João Peixeiro é Campeão Nacional de Pesca Submarina.

João Peixeiro sagrou-se campeão nacional em Vila do Conde, no passado dia 28 de maio. O Campeonato Nacional de Pesca Submarina foi composto por quatro jornadas – as 1.ª e 2.ª jornadas decorreram em Peniche, a 29 e 30 de abril. As 3.ª e 4.ª jornadas decorreram em Vila do Conde, a 27 e 28 de maio.

O atleta siniense tem contacto com o mar desde que se lembra. Proveniente de uma família de pescadores, João Peixeiro passou maior parte da sua vida perto do mar, mas foi a partir dos 20 anos que começou a praticar pesca submarina.

“Sinto que, ao longo do tempo, a minha performance tem vindo a evoluir bastante. Não falo da forma física ou resistência, mas sim do conhecimento. Na prática da pesca submarina, é o conhecimento sobre as espécies que pesa mais”, confessou o campeão nacional.

João Peixeiro já tinha sido Campeão Nacional em 2012, Vice-Campeão do Mundo (Selecção Nacional) por equipas no XXIX Campeonato do Mundo de Pesca Submarina e Campeão Nacional de Duplas ( Com o Pedro Rodrigues).

Navios eólicos são a próxima revolução marítima

É uma onda mais lenta e silenciosa do que aquela que se vê nas estradas, com os carros eléctricos, mas também está a nascer uma revolução nos mares e no transporte marítimo. Séculos depois, os navios voltam a usar a energia do vento rumo às emissões zero.

Foi o vento que nos levou a descobrir o Planeta, por mares nunca antes navegados. Agora, 500 anos depois, é ele que vai ajudar-nos a preservá-lo, usando a tecnologia como estrela polar. O fenómeno ainda é recente, mas já há 20 navios cargueiros no mundo a usar tecnologias assistidas pelo vento adaptadas a embarcações existentes.

O objectivo é ir mais além e fazer do vento a energia propulsora principal, uma vez que também a indústria marítima está obrigada a cumprir as metas do clima, fixadas no Acordo de Paris, que exigem a neutralidade carbónica até 2050.

O primeiro navio de carga à vela moderno feito de raíz, o Canopée, foi construído em 2022 e já começou a operar. Encomendado por uma companhia francesa e construído pela Neptune, a embarcação pioneira estava em meados de maio ancorada no Porto de Bordeaux e gozava de boa saúde, com as suas oito velas/asas de 30 metros de altura, após uma das várias viagens realizadas.

No Japão também há um graneleiro assistido pelo vento, nos EUA há procura por estas soluções e está em curso uma corrida para construir o primeiro navio porta-contentores movido a vento entre a Veer Voyage e a Windcoop.

Um pouco por todo o mundo os exemplos repetem-se. Mas ainda são literalmente uma gota no oceano, visto que existem mais de 60 mil navios cargueiros em circulação, que são responsáveis por cerca de 3% do total das emissões mundiais de dióxido de carbono, ou seja, mil milhões de toneladas de co2.

Reduzir as emissões para metade não basta

Apesar de a Organização Marítima Internacional (IMO) ter estabelecido em 2018 a meta de reduzir para metade as emissões de navios entre 2008 e 2050, a verdade é que as emissões do sector continuam a aumentar.

Por outro lado, o Climate Action Tracker calcula que reduzir para metade as emissões não é suficiente para manter o aquecimento global abaixo de 1,5℃. E, no entanto, o consenso científico diz que esse é o limite superior que podemos arriscar, se queremos evitar desastres naturais mais graves e frequentes.

A IMO deverá rever a sua estratégia em julho, com os especialistas a defenderem mais ambição, porque chegar às zero emissões de navios até 2050 é imperativo para manter o limite de 1,5℃ credível.

“Isso deixa-nos menos de 30 anos para limpar uma indústria cujos navios têm uma vida média de 25 anos. O prazo de 2050 esconde ainda que o nosso orçamento de carbono provavelmente acabará muito mais cedo, exigindo acções urgentes para todos os sectores, incluindo o transporte marítimo”, considera Christiaan De Beukelaer, professor de Cultura e Clima, na Universidade de Melbourne e autor do livro Trade Winds: A Voyage to a Sustainable Future for Shipping.

