Vincent Clerc alerta que interrupção no Mar Vermelho pode durar meses

Segundo o FT, o Chefe da gigante marítima AP Møller-Maersk alertou que a reabertura da importantíssima rota do Mar Vermelho pode levar meses. Vincent Clerc, presidente-executivo da Maersk, disse afirmou ao FT na que o bloqueio do Mar Vermelho para a maior parte do transporte de contentores após uma série de ataques de militantes Houthi do Iémen foi “brutal e dramático”. 
Acrescentou que “não houve vencedores” como resultado da situação, que forçou os navios a fazerem desvios longos e dispendiosos em torno da África do Sul. 
“Não está claro para nós se estamos falando sobre o restabelecimento da passagem segura para o Mar Vermelho em questão de dias, semanas ou meses . . .  Isso poderia ter consequências potencialmente bastante significativas no crescimento global”, afirmou.
A Maersk é um dos líderes do comércio global, transportando cerca de um quinto do frete marítimo. Vincent Clerc instou a comunidade internacional – liderada pelos EUA – a fazer mais para permitir que o Mar Vermelho reabra aos navios após uma recente escalada de ataques na região.
“Neste momento em que a inflação é um grande problema, está a exercer pressão inflacionária sobre os nossos custos, sobre os nossos clientes e, em última análise, sobre os consumidores na Europa e nos EUA”, acrescentou. “No curto prazo, poderá causar perturbações significativas no final de janeiro, fevereiro e março.” 
A conta de combustível da Maersk será 50% mais elevada como resultado dos navios que percorrem a rota mais longa. Se não for resolvido, os navios em breve ficarão fora de posição, ameaçando a logística e as cadeias de abastecimento globais, afirmou Clerc. 
“Instamos a comunidade internacional a mobilizar-se e a fazer o que for necessário para reabrir o estreito [de Bab-el-Mandeb]. É uma das principais artérias da economia global e está obstruída neste momento. “Isso poderia ter consequências mais amplas, não apenas para a indústria, mas também para os consumidores finais, a disponibilidade dos produtos e a economia global como um todo”, acrescentou. 
Questionado sobre como se sentia ao ganhar mais dinheiro com uma situação que estava a prejudicar os seus clientes e a economia global, Clerc respondeu: “Deixe-me ser completamente inequívoco: o nosso objectivo é estabelecer uma passagem segura e regressar a um padrão comercial normal. É para isso que estamos mobilizando todos os nossos recursos. Enquanto fazemos isso, temos que navegar ao redor do Cabo da Boa Esperança e há consequências disso.” 
Em relação à questão na região: “O modus operandi evolui. O tipo de arma evolui. A distribuição geográfica se expande. Há muitas coisas para nós que tornam os níveis de risco difíceis de avaliar. Portanto, precisamos ser prudentes”, afirmou Clerc.

Mar Vermelho: EUA e Reino Unido lançam ataques contra rebeldes Houthis

Os EUA e o Reino Unido lançaram durante a noite, ataques aéreos contra posições dos rebeldes Houthis no Iémen, apoiados pelo Irão, naquela que é uma escalada “perigosa” da tensão naquela região do Mar Vermelho.

Após uma série de ataques de rebeldes nos últimos tempos, estes raides, são vistos como uma retaliação, após toda a perturbação ao tráfego marítimo no Mar Vermelho.

Os ataques das forças dos norte-americanas e britânicas foram confirmados à Bloomberg por um oficial norte-americano. A ofensiva ocorre horas depois do Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken ( que tem estado activo e presente na região), ter terminado um périplo pelo Médio Oriente em que abordou não só o conflito entre Israel e o Hamas mas também tentou cativar apoio regional para uma resposta mais agressiva e contudente contra os rebeldes Houthis.

Rishi Sunak, Primeiro-Ministro Britânico já tinha autorizado a participação de militares britânicos em acções conjuntas contra os rebeldes Houthis.

A tensão na região aumentou e o facto do Irão ter capturado um petroleiro que transportava crude oriundo do Iraque, agravou a resposta.

Estratégias para o Mar discutidas em reunião bilateral discutidas em reunião bilateral com a SG Mer.

A Directora-Geral de Política do Mar, Marisa Lameiras da Silva, recebeu o Conseiller Action de l´État en mer, da Secrétariat général de la mer – Première ministre (SGMer), Eric de Beauregard, para uma reunião de trabalho em que foram abordadas diversas questões relacionadas com o projecto CISE-Alert, a economia azul, a política marítima integrada e as estratégias regionais para as bacias marítimas.

