Mais de 280 porta-contentores foram desviados do Mar Vermelho

O grau de perturbação causado pelos ataques aos navios no Mar Vermelho continua a aumentar. Até ontem, mais de 280 navios porta-contentores – sem contar petroleiros, graneleiros, transportadores de automóveis ou outras classes de navios – foram desviados para o Cabo da Boa Esperança, de acordo com uma análise do corretor da Flexport, Connor Helm.

As principais linhas de contentores anunciaram planos para evitar o risco de ataques de drones e mísseis Houthi, enviando navios de caixa ao longo do extremo sul de África, em vez de usarem o Canal de Suez. Esta viagem acrescenta cerca de 10 dias e 1.900 milhas náuticas a um serviço típico da Ásia-Norte da Europa.

De acordo com a análise de Helm, 286 navios porta-contentores com capacidade total de 4,1 milhões TEU optaram por seguir a rota mais longa, porém mais segura. A MSC – líder de mercado – está no topo da lista com 860.000 TEU desviados, seguida pela Maersk, Hapag-Lloyd e ONE. Em percentagem da frota total, o HMM é o mais afectado: cerca de um terço da capacidade da transportadora está actualmente a fazer o desvio.

A frota global global não fica muito atrás: cerca de 8% de toda a capacidade em todo o mundo está ocupada pelo desvio, de acordo com Helm, e esse número provavelmente aumentará se a segurança não melhorar.

Adicionar outras classes de navios aumentaria ainda mais o número. Várias operadoras de transporte de automóveis, empresas de navios-tanque e grandes empresas de energia anunciaram planos para parar de usar o Mar Vermelho por razões de segurança.

Vale a pena notar que a rota alternativa não resolve inteiramente as questões de segurança. No sábado, um drone iraniano atingiu o petroleiro Chem Pluto numa posição a cerca de 200 milhas náuticas da costa indiana, segundo o Pentágono. No domingo, estava transmitindo sem comando numa posição a cerca de 150 milhas náuticas a sudoeste de Mumbai, de acordo com dados AIS fornecidos pela Pole Star.

Numa actualização no domingo, a Maersk disse que tem confiança suficiente no regime de segurança marítima liderado pelos EUA no Mar Vermelho para começar a retomar o trânsito de navios, e está actualmente a trabalhar em planos para os primeiros navios a navegar pela hidrovia.

“Embora existam medidas de segurança para permitir o trânsito de navios, o risco geral na área não está eliminado nesta fase”, disse a transportadora. “A Maersk não hesitará em iniciar mais uma vez planos de desvio se considerarmos necessário.”

Cientistas têm uma “conversa” de 20 minutos com uma baleia jubarte chamada Twain

Num encontro sem precedentes, uma equipa de investigação iniciou com sucesso uma “conversa” com uma baleia jubarte chamada Twain. 

A equipa, conhecida como Whale-SETI, vem realizando pesquisas sobre sistemas de comunicação das baleias jubarte, com o objectivo de desenvolver filtros de inteligência para a busca por vida extraterrestre. Cientistas do Instituto SETI, da Universidade da Califórnia Davis e da Alaska Whale Foundation fizeram esse avanço surpreendente no campo da inteligência não humana.

Usando um chamado de “contacto” gravado da baleia-jubarte, reproduzido no mar através de um alto-falante subaquático, os cientistas ficaram surpresos quando Twain se aproximou e circulou o seu barco, respondendo de maneira coloquial ao “sinal de saudação” da baleia. Ao longo da troca de 20 minutos, Twain combinou consistentemente as variações de intervalo entre cada chamada de reprodução. Os detalhes deste encontro extraordinário podem ser encontrados na edição recente da revista Peer J, intitulada “Reprodução Bioacústica Interactiva como Ferramenta para Detectar e Explorar Inteligência Não Humana: ‘Conversando’ com uma Baleia Jubarte do Alasca”.

A autora principal, Dra. Brenda McCowan da U.C. Davis explicou o significado desta conversa sobre baleias, afirmando: 

“Acreditamos que esta é a primeira troca comunicativa entre humanos e baleias jubarte na ‘linguagem’ jubarte”. Fred Sharpe, do Alaska Whale Foundation, enfatiza ainda mais a inteligência das baleias jubarte, destacando as suas habilidades de se envolver em sistemas sociais complexos, criar ferramentas como redes feitas de bolhas para capturar peixes e se comunicar extensivamente por meio de canções e chamadas sociais.

Autoridade Maritíma e APS testam resposta a emergências no Porto de Faro.

Treinar «procedimentos de comando e controlo» na resposta a situações de emergência no Porto Comercial de Faro foi o objectivo de um exercício de protecção portuária promovido pela Autoridade Marítima Nacional, em colaboração com o Porto de Faro, na passada sexta-feira.

A iniciativa foi realizada no âmbito do Código Internacional para Protecção de Navios e Instalações Portuárias (ISPS Code), promovido pelo núcleo de Segurança, Proteção e Ambiente da Administração dos Portos de Sines e do Algarve S.A.

Companhias Japonesas também vão evitar o Mar Vermelho.

