Marinha Portuguesa volta a comandar força naval europeia da Operação Atalanta

 

A partir de hoje, a Marinha Portuguesa vai comandar novamente a Operação Atalanta, Força Naval da União Europeia que tem como objectivo proteger os navios do Programa Alimentar Mundial e combater a pirataria.

A Operação Atalanta será comandada pelo Capitão-de-Mar-e-Guerra Martins de Brito, entre os dias 3 de dezembro de 2023 a 10 de fevereiro de 2024, anunciou a Marinha em comunicado.

Nesta 45.ª rotação da Força Naval da União Europeia, o novo comandante será acompanhado por uma equipa de militares da Marinha.

O grupo esteve recentemente em Rota, Espanha, onde teve oportunidade de preparar a missão que começa este domingo a bordo do navio ESPS Victoria, acrescenta a nota.

A Operação Atalanta tem como objetivos principais “proteger os navios do ‘World Food Programme’ e toda a navegação considerada vulnerável e, ainda, prevenir ataques de pirataria e roubo no mar”.

O cruzeiro que era suposto "nunca acabar" foi cancelado.

De acordo com a CNN, alguns dos passageiros que reservaram os 111 camarotes ainda se encontram em Istambul, tendo chegado antes da data de partida inicial. Outros dizem que não têm para onde voltar, venderam ou arrendaram as suas casas antes da viagem à volta ao mundo, e desfizeram-se dos seus bens

Tinham-se inscrito para a experiência de uma vida: três anos a viajar pelo mundo no conforto de um navio de cruzeiro, a preços que rivalizavam com os custos de vida normais.

Mas agora o sonho acabou para os passageiros que se inscreveram na viagem inaugural de três anos da Life at Sea Cruises. Após semanas de silêncio, a empresa admitiu aos passageiros que não tem navio e cancelou a partida, prometendo reembolsar os passageiros que se inscreveram no cruzeiro que custava centenas de milhares de dólares.

O cruzeiro deveria ter partido de Istambul, na Turquia, a 1 de novembro, mas pouco antes dessa data, a partida foi adiada para 11 de novembro e transferida para Amesterdão, nos Países Baixos, e depois para 30 de novembro, novamente de Amesterdão. Mas a 17 de novembro, menos de duas semanas antes da terceira data de partida, os passageiros foram informados de que o cruzeiro tinha sido cancelado.

Alguns dos passageiros que reservaram os 111 camarotes ainda se encontram em Istambul, tendo chegado antes da data de partida inicial. Outros dizem que não têm para onde voltar, venderam ou arrendaram as suas casas antes da viagem à volta ao mundo, e desfizeram-se dos seus bens.

A maioria gastou dezenas de milhares de dólares naquilo que era suposto ser a experiência de uma vida, e agora enfrenta uma espera de, pelo menos, vários meses para receber o seu dinheiro de volta. A empresa afirmou que irá efetuar os reembolsos em prestações mensais, a partir de meados de dezembro e até ao final de fevereiro. Ofereceu-se também para pagar o alojamento até dia 1 de dezembro e os voos de regresso a casa para todos os que ficaram retidos em Istambul. Mas há quem diga que não tem casa para onde regressar.

Porto de Funchal recebeu a última estreia do ano.

A primeira escala do navio de cruzeiro Renaissance que teve lugar na passada sexta-feira, no Porto do Funchal, foi a 16.ª e última estreia de navios este ano, neste porto.

A previsão era de que em 2023 houvesse 19 primeiras escalas, mas a greve dos pilotos de barra levou ao cancelamento de três, dos navios Corinthian, Norwegian Viva e Seven Seas Grandeur.

As estreias deste ano foram Azamara Onward, MSC Seashore, Costa Diadema, Le Bellot, World Traveller, Enchantement of the Seas, Veja, Norwegian Gateway, Seabourn Pursuit, Costa Firenze, Spitsbergen, Ambition, Carnival Pride, MSC Grandiosa, AIDAcosma e agora, o Renaissance.

