Kale Logistics: 30% dos portos não estão prontos para o mandato digital da IMO em Jan. 2024

 

A Kale Logistics Solutions publicou uma pesquisa de preparação de 200 portos em que revelou que 30% não estão preparados para adoptar o mandato da Janela Única Marítima (MSW) da IMO – Organização Marítima Internacional, que se torna obrigatório em todo o mundo a partir de 1º de janeiro de 2024.

Kale destacou a urgência da indústria acelerar a sua transformação digital ao divulgar os resultados da pesquisa, que também citou os elevados custos de implementação, os longos prazos e os diferentes níveis de prontidão digital como principais factores que dificultam a conformidade regulamentar.

O estudo envolveu portos localizados em toda a Ásia-Pacífico, Médio Oriente, Europa, África, América do Norte e América do Sul, e enfatizou que os sistemas comunitários portuários integrados com um RSU são essenciais para alcançar o verdadeiro potencial de um porto.

“O objectivo deste estudo foi identificar os benefícios tangíveis que a indústria marítima pode alcançar com a intervenção tecnológica, e os resultados mostraram poupanças potenciais de até 50 mil milhões de dólares anuais através da utilização de plataformas de RSU”, disse Vineet Malhotra, cofundador e diretor da Soluções de logística da Kale.

“No entanto, estes benefícios estão sujeitos à adopção de 100% dos RSU, e o nosso relatório revela que os portos estão a encontrar uma série de barreiras que dificultam esta digitalização. O conceito de RSU tem o potencial de revolucionar a indústria naval internacional”, acrescentou Malhotra.

As plataformas de RSU trazem grandes benefícios de sustentabilidade ao digitalizar a documentação, simplificar os processos e melhorar a troca de informações, resultando na redução do uso de papel e na gestão mais eficiente dos navios, reduzindo, em última análise, as emissões e o impacto ambiental.

Em média, 12 agências colaboram numa operação navio-terra, e o RSU simplifica os procedimentos documentais entre todos os intervenientes envolvidos e garante que a informação só precisa de ser introduzida uma vez.

A plataforma RSU da Kale está em conformidade com os padrões da IMO e permite que informações e documentação sejam transferidas eletronicamente entre as partes interessadas marítimas e portuárias, o que se tornará um requisito obrigatório a partir do início de 2024.

“A importância deste estudo lançará a semente para uma revolução digital na indústria marítima em todo o mundo, demonstrando como a digitalização pode não só trazer ordem às operações caóticas em curso na indústria, mas também alcançar metas significativas de sustentabilidade a longo prazo”, observou Malhotra. 

Marcelo Rebelo de Sousa destacou o Porto de Sines na Bélgica.

Marcelo Rebelo de Sousa terminou a visita de Estado ao Reino da Bélgica, num dia marcado por uma “forte componente económica”, com uma visita ao porto de Zeebrugge.

O Presidente da República assumiu que “aqui há um espaço potencial de colaboração”, de Portugal, com o porto belga de Zeebrugge, tendo em conta que “o projecto integrado que cabe no que é uma das prioridades europeias, em termos de transição na energia”. Marcelo Rebelo de Sousa lembra que “em Portugal, tínhamos começado primeiro, mais independente de parceiros ou de fornecedores externos”.

O chefe de Estado destaca a “colaboração com o Porto de Sines”, bem como “com outros portos”, nomeadamente, através “da interconexão a partir do sul”. Marcelo Rebelo de Sousa afirma, que ficou, porém, “a perceber exactamente os pontos em que há limites à colaboração”.

Marcelo não exclui uma perspectiva de concorrência, entre o porto belga de Zeebrugge e os portos portugueses. Porém, entende que há diferentes áreas que podem ser de “cooperação”.

“Por exemplo, a cooperação no domínio das eólicas offshore, penso que tem pés para andar. Em termos de amoníaco, se a questão tiver sequência, aí está um domínio de cooperação”, afirmou Marcelo Rebelo de Sousa, o qual tinha lançado estas propostas a Dirk De Fauw, o presidente do porto.

Ataques Cibernéticos no Processo de Digitalização do Shipping e nos Terminais Portuários

Durante o período de pandemia que o planeta passou, essa
janela temporal em que tudo mudou, causou indirectamente o acelerar de um processo
de digitalização que já estava em curso, ainda que lentamente. A necessidade de
manter o sector funcional e fazer o seu “upgrade”, deram azo a várias iniciativas.
Esta significativa transformação no sector dos transportes marítimos e na
logística tem feito a diferença, mas se por um lado, as integrações de
tecnologias avançadas tornaram o processo de envio e recebimento mais eficiente,
por outro lado a digitalização trouxe um novo desafio, que tem tido o seu
efeito negativo: Os ataques cibernéticos.