Ocean bird: a nova esperança

Por isso mesmo, é enorme a expectativa em torno do conceito tecnológico por detrás do navio Oceanbird (pássaro do mar, em português). O navio encomendado pela companhia sueca Wallenius Marine assenta na propulsão eólica e, segundo os fabricantes, poderá cortar as emissões até 90%. A ambição é tão prometedora que a União Europeia também participa no projecto com um financiamento de 9 milhões de euros, através do fundo Horizon.

Em fase de construção, o cargueiro será equipado com seis velas inspiradas na aeronáutica que, na verdade, são mais asas do que velas, e terá capacidade para transportar mais de 7.000 carros, razão pela qual também a Volvo participa como parceira do projeto.

A embarcação terá cerca de 220 metros de comprimento, 40 metros de largura e 70 metros de altura acima da água. A nova promessa do transporte marítimo sustentável deverá começar a navegar em 2026 e foi desenvolvida por uma equipa sueca de I&D entre a Wallenius Marine, a KTH Royal Institute and Technology , a SSPA/RISE e apoiada pela autoridade sueca de transportes.

Segundo os promotores, cada vela numa embarcação RoRo existente pode reduzir o consumo de combustível do motor principal entre 7% a 10% em rotas oceânicas favoráveis. Isso significa uma poupança aproximada de 675.000 litros de diesel/ano, o que corresponde a cerca de 1920 toneladas de CO2 por ano.

O potencial da propulsão eólica e, em particular, para reduzir as emissões rumo à neutralidade carbónica parece estar demonstrado.

Para Christiaan De Beukelaer, a matemática é simples. “Se a propulsão eólica começar já a economizar combustíveis fósseis, o orçamento de carbono vai estender-se um pouco mais. Com isso ganha-se tempo para desenvolver combustíveis alternativos, que a maioria dos navios precisará até certo ponto. Ora, assim que estes combustíveis estiverem amplamente disponíveis, vamos precisar de uma quantidade cada vez menor, porque o vento pode fornecer entre 10% a 90% da energia que um navio precisa”.

Concluindo, por muito conservadora que a indústria da navegação seja, esta onda está a crescer e deverão ser lançados muitos navios eólicos nos próximos anos. Por isso, aquele especialista entende que para as empresas de navegação, o maior risco agora não é fazer um investimento ousado – é não investir num futuro sustentável.

Quatro mitos à volta da navegação eólica

O académico Christiaan De Beukelaer desmonta o que considera serem “quatro mitos” ligados às objecções habitualmente levantadas à navegação por propulsão eólica:

Mito 1. Os navios eólicos são coisa do passado por um bom motivo.

Os navios movidos a energia eólica usam uma mistura de tecnologia nova e antiga para aproveitar o vento onde ele é mais comum, que é no mar. Isso reduz a necessidade de combustíveis fósseis e de novos combustíveis alternativos que exigirão investimento e espaço para novas infraestruturas terrestres, tanto para gerar eletricidade quanto para transformar essa energia em combustível. Mesmo que a pesquisa sobre navios de carga à vela tenha parado no final do século XIX, a engenharia, a ciência dos materiais, as corridas de iates e o design aeroespacial produziram grandes inovações que estão a ser usadas para navios de carga, atesta De Beukelaer.

Mito 2. O vento não é confiável, então os navios não chegarão a tempo.

O vento pode parecer inconstante quando se está na praia. Mas no mar, os ventos alísios que impulsionaram a globalização permaneceram estáveis. De facto, as rotas comerciais mais comuns ainda são bem servidas pelos ventos predominantes. A previsão do tempo também melhorou bastante. E o software de roteamento é melhor do que qualquer outro do século XIX para ajudar a encontrar o melhor curso. Embora o vento possa não ser tão previsível quanto um fluxo constante de óleo combustível pesado, os avanços tecnológicos eliminaram muita incerteza. Por outro lado, o vento é grátis e não é afectado pela flutuação dos preços do petróleo.

Mito 3. As velas não funcionam em todos os navios

É verdade que nem todos os tipos de navios funcionariam com velas, rotores ou pipas montados no convés. Isso pode ser devido ao tipo de navio, pois os maiores porta-contentores não acomodam facilmente velas, por exemplo. Também pode ser por causa de onde ou como as embarcações operam – as águas sem vento e os horários apertados dos ferrys representam desafios.

No entanto, o argumento não é generalizável.

