Recifes artificiais na Nazaré já servem de casa aos peixes



Colocado em Setembro de 2009, os recifes artificiais ao largo da Nazaré abrigam já várias comunidades de diferentes espécies de peixes. De acordo com a autarquia nazarena, “a mais recente monitorização efectuada revelou uma rápida colonização deste sistema colocado no fundo do mar, totalmente submerso”, entre a foz do Rio Alcoa e a Praia do Salgado, a uma profundidade que pode chegar aos 23 metros.
Esta é uma iniciativa pioneira na costa ocidental portuguesa, promovida pela Câmara da Nazaré, Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR) e Instituto Politécnico de Leiria, no âmbito do projecto Viver o Mar, com vista a aumentar a produção biológica e a diversificação das espécies piscícolas. Dizem os estudos científicos que a maturação do sistema ocorrerá em cerca de oito anos.
O sistema de recifes artificiais, que imita algumas das características dos recifes artificiais, foi a solução encontrada para contornar a diminuição dos recursos pesqueiros provocava pela sobre-exploração e dar resposta à diversidade de artes de pesca e à “baixa selectividade muitas vezes associada a esta actividade”, refere a Câmara da Nazaré em comunicado.


Fonte: Gazeta das Caldas

Nigel investe 3 milhões em Peniche para responder às exportações

A fábrica de congelação e transformação de pescado Nigel, de Peniche, anunciou hoje um investimento de três milhões de euros na remodelação total da unidade industrial para melhor responder às exigências do mercado externo.

“Foi uma recuperação total da fábrica para criarmos mais condições para responder às exigências do mercado externo”, afirmou o administrador José Augusto Nicolau à Lusa.  

As obras permitiram remodelar as áreas de transformação e de congelação do pescado, aumentando a capacidade de produção, embalamento e congelação, além de melhorarem as condições ambientais.  

A ampliação da zona de produção levou a empresa a contratar mais dez trabalhadores, elevando para 110 os postos de trabalho existentes.  

O investimento englobou também a construção de uma estação de tratamento de águas residuais.

O administrador adiantou que este ano a empresa regista um aumento de 22% nas vendas, devendo aumentar o volume de exportações e chegar a Dezembro com 13 milhões de euros facturados.  

Em 2012, a Nigel facturou 10,7 milhões de euros e exportou metade da sua produção sobretudo para França, Bélgica, Holanda, Inglaterra, Estados Unidos da América, Canadá, Brasil, Chipre, África do Sul, China e Austrália.

A indústria transforma diversas espécies de peixe e marisco e também legumes, criando novos produtos congelados não só pré-cozinhados como também refeições prontas ultracongeladas.  

A empresa, que detém 25% do capital e a presidência da administração da fábrica de gelo de Peniche, Digelo, revelou ainda um investimento de 800 mil euros nessas instalações, com vista ao aumento da capacidade de armazenamento de gelo de 20 para 53 toneladas diárias.

Fonte: Dinheiro Digital com Lusa

Porto de Lisboa cresceu 3,2% no mês de junho



O porto de Lisboa registou um crescimento de 3,2 por cento na carga movimentada no mês de Junho  relativamente ao período homólogo de 2012.

Este aumento deveu-se ao “forte contributo dos granéis sólidos”, que tiveram uma subida mensal de 16,4 por cento face ao mesmo período do ano anterior. O porto de Lisboa refere ainda que este segmento de mercado, à excepção dos últimos dois meses, tem registado aumentos significativos, nomeadamente no mês de Fevereiro, quando se movimentaram mais 32 por cento deste tipo de mercadorias. “Esta evolução positiva faz perspectivar um bom ano de 2013 neste tipo de tráfego, estratégico no porto de Lisboa”, adianta a Administração do Porto de Lisboa. No total deste semestre, já foram movimentados, no porto, mais de seis milhões de toneladas de mercadorias, o que corresponde a um volume de 40 por cento de embarques/exportações.


Fonte: Laura Melgão. / Transportes em Revista.

