«ONE» no Porto de Leixões

O Conselho de Administração da APDL recebeu dia 28 de junho o Managing Director e Head do RHQ da ONE de Londres, Takahiro Kikuchi, responsável pelos mercados da Europa e de África, bem como dos representantes da ONE Portugal, a Diretora e Country Head, Isabel Azeredo e Pedro Bateira, Head Customer Service.


Esta visita à infraestrutura portuária de Leixões teve como propósito a apresentação da estratégia da APDL para o Porto de Leixões e os representantes da ONE tiveram ainda oportunidade de realizar uma visita ao Simulador Full-Mission Bridge Simulator, ao Centro de Coordenação de Navios, e à área portuária de Leixões e Terminal de Contentores Sul, com a presença de Nuno David Silva, Diretor-Geral Regional da YILPORT Iberia.

Criada em 2017, no Japão, pela integração da Linha ‘K’, MOL e NYK, a ONE – Ocean Network Express tem uma frota de 1.505.181 TEU, operando através de uma frota de 205 navios, incluindo 35 navios de grande porte, como os maiores 20.000 navios-contentores do mundo, numa rede de serviços que abrange mais de 120 países.

Porto de Sines foi palco do "CIREX2023"

 A Guarda Nacional Republicana (GNR), através da Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE), realizou nos dias 28 de 29 de junho de 2023 o exercício “CIREX2023”, durante o Curso de Segurança, Protecção e Resiliência de Infraestruturas (CSPRI), no Porto de Sines.

Este exercício foi desenvolvido em parceria com a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) e constituiu-se como o corolário da formação, tendo como finalidade o desenvolvimento de capacidades da GNR no âmbito da segurança e proteção de infraestruturas críticas e outros pontos sensíveis, bem como potenciar a resiliência das mesmas.

O CSPRI é um curso de qualificação na área da segurança e protecção inserida no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações, com dois níveis: gestor e técnico.

• Nível Gestor − tem como finalidade habilitar os formandos com as competências para o desempenho de missões de gestão de recursos de uma estrutura responsável pela resiliência de activos críticos, bem como pela respectiva segurança e protecção de infraestruturas, gestão da monitorização e resposta a incidentes em infraestruturas, supervisão dos recursos de segurança de infraestruturas, supervisão do controlo de entradas e saídas de pessoas, bens e viaturas, e supervisão do controlo da permanência de pessoas, num contexto de interdependência crescente e visando a resiliência sistémica;
• Nível Técnico − tem como finalidade habilitar os formandos com as competências para o desempenho das missões de patrulhamento, vigilância e segurança e proteção em infraestruturas, resposta a incidentes em infraestruturas, enquanto first responders, controlo de acessos e permanência de pessoas, bens e viaturas, bem como a operação dos meios intrínsecos a tais missões, num contexto de interdependência crescente e visando a resiliência sistémica.

No decorrer do exercício, enquadrado por um contexto securitário ficcionado, onde as Infraestruturas Críticas na área do Porto de Sines estavam sujeitas a um grau de ameaça grave, a GNR projectou uma força constituída, composta pelos 40 formandos dos CSPRI, reforçada por diversos meios e valências da GNR, num total de 150 militares e 40 viaturas.

A GNR, enquanto força de Segurança de natureza militar, congrega as vertentes: segurança, protecção e socorro e defesa (security, safety & defense), detendo especificamente atribuições nas áreas da protecção e segurança às instalações dos órgãos de soberania e de outras entidades que lhe sejam confiadas, bem como de vigilância e proteção de pontos sensíveis, designadamente infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, aeroportuárias e portuárias, edifícios públicos e outras instalações consideradas críticas, missões estas decorrentes da sua Lei Orgânica, aprovada pela Lei n.º 63/2007 de 6 de novembro. Nos termos e limites do Decreto-Lei n.º 20/2022, de 28 de janeiro que aprova os procedimentos para identificação, designação, protecção e aumento da resiliência das infraestruturas críticas nacionais e europeias, compete à GNR emitir parecer (Security) sobre os planos de segurança da Infraestruturas Críticas, na sua área de responsabilidade, bem como, elaborar os Planos de Protecção e Intervenção nessas mesmas Infraestruturas Críticas.