A digitalização do sector de transporte marítimo e dos
terminais portuários é uma resposta à exigência por uma maior eficiência,
rastreabilidade e segurança. A utilização de sistemas de gestão de transporte, acompanhamento
em tempo real, sensores IoT (Internet das Coisas) e a automação de processos
têm melhorado a velocidade e a precisão da movimentação de cargas, resultando
em redução de custos e aumento da capacidade operacional.

No entanto, essa transformação tecnológica não está isenta
de riscos, sendo um dos principais desafios a segurança cibernética. Os ataques
cibernéticos podem ter um impacto devastador no setor, afetando tanto nos
armadores quanto nos terminais portuários. Quais são as principais
consequências por norma detectadas?

. Interrupções Operacionais

Ataques cibernéticos podem paralisar as operações de um
terminal portuário ou de uma companhia de navegação. Isso pode resultar em
atrasos na carga e descarga de mercadorias, gerando prejuízos financeiros e afectando
toda a cadeia de suprimentos. Como todos sabemos, na indústria do shipping,
tempo é precioso e a sua gestão tem de ser cirúrgica. Se qualquer ganho de
tempo é tido como uma elevação do grau de eficiência, o inverso é visto em
parte como um desastre. Todo o processo tanto burocrático e tecnológico na
parte dos armadores, como na operação e gestão operacional de um terminal
portuário sofrem graves consequências e os prejuízos podem ser vistos através
nos atrasos relativos à carga, mas igualmente a nível de danos na estrutura em
si.

. Roubo de Dados Sensíveis

Outros prejuízos quantificados são os dados confidenciais,
como informações de carga, itinerários de navios e detalhes de clientes, que são
alvos valiosos para cibercriminosos. O vazamento de tais informações pode
prejudicar a competitividade das empresas e colocar em risco a segurança
nacional em casos mais extremos. O prejuízo a nível de custos para se recuperar
essa informação, o dano reputacional devido à exposição de uma fragilidade não
pode, nem deve ser ignorado. A blindagem de toda a estrutura informática é
fundamental para salvaguardar todo o sistema e respectivos processos.

. Risco de Colisões e Acidentes

A digitalização trouxe sistemas avançados de navegação, mas
também os tornou vulneráveis a ataques. Um ataque cibernético direccionado aos
sistemas de controlo de um navio pode resultar em riscos graves, incluindo
colisões ou encalhes. A incorporação das novas tecnologias nos navios foi sem
dúvida um grande processo, mas também se tornou uma espécie de calcanhar de aquiles,
se bem que até ao momento, não houve um grande evento negativo de enorme magnitude
e os novos navios que ajudarão no processo de descarbonização, estão cada vez
mais preparados tecnologicamente para lidar com este tipo de ameaças.

, Ameaças à Cadeia de Suprimentos

Ataques cibernéticos podem comprometer a segurança da cadeia
de suprimentos, permitindo a entrada de mercadorias falsificadas ou perigosas, e
não só. A digitalização da própria documentação em si, pode levar a que haja
ataques específicos que poderão adulterar dados concretos, que em si,
representa uma enorme ameaça, tendo em conta que existem produtos perigosos e voláteis
que circulam pelo meio logístico. Pode representar um risco de segurança, à
saúde pública e à integridade dos produtos.

 

O que podemos tentar fazer para alterar o paradigma?

Diante dos desafios impostos pelos ataques cibernéticos, é
fundamental que as empresas do sector de transporte marítimo e terminais
portuários adoptem medidas proativas para mitigar esses riscos. Algumas acções poderão
incluir:

. Reforço da Segurança Cibernética

Esta iniciativa é a mais óbvia, e igualmente a mais dispendiosa.
Investir em sistemas de segurança cibernética robustos, reforçar os já
existentes, qualificar e detectar todos os pontos fracos, apostar em opções
como firewalls, detecção de intrusão e criptografia, é fundamental para
proteger os sistemas digitais. É um processo muito contínuo, porque a evolução
envolvida a curto e médio prazo, obriga a que haja uma sempre redobrada atenção
e qualquer descuido pode revelar-se de certa forma fatal.

. Treino de Pessoal

Educar os funcionários sobre as ameaças cibernéticas e a
importância das práticas seguras na utilização de sistemas digitais é crucial,
mas só até certo ponto. Ter profissionais devidamente qualificados e preparados,
e com a experiência necessária é fundamental. Não há nenhuma empresa do sector
que se possa dar ao luxo de manter pessoas mal preparadas, sem instinto e
capacidade de antecipação para um assunto tão sério como segurança cibernética.

