Pesca de atum-rabilho proibida a partir de hoje.

A pesca de atum-rabilho foi proibida a partir de hoje,
face aos dados actuais das descargas efectuadas pela frota portuguesa no Oceano
Atlântico, anunciou a Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços
Marítimos (DGRM).

“Considerando os dados actuais das descargas efectuadas
pela frota portuguesa da espécie atum-rabilho (‘thunnus thynnus’), no Oceano
Atlântico, a leste de 45.ºW […] é interdita a pesca da espécie e zona acima
citadas”, lê-se numa nota divulgada pela DGRM.

Esta interditação teve início às 0h00 de hoje.

A DGRM é um serviço central da administração directa do
Estado, com autonomia administrativa, que tem por objectivo o desenvolvimento da
segurança e serviços marítimos, a execução das políticas de pesca e a
preservação dos recursos.

Mar 2020 com 9868 projectos aprovados com 775,6M€ de investimento até julho.

 

O Programa Mar 2020 contabilizou, até ao final de julho,
9868 projectos aprovados, com um investimento de 775,6 milhões de euros no sector
das pescas, aquicultura e transformação, segundo o último balanço divulgado.

“Até 31 de julho, estavam aprovados no programa Mar
2020 9868 projetos, que envolvem um investimento no setor das pescas,
aquicultura e transformação dos seus produtos – da pesca e da aquicultura – que
ronda os 775,6 milhões de euros”, segundo o último ponto de situação do
programa.

No total, estes projetos receberam um apoio público de
535,45 milhões de euros.

O Mar 2020, que se insere no Portugal 2020, tem como objectivo
a implementação das medidas de apoio enquadradas no Fundo Europeu dos Assuntos
Marítimos e das Pescas (FEAMP), estando entre as suas prioridades a promoção da
competitividade e a sustentabilidade económica, social e ambiental, bem como o
aumento da coesão territorial.

Este programa tem uma dotação global de aproximadamente 504
milhões de euros.

Organizações de Produtores da Pesca são 49% das embarcações licenciadas do país.

 

O ano de 2022 chegou ao fim com 18 Organizações de
Produtores da Pesca (OP) reconhecidas, das quais 14 sediadas em portos do
continente. Estas OP contaram com 1.908 embarcações aderentes (menos 151 que em
2021), correspondentes a 49,2% do total de embarcações licenciadas em Portugal
no ano 2022, revela o anuário “Estatísticas da Pesca 2022”.

Adianta o documento, elaborado pelo INE — Instituto Nacional
de Estatística e a DGRM — Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e
Serviços Marítimos, que as descargas de pescado efectuadas pelas embarcações
aderentes às OP tiveram como segmento mais representativo a pesca do cerco,
mantendo-se a sardinha, a cavala e o carapau como as principais espécies em
volume de pescado descarregado, contabilizando 99,0% da sardinha, 76,2% da
cavala e 90,7% do carapau descarregados em portos nacionais no ano 20O volume
de descargas de pescado fresco ou refrigerado efectuado pelas OP do continente
em 2022 contabilizou cerca de 81 mil toneladas, um decréscimo de 14,0% face a
2021, tendência generalizada para as principais espécies capturadas: sardinha
(-8,9%), cavala (-10,6%) e carapau (-3,7%).

O anuário “Estatísticas da Pesca 2022” é composto por nove
capítulos temáticos, tendo em cada um deles sido incorporada a análise de
resultados e os respectivos dados.

200 navios parados à espera para passar no Canal do Panamá

 

O Canal do Panamá, que é uma das principais rotas por mar do
comércio mundial, sente os duros efeitos da seca extrema que assola parte do
país, que deixaram o curso sem caudal suficiente para funcionar, e levaram à
formação de uma fila de cerca de 200 navios a tentar passar.

Como o Canal do Panamá, ao contrário de outros, como o Suez,
opera com água doce e não salgada, precisa das chuvas para funcionar.

A diminuição do nível dos lagos que alimentam o canal,
causada pela escassez de chuva que afeta o país, tem levado a que, apenas desde
a semana passada, já se tenham concentrado perto de 200 embarcações à espera
para passar.

Muitas empresas estão já à procura de rota alternativas, que
não impliquem a passagem por aquela via.