Participaram ainda neste encontro Florence Wagner e Linda Bama Tandia, da delegação da SGMer, e Sandra Cruz, Sandra Silva e Ricardo Veloso Carvalho, da DGPM – Direção-Geral de Política do Mar. 

O projecto CISE-ALERT, pretende lançar o Ambiente Comum de Partilha de Informação (CISE) como uma ferramenta operacional para aumentar a interoperabilidade e cooperação entre os actores da UE envolvidos em missões de vigilância marítima, reforçando a partilha de informação. 

O projecto é construído em torno de duas ideias principais: 

1 – Testar o CISE num ambiente real / operacional;

2 – Assegurar a existência de dados, serviços e um maior número de participantes que utilizem efectivamente o CISE quando estiver operacional. 

O Consórcio CISE-ALERT é composto por 11 parceiros: França, Itália, Bulgária, Portugal, Grécia, Eslovénia e 2 parceiros associados da Finlândia e dos Países Baixos, representando diferentes sectores da Comunidade CISE: Alfândega, Marinha, Segurança Marítima, Autoridades da Guarda Costeira, Fornecedores de dados, Gabinetes hidrográficos e Entidades governamentais responsáveis pelos Nós Nacionais. 

No contexto do CISE, o projecto CISE-ALERT não deverá ser considerado um projecto de inovação, trata-se de um projecto catalisador para testar actividades e desenvolvimentos anteriormente realizados, em curso e a curto prazo, com a ambição de fazer passar o CISE da actual fase de transição para o estado operacional.

Irão apreendeu petroleiro norte-americano

De acordo com a informação da Agência Irna: “A marinha da República Islâmica do Irão apreendeu um
petroleiro norte-americano nas águas do Mar Arábico, de acordo com uma decisão
judicial”.

A Agência de Segurança Marítima do Reino Unido (UKMTO) e a
empresa privada Ambrey tinham anunciado um grupo de homens armados
“uniformes pretos de estilo militar com máscaras pretas” tinham abordado um
petroleiro no Golfo de Omã.

O navio era conhecido como “Suez Rajan” e esteve envolvido
numa disputa de um ano que acabou por levar o Departamento de Justiça
norte-americano a confiscar um milhão de barris de petróleo bruto iraniano.

A apreensão ocorre também após semanas de ataques dos
rebeldes Houthi do Iémen, apoiados pelo Irão, contra a navegação no Mar
Vermelho, incluindo o maior bombardeamento de sempre de drones e mísseis,
lançado na terça-feira.

Este ataque aumentou o risco de possíveis retaliações por
parte das forças lideradas pelos EUA, que atualmente patrulham aquela via
navegável vital, especialmente depois de uma votação do Conselho de Segurança
das Nações Unidas na quarta-feira, condenando os Huthis e quando responsáveis
norte-americanos e britânicos alertaram para as potenciais consequências dos
ataques.

A agência marítima britânica, organismo que alerta os
marinheiros no Médio Oriente, informou que a apreensão começou de manhã cedo,
nas águas entre Omã e o Irão, numa zona onde transitam os navios que entram e
saem do Estreito de Ormuz, a estreita foz do Golfo Pérsico através da qual um
quinto de todo o petróleo comercializado é transportado.

A empresa de segurança privada Ambrey disse que “quatro a
cinco pessoas armadas” entraram a bordo do navio, que identificou como o
petroleiro “St. Nicolas”. Segundo a empresa, os homens cobriram as câmaras de
vigilância quando entraram a bordo.

O petroleiro encontrava-se ao largo da cidade de Bassora, no
Iraque, a carregar petróleo bruto com destino a Aliaga, na Turquia, para a
refinaria turca Tupras.

Os dados de localização por satélite analisados pela agência
The Associated Press mostraram que o petroleiro, com pavilhão das Ilhas
Marshall, tinha virado e se dirigia para o porto de Bandar-e Jask, no Irão.

