Prio, Corona e Volkswagen unem-se em apoio a evento de surf solidário

As ondas da Praia de Santa Cruz, em Torres Vedras, serão as “mais solidárias do país”, ou não fossem elas as responsáveis por acolher no dia 14 de julho a Softboard Heroes – uma competição de surf solidária patrocinada pela Prio, Corona e, pela primeira, a Volkswagen.

O evento, que regressa para a sua terceira edição, junta profissionais da modalidade e celebridades numa competição de surf “saudável e inovadora”, com o objectivo final de apoiar as associações APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima), FALO (Fundação António Luís de Oliveira), Cruz Vermelha de Torres Vedras e Refood. O prémio em causa aumentou, estando fixado em 15 mil euros.

Este ano 16 participantes vão representar as quatro associações portuguesas, estando o montante angariado para cada instituição dependente da performance dos surfistas associados.

Outra particularidade do evento prende-se com o facto de os participantes não utilizarem as suas próprias pranchas, mas sim pranchas de softboard, feitas de materiais não convencionais.

Para o processo de escolha das pranchas o evento conta com o apoio da Catch Surf, da JS, da Flowt, da Softdog Surf e da Softech.

A Noah Surfhouse, a Oeste Portugal, a Câmara Municipal de Torres Vedras, a Sealand Santa Cruz, a Megahits, a SIC, a OnFire, a Surf Total, a Beachcam e a Surfzine são outros dos parceiros do evento solidário.

Porto de Aveiro vai ter mais armazenagem de combustíveis líquidos

O Porto de Aveiro irá possuir numa curta janela temporal, de um parque adicional de armazenamento de combustíveis líquidos.

Esta infraestrutura adicional irá ocupar uma área de aproximadamente  38 401 metros quadrados localizada no Terminal de Granéis Líquidos do porto aveirense, numa localização onde já se encontram empresas como a Bondalti, Cires ou a Digal.

Ainda é desconhecida a empresa que irá assumir o novo projecto deste parque de armazenamento de combustíveis líquidos, tendo a Administração do Porto de Aveiro  lançado um aviso para a apresentação de possíveis interessados na respectiva concessão, que ao apresentarem-se vários candidatos, faz com que haja a existência de um concurso para o efeito. Obviamente que a empresa que segurar a operação, terá responsável pelo pagamento das taxas de ocupação e a um limite de movimentação anual de carga. 

Tecnologia e treino de pessoal podem promover a segurança portuária.

De acordo com os oradores de um webinar conjunto da ICHCA – International Cargo Handling Coordination Association e da Port Technology International, a inovação tecnológica deve ser apoiada por adesão e treino de pessoal de todos os utilizadores e partes interessadas do porto para promover a segurança.

O CEO da ICHCA – Richard Steele afirmou aos participantes que houve 354 mortes em terra, incluindo 349 trabalhadores portuários e 20 camionistas em todo o mundo desde o ano 2000. 

Richard Steele comentou que a principal coisa que a indústria pode fazer é acordar sobre boas práticas comuns e, em seguida, agir como defensores, modelar esses bons valores e criar expectativas de padrões em todo o sector.

Evert Bulcke, CEO da Rombit, empresa especializada em soluções marítimas e portuárias, afirmou que: “Para ter sucesso,  precisa de treini e procedimentos, apoiados por treino contínuo e alerta por meio de ferramentas digitais”.

Evert Bulcke, também apontou que os custos de manutenção, energia e reparação foram reduzidos em cerca de 5.000€ por veículo, por ano, em inovações como o autocarro digital em tempo real, enquanto a Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA (OSHA) estima que cerca de 70% dos todos os acidentes com elevadores e guindastes podem ser evitados por meio de treino e aplicação de ferramentas digitais.

Steve Biggs, assistente sénior do ITF – Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte também enfatizou a importância de garantir que as mudanças nas práticas de trabalho sejam acordadas com a equipa, obtendo a sua “aprovação”. Só assim novas correcções tecnológicas e inovações nas práticas de trabalho poderiam ser aplicadas com sucesso.

Richard Steele também apontou que a IMO fornece excelentes regulamentos internacionais, mas uma vez que as fronteiras nacionais são cruzadas, as estruturas regulatórias são individuais e torna-se mais complexo tentar obter a aplicação uniforme dos procedimentos. 

A própria indústria tem uma responsabilidade contínua com todos os seus stakeholders para continuar a mostrar liderança em saúde e segurança. 

Principais conclusões: O consenso foi que todas as partes interessadas, tanto dentro dos portões do terminal quanto aquelas que chegam ao porto de fora, devem estar cientes e activamente incluídas nas práticas seguras de trabalho. As regras de segurança precisam ser reiteradas constantemente, mas isso deve ser combinado com uma liderança visível e sentida em saúde e segurança, desde a liderança de gestão até ao terreno. Tudo isso pode ser complementado por tecnologia que produz dados e pode monitorizar o desempenho de segurança.

