Celebrando o "nascimento" do contentor marítimo

Na última semana de abril, a comunidade marítima relembrou a invenção do contentor marítimo, um dos maiores marcos da história marítima moderna. 

Em 26 de abril de 1956, o primeiro porta-contentores comercial, Ideal X, fez a sua viagem inaugural de Newark a Houston. Foi o ponto culminante de uma ideia de negócio revolucionária do magnata dos camiões Malcolm Mclean, que na época procurava desenvolver um negócio de frete de baixo custo. 

A jornada de Malcolm no sector de logística começou em 1934, quando ele formou a Mclean Trucking Company com um único motorista transportando gasolina para um posto de gasolina que administrava em Red Springs, Carolina do Norte. Em 1950, a McLean Trucking tornou-se uma das maiores empresas de transporte dos Estados Unidos, com receita anual próxima dos 15 milhões de dólares e de acordo com o especialista em navegação John McCown, um confidente próximo de Malcolm. John capturou os seus encontros com Malcolm Mclean ni seu livro “Giants of the Sea”. 

A visão de Malcolm para um transporte eficiente surgiu em meados de 1937, depois de ter passado horas num centro de exportação em Hoboken, Nova Jersia, esperando que o seu camião cheio de fardos de algodão fosse descarregado. “Enquanto esperou durante horas, ele observou cada camião puxado ao lado dos navios e grupos de homens, que primeiro descarregavam o camião e depois colocavam as mercadorias em redes de carga para serem içadas a bordo do navio”, contou McCown. “Ele viu que um processo semelhante ao contrário, que estava ocorrendo no navio. O mesmo processo lento e trabalhoso se desenrolou com um camião após outro. 

Malcolm ficou impressionado com a ineficiência que estava testemunhando.” Inspirado pelas observações que fez em Hoboken, Malcolm decidiu revisitar o transporte marítimo fraccionado que existia na época. Ele acreditava que havia um tremendo benefício de custo a ser obtido ao mover com eficiência, cargas completas de carga. 

Isso levaria Malcolm a adquirir a Waterman Steamship Corporation em 1955, uma empresa de navegação com sede no Alabama. Malcolm queria alavancar a subsidiária Pan-Atlantic Steamship da empresa como uma plataforma adequada para implementar a sua ideia de mover reboques de camiões em navios. Ele então começou a conversão de navios-tanque T-2 em navios porta-contentores. Um dos petroleiros construídos em 1945, originalmente chamado de Potrero Hills, depois renomeado como Ideal X após a conversão, tornou-se a primeira manifestação da ideia de Malcolm de transporte de contentores.

O Ideal X havia sido convertido para transportar 58 contentores no convés e ainda tinha capacidade para transportar 15.000 toneladas de carga de petróleo nos porões dos tanques. Malcolm queria contentores de 33 pés de comprimento por 2,5 metros de largura, pois na época essas eram as dimensões permitidas para reboques rodoviários nos Estados Unidos. A International Standards Organization posteriormente padronizou o contentor de transporte em 1968 para as dimensões de 20 pés de comprimento, 8 pés de largura e 8 pés de altura. Contentores de 40 pés e 53 pés agora também são padrão. 

Essa caixa de aço estimularia a globalização, mudando permanentemente a forma como o mundo negociava. “O valor desse objecto utilitário não está no que ele é, mas em como é usado. O contentor está no centro de um sistema altamente automatizado para mover mercadorias de qualquer lugar, para qualquer lugar, com um mínimo de custo e complicações no caminho”, escreveu o economista Marc Levinson no seu livro “The Box”. 

Mais importante ainda, o contentor de transporte anunciou uma nova economia global. Isso possibilitou que os países pobres fornecessem os seus recursos para as nações ricas, levando a complexos industriais que revolucionaram o Sudeste Asiático. De facto, a evolução espetacular do transporte de contentores desde a viagem inicial do Ideal-X em abril de 1956 até o sistema actual é um local para se contemplar. A forma como as empresas de logística integram o contentor de transporte com tecnologias emergentes, como IoT (internet das coisas) e IA, pode trazer um futuro completamente novo para o sector.

