Este ano a Marinha já salvou 215 pessoas no mar

 

A Marinha salvou 215 pessoas no mar no primeiro semestre, no decurso de 210 ações de busca e salvamento que, além de meios das Forças Armadas, envolveram também Protecção Civil e INEM, e, por vezes, navios mercantes.

De acordo com o balanço divulgado pela Marinha, os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento de Lisboa e Ponta Delgada e subcentro do Funchal desencadearam 210 acções nos primeiros seis meses do ano, que resultaram no salvamento de 215 pessoas.

Os dados da Marinha indicam que o centro de coordenação de Lisboa foi responsável por mais de metade dessas acções (124), resgatando 160 pessoas.

O de Ponta Delgada resgatou 44 pessoas em 76 acções de busca e salvamento e o do Funchal resgatou 11 pessoas em 10 acções.

180 oradores discutem oceano no Encontro Ciência 2023 em Aveiro

 

O Encontro Ciência 2023, fórum anual de ciência, tecnologia e inovação, este ano dedicado ao Oceano, leva à Universidade de Aveiro mais de 180 entre amanhã e sábado. Segundo a organização, o mote “Ciência e Oceano para além do horizonte” será o ponto de partida para a apresentação de “alguns dos principais temas de investigação e desenvolvimento em Portugal”.

O Encontro Ciência 2023 realiza-se pela primeira vez fora de Lisboa, estando prevista a presença do Presidente da República e do Primeiro-Ministro, bem como de vários membros do governo.

Elvira Fortunato, ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura e Alimentação, João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros, António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar, e Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente e da Acção Climática são também presenças anunciadas.

Ao longo dos três dias do encontro serão dinamizadas seis sessões plenárias, com temas tão diversos como o clima, a economia do mar ou a alimentação, reunindo mais de 180 oradores, adianta a organização. Paralelamente decorrerão cerca de 30 sessões temáticas sobre temas como economia azul, circular e sustentável, biotecnologia, energias renováveis ou saúde.

A comissária da edição deste ano é Helena Vieira, investigadora coordenadora que detém atualmente a cátedra em Economia do Ambiente e Gestão de Recursos Naturais na Universidade de Aveiro.

A importância dos transitários no transporte marítimo em Portugal

O transporte marítimo desempenha um papel vital no comércio global, facilitando o movimento de mercadorias em larga escala entre países. Em Portugal, um país com uma longa tradição marítima, os transitários desempenham um papel fundamental no sector do transporte marítimo. São eles que coordenam e gerem a logística de transporte, garantindo a eficiência e o sucesso das operações.

Um transitário é uma empresa especializada em facilitar a movimentação de mercadorias de um local para outro, actuando como intermediário entre os exportadores, importadores e as companhias de transporte marítimo. Os transitários em Portugal têm conhecimento especializado sobre as regulamentações e práticas comerciais internacionais, bem como sobre os diferentes tipos de embarcações e rotas marítimas disponíveis.

A actividade dos transitários é em boa parte, o planeamento e organização das operações de transporte internacional de mercadorias, actividades logísticas e distribuição. A actividade está legalmente regulamentada pela Lei 5/2013 e os serviços prestados têm de respeitar as normas dentro dos parâmetros das Condições Gerais de Prestação de Serviços pelas Empresas Transitárias.

O acesso à actividade passa pelo respectivo licenciamento por parte do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, que só é atribuído a empresas com a devida capacidade financeira e o devido seguro de responsabilidade civil obrigatório. 

Uma das principais vantagens de se envolver um transitário no transporte marítimo é a sua experiência em lidar com os desafios logísticos. O transporte marítimo envolve uma série de procedimentos complexos, desde a recolha da carga até a entrega final. Os transitários têm conhecimento e experiência para enfrentar esses processos de maneira eficiente, evitando atrasos desnecessários e garantindo a segurança das mercadorias.

Além disso, os transitários também são responsáveis ​​pela documentação necessária para o transporte marítimo. Preparam os documentos de embarque, como conhecimento de embarque e facturas comerciais, e garantem que todos os requisitos alfandegários e regulatórios sejam cumpridos. Isso é especialmente importante no comércio internacional, onde diferentes países têm suas próprias regulamentações e exigências aduaneiras.

Outro aspecto crucial do trabalho dos transitários é a escolha da rota e do transportador adequados. Com base nas necessidades específicas dos seus clientes, os transitários em Portugal seleccionam as melhores opções de transporte marítimo, considerando critério, determinados factores como tempo de trânsito, custos e fiabilidade. Lidam com a coordenação entre diferentes transportadores e modos de transporte, como camiões e comboios também, para garantir uma entrega eficiente porta a porta.

Além de simplificar e agilizar o processo de transporte marítimo, também desempenham um papel importante na redução de custos. Como especialistas em logística, eles têm conhecimento sobre as tarifas e serviços disponíveis no mercado, o que lhes permite negociar os melhores acordos em nome dos seus clientes. Isso pode resultar em economia de custos significativa para empresas que dependem do transporte marítimo para o seu comércio.

