Portuscale Cruise investe 20MEuro na recuperação de 4 navios

A Portuscale Cruises, que recentemente ficou com os quatro navios clássicos da Classic International Cruises (CIC), incluindo o histórico paquete Funchal, anunciou hoje que o investimento na recuperação dos navios é de 20 milhões de euros.
A CIC estava com processos de insolvência dos quatro navios, os quais passaram para as mãos da Portuscale Cruises em janeiro deste ano, explicou o presidente executivo da única empresa portuguesa a operar no setor de cruzeiros marítimos, Rui Alegre.
Neste momento, o paquete Funchal, de 1961, está a acabar de ser remodelado para arrancar com a sua viagem inaugural na próxima semana.

Fonte: Expresso

Estudante constrói submarino com 1500 euros

Não será exactamente o Nautilus do Capitão Nemo, mas devem ser poucos os estudantes de 18 anos que se podem orgulhar de ter construído um submarino, como Justin Beckerman que, com apenas 2000 dólares (1500 euros), criou um subaquático.
Justamente apelidado com o nome do famoso submarino do livro de Júlio Verne, “20 mil léguas submarinas”, foi construído em seis meses com recurso, sobretudo, a tubos de drenagem e tampas de lixo. O Nautilus inclui ainda reguladores e medidores de pressão retirados de uma máquina de bebidas, duas baterias principais que vêm de um antigo brinquedo de criança e alti-falantes ‘roubados’ ao sistema de som do carro.
O norte-americano criou assim um meio de transporte capaz de mergulhar a uma profundidade de quase 10 metros e que já completou três submersões com sucesso. Por enquanto, pode permanecer debaixo de água até duas horas e atinge a velocidade de 2,4 km/h.
Em declarações à “Hype Science”, Justin Beckerman diz querer utilizar o submarino “para explorar o lago, ver peixes e talvez encontrar um pouco de história, como os canhões da casa dos vizinhos”, exemplifica.
O estudante do ensino secundário é pródigo em invenções e, no seu site , é possível ver inúmeros projetos e máquinas criadas por Justin Beckerman, tais como instrumentos de limpeza automática ou helicópteros em miniatura.

Fonte: APP

O que podem 28.000 patos de borracha ensinar sobre o Mar ?

Em 1992, um contentor com 28,000 patos de borracha perdeu-se no mar quando caiu, quando o navio fazia o percurso de Hong Kong para os Estados Unidos. Ninguém poderia adivinhar que esses brinquedos continuariam a flutuar nos oceanos passados mais de 20 anos.
Hoje, essa “frota” de patos de borracha continuam a revolucionar o nosso entendimento das correntes do oceano, bem como ensinando uma ou duas coisas sobre a poluição do plástico neste processo. Desde de aquele dia em 1992, quando foram abandonados sem cerimónia no mar, que os patos amarelos tem dado a volta ao mundo. Alguns deles apareceram nas costas do Havai, Alaska, América do Sul, Australia ou no Nordeste do Pacifico; outros foram encontrados congelados no gelo do Ártico . E outros ainda arranjaram maneira de chegaram a Escócia e Terra Nova no Atlântico.
Os patos carismáticos até foram baptizados com um nome: “Os amigos flutuantes”, pelos seguidores devotos que tem seguido o seu caminho ao longo de todos estes anos.
“Eu tenho um website que as pessoas usam para me enviarem as fotos dos patos que encontram nas praias por todo o mundo”, disse Curtis Ebbesmeyer, um oceanográfico aposentado e um entusiasta dos “Flutuantes”. 
“Sou capaz de dizer rapidamente se eles foram deste grupo, eu possuo um do Reino Unido, que acredito que é genuíno. Uma fotografia foi-me enviada por uma mulher Juíza da Escócia”.

Este mapa revela a extensão da viagem dos patos:
Os “Flutuadores” mais famosos, são os cerca de 2,000 que ainda circulam nas correntes do Giro do Pacifico Norte – Um vortex de correntes cujo alcance apanha Japão, Alaska, Ilha de Kodiak e as Ilhas “Aleutian” que um bando destes patos ajudou a identificar.
“Sempre soubemos que este Giro do Pacifico Norte existia. Mas até aparecerem os patos, não sabíamos quanto tempo levava a completar o circuito,” disse Ebbesmeyer. “Era como saber que um planeta estava no sistema solar, mas não saber quanto tempo levava a completar a órbita. Bem, nos sabemos exactamente quanto tempo leva: Aproximadamente três anos”.
Hoje, o Giro do Pacifico Norte é igualmente a casa do que se chama “Cluster de Lixo do Giro do Pacifico Norte”, um imensa ilha de destroços, maioria de plástico, que o Giro mexe como se fosse um gigante pote de sopa de lixo.”
 Apesar dos patos de borracha terem  levantado a consciência sobre o Giro, o que compõe a cluster de lixo, não tem tanta piada. A maioria consiste em pequenos fragmentos de plástico e iodo químico. Algum desse lixo, foi da mesma maneira que os patinhos, através de contentores perdidos. Apesar de ninguém saber quantos contentores se perdem no mar todos os anos, oceanógrafos apontam o número de 10,000 por ano, uma estimativa relevante, apesar de ser apenas uma pequena parte do problema global do lixo. “Ouvi história de contentores perdidos, cheios de sacos de plástico que usam na lavandaria”, diz Donovan Hohn, um autor de um livro chamado “Moby-Duck”, que imortaliza a viagem dos 28,000 patos de borracha. “Também ouvi de contentores cheios de tabaco irem borda a fora, e que acabam por ser consumidos por animais do Mar. De facto, uma das notas do meu livro, lista o conteúdo da barriga de uma baleia morta: Estava cheia de lixo. Poluição Plástica é um problema real. 
O que nós sabemos é que há mais de 11 Giros ao longo de todo o oceano e todos eles são resíduos do lixo do mundo. E os “Amigos Flutuantes” são um exemplo para tudo, é de que o lixo plástico e que é um assunto global.

