Porto de Setúbal adere à Windeurope Ports Platform.

O Porto de Setúbal passou a integrar o grupo de portos
europeus da WindEurope Ports Platform, o qual é composto actualmente por cerca
de três de dezenas infraestruturas portuárias europeias, com o objectivo de
contribuir e posicionar-se na linha da frente dos portos que apostam e
desenvolvem estratégias de investimento nas energias renováveis, nomeadamente
na indústria eólica offshore.

O papel dos portos no desenvolvimento desta indústria e da
sua logística associada é relevante quer ao nível das infraestruturas, quer na
disponibilização de áreas privilegiadas para a implantação das unidades de
produção. A WindEurope Ports Plataform congrega portos cuja visão para a
criação de hubs de energia renovável é determinante para suprir as necessidades
energéticas das regiões que servem e de toda a Europa. A partilha de
conhecimento e cooperação nesta área torna-se, assim, imperativa.

Recorde-se que o Porto de Setúbal faz parte do grupo de
trabalho constituído por infraestruturas portuárias nacionais.

Actualmente, no Porto de Setúbal já estão em desenvolvimento
vários projectos industriais para a produção de eólicas offshore. Com esta
adesão, o porto entra no clube dos portos europeus que mais contribuem para o
desenvolvimento da produção de energias renováveis, criando valor, emprego e um
notável contributo para a economia da região e do país.

Porto de Lisboa faz parte da nova rota Europa/América do Sul da ONE

A ONE – Ocean Network Express  anunciou o lançamento do serviço Latin-East-Coast Europe Express (LUX), um novo serviço semanal que liga a Europa e o Mediterrâneo à costa leste da América do Sul, e que passa por Portugal, através do Porto de Lisboa.

A primeira saída do LUX sairá do porto de Montevideu no dia 16 de setembro, enquanto a rotatividade portuária do serviço será a seguinte: 

Rotterdam (Holanda) – London Gateway (Reino Unido) – Hamburgo (Alemanha) – Antuérpia (Bélgica) – Lisboa (Portugal) – Algeciras (Espanha) – Santos (Brasil) – Paranagua (Brasil) –Montevidéu (Uruguai) – Buenos Aires (Argentina ) – Itapoa (Brasil)– Paranaguá (Brasil) – Santos (Brasil) – Rio De Janeiro (Brasil) – Algeciras (Espanha) – Rotterdam (Holanda)

De acordo com a linha de contentores de Singapura, o LUX é o primeiro serviço dedicado da empresa que liga a Europa e o Mediterrâneo à costa leste da América do Sul. 

A ONE espera fornecer um tempo de trânsito competitivo na direcção norte da costa leste da América do Sul para o Mediterrâneo e a Europa, oferecendo aos clientes uma alternativa competitiva aos produtos existentes no mercado, especialmente para carga refrigerada. 

“É também o único serviço no mercado que faz uma ligação direta de Lisboa para a costa leste da América do Sul, oferecendo aos clientes a oportunidade de embarcar a partir desses pares de portos únicos”, afirmou a ONE em comunicado.

CNLA organiza Prova de Mar na Baía de Sines.

O Clube de Natação do Litoral Alentejano (CNLA) organiza amanhã, dia 15 de julho, a partir das 10h00, a 19.ª Prova de Mar Baía de Sines, integrada no XVI Circuito Nacional de Águas Abertas.

O evento subdivide-se em três provas: duas de divulgação para federados e não federados (uma de 400m e outra de 1000m) e a prova oficial de 3000m, para federados da Federação Portuguesa de Natação e da Federação de Triatlo de Portugal.

Porto de Aveiro e AP Corunâ analisam hipótese "Corredor Verde Marítimo."

O Porto de Aveiro recebeu esta semana, a visita do Presidente e do Director geral da Autoridade Portuária de A Coruña, Martín Prado e Juan Freire, respectivamente. “Durante a manhã as duas autoridades portuárias reuniram, tendo tido oportunidade de discutir e analisar a possibilidade de colaboração em projectos estratégicos, com destaque para as energias renováveis offshore”, adianta um comunicado.

