ONE revela planos para se juntar ao "Clube 3M TEUS"

Com mais de um novo porta-contentores a caminho, com outras novas construções a caminho, a ONE não mostra sinais de diminuir, apesar das preocupações dos analistas com excesso de capacidade.

A ONE – Ocean Network Express (ONE), o sexto maior armador do mundo, anunciou um plano de negócios de médio prazo para aumentar a sua frota operacional para 3 milhões de TEUs até 2030, a uma taxa de crescimento anualizada de 10% ao ano. Incluindo a sua carteira de pedidos actual, a frota ONE gira em torno de 2,3 milhões de TEUs. O desembolso de 25 mil milhões de dólares para a expansão da frota foi descrito como “agressivo” pelos analistas da consultora Linerlytica.

“A mudança da ONE representa uma tentativa tardia de recuperar participação de mercado, após sucessivos anos de crescimento abaixo da média”, afirmou a Linerlytica no seu último relatório semanal.

Desde que a constituição da ONE foi anunciada pela primeira vez em 2016, a transportadora aumentou a sua frota em apenas 30% nos últimos sete anos, em comparação com o crescimento do mercado de 40% no mesmo período.

A Linerlytica sugeriu que outras operadoras que provavelmente “irão tentar recuperar o atraso”, já que os novos pedidos incluem Maersk e Hapag-Lloyd.

Actualmente, existem apenas quatro empresas no mundo que podem ostentar uma frota superior a 3 milhões de TEUs: COSCO, CMA CGM, Maersk e MSC, esta última em vias de ultrapassar os 6 milhões de TEUs no curto prazo.

Reguladores aprovam a 'primeira' instalação de abastecimento de amónia do mundo

 

Um plano
para instalar “a primeira” plataforma de armazenamento e reabastecimento de
amoníaco num porto escandinavo recebeu aprovação dos reguladores de segurança
noruegueses, marcando um marco significativo para a adopção de amoníaco
altamente tóxico no transporte marítimo.

A gigante
química norueguesa Yara, que também é produtora de amónia, quer construir a
instalação de abastecimento projetada por Azane, com sede em Oslo, no porto de
abastecimento offshore da Fjord Base, no município de Kinn, na Noruega.

A luz verde
da Direcção de Protecção Civil (DSB), o regulador de segurança da Noruega, abre
caminho para que a instalação comece a ser construída este ano, com a primeira
operação prevista para 2025.

A Fjord
Base, detida em 75% pelo fundo britânico Ancala Partners, serve como base de
fornecimento para as indústrias offshore, como produtores de petróleo e gás e
operadores de parques eólicos offshore, e presta serviços de manutenção a cerca
de 2.000 navios por ano.

A instalação
de abastecimento conteria cerca de 650 toneladas de amónia e seria capaz de
realizar 416 operações de reabastecimento por ano, disseram Yara e Azane,
principalmente para navios de abastecimento offshore.

Azane está a
planear desenvolver uma rede de plataformas de abastecimento para armazenar e
distribuir amoníaco como combustível de transporte em toda a Escandinávia – em
parte para capitalizar os próximos concursos de concessão de NH3 da Noruega,
previstos para este ano.

O amoníaco,
que é derivado do hidrogénio, tem sido amplamente elogiado como combustível
marítimo que pode descarbonizar as operações marítimas, mas foram levantadas
questões sobre a segurança do reabastecimento e da queima do gás, que pode
causar sérios danos aos seres humanos e à vida aquática se vazar ou derramado.

Substância
cáustica, pode causar queimaduras significativas em humanos se inalada ou em contato
com a pele e, se atingir a água, dissolve-se formando hidróxido de amônio,
altamente tóxico para a vida marinha.

No entanto,
como o amoníaco é relativamente novo como potencial combustível para navios, os
regulamentos que permitem a sua utilização ainda estão em grande parte em
desenvolvimento.

Mas Yara e
Azane disseram que a aprovação do DSB indica que a sua plataforma de
abastecimento demonstrou como atenderá aos “estritos requisitos de segurança”
do regulador.