Os principais armadores japoneses tomaram a decisão de modificar as rotas para a Europa para não passar pelo Mar Vermelho devido aos ataques dos Huthis, que querem impedir navios relacionados com Israel na zona.

A três maiores companhia de navegação dp Japão, a MOL – Mitsui O.S.K. , a NYL Line – Nippon Yusen (NYK Line) e a K Line – Kawasaki Kisen Kaisha, já instruiram para a alteração de rotas, para evitar ser alvo destes grupos, segundo avançou a emissora pública japonesa NHK.

As companhias de navegação, bem como igualmente a transportadora oriunda de Singapura, a ONE – Ocean Network Express, estão a reencaminhar os navios para a África do Sul, onde contornam o cabo da Boa Esperança, apesar de a via navegável mais curta que liga a Ásia à Europa ser o canal do Suez, que atravessa o Mar Vermelho.

A decisão foi tomada algumas horas depois do Departamento da Defesa dos Estados Unidos ter anunciado que um navio-tanque de produtos químicos de propriedade japonesa, com pavilhão liberiano e operado por uma empresa holandesa, foi atacado ontem no oceano Índico por um drone aparentemente proveniente do Irão.

O ataque agressivo causou um incêndio no navio, mas os 21 membros da tripulação, 20 indianos e um vietnamita, não sofreram quaisquer tipos de ferimentos.

O navio tinha saído de um porto da Arábia Saudita na terça-feira e dirigia-se para o porto indiano de Mangalore quando foi atacado, mas decidiu navegar para o Mumbai para efectuar reparações e avaliar os danos com a ajuda da Guarda Costeira indiana, segundo informação da agência de notícias japonesa Kyodo. Nos meios de comunicação social norte-americanos indicavam que o navio poderia ter ligações a Israel.

As alterações nas rotas estão a elevar as preocupações quanto ao mais que certos atrasos na entrega de carga e aos aumentos associados aos custos de transporte.

A recente escalada de ataques, está a ameaçar o comércio global na rota crucial entre os mares Vermelho e Arábico e obviamente a economia global.

2022 é o ano de movimentação de contentores mais baixa em 40 anos.

“Throughput” é o volume de carga movimentada num terminal contentorizado no período de um exercício financeiro (Um ano).

Os números de movimentação de contentores, inclui tanto os contentores cheios, como vazios que representam, respectivamente, 80% e 20% do tráfego marítimo. 

A adopção em larga escala dos contentores e a globalização impulsionou consistentemente as taxas de crescimento global dos portos de contentores entre 5% e 10% entre as décadas de 1980 e 2000. 

Depois, na década de 2010, as taxas de crescimento diminuíram de forma constante, à medida que o comércio global caminhava para uma fase de maturidade. A produção cresceu de 36 milhões de TEU em 1980 para 237 milhões de TEU em 2000, 545 milhões de TEU em 2010 e mais de 740 milhões de TEU em 2017. 

Antes da pandemia de COVID-19, a movimentação global de contentores atingiu aproximadamente 802 milhões de TEU em 2019, aumentando 2,3% em comparação com 2018. À semelhança da crise financeira de 2008-09, a pandemia representou um dos dois únicos eventos em que o crescimento foi negativo.

Em ambos os casos, a descida esteve associada a uma queda nas despesas discricionárias, que foi mais duradoura e significativa durante a crise financeira de 2008-09, mas com uma forte recuperação no ano seguinte. 

Em 2021, o tráfego de contentores retomou o seu crescimento para atingir 849 milhões de TEUs após pacotes de estímulo concertados. 

No entanto, a partir de 2022, a movimentação de contentores registou a sua taxa de crescimento positiva mais baixa em mais de 40 anos.

Fonte: Drewry/UNCTAD.

Seis novas crias de golfinhos no estuário do Sado

A comunidade de golfinhos roazes-corvineiros residente do estuário do Sado registou este ano um número recorde de nascimentos, com seis novas crias, o que constitui o maior aumento desde que se iniciou a observação do grupo, há 40 anos. 

“Nasceram seis crias de golfinhos roazes-corvineiros, da espécie Tursiops truncatus, no Estuário do Sado este ano”, revelou em comunicado, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Uma boa notícia de Natal. Até ao momento, todos permanecem saudáveis. 

“Com estes nascimentos, contabilizam-se agora 30 indivíduos pertencentes a esta população residente”, acrescenta o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, salientando que se trata de “um recorde desde que se iniciou a monitorização desta população de roazes, há cerca de 40 anos”.

De acordo com o organismo, estas crias serão apadrinhadas pelos alunos do 1º ciclo do Agrupamento de Escolas Sebastião da Gama, Setúbal, do Agrupamento de Escolas José Maria dos Santos, em Pinhal Novo, do Agrupamento de Escolas de Alcácer do Sal e do Agrupamento de Escolas de Grândola, que fazem parte dos quatro municípios integrados na área da Reserva Natural do Estuário do Sado.

Os alunos destas escolas irão escolher os nomes das seis crias de golfinhos roazes-corvineiros com base num conjunto de propostas, no âmbito das ações pedagógicas que o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas desenvolve junto da comunidade escolar destes concelhos.

