BP e Evergreen suspendem tráfego no Canal de Suez

Algumas das maiores empresas de carga e petróleo do mundo vão anunciando, com o passar dos dias, da suspensão no envio de mercadorias pelo Canal de Suez, no Egipto, uma das principais rotas marítimas do mundo, após ataques a navios que passavam na região.

No sector contentorizado, a Evergreen juntou-se à MSC, Maersk, CMA CGM e Hapag Llyod nesta suspensão da passagem dos porta-contentores.

A BP afirmou que fará uma pausa no envio de todos os carregamentos de petróleo que passam por Suez, por conta da “situação de segurança em deterioração”. 

Aberto em 1859, Suez é o caminho marítimo mais rápido entre Europa e Ásia, e uma das rotas mais importantes do mundo. Ele liga o Mediterrâneo ao Mar Vermelho. Sem passar por Suez, a alternativa é contornar todo o continente africano, o que aumenta o tempo de entrega e os custos de viagem.

O Iémen, que vive uma guerra civil desde 2014, fica perto do mar Vermelho, o que torna a região vulnerável a ataques. As acções contra os navios estão sendo feitos por rebeldes houtis, que lutam contra o governo do Iémen e apoiam o grupo palestino Hamas. Em 2022, houve um cessar-fogo, mas as negociações para o fim do conflito ainda estão em andamento.

Nas últimas semanas, os houtis têm utilizado drones e mísseis para tentar atacar navios que passam pela região e que estariam transportando abastecimentos a Israel, que iniciou uma guerra contra o Hamas, na Faixa de Gaza, após ser alvo de ataques terroristas, em outubro. Os houtis recebem apoio do Irão.

De acordo com informação das Forças de Segurança de Israel, já houve mais de 70 ataques aos navios. Quase todos foram interceptados por sistemas de defesa áerea, operados por Israel, Arábia Saudita, Estados Unidos e França.

Pesca de sardinha com fortes limitações a partir de quinta-feira

O despacho da DGRM proíbe “manter a bordo, desembarcar, expor para venda ou vender sardinha capturada com arte de cerco, exceto, a título acessório, até 10% do total desembarcado em cada maré, entre as 24 horas do dia 20 de dezembro e as 24 horas de 31 de março de 2024”.

Segundo a DGRM, apesar de o limite definido para a sardinha este ano ainda não ter sido atingido (limites máximos de captura e descarga de 37.642 toneladas), a Comissão de Acompanhamento da Sardinha decidiu que é “adequado proteger o recurso durante a principal época de reprodução”, pelo que decidiu encerrar a pesca a partir de quinta-feira, mas prevendo “a possibilidade de autorizar capturas acessórias de sardinhas de 10% do total até 31 de março de 2024”.

A pesca da sardinha é gerida por Portugal e Espanha, de acordo com um plano plurianual. Os dois países definiram um limite de capturas para o corrente ano de 56.604 toneladas, sendo que 37.642 (66,5%) das quais são atribuídas a Portugal.

MSC disposta a adquirir 42% do Clasquin Group

A SAS – Shipping Agencies Services, uma subsidiária da MSC – Mediterranean Shipping Company, encontra-se em negociações para viabilizar a compra de uma parte substancial da Clasquin Group, transitário francês.

A SAS possui como objectivo expandir o seu mercado, tendo planeado q aquisição da totalidade do capital remanescente disponível no mercado de acções.

A participação mencionada pertence ao Presidente Yves Revol e à Olymp, empresa de private equity com sede em Lyon. Foi formalizada uma oferta não vinculativa, abrindo assim caminho para a realização de uma auditoria na Clasquin e nas suas empresas afiliadas. 

Se houver dados positivos da auditoria, irá ser concedida a oportunidade a Yves Revol e à Olymp de uma opção de venda durante o 1° Trimestre do próximo ano. 

325 milhões€ é a base de partida para o preço de aquisição de acções, que poderá sofrer ajustes com a concordância de ambas as partes.

O finalizar deste processo ainda estará sujeita a aprovação dos reguladores para obter as respectivas autorizações.

100.º Aniversário do Porto de Setúbal.

