Prémio "Almirante Sarmento Rodrigues".

A Academia de Marinha lançou o concurso para atribuição do Prémio Almirante Sarmento Rodrigues – 2013; este concurso destina-se a estimular e dinamizar a pesquisa, a investigação científica e o estudo da história das actividades marítimas portuguesas, os trabalhos poderão ser entregues até ao dia 30 de Setembro.

O prémio compreende um diploma e uma quantia no valor de cinco mil euros. Este concurso está aberto a cidadãos nacionais e estrangeiros que apresentem trabalhos originais nas áreas referidas. Tem-se em conta como originais os trabalhos não publicados ou cuja publicação tenha sido concluída no ano a que se refere o concurso ou no ano anterior.
O prazo para entrega dos trabalhos na Academia de Marinha será até às 16h30 do dia 30 de Setembro. 
Para mais pormenores poderá contactar:
Academia de Marinha
Edifício da Marinha
Rua do Arsenal, 1149-001 Lisboa
academia.marinha@marinha.pt | 210984713| 210984707| 210984715

FEEM participa na conferência do Fórum Empresarial para os Assuntos do Mar

O Fórum Empresarial da Economia do Mar (FEEM), através do seu Secretário-Geral, Fernando Ribeiro e Castro, é uma das entidades convidadas pelo Governo de Cabo Verde para participar na conferência do Fórum Empresarial para os Assuntos do Mar (FEAM), que decorre esta quinta-feira, 11 de Julho, na ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

Este evento faz parte de um conjunto de iniciativas organizadas pelo Conselho Estratégico do Cluster do Mar, com o apoio da SaeR. Recorde-se que a SaeR foi a autora do estudo “O Hypercluster da Economia do Mar em Portugal”, que tem servido de guia para o FEEM.

O FEAM é um órgão nacional independente, de acompanhamento, reflexão e consulta, aberto à sociedade civil, envolvendo a participação de cidadãos e outros parceiros sociais interessados, com vista a contribuir para a troca de informação, reflexão e acompanhamento dos assuntos do mar, numa perspectiva abrangente, estimulando uma participação consistente e efectiva dos diferentes actores, algo de muito parecido com o FEEM, razão pela qual Fernando Ribeiro e Castro irá transmitir a sua experiência em Portugal.

A reunião terá lugar na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde, na sala do Instituto Nacional de Desenvolvimento das Pescas (INDP), das 9h00 às 17h30.
 
Fonte: PDP

Portugal organiza Congresso Internacional de Museus Marítimos

Tendo Cascais como palco central, Portugal vai receber, de 8 a 14 de Setembro de 2013, o Congresso Internacional de Museus Marítimos. A candidatura portuguesa concorria com o Chile e a Suécia.

No ano em que passam 150 anos sobre a criação do Museu da Marinha, a Comissão Organizadora do International Congress of Maritime Museums (ICMM), em que Portugal está representado pelo Museu de Marinha, Museu do Mar Rei D. Carlos (Cascais) e Museu Marítimo de Ílhavo, escolheu a proposta portuguesa para organizar e receber o próximo congresso, em 2013.

Evento bienal que visa a salvaguarda, conservação, protecção e divulgação do património marítimo e dos aspectos museológicos conexos, o Congresso, que vai ter Cascais como palco central, irá contar com um programa diversificado com visitas a museus, um passeio em embarcações tradicionais proporcionado pela Marinha do Tejo, Pólo Vivo do Museu de Marinha.

A candidatura portuguesa foi apoiada, entre outros, pelo Almirante Chefe do Estado Maior da Armada, pelo presidente da Câmara Municipal de Cascais e pelas Secretarias de Estado do Mar e do Turismo.


Fonte: PDP

Onze interessados no terminal de cruzeiros de Lisboa

Já onze empresas/consórcios levantaram o procedimento concursual para a concessão do terminal de cruzeiros do porto de Lisboa e, ao que a Transportes em Revista apurou, alguns dos interessados são empresas portuguesas. O concurso, que pressupõe um investimento de 22 milhões de euros, foi lançado formalmente no passado dia 6 de Junho e pressupõe duas fases: qualificação prévia e apresentação de propostas por parte dos concorrentes que cumpram os requisitos de capacidade financeira (capital próprio no mínimo de 10 milhões de euros; ou activo líquido ou activos sob gestão no mínimo de 20 milhões de euros) e de capacidade técnica (experiência mínima de cinco anos na actividade de cruzeiros). Já a adjudicação será feita com base em três critérios: Compromisso de tráfego – mínimo de 550 mil passageiros (45%); Melhor valor da taxa de passageiro – mínimo 0,20€ (40%); e Prazo da concessão – mínimo de 20 e máximo de 35 anos (15%). «Todos os critérios são objectivos e alcançáveis através de fórmulas matemáticas», explicou Andreia Ventura, membro do Conselho de Administração do Porto de Lisboa à Transportes em Revista. «Pretende-se que não haja nenhuma subjectividade na escolha, de forma a não existir conflitualidade e demora no desenrolar do concurso», afirma a responsável.
 
