“No Fundo do Mar”: Teatro para bebés que alerta para a poluição do oceano

O Museu Nacional Machado de Castro vai apresentar um teatro muito especial, no próximo dia 17 de março, domingo.

“No Fundo do Mar” é uma dança tridimensional para os bebés. A história envolve a temática dos lixos dos oceanos e a vida marítima, contada por diversas personagens marinhas. “Cada um deles transmitindo sensações e emoções únicas, provocando as mais variadas reações”, salienta a sinopse. Tudo provocado pelos movimentos corporais e diferentes materiais de forma criativa.

Através de projeções, que transportam até às profundezas do oceano, é lançado um alerta sobre os problemas que o oceano enfrenta como, por exemplo, a poluição que resulta diretamente das ações humanas. No espetáculo, até um cavalo-marinho dança ao som de fado e torna-se companheiro de um cotonete.

Cada animal marinho que aparece em cena tem um objetivo e uma história associada. O cenário cruza um Peixe Lua, um garrafão de água, um pneu e muitos outros objetos e espécies. Apesar de estar direcionado para os bebés, “esta viagem emocionante e educativa” convida todas as gerações a assistir.

A interpretação do texto ficará a cargo de Tiago Duarte e a produção da Estação das Letras. O espetáculo terá uma duração de 45 minutos. As inscrições estão abertas mediante marcação (964 090 165). A entrada custa 5€ por cada participante.

“Scianema – Mostra o Oceano” regressa a Faro para a 7ª edição

De 21 a 23 de março, o Teatro Lethes, em Faro, prepara-se para mergulhar nas profundezas do Oceano com o Scianema, «uma seleção de filmes para compreender a crise climática que enfrentamos e a importância da preservação dos ecossistemas marinhos na sua mitigação».

Esta iniciativa da Sciaena, uma organização não-governamental de ambiente dedicada à conservação e recuperação do meio marinho, pretende «sensibilizar a sociedade civil para o reconhecimento do Oceano como elemento essencial para a sobrevivência e bem-estar da humanidade», explica a associação.

Ao longo de três noites, o Scianema apresenta quatro filmes, aprofundando temas cruciais com especial enfoque no Oceano e no Clima.

A abertura da mostra, no dia 21 de março, contará com a exibição de “Deep Rising”, um documentário de Matthieu Rytz. Narrado por Jason Momoa, traz à superfície a beleza das profundezas do Oceano numa intriga geopolítica, empresarial e científica, onde se aborda a exploração dos recursos marinhos.

A segunda noite apresentará “Lindo”, de Margarida Gramaxo, um filme que mergulha na vida de um ex-caçador de tartarugas marinhas que se tornou num “guardião” desta espécie e das praias da ilha do Príncipe.

O encerramento do Scianema, no dia 23 de março, trará a exibição do documentário “Carne – a pegada insustentável”, de Hugo de Almeida, o primeiro filme português a abordar a urgência de uma mudança nos padrões de alimentação, destacando a importância de uma dieta plant-based em detrimento da baseada em proteína animal.

A abrir esta sessão, estará a curta metragem “Oceano – o infinito azul que devemos proteger” de João Esteves, que retrata a vastidão azul do ecossistema marinho, realçando a importância desse gigante e as ameaças que enfrenta, assim como o que podemos fazer em prol da sua proteção.

Após cada sessão o público é convidado a conversar com um painel composto por realizadores, ambientalistas e investigadores, proporcionando uma oportunidade única para a discussão e aprofundamento dos temas apresentados.

A entrada é gratuita e aberta ao público em geral, com início das exibições às 21h00. Recomenda-se chegar 20 a 30 minutos antes de cada sessão para garantir um lugar. Todos os filmes são legendados ou falados em português e inglês.

Shipping lamenta as primeiras mortes na crise do Mar Vermelho

Altos responsáveis de toda a indústria do shipping expressaram os seus sentimentos sobre a primeira perda de vidas causada pela crise marítima de cinco meses no Mar Vermelho.

Os Houthis dispararam ontem um míssil contra o navio True Confidence, um navio graneleiro de 13 anos, que atingiu perto da popa do navio. Três tripulantes – um vietnamita e dois filipinos – morreram e outros dois ficaram gravemente feridos e estão hospitalizados.