Esta segunda-feira, 18 de Dezembro, passam 100 anos da criação de um organismo próprio vocacionado para a gestão do porto de Setúbal, a então Junta Autónoma das Obras do Porto e da Barra de Setúbal e do Rio Sado.

O Porto de Setúbal é uma solução ibérica na Região de Lisboa, localizado a 30 kms de Lisboa, posiciona-se como um porto de excelência no Shortsea Shipping, com barra aberta 24 horas por dia. Situado no cruzamento dos grandes eixos de navegação intercontinental Norte-Sul e Este-Oeste, tem ligação direta aos principais eixos rodoferroviários do País e a Espanha.

Localizado na foz do rio Sado, dispõe de terminais portuários especializados em todos os tipos de carga, com grande capacidade disponível e extensas áreas de expansão, localizadas fora do perímetro da cidade de Setúbal, com ligações diretas e sem constrangimentos de tráfego, desde o interior dos terminais às redes nacionais e internacionais de rodovia e ferrovia.

O Porto assume um crescente papel de interface na ligação internacional e logística da região de Lisboa e Vale do Tejo e da zona central de Portugal. A progressiva aposta na ferrovia já permite realizar mais de 5,5 mil comboios por ano, de e para o porto, que representa um crescimento, entre 2013 e 2014, de 33%, e corresponde a 34% da quota nacional, em 2014. Está articulado com as plataformas logísticas e industriais Sapec Bay e Blue Biz Global Parques, e também, com outros parques especializados em logística automóvel.

O Porto de Setúbal é líder nacional no tráfego Ro-Ro de viaturas ligeiras novas, com cerca de 90% do total nacional, com ligações regulares com o Norte da Europa, Mediterrânio, Norte da América e Extremo Oriente. Também é líder no tráfego de carga geral fracionada, com cerca de 43%, do total nacional. Possui um Terminal de Contentores com 725 metros de cais acostável e 20 ha de terrapleno, com capacidade de movimentar atualmente 500 mil TEU/ano, e áreas de expansão até um total de 4 kms de cais acostável, tem ligações regulares com Norte da Europa, África Ocidental e Mediterrâneo.

No total, dispõe de doze terminais especializados, dos quais, cinco de serviço público: Terminal Tersado, multiusos; Terminal Sadoport, contentores/multiusos; Terminal Roll-on Roll-off, veículos; Terminal Sapec Sólidos, granéis sólidos e Terminal Sapec Líquidos, granéis líquidos.

O Porto de Setúbal está certificado pelas normas ISO 9001 e ISO 14001 e integra a rede ECOPORTS

EUA não querem scanners chineses no porto de Lisboa.

Segundo avança o Observador, os Estados Unidos não querem que o Governo português adjudique a compra de um novo scanner para o porto de Lisboa à empresa chinesa Nuctech por acreditarem que representaria um “risco à segurança nacional”, uma vez que se trata de uma firma na esfera de influência de Pequim. 

A posição da administração Biden foi transmitida por Sarah Morgenthau, representante do governo norte-americano para o comércio e negócios que é citada pelo jornal Público, durante uma deslocação oficial a Lisboa.
 

“Sabemos que o Governo português abriu um concurso sobretudo assente no preço e o Governo dos EUA está muito preocupado com empresas como a Nuctech. Levanta o mesmo tipo de questões no tema 5G [quando os norte-americano disseram que preferiam que Portugal não tivesse qualquer equipamento da Huawei nessa rede] e a presença de empresas de controlo estatal da República Popular da China em infraestruturas críticas tanto em Portugal como no resto do mundo”, afirmou Sarah Morgenthau, antes de reconhecer que esta é uma decisão que “cabe a Portugal”.

Para os Estados Unidos, que para já não colocam em causa a certificação de “porto seguro” do Porto de Lisboa, “é preciso garantir” que a escolha daquele que será o fornecedor do novo scanner não recaia sobre empresas de “países autoritários” como “China, Rússia e Irão”. O concurso público internacional para adquirir esse equipamento — num negócio que rondará os três milhões de euros — foi aberto em junho e é promovido pela Autoridade Tributária, que ao Público disse que se encontra em “fase avançada”. “Uma vez concluído em todas as suas etapas, [o resultado do concurso] será publicitado nos termos legais”, acrescentou.