“Os projectos de descarbonização bem como a possibilidade de estabelecer um corredor verde marítimo entre Aveiro e a Corunha foram outros dos assuntos abordados”. Uma oportunidade de colaboração futura, atendendo a que o Porto da Corunha pretende tornar-se “num hub no fabrico de componentes eólicos offshore, com destino ao norte da Europa, através do seu porto exterior de Punta Lagosteira, tendo, neste momento, em carteira, um conjunto de empresas interessadas.”

O Porto de Aveiro, para além de ser um dos principais portos nacionais de movimentação de componentes para a indústria eólica, tem na sua área portuária uma unidade industrial de produção de componentes de energia eólica offshore, a CSWIND Portugal. nesta altura, está a decorrer um procedimento para manifestação de interesse em três parcelas situadas na ZALI, com uma área total de 192 090 m², para a instalação de unidades industriais dessa área de negócio.

Os administradores portuários “reforçaram a necessidade de aprofundar o relacionamento entre os dois portos, aproveitado as sinergias existentes, com vista ao desenvolvimento não só da indústria offshore e das energias renováveis, mas também da descarbonização impulsionando o uso de energias verdes”.

A visita aconteceu na sequência da participação de ambas as autoridades portuárias na ‘Plataforma dos Portos da WindEurope’, associação que promove o uso da energia eólica na Europa.

Marinha Portuguesa resgata 3 jovens que estavam à deriva num insuflável em Cascais

A Marinha Portuguesa resgatou, esta semana, três rapazes que estavam à deriva num insuflável em frente à praia das Moitas, em Cascais. Dois jovens têm 15 anos e o outro tem 16.

O insuflável estava a afastar-se da terra de forma “descontrolada”. Segundo comunicado da Marinha Portuguesa, a “embarcação pneumática” já se encontrava a cerca de 1850 metros de terra e “face ao estado do vento no local, esta iria permanecer em constante afastamento para sul”.

O insuflável foi encaminhado pelo Capitão do Porto de Cascais para a marinha local.

Quando chegaram a terra, os três jovens receberam assistência dos Bombeiros Voluntários do Estoril, não tendo sido necessário cuidado hospitalar.

Foto: Marinha Portuguesa.

APSS e CIP com Protocolo de Cooperação no Âmbito das Energias Renováveis Offshore.

A APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, S.A. e a Copenhagen Infrastructure Partners (“CIP”), assinaram um protocolo de cooperação com o objectivo de identificar e avaliar as capacidades existentes e potenciais do Porto de Setúbal para projectos de construção ligados à industria eólica offshore flutuante. O acto de assinatura decorreu na sede da APSS, após uma visita ao Porto de Setúbal.

O Presidente do Conselho de Administração apresentou a estratégia de desenvolvimento e projectos futuros para o Porto de Setúbal salientando “que este é um momento de grandes oportunidades para o Porto de Setubal, e que estes novos negócios marcam um novo posicionamento deste porto, como estratégico na transição energética da região e do país”, acrescentando que “pelas suas caraterísticas naturais, pelo potencial de expansão, pela indústria e infraestruturas existentes, pelos investimentos previstos nos próximos anos”, o Porto de Setúbal tem todas as condições e potencialidades para se afirmar nos próximos anos como um hub portuário verde e polo de desenvolvimento da transição energética com base em energias renováveis”.

Fundada em 2012, a CIP é hoje a maior gestora de fundos de investimento a nível mundial exclusivamente dedicados a projectos de energia de origem renovável e um líder mundial na industria eólica offshore. A Copenhagen Offshore Partners, A/S (COP) como parceiro exclusivo da CIP para o desenvolvimento de projectos eólicos offshore, lidera as actividades de desenvolvimento em Portugal e vê uma grande importância neste protocolo. Neste sentido, já foram iniciadas conversações sobre a identificação e avaliação das capacidades, existentes e potenciais, no Porto de Setúbal para o estabelecimento de um hub industrial ligado à indústria eólica offshore flutuante e aos projetos eólicos offshore flutuante a desenvolver em Portugal.