A marinha indiana ajudou a resgatar a tripulação que havia abandonado o navio, bem como a extinguir o incêndio do navio com bandeira de Barbados, que havia sido recentemente vendido pela Oaktree aos armadores gregos. As suas ligações aos interesses americanos – tal como sublinhado ontem pelos Houthis – chegaram ao fim no mês passado.

O True Confidence estava na passagem da China para Jeddah e Aqaba, responsável pelos produtos siderúrgicos e caminhões.

O navio é propriedade da True Confidence Shipping e operado pela Third January Maritime of Piraeus. A embarcação está afastando-se da terra e estão sendo tomadas medidas de salvamento. Fontes ligadas ao navio afirmaram hoje que a superestrutura do navio está muito danificada, mas o navio é rebocável e que a marinha indiana está em coordenação com uma equipa de salvamento para proteger um rebocador que chega para mover o navio atingido.

O secretário-geral da IMO – Organização Marítima Internacional, Arsenio Dominguez, afirmou que era “profundamente triste” acompanhar os relatos “horríveis” das vítimas do navio True Confidence.

“Os marítimos inocentes nunca deveriam tornar-se vítimas colaterais”, disse Dominguez, ao mesmo tempo que apelava a uma acção colectiva para fortalecer a segurança daqueles que servem no mar.

“O comércio internacional depende do transporte marítimo internacional e o transporte marítimo internacional não pode continuar sem os marítimos”, sublinhou Dominguez.

Stephen Cotton, secretário-geral do ITF – Federação Internacional dos Trabalhadores em Transportes, um sindicato de marítimos, apelou a medidas urgentes para proteger os seus membros.

“Temos alertado consistentemente a comunidade internacional e a indústria marítima sobre os riscos crescentes enfrentados pelos marítimos no Golfo de Aden e no Mar Vermelho. Assim… vemos esses avisos tragicamente confirmados”, afirmou Cotton ontem.

Comentando nas redes sociais, Budd Darr, vice-presidente executivo da MSC – Mediterrnean Shipping Company, responsável pela política marítima e assuntos governamentais na maior linha de contentores do mundo, atacou os Houthis.

“É difícil ver em qualquer contexto como o assassinato destes marinheiros inocentes no Golfo de Aden poderia ser justificado”, escreveu Darr.

Numa declaração conjunta emitida hoje, as principais organizações marítimas, incluindo a INTERTANKO, INTERCARGO, BIMCO e a Câmara Internacional de Navegação, instaram: “A frequência dos ataques à navegação mercante destaca a necessidade urgente de todas as partes interessadas tomarem medidas decisivas para salvaguardar as vidas de civis inocentes. marítimos e pôr fim a tais ameaças.”

Numa publicação nas redes sociais, a InterManager, a associação global de gestores de navios, afirmou que a “situação chocante” deve ser abordada por todos os governos.

“Apelaremos aos governos de todo o mundo para que se juntem a nós para pôr fim a estes ataques terríveis”, disse ontem a secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre.

Mais de 60 navios mercantes foram alvo dos Houthis apoiados pelo Irão nos cinco meses desde que Israel entrou em guerra com o Hamas, levando a um redirecionamento massivo de grande parte do tráfego de navios entre a Ásia e a Europa para viagens muito mais longas ao redor do continente africano. 

Portos de Lisboa/Setúbal assinam acordo de cooperação com o Porto de Santos.

O Porto de Setúbal, o Porto de Lisboa e o Porto de Santos assinaram no primeiro dia da Intermodal South America 2024, em S. Paulo, Brasil, um Acordo de Cooperação Técnica que tem por objetivo o intercâmbio e a cooperação abordando as novas áreas para a descarbonização, digitalização e inovação.

No âmbito das premissas descritas, o Acordo de Cooperação irá fomentar a Inovação Portuária, contribuindo para promover o desenvolvimento sustentável dos três portos com o intercâmbio de conhecimento em vetores que abrangem a gestão portuária, a estratégia, os recursos humanos, os diferentes sistemas de logísticas de transporte associadas, a intermodalidade, entre outros.

O Porto de Santos é um porto localizado nos municípios de Santos, Guarujá e Cubatão, no estado de São Paulo, Brasil. É o principal porto brasileiro, o maior complexo portuário da América Latina e um dos maiores do mundo. Possui uma grande variedade de terminais de carga para diversos produtos, que realizam a movimentação de granéis sólidos (principalmente de origem vegetal), líquidos, contentores, carga geral e passageiros.