Este exercício teve lugar numa das infraestruturas estratégicas nacionais, tendo em conta que o Porto de Sines é responsável por mais de 50% do total de mercadorias movimentadas por via marítima em Portugal, sendo ainda uma fonte de abastecimento vital para as necessidades do nosso país.

Teste de aparelho dissuador de orcas em águas nacionais.

Um novo aparelho acústico para dissuadir as orcas de interagirem e colocar em risco os veleiros de recreio vai ser testado este Verão na costa portuguesa, numa altura em que vários navegadores já evitam águas nacionais.

“Estão a ser desenvolvidas algumas linhas de desenvolvimento de dissuasores acústicos que serão testadas este Verão, de forma a tentar encontrar opções de protecção de veleiros e minimizar o número de interacções”, disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Cruzeiros (ANC), António Bessa de Carvalho.

A Marinha Portuguesa, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANC mantêm reuniões desde março para tentar encontrar uma solução para estas interacções entre orcas e veleiros até 15 metros – ainda sem explicação -, e que já levaram ao afundamento de pelo menos duas embarcações.

APL e CM Lisboa assinam contrato de concessão do "Shared Ocean Lab"

A Administração do Porto de Lisboa assinou com a Câmara Municipal de Lisboa o contrato de concessão para a instalação do Shared Ocean Lab numa das naves da Doca de Pedrouços, e que integra o futuro Ocean Campus.

O objectivo estratégico é criar um espaço para a investigação científica e inovação, no que respeita às Ciências Marítimas e à economia azul.

O contrato de concessão do espaço é valido pelo prazo de 75 anos e o investimento que a Câmara Municipal de Lisboa vai fazer na concessão deste Hub ligado ao mar é de 26 milhões de euros. A isso somam-se 31 milhões de euros que a câmara vai investir na construção do edifício na Doca de Pedrouços.

Para o Ministro das Infraestruturas, João Galamba “o desenvolvimento da economia ligada ao mar é uma expressão tantas vezes usada sem conteúdo. Agora estamos a dar-lhe conteúdo, no sentido de fazer de Lisboa uma capital de inovação e empreendedorismo da economia azul”.

Pretende-se que esta seja uma infraestrutura crucial para a colaboração e interacção multidisciplinar entre as actividades empresariais e empreendedoras e o conhecimento científico, de modo a criar um ecossistema capaz de potenciar uma inovação aberta e a transferência de conhecimento que venha a permitir o desenvolvimento da economia azul.

“A Câmara Municipal de Lisboa tem um sonho, o de lançar uma Fábrica de Unicórnios dos Oceanos com capacidade de conseguir transformar o conhecimento em produtos e empresas, criar bem-estar e trazer emprego . Lançamos a primeira pedra nesse sentido”, sublinhou o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.

Inserido no Ocean Campus, visa ser um cluster potenciador do desenvolvimento associado ao mar, através de uma rede de unidades de investigação, ensino e desenvolvimento tecnológico, cujo objectivo principal é gerar inovação e investigação qualificada.

Para o Presidente do Conselho de Administração da APL, Carlos Correia, “com esta parceria o Porto de Lisboa dá mais um importante passo naquela que é a sua estratégia de promoção da sustentabilidade e na concretização do Porto de Lisboa enquanto Hub internacional de inovação na Economia Azul. Este é um passo importante no caminho que vamos seguir que assenta num modelo colaborativo e de inovação aberta com a Câmara Municipal de Lisboa, num compromisso partilhado com o objectivo de fazer crescer a economia azul sustentável e circular, motor de enorme relevância para Lisboa e para o país.”

A cerimónia protocolar decorreu a bordo de uma embarcação que fez a ligação entre a Doca de Santo Amaro e a Doca de Pedrouços. A sessão contou com as presenças do Ministro das Infraestruturas, João Galamba, do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e do Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa, Carlos Correia.

MSC Euribia realizou a 1ª viagem com zero emissões.

A Cruise Division do MSC Group realizou a primeira viagem da indústria com zero emissões de gases com efeito de estufa quando o seu mais recente navio emblemático da MSC Cruzeiros, o MSC Euribia, movido a gás natural liquefeito (LNG) deixou o estaleiro em Saint-Nazaire, França, – onde esteve a ser construído – a caminho da Cerimónia de Nomeação em Copenhaga, Dinamarca.