Peniche inicia construção de incubadora para Economia do Mar por 5,7 M€

 

A Associação Smart Ocean, constituída em 2017, e que tem
como sócios o município de Peniche, a Docapesca, o IPL, o Biocant – Centro de
Inovação em Biotecnologia de Cantanhede, a Associação Empresarial da Região de
Leiria, a Associação para o Desenvolvimento de Peniche e a empresa
norte-americana Pontos Aqua LLC, assina amanhã, o contrato para iniciar a
construção do edifício destinado a incubar empresas ligadas à economia do mar
em Peniche, um investimento de 5,7 milhões de euros (ME).

Em declarações à Agência Lusa, Sérgio Leandro, coordenador
científico da associação criada para desenvolver o Parque de Ciência e
Tecnologia do Mar de Peniche afirmou: “Perspetivamos claramente uma mudança de
paradigma daquilo que tem a ver com a exploração dos recursos marinhos, baseada
no conhecimento e na inovação, uma vez que este edifício servirá como interface
entre a ciência, os empreendedores e o tecido económico já estabelecido.

O concurso público foi lançado em agosto com um custo de 5,6
milhões de euros, mas a empreitada vai ser consignada pelo preço de 5,7 milhões
euros, adiantou. Com um prazo de execução de dois anos, o edifício vai ser
construído dentro do Porto de Pesca de Peniche, no distrito de Leiria, ao lado
do polo de investigação da ESTTM – Escola Superior de Turismo e Tecnologia do
Mar de Peniche, do IPL – Instituto Politécnico de Leiria.

O SmartOcean Open Labs vai não só “contribuir para a
sustentabilidade dos recursos marítimos, mas também para criar todo um contexto
de maior atratividade, quer de empresas, quer de investidores e de retenção de
competências nesta região”. Com uma área de três mil metros quadrados,
distribuída por dois pisos, o empreendimento tem capacidade para incubar mais
de 20 empresas ‘startup’ nas áreas da aquacultura, biotecnologia e inovação
alimentar, e prestar serviços de apoio às empresas na fase inicial de
crescimento.

É composto por espaços de acolhimento empresarial,
adaptáveis às necessidades das empresas, escritórios, laboratórios de
investigação e zonas de arrumos/áreas técnicas. A infraestrutura vai
constituir-se como catalisador de uma economia baseada na exploração
sustentável dos recursos marinhos seja por via da atração de novas empresas,
seja por via do desenvolvimento das quatro que já operam dentro do Parque de
Ciência e Tecnologia.

Com o projecto do Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de
Peniche, a área portuária tem vindo a ser transformada, modernizando setores
tradicionais associados à pesca e à indústria de transformação de pescado e
criando áreas emergentes, como a aquacultura, a biotecnologia, a inovação
alimentar, o turismo costeiro e as tecnologias digitais, alicerçadas na
inovação e no empreendedorismo.

“Queremos internacionalizar, mas também captar empresas,
investimento para Peniche”, disse Sérgio Leandro. O projecto pretende
contribuir para a requalificação urbana da área portuária e para aumentar a
empregabilidade.

“Temos aqui um duplo objetivo: criar condições para o
aumento da empregabilidade dos nossos estudantes e aumentar a atratividade do
próprio politécnico para a captação de novos estudantes, quer nacionais, quer
internacionais”, afirmou o também Director da ESTTM. O investimento ascende a
6,2 milhões de euros e é financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência.

Sea-Intelligence: Grande impacto de curto prazo da crise do Mar Vermelho na capacidade.

As ligações de serviço das transportadoras marítimas estão com uma elevada volatilidade e sujeitas a alterações imediatas, visto que a crise está para durar, e tudo altera-se num instante numa forma quase diária.

Após uma análise efectuada após o início do bloqueio, consegue-se concluir que a duração das viagens previsivelmente já aumentaram, cerca de mais uma semana para a rota Ásia-Norte da Europa, e até duas semanas para a rota Ásia-Mediterrâneo.

Alan Murphy, CEO da Sea-Intelligence,  afirmou: “Embora este seja certamente um problema sério para muitos transportadores, devemos ter em mente que estas perturbações não estão nem perto das causadas durante a pandemia”.

Alan Murphy, acrescentou: “Nós [Sea-Intelligence] gostaríamos de deixar bem claro que a actual perspectiva de capacidade está repleta de um elevado grau de incerteza, no entanto, os dados actuais mostram que os transportadores podem esperar uma crise de capacidade para as exportações asiáticas nas próximas semanas. “

Segundo a última análise efectuada pela Sea-Intelligence, na rota Ásia-Norte da Europa, o impacto já é muito visível, devido a uma mistura de determinados serviços que são logo retidos na partida da Ásia a curto prazo, aguardando o posterior reencaminhamento, e de outros serviços que chegam tardiamente para a Ásia, causando acentuada escassez nas semanas deste mês, com uma queda abrupta da capacidade apontada para a semana de 22 de janeiro. 