. Monitorização Contínua.

Estabelecer uma equipa de monitorização de segurança
cibernética para identificar e responder rapidamente a possíveis ameaças é uma
opção viável e atendível a nível de custos, sendo que possíveis prejuízos são
elevadamente maiores. Acompanhar as mudanças no processo, detalhar e eliminar
as suas lacunas e reforçar este compromisso, representa meio caminho andado
para a chamada “zona de segurança activa”.

. Parceria com Especialistas

Colaborar com empresas especializadas em segurança
cibernética pode fortalecer a defesa contra ataques, no sentido de aproveitar a
sua “expertise” para colmatar buracos no sistema ou para reforço. O problema irá
ser sobretudo as políticas de compliance de cada empresa, para além do facto de
que se existir algum tipo de alteração contratual, poderá causar atrasos neste
processo contínuo, que é de tudo desaconselhável.

 

O que podemos concluir de tudo isto?


A digitalização do shipping e dos terminais portuários
trouxe inúmeros benefícios, mas também desafios significativos relacionados à
segurança cibernética. Os ataques cibernéticos representam uma ameaça real para
a eficiência, segurança e integridade das operações. Portanto, é essencial que
as empresas desse sector estejam preparadas para enfrentar essas ameaças,
investindo em medidas de segurança cibernética sólidas, treino e monitorização contínua.
A mitigação eficaz dos riscos cibernéticos é essencial para garantir que a
digitalização do sector de transporte marítimo seja verdadeiramente benéfica
para todos os envolvidos. Mas se de facto, já é um desafio actual, mais
desafiante irá ser no futuro, com todo o desenvolvimento e evolução e com a
respectiva optimização e simplificação. Preparar o futuro para que a digitalização
tenha mais benefícios do que malefícios deverá ser o grande objectivo nesta
matéria.

Cientistas descobrem novo vírus que vive no fundo do mar

Para os investigadores, poderá ser o vírus que destrói bactérias mais profundo descoberto no oceano. Uma equipa de cientistas encontrou o que poderá ser o vírus mais profundo identificado nos oceanos da Terra.

Descobriram um novo vírus localizado em sedimentos recolhidos a 8.900 metros de profundidade na Fossa das Marianas, no Oceano Pacífico. A fossa é o local mais profundo da Terra, atingindo um ponto baixo de 11.000 metros perto das Ilhas Marianas.

“Este é o vírus que destrói bactérias isolado mais profundo conhecido no oceano global”, disse o virologista marinho Min Wang em comunicado. A equipa da Ocean University of China publicou os resultados na semana passada, na revista Microbiology Spectrum.

O recém-descoberto vírus das profundezas do mar, denominado vB_HmeY_H4907, é um bacteriófago, o que significa que infecta e se replica no interior de bactérias.

Este bacteriófago infecta bactérias chamadas Halomonas, abundantes na Fossa das Marianas, na Antártida e em fontes hidrotermais – fissuras no fundo do mar através das quais a água aquecida é libertada.

A análise genómica do vírus sugere que é semelhante ao seu hospedeiro bacteriano e que é predominante no oceano.

Os investigadores afirmam que o novo bacteriófago pertence a uma nova família viral denominada Surviridae.

O vírus foi encontrado na zona hadal do oceano, que se encontra a uma profundidade entre 6.000 e 11.000 metros, e cujo nome deriva do nome do deus grego do submundo, Hades.

“Investigações recentes revelaram a enorme diversidade, novidade e importância ecológica dos vírus hadal. No entanto, apenas duas estirpes de vírus hadal foram isoladas”, afirmam os investigadores no estudo.

Segundo os cientistas, a identificação deste novo bacteriófago permite aprofundar os conhecimentos sobre o comportamento dos vírus nesta parte do oceano em ambientes agressivos, nomeadamente através da co-evolução com hospedeiros bacterianos.

A zona hadal alberga vários organismos únicos que se adaptam às condições extremas de baixas temperaturas, alta pressão e falta de luz nas profundezas do mar. Os virologistas marinhos estão agora à procura de outros novos vírus em locais extremos, afirmaram.

“Os ambientes extremos oferecem ótimas perspectivas para a descoberta de novos vírus”, afirmou Wang.

Pinto Basto lidera operações de transporte especial até Angola.

O Grupo nacional Pinto Basto reforça a sua aposta em Angola através de operações especiais de transporte de veículos pesados e transformados, maquinaria pesada, ou veículos ligeiros, provenientes dos  Emirados Árabes Unidos e Turquia. 

