Exportações Chilenas na rota do Porto de Sines

Esta terça-feira, dia 24 de outubro, o Porto de Sines recebeu a visita de uma comitiva chilena, enquadrada numa missão empresarial daquele país a Portugal, cujo intuito é o de reforçar relações económicas e comerciais entre os dois países, numa iniciativa da Câmara de Comércio Chile – Portugal.

A delegação chilena foi recebida pelo Presidente do Conselho de Administração da APS, José Luís Cacho, acompanhado ainda por altos representantes da aicep Global Parques e Portsines que destacaram os principais investimentos levados a cabo no Complexo Industrial e Logístico de Sines.

O relacionamento entre Chile e Portugal representa um potencial de crescimento económico para ambos os países, tanto no setor energético como agroalimentar. Neste âmbito, o Porto de Sines foi um dos locais de destaque na agenda desta Missão Empresarial, assumindo-se como um hub privilegiado para a entrada das exportações Chilenas na Europa, sendo que o Terminal de Contentores já oferece uma linha regular semanal que liga Sines aos portos de San Antonio, Coronel e Valparaíso.

TdC deu visto à compra de baterias para navios eléctricos da Transtejo

O Tribunal de Contas deu autorização ao contrato de fornecimento de baterias a instalar em nove navios de propulsão elétrica da Transtejo que se encontram em construção, anunciou a própria.Transtejo. 

“Tramitado o processo de fiscalização previa, foi concedido pelo Tribunal de Contas visto ao contrato de fornecimento de baterias a instalar em nove dos navios de propulsão eléctrica  em construção que integram a nova frota destinada a assegurar o serviço público de transporte fluvial de passageiros”, indicou a empresa num comunicado.

A Transtejo adianta que concluído o concurso publico com publicidade internacional o fornecimento foi adjudicado à Astilleros Godán S.A pelo preço de 15.999.750 euros, acrescidos do IVA à taxa legal em vigor.

O contrato tinha sido enviado ao Tribunal de Contas para para obtenção de visto que agora deu luz verde o que permite à empresa disponibilizar os nove packs de baterias marítimas à Astilleros Godán para a devida instalação nos nove navios em construção.

"Enguia fantasma" descoberta em Porto Covo

A enguia fantasma, nunca antes vista por estas águas no
Atlântico, foi filmada por um biólogo junto a Porto Covo. Mas podem existir
mais e há que começar agora uma campanha de monitorização, até porque pode ser
uma espécie invasora.

A espécie é comum no Oceano Pacífico e no Indico e vive até
aos nove metros de profundidade, na chamada zona entre marés.

Quando uma espécie surge fora do seu habitat natural,
levanta-se sempre algumas preocupações. “Pode ser invasora. O grande problema é
que ela aqui provavelmente não tem predadores conhecidos. Daí, talvez, ela ser
tão grande”, diz Sónia Seixas, professora e investigadora.

“Ela é muito fina. Depois encaracola-se e desaparece. Ela
vive junto às rochas, onde se alimenta, e enterra-se na areia, e como é da
mesma cor, não é possível vê-la”. Há duas aparentes explicações para o
aparecimento desta espécie no Atlântico: pode ter vindo em aquário ou em ovos
nas águas de balastro dos navios.

Pode, assim, não ser um exemplar único. A descoberta já foi
publicada numa revista cientifica. Abrindo-se esta janela, torna-se importante
lançar uma campanha de monitorização para averiguar se há mais enguias fantasma
por esta águas e se outras espécies desconhecidas poderão estar junto ao porto
internacional de Sines.

Ministros com tutela dos Transportes da UE pedem moratória sobre o RCLE- UE

 

Houve um pedido de moratória por parte dos Ministros com a tutela dos Transportes sobre a entrada em vigor a 1 de Janeiro de 2024, do RCLE-UE ( Também conhecida como EU ETS)- que é o Regime de Comércio de Emissões de CO2 no transporte marítim.

O pedido deste adiamento está dentro de um pacote de medidas que servirá para “mitigar os efeitos da directiva ETS” devido a dois factores pertinentes, que são a perda de investimento no sector e a fuga do transhipment de contentores de portos europeus para portos do norte de África.