Um elogio à fataça, à sardinha e a outros peixes portugueses

O valor económico da pesca e as tradições culinárias tendo por base os produtos do mar nacional, que ainda resistem, foram algumas das abordagens a 28 de Junho na tertúlia «A Gastronomia e a Pesca». O encontro, no Centro das Artes Culinárias (Mercado de Santa Clara), recordou a importância da fataça e da sardinha nos comeres portugueses.

No mês em que a sardinha é rainha de Norte a Sul do país, esta tertúlia juntou no Mercado de Santa Clara vários intervenientes do sector da pesca, que reflectiram sobre a importância da gastronomia associada àquele peixe.
Sasha Lima, do Centro das Artes Culinárias, foi a primeira convidada oradora a falar sobre o tema, tendo aproveitado a exposição patente actualmente naquele espaço – «Comeres Nómadas – Práticas e Objectos», para se referir à forma como no século XX a fataça (ou tainha, como é também designada) «era muito utilizada na cozinha e economia avieiras. Estes nómadas do rio, que partiram da Praia da Vieira para as margens do Tejo tinham uma gastronomia muito particular, e no caso da fataça, cozinhavam-na na telha, sendo preparada segundo os usos dos pescadores locais. Colocavam a tainha envolta em massa de pão para não deixar escorrer a gordura do peixe», pormenoriza a responsável.
Sasha Lima recordou esta receita avieira para salientar a importância do peixe do rio na gastronomia tradicional portuguesa, algo, sustentou, «que se foi abandonando e quase se perdeu». «Estamos num território de rios e temos uma relação com eles histórica, relação esta que tem morrido aos poucos. No fundo é a mesma coisa que dizer que temos rios mudos», critica, acrescentando que «não damos valor a estas riquezas gastronómicas ribeirinha».
A par da fataça, a responsável do Centro das Artes Culinárias, lembrou ainda outra tradição como a sardinha assada no enguiço (muito típica no norte do país, sobretudo da Póvoa de Varzim), e que «basicamente era confeccionada num enguiço (ou pedra). Uma receita em que se dispunham as sardinhas sobre o enguiço e acendia-se a pedra nos seus quatro lados. E é impressionante em como as sardinhas assam enquanto a caruma queima, deixando-as pretas mas não queimadas. O sabor é único».
Por tudo isto Sasha Lima apelou ao público presente no evento que «olhe cada vez mais para a importância do consumo de peixe e da riqueza que este traz à gastronomia tradicional».
«Mais-valia do pescado para a economia»:
Já Maria Leonor Nunes, da Divisão de Aquacultura e Valorização/Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), realçou «a importância da pesca na nossa alimentação» mas também a tradição do consumo de peixe em Portugal e «a mais-valia que o pescado acrescenta à economia. Sinal disso é o facto, por exemplo, de o atum ter sido determinante no Algarve, a sardinha no Norte, tendo isso levado, no século passado e anteriores, ao desenvolvimento económico destas zonas do país», sublinhou.
A responsável lembrou igualmente a importância da indústria conserveira no país. «Chegámos a ter, em Portugal, 350 fábricas de conservas de peixe, e recordo que, por exemplo, fomos fornecedores de conservas de sardinha na I e II guerras mundiais». Por tudo isto, Maria Leonor Nunes vincou a ideia «da diversidade de pescado que temos» e a «capacidade única de ter uma gastronomia rica».