Só no mês passado, foram transportados cerca de 30 veículos de uma só vez, e seis durante este mês. Para o próximo mês,  está previsto o transporte de outra unidade. As operações serão interrompidas durante a época de Natal, mas serão retomadas no início de 2024 com o envio de mais 10 ou 15 veículos. Esta operação marítima tem um tempo de trânsito entre portos de, aproximadamente, 23 dias e conta com o todo suporte comercial e operacional da Pinto Basto durante todo o procedimento.

A Pinto Basto operou ainda o transporte de um transformador de 47 toneladas juntamente com os respectivos acessórios, desde o porto Autoport, em Istambul, Turquia, para o seu destino ao terminal portuário de Luanda em Angola. Posteriormente, foi emitida a documentação necessária para iniciar a operação em Luanda através da utilização de uma grua móvel com a capacidade para transferir as 47 toneladas para um camião preparado para a operação . 

O caminho até ao destino final, cidade de Matala, foi escoltado durante os cerca de 1.000 quilómetros de percurso, acompanhado pela equipa da Pinto Basto e dos parceiros. 

“Estas operações, para além da complexidade com que se caracterizam, são resultado de uma aposta crescente da Pinto Basto a nível internacional. Continuaremos a seguir este caminho ambicioso de crescimento para posicionar a empresa como um dos principais players na actividade logística em Angola”, afirma João Bobone, responsável pela área de agenciamentos do Grupo Pinto Basto.

Maersk com produtor suíço de metanol renovável ao seu portfólio de combustíveis de baixo carbono

A Maersk Growth, empreendimento da gigante marítima dinamarquesa A.P. Moller-Maersk, adicionou a empresa suíça de tecnologia limpa e engenharia Methanology AG ao seu portfólio relativo aos combustíveis de baixo carbono.

Methanology AG concentra-se no desenvolvimento de tecnologias capazes de produzir grandes quantidades de metanol renovável, utilizando o poder de enzimas e materiais catalíticos avançados. No passado dia 19 de outubro, a Maersk Growth e Methanology AG revelaram que o financiamento de “Série A” foi angariado e uma parceria estratégica foi formada entre as duas empresas. 

“Estamos orgulhosos de receber o apoio de uma empresa líder do sector, comprometida com as metas ambiciosas de emissões líquidas zero, com foco dedicado na importância do acesso a tecnologias promissoras para a produção de combustíveis sustentáveis, como o metanol renovável”, afirmou a Metanology AG. 

"Circuito comercial" nos Portos junta Portugal, Brasil e Angola

 

De acordo com responsáveis portuários, existe a ambição de
criar um circuito comercial entre Portugal, Brasil e Angola, em áreas como
agropecuária, cereais e hidrogénio verde.

A iniciativa irá ser apresentada em Bruxelas na próxima
semana, onde espera a possibilidade de ser financiada no projecto Global
Gateway, lançada pela CE – Comissão Europeia para promover ligações
inteligentes, limpas e seguras a nível dos sectores digital, da energia e dos
transportes, esperando mobilizar 300 mil milhões de euros até 2027.

“É uma negociação que depois tem de haver entre as
autoridades brasileiras e europeias, em que pode haver também investimento de
entidades portuguesas”, explicou à Lusa o presidente do Porto de Sines,
José Luís Cacho, durante o XIV Congresso da Associação dos Portos de Língua
Portuguesa (APLOP), que decorreu na segunda-feira em Brasília, subordinado ao
tema “Corredores Logísticos, Sustentabilidade e Inovação”.

O responsável português frisou ainda estar confiante de que
a iniciativa será bem acolhida por parte dos investidores já que o projecto tem
como objetivo “aumentar os fluxos e as trocas comerciais” entre
Portugal e o Brasil.

Maersk fecha o 1° projecto mundial de conversão de metanol para duplo combustível com construtor naval chinês

O gigante dinamarquês Maersk assinou o seu primeiro projecto de conversão de metanol para duplo combustível com o construtor naval chinês Zhoushan Xinya Shipbuilding Co.

O importante acordo, assinado durante uma cerimónia especial realizada em 18 de outubro de 2023, significa o início do primeiro projecto mundial de conversão de metanol para duplo combustível em navios porta-contentores. A conversão estratégica de navios para operar com metanol é actualmente um ponto focal na busca incansável da indústria naval para reduzir a sua pegada de carbono. A procura por “retrofits” também apresenta um enorme potencial de mercado para a indústria de reparação naval. 

A Maersk anunciou os planos de modernização para um navio porta-contentores existente em junho deste ano. Conforme divulgado, a conversão para uma propulsão bicombustível de metanol está prevista para 2024 e a Maersk está planeando expandir o projecto de modernização numa série de navios irmãos quando for realizar uma vistoria especial em 2027. Para este fim, a Maersk contratou a alemã MAN Energy Solutions (MAN ES) para modernizar o motor. 