Este ano a Marinha já salvou 215 pessoas no mar

 

A Marinha salvou 215 pessoas no mar no primeiro semestre, no decurso de 210 ações de busca e salvamento que, além de meios das Forças Armadas, envolveram também Protecção Civil e INEM, e, por vezes, navios mercantes.

De acordo com o balanço divulgado pela Marinha, os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento de Lisboa e Ponta Delgada e subcentro do Funchal desencadearam 210 acções nos primeiros seis meses do ano, que resultaram no salvamento de 215 pessoas.

Os dados da Marinha indicam que o centro de coordenação de Lisboa foi responsável por mais de metade dessas acções (124), resgatando 160 pessoas.

O de Ponta Delgada resgatou 44 pessoas em 76 acções de busca e salvamento e o do Funchal resgatou 11 pessoas em 10 acções.

180 oradores discutem oceano no Encontro Ciência 2023 em Aveiro

 

Encontro Ciência 2023, fórum anual de ciência, tecnologia e inovação, este ano dedicado ao Oceano, leva à Universidade de Aveiro mais de 180 entre amanhã e sábado. Segundo a organização, o mote “Ciência e Oceano para além do horizonte” será o ponto de partida para a apresentação de “alguns dos principais temas de investigação e desenvolvimento em Portugal”.

O Encontro Ciência 2023 realiza-se pela primeira vez fora de Lisboa, estando prevista a presença do Presidente da República e do Primeiro-Ministro, bem como de vários membros do governo.

Elvira Fortunato, ministra da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Maria do Céu Antunes, ministra da Agricultura e Alimentação, João Gomes Cravinho, ministro dos Negócios Estrangeiros, António Costa Silva, ministro da Economia e do Mar, e Duarte Cordeiro, ministro do Ambiente e da Acção Climática são também presenças anunciadas.

Ao longo dos três dias do encontro serão dinamizadas seis sessões plenárias, com temas tão diversos como o clima, a economia do mar ou a alimentação, reunindo mais de 180 oradores, adianta a organização. Paralelamente decorrerão cerca de 30 sessões temáticas sobre temas como economia azul, circular e sustentável, biotecnologia, energias renováveis ou saúde.

A comissária da edição deste ano é Helena Vieira, investigadora coordenadora que detém atualmente a cátedra em Economia do Ambiente e Gestão de Recursos Naturais na Universidade de Aveiro.

A importância dos transitários no transporte marítimo em Portugal

O transporte marítimo desempenha um papel vital no comércio global, facilitando o movimento de mercadorias em larga escala entre países. Em Portugal, um país com uma longa tradição marítima, os transitários desempenham um papel fundamental no sector do transporte marítimo. São eles que coordenam e gerem a logística de transporte, garantindo a eficiência e o sucesso das operações.

Um transitário é uma empresa especializada em facilitar a movimentação de mercadorias de um local para outro, actuando como intermediário entre os exportadores, importadores e as companhias de transporte marítimo. Os transitários em Portugal têm conhecimento especializado sobre as regulamentações e práticas comerciais internacionais, bem como sobre os diferentes tipos de embarcações e rotas marítimas disponíveis.

A actividade dos transitários é em boa parte, o planeamento e organização das operações de transporte internacional de mercadorias, actividades logísticas e distribuição. A actividade está legalmente regulamentada pela Lei 5/2013 e os serviços prestados têm de respeitar as normas dentro dos parâmetros das Condições Gerais de Prestação de Serviços pelas Empresas Transitárias.

O acesso à actividade passa pelo respectivo licenciamento por parte do IMT – Instituto da Mobilidade e dos Transportes, que só é atribuído a empresas com a devida capacidade financeira e o devido seguro de responsabilidade civil obrigatório. 

Uma das principais vantagens de se envolver um transitário no transporte marítimo é a sua experiência em lidar com os desafios logísticos. O transporte marítimo envolve uma série de procedimentos complexos, desde a recolha da carga até a entrega final. Os transitários têm conhecimento e experiência para enfrentar esses processos de maneira eficiente, evitando atrasos desnecessários e garantindo a segurança das mercadorias.

Além disso, os transitários também são responsáveis ​​pela documentação necessária para o transporte marítimo. Preparam os documentos de embarque, como conhecimento de embarque e facturas comerciais, e garantem que todos os requisitos alfandegários e regulatórios sejam cumpridos. Isso é especialmente importante no comércio internacional, onde diferentes países têm suas próprias regulamentações e exigências aduaneiras.

Outro aspecto crucial do trabalho dos transitários é a escolha da rota e do transportador adequados. Com base nas necessidades específicas dos seus clientes, os transitários em Portugal seleccionam as melhores opções de transporte marítimo, considerando critério, determinados factores como tempo de trânsito, custos e fiabilidade. Lidam com a coordenação entre diferentes transportadores e modos de transporte, como camiões e comboios também, para garantir uma entrega eficiente porta a porta.

