Portos: Como é que o crime organizado se infiltra pela Europa?

Os portos marítimos da União Europeia movimentam aproximadamente cerca de 90 milhões de contentores por ano, mas as autoridades só podem inspeccionar entre 2 a 10% dos mesmos. Entretanto, estima-se que nos últimos anos, pelo menos 200 toneladas de cocaína tenham sido traficadas apenas através dos portos de Antuérpia e Roterdão. Este obstáculo logístico representa um desafio para a aplicação da lei e uma oportunidade para as redes criminosas que necessitam de aceder a centros logísticos para facilitar as suas actividades criminosas. Tais redes criminosas infiltraram-se, portanto, em portos de todos os continentes.

Os três maiores portos da Europa, Antuérpia, Roterdão e Hamburgo, estão entre os mais visados pela infiltração criminosa. A principal forma de os criminosos o fazerem é através da corrupção do pessoal das companhias de navegação, trabalhadores portuários, importadores, empresas de transporte, e representantes das autoridades nacionais entre outros actores, cujas acções são necessárias para assegurar a entrada de remessas ilegais. No entanto, esta abordagem requer a corrupção de um grande número de cúmplices. A fim de concentrar esforços e minimizar os riscos de perda de mercadorias, os criminosos organizados procuram novos modus operandi que exijam a corrupção de muito menos indivíduos. 

O relatório de análise da Europol sobre redes criminosas nos portos da UE analisa uma técnica específica, que explora códigos de referência de contentores desviados.

Isto requer a corrupção de apenas um indivíduo, juntamente com a corrupção ou uma infiltração ao estilo de um cavalo de Tróia das equipas de extracção, que são depois pagos entre 7e 15% do valor do carregamento ilegal. 

A Europol lançou um relatório de análise com o Comité Director de Segurança dos portos de Antuérpia, Hamburgo/Bremerhaven e Roterdão que analisa os riscos e desafios para as autoridades colocados pelas redes criminosas nos portos da UE.

As infra-estruturas críticas da UE nomeadamente auto-estradas, caminhos-de-ferro e portos – permitem o modo de vida da UE, onde a livre circulação de bens e pessoas é fundamental para o crescimento económico, a liberdade pessoal e a prosperidade. Contudo, as redes criminosas, impulsionadas pelo desejo constante de lucros crescentes e expansão das suas actividades ilegais, estão cada vez mais a trabalhar para a infiltração e controlo dos principais pontos logísticos.

Principais conclusões:

A utilização de códigos de referência de contentores desviados (ou a chamada fraude de códigos PIN) está a ganhar força entre as redes criminosas como modus operandi para a extracção de mercadorias ilícitas dos portos. As redes criminosas organizam a infiltração dos portos coordenando tedes locais de infiltrados portuários corruptos. Como efeito secundário das operações criminosas nos portos e da rivalidade que estas implicam, a violência muitas vezes derrama dos principais centros de transporte para as ruas das cidades circundantes, onde a competição pela distribuição tem lugar.

Principais recomendações:

O intercâmbio internacional de informações sobre as actividades das redes criminosas nos portos com a Europol e entre os Estados-Membros da UE deve ser ainda mais reforçado. Deve der dada uma atenção contínua à integração de elementos de segurança na concepção das infra-estruturas portuárias. A implementação de parcerias públicas para envolver todos os actores portuários essenciais para combater a infiltração de redes criminosas nos portos da UE.

Ylva Johansson, Comissária para os Assuntos Internos, afirmou: “O relatório da Europol sobre redes criminosas nos portos ilustra o que estamos a enfrentar. Revela a sofisticação dos grupos criminosos da droga, a sua força e a sua selvajaria.

Os traficantes de droga promovem acções e práticas corruptas por vezes através de suborno, por vezes através de intimidação. Estamos a trabalhar com as autoridades a todos os níveis para reforçar os sistemas na luta contra a actividade criminosa que este relatório esboça. 

A Directora Executiva da Europol, Catherine De Bolle, afirmou: As redes criminosas trabalham de perto para escapar à segurança nas fronteiras terrestres e nos portos aéreos e marítimos. Elas têm uma coisa em mente – o lucro. Uma resposta eficaz é uma colaboração mais estreita entre o sector público e privado; isto tornará ambas as partes mais fortes.

DGAV com recomendações para consumo de pescado pela população.