O novo navio, o 22.º navio a juntar-se à frota da MSC Cruzeiros, navegou durante quatro dias de Saint-Nazaire para Copenhaga e atingiu zero emissões de gases com efeito estufa, demonstrando que os cruzeiros com zero emissões são possíveis aos dias de hoje.

Poluição sonora marinha preocupa classe científica

Estudos sugerem que o ruído provocado pela actividade humana afeta toda a cadeia alimentar nos oceanos

“O oceano tem muito para nos dizer. Não é silencioso. Na verdade, há bastante ruído. Há muitos sons de animais, claro… mas também sons de humanos”.

Lucia Di Iorio é a bioacústica que lidera um estudo no âmbito dos projectos internacionais de investigação “TREC” e “BIOcean5D” para captar as paisagens sonoras subaquáticas ao longo das costas europeias e não esconde a preocupação pela crescente interferência humana nos sons marinhos.

Os registos sonoros, juntamente com as amostras genéticas, ajudam os cientistas a compreender melhor os “hotspots” de biodiversidade marinha, como aquele visitado pela euronews na costa da Bretanha:

“Aqui ouvimos principalmente as ervas marinhas e as algas. São viveiros – crescem aqui pequenos peixes e pequenas larvas. Protegem da erosão, produzem oxigénio, armazenam carbono e desempenham uma série de papéis importantes nos ecossistemas.

Nas florestas de algas, como se trata de um ambiente rochoso, há muitos camarões, que fazem um som característico. Depois ouvimos alguns sons de frequência muito baixa. São sons de peixes e são usados para comunicação.”

No entanto, passam vários navios nas proximidades. Como é que este ruído artificial afecta o ecossistema? Lucia Di Iorio responde:

“O tráfego de barcos vai afetar a comunicação dos animais. É como se vivêssemos junto a uma autoestrada, ou a uma estrada movimentada, e os carros estivessem sempre a passar – é irritante! É incómodo para nós mas também é incómodo para os animais que vivem nesse ambiente”.

Os cientistas estão cada vez mais alarmados com a poluição sonora submarina, que coloca uma pressão adicional sobre a fauna marinha, já ameaçada pela atividade humana. Há cada vez mais provas de que a poluição sonora pode afetar uma vasta gama de animais marinhos e até de plantas.

Lucia Di Iorio está a conduzir uma experiência em laboratório para perceber se o som subaquático pode afetar o fitoplâncton. Se estes organismos microscópicos também forem afetados pelo ruído, isso significa que as consequências da poluição sonora podem repercutir-se em toda a cadeia alimentar, afetando organismos desde criaturas marinhas minúsculas até aos gigantes do mar.

Há muito que se sabe que os sons subaquáticos são fundamentais para as baleias e os golfinhos se orientarem, localizarem comida e comunicarem. É por isso que investigadores como Michel André têm privilegiado, até há pouco tempo, os mamíferos marinhos.

O director do Laboratório de Bioacústica Aplicada na Universidade Politécnica da Catalunha explica que a investigação efectuada nos últimos 10 anos aumentou consideravelmente a compreensão do problema:

“Descobrimos que outras espécies, nomeadamente invertebrados, como os cefalópodes, os crustáceos, as medusas, os recifes de coral – milhares e milhares de espécies – estavam a sofrer provavelmente mais do que os cetáceos. E isto mudou totalmente a forma de abordar os efeitos do ruído no ambiente marinho”.

É agora evidente que os efeitos nocivos da poluição sonora no oceano vão muito para além dos golfinhos e das baleias e, para resolver eficazmente este problema, é necessária uma monitorização global contínua do ruído subaquático.

Com base nos resultados do projecto de investigação europeu “LIDO” (“Listening to the Deep-Ocean Environment”), o laboratório de Michel André instalou uma vasta rede de estações acústicas marinhas.

O ruído gerado pelo homem, proveniente do transporte marítimo, da construção de parques eólicos, de operações industriais ou militares, cria um “nevoeiro acústico” submarino que pode desorientar os animais marinhos.