Nos termos do acordo com a MAN ES, um total de 11 embarcações equipadas com motores principais MAN B&W 8G95ME-C9.5 serão modernizadas para tipos MAN B&W 8G95ME-LGIM10.5 de combustível duplo, capazes de operar com óleo combustível/metanol. A Zhoushan Xinya Shipbuilding revelou que ganhou o contrato para implementar o primeiro retrofit de metanol paraporta-contentores do mundo para o Grupo Maersk no final de setembro.

APDL com dragagem rochosa no Porto de Viana do Castelo.

A APDL vai dar início à empreitada de quebramento, dragagem e remoção de afloramentos rochosos no canal de navegação do Porto de Viana do Castelo.

Para a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S.A., o objectivo desta intervenção transpõe a habitual dragagem realizada para manutenção dos fundos e cotas, uma vez que será demolida e retirada a rocha na entrada, junto ao canal de navegação, de forma a atingir a cota -8 e permitir, assim, uma navegação mais atractiva, mais fluida e mais segura.

Com esta intervenção, o Porto de Viana do Castelo terá maior capacidade de resposta, conseguindo abrir novas linhas de navio com calados maiores e ou mais carga, ou seja, navios de maior dimensão.

Esta empreitada, que representa um investimento, de cerca de 550 mil euros, foi adjudicada à INERSEL S.A., devendo iniciar brevemente e por um prazo de 4 meses, não estando previsto qualquer constrangimento à navegação no decorrer da sua execução.

Parlamento Europeu aprova novas regras da UE para controlo das pescas

Depois de praticamente cinco anos de negociações técnicas, o Parlamento Europeu votou a favor da adopção do novo Regulamento de Controlo das Pescas da UE, o novo sistema da União Europeia para garantir que as regras das pescas são de facto cumpridas, foi formalmente adoptado pelo Parlamento Europeu.

Haverá um registo digital  de todas as capturas, incluindo pesca recreativa. Irá haver medidas de controlo mais rigorosas para os navios de maiores dimensões, com câmaras CCTV e sanções mais harmonizadas em todo o espaço europeu.

As novas medidas de controlo das pescas foram aprovadas em sessão plenária, com 438 votos a favor, 146 contra e 40 abstenções. Com as novas regras em vigor, todos os barcos terão de ter a bordo um dispositivo de localização que permita às autoridades nacionais identificar com intervalos regulares. Haverá navios de pequena pesca isentos desta obrigação até 2030 e todas as frotas de escala relativamente pequena , que possuem um prazo de até quatro anos para consolidarem estes novos requisitos.

Navios identificados como de risco elevado de violação das regras (com base em infracções anteriores), terão câmaras instaladas, diários de bordo electrónicos, localização por satélite de toda a frota pesqueira da UE até 2030 – incluindo cerca de 50 mil navios pequena pesca -, um sistema digital de partilha de informações para garantir o fim das importações ilegais, um nível mínimo de multas para harmonizar as sanções em toda a UE e uma melhor recolha de dados da pesca recreativa.

O responsável pela política do oceano do Gabinete de Política Europeia da World Wide Fund, Louis Lambrechts , que “este é o desenvolvimento mais significativo na política das pescas da UE na última década” e que “todas estas novas medidas ajudarão a UE a cumprir os seus objetivos de sustentabilidade e ambiente e ajudarão a materializar ainda mais a sua abordagem de tolerância zero à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada”.

“A União Europeia será a primeira grande jurisdição de pesca do mundo a exigir dispositivos de localização de navios e relatórios electrónicos de capturas em toda a sua frota. Do maior arrastão pelágico à mais pequena embarcação artesanal, todos os barcos de pesca serão rastreáveis em tempo real. Isto melhorará o conhecimento das atividades de pesca, protegerá áreas onde a pesca é proibida e oferecerá benefícios tangíveis aos pescadores, tais como maior segurança no mar.”

“Com este regulamento, as pescas da UE poderão ser totalmente responsáveis e provar que estão verdadeiramente comprometidas com a sustentabilidade. Haverá mudanças no dia-a-dia dos pescadores e pescadoras no mar, mas estamos prontos para apoiá-los na implementação deste regulamento, pois é uma oportunidade única para capacitar o sector e mostrar que tem um papel a desempenhar para alcançar ecossistemas marinhos saudáveis e comunidades costeiras vibrantes”, segundo Gonçalo Carvalho, Coordenador Executivo da Sciaena.