 

A DGAV — Direcção Geral da Alimentação e Veterinária promoveu um grupo de trabalho que elaborou um conjunto de recomendações para o consumo de pescado para a população portuguesa. Comer 4 a 7 vezes por semana, entre todas as espécies, é um dos conselhos, acrescentando: “Inclua na sua alimentação diferentes espécies de pescado provenientes de pescarias sustentáveis”.

O grupo de trabalho integrou a ASAE — Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, a Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto (FCNAUP), o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o IPMA — Instituto Português do Mar e da Atmosfera e o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP).

De acordo com as conclusões do estudo realizado, o consumo de pescado tem benefícios para a saúde, mas algumas espécies têm um teor de mercúrio elevado que pode representar riscos associados ao desenvolvimento cognitivo, sendo por isso de evitar em grupos vulneráveis como as grávidas, mulheres a amamentar e crianças pequenas.


Diminuição do risco de doença coronária

Segundo os autores deste trabalho, o consumo de pescado, que inclui peixe, moluscos e crustáceos, tem benefícios para a saúde, diminuindo o risco de doença coronária e contribuindo para um adequado neuro-desenvolvimento do feto, avança a DGAV.

Apesar disso, algumas espécies, como atum fresco (não o de conserva), cação, espadarte, maruca, pata roxa, peixes-espada e tintureira, contêm elevado teor de mercúrio, o que pode representar riscos para a saúde, designadamente ao nível do desenvolvimento cognitivo, devendo por isso ser evitadas por grávidas, mulheres a amamentar e crianças pequenas.

Para estes grupos vulneráveis, a recomendação dos especialistas é o consumo de pescado entre 3 a 4 vezes por semana, sendo que para a população em geral o consumo de pescado deverá ser mais frequente, até 7 vezes por semana, acrescenta a DGAV.


Privilegiar sardinha e cavala

No entender dos investigadores, o consumo de pescado continua a ser essencial, sendo necessário fazer as escolhas certas relativamente às espécies e à frequência do seu consumo. Sardinha e cavala são algumas das opções a privilegiar, uma vez que têm menos mercúrio e maior teor de ácidos gordos ómega-3, que contribuem para um melhor desenvolvimento cognitivo nas crianças e para a prevenção de doença cardiovascular nos adultos. Espécies como abrótea, bacalhau, carapau, choco, corvina, dourada, faneca, lula, pescada, polvo, raia, redfish e robalo são outras das opções que apresentam, geralmente, valores baixos de mercúrio.

As recomendações para o consumo de pescado para a população portuguesa foram definidas tendo por base a frequência de consumo dos portugueses, obtida através do inquérito nacional IAN-AF. Os dados relativos ao teor de mercúrio foram, por sua vez, determinados através de amostras colhidas e analisadas no âmbito do controlo oficial e de diferentes estudos científicos, sendo posteriormente integrados numa avaliação de risco-benefício associado ao consumo de pescado pela população portuguesa.

Tubarões de recife ameaçados de extinção por pesca excessiva

Os tubarões de recife estão na beira da extinção devido à pesca excessiva, de acordo com um estudo divulgado, que denuncia riscos subestimados na actualidade.

O desaparecimento iria ter um impacto negativo sobre os humanos, afirmam os cientistas autores do estudo, devido ao papel que desempenham na manutenção dos ecossistemas marinhos.

Estes tubarões são importantes para manter um equilíbrio delicado numa cadeia alimentar da qual dependem milhões de humanos.

Publicado na revista Science, o estudo resulta de uma enorme colaboração mundial iniciada em 2015 no seio do projecto Global FinPrint, que recolheu mais de 22 mil horas de imagens vídeo dos recifes de África, do Médio Oriente, da Ásia, da Oceânia e das Américas.

Utilizando um modelo informático, uma equipa de uma centena de cientistas do mundo inteiro estimou que as populações de cinco das espécies mais comuns destes tubarões eram inferiores entre 60% a 70% à que deveriam ser sem a pressão humana.

Acresce que os tubarões estavam ausentes de 14% dos recifes onde tinham sido registados.

As conclusões do estudo devem ajudar a atualizar a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza durante o próximo ano ou no seguinte. Novas espécies devem passar a ser consideradas como “em perigo”, o que conduz à tomada de medidas para as salvaguardar.

Segundo Colin Simpfendorfer, o principal investigador do estudo e docente das universidades James Cook e da Tasmânia, na Austrália, declarou à AFP que o factor principal do declínio do número de tubarões é a pesca excessiva, tanto a que incide sobre eles, como a que os envolve por acaso.