De acordo o investigador, os observatórios acústicos autónomos poderiam identificar e alertar as fontes de ruído, instando-as a manter o silêncio:

“A poluição sonora ameaça o equilíbrio do oceano e temos de tomar medidas para inverter estes efeitos negativos que introduzimos sem percebermos que estávamos a contaminar o oceano com sons.”

Mas como reduzir o ruído quando a navegação global está a aumentar? O rio Elba, que serve o porto de Hamburgo, na Alemanha, é uma movimentada rota de navegação que passa junto a bancos de areia onde há uma grande população de focas.

Esta proximidade permite aos cientistas observar como estes animais reagem ao ruído e sugerir formas para tornar os navios mais silenciosos.

Os animais são sinalizados com etiquetas electrónicas que caem passado algum tempo e registam os movimentos e o nível de ruído à sua volta. Nesta zona do rio, as focas dependem do som para apanhar as presas porque a visibilidade na água é fraca.

Os dados das etiquetas sugerem que as focas são perturbadas por grandes navios. O ruído das hélices e dos motores parece interromper a caça e faz com que mergulhem sem descanso entre o leito do rio e a superfície.

O desafio agora passa por usar esta informação para tornar os navios mais silenciosos. Joseph Schnitzler, investigador do Instituto de Investigação da Vida Selvagem Terrestre e Aquática, sugere que a solução pode passar por “uma mistura de soluções técnicas, como a alteração do design da hélice” com “alterações funcionais, como a redução da velocidade dos navios ou o redirecionamento de uma faixa de navegação”.

Os cientistas do projecto europeu SATURN estão a explorar aspectos biológicos e de engenharia para ajudar a reduzir o ruído, diminuindo assim um dos muitos impactos humanos nocivos no oceano.

Schnitzler acredita que há razões para estar otimista:

“Temos aqui a oportunidade de mudar rapidamente, o que não é possível com a poluição química ou com os detritos de plástico, os microplásticos nos mares. As soluções estão muito próximas, podemos agarrá-las quase de imediato”.

Grande Ilha de Lixo do Pacífico é tão grande que já tem um ecossistema.

No norte do Oceano Pacífico, uma quantidade enorme de lixo, do tamanho do Amazonas, fica concentrada. A chamada Grande Ilha de Lixo do Pacífico é a maior acumulação de plástico oceânico do mundo. Ela forma-se no ponto de encontro de cinco enormes correntes oceânicas que arrastam lixo para o centro e o prendem lá.

O nome pode enganar: A área não é uma grande montanha de lixo no meio do oceano. A mancha é mais dispersa e formada principalmente por microplásticos, que passam despercebidos por satélites. Quem navega pela região, porém, consegue perceber que ela tem uma concentração particular de lixo.

Um novo estudo, publicado na revista Nature Ecology & Evolution, revelou que dezenas de espécies organismos invertebrados, normalmente vistos nas regiões costeiras, conseguiram sobreviver e reproduzir-se naquele plástico flutuante. Ao contrário do material orgânico, que se decompõe ou afunda, plásticos podem flutuar nos oceanos por muito mais tempo. 

A descoberta sugere que a poluição plástica no mar pode permitir que novos ecossistemas abriguem espécies que normalmente não sobreviveriam nessa condição. 

Os investigadores examinaram 105 itens de plástico pescados na Grande Mancha de Lixo do Pacífico. Identificaram 484 organismos invertebrados marinhos nos detritos, de 46 espécies diferentes, das quais 80% eram normalmente encontradas nos habitats costeiros. Além disso, eles ainda encontraram muitas espécies de oceano aberto. 

“Em dois terços dos escombros, encontramos as duas comunidades juntas, competindo por espaço, mas muito provavelmente interagindo de outras maneiras”, afirma Linsey Haram, principal autora do estudo.

De acordo com a autora, as consequências da chegada de espécies invasoras nas áreas remotas do oceano ainda são um mistério. “Provavelmente há competição por espaço, porque o espaço é escasso em mar aberto, provavelmente há competição por recursos alimentares – mas eles também podem estar comendo uns aos outros”, afirma. “É difícil saber exatamente o que está acontecendo, mas vimos evidências de algumas das anêmonas costeiras comendo espécies de oceano aberto, então sabemos que há alguma de acção predação acontecendo entre as duas comunidades.” 