No contexto actual da globalização e do comércio internacional, a importância dos mesmos no transporte marítimo no nosso pais é cada vez mais evidente. Desempenham um papel crucial na facilitação do comércio e no fortalecimento das relações comerciais entre Portugal e outros países. Através do seu conhecimento especializado, habilidades logísticas e capacidade de adaptação, contribuem para o sucesso das operações de transporte marítimo, tornando-se parceiros indispensáveis ​​para empresas envolvidas no comércio internacional.

Em resumo, os transitários desempenham um papel fundamental no transporte marítimo. São especialistas em logística, responsáveis ​​pela coordenação, documentação e escolha adequada de rotas e transportadores. Além disso, eles ajudam a reduzir custos e garantir a eficiência das operações. A sua especialização e conhecimento são essenciais para o sucesso do comércio internacional e para a economia portuguesa como um todo.

Galamba cria grupo para acelerar electrificação do terminal de cruzeiros de Lisboa

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, assinou um despacho que cria um grupo de trabalho para acelerar a electrificação do terminal de cruzeiros de Lisboa com o objectivo de minimizar a poluição causada por estes navios.

O grupo de trabalho é coordenado pelo gabinete do ministro, tem um representante do Porto de Lisboa, dois representantes da Câmara de Lisboa e um representante da E-REDES, disse João Galamba, salientando pretender “que Lisboa possa ter um terminal de cruzeiros 100% electrificado o mais rapidamente possível”, com o objectivo de reduzir a poluição causada por estes navios de grande porte aquando da atracagem.

Actualmente, os navios de cruzeiro atracados em Lisboa estão com os motores ligados com energias fósseis, o que tem grande impacto na poluição da cidade.

O presidente da Câmara lisboeta, Carlos Moedas, salientou que a electrificação do Porto de Lisboa para reduzir os níveis de poluição na cidade é essencial para a cidade, assim como o pagamento de uma taxa turística pelos turistas que visitam Lisboa nestes navios.

Poluição por navios de cruzeiro: Portugal entre os piores.

Um estudo desenvolvido pela Zero pôs Lisboa em quinto e Funchal em décimo lugares no ranking de poluidores europeus por navios de cruzeiro. 

Portugal voltou a ser o 6° país onde os navios de cruzeiro mais emitem óxidos de enxofre, já que aumentaram as emissões tanto na capital como na ilha da Madeira. A organização ambientalista chama a atenção para “soluções falsas”​ dos operadores de navios de cruzeiro que não representam medidas viáveis e agravam a pegada ecológica.

Um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente divulgado pela Zero revelou que o porto de Lisboa ocupa o 5° lugar no ranking europeu de maior poluição associada a navios de cruzeiro e o porto do Funchal encerra o grupo dos dez primeiros poluidores. A mesma escala foi liderada pelo porto de Barcelona, sendo que o de Civitavecchia, em Roma, marcou a segunda posição e o de Pireu, em Atenas, a terceira.

MSC Michel Cappellini passou pelo Porto de Sines

Um dos novos ultra porta-contentores da MSC, neste caso, com o registo IMO 9929431, o MSC Michel Cappellini, passou neste fim-de-semana pelo Porto de Sines.

Construído em Yangzijiang na China, com data deste ano, e navegando sob bandeira da Libéria, com capacidade de 24.346 TEU, fez parte de uma encomenda da MSC de 14 navios do tipo, que estarão na sua totalidade, alegadamente para serem entregues ainda este ano.

Ao contrário do MSC Tessa, que teve pompa e circunstância na sua passagem por Portugal, o MSC Michel Cappellini, passou despercebido. O navio efectuou a movimentação de cerca de 4376 contentores.

O navio é de propriedade do braço de investimento do Banco de Comunicações da China (BoCom), que arrendou o navio da MSC sob um contrato de longo prazo.

MSC Michel Cappellini possui um WinGD – 11 X92 que fornece ao navio uma velocidade de serviço de até 22,5 nós.

Duas mulheres na ponte de comando do Rebecca S

É um caso inédito na marinha mercante portuguesa, um navio com comando no feminino. 

O porta-contentores ‘Rebecca S’ do armador madeirense GS Lines atracou no Porto do Caniçal sob o comando de Ana Melim e da imediata Telma Cunha. 

Recorde-se que este navio assegura as ligações marítimas regulares entre o continente e a Madeira e conta com um total de 11 tripulantes. 

A comandante Ana Melim, de 32 anos, formada na Escola Náutica tornou-se a primeira madeirense a comandar um navio da marinha mercante.

«ONE» no Porto de Leixões

O Conselho de Administração da APDL recebeu dia 28 de junho o Managing Director e Head do RHQ da ONE de Londres, Takahiro Kikuchi, responsável pelos mercados da Europa e de África, bem como dos representantes da ONE Portugal, a Diretora e Country Head, Isabel Azeredo e Pedro Bateira, Head Customer Service.