Em termos de impacto, a perda destes tubarões provocaria um efeito ricochete na cadeia alimentar. As suas presas, das quais se alimentam, aumentarão em número, mas o nível seguinte diminuiria e assim sucessivamente, desencadeando perturbações imprevisíveis, que colocariam em perigo a segurança alimentar mundial.

PE aprova acordo com a Maurícia para pesca de atum no Índico

O Parlamento Europeu deu ‘luz verde’ a um acordo de pesca negociado entre a Comissão Europeia e a Maurícia que aumenta as capturas de atum no Oceano Índico.

O acordo negociado para o período 2022-2026, aumenta para até 5.500 toneladas por ano as capturas de atum e espécies afins, em comparação com 4.000 toneladas de atum por ano entre 2017 e 2021, para a frota da União Europeia (UE), incluindo navios portugueses, no oceano Índico.

O novo protocolo foi aprovado por 526 votos, 37 contra e 52 abstenções.

A frota da UE é composta por 40 atuneiros cercadores e 45 palangreiros de superfície, principalmente espanhóis e franceses e, em menor medida, italianos e portugueses (quatro palangreiros de superfície).

O acordo prevê, até 2027, que a UE desembolse 725 mil euros.

Segundo dados de 2020, a frota da UE capturou 217 mil toneladas de pescado no oceano Índico Ocidental, que é a principal área de pesca, com 69% das capturas efetuadas pela Espanha, 28% pela França, 2% pela Itália e 1% por Portugal.

A frota da UE é a terceira maior do Oceano Índico, representando 12,5% das capturas em peso, depois da Indonésia (19,8%) e do Irão (13,3%).

Frota utilizou 80% da quota de atum rabilho.

 “…Considerando os dados das capturas de ‘bycatch’ [pesca acessória], efetuadas pela frota portuguesa, de atum rabilho (‘thunnus thynnus’) no Oceano Atlântico, a leste de 45ºW, e Mediterrâneo, informa-se que a utilização desta quota para esta espécie atingiu os 80%”, lê-se numa nota da Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

Assim, “muito brevemente”, pode ser necessário encerrar a pesca acessória.

A DGRM é um serviço central da administração directa do Estado, com autonomia administrativa, que tem por objectivo o desenvolvimento da segurança e serviços marítimos, a execução das políticas de pesca e a preservação dos recursos.

Algarve pode ter 1ª área marinha protegida deste século em Portugal

A Universidade do Algarve, Fundação Oceano Azul e várias associações de pescadores e municípios do Algarve, foram envolvidos no processo pparaa criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado.

O Ministério do Ambiente liderado por Duarte Cordeiro aprovou a consulta pública para classificação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado como área marinha protegida, a primeira do género a ser criada em Portugal Continental neste século. O percurso até aqui envolveu mais de 70 associações de pescadores, organizações não-governamentais e municípios. A consulta pública será os 30 dias regulamentares.

No seguimento da costa de Albufeira, Lagoa e Silves esta localizado o maior recife rochoso costeiro a baixa profundidade de Portugal, estendendo-se desde o Farol de Alfanzina, em Lagoa, até à Marina de Albufeira. Neste recife encontram-se cerca de 900 espécies, incluindo 12 novas para a ciência e mais de 45 novos registos para a costa portuguesa, tal como várias espécies com estatuto de conservação como o cavalo marinho. Existem igualmente jardins de corais e de gorgónias, e pradarias de ervas marinhas. Derivado da sua localização, a pressão significativa da pesca e do turismo tem impacto no recife.

O processo começou em 2018 com o Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR), a Fundação Oceano Azul, algumas das autarquias e as associações de pescadores do Algarve, a lançar as bases para a criação de uma Área Protegida de Interesse Comunitário (AMPIC). 

“No CCMAR pretendíamos que os dados que fomos recolhendo ao longo dos anos não fossem para o Governo sem primeiro consultar e trabalhar com os cidadãos locais. Fizemos um processo participativo a que chamámos de área marinha protegida de interesse comunitário precisamente por ser um processo de baixo para cima”, explicou Jorge Gonçalves, investigador do CCMAR da Universidade do Algarve.

Ao longo destes 3 anos, houve 7 reuniões plenárias e mais de 70 reuniões bilaterais com diferentes organizações. “Foi importante haver este processo colectivo com as várias entidades para todas elas discutirem e apresentarem os seus pontos de vista e os direitos que lhe assistem de alguma maneira”, afirma Tiago Pitta e Cunha, presidente executivo da Fundação Oceano Azul.

