Peniche prepara maratona de dois dias sobre os oceanos

É uma maratona, mas não é uma maratona normal. É sobre o mar. E vai decorrer em Peniche. A Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM) de Peniche, do Politécnico de Leiria, acolhe o Ocean Hackathon.

Trata-se, explica a organização, de “um evento ininterrupto de 48 horas durante o qual as equipas participantes desenvolvem um protótipo para resposta a desafios colocados por diferentes entidades nacionais e internacionais”. Sim, este evento tem um objetivo: ajudar a dar resposta a questões relacionadas com os oceanos.

Na verdade, ainda faltam praticamente quatro meses até à sua realização. Para já, está em curso, até a próxima terça-feira, a submissão de projetos. Esta é a primeira vez que este encontro decorre em Portugal, adianta nota do Politécnico de Leiria. Em concreto, decorre de 17 a 19 de novembro em Peniche.

Iniciativa do Campus Mondial de la Mer, Brest, França, o evento “incentiva a partilha de dados, a utilização de novas tecnologias digitais e o espírito empreendedor”.

Pretende ainda “criar uma comunidade de partes interessadas em ciência e tecnologia marinha (academia, investigação, economia e entidades institucionais), promover a inovação para dar resposta a questões relacionadas com os oceanos e desenvolver novas abordagens na utilização de dados públicos, recolhidos por um conjunto alargado de instituições de I&D”, explica o Politécnico de Leiria.

O Ocean Hackathon foi lançado em 2026, e conseguiu reunir “uma nova comunidade em torno do oceano e dos ambientes digitais”.  

Esta edição está a cargo do Polo de Peniche do Hub Azul – Smart Ocean (Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de Peniche), do Hub Azul Portugal e do Politécnico de Leiria, tendo como parceiros o MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente), MARE Start Up, CiTUR (Centro de Investigação, Desenvolvimento e Inovação em Turismo) e Município de Peniche, e o apoio institucional da Secretaria de Estado do Mar.

“Os detentores dos desafios podem ser uma entidade individual ou uma organização e deverão estar presentes durante o evento, de forma a trabalhar em conjunto com a equipa. Serão colocadas à prova equipas multidisciplinares compostas por estudantes, investigadores e docentes”, refere nota do Politécnico de Leiria.

A organização adianta igualmente que, “ao longo de 48h, irão desenvolver um protótipo que permita dar resposta ao desafio colocado por uma entidade nacional ou internacional, tendo acesso a conjuntos de dados e ferramentas, bem como respetivo acompanhamento de mentores nacionais e internacionais, especialistas na área do desafio, que podem, através da sua experiência e conhecimento técnico e científico, auxiliar no desenvolvimento das ideias da equipa até ao resultado final”, refere a organização.

A construção do protótipo criado em resposta às necessidades das diversas entidades e a reflexão sobre a sua aplicabilidade basear-se-á em bases de dados disponíveis ou a disponibilizar pela organização aos participantes, em resultado de uma parceria internacional alargada.

Os fornecedores de dados concentram os seus esforços na melhoria da acessibilidade e da compreensão dos dados e estão envolvidos no acompanhamento dos participantes ao longo do evento. Entretanto, até 25 de julho, é possível submeter um desafio a colocar aos participantes no Ocean Hackathon, que, além de Peniche, decorre em simultâneo com outras 14 cidades em todo o mundo.

Portugal Campeão da Europa de Surf.

Quando tudo apontava para a vitória da Espanha no Eurosurf 2023, eis que a comitiva portuguesa (bem ao estilo português) consegue dar a volta ao conquistar duas medalhas de ouro (Guilherme Ribeiro e Mafalda Lopes) e sagra-se Campeão da Europa.

Para além dos dois campeões nacionais Guilherme Ribeiro e Mafalda Lopes que conquistaram o ouro em surf, António Dantas e Raquel Bento conquistaram a prata no longboard. Portugal dividiu o pódio com a Espanha (2.º lugar) e a Inglaterra (3.ºlugar). no final da tabela, em 16.⁰ lugar ficou a seleção Belga.

No final da competição, David Raimundo, Seleccionadot Nacional, afirmou que “foi um campeonato muito difícil e mais saboroso por isso. Sabíamos que a Espanha era um candidato muito forte, mas também tínhamos consciência do nosso potencial. As coisas não nos correram bem no início e, depois da eliminação da Gabriela Dinis e do Guilherme Fonseca, pensámos que estava tudo perdido. Felizmente, conseguimos reagrupar-nos e viemos para esta final com a noção de que precisávamos de uma prestação quase perfeita. Acabou por ser assim. Esta é uma equipa incrível, e este é um dos dias mais felizes da minha carreira como treinador.”.

A selecção nacional foi representada no surf por Guilherme Ribeiro (Associação de Surf da Costa da Caparica), Guilherme Fonseca (Peniche Surfing Clube), Afonso Antunes (Ericeira Surf Clube), Erica Máximo (Clube Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos), Gabriela Dinis (Clube Recreativo e Cultural da Quinta dos Lombos) e Mafalda Lopes (Associação de Surf da Costa das Caparica), enquanto António Dantas (Surfing Clube de Portugal) e Raquel Bento (NOCAS) foram os atletas em prova no longboard.