Intermodal South America 2024 na rota do Porto de Sines.

Com participação conjunta no stand da APP – Portos de Portugal, o Porto de Sines marca presença em mais uma edição da principal Feira de Logística e Intermodalidade da América do Sul – Intermodal South America 2024, a decorrer em São Paulo, Brasil.

Cada vez mais vocacionado para a promoção do comércio externo, o certame mantém o foco na oferta de soluções para a internacionalização das empresas sul-americanas, com uma forte aposta na promoção do sector portuário. O Porto de Sines apresenta-se como hub ao serviço das exportações brasileiras para o continente europeu, oferecendo elevados índices de conectividade e soluções logísticas integradas aos importadores e exportadores brasileiros.

De lembrar que o Porto de Sines dispõe de ligações directas regulares com vários portos brasileiros no segmento de carga contentorizada, sendo o Brasil um mercado estratégico, tendo em conta a sua dimensão e potencial de crescimento.

De destacar ainda o segmento dos granéis sólidos, onde Sines prevê desempenhar um papel relevante nos fluxos de movimentação de carga entre o Brasil, a Península Ibérica e a Europa, em especial no que respeita ao sector agroalimentar e ao minério, oferecendo o Terminal Multiusos de Sines condições ímpares para a movimentação desta tipologia de carga.

Em paralelo à Intermodal South America,  decorreu um encontro de networking empresarial no Consulado de Portugal em São Paulo, com o apoio da representação da AICEP Portugal Global, onde foi apresentada a estratégia do Porto de Sines face ao mercado brasileiro, tendo em conta a oferta logística do porto e da ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines.

O encontro contou ainda com algumas empresas portuguesas, constituindo uma oportunidade para a troca de contactos entre as entidades presentes, tendo como objectivo reforçar o relacionamento comercial entre o mercado português e brasileiro.

Em parceria com os portos portugueses, estão também presentes no stand da APP as Comunidades Portuárias nacionais, a AGEPOR — Associação dos Agentes de Navegação de Portugal e a APAT — Associação dos Transitários de Portugal, bem como alguns parceiros como a AICEP Global Parques, Fernando Coelho Despachantes Oficiais, Grupo ETE, Mind4Logistics, Portline, Yilport Iberia e Zaldesa.

EUA vê petróleo a ser confiscado pelo Irão após sanções.

As autoridades iranianas anunciaram a apreensão de petróleo transportado por o navio interceptado em 2023, o “Advantage Sweet”, alegadamente propriedade dos EUA, em resposta às sanções impostas por Washington contra Teerão.

Aconteceu na sequência de uma ordem emitida por um tribunal devido a uma acção judicial interposta por um grupo de doentes de epidermólise bolhosa, que justificou a apreensão do petróleo pelo facto das sanções dos EUA,  os impediram de aceder a um medicamento sueco para a doença.

De acordo com a agência noticiosa iraniana Tasnim, o grupo de doentes alegaram que a empresa sueca deixou de exportar medicamentos especiais e ligaduras para o Irão, causando “graves danos físicos e mentais” aaos próprios.

O tribunal decidiu que as autoridades deveriam apreender a carga de petróleo transportada pelo navio “Advantage Sweet”, que foi interceptado no Golfo de Omã em abril de 2023 quando seguia para os Estados Unidos da América (EUA).

Ataque dos Houthis com mísseis provoca três mortos num navio.

 

Três tripulantes foram mortos num ataque com mísseis Houthi a um navio de carga no sul do Iémen, dizem autoridades dos EUA.  São as primeiras mortes causadas pelos ataques a navios mercantes. 

O navio True Confidence, com bandeira de Barbados, foi abandonado e estava à deriva com um incêndio a bordo após o ataque. Foi atingido no Golfo de Aden por volta das 11h30 GMT, afirmaram os militares dos EUA. 

O CENTCOM – Comando Central dos EUA,  afirmou que três tripulantes foram mortos e pelo menos quatro ficaram feridos, incluindo três gravemente. “Estes ataques imprudentes dos Houthis perturbaram o comércio global e ceifaram a vida de marítimos internacionais”, publicou nas redes sociais. 