Há cerca de 20 anos que a Universidade do Algarve faz estudos sobre os habitats marinhos da costa algarvia, que permitiram à instituição saber os melhores sítios em termos de riqueza e dos valores naturais, tal como das utilizações a nível das atividades socioeconómicas. Toda a pesquisa serviu para delimitar onde será instalado o futuro Parque Natural Marinho. 

“Todo esse conhecimento científico foi ainda melhorado com o facto de fazermos o mapeamento dos bancos de pesca algarvios e de todas as actividades humanas que se fazem no mar”, diz o investigador do Centro de Ciências do Mar.

Tripulantes do submergível das viagens aos destroços do Titanic desapareceu.

O submergível concebido para levar turistas até ao local onde estão os destroços do Titanic foi dado como desaparecido ontem no oceano Atlântico.

O veículo desapareceu com cinco pessoas a bordo, afirmou um porta-voz da guarda costeira dos Estados Unidos ao jornal britânico The Guardian.

Segundo a fonte, “um pequeno submersível com cinco pessoas a bordo desapareceu nas proximidades dos destroços do Titanic”.

As televisões britânica BBC e norte-americana CBS foram as primeiras a noticiar o desaparecimento do submersível, mas ainda sem qualquer informação sobre o número de pessoas desaparecidas.

A empresa responsável pelas viagens subaquáticas aos destroços do Titanic, a OceanGate Expeditions, já confirmou que um dos seus veículos está desaparecido e que seguiam pessoas a bordo.

“Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para trazer a tripulação para terra em segurança”, afirmaram os responsáveis da empresa, referindo que o “principal foco são os membros da tripulação e as suas famílias”.

A empresa disse que tem tido “assistência extensiva” de várias agências governamentais e outras empresas na tentativa de restabelecer o contacto com o submersível.

O navio de cruzeiro Titanic afundou-se em 1912, após embater contra um icebergue quando fazia a sua viagem inaugural entre Southampton e Nova Iorque, com cerca de 2220 passageiros a bordo, entre os quais mais de 1500 que vieram a perder a vida.

A OceanGate Expeditions organiza viagens subaquáticas de oito dias até aos destroços da embarcação – que foram descobertos em 1985 e permanecem no fundo do oceano, a 3800 metros da superfície e a 640 quilómetros da ilha canadiana da Terra Nova -, cobrando cerca de 250 mil dólares (229 mil euros) por cada passageiro. É a única empresa que possui um submersível, chamado “Titan”, capaz de chegar ao fundo do oceano para ver de perto os destroços do “Titanic”.

A empresa tinha anunciado recentemente na respectiva página na Internet e nas redes sociais que estava em curso uma expedição para ver os destroços do “Titanic”.

Em 14 de junho, a empresa afirmou no Twitter que estava a utilizar a empresa de comunicações Starlink para manter a linha de comunicação aberta com a expedição que se dirigia ao “Titanic”.

Nas ondas, existe potencial energético suficiente para abastecer o mundo.

A energia das ondas, ainda que embrionária, tem um elevado potencial energético. Custo e falta de maturação das tecnologias são entraves, mas países como Portugal estão a afirmar a sua aposta.

As ondas do oceano possuem um enorme potencial como fonte de energia renovável. A energia das ondas é uma forma limpa e sustentável de gerar eletricidade, e seu potencial é particularmente promissor em regiões costeiras onde as condições oceânicas são favoráveis.

Existem diferentes tecnologias que exploram o potencial das ondas para a produção de energia. Uma delas é a chamada “energia das ondas de superfície”, que utiliza dispositivos flutuantes para capturar a energia cinética das ondas que se movem na superfície do oceano. Esses dispositivos geralmente consistem em boias ou flutuadores que são conectados a uma estrutura fixa no fundo do mar. O movimento ascendente e descendente das ondas faz com que os dispositivos se movam, gerando energia mecânica que pode ser convertida em eletricidade por meio de geradores.

Outra tecnologia é a “energia das ondas de movimento linear”, que aproveita o movimento das ondas em uma direção linear. Nesse caso, os dispositivos são projetados para se moverem para frente e para trás ou para cima e para baixo, capturando a energia cinética das ondas e convertendo-a em energia elétrica.

Uma das vantagens da energia das ondas é que ela é previsível e regular. As ondas são causadas pela ação do vento sobre a superfície do oceano, e esse fenômeno é bem compreendido e previsível. Isso significa que é possível estimar com precisão a quantidade de energia que pode ser gerada em um determinado local e planejar sua utilização de forma eficiente.

