Yolanda Hopkins é Bicampeã Europeia de Surf

O Caparica Surf Fest consagrou a portuguesa Yolanda Hopkins e o francês Tiago Carrique como os novos campeões europeus de surf. Depois de vários dias de luta homem/mulher contra o mar revolto e imprevisível, com ondas de três metros de altura, os últimos dois dias foram menos violentos e permitiram concluir a derradeira etapa do Qualifying Series. Na competição masculina, Tiago Carrique venceu o compatriota Maxime Huscenot, numa bateria muito bem disputada e com grandes manobras, e conquistou o título europeu.

Os surfistas portugueses estiveram aquém do esperado. O júnior Francisco Ordonhas foi o melhor representante nacional ao terminar na terceira posição. Destaque também para o quinto lugar de Guilherme Ribeiro, que garantiu um lugar no Challenger Series, a segunda competição mais importante da World Surf Ligue.

Na final feminina, Teresa Bonvalot derrotou Yolanda Hopkins: “É a terceira vez que ganho esta prova. As condições foram difíceis, e conseguir surfar assim diz tudo”, afirmou. Com os pontos obtidos nesta prova, Hopkins revalidou o título de Campeã Europeia, confessando que “as ondas estavam super divertidas. E quando te divertes encontras as ondas mais improváveis, tive sorte e encontrei pequenos tubos”. 

As finalistas do Caparica Surf Fest estão apuradas para os Jogos Olímpicos Paris 2024, competição se realiza em Teahupo’o, na Polinésia Francesa. “Tenho passado muitas horas na água a tentar melhorar o meu surf”, disse a Campeã Europeia.

ESTM recebe o XXV Seminário de Aquacultura.

A Associação Aquacultores.pt anunciou que o vigésimo quinto Seminário de Aquacultura está marcado para o dia 10 de maio, na Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTM), em Peniche, Este evento de destaque no calendário do sector promete ser uma oportunidade imperdível para todos os interessados no sector aquícola. 

O XXV Seminário de Aquacultura é uma oportunidade para se actualizar sobre as últimas tendências, trocar conhecimentos e estabelecer redes de contatos importantes para o desenvolvimento da actividade aquacultural em Portugal, abordando temas relacionados com inovações tecnológicas na Aquacultura, a sustentabilidade e conservação dos recursos marinhos, perspetivas de mercado e oportunidades comerciais, boas práticas e desafios associativos na Aquacultura, entre outros. 

Este é o local onde ideias são partilhadas, parcerias são formadas e soluções são encontradas para os desafios enfrentados pela indústria.

Samskip com porta-contentores "short-sea" com emissão zero.

A Samskip, fornecedora global de soluções logísticas com escritórios em 24 países, está numa aventura em “serviços de remessa gratuita com emissão zero de carbono” ao contratar dois navios movidos a combustível de hidrogénio para fornecer serviço nas suas rotas da Europa Ocidental, assinando um contrato de construção naval com o principal estaleiro indiano Cochin Shipyard Ltda. 

Uma vez comissionados, esses navios estarão entre os primeiros porta-contentores de curta distância (short-sea) com emissão zero do mundo que usam hidrogénio verde como combustível. Este é outro dos ambiciosos projectos da Samskip, que trabalha em conjunto com o programa de financiamento verde do governo norueguês que visa soluções de transporte livres de emissões, através da adoção de tecnologias futuras inovadoras e sustentáveis. 

No modo de emissão zero, espera-se que cada navio alcance cerca de 25.000 toneladas de redução de CO2 por ano. Também alcançarão operações com emissão zero nos portos usando energia verde no porto de escala. O CEO do Samskip Group – Kari-Pekka Laaksonen: “Este esforço é mais uma das iniciativas da Samskip e é um passo importante para alcançar as nossas metas de sustentabilidade descritas no nosso último relatório de sustentabilidade. Reforça o nosso compromisso com a iniciativa Sustainability Science Based Target e apoiará o nosso objetivo de atingir Net-Zero até 2040.

Praticamos continuamente o que pregamos porque a sustentabilidade está no nosso DNA e investimos no futuro; o futuro da logística verde, do nosso planeta, da nossa economia e da próxima geração de marítimos e temos a certeza de que este projeto será um divisor de águas. Samskip está muito satisfeito por ter encontrado tal parceria no Estaleiro Cochin, que partilha as mesmas ambições de fornecer transporte ecologicamente correcto e esperamos uma cooperação bem-sucedida.

 “Com esta colaboração, a CSL fortaleceu ainda mais a sua posição entre a liga global dos pioneiros em tecnologia sustentável do futuro verde, pronta para atender às expectativas futuristas do mercado”, disse o presidente do Estaleiro Cochin.