“Estamos
gratos pela licença concedida pela Direcção Norueguesa de Protecção Civil”,
disse Magnus Ankarstrand, presidente da Yara Clean Ammonia. “Isso reconhece
como a amónia pode ser usada com segurança e eficiência como combustível para
transporte no local em Kinn.”

Tomás Fernandes e Teresa Bonvalot vencem Allianz Figueira Pro

Tomás
Fernandes e Teresa Bonvalot venceram o Allianz Figueira Pro, a etapa inaugural
da Liga MEO Surf 2024, que decorreu este fim de semana na praia do Cabedelo, na
Figueira da Foz. Tal como nos dois primeiros dias de competição, as boas ondas
que se fizeram sentir na praia do Cabedelo proporcionaram aos surfistas todas
as condições para apresentarem um surf de excelência.

Na final
masculina, Tomás Fernandes superou Tiago Stock, jovem surfista de apenas 18
anos que até este ano ainda não tinha marcado chegado sequer aos quartos de
final da Liga MEO Surf. O atleta de Carcavelos mostrou-se a um bom nível, com
ondas de 6.90 e 4.90 pontos, pontuações que, ainda assim, foram insuficientes
para derrotar o adversário. Tomás Fernandes abriu a final com uma onda a valer
7.00 pontos, agarrando desde logo a liderança e, após a prestação do jovem
surfista, fechou as contas do Allianz Figueira Pro com a melhor onda da
bateria, com 7.35 pontos, fechando o dia com 14.35 pontos contra os 11.80 de
Tiago Stock.

Após a
prova, o vice-campeão nacional de 2019 não escondeu a satisfação pelo triunfo
no arranque da Liga MEO Surf. “Estou super contente por ganhar, sobretudo
por já terem passado uns anos. Sinto que tive uma boa prestação ao longo do
campeonato todo. Já tinha feito umas meias-finais aqui na Figueira. Estiverem
boas ondas durante o campeonato, por isso, fico muito contente por ganhar aqui.
O Tiago Stock é um miúdo com um grande potencial, parabéns a ele pelo
campeonato que fez. Agora quero chegar ao Porto e disputar o campeonato, e
acima de tudo, mostrar o meu surf desde que me sinta feliz”, disse, em
declarações citadas pela Associação Nacional de Surfistas (ANS).

Já na final
feminina, foi a olímpica Teresa Bonvalot quem sobressaiu. A ex-campeã nacional
foi construindo o seu score de forma progressiva, depois de Gabriela Dinis ter
liderado a primeira troca de ondas entre as duas surfistas. A vencedora da
prova na última edição até começou bem, mas viu Teresa Bonvalot a ganhar
confiança e a construir o seu score de forma progressiva até ao final,
melhorando cada vez mais. No final, a atual vice-campeã nacional somou 11.85
pontos contra os 13.10 pontos de Teresa Bonvalot.

“Tenho
muito boas memórias aqui da Figueira da Foz. Gostei muito de vir cá e,
normalmente, apanhamos altas ondas. Uma vez mais, a Figueira deu-nos o melhor
de si. Consegui surfar bem nas ondas que apanhei, mas foi um heat meio estranho
e confuso em que nos enrolámos numa onda. Tentei fazer o melhor surf e depois,
mais perto do final, consegui apanhar a melhor onda da bateria o que acabou por
fazer a diferença. Saio daqui com um boost de confiança para as etapas que aí
vêm”, sublinhou, em declarações igualmente citadas pela ANS.

Com os
resultados de hoje, Tomás Fernandes e Teresa Bonvalot vão vestir a licra
amarela na próxima etapa da Liga MEO Surf e saem na frente da liderança da
Allianz Triple Crown, troféu especial no conjunto das etapas da Figueira da
Foz, Ericeira e Ribeira Grande.