Além disso, as ondas têm uma densidade energética muito alta em comparação com outras fontes renováveis, como a energia solar e eólica. Isso significa que é possível gerar uma quantidade significativa de energia a partir de uma pequena área de mar. Isso é particularmente relevante em regiões onde o espaço é limitado e a disponibilidade de terra para a instalação de turbinas eólicas ou painéis solares é reduzida.

No entanto, apesar do seu grande potencial, a energia das ondas ainda enfrenta desafios tecnológicos e econômicos significativos. As condições oceânicas podem ser extremamente agressivas, o que requer a construção de dispositivos robustos e duráveis para suportar as condições adversas do mar. Além disso, os custos de instalação e manutenção de parques de energia das ondas são atualmente bastante elevados, o que limita a sua adoção em larga escala.

Apesar desses desafios, o desenvolvimento da energia das ondas tem avançado, e há projetos pilotos e comerciais em andamento ao redor do mundo. Com o aprimoramento contínuo da tecnologia e a redução dos custos, a energia das ondas pode se tornar uma importante fonte de energia renovável, contribuindo para a diversificação da matriz energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Burnout: 12 etapas (ou sintomas) do esgotamento profissional.

 

Num mundo pós-pandémico, em que a guerra, crise inflacionista e a perda de poder de compra afecta todos nós e as empresas, algo tem vindo a piorar mais: A nossa saúde mental.

Quem trabalha no meio logístico e portuário, sabe o que é, pois a exigência e a pressão tremenda que existe num sector com inúmeras flutuações, não ajuda nada a estabilizar a parte mental.

Podemos achar que nem temos, ou que é meramente cansaço acumulado ou falta de férias, mas a verdade é que os trabalhadores logísticos e principalmente portuários sentem mais, em virtude também de já terem passado por isso na altura da pandemia da Covid-19, onde os portos tiveram papel fundamental para a economia não quebrar.

Depressão, esgotamento físico e mental, sentimento de incapacidade e até pensamentos suicidas: esses são alguns dos indícios do Burnout, um transtorno cada vez mais comum que se caracteriza por um stress devastador, extremo, superior à capacidade pessoal de lidar com questões do dia a dia de modo eficiente, e é relacionado exclusivamente ao trabalho.

Os psicólogos Herbert Freudenberger e Gail North, respectivamente, alemão e norte-americana, criaram uma lista do que seriam as 12 etapas do Burnout. As chamadas etapas não devem ser vistos como fases. São sintomas. Algumas pessoas passam por todos, mas outras não. E podem não aparecer nessa ordem, também. De qualquer maneira, a lista serve como um indicador de sinais a se prestar atenção.

1. Compulsão em demonstrar o seu próprio valor

É aquela necessidade de mostrar que sabe fazer o que a sua função, e com excelência.

2. Incapacidade de desligar-se do trabalho.

Ver constantemente os e-mails e mensagens antes de dormir, trabalhar uma quantidade de horas extraordinárias (por vezes voluntariado), estar sempre a pensar no que poderia ou não ter feito, deixar o pensamento a pensar nas frases de colegas tóxicos, entre outros, são alguns dos sinais.

3. Negação das próprias necessidades

Bom sono, alimentação adequada, tempo para o lazer tornam-se secundários –e essa atitude é vista como um sacrifício em nome de um bem maior, uma dedicação extremista e pouco saudável. 

4. Fuga de conflitos

A pessoa percebe que há algo errado, mas evita enfrentar a situação de frente. Os primeiros sintomas físicos podem surgir, e revelarem-se de uma forma dolorosa.

5. Reinterpretação de valores pessoais

A família, os momentos de descanso, os hobbies, passam a ser vistos como coisas sem importância ou sem nexo. A autoestima é medida apenas pelos resultados obtidos.

6. Negação de problemas

A pessoa torna-se intolerante. Vê os colegas de trabalho como preguiçosos, incompetentes ou até indisciplinados. Pensa que nem todos remam da mesma maneira, o que pode gerar desdém pelos colegas e trabalho.Pode haver aumento da agressividade e sarcasmo.

7. Distanciamento da vida social.

A vida social passa a ser restrita ou, até mesmo, inexistente, como se fosse uma pausa do trabalho e não descanso efectivo. Passa a não saber desfrutar do descanso, tal é o peso emocional do trabalho. O trabalho é feito de maneira automática. A necessidade de relaxar pode levar em certos casos, ao uso de drogas ou álcool.