No mês que agora começou, estão previstas 43 escalas, nove delas serão a 31 de dezembro durante a passagem de ano 2023/2024.

Nessa altura, estarão na baía do Funchal os navios Borealis, Mein Schiff 1, Queen Victoria, Spirit of Adventure, Renaissense, Marella Explorer, Arcadia, AIDAcosma e Mein Schiff 3.

Calcula-se que o movimento total atinja quase os 20 mil passageiros.

Portugal de fora do acordo MSC/Ellerman para as rotas do Atlântico

Portugal não está incluído nos países que fazem parte do acordo assinado pela MSC e a Ellerman City Liners que irá permitirá à Ellerman utilizar uma combinação da capacidade da MSC e da sua própria capacidade entre portos europeus e da Costa Atlântica dos Estados Unidos.

O acordo inclui um volume semanal definido, com opção pparaa Ellerman aumentar conforme seja necessário. O acordo abrange contentores secos e reefers carga seca e terá início por a 1 de janeiro de 2024.

Não se sabendo se Portugal estava previsto para ser um dos pontos de passagem, a mais curta distância em relação à Costa Atlântica dos EUA, bem como tendo um terminal preparado para dar a resposta (Terminal XXI), dava todas as condições para Portugal e Sines, ser igualmente parte deste novo serviço.

Pasquale Formisano, Vice-Presidente sénior da MSC, disse: “Estou muito satisfeito por eestendermosa nossa parceria estratégica com Ellerman, um dos grandes nomes da indústria naval. Este acordo tem tudo a ver com eficiência. Carga garantida significa que podemos operar na capacidade máxima e, assim, minimizar o impacto ambiental de cada TEU que transportamos. Quanto mais pudermos fazer isso, mais poderemos reduzir as emissões.” 

Peter Andrews, Diretor Comercial da Ellerman, disse: “Temos o prazer de anunciar esta cooperação com a MSC, a maior empresa de transporte marítimo do mundo. Este acordo permite à Ellerman operar com maior eficiência, reduzindo a nossa pegada ambiental e ao mesmo tempo alargando o nosso alcance geográfico na Europa e nos Estados Unidos.” 

O acordo abrange rotas entre portos na Suécia, Polónia, Lituânia, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e França, e portos na costa atlântica dos Estados Unidos, de Nova Iorque à Florida.

Nota: Rectificamos o artigo anterior e adicionamos declarações de responsáveis sobre o acordo.

Catarina Frazão com bolsa para planeamento do uso sustentável do Oceano na Antárctida

 

A investigadora portuguesa Catarina Frazão Santos vai pensar o espaço marinho da Antárctida, ou seja, investigar os benefícios e os desafios do espaço marinho da Antárctida e planear o seu uso de forma sustentável, justa e que promova a adaptação e a mitigação das alterações climáticas. A Antárctida é uma região de capital importância na regulação da saúde do oceano e na regulação climática.

Catarina Frazão Santos ganhou uma bolsa de 1,5 milhões de euros do Conselho Europeu de Investigação para levar a cabo o projecto que deve começar no 1° trimestre de 2024 e durar cinco anos.

A Antárctida é uma região de capital importância na regulação da saúde do oceano e na regulação climática. A reforçá-lo, a visita oficial à Antárctida, na semana passada, do secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, que alertou para a aceleração do degelo, que acontece três vezes mais rápido do que há 30 anos.

Arsenio Velasco: "IMO prosperará no cumprimento de toda a sua agenda."

Arsenio Dominguez Velasco foi confirmado como o próximo secretário-geral da IMO –  Organização Marítima Internacional, com os participantes da Assembleia da IMO endossando o panamiano que assumirá o cargo dentro de um mês. 

Arsenio Velasco substituirá Kitack Lim para um mandato inicial de quatro anos e irá tornar-se o 10° secretário-geral do órgão das Nações Unidas. 

Dirigindo-se à assembleia, Arseni0 Velasco afirmou: “Têm todos o meu compromisso de desenvolver o excelente trabalho que foi feito pelos meus antecessores, transformando o que já é uma organização significativa e influente, numa instituição que prosperará no cumprimento de sua agenda completa, da segurança à descarbonização, da digitalização ao elemento humano.” 