Foto: Autoridade Portuária de Nova Iorque e Nova Jérsia.

Portugal hasteia Bandeira Azul em 432 locais.

Portugal tem 432 praias, marinas e embarcações com Bandeira Azul este ano, o galardão que distingue as zonas balneares com maior qualidade ambiental e segurança no país. Destas, 394 são praias e o Norte do país ultrapassou o Algarve no número de bandeiras azuis hasteadas nos areais face ao ano passado.

O Norte do país conta com 87 praias com o galardão da segurança e sustentabilidade ambiental, das quais 77 costeiras e dez fluviais. São mais cinco do que no ano passado. Merelim São Paio, em Braga, Praia dos Beijinhos, Pedras da Agudela e Boa Nova, em Matosinhos e Seca, em Espinho.

Reabriu a Pesca da Sardinha.

A pesca da sardinha reabriu com um conjunto de limites diários para a descarga e venda, mas pode ser suspensa ou encerrada se, por exemplo, a quota for esgotada.

Segundo um diploma publicado em Diário da República na passada sexta-feira, a pesca da sardinha reabriu ontem a partir das 00:00.

O limite de descargas de sardinha capturada com a arte do cerco é de 37.642 toneladas, que são repartidas pelas várias embarcações cujos proprietários ou armadores pertencem a organizações de produtores (OP) e pelo grupo que não pertence a OP reconhecidas para a sardinha.

Cada um destes grupos terá, respetivamente, 37.077 (98,5%) e 565 toneladas (1,5%).

O Governo estabeleceu ainda um conjunto de limites no que diz respeito à descarga e venda deste peixe, sendo que neles se pode incluir um máximo de 607,5 quilogramas (kg) – o que corresponde a 27 cabazes -, de sardinha calibrada como T4.Para as embarcações com comprimento de fora a fora igual ou inferior a nove metros, o limite é de 1.800 kg ou 80 cabazes, quando aplicável.

As embarcações com comprimento de fora a fora superior a nove metros e inferior ou igual a 16 metros têm um limite de 3.150 kg (140 cabazes, quando aplicável).

Já as embarcações com comprimento superior a 16 metros não podem descarregar e vender mais de 4.500 kg em cada dia, o que corresponde a 200 cabazes, quando aplicável.A captura, manutenção a bordo, descarga e venda da sardinha é proibida em todos os feriados nacionais.Segundo o despacho, é igualmente proibida a transferência deste pescado para uma lota diferente àquela que corresponde ao seu porto de descarga.

No mesmo sentido, a mesma embarcação não pode descarregar em mais do que um porto a cada dia.

FNSTP adere ao EDC – European Dockworkers Council

A FNTSP – Federação Nacional  dos Sindicatos dos Trabalhadores Portuários aprovou a adesão ao EDC – European Dockworkers Council, organização de estivadores de diversos países europeus.  

O EDC foi criado a 19 de Outubro de 2021. Co ta com representantes sindicais de 
Chipre, Malta, Grécia, Dinamarca, Suécia, Eslovénia, Montenegro e Espanha.
Tem como missão coordenar, defender e promover os interesses dos Estivadores e Estivadores junto de organizações e Instituições europeias entre outras. A EDC pretende igualmente ser uma voz de decisão em qualquer organização europeia e internacional em questões relacionadas com os interesses dos estivadores e estivadores europeus.