O aparente aumento de capacidade no final de dezembro/início de janeiro é mais uma causa de atrasos na origem, enquanto uma tendência similar é observada na costa leste da Ásia-Mediterrâneo e da Ásia-América do Norte, mas uma semana antes, de acordo com os analistas dinamarqueses. 

Alan Murphy concluiu: “Dito isto, a tentação é chamar isto de desastre, mas tal linguagem seria inadequada quando a crise actual é colocada no contexto daquilo que as cadeias de abastecimento tiveram de suportar durante as perturbações pandémicas”.

Mudança do Suez para o Cabo desviou 80% dos navios.

A consultora Linerlytica, especialista em dados orientados do mercado para a indústria de transporte de contentores, estimou que no seu último dia de análise (7 Jan), que haveria cerca de 354 porta-contentores desviados do Mar Vermelho, de modo a seguir a Rota do Cabo da Boa Esperança.

Esses 354 porta-contentores representam uma capacidade de TEU, por volta dos 4,65 milhões de TEU, ou seja, 16,4% da frota global, que agora está por enquanto “presa”a esta solução por período indeterminado.

Tendo em conta que o conflito regional permanece activo, e mesmo com as forças de defesa em acção, os dados indicam que o padrão vai aumentar,  aumentando o problema das questões logísticas, antecipa a Linerlytica.

Ministério do Mar seguiu protocolos após queda de contentores com plástico

O Ministério da Economia e do Mar revelou que “seguiu os protocolos” após a queda de contentores com plástico, em águas nacionais, de contentores, que deram à costa em Espanha, havendo indicação do navio de que não transportava “material perigoso”.

Fonte do ministério da Economia e Mar, a propósito da carga que caiu ao mar a 80 quilómetros de Viana do Castelo, à Lusa mencionou que: “Foram seguidos todos os protocolos de atuação, com mecanismos de alerta automáticos. Avisámos do incidente, não do conteúdo dos contentores, até porque o barco avisou que não transportava material perigoso”.

Segundo informações divulgadas pelo governo espanhol, o armador do barco que perdeu contentores em águas portuguesas disse que caíram ao mar mais de mil sacos com cerca de 26,2 toneladas de bolas com cerca de cinco milímetros de diâmetro, usadas para fabricar plásticos e que estão a dar à costa no Norte de Espanha.

O Ministério da Economia e Mar revelou que o “incidente aconteceu pelas 04h43 de dia 08 de dezembro e que, pelas 05h00, o barco informou o Centro de Controlo do Mar, pedindo que avisasse as embarcações nas proximidades para os contentores à deriva”, dando indicações de que “a carga não era perigosa”.

“As autoridades portuguesas comunicaram ao CMAR, da DGRM – Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, que por sua vez submeteu a informação na plataforma da ENSA, a agência de segurança marítima europeia”, indicou o ministério. A Comissão Europeia considerou hoje uma ameaça para o ambiente e a pesca as 25 toneladas de minúsculas bolas de plástico que caíram ao mar nas águas portuguesas e estão a dar à costa no norte de Espanha.

“As 25 toneladas de ‘pellets’ de plástico que se espalharam na costa galega ameaçam o ambiente marinho e atividades económicas como a pesca. Estamos desejosos por discutir como podemos ajudar melhor”, afirmou o Comissário Ruropeu para o Ambiente, Oceanos e Pesca, Virginijus Sinkevicius, numa publicação na rede social X (antigo Twitter).

Dente de megalodonte é encontrado no oceano profundo

Um dente de megalodonte foi descoberto a mais de 3.090 metros de profundidade perto do Atol Johnston, no Monumento Nacional Marinho das Ilhas Remotas do Pacífico, a cerca de 1.300 quilómetros ao sul das ilhas havaianas.