«Nem sempre nos lembramos mas a verdade é que o peixe é o único produto a conter Ómega 3 no seu estado natural, além de conter minerais como o iodo e proteínas facilmente digeridas. O peixe é também um excelente produto na prevenção de doenças cardiovasculares, por isso, pelo menos duas vezes por semana devíamos ter pescado à mesa», afirma.
Seguiu-se Ana Paula Queiroga, da Fileira do Pescado, que, referiu, por seu turno, que, nestes tempos de crise económica, e ao contrário do que se possa pensar, é possível fazer refeições de peixe extremamente ricas, e a baratas».
E deu o exemplo da cavala, «uma espécie de valor comercial baixo, pouco consumida, tida como pobre, mas que tem um valor nutricional elevadíssimo». «A Fileira do Pescado tem tentado potenciar não só o seu valor económico mas divulga-lo pelas excelentes propriedades que possui».
«Benefícios para a saúde»:
Ana Paula Queiroga disse ainda que é «fundamental perceber outro lado da questão que associa a pesca à gastronomia» e que tem que ver com a componente da sustentabilidade. «Consumir peixe tem, obviamente, efeitos benéficos para a saúde, mas é preciso não esquecer que os recursos não são ilimitados. Por isso, é importante que o consumidor final saiba que as artes da pesca não têm todas o mesmo impacto ambiental. Pescar através da pesca do arrasto, anzol ou cerco é falar de coisas completamente diferentes do ponto de vista dos recursos», acrescentou, lembrando que é «muito importante que o consumidor final tenha acesso a este tipo de informação no acto da compra».
O último orador desta tertúlia foi Henrique Vaz Pato, gerente de um espaço comercial – Sol e Pesca – que funciona como bar/loja de conservas, na zona do Cais do Sodré, e que falou da sua experiência de três anos nesta área. Para Henrique, «não há muitos produtos como as conservas portuguesas» e através da sardinha, do atum, da cavala, do polvo, da enguia e outros produtos do mar, tenta «ressuscita» no Sol e Pesca «uma tradição gastronómica nacional antiga» ao mesmo tempo que «valorizamos os produtos da forma mais simples possível».
O responsável, que lançou também um livro de receitas tradicionais, salientou que para que a pesca possa «dar as mãos com sucesso à gastronomia é fundamental dois objectivos: contribuir no consumo e na produção para a diversidade».
Depois da tertúlia, que decorreu ao final do dia, realizou-se uma degustação de pratos confeccionados à base de pescado, como cavala, lapas e peixe-pica (ou peixe-agulha).
Recorde-se que o encontro «A Gastronomia e a Pesca» decorreu no âmbito do ciclo de tertúlias sobre a Pesca que resultam de uma parceria entre a Sciaena – Associação Ciências Marinhas e Cooperação (Sciaena) e a Liga para a Para a Protecção da Natureza (LPN).
Os debates, de entrada gratuita, realizam-se no final de cada mês (excepto em Julho e Agosto), estando subordinados a diferentes temáticas.
A primeira conversa realizou-se a 31 de Janeiro e debateu a «Fiscalização, controlo e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada», sendo que a 28 de Fevereiro o debate centrou-se nas «Dimensões socioculturais da pesca».
«O emprego e a pesca» (30 de Maio), «A gastronomia e a pesca» (27 de Junho), «A pesca lúdica» (26 de Setembro), «Modelos de comercialização dos produtos da pesca e aquacultura» (31 de Outubro), «O papel da ciência nas pescas» (28 de Novembro), «Uma visão estratégica para as pescas nacionais» (19 de Dezembro) completam este ciclo de tertúlias.
Fonte: Café Portugal.