No comunicado, o ICNF explica que “os roazes-corvineiros, ou Tursiops Truncatus, devem o nome `roaz´ ao facto de gostarem de roer as redes que os pescadores deitavam ao mar”, e que “`corvineiro´ vem do gosto que esta espécie tinha pela corvina, quando ela existia em abundância na zona do estuário e que agora voltou ao estuário”.

Aquário Vasco da Gama classificado como Monumento de Interesse Público

De acordo com uma portaria publicada ontem em Diário da República, o Aquário Vasco da Gama, localizado no Dafundo em Oeiras, foi classificado como Monumento de Interesse Público.

Aquário Vasco da Gama classificado como Monumento de Interesse Público

Na portaria publicada (Mas assinada em 10 de Novembro ), por Isabel Cordeiro, Secretária de Estado da Cultura, a classificação do Aquário Vasco da Gama, ( que inclui o jardim),  é justificada com o “interesse como testemunho notável de vivências e factos históricos”, e pelo “seu valor estético, técnico e material” e da sua “concepção arquitectónica e urbanística”.

Outros factores que contribuíram para este merecido enquadramento foi a sua importante relevância para a investigação histórica e científica e igualmente a memória colectiva  que ajudaram a dar luz verde à proposta de classificação que foi apresentada pela Direcção-Geral do Património Cultural.

NRP Arpão faz 13 anos ao serviço da Marinha.

 

O NRP Arpão faz hoje 13 anos ao serviço dos portugueses. Foi no dia 22 de dezembro de 2010 que foi aumentando ao efetivo dos navios da Marinha. 

Durante os seus 13 anos a vida, o NRP Arpão participou em diversas missões nacionais e internacionais garantindo a manutenção da capacidade submarina de Portugal e da NATO. 

Neste período, o navio passou por diversos períodos de elevada actividade operacional, tendo o seu expoente no presente ano de 2023.

Este ano o navio realizou 212 dias de missão, cerca de 4.000 horas de imersão, visitou 3 continentes, 7 países e participou em duas Forças Nacionais Destacadas, uma das quais ao serviço da Aliança Atlântica. 

Em preparação está já o ano de 2024 que se antevê também cheio de actividade. 

Foto: Marinha Portuguesa.

Portos europeus com perto de 350M de passageiros em 2022

 

Nos dados relativos a 2022, os portos da União Europeia
receberam aproximadamente 348,6 milhões de passageiros, que equivale a uma
subida de 30% face aos 267,9 milhões de passageiros relativos aos dados de 2021
e uma subida de 51% relativamente aos 230,1 milhões de 2020, de acordo com os
mesmos dados do Eurostat.

Ainda assim, os indicadores estão aproximadamente 17% abaixo
dos dados relativos a 2019, quando o número atingido de passageiros nos portos europeus
chegou aos 418,5 milhões de passageiros.

Entre 2008 e 2014, os dados indicam que houve sempre período
de quebra, com a honrosa excepção do ano de 2013, sendo que os dados indicam
crescimento entre 2014 e 2019. O pico, segundo os dados, foi em 2019, com 418,5
milhões de passageiros, sendo que após esse período, devido à pandemia da
Covid-19 registou-se naturalmente uma quebra acentuada de -45% no ano de 2020,
tendo o número de passageiros recuperado ligeiramente em 2021 e 2022.

O nosso país surge, segundo os dados com 1,382 milhões de
passageiros, em 2022, mais 322 mil que em 2021. Segundos os dados, em 2019 e
2020, os portos portugueses tiveram 822 mil e 846 mil passageiros a embarcar. Numa
comparação de dados de 2022 com 2021, o Eurostat mostra que o número de
passageiros transportados por via marítima aumentou em 18 dos 21 países europeus
que disponibilizam dados.

West Sea vai construir um navio de cruzeiro de luxo para o grupo nipónico Ryobi,

 

O grupo Martifer, que gere os estaleiros da West Sea e que facturou
o ano passado cerca de 70 milhões € no negócio da indústria naval, fechou um
contrato com o grupo japonês Ryobi Holdings Co. para a construção de um navio
de cruzeiro de luxo, num investimento de 100 milhões €, a executar nos próximos
três a quatro anos.

O contrato assinado pela sua participada para a indústria
naval determina que o navio, com uma capacidade para cerca de 100 a 150
passageiros, “começará a ser construído nos estaleiros navais de Viana do
Castelo da West Sea nas próximas semanas”, tendo entrega prevista para
2027.

Com um comprimento total de “aproximadamente 110-120
metros” e terá uma boca de 19 metros e um calado de cerca de cinco metros.

Este luxuoso navio de cruzeiros, que irá operar
maioritariamente no Japão e sudoeste asiático, terá “um tamanho e um
conceito que permitirá a cada passageiro sentir-se como se fosse o proprietário
de um mega-iate, onde pode desfrutar do conforto privado e do toque pessoal de
hospitalidade”, enfatiza o grupo Martifer, num comunicado enviado à CMVM –
Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.