DGRM fez 1.842 Inspecções Marítimo-Portuárias em 2023

A DGRM – Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos, realizou em 2023, um total de 1.842 inspeções no sector marítimo-portuário, ou seja, mais 15% de acções, comparativamente a 2022, em que foram realizadas 1.598 inspeções.

O Diretor Geral da DGRM, José Carlos Simão, sublinha que, «no crescimento de inspecções realizadas, destaca-se o reforço no controlo de navios e portos mais verdes, nomeadamente pelo cumprimento dos limites fixados para os combustíveis a bordo dos navios e respectivas emissões, pela adequada gestão de resíduos a bordo e nas instalações portuárias, bem como inspecções no âmbito do Port State Control, de competência da DGRM».

A Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM), é um serviço central da administração directa do Estado, dotado de autonomia administrativa.

Maior grua da costa leste dos EUA chega para retirar destroços da ponte que ruiu em Baltimore

A maior grua da costa leste dos Estados Unidos chegou a Baltimore num navio próprio para retirar os destroços da ponte que ruiu na passada terça-feira devido à colisão de um navio, acidente que provocou seis mortos e avultados prejuízos.

A grua (que tem especificidades próprias e adequadas), consegue levantar até 1.000 toneladas de peso e será uma das gruas que estarão envolvidas nos trabalhos de limpeza do canal dos restos de metal e betão que restam da ponte Francis Scott Key em Baltimore, indicou o governador de Maryland, Wes Moore, que garantiu que está tudo a ser feito “a todo o vapor” para reabrir o canal e reactivar a navegação.

Antes do início das operações,  está a ser feita uma avaliação dos escombros em ques, considerada “fundamental” antes de retirá-los da água para determinar o tamanho em que os pedaços da ponte deverão ser cortados para que as gruas possam levantá-los, de acordo com a comunicação social local.

“Quando se tem a oportunidade de ver esses restos de perto, compreende-se perfeitamente a enormidade do desafio”, afirmou  governador, que receberá na próxima terça-feira a visita do Presidente norte-americano, Joe Biden, que irá visitar a área.

Moore indicou ainda que no âmbito dos trabalhos que estão a ser realizados foram colocados mais de 730 metros de barreiras para conter qualquer possível fuga de poluição do navio que impactou a ponte.

De acordo com o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, 56 contentores do navio contêm materiais perigosos, na sua maioria corrosivos e inflamáveis, bem como algumas baterias de iões, enquanto 14 contentores contêm perfumes e sabonetes, entre outros itens.

Na quarta-feira, foram encontrados os corpos de dois dos mortos, latino-americanos e trabalhadores da construção civil. Os esforços para recuperar os corpos das outras quatro vítimas mortais estão paralisados por enquanto devido à presença de destroços, mas Moore garantiu que é uma prioridade.

Portos com um mês de Janeiro "pujante" e positivo.

A AMT – Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, no seu relatório, indica que os portos nacionais iniciaram 2024 de forma positiva, tendo no passado mês de Janeiro, segundo os dados, movimentado no mês de janeiro, 7,4 milhões de toneladas de carga, correspondendo a +8,9%, quando comparado com o período homólogo de 2023.

Houve acréscimo expressivo em praticamente todos os Portos: Porto de Sines, com +19,9%, seguido por Lisboa, com +12,3%, Setúbal, com +3,7%, e Figueira da Foz, com +2,9%, com as excepções, nomeadamente as quebras de tráfego reportada nos portos de Aveiro (-24%) e de Leixões (-6,9%). Nos portos de menor expressão em termos de movimentação de carga, ou seja, Viana do Castelo e Faro, observaram-se em ambos crescimentos de, respetivamente, +5,7% e +154,4%.

No segmento contentorizado, houve aumento de  +28,2% em janeiro de 2024, quando comparado com o mês homólogo de 2023, cifrando-se em 260 mil TETs  com origem nas variações positivas observadas nos portos de Sines (+50,4%), de Lisboa (+13,4%), da Figueira da Foz (+87%) e de Aveiro (+3,4%).

Por sua vez, o movimento de contentores em Leixões foi quase equivalente ao de janeiro de 2023 (-0,2%), tendo o porto de Setúbal observado uma quebra de -8,2%.

Existiram 774 escalas de navios no sistema portuário, representando +2% que no mês homólogo de 2023, com base em evoluções favoráveis de todos os portos, sendo apenas excepção os portos de Aveiro e de Viana do Castelo 

A AMT destaca os seguintes pontos:  

. O acréscimo de movimentação da Carga Contentorizada (+61%) no porto de Sines, aque se juntaram os incrementos de Produtos Agrícolas (+57,1%) e da Carga Contentorizada (+21,1%) em Lisboa, bem como dos Outros Granéis Sólidos nos portos de Leixões (+57,4%) e de Setúbal (+38,1%); e

. A redução dos Produtos Petrolíferos (-47,8%) no porto de Leixões, do Petróleo Bruto (-9,4%) em Sines, da Carga Fracionada (-47%) no porto de Setúbal, dos Produtos Agrícolas (-74,1%) em Aveiro e dos Outros Granéis Líquidos (-47,6%) no porto de Lisboa.