ONG gera renda e retira chinelos abandonados do oceano.


Para quem não sabe, os chinelos são um dos maiores poluidores dos oceanos. Muitas pessoas vão as praias, por exemplo e esquece os calçados, que geralmente têm como matéria-prima o plástico – o qual demora aproximadamente 100 anos para se decompor na atmosfera. 
Contudo, uma Organização não Governamental do Quénia, está procurando minimizar o efeito degradante deste material. Eles retiram os chinelos (matéria-prima) do Oceano Pacífico – no qual existe uma gigante ilha flutuante, feita de chinelos, que são esquecidos por frequentadores.
Essa organização queniana tem aproximadamente 100 funcionários e já retirou cerca de 400 toneladas de lixo desta ilha, transformando-a em brinquedos, peças decorativas entre outros produtos – gerando renda e emprego.
Fonte: DM

Plástico no oceano vira ‘habitat’ para diversos tipos de bactérias, diz estudo

Cientistas descobriram uma vasta gama de bactérias e outros micro-organismos se proliferando em pedaços de plástico que poluem os oceanos em vários lugares do mundo, aponta um estudo publicado na revista científica “Environmental Science & Technology” nesta semana.
Comunidades microbianas estão crescendo no plástico e no lixo espalhados nos mares, que têm se tornado um novo habitat ecológico para bactérias, afirmam os cientistas. Eles baptizaram os locais onde há acumular de plástico de “platisfera”.
Usando técnicas de sequenciamento genético e microscópios electrónicos, os cientistas encontraram ao menos mil tipos diferentes de bactérias em amostras de plástico, além de muitas espécies de organismos unicelulares e pluricelulares ainda não identificados.
Há algas e bactérias que produzem o próprio alimento; animais microscópicos que se alimentam delas; pequenos predadores e inclusive organismos que produzem relações de simbiose entre si.
Os pesquisadores do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, um dos maiores centros de pesquisa independente na área, nos EUA, afirmam estar preocupados com a função e actividade bioquímica que esses micro-organismos estão realizando nos oceanos.
“Queremos saber como eles estão agindo e alterando o ecossistema marinho. Como estão alterando outros micróbios, como afectam organismos maiores?”, questionou Linda Amaral Zettler, uma das responsáveis pela pesquisa, ao site da instituição.
“Os organismos habitando os pedaços de plástico são diferentes dos que estão no oceano, indicando que os restos de plástico estão funcionando como ‘recifes de micróbios’, afirmou a pesquisadora Tracy Mincer, também ao site da universidade.
Fonte: CBN

Plástico no oceano vira 'habitat' para diversos tipos de bactérias, diz estudo

Cientistas descobriram uma vasta gama de bactérias e outros micro-organismos se proliferando em pedaços de plástico que poluem os oceanos em vários lugares do mundo, aponta um estudo publicado na revista científica “Environmental Science & Technology” nesta semana.
Comunidades microbianas estão crescendo no plástico e no lixo espalhados nos mares, que têm se tornado um novo habitat ecológico para bactérias, afirmam os cientistas. Eles baptizaram os locais onde há acumular de plástico de “platisfera”.
Usando técnicas de sequenciamento genético e microscópios electrónicos, os cientistas encontraram ao menos mil tipos diferentes de bactérias em amostras de plástico, além de muitas espécies de organismos unicelulares e pluricelulares ainda não identificados.
Há algas e bactérias que produzem o próprio alimento; animais microscópicos que se alimentam delas; pequenos predadores e inclusive organismos que produzem relações de simbiose entre si.
Os pesquisadores do Instituto Oceanográfico de Woods Hole, um dos maiores centros de pesquisa independente na área, nos EUA, afirmam estar preocupados com a função e actividade bioquímica que esses micro-organismos estão realizando nos oceanos.
“Queremos saber como eles estão agindo e alterando o ecossistema marinho. Como estão alterando outros micróbios, como afectam organismos maiores?”, questionou Linda Amaral Zettler, uma das responsáveis pela pesquisa, ao site da instituição.
“Os organismos habitando os pedaços de plástico são diferentes dos que estão no oceano, indicando que os restos de plástico estão funcionando como ‘recifes de micróbios’, afirmou a pesquisadora Tracy Mincer, também ao site da universidade.
Fonte: CBN

IDE realiza Conferência sobre Auto-Estradas do Mar.

IDE realiza conferência sobre Auto-estradas do Mar
O Instituto de Dinâmica do Espaço (IDE) da FCSH – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (UNL) promove hoje, dia 8, uma conferência internacional intitulada “O Futuro das Autoestradas do Mar”, no âmbito do projecto TrainMoS.
O evento tem início marcado para as 14h no auditório 2 da FCSH e vai discutir temas como o futuro da rede RTE-T e das autroestradas do mar ou o papel da formação na promoção do transporte marítimo e das autoestradas do mar. Entre os oradores estarão João Carvalho (IMT), Sérgio Monteiro (secretário de Estado dos Transportes), Luís Miguel Sousa (Empresa Madeirense de Navegação), Armando Teixeira Carneiro (ISCIA), João Figueira de Sousa (Institute for the Dynamics of Space – FCSH-UNL) ou Sofia Papantoniadou (DG Mobility & Transport)