Devido aos constrangimentos, a empresa que gere o canal
prevê uma redução das receitas de cerca de 183 milhões de euros em 2024, devido
à redução de tráfego de navios que tem sido obrigada a implementar.

Que efeitos terá na economia?

Os efeitos não serão tão graves como os registados aquando
do episódio do bloqueio do Canal do Suez, em 2021, que foram globais. Desta
feita, serão os EUA os mais afectados, já que são também os principais
utilizadores do canal. No entanto o ‘efeito dominó’ pode revelar-se um desafio
para vários sectores ainda em recuperação dos efeitos da Covid-19, da guerra na
Ucrânia e ainda do caso no Suez.

Para já o Governo do Panamá não tem medidas imediatas para o
problema, mas está a estudar a construção de novos reservatórios,
dessalinização de água e aplicação de meios tecnológicos mais eficientes.

Pyxis Ocean. Primeiro navio de carga eólico já está no mar.

 

Partiu na semana passada de Singapura, em direção ao Brasil,
para a viagem inaugural, um navio de carga com velas especiais, de origem e
parte da construção britânicas, movido a energia do vento. A primeira viagem
constitui um primeiro teste no mar da tecnologia de “asas de vento”
que pretende revolucionar o transporte marítimo.

Ao ser transportado pelo vento, poderá reduzir eventualmente
as emissões em 30 por cento. Isto devido à utilização das velas rígidas
WindWings (asas de vento, em português), uma tecnologia pioneira desenvolvida
pela empresa britânica BAR Technologies e produzida pela sueca Yara Marine
Technologies, cujo objetivo é reduzir o consumo combustível e a pegada de
carbono do transporte marítimo, por consequência.Rumo a uma redução de emissões,
o Pyxis Ocean não dependerá unicamente do seu motor para chegar ao destino.

Com o tamanho de uma asa, 37,5 metros de altura cada, as
WindWings abrem-se quando o navio está no mar e dobram-se no porto, foram
construídas para serem duradouras com o mesmo material das turbinas eólicas.

A viagem do Pyxis Ocean, um navio Kamsarmax da Mitsubishi
Corporation e equipado pela Cargill, demorará cerca de seis semanas a chegar ao
destino final e assume-se como um ponto de viragem para a indústria marítima.

“Traçar um rumo para um futuro mais ecológico” é a esperança
depositada nesta nova tecnologia segundo, conta à BBC, a Cargill, a empresa de
transportes marítimo que equipou o navio.

A indústria marítima responsável por cerca de 2,1 por cento
das emissões globais de CO2, de acordo com as estimativas está numa “viagem
para descarbonizar”, disse Jan Dieleman, presidente da Cargill Ocean
transportation, à BBC.

“Este é um dos projetos mais lentos que já fizemos, mas
sem dúvida com o maior impacto para o planeta”, afirmou à BBC, John
Cooper, diretor da empresa britânica BAR Technologies, responsável pelo
desenvolvimento da tecnologia WindWings.

“Prevejo que, em 2025, metade dos navios recém-construídos
serão encomendados com propulsão eólica”, disse John Cooper.A poupança “é a
razão pela qual estou tão confiante” acrescentou John Cooper, também citado
pela BBC.

 “Uma tonelada e meia de combustível por dia. Se colocarmos
quatro asas num navio, poupamos seis toneladas de combustível e 20 toneladas de
CO2 por dia. Os números são enormes”.

O navio partiu de Singapura rumo ao porto de Paranaguá, no
Estado do Paraná no Brasil. O navio encontrava-se na Ásia depois de as velas
concebidas no Reino Unido terem sido instaladas nos estaleiros COSCO, em
Xangai, na China, devido aos custos de produção, nomeadamente do preço do aço.
“É uma pena, eu adoraria ter construído no Reino Unido” contou John Cooper à
BBC.

O avanço rumo à descarbonização do setor do transporte
marítimo, através do recurso à energia eólica, é fundamental para alcançar o
compromisso, acordado pela União Europeia (UE) em julho de 2023, em reduzir os
gases responsáveis pelo aquecimento do planeta para zero “até 2050 ou por
volta dessa data”.