Goparity: Investidos mais de 4M€ no sector da Economia Azul em Portugal

Segundo a ONU, 2.4 mil milhões de pessoas vivem num raio de 100 quilómetros da costa, o equivalente a 40% da população mundial. Com vista a combater a pressão que existe sobre as zonas costeiras, a Goparity já angariou mais de quatro milhões de euros da sua comunidade de investidores para quase 30 campanhas de financiamento colaborativo direcionadas para a promoção da economia azul sustentável.

A exploração excessiva dos recursos marítimos, a ocupação massiva das zonas costeiras causada pela atividade turística e a exploração offshore de recursos não renováveis têm vindo a contribuir para a destruição e redução de habitats naturais e consequente diminuição da diversidade biológica, bem como para a subida do nível do mar e aumento da temperatura da água.

Neste sentido, com o objetivo de capacitar pessoas e empresas para contribuir ativamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, cerca de 14% do montante total angariado pela fintech, que equivale a 4,57 milhões de euros, foi emprestado a médias empresas para criarem e desenvolverem os seus projetos no ramo da economia do mar e da água. O valor angariado tem contribuído maioritariamente para iniciativas de aquacultura sustentável e para investigação e desenvolvimento em biotecnologia.

Portugal é o país que concentrou a maior fatia de financiamento, cerca de 4,065 milhões de euros. Fora de Portugal, o projeto mais relevante foi promovido pela empresa escocesa Ace Aquatec com uma campanha de 500 mil euros para financiar a sua tecnologia de monitorização e classificação de populações de peixe, de forma a reduzir taxas de mortalidade excessivas na exploração piscícola.

Graças ao investimento conseguido, as empresas apoiadas garantem hoje a gestão sustentável de 119 hectares de água, evitam a emissão de 266 toneladas de CO2 por ano e já criaram 135 postos de trabalho.

De acordo com Nuno Brito Jorge, fundador e CEO da Goparity, “como portugueses crescemos a ouvir falar do mar e do potencial da economia do mar. A verdade é que com uma costa e Zona Económica Exclusiva tão extensas e biodiversas, Portugal pode ser líder global na preservação e aproveitamento sustentável dos oceanos. O modelo da Goparity permitir que empresas e a sociedade civil se envolvam nesta transição. Estamos empenhados em apoiar cada vez mais empresas que queiram fazer parte desta mudança”.

Segundo Bernardo Carvalho, CEO e fundador da Oceano Fresco, empresa de aquicultura de bivalves, situada na Nazaré e no Algarve, que já angariou três milhões de euros com a Goparity para financiar a instalação do primeiro viveiro de amêijoas em mar aberto do mundo, bem como inovação e aumentos de produtividade na maternidade e no viveiro, “as campanhas Goparity têm sido importantes fontes de financiamento e de comunicação com uma comunidade mais vasta que partilha as nossas preocupações com a sustentabilidade”.

APDL investe 1,5 milhões para requalificar molhe norte da Foz

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S.A. (APDL) vai proceder à reparação das anomalias ao nível da Fundação do Molhe Norte da Barra do Douro, localizado na foz do rio Douro.


Em comunicado, a Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo, S.A. (APDL), responsável pela infraestrutura, indica que o concurso público para a primeira fase da empreitada foi lançado na passada sexta-feira, podendo as propostas ser apresentadas até 10 de abril.
Com preço base 1,5 M€, a obra vai incidir ao nível das fundações (parte submersa) e tem um o prazo máximo de execução de 18 meses.

Já a segunda etapa da empreitada está em fase de estudo prévio e será direccionada para a parte emersa do molhe.

Composta por mais de 65.000 m3 de betão e 2.500 toneladas de aço, a estrutura portuária do molhe norte do Douro foi premiada com o Prémio Secil de Engenharia em 2009, um reconhecimento, que sublinha a APDL, “destacou a capacidade notável de resistir à acção direta das ondas, tempestades e correntes” e o seu “papel crucial na proteção da entrada do rio e na garantia da navegação segura das embarcações”.

A infraestrutura da autoria do engenheiro Fernando Silveira Ramos integra-se num conjunto de obras na embocadura do estuário, tendo como objetivo melhorar as condições de segurança das embarcações no canal, proteger as zonas marginais da Cantareira e do Passeio Alegre da ação destrutiva das ondas e correntes e facilitar a auto-limpeza do canal, diminuindo o esforço das dragagens de manutenção. 