Num comunicado, o grupo apoiado pelo Irão disse que a tripulação do navio True Confidence ignorou os avisos das forças Houthi. A embaixada britânica no Iémen disse que as mortes dos marinheiros foram a “consequência triste mas inevitável dos Houthis dispararem mísseis de forma imprudente contra navios internacionais” e insistiu que os ataques tinham de parar. O navio tinha uma tripulação de 20 pessoas, incluindo um indiano, quatro vietnamitas e 15 filipinos. Três guardas armados – dois do Sri Lanka e um do Nepal – também estavam a bordo. 

O ataque aconteceu a cerca de 50 milhas náuticas (93 km) a sudoeste da cidade iemenita de Aden. O navio True Confidence foi saudada pela rádio VHF por um grupo que se autodenomina “marinha do Iémen” e instruída a mudar de rumo, de acordo com a UKMTO –  Agência de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido. O UKMTO disse que o navio True Confidence foi atingido e sofreu danos, e que navios de guerra de uma coligação marítima internacional liderada pelos EUA apoiavam o navio e a sua tripulação. 

O MSCHOA – Centro de Segurança Marítima da UE no Corno de África afirmou que estavam em curso operações de resgate e salvamento. Os Houthis alegaram em sua declaração que o True Confidence era um “navio americano”, mas o porta-voz disse que o navio “não tinha nenhuma ligação actual com qualquer entidade dos EUA”.

Foto: CENTCOM

Governo de Cabo Verde subconcessiona serviços portuários

Um dos principais objectivos estratégicos de Cabo Verde é tirar partido da sua localização estratégica no Atlântico Médio, transformando-se numa plataforma marítima entre os mercados da Europa, África, América do Norte e América do Sul, valorizando o potencial da economia azul, que poderá passar de 8% (2020) para cerca de 25% do PIB e de 11 mil para cerca de 30 a 35 mil empregos, em 2030.

Cabo Verde conta com 9 portos, sendo o Porto da Praia e o Porto Grande, os de maior volume de operações. O Estado é detentor da propriedade do domínio, das infraestruturas, dos equipamentos e presta todos os serviços portuários, logísticos e marítimos ao navio e à carga, sendo a ENAPOR a Autoridade Portuária e concessionária dos serviços.

As importações e exportações de bens em Cabo Verde, deixam antever um acréscimo até 2028, atingindo em média 6,3% e 10,8% ao ano, o que representa cerca de 1,5 e 0,4 mil milhões de euros, respetivamente, de acordo com previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI). Esta evolução impactará favoravelmente o movimento de cargas e escalas nos portos nacionais.

O fornecimento de combustíveis aos navios (bunkering) é outro segmento prioritário. Estudos apontam Cabo Verde como uma zona de trânsito absolutamente privilegiada, de rotas entre Norte-Sul e América Latina-Europa, mas também a sua proximidade à costa de África, considerada zona de pesca com yield atrativa. Assim, sem considerar as embarcações de cruzeiro, de lazer, militares e rebocadores, o potencial de bunkering a realizar no Porto Grande rondará os 4,4 milhões de toneladas/ano.

Existem segmentos de mercado para um terminal de transhipment, com potencial de procura entre 300 a 500 mil TEU, nos próximos 20 anos.

Num contexto de grande dinâmica, no âmbito do programa Cabo Verde Plataforma Marítima, o Governo está a implementar uma agenda para a Economia Azul, reforçando o investimento com obras em curso nas suas estruturas portuárias, como as do terminal de cruzeiros do Porto Grande, reforçando os serviços portuários e consolidando o papel do país como destino de cruzeiros.

Igualmente, está a criar condições para a entrada de um parceiro internacional, especializado e integrado no circuito comercial global e, nesse sentido aumentar a eficiência das operações portuárias, tornando o país mais atrativo e competitivo para atividades de transbordo, e assim num centro de prestação de serviços no Atlântico Médio. A entrada de um parceiro internacional resultará na redução de tarifas e, consequentemente, dos custos para os importadores e exportadores, dos transportes inter-ilhas, dos preços no consumidor e, em geral, dos custos de fatores em toda a economia.

Os Portos de Cabo Verde estão a atravessar um momento decisivo, marcando um ponto de inflexão na sua trajectória de desenvolvimento, com implicações para a eficiência, a eficácia e o seu papel na economia nacional. Este período é caraterizado por uma abordagem ambiciosa, ainda que prudente, antecipando-se um ciclo de crescimento notável. Além disso, investimentos estratégicos visam fortalecer as capacidades em todos os segmentos de negócio e regiões, impulsionando o desempenho comercial, com aumento no movimento de navios de mercadorias e de cruzeiros, cargas e passageiros.

