz destes navios uma ameaça ao nível da segurança para o próprio navio, para o meio ambiente e até para a própria tripulação.

Todos os anos são realizadas cerca de 17000 inspeções pelos técnicos da Paris Mou. O navio é selecionado para fiscalização através do seu histórico de risco o que pressupõe quanto maior for o risco maior será o número de fiscalizações a que o navio está sujeito. Os navios considerados de risco são inspecionados uma vez por ano, navios com elevado risco são inspecionados duas vezes por ano, navios de baixo risco são inspecionados uma vez de dois em dois anos e navios sem cadastro que pertençam a companhias e a Estados de bandeira credíveis são recompensados, tendo menos inspeções.

O perfil de risco é estabelecido através de vários parâmetros tais como o tipo, a idade, a bandeira e o armador. Outros parâmetros são se existem deficiências ou detenções nos últimos 3 anos afetando o perfil de risco do navio. Podem ser adicionadas outras inspeções caso o navio colida com outro, realize manobras menos seguras, reporte problemas com a carga ou se existe alguma queixa de más condições de vida e de trabalho a bordo.

Em Portugal, cabe à Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), organização que representa o nosso país no Paris MoU de Port State Control, que através dos seus Inspetores de Estado de Porto, inspecionam e fazem cumprir as obrigações da convenção nos portos nacionais aos navios estrangeiros.

Por outro lado, existe ainda outra entidade nos portos nacionais, o Capitão de Porto que é a autoridade marítima local. É um oficial superior da Marinha de Guerra Portuguesa e que por inerência de funções é também o Comandante Local da Policia Maritima, e que no âmbito dos seus dois cargos (entidade administrativa e entidade autuante) impõe o cumprimento da lei nos portos nacionais, regulamentando, supervisionando, vistoriando, fiscalizando e inspecionando organizações, as atividades, os navios, os equipamentos e as instalações portuárias, em conformidade com o disposto nos instrumentos legais relevantes da Organização Marítima Internacional (IMO), da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e da União Europeia (UE) vigentes na ordem jurídica interna.

Identificadas as Autoridades nacionais com responsabilidade nesta área, imaginemos que o navio “X”, de bandeira estrangeira, propriedade de um armador “Y”, entra num porto nacional com algumas avarias.

Este navio tem dois motores em que um deles está inoperacional, apresenta fugas no coletor de admissão, fugas no coletor de evacuação, nos turbos, está constantemente com arrastamento de óleo tendo de se purgar com frequência e a sua manutenção encontra-se em atraso com cerca de 2000 horas.

O segundo motor, tem fugas idênticas ao primeiro, foi-lhe detetada uma franca entrada de água através da bomba de refrigeração do espaço de máquinas, tendo sido tamponada, deixando-a limitada no seu funcionamento. Com a falta da bomba de refrigeração do espaço de máquinas, o circuito de emergência tem de estar sempre ON, através do circuito de incêndios limitando em muito a capacidade do navio para o combate a incêndios numa situação de emergência.

Para além dos dois motores, o navio possui três geradores de energia elétrica, estando o primeiro gerador INOP desde outubro de 2022 e o segundo quando entra em barramento entra em alarme havendo o risco de o navio ficar sem energia elétrica a bordo. Apresenta fugas de gases, fugas de óleo e a parte elétrica degradada. A manutenção deveria ter sido feita há mais de 4000 horas de funcionamento.

O terceiro gerador apresenta diversas fugas, tem uma capacidade máxima de 28 litros de óleo lubrificante e consome cerca de 18 litros de óleo lubrificante a cada 24 horas de funcionamento. Os lemes e as caixas redutoras apresentam fugas diversas, sendo necessária atenção constante aos níveis antes da larga e durante a navegação.

Existe uma entrada de água pelo compensador de gases de escape de um dos motores. Há também a acumulação de óleo nos porões, aumentando o risco de incendio comprometendo a segurança do pessoal, do material, do meio ambiente e da segurança da navegação.