Água são dois líquidos e não um, comprova estudo da Universidade de Aveiro

A água não é um líquido, mas dois entrelaçados, de acordo com a investigação de uma equipa da UA – Universidade de Aveiro, que abre novas perspetivas à dessalinização da água do mar, revelou fonte académica.

Os investigadores utilizaram nanopartículas emissoras de luz para seguir o movimento das moléculas de água em redor da nanopartícula à medida que a temperatura do fluido aumenta.

“Observámos dois tipos distintos de movimento, sugerindo que, abaixo dos 45 ºC, a água alterna entre o estado líquido de baixa densidade (LDL) e o estado líquido de alta densidade (HDL), mais comum na água líquida, fazendo com que as nanopartículas se movam mais lentamente”, diz Luís Carlos um dos investigadores da equipa da UA.

“Acima desta temperatura, a água existe maioritariamente no estado HDL, o que leva a um movimento mais rápido das nanopartículas”, acrescenta Luís Carlos.

Ao controlar a proporção relativa das estruturas moleculares LDL e HDL, os cientistas poderão agora ser capazes de influenciar o comportamento da água líquida.

Luís Carlos dá como exemplo a existência no futuro de um processo de dessalinização da água mais efetiva.

“O LDL é 20% menos denso do que o HDL, afetando a forma como a água se move, o que poderá ajudar-nos a remover o sal da água do mar com mais eficiência”, antevê.

A explicação é de que “a água se comporta de forma ‘camaleónica’, existindo como uma mistura de duas formas: um líquido de baixa densidade (LDL) e um líquido de alta densidade”.

No primeiro, as moléculas ligam-se ocupando um volume maior, enquanto no segundo, o líquido de alta densidade, as moléculas ligam-se de forma mais compacta”, aponta investigador.

A ideia de que a água pode ser descrita como uma mistura de duas estruturas diferentes de ligações de hidrogénio foi proposta pela primeira vez em 1892 por Wilhelm Röntgen, um físico alemão que recebeu o primeiro Prémio Nobel da Física em 1901 como reconhecimento pela sua descoberta dos raios-X, tendo sido revisitada no final do século XX.

“Embora haja evidências que confirmem a coexistência destas duas formas da água a temperaturas muito baixas, a sua comprovação à temperatura ambiente tem sido um quebra-cabeças”, explica Luís Carlos.

Além de Luís Carlos, a equipa de investigação contou com a participação de Fernando Maturi, Ramon Filho e Carlos Brites, todos investigadores do Departamento de Física e do Instituto de Materiais de Aveiro (CICECO), e teve ainda a parceria da Universidade de Singapura e do Harvey Mudd College (USA).

Fundo dos oceanos é uma "Chernobyl em câmara lenta".


As profundezas do oceano costuma ser associadas a algo
assustador, digno de medo, devido à escuridão e às criaturas que lá residem e
que, longe da luz, assumem aspectos bizarros para nós que estamos habituados à
superfície. Mas essas criaturas não são o que há de mais tenebroso no fundo dos
oceanos. O que realmente assusta é, como não deveria ser de espantar, aquilo
que a actividade humana causou nas profundezas do oceano, e as consequências
que isso terá.

Segundo o jornal The Guardian, após as duas Guerras
Mundiais, os governos britânico, americano, soviético, australiano e canadiano
deitaram centenas de milhares de toneladas de armas químicas obsoletas para as
profundezas do oceano em várias localizações do mundo. Afundaram também navios
carregados de gás mostarda e agentes nervosos como sarin. Isto ocorreu até
1972, e cessou depois de centenas de pescadores na Europa e nos Estados Unidos
terem sido hospitalizados por transportarem para a superfície pedaços
solidificados de gás mostarda ou conchas que continham a substância.