Marinha salvou tripulante de Iate que estava a meter água ao largo do Algarve

A Marinha Portuguesa resgatou ontem um velejador solitário de 68 anos, de nacionalidade alemã, de um iate que se encontrava em dificuldades a 32 quilómetros a sudeste de Portimão.
A embarcação «Abalone» estava «com entrada de água descontrolada», mas a intervenção das autoridades marítimas permitiu não só o salvamento do tripulante, mas também do Iate, que foi rebocado para o cais do estaleiro de Portimão.
Segundo a Marinha Portuguesa, o Centro Coordenador de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC-Lisboa) recebeu o alerta às 16 horas  de ontem, quinta-feira, tendo a Capitania do Porto de Portimão assumido a coordenação da acção no local e enviado a embarcação salva-vidas do Instituto de Socorros a Náufragos “SR-33”, de Portimão.
Paralelamente, o MRCC Lisboa «divergiu ainda a embarcação de pesca “Pires Coelho” para prestar eventual auxílio, até à chegada ao local das embarcações de salvamento, por forma a garantir a salvaguarda da vida humana no mar do tripulante do iate».
A situação foi rapidamente controlada, com a entrada de água a ser estancada «pelas 17 horas», já depois de garantida a segurança do tripulante alemão, tendo a embarcação sido rebocada posteriormente para Portimão, onde chegou pelas 22 horas. 
Fonte: Sul Informação.

Ponto mais sul de Portugal Continental é um reduto de sustentabilidade

É o ponto mais a sul de Portugal Continental e um verdadeiro bastião de ecologia, mesmo com infra-estruturas turísticas que continua a trazer pessoas todos os anos. O restaurante pertence a José Vargas, que há 22 anos transporta turistas de Faro até à Ilha Deserta. “Comecei por trazer turistas para conhecer a beleza do parque, as aves e caranguejos, tudo o que tinha vivido na minha juventude”, explicou o director-geral da Animaris ao Economia Verde.
A Animaris cresceu e começaram também a aumentar as preocupações ecológicas, até porque o local de trabalho, a Ria Formosa, não lhe dava outra alternativa. Uma das ideias foi criar um restaurante e bar em plena Deserta, o Estaminé.
O restaurante está colocado sobre estacas, para permitir que as sementes e biodiversidade não sejam afectadas pela construção. O grande desafio foi levar as infra-estruturas sanitárias e electricidade à Deserta, ilha que conta com apenas um habitante.
“Não há nenhuma infra-estrutura pública. Não há luz eléctrica, rede de esgotos ou água de rede. Somos nós que temos de fazer isto tudo”, explicou José Vargas.
Para ter electricidade, o Estaminé apostou em 40 painéis solares, o que lhe permite ser auto-suficiente – até – de Inverno. “Hoje é comum vermos painéis solares, mas em 1991 só eu e uns quantos “malucos” alemães da Costa Vicentina [os tínhamos]”, gracejou o empresário.
Os pratos servidos no Estaminé são locais, e os turistas até têm a possibilidade de falar com os pescadores e perceberem mais sobre a biodiversidade da Ria Formosa.

Empresa de Cruzeiros vem a Lisboa recrutar Portugueses

A empresa de Cruzeiros ‘Cruise Carreras’ estará em Lisboa no dia 21 de Agosto para recrutar portugueses.
A Cruze Carreras procura colaboradores para os seus cruzeiros de luxo. Entre as vagas encontramos funções como empregadas de limpeza, barman, empregados de mesa, chefes de sala, etc.
Os salários vão desde os 1600,00 US dólars (acrescidos das gorjetas) para as empregadas de limpeza, até aos 2800,00 US dólares para os barman ou empregados de mesa.
As candidaturas deverão ser enviadas para  crew@cruisecarreras.com