A directiva mencionada estabelece a obrigatoriedade de todos os navios com mais de 5000 arqueação bruta irão pagar 100% das emissões quando navegarem entre portos da UE e 50% para portos fora da UE. Os portos de transhipment também serão afectados, e Sines é sem dúvida o caso crítico para Portugal, com consequências directas, tanto na questão de posicionamento de carga, bem como a nível de investimentos.

Devido a esse facto, Portugal (Juntamente com Espanha e Itália), tem sido frente de batalha contra a redacção da directiva. Para além da perda de investimento e a fuga de carga de transhipment, é mencionado na justificação da moratória, o facto de em 2028, a IMO – Organização Marítima Internacional adoptar por si, um sistema global relacionado com as emissões de carbono.

Será que os lucros dos armadores provêm da inflação?

No período do último pico das taxas de frete, durante 2021 e 2022, existiu um elevado número de críticas, de que, a elevada rentabilidade dos armadores, seria provavelmente, um dos principais motivos para o agravamento da inflação.


A Sea Intelligence explicou que:  “No seu pico, as taxas de frete eram um pouco mais de 200% mais altas do que no período comparativo de 2019. Para as companhias marítimas, os seus lucros combinados em 2021 e 2022 foram superiores a 400 mil milhões de dólares”, afirmaram na sua última actualização. “No entanto, quando colocamos estes lucros no contexto do valor das mercadorias transportadas, os lucros das transportadoras são relativamente e extremamente pequenos. O mesmo é verdade mesmo quando comparado apenas com categorias de mercadorias que são transportadas principalmente em contentores; eles são em grande parte inconsequentes.” 

A taxa média global de inflação nos preços ao consumidor em 2021 foi de 4,7%, de acordo com o FMI, aumentando quatro pontos percentuais para 8,7% em 2022. “Quando comparamos a inflação global com os lucros das transportadoras como parcela do valor das mercadorias globais comércio, podemos calcular o efeito inflacionário causado pelos lucros das transportadoras. 
Em termos mais simples, o aumento nos lucros das transportadoras de um ano para o outro pode ser visto como a inflação adicional resultante naquele ano. 

Diferenças Essenciais entre Pesca e Aquacultura

A pesca e a aquacultura são duas práticas fundamentais
relacionadas à obtenção de alimentos a partir de organismos aquáticos. Embora
ambas tenham como objectivo a produção de peixes e outros frutos do mar, existem
diferenças essenciais que definem essas duas abordagens. Iremos destacar as distinções mais significativas entre a pesca e a aquacultura.

Pesca:

A pesca é a prática de capturar organismos aquáticos, como
peixes, crustáceos e moluscos, em seu ambiente natural, como oceanos, rios,
lagos e outros corpos d’água. A pesca pode ser realizada com o uso de redes,
anzóis, armadilhas e outros métodos, sendo que os pescadores dependem da
captura de animais já existentes na natureza.

Aquacultura:

A aquacultura, por outro lado, é a criação e cultivo de
organismos aquáticos em ambientes controlados, como tanques, viveiros ou
sistemas aquáticos fechados. É uma forma de agricultura voltada para a produção
de peixes, crustáceos e moluscos, em que os organismos são criados desde a fase
de alevinos até a fase de comercialização.

Origem das Espécies

Pesca:

Na pesca, os organismos capturados são retirados directamente
da natureza. A disponibilidade de espécies é limitada ao que ocorre
naturalmente em um determinado ambiente aquático. Isso significa que a
quantidade de peixes e frutos do mar disponíveis para captura depende de
factores naturais, como as populações selvagens e as condições ambientais.

Aquacultura:

Na aquacultura, as espécies são seleccionadas e cultivadas em
cativeiro. Os produtores de aquacultura podem escolher quais espécies criar e
têm controlo sobre o ambiente em que os organismos crescem. Isso permite a produção
de uma ampla variedade de espécies em locais específicos e sob condições ideais
para o crescimento.

Impacto Ambiental

Pesca:

A pesca comercial em grande escala muitas vezes resulta na
sobrepesca, prejudicando as populações de peixes e o equilíbrio dos
ecossistemas marinhos. Além disso, a pesca acidental, conhecida como
“captura acessória”, pode ter sérios impactos negativos na vida
marinha, incluindo a captura de espécies não alvo e a destruição de habitats
marinhos.