Arsenio Velasco continuará no cargo de director da Divisão de Meio Ambiente Marinho do Secretariado da IMO até o final do ano. O panamiano assume o comando do órgão da ONU em Londres, num momento em que o transporte marítimo enfrenta um conjunto negro de regras que provêm de vários órgãos por todo o mundo.

A Assembleia da IMO é composta por todos os estados membros e reúne-se a cada dois anos na sede da IMO em Londres para discutir os próximos programas de trabalho, orçamentos e também para eleger o Conselho da IMO.

Nova pesquisa revela "crença" dos investidores na transição verde do transporte marítimo

Um novo artigo de pesquisa publicado no Journal of Environmental Innovation and Societal Transitions por investigadores do UCL Energy Institute explora o papel que os investidores de navios podem desempenhar na transição do transporte marítimo para combustíveis com emissão zero. 

Utilizando um novo quadro teórico que categoriza os investidores em cinco categorias facilitadoras ou incapacitantes, conclui-se que a maioria manifestou a ambição de apoiar os armadores existentes como facilitadores leais na transição, mas isto deve-se principalmente à importância das suas relações corporativas existentes. 

Com esta abordagem de financiamento, atribuem a responsabilidade da transição energética ao armador. Isto poderia levar a um maior aprisionamento tecnológico, afirmam os autores, e a riscos de activos ociosos, com os autores citando como exemplo o apoio de alguns bancos a navios movidos a GNL.

MSC, Maersk, CMA CGM, Hapag-Lloyd e Wilhelmsen pedem data final para novas construções exclusivamente a combustíveis fósseis

Os CEOs das principais companhias marítimas globais, MSC, Maersk, CMA CGM, Hapag-Lloyd e Wallenius Wilhelmsen, emitiram uma declaração conjunta na COP 28 na passada sexta-feira, pedindo uma data final para novas construções movidas exclusivamente a combustíveis fósseis e instando a IMO – Organização Marítima Internacional para criar as condições regulamentares necessárias para acelerar a transição para combustíveis verdes.

A única forma realista de cumprir as novas metas estabelecidas pela IMO este ano é fazer a transição dos combustíveis fósseis para os combustíveis verdes em escala e ritmo, argumentaram os cinco CEO numa declaração conjunta, que tem o apoio de Emmanuel Macron, o presidente francês entre os outros. 

A declaração conjunta apela ao estabelecimento de quatro pilares regulamentares, começando com uma data final para a nova construção de navios que utilizam apenas combustíveis fósseis e um cronograma padrão claro de intensidade de GEE (Gases de Efeitos de Estufa),  para inspirar confiança nos investimentos, tanto para novos navios como para a infra-estrutura de fornecimento de combustível necessária para acelerar a energia. transição. 

Em segundo lugar, apelaram a um mecanismo eficaz de fixação de preços de GEE para tornar o combustível verde competitivo com o combustível negro durante a fase de transição, quando ambos são utilizados. Isto pode ser feito distribuindo o prémio para os combustíveis verdes por todos os combustíveis fósseis utilizados. Com volumes iniciais baixos de combustíveis verdes, quaisquer efeitos inflacionistas serão minimizados. O mecanismo também deve incluir um incentivo regulamentar crescente para alcançar reduções mais profundas das emissões. Além disso, para além de cobrir a taxa do equilíbrio verde, as receitas geradas pelo mecanismo devem ser destinadas a um fundo de I&D e a investimentos nos países em desenvolvimento, a fim de garantir uma transição justa que não deixe ninguém para trás. 

Os cinco líderes também apelaram a uma opção de agrupamento de navios para conformidade regulamentar de GEE, onde o desempenho de um grupo de navios pudesse contar em vez de apenas o de navios individuais, garantindo que os investimentos sejam feitos onde alcançam a maior redução de GEE e, assim, acelerando a descarbonização.