Invasão de algas pintou de verde o mar Amarelo na China

A maior invasão de algas jamais registada na China cobriu com um manto verde o mar Amarelo, que banha a cidade de Qingdao, na província de Shandong. O fenómeno não é novo, mas este ano atingiu dimensões nunca vistas.
Segundo o jornal britânico The Guardian, que cita a agência de notícias chinesa Xinhua, as autoridades foram obrigadas a utilizar bulldozers para retirar mais de 7300 toneladas de algas das praias.
As algas, da espécie Enteromorpha prolifera, não são tóxicas para pessoas ou animais. No entanto, podem alterar o ecossistema onde se inserem, bloqueando a entrada de luz solar na água e absorvendo o seu oxigénio, o que acaba por asfixiar os organismos marinhos.
O fenómeno tem ocorrido anualmente nos últimos seis Verões, naquela cidade. Este ano, as algas estenderam-se por quase 28 mil quilómetros, duas vezes mais do que em 2008. Nesse ano, Qingdao acolheu as provas de vela inseridas nos Jogos Olímpicos de Pequim, que estiveram em risco precisamente devido à enorme quantidade de algas no mar Amarelo.
Uma especialista contactada pelo The Guardian admite que esta invasão se deve à poluição. “A proliferação explosiva de algas costuma ocorrer após descargas maciças de fosfatos e nitratos na água. Pode ser da agricultura, de esgotos não-tratados ou de algum tipo de indústria que esteja a descarregar resíduos na água”, afirmou Brenda Parker, investigadora da Universidade de Cambridge.
Fonte: Público

Açores: Raias gigantes atraem turistas

Há cada vez mais turistas do norte da Europa a querer passar férias em Santa Maria, nos Açores. A principal atracão daquela ilha são as jamantas que se concentram em quantidades invulgares na região.
 
Para aqueles com maior poder de compra, esta ilha açoriana é um destino cada vez mais procurado. “Santa Maria é, provavelmente, o melhor sítio da Europa para fazer mergulho e a concentração de jamantas é única no mundo”, diz Artur Silva, fotógrafo do mundo subaquático e empresário madeirense ligado à actividade naútica.
 
Em declarações à agência Lusa, Artur conta que as jamantas (espécie de raias de grande dimensão) “andam em cardumes” pela ilha, devido às correntes quentes e migrações. O português vai mesmo abrir uma unidade hoteleira de quatro estrelas naquela região, com o objectivo de apoiar o mergulho em Santa Maria.
 
“Há que preservar a passagem das jamantas nos Açores. É uma forma de promoção e oferece uma experiência de mergulho bastante diferente.”
 
O empresário, que pretende cativar clientes do mercado dos EUA e do Canadá, aponta os alemães, holandeses e ingleses como potenciais consumidores do mergulho enquanto produto turístico. Quanto ao mercado nacional, Artur diz ser igualmente “importante” mas que, devido à crise, se retraiu significativamente.
 
Paulo Reis, do Centro de Mergulho Paralelo 37, considerado um dos pioneiros do mergulho com jamantas em Santa Maria, explica que este tipo de actividade começou a ter lugar com maior regularidade há cerca de 10 anos.
 
“Inicialmente houve um operador que colocou uma bóia que começou a servir de referência às jamantas. Elas começaram a procurar os montes submarinos devido à afluência de nutrientes e, por isso, o número destes peixes na ilha tem vindo a aumentar de ano para ano”, explica o empresário.

Paulo Reis destaca que há “cada vez mais gente” para mergulhar com estes “animais fantásticos” e que, em 2013, pela primeira vez, o número de estrangeiros “vai ultrapassar” o número de portugueses, com destaque para os espanhóis, alemães e austríacos.
 
Em média, as jamantas têm cerca de três metros de envergadura e chegam a estar, por vezes, a menos de 10 centímetros dos mergulhadores.
 
“São extremamente fotogénicas. Se se vai a África para ver os elefantes, vem-se aos Açores para ver as jamantas e os tubarões azuis”, diz o mergulhador.

Segundo as estimativas, com viagem de avião, estadia na ilha, mergulho, alimentação e algum consumo no comércio local, cada adepto que vai aos Açores, pelo período de oito a 10 dias, tem um impacto entre 1.500 e 2.000 euros na economia local.
 
Actualmente existem já seis empresas vocacionadas para o mergulho com 10 barcos a operar na ilha de Santa Maria.

Fonte: Boas Notícias.