O navio não possui um sistema de esgoto adequado para armazenar os resíduos oleosos a bordo, ficando estes acumulados nos porões, aumentando significativamente o risco de incendio. Apesar do navio possuir dois tanques de armazenamento de resíduos oleosos a bordo, os mesmos não são utilizados devido ao fato do navio estar limitado ao circuito de emergência, havendo apenas a possibilidade de esgotar todos os resíduos para o mar, não cumprindo a Convenção Marpol (Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição Causada por Navios);

Perante o cenário com o navio “X”, com o rol de deficiências identificadas, que não cumpre as Convenções Internacionais em termos de proteção do meio ambiente, em que o seu armador de forma negligente ou até dolosamente, mantem tanto os geradores como os motores sem a manutenção necessária durante tanto tempo, com várias fugas de óleo aumentando significativamente o risco de incendio a bordo, comprometendo a segurança do material, do meio ambiente e do pessoal, a pergunta que se impõe fazer às Autoridades Marítimas Nacionais, nomeadamente ao Capitão do Porto e Comandante Local da Policia Maritima bem como à DGRM é, como deverá atuar a Lei perante um navio com estas limitações num porto nacional?

Artigo de Aníbal Rosa – Associação-Socio Profissional da Polícia Maritima, originalmente publicado no DN.

Cruise Portugal de novo na Seatrade Cruise Global

Representados sob a marca Cruise Portugal – APP, Portos de Portugal, os portos de Leixões, Lisboa, Setúbal, Portimão, Açores e Madeira voltaram a promover-se na Seatrade Cruise Global, a maior feira internacional de cruzeiros, que teve início dia 27 e termina esta quinta-feira, 30 de Março, no Centro de Convenções de Fort Lauderdale, Florida, sob o tema “Forward Momentum”.

Estão ainda representados no Stand de Portugal diversos agentes económicos, nomeadamente a Buzzpath – Agência de Viagens, a Ibercruises – Agência de Viagens e Navegação, a Lisnave – Estaleiros Navais, a Medtug Sines, a Navalrocha, a Navex – Empresa Portuguesa de Navegação, West Sea Estaleiros Navias, entre outros parceiros.

"O IPMA e a Investigação no Mar Português"

Promovida pela ADSA-Academia de Saberes de Aveiro, realiza-se esta sexta-feira, 31 de Março, a partir das 15:00 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Aveiro (Edifício Atlas) uma conferência, com a participação do Comte José Ângelo Gomes do navio Mário Ruivo (navio de investigação de águas profundas orientado para operações de geofísica, operações com veículos remotos e investigação das pescas), Drª Mafalda Carapuço – Coordenadora do Núcleo de Navios de Investigação e Observatórios do IPMA e Drª Tanya Silveira – Coordenadora do projeto Observatório do Atlântico Infraestrutura de Dados e Monitorização.

Venha conhecer o que de melhor se faz em Portugal no âmbito da investigação no Mar Português.

Entrada livre

Porto de Sines recebeu Ministros das Infraestruturas e da Economia e do Mar

O Porto de Sines recebeu uma visita de trabalho dos Ministros das Infraestruturas, João Galamba, e da Economia e do Mar, António Costa Silva, para acompanhar o desenvolvimento dos projectos de investimento em curso nesta infraestrutura portuária.

A comitiva, que integrou a Administração da APS, o Presidente da Câmara Municipal de Sines e vários parceiros da Comunidade Portuária de Sines (CPLS), teve oportunidade de visitar as obras de ampliação do terminal XXI. 

Esta obra, a cargo da concessionária do terminal, a PSA Sines, vai aumentar a capacidade do Porto de Sines de forma faseada.

Peixes contagiam pelas emoções como as pessoas

O estudo liderado pelo professor Rui Oliveira do ISPA-Instituto Universitário, publicado recentemente na revista Science, revelou que os peixes-zebra utilizam mecanismos semelhantes aos humanos para lerem e imitarem emoções.