Além de simplificar e agilizar o processo de transporte marítimo, também desempenham um papel importante na redução de custos. Como especialistas em logística, eles têm conhecimento sobre as tarifas e serviços disponíveis no mercado, o que lhes permite negociar os melhores acordos em nome dos seus clientes. Isso pode resultar em economia de custos significativa para empresas que dependem do transporte marítimo para o seu comércio.

No contexto actual da globalização e do comércio internacional, a importância dos mesmos no transporte marítimo no nosso pais é cada vez mais evidente. Desempenham um papel crucial na facilitação do comércio e no fortalecimento das relações comerciais entre Portugal e outros países. Através do seu conhecimento especializado, habilidades logísticas e capacidade de adaptação, contribuem para o sucesso das operações de transporte marítimo, tornando-se parceiros indispensáveis ​​para empresas envolvidas no comércio internacional.

Em resumo, os transitários desempenham um papel fundamental no transporte marítimo. São especialistas em logística, responsáveis ​​pela coordenação, documentação e escolha adequada de rotas e transportadores. Além disso, eles ajudam a reduzir custos e garantir a eficiência das operações. A sua especialização e conhecimento são essenciais para o sucesso do comércio internacional e para a economia portuguesa como um todo.

Galamba cria grupo para acelerar electrificação do terminal de cruzeiros de Lisboa

O ministro das Infraestruturas, João Galamba, assinou um despacho que cria um grupo de trabalho para acelerar a electrificação do terminal de cruzeiros de Lisboa com o objectivo de minimizar a poluição causada por estes navios.

O grupo de trabalho é coordenado pelo gabinete do ministro, tem um representante do Porto de Lisboa, dois representantes da Câmara de Lisboa e um representante da E-REDES, disse João Galamba, salientando pretender “que Lisboa possa ter um terminal de cruzeiros 100% electrificado o mais rapidamente possível”, com o objectivo de reduzir a poluição causada por estes navios de grande porte aquando da atracagem.

Actualmente, os navios de cruzeiro atracados em Lisboa estão com os motores ligados com energias fósseis, o que tem grande impacto na poluição da cidade.

O presidente da Câmara lisboeta, Carlos Moedas, salientou que a electrificação do Porto de Lisboa para reduzir os níveis de poluição na cidade é essencial para a cidade, assim como o pagamento de uma taxa turística pelos turistas que visitam Lisboa nestes navios.

Poluição por navios de cruzeiro: Portugal entre os piores.

Um estudo desenvolvido pela Zero pôs Lisboa em quinto e Funchal em décimo lugares no ranking de poluidores europeus por navios de cruzeiro. 

Portugal voltou a ser o 6° país onde os navios de cruzeiro mais emitem óxidos de enxofre, já que aumentaram as emissões tanto na capital como na ilha da Madeira. A organização ambientalista chama a atenção para “soluções falsas”​ dos operadores de navios de cruzeiro que não representam medidas viáveis e agravam a pegada ecológica.

Um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente divulgado pela Zero revelou que o porto de Lisboa ocupa o 5° lugar no ranking europeu de maior poluição associada a navios de cruzeiro e o porto do Funchal encerra o grupo dos dez primeiros poluidores. A mesma escala foi liderada pelo porto de Barcelona, sendo que o de Civitavecchia, em Roma, marcou a segunda posição e o de Pireu, em Atenas, a terceira.

MSC Michel Cappellini passou pelo Porto de Sines

Um dos novos ultra porta-contentores da MSC, neste caso, com o registo IMO 9929431, o MSC Michel Cappellini, passou neste fim-de-semana pelo Porto de Sines.

Construído em Yangzijiang na China, com data deste ano, e navegando sob bandeira da Libéria, com capacidade de 24.346 TEU, fez parte de uma encomenda da MSC de 14 navios do tipo, que estarão na sua totalidade, alegadamente para serem entregues ainda este ano.

Ao contrário do MSC Tessa, que teve pompa e circunstância na sua passagem por Portugal, o MSC Michel Cappellini, passou despercebido. O navio efectuou a movimentação de cerca de 4376 contentores.

O navio é de propriedade do braço de investimento do Banco de Comunicações da China (BoCom), que arrendou o navio da MSC sob um contrato de longo prazo.

MSC Michel Cappellini possui um WinGD – 11 X92 que fornece ao navio uma velocidade de serviço de até 22,5 nós.

Duas mulheres na ponte de comando do Rebecca S

É um caso inédito na marinha mercante portuguesa, um navio com comando no feminino. 

O porta-contentores ‘Rebecca S’ do armador madeirense GS Lines atracou no Porto do Caniçal sob o comando de Ana Melim e da imediata Telma Cunha. 

Recorde-se que este navio assegura as ligações marítimas regulares entre o continente e a Madeira e conta com um total de 11 tripulantes. 

A comandante Ana Melim, de 32 anos, formada na Escola Náutica tornou-se a primeira madeirense a comandar um navio da marinha mercante.