Este Protocolo de Cooperação integra-se na política seguida pelo Governo para o desenvolvimento da energia eólica offshore, sendo que o Porto de Setúbal tem vindo a destacar-se como porto estratégico enquanto plataforma logística e industrial para a produção e exportação de energias renováveis no seu hinterland, reforçando a sua estratégia assente no aproveitamento do potencial de desenvolvimento sustentável da economia azul.

Publicada em DR regulamentação da Pesca por Arte de Arrasto.

 

A portaria que regulamenta a pesca por arte de arrasto foi publicada dia 11 em Diário da República, determinando que na zona económica exclusiva (ZEE) nacional apenas são autorizadas modalidades de arrasto de fundo com portas e arrasto de vara.

Por arrasto de fundo entende-se a arte de arrasto de média ou grande dimensão, sempre rebocada por uma embarcação que se desloca sobre o fundo e está em contato com ele. O arrasto de fundo pode ser de vara ou com portas.

O arrasto de vara é caracterizado por ser uma arte de arrasto de média dimensão em que a boca, desprovida de asas, se mantém aberta pela ação de duas varas ou uma vara horizontal e por estruturas rígidas laterais (caso dos «patins»).

Morreu o surfista havaiano Mikala Jones

O surfista havaiano Mikala Jones, de 44 anos, morreu no passdo domingo, na sequência de uma queda enquanto praticava a modalidade na Indonésia. Jones sofreu um corte na artéria femoral da virilha, perdendo muito sangue, o que acabou por resultar na sua morte. 

A morte de Mikala Jones foi testemunhada por Santiago Pereira, surfista uruguaio, que está em estado de choque, e explicou o que se passou ao portal Duke Surf. 

“Quando estava a sair da espuma, ele notou que se tinha cortado na virilha. Veio uma onda ainda maior do que a que ele tinha entrado, e não podíamos entrar para procurá-lo. Depois lá conseguimos procurá-lo, o sobrinho dele deu-lhe a prancha e ele desmaiou em cima dela. Estava a perder muito sangue. Conseguimos levá-lo para o barco e agarrámos as mãos deles para dizer para não adormecer e ficar conosco. Ele estava a respirar”, começou por contar Santiago Pereira, prosseguindo com o relato.

“Cerca de 20 minutos depois chegámos à costa de Tuapejat onde a ambulância estava à nossa espera. Tirámos o Jones do barco com a ajuda de vários moradores e ele já estava totalmente inconsciente. Conseguimos metê-lo na maca da ambulância, fechámos as portas e foi para o hospital, mas já era tarde. Ele perdeu muito sangue”, lamentou o surfista uruguaio. 

A filha de Mikala Jones também já reagiu à morte do pai, lamentando o sucedido com uma mensagem emotiva que partilhou na rede social Instagram.

“Isto não parece real. Amo-te tanto pai e só queria dar-te um último abraço. Queria poder dizer-te o quanto te amo e o quanto agradeço por teres sido o melhor pai. Só queria que ainda estivesses aqui connosco, não era suposto partires agora. É muito cedo. Eu sei que estás num bom lugar com a avó Vi e com os teus amigos. Só queria que isto não tivesse acontecido e que nós pudéssemos acordar e irmos surfar juntos amanhã de manhã”, escreveu Isabella Jones, prosseguindo.

“Eu não sei como colocar isto em palavras, mas o meu pai sofreu um grave acidente a fazer surf e não resistiu. Estou feliz que estivesse a fazer aquilo que mais amava. A vida não será a mesma sem ti. Tenho tantas saudades tuas. Faria qualquer coisa para ter mais um momento contigo, mesmo que fosse para tu estares a discutirmos e nós estarmos a rir. Obrigado por todas as lições que me ensinaste e por teres estado sempre ali para mim. Só queria que estivesse aqui connosco neste momento. Sempre pensarei em ti pai. Amo-te tanto. Obrigado por tudo. Voa alto. És uma lenda”, concluiu a filha de Mikala Jones. 