Qual a importância do Mar Vermelho no Shipping ?

 

O Mar Vermelho e o Canal de Suez desempenham papéis cruciais no cenário geopolítico e económico, sendo elementos fundamentais para o comércio global. Essas vias de navegação possuem uma importância estratégica incontestável, ligando as diferentes regiões e facilitando o transporte marítimo de mercadorias em escala mundial.

O Mar Vermelho serve como uma das principais rotas de comércio internacional, ligando o Mediterrâneo ao Oceano Índico. O Canal de Suez, por sua vez, é um elo essencial nesta cadeia, proporcionando uma passagem curta e eficiente entre o Mar Vermelho e o Mar Mediterrâneo. Esta ligação diminui significativamente as rotas de navegação, poupando tempo e recursos para as transportadoras marítimas.

As principais transportadoras marítimas, como a MSC, CMA CGM, Hapag-Lloyd e Maersk, que agora suspenderam as suas operações, devido ao ataque dos houthis do Iémen, sabem bem a importância estratégica do Mar Vermelho e do Canal de Suez nas suas operações globais. O prolongar desta situação, pode agravar um contexto já difícil no shipping, tendo em conta a falta de estabilidade global, e outros problemas como a seca do Canal do Panamá, a aplicação da Taxa EU ETS (Que até pode agravar ainda mais, caso os porta-contentores tenham de contornar o Cabo da Boa Esperança através do Sul de África para chegar à Europa).

De certa forma, temos um bloqueio da ligação entre Ásia-Europa, com todos os custos, obstáculos que isso providencia ao sector. Estes problemas não são recentes, nomeadamente as questões geopolíticas, de segurança marítima e a necessidade contínua de investimentos em infraestrutura para garantir operações seguras e eficientes.

Os rebeldes houthis (Que são apoiados pelo Irão), andam a despoletar estes ataques perigosos e violentos tendo em conta a situação de Israel em relação ao Hamas, embora não haja provas de que os navios atingidos fossem para Israel, tendo em conta que alguns vão para portos europeus ao invés de israelitas.

O panorama actual não é fácil na região, desde o dia 7 de outubro, quando houve o ataque contra Israel (Embora todos saibam que a tensão entre ambas as partes Israel – Hamas já vem bem detrás), bem como o Irão e os EUA, que continuam igualmente em tensão e conflitos diplomáticos há largos anos, sem que haja mudanças ou entendimentos.

É mais um conflito que causa problemas na cadeia de abastecimentos global, e iremos ver o desenrolar da situação, quando se aproxima 2024, que tem tudo para ser dos mais difíceis nos últimos anos no que concerne ao transporte marítimo.

Blue Marlin faz escala em Lisboa.

O Blue Marlin, embarcação que navega com bandeira de Malta, entrou este domingo no Porto de Lisboa e ficará fundeado no Tejo durante o dia de hoje.

Proveniente .do porto norueguês de Hanoytangen, que serve a cidade de Bergen, este navio semisubmersível com 225 metros de comprimento e 63 metros de boca (largura máxima) foi desenhado para transportar grandes equipamentos de exploração petrolífera offshore, plataformas e até outras embarcações, até um máximo de 75 mil toneladas.

A escala em Lisboa tem o objectivo de abastecimento de combustível e o Blue Marlin deverá levantar ferro em direção ao porto de Singapura aos primeiros minutos desta segunda-feira.

O navio foi agenciado pela Orey Shipping.

Filipa Broeiro conquista Circuito Europeu de Bodyboard

Atleta portuguesa garantiu título ao chegar à final da etapa de Dakhla, em Marrocos

Filipa Broeiro conquistou o Circuito Europeu de Bodyboard, ao chegar à final da etapa de Dakhla, em Marrocos.

A atleta portuguesa tinha o título praticamente garantido, depois de ter vencido as etapas da Gran Canária, em Espanha, e em Carcavelos. 

Broeiro liderava a competição com 2000 pontos, à frente da espanhola Mar Suanzes, com 1470 pontos. A portuguesa Luana Dourado completava o pódio, com 1285 pontos.