Enquanto isso, a corrida entre a Veer Voyage e a Windcoop para construir o primeiro navio porta-contentores movido a vento continua. Então, talvez esses navios possam usar velas, afinal.

Mito 4. Se fosse tão bom, já teríamos feito.

A crise petrolífera da década de 70 aumentou o interesse pela propulsão eólica, nomeadamente com as conferências em Delft (1980) e Manila (1985), que prometiam esperança para este tipo de energia. Mas quando os preços do petróleo caíram, o interesse diminuiu. “A propulsão eólica continua um nicho do sector porque as companhias de navegação ainda não precisam de pagar os custos ambientais e sociais reais da queima de combustíveis fósseis. Mas é provável que um preço global do carbono seja aplicado em breve ao transporte marítimo internacional . Isso cria um incentivo financeiro para meios de propulsão não poluentes”.

Artigo original do DN – Carla Aguiar.


Portos de Espanha com quebra de contentores.

Segundo os dados da Puertos del Estado, a empresa estatal responsável pela gestão dos portos estatais, houve uma acentuada quebra na movimentação de contentores nos portos espanhóis nos primeiros quatro meses do ano.

Nestes primeiros meses de 2023, os portos vizinhos movimentaram menos 1,9%, à volta de 176,9 milhões de toneladas, cerca de menos 3,4 milhões de toneladas que no mesmo período do ano transacto.

A movimentação de contentores, desceu 8,2% no primeiro quadrimestre deste ano , para 5,2 milhões (o ano passado era 5,7M TEU). Barcelona perde muito mais (-13,3%), seguido de Valência (-11,9%) com 1,5M TEU, e de Algeciras (-1,1%) também com 1,5M TEU.

Transporte marítimo de mercadorias regressou a preços pré-pandemia

O custo do frete entre Portugal e Ásia caiu significativamente desde que atingiu o pico na reabertura das economias pós-confinamentos. Armadores estão a reduzir oferta face à quebra do consumo mundial.

O frete marítimo para transporte de mercadorias desceu entre 75% e 90% desde a escalada de preços nos últimos dois anos, tendo entretanto regressando a valores pré-pandemia, segundo o presidente executivo da Associação Portuguesa de Transitários (APAT).

A quebra no consumo devido ao abrandamento económico após a invasão russa da Ucrânia é apontada como uma das razões para a substancial descida do preço do contentor.

Economia para o 2° Semestre de 2023 e o impacto no Comércio Marítimo.

No 2° Semestre de 2023, a economia global está passando ainda por uma fase de recuperação após a crise provocada pela pandemia de COVID-19. Era sabido de antemão, que o maior impacto seria sempre no pós-pandemia, após o regresso à actividade mais de acordo com o que era antes de 2020. Nesta altura, pese a crise inflacionista , ainda há margem para um crescimento moderado em várias regiões, como Estados Unidos, União Europeia e China.

Com a timida recuperação económica, (que ainda está longe se estar sólida), é  esperado que a médio prazo, exista um ligeiro aumento na demanda por bens de consumo e matérias-primas. Isso resultará obviamente num aumento na movimentação de contentores nos principais portos do mundo. O comércio eletrónico, esse sim,  também continua a crescer exponencialmente, o.que irá dar mais um forte impulsio na necessidade de transporte rápido e eficiente de mercadorias. No entanto, é importante considerar os desafios enfrentados pelo sector de transporte marítimo, como a falta de capacidade de contentores e os congestionamentos nos principais portos.
Recordemos que durante a pandemia, a maioria das companhias de navegação reduziram a sua capacidade e cancelaram rotas para se ajustarem à procura reduzida. Agora, com a eventual retomada económica, essas empresas enfrentam desafios para atender à demanda crescente, uma vez que a capacidade ociosa foi reduzida. Isso resulta num aumento nos custos de transporte marítimo e na escassez de contentores disponíveis. Além disso, os congestionamentos portuários têm sido uma preocupação constante, devido ao aumento do volume de contentores e à falta de mão de obra para lidar com o fluxo de trabalho.
Os custos de transporte marítimo possuem uma previsão de aumento consideravelmente para o segundo semestre de 2023. Isso se deve a vários factores, como a escassez de capacidade, os congestionamentos portuários ou o aumento dos preços dos combustíveis. As companhias de navegação estão passando esses custos extras para os clientes, o que afecta obviamente os custos finais dos produtos transportados. Essa situação podem ter um impacto negativo nas cadeias de abastecimento globais e nos preços ao consumidor.
Diante desses desafios, desde da altura da pandemia, que o sector de transporte marítimo está procurando soluções tecnológicas para optimizar as operações. O uso de tecnologias como a Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial (IA) e blockchain está ganhando destaque. Essas tecnologias podem melhorar a rastreabilidade das mercadorias, agilizar os processos alfandegários e optimizar a gestão da cadeia de suprimentos. A preocupação para cumprir metas ambientais também é óbvia, com a aposta em novos tipos de combustíveis, como hidrogénio ou a amónia, sendo esta uma das fases da descarbonização do sector.
Concluindo, o segundo semestre de 2023, poderá entrar numa economia global ainda em fase de recuperação, o que pode impulsionar o transporte marítimo de contentores. No entanto, o sector enfrenta desafios, e a adopção de soluções tecnológicas a médio prazo pode ajudar a melhorar a eficiência e a transparência nas operações. 
É necessário e essencial que governos, empresas,  stakeholders e os trabalhadores do sector trabalhem em conjunto para enfrentar esses desafios e garantir um comércio marítimo de contentores resiliente e sustentável.