Esta descoberta “pode revolucionar o estudo do cérebro e deste comportamento social determinante para o bem-estar humano”, sublinha o ISPA, parceiro da investigação em conjunto com o Instituto Gulbenkian da Ciência, em comunicado.

Segundo a mesma fonte, se convivemos com alguém que está irritado ou stressado, “acabamos por absorver estas emoções negativas”. A esta tendência para sincronizarmos as nossas emoções com as dos outros dá-se o nome de contágio emocional.
Esta forma básica de empatia “está programada no nosso cérebro há milhares de anos e é fácil de perceber porquê”. Quando há uma ameaça, este fenómeno “permite que o medo se espalhe rapidamente, o que aumenta a probabilidade de sobrevivermos”. Para além disso, ao imitar emoções, “conseguimos estabelecer vínculos sociais com os outros”.
“As conclusões deste Estudo vêm revelar que o comportamento social não é exclusivo dos humanos. Os dados confirmam que os mecanismos que usamos para sincronizar emoções remontam ao grupo mais antigo de vertebrados, os peixes”, sublinha o professor Rui Oliveira.
No seu trabalho mais recente, a equipa do ISPA/IGC liderada por Rui Oliveira, quis compreender se, tal como os humanos e outros mamíferos, o peixe-zebra também necessita da oxitocina para adoptar as emoções dos outros. As experiências que desenvolveram mostram que, “quando veem um cardume da mesma espécie com movimentos de alarme, os peixes-zebra semelhantes àqueles que encontramos na natureza espelham este comportamento”. Pelo contrário, “peixes com modificações genéticas na oxitocina ou nos seus receptores continuam a nadar calmamente mesmo quando veem os seus vizinhos em apuros”. Isto demonstra que esta molécula “é necessária para que o medo e os comportamentos a ele associados se propaguem, por exemplo, quando um dos membros do cardume foi atacado”.
Mas como podemos garantir que os peixes reconhecem o medo nos seus congéneres e que não estão simplesmente a copiar o seu comportamento?
“Percebemos que os observadores se aproximam do cardume que observaram em alerta mesmo quando este já voltou a nadar normalmente, enquanto os peixes com mutações preferem manter-se próximos do grupo que esteve sempre num estado neutro”, explica Kyriacos Kareklas, investigador pós-doutorado do IGC e coprimeiro autor do estudo. Ou seja, através da oxitocina, os peixes-zebra descodificam e imitam o estado emocional do cardume vizinho, passando a comportar-se de forma semelhante.
O facto dos peixes se aproximarem do cardume em estado de alerta não deixa de ser impressionante, já que na natureza isto “pode significar que um predador está por perto”. Apesar de os pôr em risco, “a aproximação pode ajudar o grupo a recuperar do stress”, esclarece o investigador. Estas acções orientadas para o outro estão bem descritas nos mamíferos e são também reguladas pela oxitocina.
Mas a oxitocina não é o único factor comum entre peixes e humanos no que diz respeito ao contágio emocional. “As áreas cerebrais que os peixes-zebra usam para reconhecer e sintonizar emoções são equivalentes a algumas que nós humanos também usamos”, explica o investigador principal Rui Oliveira. 
Isto faz deste peixe um modelo de eleição para estudar este comportamento social e os mecanismos neurais subjacentes. Desta forma, este estudo abre novos caminhos para compreendermos como somos contagiados pelas emoções dos outros e como isso molda o nosso bem-estar e a sociedade, com implicações que vão desde a saúde pública e a política ao marketing.

Grupo ETE apresenta marca de contentores inteligentes "Aeler".

A nova geração de contentores inteligentes da AELER foi apresentada no Armazém do Grupo ETE na Plataforma Logística do Porto de Leixões. 

O evento contou com a presença da Administração do Grupo ETE, da Direcção Executiva da AELER e da Navex, o agente de navegação do Grupo ETE que assumirá a representação em Portugal e Cabo Verde desta linha de contentores inteligentes que marca uma reinvenção na indústria do transporte marítimo alinhada com os princípios da sustentabilidade.