Aquacultura:

A aquacultura pode ser mais controlada e sustentável em
termos de impacto ambiental. No entanto, a prática também pode ter
consequências negativas, como a poluição da água devido à libertação de resíduos
orgânicos, uso excessivo de antibióticos e doenças que podem se espalhar
rapidamente em ambientes de cultivo densos.

Qualidade e Segurança Alimentar

Pesca:

Os produtos da pesca são capturados no seu ambiente natural,
e a qualidade dos produtos pode variar dependendo das condições em que os
peixes foram capturados. Além disso, existe o risco de contaminação por
poluentes ou patógenos durante a captura e o processamento.

Aquacultura:

Os produtos da aquacultura podem ser controlados quanto à
qualidade e segurança alimentar, pois os organismos são cultivados em ambientes
monitorizados. Isso permite um maior controlo sobre a qualidade da água,
alimentação e condições de vida dos organismos, resultando em produtos mais
consistentes e previsíveis em termos de sabor e segurança.

Sustentabilidade

Pesca:

A pesca sustentável visa manter as populações de peixes em
níveis saudáveis para garantir a disponibilidade contínua de peixes no futuro.
No entanto, alcançar a sustentabilidade na pesca comercial muitas vezes é
desafiador devido à pressão crescente sobre os recursos pesqueiros.

Aquacultura:

A aquacultura pode ser uma opção mais sustentável quando
realizada de forma responsável, com práticas que minimizam os impactos
ambientais e promovem o bem-estar dos organismos aquáticos criados.


Em resumo, enquanto a pesca se baseia na captura de
organismos aquáticos na natureza, a aquacultura envolve a criação controlada
desses organismos em ambientes artificiais. Ambas as práticas têm suas
vantagens e desvantagens, e a escolha entre pesca e aquacultura depende de
factores como a disponibilidade de recursos, preocupações ambientais e
preferências do consumidor. Em última análise, ambas desempenham um papel
importante na oferta de alimentos à crescente população global, e é crucial que
ambas sejam conduzidas de maneira responsável e sustentável.

Reino Unido lança navio peculiar para protecção de infraestruturas subaquáticas.

 

A Royal Fleet Auxiliary (RFA) do Reino Unido acaba de lançar
ao mar um novo e peculiar navio, o Proteus, que tem a missão de monitorizar e
proteger a infraestrutura subaquática vital do país.

Lançado a 10 de outubro no Rio Tamisa, o Proteus é o
primeiro navio no programa de “Vigilância Oceânica de Múltiplas Funções” do
Reino Unido.

Construído na Noruega, a embarcação é uma conversão do MV
Topaz Tangaroa,  que anteriormente dava
suporte a plataformas petrolíferas. A conversão do navio demorou 11 meses e foi
concluída em setembro.

Segundo a Popular Science, o navio tem uma missão
específica: salvaguardar os oleodutos e cabos de comunicação subaquáticos que
ligam o Reino Unido ao resto do mundo — uma tarefa crucial para as ilhas
britânicas.

O Proteus comanda uma flotilha de robots subaquáticos, com
os quais a RFA espera aumentar a capacidade de detetar operações de sabotagem e
poder operar reparações rápidas subaquáticas.

Com 6.600 toneladas de peso, o Proteus tem uma tripulação de
26 membros da Royal Fleet Auxiliary e 60 especialistas da Marinha Real que
operam os seus sistemas militares, de vigilância e de reconhecimento.

Uma das suas características mais peculiares do Proteus é o
seu enorme convés traseiro plano, que oferecer até 1.000 m2 de espaço de
trabalho. Outra característica distintiva é a “moon pool”, uma abertura coberta
no convés, que permite o lançamento direto de submarinos para o oceano oceano.

O anúncio da sua viagem inaugural surge numa altura em que
há preocupações crescentes relacionadas com operações de sabotagem subaquática,
exemplarmente ilustradas pela recente explosão no gasoduto Nord Stream entre a
Rússia e a Alemanha.

O ataque ocorreu após a invasão da Ucrânia pela Rússia, em
fevereiro de 2022, e causou fugas no gasoduto, sublinhando a vulnerabilidade de
tais infraestruturas.