AMT destaca também que fora. desembarcadas 4,4 milhões de toneladas, que representaram 59,2% do tráfego total, traduzindo um incremento de movimentação de +5% relativamente ao mês homólogo de2023, e embarcadas 3 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de +15%.

NATO irá manter segurança das Plataformas Eólicas Offshore

A cadeia relacionada com o Eólico Offshore, que desde da pandemia tem tido avanços significativos na Europa, enfrenta desafios, e a superação desses desafios pode definir a futura linha estratégica do sector nos anos vindouros. 

Um desses desafios, vem do facto da actual situação geopolítica estar complexa, e que a actual escalada de tensão entre a União Europeia e a Federação Russa tem estado no foco da política europeia nos últimos tempos. Tendo em conta este detalhe, será a NATO – (Organização do Tratado do Atlântico Norte) que irá tomar pulso da segurança destas cada vez mais importantes infraestruturas energéticas.

Outros elementos a serem protegidos, são os cabos submarinos. Do ponto de vista da segurança da cadeia flutuante de fornecimento eólico offshore, os cabos submarinos são elementos extremamente sensíveis. 

Servem para transportar a energia eléctrica gerada pelas turbinas desde as estações conversoras por longas distâncias até as subestações terrestres no litoral, por exemplo, a mais de 80 quilómetros de distância. Estes parques flutuantes estão a ser instalados em profundidades que variam entre os 60 e os 300 metros, embora já existam estudos para aumentar esse alcance para os 800 metros, embora ainda não seja viável do ponto de vista económico, segundo dados da Iberdrola.

Na visão da NATO, de acordo com o seu Secretário-Geral, Jens Stoltenberg: “Para a NATO, proteger infra-estruturas submarinas críticas é essencial para a nossa segurança e defesa porque é fundamental para proteger a segurança e a prosperidade das nossas sociedades”.

“Os cabos submarinos transportam cerca de 10 biliões de dólares em transferências todos os dias, dois terços do petróleo e do gás mundial são extraídos no mar ou transportados por mar, e cerca de 95% dos fluxos globais de dados são transmitidos através de cabos submarinos”, acrescentou.

Estudo da BCG indica quatro cenários sobre a crise do Mar Vermelho.

A BCG – Boston Consulting 
Group ( Empresa de consultoria empresarial norte-americana), indica num
estudo, intitulado de “Scenarios for Container Shipping in the Red Sea Crisis”,
de que existem quatro cenários para o final da crise do Mar Vermelho. Um cenário
de fim imediato, um cenário de manutenção da actual crise durante 2024, um
cenário de fim de crise no início de 2025 ou um cenário de escalada em 2025 com
um alargamento do conflito regional.

Como já é do conhecimento generalizado, 12% do comércio
mundial, e mais importante ainda, 40% do comércio entre a Ásia e a Europa passa
pelo Mar Vermelho. O conflito regional Hamas-Israel que se alargou para o
Iémen, através dos rebeldes Houthis, que embarcaram no conflito, e que desde
então tem estado na linha da frente aos navios da marinha mercante, fizeram com
que os armadores desviassem praticamente 90% dos seus navios da rota Extremo
Oriente-Europa para sul, através do Cabo da Boa Esperança, aumentando em 30% o
tempo de trânsito para o Norte da Europa e com aumentos mais significativos
para o Mediterrâneo Oriental, face a períodos anteriores.

Carlos Elavai, Managing Director e Partner da BCG em Lisboa,
afirmou que: “A crise no Mar Vermelho tem tido impacto substancial no comércio
mundial, aumentando os prazos de entrega das mercadorias, bem como os custos de
transporte, afetando negativamente as empresas e economias mais expostas”, Acrewcentou
ainda que: “Neste contexto, é imperativo que os agentes portugueses mais
expostos estejam atentos aos desenvolvimentos e apostem no aumento da
resiliência das suas cadeias de abastecimento, identificando rotas alternativas
e aumentando níveis de stock para assegurar o abastecimento”.