75 mil TEU: Perdas dos Portos até Maio.

A movimentação de contentores nos portos nacionais bateu os 1,2M de TEU entre Janeiro-Maio de 2023, revelando uma baixa de 6,1% , ou seja, os 75 mil TEU mencionado no título,  em relação ao que foi feito no ano transacto.

O Porto alentejano de Sines, que detém 54% de quota do mercado, continuado a ser o mais castigado, como uma quebra acentuada de 8,2%,  em relação a 2022, para um resultado de 644,2 mil TEU, mas superando o score de 2019. 

No Porto de Leixões, atingiu-se os 289,1 mil TEU até ao final do mês Maio, aproximadamente menos 5,5% que no mesmo período de 2022. O porto nortenho teve assim o pior resultado dos primeiros cinco meses do ano desde 2018.

No Porto de Lisboa atingiu-se os 162,3 mil TEU, numa descida de 1,9% em relação a 2022.

No Porto de Setúbal atingiu-se os 69,3 mil TEU, a descer 2,3%. 

No fundo da tabela, encontra-se o Porto da Figueira da Foz subiu 10%, atingindo os 8,3 mil TEU, e o Porto de Aveiro que atingiu os 2,8 mil TEU.

Coruche vai receber Campeonatos do Mundo de Pesca em água doce

A pista do Sorraia, em Coruche, vai ser palco do Mundial de Juniores de Pesca Desportiva em água doce, durante os dias 5 e 6 de Agosto. A iniciativa reúne em competição por títulos individuais e coletivos as seleções de sub-15, sub-20 e sub-25 de 12 países, num total de 31 equipas distribuídas pelos três escalões.

O sorteio dos números de box e o primeiro treino ocorrem 1 de Agosto, de acordo com a grelha de treinos oficial da FIPSed. A cerimónia de abertura e a apresentação das equipas acontece a 3 de Agosto no Parque do Sorraia.

A 6 de Agosto, também no Parque do Sorraia, realiza-se a cerimónia de entrega de prémios. Segundo Carlos Baptista, presidente da Federação Portuguesa de Pesca Desportiva (FPPD), o rio Sorraia foi o escolhido para a competição por ser “um cenário de rara beleza no Ribatejo”, ideal para acolher “o maior acontecimento mundial das referidas categorias e modalidade em 2023”.

Canal do Panamá mantém níveis competitivos de calado para os próximos meses.

 

A Autoridade do Canal do Panamá anunciou que manterá um calado de 13,41 metros nos próximos meses, “desde que as condições climáticas não variem significativamente das projecções actuais”.

A Autoridade observou que, de acordo com este calado e com esta condição temporária, será permitido o trânsito de uma média de 32 embarcações por dia.

“Como parte de um fenómeno mundial, nos últimos seis meses, o Canal experimentou uma estação seca prolongada com altos níveis de evaporação, com alta probabilidade de uma condição de El Niño antes do final deste ano civil”, apontou a Autoridade num comunicado.

Acrescentou ainda que vem sendo implementando procedimentos para melhorar a eficiência hídrica nas suas operações, ao mesmo tempo em que realiza estudos para identificar soluções de longo prazo para a variabilidade climática.

Rio Sado vai receber grandes veleiros em Setembro.


O ano de 2023 marca os 100 anos do Porto de Setúbal e para assinalar o Centenário, a APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, continua a desenvolver um vasto programa de atividades, com o objectivo de reforçar e promover o importante papel do porto no desenvolvimento económico e social da região e a sua envolvência com a cidade.

A Feira de Sant’Iago é uma das maiores iniciativas populares do concelho e da região, com milhares de visitantes. Na edição de 2023, que decorre de 21 de julho a 6 de agosto, o Porto de Setúbal inaugura a mostra documental histórica dedicada ao tema “100 Anos – Navegando pela História”, onde os visitantes poderão acompanhar a evolução dos portos de Setúbal e Sesimbra ao longo destes 100 anos.

A APSS prevê ainda realizar outras acções o âmbito das comemorações do Centenário do Porto de Setúbal, como a visita dos Grandes Veleiros ao rio Sado, o Fórum Investir, Inovar e Descarbonizar – Relação Porto Cidade”; regatas; workshops, uma exposição fotográfica e várias acções e sensibilização ambientais. Em novembro está previsto o último “Fórum Investir Inovar Descarbonizar – Valorizar a Reindustrialização e a Logística” a realizar em parceria com a AISET – Associação da Indústria da Península de Setúbal.

Já no final do ano, irá decorrer a cerimónia de descerramento da placa que assinala os 100 anos da criação da Junta Autónoma das Obras do Porto e da Barra de Setúbal e do Rio Sado e o lançamento do IV volume dos Cadernos do Arquivo.

