A APLOP – Associação dos Portos de Língua Portuguesa, vai realizar a Conferência “Direito Portuário e Marítimo”, no dia 29 de Maio, na Gare Marítima de Alcântara, Porto de Lisboa.
Governo cria grupos de trabalho dedicado ao lixo marinho.
O Governo criou um grupo de trabalho dedicado ao lixo marinho. O despacho estabelece a criação e os objectivos do grupo, entre os quais, “elaborar, até Dezembro de 2023, a proposta do plano de acção nacional para o lixo marinho” e “constituir uma base de dados de lixo marinho”, de acordo com o que se lê no documento.
A criação do grupo surge no contexto da política ambiental da União Europeia, que conta com uma estratégia sobre plásticos, uma directiva para a redução de “certos produtos de plástico”, e com o Pacto Ecológico Europeu, que tem como objectivo “a redução em 50% do lixo plástico no mar”, adianta o despacho n.º 5169/2023.
Além disso, o documento refere ainda a Estratégia Ambiental para o Atlântico Nordeste 2030, definida em 2021, dentro da Convenção para a Protecção do Meio Marinho do Atlântico Nordeste (OSPAR, sigla em inglês), que tem num dos objectivos “prevenir a entrada [de detritos] e reduzir significativamente o lixo marinho, incluindo os microplásticos” para evitar impactos negativos, adianta o documento da OSPAR.
“O lixo marinho, resultante das actividades humanas, constitui um problema grave que ameaça o ambiente marinho e costeiro, a saúde pública, a economia e as comunidades”, lê-se ainda no início do documento assinado por José Maria Costa, secretário de Estado do Mar do Ministério da Economia e do Mar, Hugo Polido Pires, secretário de Estado do Ambiente, do Ministério do Ambiente e Acção Climática, e Teresa Coelho, secretária de Estado das Pescas, do Ministério da Agricultura e da Alimentação.
A estratégia europeia para os plásticos visa também a promoção da economia circular. O facto de três ministérios estarem implicados na criação do grupo demonstra a complexidade da questão, que envolve não só a indústria do plástico, mas também a indústria das pescas, responsável em parte pela poluição que acaba nos oceanos.
O grupo de trabalho que terá de “cumprir as obrigações do Estado português resultantes da legislação aplicável e com os objectivos de redução do lixo marinho”, adianta o documento, será coordenado por um representante da Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e vai incluir, além de um segundo membro da DGRM, um representante do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), outro da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e ainda representantes dos governos dos Açores e da Madeira.
Dois anos após a aprovação do plano de acção nacional para o lixo marinho, o grupo será extinto.
Satélites mostram avanço do mar em Portugal.
O programa Space for Shore, lançado pela ESA para monitorizar a erosão costeira na Europa a partir do espaço, mostra alguns dos pontos de avanço do mar mais críticos em Portugal.
Na Costa da Caparica a linha de praia tem recuado cerca de 2,5 metros por ano, enquanto o areal entre a Lagoa de Óbidos e a praia do Baleal regista uma tendência para diminuir em cerca de 2,1 metros por ano. Preocupantes são também as taxas de recuo da costa entre Troia e Sines, além de vários pontos da costa Algarvia. Estes são alguns dos focos de erosão costeira em Portugal detetados pelo Space for Shore.
A par dos destaques pela negativa, o programa financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA) para monitorizar a erosão costeira na Europa a partir do espaço, que agora está a chegar ao fim, aponta igualmente casos positivos em alguns locais.
“Apesar de existir uma tendência erosiva na maior parte da costa portuguesa, verifica-se que, em determinados locais, as medidas implementadas pelos gestores costeiros apresentam resultados positivos”, refere Paulo Baganha Baptista, investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro e responsável pelo programa em Portugal, citado em comunicado.
Nazaré e as praias a sul da Costa da Caparica são as regiões do litoral português que servem como exemplo pela positiva, no relatório do programa de observação por satélite.
Durante quatro anos, mais de 70 organizações científicas e de gestão costeira de França, Alemanha, Grécia, Roménia e Noruega, além de Portugal, partilharam as suas preocupações e expressaram a necessidade de dados e informações regulares para caracterizar a dinâmica do litoral, para avaliar a evolução do risco de erosão e a vulnerabilidade das zonas costeiras às alterações climáticas.
Este trabalho permitiu cobrir 4.500 quilómetros de costa nestes seis países, desde as costas do Mediterrâneo e do Mar Negro, passando pela costa do Atlântico-Canal da Mancha-Mar do Norte, até ao Arquipélago de Svalbard, no Ártico.
Representantes do Comércio e Indústria Suíça visitam Porto de Sines
O Porto de Sines recebeu a visita de representantes da Câmara de Comércio e Indústria Suíça em Portugal (CCISP), numa iniciativa colaborativa com a MSC, e que contou com a presença do Embaixador da Suíça em Portugal, Markus-Alexander Antonietti.