Mais ainda, também se encontram no fundo dos oceanos grandes
quantidades de material nuclear: Segundo um estudo de 2019, são cerca de 18 mil
objectos radioativos no fundo do Oceano Ártico. Entre eles: o ‘K-27’, um
submarino nuclear movido por um reator experimental afundado em 1982; o ‘K-141
Kursk’, no Mar de Barents em 2000, que matou as 118 pessoas a bordo e levou o
seu reator e combustível para o fundo do mar; o ‘K-159’, que se afundou quando
ao ser rebocado perto de Murmansk, na Rússia, em 2003, com 800 kg de
combustível de urânio irradiado a bordo.

Perante estes dados, há quem diga que o fundo dos oceanos é
um “Chernobyl em câmara lenta “. O Chefe da Autoridade de Segurança
Nuclear da Noruega afirma que é uma questão de tempo até que os navios comecem
a libertar o seu legado tóxico.

Entre os responsáveis por esta situação, a União Soviética
foi quem mais despejou resíduos nucleares para o fundo do mar, mas a
contribuição de outros países também é considerável. Entre 1948 e 1982, o Reino
Unido despejou quase 70 mil toneladas. Também os Estados Unidos, a Suíça, o
Japão e os Países Baixos adoptaram esta prática. O governo britânico está a
estudar um plano para eliminar até 750 mil metros cúbicos de resíduos
nucleares, incluindo mais de 100 toneladas de plutónio, ao largo de Cumbria, na
costa britânica.

Mesmo sem os resíduos nucleares, o fundo dos oceanos carrega
várias marcas da actividade humana e do consumo desenfreado que tem vindo a
destruir o planeta. Mesmo nas profundezas do mar, tão distantes da nossa vida,
encontram-se em abundância resíduos humanos na forma de plásticos e outros
objetos como evidencia o Banco de Dados de Detritos do Mar Profundo da Agência
Japonesa para Ciência e Tecnologia Marinha-Terra. Foi documentada a presença de
pneus, redes de pesca, sacos de desporto, manequins, bolas de praia e biberões.
Em algumas regiões, o número de tais objetos excede 300/km2.

Também alarmante é o acumular de microplásticos nas
profundezas dos oceanos. A presença de microplásticos nos oceanos de um modo
geral é uma ameaça para todo o planeta, visto que animais como baleias e aves
começam a consumir microplásticos em grandes quantidades, não só conduzindo à
sua desnutrição e danificando os seus órgãos, como também implicando que os
microplásticos passam a entrar na cadeia alimentar de várias espécies.

Em águas mais profundas, a quantidade de microplásticos é
ainda maior. Há estudos que sugerem que até 99,8% dos mais de 11 milhões de
toneladas de plástico que entram no oceano todos os anos desaparecem em águas
mais profundas.

Porto de Aveiro e Figueira em Evento Internacional de Eólica Offshore.

Os Portos de Aveiro e da Figueira da Foz participaram no evento anual de energia eólica onshore e offshore (exposição e conferência), promovido pela WindEurope, que decorreu no Centro de Exposições de Bilbau, de 20 a 22 de março.

Participaram mais de 12.000 pessoas do sector para analisar o atual panorama da energia eólica europeia.

O evento contou com dezenas de sessões de conferências, centenas de oradores e mais de 500 expositores de toda a cadeia de valor que procuraram mostrar as suas inovações e estabelecer novos negócios.

Neste quadro, a Associação dos Portos de Portugal realizou, no stand da Plataforma dos Portos, uma sessão sobre a “Planeamento do Desenvolvimento das Infraestruturas Portuárias de Suporte à Implementação de Fontes de Energias Renováveis Offshore”.

Estiveram presentes membros das Administrações e quadros dos portos de Aveiro, da Figueira da Foz, de Lisboa e de Setúbal.

Foram apresentadas as características e o potencial dos Portos Nacionais para dar resposta às necessidades do sector da energia eólica offshore flutuante, bem como os investimentos previstos e actual cadeia de valor.