O modelo criado pela BCG para indicar cenários de crise,
baseou-se em inúmeras variáveis, entre a elas, a alteração das rotas (Como
sucedeu), a nova disposição das frotas dos armadores, o nível de procura pelos
serviços, a mudança da velocidade das frotas e da capacidade de carga.  Resumo dos cenários:

Fim Imediato: Fim das hostilidades, num espaço de tempo
muito curto. Ao acabar com a capacidade de ataque dos rebeldes Houthis, (Pese
as ligações com o Irão), iria fazer com que a actividade marítima voltasse a
níveis normais ao longo do 2º trimestre deste ano. Não irá ser uma transição rápida,
visto que a reorientação dos navios e das rotas ao longo do tempo e a procura
dos irá continuar reduzida, mas os armadores deverão manter a velocidade da
frota e a capacidade de transporte corresponderá aos níveis anteriores à crise.

Prolongamento em 2024: Continuação dos ataques dos Houthi
até ao final de 2024, com uma paragem devido a um eventual acordo de cessar-fogo
(fraco). Neste cenário, os armadores irão alterar a estratégia no reforço do redirecionar
das frotas, numa primeira fase, e aumento da velocidade dos navios em 6% numa
segunda fase, com o respectivo reforço de capacidade. Durante esse período, os
níveis de procura vão ser retomados na medida proporcional da ameaça, fazendo com
que as taxas de frete aumentem 3 vezes ou até 5 vezes mais em relação ao que
estava estabelecido antes da crise iniciar.

Final no início de 2025:  Os ataques irão permanecer regulares, continuando
para lá do final de 2024, na sequência da perda de capacidades dos Houthis. Os
armadores continuarão a mudar 85% dos navios, aumentando a velocidade das frotas
em 7% com a respectiva capacidade associada. 
A procura irá alterar no 2º semestre em 2025, que irá fazer aumentar
taxas.

Alargamento do conflito regional: De acordo com a
consultora, há a possibilidade de um aumento da intensidade dos ataques e de um
alargamento dentro da Península Arábica, com todo o impacto económico
associado.  A região irá perder a sua
actual posição estratégica. Toda a frota irá ser redireccionada, aumentando a
velocidade dos navios em 7%, alterando a capacidade associada, e haverá
probabilidade de uma quebra de 3% face aos níveis actuais, no que concerne à ligação
Ásia-Europa.

APSS instala sistema de energia solar.

 

A APSS – Administração dos Portos de Sesimbra e Setúbal, S.A. instalou um Sistema Solar Carpark no parqueamento do seu edifício sede, constituído por um conjunto de 132 painéis solares fotovoltaicos monocristalinos, destinado à produção de energia elétrica para autoconsumo. 

Uma intervenção que se enquadra na resposta aos desafios estratégicos de descarbonização e transição energética da empresa.

A eletricidade produzida permitirá a redução em cerca de 40 a 45% da factura de energia eléctrica. 

A instalação, a cargo da empresa Keepon, representou um investimento de 52 mil euros, prevendo-se um retorno num período de 4 anos, além da melhoria significativa da qualidade do estacionamento no edifício sede.

Regata das Ostras/Dunbelt volta a ser um grande sucesso

No passado sábado, realizou-se a Regata das Ostras/Dunbelt que contou com cerca de 50 embarcações no Tejo num excelente dia para a prática da modalidade.

Na classe ANC, divisão A, a ANL conquistou o primeiro e terceiro lugares do pódio através do Funbel Nacex (de António Noronha) e do Pardal (de João Pardal Monteiro). O Mad Max Rational (de Miguel Graça | Clube Naval de Cascais) foi o segundo nesta divisão A.

Na divisão B, os velejadores da ANL dominaram o pódio com o Complot II (de Raúl Xavier), o Alchemist (de Nuno Alves) e o Feng Shui (de Rui Carvalho) que foram primeiro, segundo e terceiro, respetivamente.

Na divisão D o mais forte foi o Alegro (Gonçalo Calheiros | SADafundo) que chegou à frente do Stardust (Nuno Elias | CV Portugal) que foi segundo e do Match II (Luís Castel-Branco | ANL), terceiro nesta divisão.

O Alta Pressão (Paulo Paixão | CAVCMA) ganhou na divisão E, enquanto que o Resakka (João Raimundo | CN Lisboa) foi segundo relegando o Too Much (José Wanzeller | CV Barreiro) para terceiro.

Na competição ORC, divisão A, a vitória sorriu ao Panther-Syone (Nuno Neves | CAVCMA) seguindo-se os representantes da ANL Xekmatt (Hugo Barrier) e Paragon R (Joaquim Barbosa) que conquistaram a segunda e terceira posição em ORC, A. Em ORC, B houve uma embarcação, o Contrastes (António Carvalho Fernandes | ANL).

No final da competição, realizou-se a entrega de prémios desta e de outras regatas já realizadas num agradável convívio que mostra que a modalidade de vela não é apenas competição e onde não faltaram as ostras.