Porto de Sines assina Memorando de Entendimento no âmbito da Global Gateway

A Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) e a CSN – Companhia Siderúrgica Nacional (Brasil) assinaram ontem, dia 12 de julho, um Memorando de Entendimento, no âmbito da iniciativa da Comissão Europeia Global Gateway.

O documento foi assinado pelo presidente da APS, José Luís Cacho, e pelo director da CSN, Pedro Brito do Nascimento, numa cerimónia que decorreu no Ministério das Infraestruturas, contando com a intervenção do Ministro das Infraestruturas, João Galamba.

O presente Memorando de Entendimento visa estabelecer o âmbito, as regras e os princípios orientadores da acção conjunta a desenvolver no sentido de estabelecer e desenvolver corredores logísticos sustentáveis, verdes e digitais de suporte a uma estratégia centrada em três pilares essenciais: “resiliência logística”, “resiliência energética” e “conectividade física e digital”.

Um compromisso que tem ainda por objectivo atrair investimentos estruturantes e de promoção da política industrial, constituindo particular oportunidade os segmentos como o do agronegócio, das matérias-primas críticas e do Hidrogénio Verde.

Na sua intervenção, o Ministro das Infraestruturas, João Galamba, frisou «a relevância do Memorando na promoção do desenvolvimento de infraestruturas portuárias, de transporte e materialização de corredores logísticos sustentáveis, verdes e digitais, visando o aumento da conectividade a uma escala Global».

Já o Presidente da APS, José Luis Cacho, garantiu «o empenho da Autoridade Portuária de Sines na concretização dos objectivos do Memorando e salientou as vantagens competitivas do Porto de Sines na promoção do comércio externo brasileiro para a Europa, destacando Sines como porta de entrada das exportações brasileiras para a Europa, particularmente no negócio agroalimentar».

Por seu lado, o Director da CSN, Pedro Brito do Nascimento, assumiu «a importância deste Memorando, vincando a necessidade da sua implementação abrangendo as áreas energéticas, mas também nas áreas da Segurança e Ambiente».

Por sua vez, Sofia Moreira de Sousa, Representante da Comissão Europeia, salientou «a importância da conectividade entre os países e continentes, principalmente na cadeia alimentar, nos dias de incerteza que vivemos hoje».

UE apoia novo acordo climático para o transporte marítimo

As novas metas climáticas para a indústria naval são bem-vindas na UE. 

“Esta meta ajudará a acelerar a transição, enviando um sinal claro para as indústrias de transporte marítimo e de combustível e incentivando as decisões de investimento e as escolhas de combustível necessárias”, diz um comunicado da Comissão Europeia. 

Na passada sexta-feira, a organização marítima da ONU, IMO, adoptou uma nova estratégia de CO2 para o transporte marítimo global até 2050, que visa “emissões líquidas zero em ou por volta de 2050”. Além disso, estabeleceu uma meta de redução de 20% nas emissões até 2030 – mas pretende atingir 30% até 2030 – e 70% até 2040, com esforços para atingir 80%.

Anteriormente, o objectivo era reduzir pela metade as emissões dos navios até 2050. No período que antecedeu a reunião, a UE exigiu que a IMO estabelecesse uma meta de redução de emissões em 29% em 2030 e 83% em 2040. O sector marítimo é actualmente responsável por cerca de 3% das emissões globais de CO2. Assim, é fundamental que a indústria se torne mais ambiciosa na luta pelo clima, afirma Inese Vaidere, copresidente da delegação do Parlamento. Desde que os estados membros da IMO adoptaram o novo acordo, as reacções da indústria foram positivas. 

Maersk, entre outros, chamou isso de “mudança de jogo”. Empresas de navegação, fabricantes de motores e fornecedores de combustível há muito procuram sinais claros da IMO.