Portos da Madeira com novo site no Verão

A Administração dos Portos da Região Autónoma da Madeira- APRAM vai lançar a meio do verão ( Previsivelmente agosto), um novo e funcional site institucional, dentro do âmbito do “reforço da política de digitalização da empresa e tem como propósito, a melhoria da imagem institucional da APRAM e estabelecer mecanismos de comunicação com clientes e fornecedores, agilizando processos”.

O lançamento do novo site institucional encontra-se dentro do âmbito do PRR – Plano de Recuperação e Resiliência e representa um investimento de 103.015,45€, incluindo IVA, assim como a construção e manutenção técnica do portal, além da gestão técnica das redes sociais oficiais da APRAM

De acordo com o comunicado da APRAM: “Integrará um sistema de formulários de contacto e ticketing com ligação a plataformas internas em utilização e disponibilizará informação de ocupação de cais em tempo real, previsão de escalas e divulgação de dados meteo oceanográficos”.

De acordo com a Presidente do Conselho de Administração da APRAM, Paula Cabaço, o lançar do novo site insere-se na política de “digitalização, modernização e desmaterialização de processos” da APRAM e visa dar resposta à vontade de reforçar a sua “comunicação com a comunidade portuária e com o público em geral”.

Paula Cabaço, acrescentou que: “Sabemos da importância histórica, económica e social que os Portos da Madeira têm para a região, e os processos de digitalização em curso, como é o caso deste novo portal, vão contribuir para manter esse diálogo e proximidade entre a Autoridade Portuária e a sociedade”.

Segundo Paula Cabaço, a actividade da APRAM “está associada à economia e ao turismo da região”, pelo que se torna “essencial que a comunicação seja feita também globalmente” e “este portal electrónico será uma ferramenta essencial nessa estratégia de comunicação e marketing”.

O novo site vai estar estruturado em três vertentes complementares entre si, nomeadamente, dimensão institucional, comunidade portuária e público em geral, dando a conhecer, entre outros temas, a marca Portos da Madeira, os principais projectos e a promoção dos diversos serviços comerciais.

Eólica offshore exige um investimento de 8,5 mil milhões€ nos portos europeus

A União Europeia possui um entendimento relacionado com a energia produzia pelo “offshore marítimo”. A actual tecnologia que anda a ser desenvolvida, com equipamento e componentes de enorme dimensão, o que levanta muitas questões e desafios em relação ao espaço de ocupação portuário.

Para atingir-se o objectivo estratégico de potência instalada de 60 GW, terá de existir um investimento na ordem dos 8,5 mil milhões de euros até 2030, de acordo com as projecções da Wind Europe, organização que reúne cerca de 600 empresas industriais. Entre os seus membros se incluem fabricantes, fornecedores, empreendedores e empresas financeiras.

A principal questão é que o nível de investimento proposto fica aquém das necessidades actuais deste segmento da indústria, que se encontra em forte expansão. Por outro lado, há um elevado grau de necessidade de espaço no lado terrestre e na superfície aquática das docas. A solução óbvia passa por uma decisão em matéria de colaboração entre portos para atingir a dimensão exigida pela cadeia de abastecimento.

O Director Executivo da AEE – Wind Business Association (AEE), Juan Virgílio Márquez, afirmou que:  “A cadeia de abastecimento está pronta. Agora, ainda temos que atingir a magnitude que esta cadeia de abastecimento exige nos mercados espanhol e europeu. Todos os países têm objectivos offshore ambiciosos. Espanha, com três gigawatts (GW), é talvez o mais razoável de todos, mas Portugal tem 10 GW e o Reino Unido mais de 20 GW. Então, temos que encaixar todas as peças em um mercado que hoje ainda não existe, ou seja, que está em processo de criação. Que necessitamos? Uma regulamentação, que sejam lançados leilões, porque para a energia eólica flutuante, não há leilões entre 400 e 500 megawatts (MW) no mundo”.

Na Europa, existem quatro parques flutuantes, um deles em Portugal, que  aguardam regulamentação para a realização de leilões ou processos de licitação competitivos para acesso dos projectos à rede e para a concessão de uso do domínio público portuário.