No entanto e embora as tecnologias relacionadas com o vento,
como as WindWings, estejam a ganhar força nos últimos anos, os especialistas
consideram o objetivo ambicioso já que a indústria marítima é responsável pela
produção anual de 837 milhões de toneladas de CO2.

Peniche: Concurso de 5,6 M€ para incubadora de empresas da Economia do Mar

 

Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de Peniche decidiu lançar um concurso de 5,6 milhões de euros para construir um edifício destinado a incubar empresas ligadas à economia do mar.

“Perspectivamos claramente uma mudança de paradigma
daquilo que tem a ver com a exploração dos recursos marinhos, baseada no
conhecimento e na inovação, uma vez que este edifício servirá como interface
entre a ciência, os empreendedores e o tecido económico já estabelecido”,
afirmou o coordenador científico, Sérgio Leandro, à agência Lusa.

O SmartOcean Open Labs, cujo concurso público seguiu para
publicação em Diário da República, vai não só “contribuir para a
sustentabilidade dos recursos marítimos, mas também para criar todo um contexto
de maior atratividade, quer de empresas, quer de investidores, e de retenção de
competências nesta região”.

Com uma área de três mil metros quadrados, distribuída por
dois pisos, o empreendimento tem capacidade para incubar mais de 20 startups
nas áreas da aquacultura, biotecnologia e inovação alimentar, e prestar
serviços de apoio às empresas na fase inicial de crescimento.

Com um prazo de execução de dois anos, o edifício vai ser construído dentro do Porto de Pesca de Peniche, ao lado do polo de investigação da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTTM) de Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria (IPL).

É composto por espaços de acolhimento empresarial, adaptáveis às necessidades das empresas, escritórios, laboratórios de investigação e zonas de arrumos/áreas técnicas.

A infraestrutura vai constituir-se como catalisador de uma
economia baseada na exploração sustentável dos recursos marinhos seja por via
da atracção de novas empresas, seja por via do desenvolvimento das quatro que já
operam dentro do Parque de Ciência e Tecnologia.

Com o projecto, a área portuária tem vindo a ser
transformada, modernizando sectores tradicionais associados à pesca e à
indústria de transformação de pescado e criando áreas emergentes, como a
aquacultura, a biotecnologia, a inovação alimentar, o turismo costeiro e as
tecnologias digitais, alicerçadas na inovação e no empreendedorismo.

“Queremos internacionalizar, mas também captar
empresas, investimento para Peniche, disse Sérgio Leandro.

“O grande desafio é estabelecer parcerias nacionais e
internacionais para dinamizar este parque, ciência e tecnologia e estamos já em
contactos a nível internacional, que veem também no Smart Ocean algo muito
interessante de ser replicado noutros territórios”, salientou.

O projecto pretende contribuir para a requalificação urbana
da área portuária e para aumentar a empregabilidade.

“Temos aqui um duplo objectivo: criar condições para o
aumento da empregabilidade dos nossos estudantes e aumentar a atractividade do
próprio politécnico para a captação de novos estudantes, quer nacionais, quer
internacionais”, afirmou o também director da ESTTM.

O investimento ascende a 6,2 ME e é financiado pelo Plano de
Recuperação e Resiliência.

A Associação Smart Ocean, constituída em 2017, tem como
sócios o município de Peniche, a Docapesca, o IPL, o Biocant- Centro de
Inovação em Biotecnologia de Cantanhede, a Associação Empresarial da Região de
Leiria, a Associação para o Desenvolvimento de Peniche e a empresa
norte-americana Pontos Aqua LLC.

Pioneiro do Rio notifica Concorrência da compra da Portugs

Pioneiro do Rio notificou a Autoridade da Concorrência (AdC) da aquisição do controlo exclusivo sobre a Portugs, que presta serviços de reboque e de emergência a navios nos portos de Lisboa e Setúbal.

“[…] A Autoridade da Concorrência recebeu, em 11 de agosto de 2023, a notificação prévia da operação de concentração de empresas”, lê-se na informação divulgada esta sexta-feira pelo regulador.

A Pioneiro do Rio presta serviços de acostagem e amarração a navios comerciais nos portos de Lisboa e Sines. Paralelamente, a empresa disponibiliza serviços de lanchas no Porto de Lisboa e de transporte de materiais e tripulantes a bordo de navios ao largo do Porto de Sines.