A comitiva foi recebida no auditório do Portos de Sines por Fernanda Albino, administradora da APS, e por Isabel Cardoso, vice-presidente da aicep Global Parques. Durante a sessão foram apresentados os mais recentes projectos em Sines, tanto em relação aos desenvolvimento e operação portuária, como nos novos investimentos previstos na ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines. De salientar que, algumas empresas suíças presentes em Portugal beneficiariam de um suporte portuário para o seu comércio externo com o resto do mundo e os novos investimentos na ZILS podem constituir um potencial de investimento ou associação de empresas suíças participarem nestes novos projetos.
Os representantes de empresas helvéticas tiveram a oportunidade de visitar o Terminal XXI, onde conheceram as condições operacionais desta infraestrutura portuária, assim como a ampliação que está em curso e que quase duplicará a capacidade instalada no terminal, e ainda a ZILS, com destaque para os projetos relacionados com o sector digital e de armazenamento de dados; da indústria e produção de energia verde; e logística, com uma área de 200 hectares disponível junto ao Terminal de Contentores de Sines.
O relacionamento próximo com entidades que representam empresas importadoras e exportadoras, como as Câmaras de Comércio e Indústria, reforça o posicionamento do Porto de Sines enquanto porta marítima internacional e apresenta a Plataforma Portuária, Industrial e Logística de Sines como um local ideal para novos investimentos.
Team Malizia e Windcoop cooperam em projecto de transporte eólico
Windcoop e Team Malizia estão unindo forças para promover a
tecnologia eólica para um futuro neutro em carbono no transporte marítimo. “O
transporte marítimo é responsável por cerca de 3% das emissões globais de
dióxido de carbono”, afirma Boris Herrmann, capitão da equipa internacional de
vela. “Windcoop e Team Malizia compartilham o mesmo fascínio e visão para
as tecnologias de propulsão eólica. Esta colaboração dá ao vento uma
“voz” na indústria marítima.”
“Estamos muito satisfeitos por estarmos associados ao
Team Malizia”, acrescenta Nils Joyeux, Diretor Geral da Windcoop e CEO
da Zéphyr e Borée. “Através de sua missão A Race We Must Win – Climate
Action Now!, eles destacam iniciativas sustentáveis à atenção. Como
competidores offshore, eles atraem um grande público e também podem trazer a sua
experiência em corridas oceânicas. Do nosso lado, optamos por organizar a nossa
companhia de navegação numa cooperativa, justamente para permitir que muitas
pessoas se envolvam na transição de navegação que é urgentemente
necessária.”
A Windcoop e a Team Malizia concordaram em colaborar activamente
com o objectivo comum de promover publicamente a aplicação, a inovação e os
benefícios das tecnologias de propulsão eólica. Eles querem defender
conjuntamente a acção climática nas suas amplas redes e parcerias nos negócios,
na política e na sociedade, e fazer com que as pessoas entendam melhor o
impacto das mudanças climáticas em nosso oceano.
“Qualquer um pode se tornar um membro da Windcoop:
indivíduos, empresas e comunidades”, explica Nils Joyeux. “A nossa
parceria, portanto, parece óbvia para nós, Team Malizia apresenta com Windcoop
uma solução concreta para lutar contra o aquecimento global e nós da Windcoop
estamos muito satisfeitos em nos beneficiar do público internacional. A cereja
no topo do bolo: Esta é a melhor equipa!.”
Festival da Caldeirada e do Mar é apresentado em Armação de Pêra
O Festival da Caldeirada e do Mar vai ser apresentado ao público no próximo dia 26 de maio, pelas 11h00, no mercado municipal de Armação de Pêra, cujo evento, vai na sua 24.ª edição.
Saliente-se que o Festival da Caldeirada e do Mar já é uma referência da gastronomia da vila piscatória, contando este ano com a participação de 14 restaurantes que apresentam os mais saborosos e frescos sabores da caldeirada e do mar.
A sessão de apresentação terá animação musical com o acordeonista Filipe Romão e contará, ainda, com uma mostra de barcos produzidos manualmente por Casimiro Prudêncio.
APDL pede empréstimo de 60M€ ao BEI
A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), liderada por João Neves, pediu um empréstimo de até 60 milhões de euros ao Banco Europeu de Investimento (BEI) para financiar as obras no Porto de Leixões.
Em causa está “o prolongamento do Quebra-Mar e Melhoria das Acessibilidades Marítimas ao Porto de Leixões”, num montante de até 60 milhões de euros, e que já recebeu “luz verde” por parte do ministro das Finanças, segundo o despacho publicado em Diário da República.