De acordo com o Secretário de Defesa do Reino Unido, Ben
Wallace, o lançamento do Proteus é crucial “num momento em que enfrentamos a
invasão ilegal da Ucrânia por Putin”, enfatizando a necessidade de proteger a
infraestrutura nacional crítica.

Embora haja poucos detalhes acerca das estratégias
operacionais da missão do Proteus, os analistas acreditam que a embarcação
possa servir essencialmente como um elemento dissuasor de eventuais operações
de sabotagem.

O Proteus tem o nome de um dos filhos do deus do mar grego
Poseidon. Destinado a operações em alto mar, é o primeiro de dois navios com os
quais o Reino Unido espera combater ameaças subaquáticas emergentes.

Açores lança concurso para maior obra portuária de sempre

O Governo Regional dos Açores lançou um concurso público relativo à empreitada do novo porto das Lajes das Flores, na ilha das Flores, com o preço base de 172 milhões€,  considerada a “maior obra marítimo-portuária” da região. 

“Esta empreitada agora lançada pela Secretaria Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, através da Portos dos Açores, S.A. é a maior obra marítimo-portuária já realizada na Região Autónoma dos Açores e vai permitir triplicar a capacidade de acostagem, garantindo novas e melhores condições de operacionalidade e um incremento substancial na capacidade de resposta de toda a infraestrutura portuária”, adiantou o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) num comunicado publicado na respectiva página da internet.

De acordo com o comunicado, “quer pela sua dimensão, quer pelo fim a que se destina, quer pelas condições naturais a que está exposta, esta obra é de elevadíssima complexidade técnica, envolvendo um imenso esforço para assegurar a devida adequação das soluções de engenharia idealizadas para sustentar a infraestrutura portuária a longo prazo, tendo em conta as alterações climáticas que já se fazem sentir e que se projectam no futuro”.

“Com o novo porto, será assegurado o abastecimento de bens e a reposição plena da normal operação portuária, incluindo o tráfego de mercadorias, o transporte de passageiros e demais atividades fundamentais para o desenvolvimento socioeconómico da ilha das Flores”, confirma o executivo.

Comissão Europeia termina com o CBER.

A Comissão Europeia decidiu não prorrogar o quadro legal da UE que isenta consórcios de transporte marítimo de carga das regras antitruste da UE (Regulamento de Isenção de Blocos de Consórcio ou ‘CBER’). A Comissão concluiu que o CBER não promove mais a concorrência no sector de transporte marítimo e, portanto, permitirá que ele expire em 25 de abril de 2024.

A decisão segue um processo de revisão lançado em agosto de 2022, com o objectivo de reunir evidências sobre o funcionamento do CBER desde 2020, em vista do seu vencimento em 25 de abril de 2024. O CBER permite que linhas de transporte marítimo, sob certas condições, celebrem acordos de cooperação para fornecer serviços conjuntos de transporte de carga, também conhecidos como ‘consórcios’.

As conclusões da avaliação

Em agosto de 2022, a Comissão lançou uma chamada para evidências, convidando as partes interessadas para falar sobre o desempenho do CBER. Na mesma altura, foram enviados questionários direccionados para as partes mais interessadas na cadeia de suprimentos de transporte marítimo de linha (ou seja, transportadoras, embarcadores, despachantes de carga, portos e operadores de terminais) sobre o impacto dos consórcios entre empresas de transporte marítimo de linha, bem como do CBER em suas operações.

Antes da sua avaliação, como parte das suas actividades de monitorização sectorial, a Comissão manteve trocas regulares com os participantes do mercado, bem como com autoridades de concorrência e regulatórias na Europa, nos EUA e em outras jurisdições, sobre os desafios enfrentados pelo sector de transporte marítimo.

Hapag-Lloyd é a mais lucrativa por funcionário do que qualquer outra empresa da UE

Hapag Lloyd, empresa alemã de transporte marítimo internacional e de contentores, possui mais de 250 navios, emprega 12.499 funcionários terrestres e 1.609 funcionários marítimos. 

Em 2022, a Hapag Lloyd registou lucros de mais de 16,4 mil milhões€ – um desempenho financeiro muito forte, e quase 6,88 mil milhões€ a mais do que em 2021. 

Isto significa que a empresa ganhou 1.210,000,94€ por funcionário, o que é quase o triplo da Shell em segundo lugar. 

O estimado lucro por funcionário é de 1,210000€