Recorde-se que o porto de Lisboa recebeu, em 2012, 314 escalas e 522.604 passageiros, tendo registado, neste último ponto, um crescimento de sete por cento. Os resultados foram, no entanto, penalizados com a onda de greves, que levou ao cancelamento de 17 escalas e à perda de 25 mil passageiros. Ainda assim, a passagem destes cruzeiros por Lisboa representou receitas de cinco milhões de euros para o porto (dez por cento da receita total) e de 66,3 milhões de euros para a cidade, em despesas dos passageiros e tripulação em alimentação, transportes, visitas e compras. Aquando da cerimónia de lançamento do concurso, Sérgio Monteiro sublinhou que este projecto «é importante pelo investimento e pela criação directa de postos de trabalho, mas sobretudo porque dá dinamismo a um segmento em que o porto de Lisboa tem vindo a investir nos últimos anos, que é o mercado de cruzeiros». Por outro lado, o governante destacou o papel do segmento turnaround na economia, adiantando «que poderá vir a ser representativo no futuro». Segundo explicou, com a conquista de passageiros que começam e acabam a sua rota em Lisboa «duplica, em média, a receita que cada um dos passageiros deixa em Lisboa, aumenta as dormidas, aumenta as visitas à cidade, aos restaurantes, aos museus, cria dinamismo económico. É este tipo de investimento, criador de valor, que este Governo tem procurado implementar».

Entretanto, nos primeiros seis meses do ano, o porto de Lisboa cresceu 2 por cento no número de escalas, registando um total de 150. “O aumento do número de escalas registado neste período foi impulsionado quer pelo crescimento das escalas em turnaround – que passaram de 20 em 2012, para 33 em 2013 – quer pelo aumento das escalas em interporting, que perfizeram um total de 16 contra as 6 registadas durante o primeiro semestre de 2012”, explica o porto. Ainda este ano, e caso as previsões se confirmem, a actividade dos cruzeiros no porto da capital registará, segundo a APL, “um crescimento de 13 por cento ao nível das escalas, e de sete por cento ao nível dos passageiros. Prevê-se, assim, um total de 355 escalas e de 560 mil passageiros, o que, ao verificar-se, significará novos recordes para o porto de Lisboa, ao nível das escalas e dos passageiros
Fonte: Transportes em Revista

Greve no porto de Lisboa pode levar à perda de linhas regulares

Na passada semana, a AOPL (Associação de Operadores do Porto de Lisboa), a A-ETPL (Associação – Empresa de Trabalho Portuário de Lisboa) e a AOP (Associação Marítima e Portuária) organizaram uma conferência de imprensa onde manifestaram a insatisfação e indignação face ao novo período de greve no porto de Lisboa decretado pelo Sindicato dos Estivadores e que decorre desde 25 de Julho.

Em entrevista conjunta à CARGO, Joana Nunes Coelho (AOPL), Carlos Caldas Simões (AOP) e Carlos Sousa Trigo (A-ETPL) reforçaram a ideia de que as principais consequências desta paralisação estão ligadas à “imagem do porto de Lisboa, que deixa de ter credibilidade, e aos custos adicionais que acarreta para os operadores”.

Sobre as consequências actuais na operação, Joana Nunes Coelho admitiu que já houve “um navio que se foi embora sem ser carregado”, estando neste momento “sete navios ao largo para entrar porque não conseguimos despachar o trabalho”, havendo mesmo a possibilidade de duas linhas “deixarem efectivamente de escalar o porto de Lisboa”. 

A responsável da AOPL deixou ainda um apelo ao “bom senso da direcção sindical, para que repense aquilo que está a fazer e que tenha consciência de que poderá estar a colocar em causa os postos de trabalho que tanto pretende defender”.