A subconcessão deve ser atribuída através de concurso limitado, por prévia qualificação, com publicidade internacional, nos termos do Código de Contratação Pública e da Resolução nº56/2020, de 27 de março, por um prazo máximo de 30 anos, podendo abranger todos os portos. O procedimento compreende duas fases, sendo a primeira de apresentação de candidatura e qualificação, e a segunda de apresentação de propostas e respectiva análise e avaliação.

O Governo decidiu realizar uma consulta pública prévia ao lançamento do procedimento pré-contratual, a iniciar-se a 11 de março, por um prazo de 30 dias, com o propósito de antecipar a estratégia que salvaguarde os interesses estratégicos do país e garanta o interesse dos operadores do sector portuário. Os resultados da consulta pública deverão permitir ao Governo eventuais ajustes da estratégia de subconcessão dos serviços portuários e reforçar a transparência do processo.

Egipto quer a 2ª expansão do Canal do Suez

O Egipto, país que detém o Canal do Suez, ( uma das via navegáveis artificiais a nível do mar mais utilizada pelo transporte marítimo), está a investigar a possibilidade da viabilidade de um projecto de expansão desta via marítima. 

O plano foi apresentado pela primeira vez há cerca de três anos, depois do incidente “Ever Given”, porta-contentores da Evergreen de quase 200 mil toneladas, ter encalhado na margem leste do canal durante uma tempestade de areia, encerrando parte da rota durante seis dias, causando problemas no transporte marítimo.

Perante o actual conflito regional Israel-Hamas, que também envolve os rebeldes houthis do Iémen, os EUA, Reino Unido e uma coligação de defesa europeia , os planos de então, voltam a ser considerados. O projecto insiste na transformação dos dois segmentos de faixa única (50 quilómetros no norte e 30 quilómetros no sul) em “cruzamentos de faixa dupla”, revelou Osama Rabie, o Presidente da Autoridade do Canal de Suez. Osama Rabie não comentou os números do investimento total da expansão, nem os prazos de conclusão, mas deu garantias de 100% de segurança no trânsito de navios.

Os estudos foram concluídos e apresentados ao Presidente do Egipto, Abdel Fattah al-Sissi. As empresas que estão nesta fase inicial, ainda andam a estudar futuros parceiros. Assim que estiver pronta para aprovação, o Presidente irá receber a proposta final.

Ao concretizar-se, não é a 1ª expansão do Canal do Suez. Há quase 9 anos, em agosto de 2015, tinha sido inaugurado um investimento de sete mil milhões de euros na “nova” rota que permitiu a passagem de navios com maior capacidade de carga, a navegação nos dois sentidos e ainda a redução do tempo de trânsito das 18 para as 11 horas.

CMA CGM faz parceria com Nike para shipping sustentável.

O armador CMA CGM, teve o prazer de anunciar uma colaboração com a Nike para reduzir a pegada de carbono do seu transporte marítimo. 

Esta iniciativa alinha-se perfeitamente com a estratégia abrangente do Grupo CMA CGM para a descarbonização, trabalhando para alcançar Net Zero até 2050 e apoiando o nosso cliente na descarbonização da sua cadeia de abastecimento. 

Marca um progresso valioso no compromisso de ambas as empresas com a sustentabilidade. Passos para um futuro mais verde, a Nike, líder global na indústria de vestuário e desporto, celebrou recentemente um acordo com a CMA CGM para adquirir biocombustível sustentável para uma parte do seu transporte marítimo. Esta iniciativa dará um importante contributo para a descarbonização da cadeia de abastecimento da Nike. De 1º de julho de 2023 a 31 de maio de 2024, a Nike utilizará biocombustível sustentável para o transporte de 36% do seu volume com a CMA CGM. 

Através desta acção, a Nike reduzirá as suas emissões de CO2 em 25.000 toneladas, um salto importante para operações mais ecológicas. De acordo com a CMA CGM: ‘’Colaborar com um player importante como a Nike e dar este grande passo em direção à descarbonização é uma conquista importante. Estamos confiantes de que o nosso sucesso funcionará como um catalisador, encorajando outras operadoras e clientes a juntarem-se a nós neste caminho para acelerar a transição para uma indústria Net Zero.”