A cerimónia de entrega ocorreu no passado dia 7 de dezembro. O navio
tem um comprimento total de 336 metros, largura de 51 metros, profundidade de 26,8
metros, velocidade de serviço projectada de 21 nós e capacidade máxima de carga
de 13.200 TEUs.
O porta-contentores adopta um sistema de energia de duplo combustível
de GNL e está equipado com um tanque de carga de GNL com um sistema de
contenção de carga Mark III de 14.000 metros cúbicos. É equipado com um motor
principal CMD-WinGD9X9DF-2.0 da China State Shipbuilding Corporation e uma nova
geração de controlo inteligente.
Segundo o construtor naval, o sistema de recirculação de
gases de escape (ICER) pode reduzir o deslizamento de metano no modo gás em 50%
e reduzir as emissões de gases de efeito estufa em mais de 28%. O navio também possui um enorme deflector de vento na proa,
que pode economizar de 2% a 4% no consumo de combustível durante as viagens.
Vários outros dispositivos de economia de energia também
estão instalados na popa do navio, o que pode melhorar a eficiência da
propulsão da hélice e reduzir o consumo de energia em cerca de 1,5%. O objectivo
é reduzir significativamente as emissões de dióxido de carbono. O CMA CGM Bahia irá tornar-se o maior navio porta-contentores bicombustível operando na rota
sul-americana, segundo Hudong-Zhonghua.
Os navios porta-contentores de 13.000 TEU fazem parte do
pedido de 2,13 bilhões de euros em navios porta-contentores movidos a GNL e
bicombustível da CMA CGM Este navio
porta-contentores bicombustível pertence à última geração de navios ecológicos, ambientalmente correctos, eficientes e com economia de energia. Recentemente, Hudong-Zhonghua lançou igualmente o porta-contentores de 13.000 TEU, o CMA CGM
Paraty igualmente movido a GNL.
O armador francês regressou aos estaleiros chineses com
uma enorme encomenda no valor de 2,84 mil milhões de euros em Abril de 2023,
com um contrato com a China State Shipbuilding Corporation (CSSC) para a
construção de 16 grandes navios porta-contentores.
O pedido compreende doze navios porta-contêineres de metanol
duplo de 15.000 TEU e quatro navios porta-contentores de GNL de 23.000 TEU de
duplo combustível.
Os negócios fazem parte da agenda de descarbonização da CMA
CGM. Há poucos dias, Rodolphe Saadé, Presidente e CEO do Grupo CMA CGM,
juntamente com outras grandes empresas do sector, emitiu uma declaração conjunta
pedindo uma data final para novas construções movidas exclusivamente a
combustíveis fósseis e instando a IMO — Organização Marítima Internacional a
criar as condições regulamentares para acelerar a transição para combustíveis
verdes.


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