CE lança Consulta Pública sobre Regulamento de Reciclagem de Navios

A Comissão Europeia tem disponível na web uma consulta pública para recolher os pontos de vista de um vasto leque de intervenientes — armadores, operadores de instalações de reciclagem, indústria, autoridades nacionais, ONG e cidadãos — sobre o regulamento da União Europeia (UE) relativo à reciclagem de navios.

Esta matéria é de extrema relevância, numa altura em que há metas ambientais para cumprir e que o aumento do abate de navios, tem sido uma realidade.

Yang Ming encomenda cinco navios GNL de 15.500 TEU

Yang Ming e a Hyundai Heavy Industries (HHI) chegaram a um acordo de construção naval para cinco navios porta-contentores biocombustíveis de 15.500 TEU. Essas novas embarcações serão entregues em 2026 como parte da estratégia de frota de médio e longo prazo de Yang Ming. Os novos navios porta-contentores serão construídos no estaleiro Hyundai Heavy Industries e serão equipados com um motor principal de combustível duplo GNL de alta pressão e um sistema de tratamento de água de lastro. Além disso, essas embarcações incluirão um sistema integrado de informações de navegação e monitorização da operação, bem como um sistema de satélite marítimo de banda larga. “Essas tecnologias são críticas para recolher grandes dados de navegação e melhorar a segurança da embarcação”, disse a  Yang Ming num comunicado. A transportadora de contentores com origem de Taiwan opera actualmente 94 navios com capacidade para cerca de 715.000 TEUs.

Em 658 águas balneares apenas 54 praias são Zero Poluição

A Associação ambientalista Zero reconheceu este ano 54 praias Zero Poluição em Portugal, menos quatro do que no ano passado, distribuídas por 26 concelhos e entre as quais está uma água balnear interior, em Odemira, foi divulgado esta terça-feira.

Em vésperas da abertura oficial de 205 águas balneares (01 de junho), a associação avançou que neste verão as praias Zero Poluição representam 8% do total das 658 águas balneares do país (com ou sem vigilância), uma redução de sete pontos percentuais face a 2022.

No ano passado, quando havia 654 águas balneares, foram classificadas pela Zero 58 praias.

Os concelhos com maior número de praias Zero Poluição são agora Albufeira, com seis; Porto Santo, Tavira e Vila do Bispo com, quatro cada; e Alcobaça, Aljezur, Faro, Odemira, Sesimbra e Vila do Porto, com três cada.

Matosinhos, Torres Vedras e Vila Real de Santo António passaram a fazer parte dos concelhos com pelo menos uma praia desta lista, da lista saíram no total 17 praias e entraram 13.

Os concelhos de Esposende, Loulé, Peniche, Sabugal e Vila do Conde deixaram de estar representados.

Segundo a Zero, há 41 praias distinguidas no continente (em 18 concelhos), oito praias nos Açores (seis concelhos) e cinco praias na Madeira (dois concelhos).

Pela positiva, merecem destaque para a associação a entrada de mais uma praia de Albufeira, a acrescentar às cinco existentes no ano passado, e a passagem de uma para três praias em Odemira, uma das quais interior – a praia de Santa Clara.