Ilha paraíso da MSC Cruzeiros com estatuto de “Hope Spot”

A ilha nas Bahamas exclusiva para clientes da MSC Cruzeiros, denonimada “Ocean Cay MSC Marine Reserve”, teve o reconhecimento da Mission Blue, como uma “Hope Spot”. A Mission Blie é uma reconhecida organização sem fins lucrativos fundada pela oceanógrafa Sylvia Earle para a promoção da protecção dos ecossistemas marinhos.

A Ocean Cay, com esta distinção, faz agora parte da rede global de 154 “Hope Spots” da Mission Blue –  locais reconhecidos como fundamentais para a saúde dos oceanos com o objectivo final de alcançar o estatuto de Áreas Marinhas Protegidas. As nomeações são avaliadas pelo Hope Spot Council, composto por cientistas marinhos.

Pierfrancesco Vago, membro do conselho de administração da MSC Foundation e presidente da Comissão Executiva da MSC Cruzeiros foi nomeado “Hope Spot Champion” pela Mission Blue. «Ser designado como “Hope Spot” é um importante reconhecimento para a Ocean Cay MSC Marine Reserve e ajuda a focar a atenção em como todos nós temos um importante dever como cuidadores do nosso Planeta Azul», salienta o responsável.

Quando a MSC Cruzeiros chamou a si, a responsabilidade pela Ocean Cay, há 8 anos, a ilha tinha sofrido décadas de actividades industriais, incluindo a extracção de areia aragonítica. “A companhia embarcou numa ambiciosa iniciativa de restauração, colaborando com o Governo das Bahamas, universidades de renome, cientistas marinhos e conservacionistas para restaurar os ecossistemas da ilha”, recorda a MSC Cruzeiros.

O projecto de recuperação deu frutos e alcançou “progressos significativos”: Quase 5000 árvores e 75 mil plantas, flores e arbustos indígenas foram plantadas na ilha, revitalizando o ambiente terrestre. 

“Entretanto, a saúde das águas circundantes é demonstrada pela agora florescente vida marinha, que inclui a presença de tartarugas marinhas”, frisa a empresa.

Porto da Figueira da Foz atinge 1M de toneladas movimentadas no 1.º Semestre.

O Porto da Figueira da Foz movimentou 1.061.930 toneladas no primeiro semestre, registando uma quebra de 2,6%, face ao período homólogo.

A Carga Geral Fraccionada, impulsionada pelos produtos florestais, foi a tipologia de carga que apresentou melhor desempenho, com um crescimento de 9,2%. 

Em contraciclo estiveram as pastas químicas de madeira e os minerais não metálicos, com perdas na ordem de 14,7% e 42,9%, respectivamente.

Navio Híbrido Diesel-Eólico é visita regular do Porto de Aveiro

O Porto de Aveiro tem sido escalado regularmente pelo E-Ship 1, um navio especializado no transporte de componentes de turbinas eólicas que utiliza, também, a energia eólica para se deslocar.

“Na realidade é um navio híbrido diesel-eólico, utilizando quatro torres cilíndricas instaladas no convés, com vinte e sete metros de altura cada uma, que captam a energia do vento para auxiliar a propulsão a diesel do navio”, lê-se numa nota explicativa partilhada pela Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) nas redes sociais.

Tecnicamente é designado de “navio flettner”, uma vez que os quatro grandes rotores que se elevam do seu convés rodam através de pequenos motores elétricos, resultando na transmissão de energia para a propulsão do navio pelo “efeito magnus”. O navio é propulsionado, pelo menos em parte, por estes grandes rotores verticais motorizados, por vezes conhecidos como velas de rotor, sendo o nome atribuído em memória do engenheiro alemão Anton Flettner que esteve no primeiro rotor deste tipo em 1920.

O “efeito magnus” é uma força que actua sobre um corpo que gira numa corrente de ar em movimento, produzindo uma força perpendicular à direcção da corrente de ar e ao eixo do rotor. Essa força repercute-se positivamente no deslocamento do navio.

O E-Ship 1 pertence à empresa Enercon GmbH, tem 130,42 metros de comprimento, uma boca de 22,5 metros e uma velocidade máxima de 17,5 nós. Teve a sua viagem inaugural a 17 de agosto de 2010. Escala regularmente os portos de Viana do Castelo e Aveiro para exportação de pás e componentes das turbinas eólicas.

Peixe gigante com buracos enigmáticos avistado em Taiwan

Um grupo de mergulhadores que efectuava uma expedição de exploração no Mar da China Oriental, em Taiwan, encontrou um raro peixe das profundezas, com cerca de dois metros de comprimento, e que possui fama na região de representar presságios apocalípticos.

O peixe gigante, é da espécie peixe-remo (Regalecus glesne), possuia buracos misteriosos no seu corpo, tinha pouco mais de 1,90 metro de comprimento, o que, embora grande, não se compara ao tamanho máximo de 11 metros de comprimento que a espécie alcança, o que o torna o maior de todos os peixes ósseos.

Normalmente vive em profundidades que vão de 200 a 1.000 metros. “Ele devia estar morrendo, então nadou para águas mais rasas”, afirmou o instrutor de mergulho Wang Cheng-Ru.

Especialistas acreditam que os buracos encontrados no corpo do peixe podem ter sido causados por mordidas de um tubarão, o seu principal predador.