Segundo a mesma nota, quaisquer observações sobre esta operação devem ser enviadas para o ‘e-mail’ da AdC – adc@concorrencia.pt.

Terminal de gás natural de Sines abasteceu menos 12% de cisternas até junho

O número de cisternas abastecidas no Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL), em Sines, totalizou 3.091 até ao final de junho, menos 12,2% face ao mesmo período do ano passado, segundo dados da ERSE, divulgados ontem.

De acordo com o Boletim sobre a Utilização das Infraestruturas de Gás relativo ao segundo trimestre de 2023, publicado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), além do GNL carregado no Terminal de GNL, as cisternas poderão ainda ser abastecidas por gases de origem renovável liquefeitos e injectados nas unidades autónomas de gás (UAG).

O Terminal de GNL, em Sines, recebe navios metaneiros, armazena o GNL, regaseifica e emite gás para a Rede Nacional de Transporte de Gás (RNTG), além de carregar cisternas através das três baías de enchimento, com a capacidade para encher 36 cisternas de GNL por dia (13.140 cisternas/ano).

O consumo acumulado de gás em Portugal, até ao final de junho de 2023, foi de 24,6 Terawatts-hora (TWh), menos 21,1% do que no mesmo período do ano anterior.

Morreu Lolita, uma orca presa em cativeiro mais de cinco décadas

A orca “Lolita”, que passou cinco décadas no Miami Seaquarium e deu origem a uma longa batalha de ativistas pela sua libertação, morreu ontem, anunciou o aquário da cidade da Florida nas redes sociais.

O cetáceo mostrara sinais de debilidade física há dois dias e estava a ser tratado por uma equipa do aquário.

“Apesar de ter recebido o melhor cuidado médico possível, ela morreu na tarde de hoje, do que se acredita ter sido um problema renal”, publicou o Miami Seaquarium na rede social X, antigo Twitter.

O condado de Miami-Dade tinha anunciado em março planos para transportar a orca de volta ao oceano, na costa do estado de Washington, nos próximos dois anos. Lolita, que media cerca de seis metros e pesava 3,1 toneladas, foi capturada em 1970 naquela região, quando tinha cerca de quatro anos. O Miami Seaquarium comprou-a logo depois.

A baleia tornou-se rapidamente a principal atracção do local, onde tinha o seu próprio espectáculo.

Activistas que defendem os direitos dos animais criticavam há anos as condições de seu cativeiro no aquário, onde vivia num tanque pouco profundo, de 24 metros de comprimento por 10 metros de largura.

No ano passado, a orca deixou de se apresentar ao público devido a problemas de saúde.

Pescador atacado por tubarão-azul

A Marinha
Portuguesa resgatou, a 167 quilómetros da costa de Vila do Conde, um pescador
mordido por um tubarão-azul que foi encaminhado para o Hospital de São João, no
Porto, onde se encontra “estável”.

O homem, de
35 anos e nacionalidade indonésia, estava a bordo da embarcação de pesca “Vila
do Infante”.

Em
comunicado, a Marinha revela hoje que o homem “se encontrava com uma abundante
perda de sangue” e teve de ser resgatado de helicóptero “a cerca de 90 milhas
náuticas, o equivalente a cerca de 167 quilómetros, a oeste de Vila do Conde”,
no distrito do Porto.

“A
embarcação de pesca efectuou um pedido de auxílio, pelas 19:32 [de
quarta-feira], por chamada telefónica, relatando que havia um tripulante a
bordo que tinha sido mordido por um tubarão-azul e que se encontrava com uma
abundante perda de sangue. De imediato foi informado o CODUMAR que efectuou a
avaliação do estado da vítima, considerando a situação como um resgate médico
urgente”, lê-se no comunicado publicado hoje no ‘site’ da Marinha Portuguesa.

De acordo
com a Marinha, “tratando-se de um resgate médico urgente, foi empenhada a
aeronave EH-101 da Força Aérea Portuguesa para efectuar o resgate e o
transporte até ao Aeroporto de Sá Carneiro, tendo aterrado no mesmo pelas
23:29”.