Uma praia Zero Poluição é aquela em que não foi detectada qualquer contaminação microbiológica nas análises efetuadas às águas balneares ao longo das três últimas épocas balneares, salientando a Zero ser “extremamente difícil” conseguir um registo incólume ao longo de três anos nas zonas interiores, “muito mais suscetíveis à poluição microbiológica”.


Docapesca investe 1,3 M€ em pavilhão de conservação de pescado na Figueira da Foz

A Docapesca vai investir 1,3 milhões de euros na construção de um pavilhão industrial na Figueira da Foz, para apoio ao tratamento, conservação e congelação de pescado.

De acordo com o Portal Base, a empreitada foi consignada por 1.180.084,30 euros – mas a este valor acrescem a fiscalização da obra e projecto de execução – com cofinanciamento do programa operacional Mar 2020.
Em resposta à agência Lusa, o presidente do conselho de administração da Docapesca explicou que a abundância de recurso na Figueira da Foz “disponibiliza elevadas quantidades de pescado para a primeira venda (lota) num curto período, originando constrangimentos ao escoamento de pescado e a uma tendência de redução do respectivo preço de venda”.
“Uma das formas de melhorar o escoamento do produto e incrementar o preço da primeira venda, consiste em reforçar as infraestruturas, através da construção de um novo pavilhão, que permita o tratamento e conservação de pescado, desfasando assim o momento da captura daquele em que se realiza a sua introdução no mercado”, explicou Sérgio Faias.
O administrador salientou que o novo pavilhão vai contribuir para “um maior equilíbrio dos preços na primeira venda, aumentando o retorno económico para a produção (armadores e pescadores locais) e induzindo assim uma redução do esforço de pesca”.
Uma das principais actividades desenvolvidas no porto de pesca da Figueira da Foz relaciona-se com a descarga e comercialização do pescado capturado através da arte de cerco.
“Esta arte de pesca caracteriza-se pela captura de cardumes em migração, facto que leva a que, quando identificados, a frota se concentre num mesmo porto durante o período em que a espécie é aí abundante”, referiu Sérgio Faias.
O presidente da Docapesca realçou que o porto de pesca da Figueira da Foz acolhe anualmente um movimento de cerca de 300 embarcações para descarga de pescado da arte de cerco.
Em 2022, foram transacionadas 7,2 mil toneladas de pescado na lota da Figueira da Foz, dos quais 80% são espécies-alvo desta arte de pesca (sardinha, biqueirão, carapau e cavala), “o que demonstra o potencial de sustentabilidade económica da actividade e justifica a necessidade de construção do referido pavilhão”.
O pavilhão a construir terá uma área de implantação de cerca de 1.000 metros quadrados, no qual, em plena actividade, poderão operar até 50 trabalhadores.
A empreitada tem um prazo de execução de 330 dias, pelo que o pavilhão deve estar concluído e pronto a operar no final do primeiro semestre de 2024.

Primeiro do mundo: CMA CGM Masai Mara pronto para amónia entregue.

O primeiro porta-contentores do mundo preparado para amónia, o CMA CGM Masai Mara, comemorou dois marcos importantes no seu processo de construção. Ou seja, esta maravilha da engenharia navam foi baptizada numa cerimónia especial organizada pelo estaleiro chinês Qingdao Shipyard no passado dia 27 de abril, antes de ser oficialmente entregue no dia 23 de maio.

O navio de 5.900 TEU foi construído para o armador belga CMB e será operado pela francesa CMA CGM. O CMA CGM Masai Mara tem 240 metros de comprimento e 42,8 metros de largura. Os seus recursos avançados incluem um alto nível de automação e um inovador sistema de propulsão de combustível duplo amónia/diesel.
O construtor afirmou que a embarcação tem baixo consumo de energia e que as suas características de projecto permitem o cumprimento de todas as normas mais recentes da Organização Marítima Internacional. A embarcação pertence a uma nova geração de porta-contentores de médio porte optimizados para o transporte regional e pode ser implementado em várias rotas globais não polares, oferecendo flexibilidade na sua utilização. A cerimónia de nomeação também serviu como ocasião para o lançamento do navio irmão do Masai Mara, CV5900-02, que será nomeado CMA CGM Khao Sok.
Crédito da imagem: Qingdao Shipyard