A concessão deste empréstimo é justificada, com a “importância do projecto para a melhoria das condições de segurança e de navegabilidade marítima” do maior porto do Norte do país, com “reflexos na competitividade e na conectividade internacional do país”. O despacho invoca também o “interesse nacional”, dada “a importância dos portos comerciais como instrumentos de desenvolvimento económico e social”.
Dachser Air & Sea Logistics Iberia amplia Serviços Marítimos LCL
A Dachser Air & Sea Logistics Iberia passou a disponibilizar novos serviços marítimos LCL semanais de importação e exportação direta, que conectam Portugal e Espanha à China, Índia e México, desde do inicio de 2023.
Com uma rede própria em expansão e interligada, a Dachser está a criar condições para o transporte e distribuição de mercadorias em todo o mundo. A empresa oferece serviços de recolha e distribuição porta a porta de mercadorias, graças a conexões contínuas com a rede de transporte terrestre.
Neste sentido, a Dachser Air & Sea Logistics Iberia vem expandido os seus serviços marítimos LCL (Less-than-Container-Load), oferecendo novas rotas semanais de importação e exportação direta, ligando Portugal e Espanha à China, Índia e México. A Dachser oferece uma abordagem global e integrada para a grupagem marítima, com transportes semanais que se destacam pela rapidez, flexibilidade e transparência ao longo de toda a cadeia de abastecimento, utilizando sistemas próprios de rastreio e localização.
Javier Villahermosa, managing director da Dachser Air & Sea Logistics no Sul da Europa, destacou que “graças à integração das nossas redes de transporte numa rede verdadeiramente global, as operações de carga e descarga de contentores são realizadas nos armazéns logísticos da Dachser em Valência e Barcelona, com uma ligação direta à nossa abrangente rede europeia de transporte rodoviário. Desta forma, conseguimos assegurar a transparência, um menor risco de danos e maior rapidez, oferecendo sempre um perfeito serviço porta-a-porta aos nossos clientes”.
Segundo o responsável, a empresa está em constante crescimento para cobrir os mercados mais importantes da Ásia e América do Sul, oferecendo rotas LCL diretas que já estão disponíveis semanalmente a partir e para a Península Ibérica.
Portos de Aveiro e Figueira da Foz aderem à Plataforma "Windeurope Ports"
Os portos de Aveiro e Figueira da Foz aderiram à plataforma denominada WindEurope Ports, que tem como principal foco, o aumento da visibilidade do papel dos portos na indústria eólica offshore, sendo até agora, os.únicos portos portugueses que aderiram, avançou o Porto de Aveiro em comunicado.
A plataforma faz a identificação de novos projectos, bem como a partilha de melhores práticas e conhecimento no sector, sendo uma área de interesse por parte dos portos, especialmente para o de Aveiro, tendo em conta a ligação do sector da energia eólica a empresas que possuem presença no porto e na sua envolvência, e que utilizam esta infraestrutura portuária para a movimentação das suas cargas, como as empresas CSWind PT e a Siemens Gamesa Renewable Energy Blades.
Para a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF), face às propostas de delimitação das zonas de implantação para energia renovável no mar (offshore) que esteve recentemente em discussão pública, “é expectável que este sector também venha a assumir alguma relevância na actividade do porto, uma vez que a Figueira da Foz integra a lista de áreas propostas pelo grupo de trabalho para o planeamento e operacionalização de centros eletroprodutores baseados em fontes de energias renováveis de origem ou localização oceânica (offshore), criada pelo Despacho n.º 11404/2022, de 23 de setembro”, pode ler-se na mesma nota.
A associação WindEurope, responsável pela plataforma, possuí 400 membros de toda a cadeia de valor da energia eólica, como fabricantes de turbinas eólicas e de componentes, associações de investigação, etc., estando ainda entre os seus membros, cerca de três dezenas de portos europeus.
Crescente consenso de que o pior já passou para o transporte de contentores.
Há um consenso crescente de que o transporte de contentores já superou o fundo do poço com muitos indicadoresz voltando a subir após nove meses de declínio.
O Splash relatou há oito dias como vários analistas, incluindo os bancos HSBC e Jefferies, haviam chamado de o “fundo do mercado”.
Nos dias seguintes, as taxas de frete firmaram ainda mais, as consultas de tonelagem de segunda mão permanecem fortes, enquanto o Índice Mundial de Contentores (WCI) composto da Drewry aumentou em 4% – o primeiro aumento em 15 semanas.
“O índice Drewry WCI semanal agora mostra sinais de que o mercado possivelmente atingiu o fundo do poço e está lentamente começando a recuperar-se nas principais negociações de transporte”, comentou Lars Jensen, fundador da consultoria Vespucci Maritime, via LinkedIn.