Um pequeno robot para começar a explorar o oceano

O Ziphius é um pequeno drone aquático. Ganhou um concurso do blogue americano Engadget, muito popular entre os adeptos da tecnologia. No mês passado, angariou 127 mil dólares no Kickstarter, o site de financiamento colectivo de projectos. É um brinquedo, uma espécie de barco, telecomandado com um tablet ou um smartphone, que é capaz de alguns movimentos autónomos. Está a ser desenvolvido por uma empresa portuguesa chamada Azorean, que nasceu dentro da tecnológica YDreams. Mas “a visão de longo prazo”, diz o responsável pelo projecto, Edmundo Nobre, é criar tecnologia que permita uma “exploração barata” dos oceanos.
A Azorean nasceu há cerca de dois anos, na altura sem uma ideia definida do que queria fazer. A YDreams estava a trabalhar em projectos nos Açores, um para a transportadora aérea SATA e outros na área do turismo (com a crise, estes acabaram por não ser boas apostas, recorda Edmundo Nobre, que é um dos fundadores da YDreams). A ideia foi então criar algo relacionado com o mar.
A exploração dos oceanos é uma tarefa tipicamente muito cara, argumenta Nobre, numa entrevista nas instalações da YDreams, um edifício próximo do pólo que a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa tem na Caparica, na margem sul do Tejo. O objectivo da Azorean passou a ser criar tecnologia para tentar tornar esta tarefa muito mais barata. Nobre fala numa “geração de pequenos robots especializados”, tão baratos que nem sequer é relevante se por alguma razão se perderem no mar. “Se se perdeu um robot, paciência, não vamos lá buscá-lo”.
O Ziphius está muito longe de permitir uma exploração do fundo dos oceanos. A equipa até tinha planos para começar por um pequeno submarino telecomandado, mas mudou de ideias. O Ziphius tem dois motores e só se move à superfície (seria preciso um terceiro motor para controlar movimentos em todas as direcções debaixo de água). Tem uma câmara na parte frontal, que pode transmitir imagens para o tablet ou telemóvel do utilizador, bem como captá-las em fotografia ou vídeo. No interior, está um Raspeberri Pi, um pequeno computador do tamanho de um cartão de crédito, que surgiu com fins educativos e custa 25 dólares.
O robot é controlado num tablet ou num smartphone equipados com uma aplicação própria, através de uma ligação wi-fi (em condições ideais, isto significa, de acordo com os testes da Azorean, um alcance máximo de 100 metros; frequentemente, a distância conseguida é menor). Pode ter alguns comportamentos autónomos. Por exemplo, pode-lhe ser “mostrado” um objecto e, uma vez na água, o Ziphius procura-o. Ou pode seguir sozinho um trajecto que o utilizador tenha traçado previamente no ecrã do telemóvel ou tablet.
A Azorean planeava que o Ziphius estivesse equipado com mais tecnologia – giroscópios e GPS, por exemplo –, mas preferiu um aparelho mais simples, para reduzir os custos.
A parte colorida da estrutura é feita de um material leve, que um leigo confundiria com esforovite, e pode ser adaptada pelos fabricantes a várias funções. Uma das ideias, explica Edmundo Nobre, é criar um modelo cuja estrutura permita acoplar facilmente uma câmara fotográfica. Outra é usar o Ziphius como uma plataforma para uma lata de bebida, que o utilizador pode usar numa piscina, essencialmente por diversão. Uma aplicação menos lúdica seria usá-lo para inspeccionar o casco de navios, em busca de danos.
A missão do Ziphius é permitir que a empresa ganhe conhecimento e “músculo financeiro” para continuar a desenvolver tecnologia de robots marinhos até, eventualmente, chegar a tecnologia que permita a exploração do fundo dos oceanos. O plano de negócios passa por vender 20 mil unidades do Ziphius por ano. O lançamento está agendado para Março de 2014, sobretudo com o mercado dos EUA em mente. Boa parte da montagem será feita em Portugal e o aparelho será vendido por um preço entre 250 e 275 dólares (algures entre os 188 e os 207 euros).
Este modelo “é um gadget lúdico”, resume Edmundo Nobre. Mas lembra que, por dentro, “é um computador”. Ou seja, faz aquilo para que for programado.

Fonte: Público

Índia declara golfinhos “pessoas não-humanas”

Ministro do Ambiente proibiu que os golfinhos fossem mantidos em cativeiro e usados em qualquer espectáculo no país

O ministro do Ambiente da Índia declarou que os golfinhos devem ser vistos como “pessoas não-humanas” e proibiu que estes sejam mantidos em cativeiro ou usados em espectáculos de entretenimento.
O político justificou a decisão com o facto de as investigações científicas mostrarem que os golfinhos possuem um nível de inteligência superior à de outros animais.
“Muitos cientistas que pesquisaram o comportamento dos golfinhos acreditam que eles possuem um nível de inteligência invulgarmente alto”, afirmou o ministro.
Para o responsável pela pasta do Ambiente na Índia, “comparativamente aos restantes animais, os golfinhos deviam ser vistos como ‘pessoas não-humanas’ e, como tal, ter os seus próprios direitos, por isso é moralmente inaceitável mantê-los em cativeiro com objectivos de entretenimento”.

Fonte: Ionline