8. Mudanças estranhas de comportamento.

A pessoa torna-se muito diferente do que costumava ser. Quem era alegre e dinâmico torna-se apático e fatalista. As alterações são óbvias e podem ser notadas pela família e amigos, sendo notória também aos colegas mais próximos.

9. Despersonalização.

Não é possível ver o seu próprio valor enquanto ser humano ou trabalhador, nem as necessidades, bem como das pessoas em seu redor.

10. Vazio interno.

Para amenizar o desconforto, muitos recorrem às drogas, álcool, ou compulsões como comer e fazer sexo, não como necessidade natural ou normal, mas para colmatar um vazio ou sensação mínima de desespero.

11. Depressão.

O futuro parece incerto, perde-se o sentido de estabilidade e previsibilidade. As mudanças, principalmente as negativas causam impacto tremendo. A vida como que perde parte do sentido. É comum o sentimento de estar perdido, cheio de incertezas e de exaustão física e mental.

12. Burnout ou esgotamento.

Há um colapso mental e físico, assim como pensamentos extremamente negativos, destrutivos ou até suicidas. Quem chegou até aqui, precisa de ajuda médica imediata, pois pode estar em causa enquanto ser humano. Empresas deveriam ter um papel mais activo na prevenção, para evitar este limite.

Quem sofre mais?

Segundo dados do ISMA (International Stress Management Association), o Burnout atinge 32% da população que tem sintomas de stress. E, muitas vezes, pode levar ao afastamento do trabalho, assim como causar úlceras, diabetes, aumento no colesterol, entre outros problemas de saúde. Pessoas com doenças crónicas, a nível de cardiovascular, diabetes, asma ou até cancro, podem levar a um patamar de degradação tão elevado, que pode aumentar o risco de fatalidade.

O Burnout é mais comum em pessoas minimamente  exigentes, rigorosas com o trabalho, sem medo das  rresponsabilidade, e com sentido profissional.

No entanto, tudo isto não acontece do dia para a noite. Pode levar anos para a pessoa desenvolver e atingir o pico de stress, ou haver um desencadeamento de situações negativas no meio laboral para chegar-se ao limite.

O percurso é parecido: A pessoa começa um novo trabalho com ilusões, sonhos, ideias e expectativas. Gradualmente, ao longo dos anos, no entanto, a realidade vai batendo de frente e demonstrar que é diferente. O trabalhador passa por frustrações, mas vai engolindo, perante as injustiças. Aos poucos, ele começa a deixar de ter prazer no seu trabalho. Primeiramente perde a afinidade, depois ou faz as tarefas mecanicamente, como um androide, ou desacarrega negativamente as frustrações e torna-se tóxico, ou entra em trauma e sai do trabalho. 

O trabalho começa a perder qualidade e o funcionário vai ficando, crítico, desligado e revoltado. Na hora que há esse desligar interno, podem começar a aparecer sintomas físicos, como dor de cabeça, na nuca, no estômago, problemas de pele, infecções urinárias porque a imunidade cai.

O Burnout é um assunto sério e deverá ser visto como uma prioridade a tratar e não como algo irrelevante para descartar.

MSC com nova série de 8.000 TEU de combustível duplo em estaleiros do Extremo Oriente

A MSC –  Mediterranean Shipping Company, a maior linha de transporte de contentores do mundo, está mais uma vez procurando novas embarcações na Ásia, relata o Splash 247 de Singapura.

De acordo com relatórios, a MSC abordou os  estaleiros líderes na China e na Coreia do Sul para uma nova série de navios de 8.000 TEU de combustível duplo.

Prevê-se que a MSC esteja explorando a possibilidade de navios de combustível duplo a gás natural liquefeito (GNL) e metanol. A MSC recentemente alcançou um marco significativo ao tornar-se a primeira companhia marítima a operar uma frota com capacidade para cinco milhões de slots. Actualmente, a empresa possui uma extensa carteira de pedidos, com mais de 1,5 milhão de slots em pedidos. Essa carteira de pedidos é comparável em tamanho à frota existente da Ocean Network Express (ONE), a sétima maior linha de transporte de contentores do mundo com sede no Japão.

Também foi fornecida uma actualização sobre outro grande pedido de navios porta-contentores que está em andamento há vários meses. A Samsung Heavy Industries e a Japan Marine United estão supostamente numa posição favorável para garantir o projecto da Evergreen para 24 navios de 16.000 TEU. De acordo com o relatório , esses dois estaleiros provavelmente dividirão o pedido, com a Samsung Heavy Industriesa ficar responsável pela construção da maioria das embarcações.