Esta visita à infraestrutura portuária de Leixões teve como propósito a apresentação da estratégia da APDL para o Porto de Leixões e os representantes da ONE tiveram ainda oportunidade de realizar uma visita ao Simulador Full-Mission Bridge Simulator, ao Centro de Coordenação de Navios, e à área portuária de Leixões e Terminal de Contentores Sul, com a presença de Nuno David Silva, Diretor-Geral Regional da YILPORT Iberia.

Criada em 2017, no Japão, pela integração da Linha ‘K’, MOL e NYK, a ONE – Ocean Network Express tem uma frota de 1.505.181 TEU, operando através de uma frota de 205 navios, incluindo 35 navios de grande porte, como os maiores 20.000 navios-contentores do mundo, numa rede de serviços que abrange mais de 120 países.

Porto de Sines foi palco do "CIREX2023"

 A Guarda Nacional Republicana (GNR), através da Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE), realizou nos dias 28 de 29 de junho de 2023 o exercício “CIREX2023”, durante o Curso de Segurança, Protecção e Resiliência de Infraestruturas (CSPRI), no Porto de Sines.

Este exercício foi desenvolvido em parceria com a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) e constituiu-se como o corolário da formação, tendo como finalidade o desenvolvimento de capacidades da GNR no âmbito da segurança e proteção de infraestruturas críticas e outros pontos sensíveis, bem como potenciar a resiliência das mesmas.

O CSPRI é um curso de qualificação na área da segurança e protecção inserida no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações, com dois níveis: gestor e técnico.

• Nível Gestor − tem como finalidade habilitar os formandos com as competências para o desempenho de missões de gestão de recursos de uma estrutura responsável pela resiliência de activos críticos, bem como pela respectiva segurança e protecção de infraestruturas, gestão da monitorização e resposta a incidentes em infraestruturas, supervisão dos recursos de segurança de infraestruturas, supervisão do controlo de entradas e saídas de pessoas, bens e viaturas, e supervisão do controlo da permanência de pessoas, num contexto de interdependência crescente e visando a resiliência sistémica;
• Nível Técnico − tem como finalidade habilitar os formandos com as competências para o desempenho das missões de patrulhamento, vigilância e segurança e proteção em infraestruturas, resposta a incidentes em infraestruturas, enquanto first responders, controlo de acessos e permanência de pessoas, bens e viaturas, bem como a operação dos meios intrínsecos a tais missões, num contexto de interdependência crescente e visando a resiliência sistémica.

No decorrer do exercício, enquadrado por um contexto securitário ficcionado, onde as Infraestruturas Críticas na área do Porto de Sines estavam sujeitas a um grau de ameaça grave, a GNR projectou uma força constituída, composta pelos 40 formandos dos CSPRI, reforçada por diversos meios e valências da GNR, num total de 150 militares e 40 viaturas.

A GNR, enquanto força de Segurança de natureza militar, congrega as vertentes: segurança, protecção e socorro e defesa (security, safety & defense), detendo especificamente atribuições nas áreas da protecção e segurança às instalações dos órgãos de soberania e de outras entidades que lhe sejam confiadas, bem como de vigilância e proteção de pontos sensíveis, designadamente infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, aeroportuárias e portuárias, edifícios públicos e outras instalações consideradas críticas, missões estas decorrentes da sua Lei Orgânica, aprovada pela Lei n.º 63/2007 de 6 de novembro. Nos termos e limites do Decreto-Lei n.º 20/2022, de 28 de janeiro que aprova os procedimentos para identificação, designação, protecção e aumento da resiliência das infraestruturas críticas nacionais e europeias, compete à GNR emitir parecer (Security) sobre os planos de segurança da Infraestruturas Críticas, na sua área de responsabilidade, bem como, elaborar os Planos de Protecção e Intervenção nessas mesmas Infraestruturas Críticas.

Este exercício teve lugar numa das infraestruturas estratégicas nacionais, tendo em conta que o Porto de Sines é responsável por mais de 50% do total de mercadorias movimentadas por via marítima em Portugal, sendo ainda uma fonte de abastecimento vital para as necessidades do nosso país.

Teste de aparelho dissuador de orcas em águas nacionais.

Um novo aparelho acústico para dissuadir as orcas de interagirem e colocar em risco os veleiros de recreio vai ser testado este Verão na costa portuguesa, numa altura em que vários navegadores já evitam águas nacionais.

“Estão a ser desenvolvidas algumas linhas de desenvolvimento de dissuasores acústicos que serão testadas este Verão, de forma a tentar encontrar opções de protecção de veleiros e minimizar o número de interacções”, disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Cruzeiros (ANC), António Bessa de Carvalho.

A Marinha Portuguesa, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANC mantêm reuniões desde março para tentar encontrar uma solução para estas interacções entre orcas e veleiros até 15 metros – ainda sem explicação -, e que já levaram ao afundamento de pelo menos duas embarcações.