Se vencer a final, a vice-campeão em 2022 e campeã da Europa de sub-18, em 2018, soma mais 1000 pontos, enquanto o segundo lugar garante 860 pontos.

X-Press Feeders planeia usar metanol verde para navios na Europa no 2° trimestre de 2024

O armador com sede em Singapura X-Press Feeders planeia usar metanol verde para abastecer parte da sua frota na Europa no segundo trimestre de 2024, afirmou um executivo sénior da empresa. 

A medida ocorre no momento em que a União Europeia irá alargar o seu Sistema de Comércio de Emissões (EU ETS) no próximo ano para cobrir as emissões de dióxido de carbono de todos os navios com arqueação bruta igual ou superior a 5.000 que entrem nos portos da UE.

As transportadoras podem comprar créditos de carbono para compensar as emissões ou queimar combustíveis com baixo teor de carbono, como metanol e biocombustíveis, embora o fornecimento destes combustíveis seja limitado. A gigante dinamarquesa AP Moller Maersk também aumentou os pedidos de navios movidos a metanol no ano passado.

A X-Press Feeders, que opera mais de 100 navios em todo o mundo, encomendou 14 navios com duplo combustível que podem queimar metanol e combustível convencional. O primeiro navio desse tipo, o Eco Maestro, construído na China, deverá navegar de Xangai a Roterdão através do Canal de Suez, reabastecendo com metanol verde fornecido pela OCI Global nos principais portos de abastecimento ao longo do caminho, afirmou Francis Goh, Director de operações da X- Press Feeders.

A empresa irá receber oito embarcações em 2024, enquanto as seis restantes serão entregues em 2025-2026, acrescentou. Os navios farão rotas de Roterdão para portos na Escandinávia e nos Estados Bálticos, afirmoi Francis Goh. “Para começar, iremos implantá-los na Europa e, dentro de alguns anos, veremos potencial de implantação noutros países, talvez nas Américas, onde também temos uma presença significativa”, adicionou.

MSC e CMA CGM também vão suspender a passagem pelo Mar Vermelho

Outros dois gigantes da navegação, a MSC – Mediterranean Shipping Company e a CMA CGM, afirmaram que estão suspendendo a passagem através de um estreito do Mar Vermelho, vital para o comércio global, após os ataques rebeldes iemenitas na área.

O anúncio da gigante ítalo-suíça MSC e da francesa CMA CGM segue-se a uma decisão semelhante tomada por outras duas grandes companhias marítimas do mundo, Maersk e Hapag-Lloyd, em resposta a um aviso dos rebeldes Houthi apoiados pelo Irão.

Os Houthis, que controlam grande parte do Iémen, disseram que tinham como alvo, os navios para pressionar Israel durante a sua guerra com o Hamas na Faixa de Gaza.

As novas declarações vieram depois que um míssil balístico disparado por Houthis ter atingido o porta-contentores MSC Palatium III, no Mar Vermelho, perto do estratégico Estreito de Bab el-Mandeb, após outro ataque poucas horas antes que atingiu o porta-contentores ao serviço da Maersk, o Al Jasrah, chamas, afirmaram as autoridades.

Os dois ataques com mísseis intensificaram esta campanha marítima dos Houthis apoiados pelo Irão.

Os ataques colocam em perigo os navios que viajam através de um corredor vital para o transporte de carga e energia tanto para a Europa como para a Ásia, desde o Canal de Suez até ao Oceano Índico.

Os Houthis dizem que os seus ataques visam pôr fim à guerra de Israel com o grupo terrorista Hamas. No entanto, as ligações aos navios alvo dos ataques rebeldes tornaram-se mais ténues à medida que os ataques continuam.

“As forças armadas iemenitas confirmam que continuarão a impedir que todos os navios com destino a portos israelitas naveguem no Mar Vermelho, até que tragam os alimentos e medicamentos de que os nossos fiéis irmãos na Faixa de Gaza precisam”, disse o porta-voz militar Houthi, o Brigadeiro-General Yahya Saree, num comunicado, reivindicando a responsabilidade pelos ataques perpetrados.