Também é incerto como as criaturas chegaram até lá, provavelmente tenham pegado boleia em algum pedaço de lixo. O facto é que elas estão a reproduzir-se num tipo de ambiente que não era o habitual, e essas aventuras ao mar podem “alterar fundamentalmente” as comunidades oceânicas, segundo os investigadores. 

Porto de Aveiro abre procedimento para 3 parcelas na ZALI

O Porto de Aveiro abriu um procedimento de manifestação de interesse para três parcelas na Zona de Actividades Logísticas e Industriais do Porto de Aveiro, com área total de 192 090 m2, para unidades industriais do sector eólico offshore.

Este procedimento reforça o posicionamento que o Porto de Aveiro e a região têm assumido no quadro do desenvolvimento da indústria e da logística para a produção de energia eólica, bem como a localização estratégica que os Portos de Aveiro e da Figueira da Foz assumem para a implementação das áreas offshore de produção de energias renováveis atlânticas.

Plástico é encontrado no ponto mais profundo do oceano.

A Fossa das Marianas é o lugar mais profundo do oceano, mas a profundidade de quase 11 mil metros não a protegeu do plástico. Um estudo recente identificou que um saco de plástico é o item “mais profundo do planeta Terra” feito com o material que demora séculos para se decompor.

Nas expedições a recantos profundos feitas anteriormente, mergulhadores encontraram plástico onde nem sequer existem condições para a fauna marinha, como na Fossa das Marianas. Em 2019, o experiente explorador americano Victor Vescovo encontrou plástico no local que foi visitado pelos seres humanos apenas três vezes na história.

A curiosidade pelas profundezas cresceu após a morte dos cinco passageiros a bordo do Titan, um submersível que colapsou rumo aos destroços do Titanic, na costa do Canadá, a cerca de 3.800 metros de profundidade. Neste patamar do oceano, não há luz solar, a pressão é 376 vezes superior do que na superfície e onde só peixes raríssimos – com dentes afiados, gelatinosos e aparências exóticas – resistem às condições.

A Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico, é ainda mais inóspita, onde só crustáceos e microrganismos habitam. Se fosse invertido, o ponto mais profundo é de 2 mil metros mais alto do que o cume do Everest, a maior montanha do mundo. Mesmo assim, Vescovo encontrou uma saco convencional, tipicamente encontrados nos supermercados.

Para precisar o tamanho desse impacto, cientistas da agência marítima do Japão analisaram 36 mil fotografias capturadas em 3 décadas de mergulhos profundos pelo mundo e concluíram que o saco de plástico da Fossa das Marianas é, de facto, o mais fundo que um material plástico já foi encontrado.

É incerto dizer se o saco é o mesmo encontrado por Vescovo. Segundo um estudo, 89% de todo o lixo das profundezas é de plástico descartável, como sacos, embalagens de doces e garrafas de água.

Galp na corrida ao eólico offshore com a Total Energies

Segundo avança o Negócios, a Galp e a francesa Total Energies anunciaram um novo acordo para explorarem em conjunto “potenciais oportunidades na energia eólica offshore em Portugal”, no âmbito dos planos do Governo para leiloar até 10 GW de capacidade eólica no mar nos próximos anos.

“As duas empresas irão trabalhar em conjunto para desenvolver potenciais projectos eólicos offshore ao longo da costa portuguesa. Esta parceria combina a forte presença e conhecimento do mercado português da Galp com as competências da Total Energies em projectos eólicos offshore de grande escala”, informaram em comunicado.

Para a Galp, este acordo representa a entrada na corrida ao eólico offshore em território nacional, uma “nova oportunidade” identificada pela petrolífera. “A Galp planeia transformar a sua base industrial em Portugal para disponibilizar uma vasta gama de soluções energéticas de baixo carbono e as energias renováveis são a espinha dorsal desta transição,” afirmou Georgios Papadimitriou, administrador executivo da Galp para as Renováveis, Novos Negócios e Inovação.

Já para a Total Energies, esta parceria “reforçará as actividades renováveis em Portugal”, onde a empresa tem um “portefólio total de mais de 1 GW de projectos solares e eólicos em operação ou em desenvolvimento,” afirmou Olivier Terneaud, vice-presidente da Total Energies para o eólico offshore.