Fonte: Cargo

ONG denuncia corte de barbatanas de tubarões-azuis no mar dos Açores

A coordenadora da organização Sharkproject International nos Açores denunciou nesta quarta-feira que há pescadores espanhóis a desmembrarem tubarões-azuis no arquipélago, antes de chegarem a terra, contrariando uma directiva europeia que entrou em vigor a 6 de Julho. O governo regional garante que está atento.
“A nova lei diz agora que não é possível remover as barbatanas aos tubarões, têm de ser descarregados com as barbatanas e com a cabeça, ou seja, o animal completo, mas a 5 de Julho voltou a acontecer na Horta e garanto-lhe que este barco não se importou com a lei”, denunciou Friederike Kremer.
Aquela organização não-governamental (ONG) internacional tem como objectivo proteger os tubarões enquanto “predadores mais importantes do ecossistema” e actua em parceria com organizações de países de todo o mundo. Friederike Kremer assegura não estar contra os pescadores açorianos, alegando que estes respeitam a pesca sustentável, ao contrário de barcos estrangeiros, como as embarcações espanholas, que diz serem os grandes responsáveis pela dilapidação do tubarão-azul nos mares dos Açores.
“De momento, contamos aproximadamente cinco mil toneladas de tubarão-azul que é descarregado todas as semanas somente na Horta. Isto é de loucos, estamos a falar de 100 mil toneladas de tubarão-azul descarregadas por ano, somente na Horta. Todas as semanas existem barcos por lá, às vezes os barcos espanhóis estão lá todos os dias, em Abril foi de loucos”, denunciou.
A responsável pela Sharkproject diz que, apesar de ser uma actividade legal, a pesca do tubarão-azul (ou tintureiras) destrói o ecossistema. “Nós já temos os sinais de que o ecossistema à volta dos Açores está a degradar-se, os tubarões-azuis já não existem no mar de Santa Maria, por exemplo, já não há nada, é inacreditável”, afirmou, lamentando que a espécie esteja a desaparecer do mar açoriano para ser vendido por 0,30 cêntimos o quilo.

Um estudo recente concluiu que daqui por duas décadas será muito mais rentável o negócio da observação de tubarões em alto mar do que o da captura. A coordenadora do projecto vai iniciar nesta quarta-feira uma campanha nos Açores para tentar sensibilizar a população para a defesa do tubarão-azul na região, o único local da Europa onde ainda é possível mergulhar com a espécie.

“É possível ganhar muito mais dinheiro com os cinco mil mergulhadores que vêm aos Açores, todos fazem pelo menos dois mergulhos com tubarões por 300 euros. Só para os centros de mergulho são 1,5 milhões de euros, isto sem contar com os voos, alojamento, aluguer de carro, whalewatching [observação de baleias], entradas em museus ou idas a restaurantes, ou seja, representam dez vezes mais para a economia local”, assegura Friederike Kremer.
Governo está atento
O secretário regional dos Recursos Naturais, Luís Neto Viveiros, assegurou à agência Lusa que o governo regional está atento à captura de tubarões-azuis nos Açores e que se os navios espanhóis agirem contra a lei serão punidos.
A Comissão Europeia publicou a 29 de Junho um regulamento que acaba com a excepção que permitia cortar barbatanas de tubarões nos navios, da qual beneficiavam as frotas portuguesa e espanhola. A decisão teve o voto contra de Portugal.
“Nós estamos atentos e estamos tranquilos porque toda a informação de que dispomos é que de facto não há nenhum perigo de extinção dessas espécies”, afirmou o governante. E sublinhou: “Estamos sempre em absoluta consonância com a Marinha e através da Inspecção Regional das Pescas temos todas as ferramentas accionadas que permitam evitar situações dessas e garantir a sobrevivência da espécie.”
Numa nota entretanto divulgada, o Governo Regional dos Açores esclareceu que “o tubarão-azul descarregado recentemente no porto da Horta foi pescado por uma embarcação espanhola numa altura em que ainda não estava em vigor a directiva comunitária que impede o corte a bordo de barbatanas desta espécie, cuja captura continua autorizada”.
O Governo dos Açores garante ainda, num esclarecimento enviado à Lusa, que as quantidades de tubarão-azul descarregado na Horta referidas pela ONG são “incorrectas”. “Anualmente são descarregadas cerca de 2800 toneladas desta espécie nos portos da região”, lê-se na nota, que sublinha ainda que “as capturas realizadas pela frota comunitária com autorização para operar nos Açores ocorrem, na sua maioria [cerca de 90%], fora das águas açorianas”.
Fonte: Público.

Navios Graneleiros chocam no Mar Egeu.

Dois navios graneleiros, Katherine e Baru Satu, colidiram no Mar Egeu, cerca de oito milhas náuticas a sudoeste de Gavrio, Andros Island, na semana passada, e ficaram presos um ao outro.

Danos no Katherine resultou na entrada de água através de um furo de bombordo, enquanto Baru Satu sofreu danos no arco, também resultando em entrada de água. Os dois navios permaneceram presos juntos, o que teria sido uma táctica fundamental para manter o Katherine à tona.

De acordo com Ship & Bunker, Katherine ( que possuí bandeira de Malta ), o navio viajava de Novorossiysk, Rússia, para Itália, com carga de aço, enquanto o Baru Satu ( Com bandeira do Panamá vinha do Brasil para a Bulgária, com uma carga de açúcar .

Não houve feridos, mas nove dos 23 membros da tripulação a bordo do Katherine foram transferidos para o navio da Polícia Marítima local por razões de segurança.

Não houve relatos de um derramamento de abrigo, como resultado do incidente.

Fonte: Maritime Executive.