Com 6,8 cm de comprimento, o dente foi encontrado por um submarino operado de forma remota que estava recolhendo amostras numa região do oceano inexplorada.
Esta foi a primeira descoberta de um dente de megalodonte no mar profundo, o que significa que os imvestigadores encontraram o fóssil no seu local de repouso original. A maioria dos restos mortais desses animais antigos são localizadas arrastando redes ao longo do fundo do oceano. Nestes casos, os investigadores perdem informações importantes, como a localização precisa destes vestígios. O estudo descrevendo o achado foi publicado na revista Historical Biology. As informações são da Live Science.

O megalodonte (Otodus megalodon) foi o maior tubarão que já viveu. Podia medir até 20 metros de comprimento e estava no topo da cadeia alimentar oceânica há cerca de 20 milhões de anos atrás. A extinção deles sucedeu há cerca de 3,6 milhões de anos.

Os dentes de megalodonte são fósseis relativamente comuns, pois possuiam 276 dentes. No entanto, a maioria desses fósseis é descoberta em terra perto de costas ou rios, em vez de no mar profundo, que raramente é explorado. 

“O fóssil foi descoberto numa localização muito remota do fundo do mar, da qual os fósseis de megalodonte raramente são documentados.”
segundo.Nicolas Straube, professor associado do Museu Universitário de Bergen, na Noruega, e coautor do estudo.

O achado foi transportado para a Universidade de Rhode Island para mais estudos. No entanto, pode indicar que os megalodontes não eram uma espécie exclusivamente costeira e que teria migrado através de bacias oceânicas semelhante a muitas espécies modernas, como o grande tubarão branco.”.

PSA BDP abriu escritório em Lisboa.

A PSA BDP Portugal vai trabalhar em parceria com PSA Sines, ( Concessionária do Terminal XXI),  com promessa de: “oferecer aos clientes um conjunto abrangente e contínuo de serviços e soluções para a cadeia de abastecimento”.

Segundo avançou o ECO, a PSA BDP, que é uma das principais fornecedoras de soluções globais de logística e cadeia de abastecimento, abriu o primeiro escritório em Lisboa. Com esta aposta, o grupo deseja: “reforçar a presença na Europa e explorar novas oportunidades noutros mercados globais”. As operações da PSA BDP Portugal serão lideradas por Miguel Mesquita no cargo de Country Manager.

Segundo Yves Letange, Director-Geral para a Europa da PSA BDP : “A PSA BDP Portugal irá reforçar a nossa presença na Europa e permitir-nos-á explorar novas oportunidades noutros mercados globais. Estamos entusiasmados com a parceria com a equipa da PSA no terreno e com o fornecimento de soluções logísticas de ponta a ponta sem paralelo aos nossos valiosos clientes em Portugal”.

Em comunicado o grupo com sede em Filadélfia irá obviamente trabalhar em conjunto com a PSA Sines para: “oferecer aos clientes um conjunto abrangente e contínuo de serviços e soluções para a cadeia de abastecimento”, afirma em comunicado o grupo com sede em Filadélfia. 

Em funcionamento desde 2004, o Terminal de Contentores da PSA Sines está localizado 150 quilómetros a sul de Lisboa, o que garante “acessibilidade e facilidade de transporte”.

“Com uma posição geográfica estratégica no cruzamento de duas grandes rotas marítimas – a Norte-Sul e a Este-Oeste, esta localização única faz com que o terminal de contentores seja o porto de escala preferencial onde estas rotas comerciais se cruzam, reforçando o seu papel vital como porta de entrada atlântica para Portugal e para a Península Ibérica“, pode ler-sea na mesma nota.

A gigante da logística realça ainda que as ligações rodoviárias e ferroviárias entre a PSA Sines e o interior do país aumentam a eficiência da rede da cadeia de abastecimento. 

De acordo com o grupo: “A infraestrutura robusta facilita a circulação de mercadorias sem problemas e de forma ecológica, otimizando os tempos de trânsito e reduzindo os custos para os clientes”.

“A localização estratégica da PSA BDP em Lisboa, trabalhando em colaboração com o Terminal de Contentores da PSA Sines, permite uma abordagem integrada que combina os pontos fortes de ambas as localizações para promover a eficiência operacional e abrir novas vias de crescimento na região dinâmica de Portugal e da Península Ibérica“, realça o grupo.

O grupo concluiu que a decisão de estabelecer uma presença em Lisboa “expande ainda mais a estratégia de crescimento global da PSA BDP, ao mesmo tempo que reforça o seu compromisso de ser um líder da indústria em soluções globais de cadeia de abastecimento”.