Por último, exigiram uma base regulamentar de GEE adequada ou de ciclo de vida para alinhar as decisões de investimento com os interesses climáticos e mitigar o risco de activos irrecuperáveis. “A nossa responsabilidade colectiva por um futuro sustentável e práticas limpas é fundamental”, comentou Rolf Habben Jansen, CEO da Hapag-Lloyd. “O apoio dos governos de todo o mundo será um elemento essencial para alcançar o nosso objectivo comum e entre esses esforços queremos ver o fim da entrega de navios que só podem funcionar com combustíveis fósseis”, disse Soren Toft, CEO da MSC, ao mesmo tempo que o CEO da Wilhelmsen, Lasse Kristoffersen, apelou a um quadro regulamentar global que corresponda à ambição das cinco empresas de impulsionar os investimentos necessários à escala global.

Madeira: Movimento de mercadorias nos portos em alta. 

Na Região Autónoma da Madeira, a variação do movimento de mercadorias nos portos da Região, no trimestre, foi grandemente positiva em comparação com o mesmo período dos últimos quatro anos (+3,9% face ao 3.º trimestre de 2022; +16,1% face ao 3.º trimestre de 2019). 

Para esta variação contribuíram os acréscimos observados homólogos verificados tanto no descarregamento (+3,5%; +18,1% que no mesmo trimestre de 2019), como no carregamento (+7,1%; +3,3% face ao 3.º trimestre de 2019) de mercadorias. A variação homóloga acumulada foi igualmente positiva (+6,6%; +18,6% face a 2019).

No domínio dos transportes marítimos, contabilizaram-se, nos primeiros nove meses de 2023, 168 navios de cruzeiro entrados nos portos da RAM (-25 que no mesmo período do ano passado). Quando comparado com 2019, foram mais 3 navios que fizeram escala nos portos da Região. Apesar do número de escalas ser menor do que no ano anterior, o número de passageiros em trânsito (366 456) cresceu significativamente (+92,6% em termos homólogos, +5,2% do que no mesmo período de 2019).

Nos primeiros nove meses do ano, o Porto do Funchal recebeu 365 856 passageiros em trânsito, a larga maioria (86,5%) dos quais constituída por europeus. As nacionalidades predominantes foram a alemã (38,6% do total; -6,1% que em 2019), a britânica (37,9% do total; +36,9% que em 2019), a francesa (1,6% do total; -20,4% que em 2019) e a italiana (1,6% do total; ‑50,8% que em 2019). Note-se ainda que os passageiros do continente americano em trânsito no Porto do Funchal (12,3% do total) cresceram 43,0% face a 2019, sendo que as nacionalidades que mais contribuíram para este aumento foram os norte-americanos (7,4% do total; +36,5% que em 2019) e os brasileiros (2,5% do total; +236,6% que em 2019).

Na linha Madeira-Porto Santo, o número de passageiros, no 3.º trimestre do corrente ano, aumentou 13,9% em relação ao mesmo trimestre de 2022, sendo também superior aos valores de 2019 (+18,7%). Em termos acumulados, nos primeiros nove meses, o número de passageiros transportados foi de 327,0 mil, valor acima ao do mesmo período do ano anterior (+21,8%; +11,6% face a idêntico período de 2019).

Foto: © RTP-M

Transição nos mares enfrenta desafios complexos

O debate sobre transportes marítimos, na manhã do segundo dia do Portugal Mobi Summit, foi certamente um dos painéis mais movimentados da cimeira, pelo menos até agora. 


É a quarta edição da Portugal Mobi Summit, a maior cimeira de mobilidade urbana do país, organizada pelo Global Media Group, que detém o Diário de Notícias, Dinheiro Vivo, Jornal de Notícias, TSF e Motor 24

Os oradores tinham todos noção da urgência de descarbonizar o sector, mas houve uma intensa troca de ideias sobre a melhor forma de concretizar a meta ou sobre a gravidade dos obstáculos. 

O custo da transição, as dúvidas sobre o futuro combustível dos navios, o papel dos portos, estes foram os temas principais da discussão.