Porto de Sines mantém-se no top 15 europeu

De acordo com o ranking efectuado pelo especialista portuário Theo Notteboom, o maior porto do país manteve-se no Top 15 Europeu, mais concretamente no 14° lugar.
Existiu uma baixa de movimentação no portos deste Top 15, que globalmente movimentaram cerca de 76,6 milhões de TEU em 2022, 4,2% abaixo que foi efectuado em 2021 e menos de 3,2% relativo a 2019. O Porto de Sines envia sinais diferenciados, com fez 1,7 milhões de TEU, 8.9% abaixo de 2021, mas superando em 6,8% do que em 2019. ( 2020 é um ano atípico no que refere à contabilização).
O especialista Theo Notteboom, na sua análise intrínseca dos dados, destacou o facto de que a esmagadora maioria dos portos mencionados ter registos de enormes quebras na movimentação de contentores, em praticamente toda a linha. Somente houve registos de portos em melhoria, nomeadamente 
Gioia Tauro e Marselha.
Fica igualmente a nota de que os primeiros sete portos do ranking, ficaram abaixo dos dados 2019, enquanto os restantes melhoraram substancialmente acima dos dados desse mesmo ano.
O Porto de Sines teve o ano passado, sem dúvida o segundo pior desempenho desde que faz parte do ranking. Comparando com 2009, para dar conta da evolução no longo prazo, Sines alcançou o 2° maior crescimento (+6,8%), só superado pelo caso foram do comum do porto italiano de Gioia Tauro. 

Esta ilha privada na Escócia está à venda.

Comprar um apartamento em Lisboa está cada vez mais caro, principalmente se sempre sonhou morar no centro histórico — o preço médio de um apartamento para venda é cerca de 286 mil euros. Com o cenário cada vez mais negro, talvez esteja na hora de começar a considerar outras hipóteses. E se lhe disséssemos que existe uma ilha à venda que custa menos do que um T2 na capital?

Uma ilha com 10 hectares foi colocada à venda, há cerca de uma semana, no mercado imobiliário escocês por 170 mil euros. Chama-se Ilha Barlocco e está localizada em Fleet Bay, na Escócia, a cerca de dez quilómetros da cidade mais próxima. Apesar de não haver estruturas de habitações ou acesso a água ou eletricidade, tem um encanto especial pela localização, que é “deslumbrante”.

A agência imobiliária Galbraith Group descreveu o terreno como uma “rara oportunidade para aqueles que desejam ter a sua própria ilha”. O acesso até este pedaço de terra só pode ser feito através de barco ou a pé, caso esteja maré baixa. Segundo o anúncio, existe uma “praia rochosa” no lado oeste, onde é possível deixar o barco.

Desabitada e apenas rodeada de vegetação, a ilha parece ser um oásis particular. “Ainda há um sentimento muito romântico associado a ter a sua própria ilha privada escocesa, onde você pode escapar da agitação da vida quotidiana e desfrutar de um pouco de paz e tranquilidade no cenário mais bonito à volta”, disse Aaron Edgar, agente imobiliário do Galbraith Group,citado pela “Business Insider”.

A identidade do atual dono da ilha foi mantida sob anonimato mas, segundo o agente imobiliário, está na mesma família há várias gerações. Embora não existam habitações ou edifícios na ilha Barlocco, o futuro proprietário pode negociar uma licença com as autoridades locais para construir o seu pequeno retiro.

Apesar do estado e das limitações existentes na ilha, o agente espera um número significativo de contactos, até porque há um “grande interesse de partes nacionais e internacionais por ilhas particulares internas”.

Fonte: NiT

Submarino português cruzou a linha do Equador

O NRP Arpão, que se encontra a participar na Iniciativa Mar Aberto, no Atlântico Sul, cruzou, pela primeira vez, a linha do equador.

O NRP Arpão é o primeiro submarino português a realizar uma missão deste tipo, sendo também a primeira vez que um submarino nacional cruza a linha do Equador, colocando à prova a capacidade logística operacional da Marinha.

Até ao início de agosto, o submarino irá percorrer mais de 13.000 milhas, realizar cerca de 2.500 horas de navegação e visitar dois continentes e cinco países: Cabo Verde, Brasil, África do Sul, Angola e Marrocos, contribuindo para o estreitamento das relações de cooperação militar e diplomáticas entre Portugal e cada um dos países visitados.

O submarino Arpão tem uma guarnição de 35 militares e é comandado pelo capitão-de-fragata Taveira Pinto.

Censo Oceânico tenta salvar espécies marinhas antes que seja tarde

Cientistas e exploradores do mundo inteiro unem esforços, no
maior programa da história, para encontrar 100 mil novas espécies marinhas, em
dez anos.

Uma aliança global de cientistas e exploradores começou uma
corrida contra o tempo para encontrar pelo menos 100.000 novas espécies
marinhas na próxima década, antes que a sobre pesca e o aquecimento global
levem populações inteiras à extinção.

A iniciativa, chamada Ocean Census, é liderada pela The
Nippon Foundation e pelo instituto de pesquisa marinha do Reino Unido, Nekton.

O professor Alex Rogers, diretor do Ocean Census explica a
urgência da ação.

“Estamos numa corrida contra o tempo. Temos o
aquecimento global, o oceano está a perder oxigénio, e a acidificar e, como resultado,
estamos a perder espécies. Se esse processo continuar, enfrentaremos outra
grande extinção no oceano e perderemos grandes faixas da ‘árvore da vida’
essencialmente.

O “Censo Oceânico” será o maior programa da
história para descobrir a vida marinha, embarcando em dezenas de expedições
através do oceano global.

Um dos objetivos é estabelecer as bases para uma parceria
científica diversificada e inclusiva que abranja o mundo inteiro e crie um
legado duradouro.

Maersk receberá porta-contentores movido com metanol verde em Copenhaga.

A.P. Moller – A Maersk realizará uma semana de festividades,
incluindo uma cerimónia e outras actividades, em Copenhague, na
Dinamarca, para homenagear o primeiro navio porta-contentores do mundo
navegando com metanol verde.

O navio de 172 metros de comprimento partirá do Hyundai Mipo
Dockyard da Coreia do Sul neste verão na sua jornada inaugural para Copenhaga. A
embarcação terá capacidade de 2.100 TEU e navegará a 17,4 nós.

Durante a semana do navio em Copenhaga, a embarcação será
formalmente chamada de Toldboden.

A embarcação com motor bicombustível parará em Copenhaga,
nos arredores da sede da Maersk, a caminho do Mar Báltico, onde operará no
futuro.

A Maersk prepara-se para adquirir uma frota de novos e
grandes navios oceânicos movidos a motores bicombustíveis a partir de 2024.

IMO trabalha numa estrutura regulatória para navegação autonoma

A Organização Marítima Internacional (IMO) continua o seu
trabalho para desenvolver uma estrutura regulatória para navios autónomos em
resposta à tecnologia em rápida evolução. O Grupo de Trabalho Conjunto
MSC-LEG-FAL sobre Navios Marítimos de Superfície Autónoma (MASS) realizou a sua
segunda sessão na semana passada na sede da IMO em Londres. O evento foi
precedido por um seminário discutindo questões legais relativas ao MASS.

O grupo de trabalho conjunto visa abordar questões de
segurança, legais e de facilitação de alta prioridade relacionadas ao MASS e
identificar quaisquer lacunas regulatórias. Os principais acordos alcançados
durante a reunião incluíram a necessidade de um comandante humano responsável
por uma embarcação autónoma, a possibilidade de o comandante não estar a bordo,
mas ter meios para intervir quando necessário, e que apenas um único Centro de
Operações Remotas (ROC) deveria ser responsável por uma embarcação autónoma a
qualquer momento.

Outros tópicos a serem considerados incluem condições sob as
quais um comandante pode ser responsável por várias embarcações autónomas simultaneamente
e as funções e responsabilidades dos tripulantes autónomos da embarcação. Foi
acordado um Plano de Trabalho actualizado, pendente de aprovação pelos três
Comitês.

A terceira sessão acontecerá em setembro, com um seminário sobre implicações, desafios e
oportunidades das operações de MASS para portos e autoridades públicas antes da
reunião.