Estudo sobre emissão de gases com efeito de estufa.

Estudo recente, realizado na região do Saint Lawrence Seaway, que liga o oceano atlântico aos Grandes Lagos (conjunto de cinco lagos situados na América do Norte, entre o Canadá e os Estados Unidos) refere que, para a mesma distância percorrida e carga transportada, considerando a emissão de gases com efeito de estufa, a via férrea é responsável por mais 19% de emissões e o transporte por estrada mais 533%, que o transporte equivalente em navios.
http://goo.gl/UmAqAz

Fonte: Álvaro Sardinha.

Recife de coral de grandes dimensões descoberto a sul do Faial






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Um recife de coral de cerca de 1.000 metros quadrados foi descoberto a sul da ilha do Faial, nos Açores, quando um grupo de investigadores estava a bordo do submarino “Lula 1000”, construído e operado pela Fundação Rebikoff-Niggeler, com sede na Horta.
“Os tripulantes do submarino Lula 1000, Joachim Jakobsen, Kirsten Jakobsen e Ana Jakobsen, de apenas 13 anos, foram surpreendidos com uma vasta extensão de corais amarelos no topo de uma colina submarina que estavam a explorar à saída do canal Faial-Pico”, referiu à agência Lusa a relações-públicas da fundação, Aurora Ribeiro.

Aurora Ribeiro disse que, além da beleza, era “impressionante” a vastidão da área ocupada por estes organismos, que se estendia muito para lá da zona iluminada pelos holofotes do submarino. O mergulho, a 5 de Agosto e revelado esta terça-feira, foi “amplamente documentado” através de fotografia e vídeo de alta definição.

Segundo a relações-públicas, “até à data nunca tinham sido documentados” recifes de coral a tão baixa profundidade no mar dos Açores e “muito menos se conhecia” a existência deste, em particular, a uma curta distância do Faial.

Os investigadores Filipe Porteiro, Marina Carreiro Silva e Fernando Tempera, da Universidade dos Açores, tiveram acesso às imagens captadas e confirmaram “tratar-se efectivamente” de um recife formado pelo coral Dendrophyllia e situado a profundidades entre os 280 e os 300 metros.

Para Aurora Ribeiro, a descoberta desta estrutura natural “evidencia o pouco que ainda se conhece” sobre o mar profundo que rodeia as ilhas dos Açores e o “papel fundamental e pioneiro” que a Fundação Rebikoff-Niggeler e o submarino Lula 1000 desempenham para o aumento desse conhecimento.

A Fundação Rebikoff-Niggeler tem como principal objectivo proceder à documentação do mar profundo, tendo construído dois submarinos, o mais recente, o Lula 1000, constitui um dos dez submersíveis científicos do mundo que descem à profundidade de 1.000 metros. O submarino está disponível para trabalhos de investigação e documentação desenvolvidos por instituições portuguesas e internacionais no mar dos Açores.

Fonte: Público

Insólito: Tubarão com outro menor na boca

Investigadores da Universidade do Delaware (EUA) estavam tentando recapturar tubarões que tinham sido marcados para pesquisa científica na costa do estado, quando fisgaram um tubarão enorme com outro menor dentro de sua boca.
Segundo os investigadores, o tubarão menor havia engolido a isca que eles usaram para capturar espécimes maiores, mas ele acabou virando isca de um predador maior.
A universidade originalmente marcou os tubarões para obter informações sobre os níveis populacionais na costa de Delaware.
Foto: University of Delaware

Suecos e dinamarqueses alertados para peixe que morde testículos



Os banhistas suecos e dinamarqueses estão a ser alertados pelas autoridades para terem cuidado, depois de ter sido detectado nas águas do estreito entre os dois países um “primo” da piranha, conhecido por atacar os genitais masculinos

Foi na semana passada que um pescador encontrou um peixe Pacu – típico da América do Sul – com 21 centímetros na região de Oresund, no estreito entre a Dinamarca e a Suécia.
Segundo a imprensa dos dois países, os especialistas alertaram imediatamente os homens para o perigo do peixe de água doce que foi encontrado na área, uma vez que é conhecido por atacar os órgãos genitais masculinos.
Esta espécie – que se pode desenvolver até 90 centímetros e pesar 25 quilos – é geralmente encontrada na maioria dos rios da Amazónia e do Orinoco, na América do Sul. No entanto, também foram avistados em Papua Nova-Giné e, em 2006, em vários estados americanos.
Segundo o britânico The Telegraph, há relatos de que nas áreas onde proliferam estes peixes já morreram pescadores na sequência de extensas hemorragias depois de terem os testículos arrancados pelo Pacu.

Fonte: Expresso.

Cruzeiros. Um turismo que passa ao largo da crise


A crise tem causado “alguma contracção no consumo”, mas o facto de os preços dos cruzeiros serem hoje mais baixos criou “um ajuste”, explicou Francisco Teixeira
A crise económica não está a afectar os cruzeiros, um tipo de turismo que se democratizou nos últimos anos e que ainda tem “muito para crescer”, disseram à Lusa fontes do sector.
“A crise não está a afectar o sector nem na Europa nem em termos internacionais”, afirmou à Lusa a responsável da Administração do Porto de Lisboa (APL) Andreia Ventura, que salientou que os cruzeiros ainda representam apenas dois por cento do turismo global: “Há imenso para crescer”, acrescentou.
Nos últimos anos, tem-se assistido a uma democratização deste tipo de turismo, sustentou. Se antes os cruzeiros se destinavam a um segmento de luxo, “hoje qualquer pessoa da classe média” tem capacidade para optar por esta solução de férias.
Actualmente, os cruzeiros atraem a nível mundial 20 milhões de passageiros, dos quais mais de metade (12,6 milhões) oriundos do mercado norte-americano. Da Europa, são cerca de 5,6 milhões de turistas, segundo dados da APL.
“A indústria mais desenvolvida é a dos Estados Unidos. O despertar da Europa, da América do Sul e da Ásia leva ao crescimento sustentado desta indústria, que ainda tem muito para dar”, disse.
Uma realidade confirmada pelos operadores do sector.
Francisco Teixeira, director geral da Royal Caribbean, referiu que nos últimos 20 anos, o setor alterou-se totalmente.
Antes, havia menos navios, predominavam nas Caraíbas e as voltas ao Mundo, os cruzeiros eram mais pequenos e com custos mais elevados. “Hoje os navios são maiores, são mais estandardizados em termos de alojamento e a dinâmica de preços é mais oscilante: na mesma viagem podemos ter um preço de 500 euros e na semana seguinte de 700 ou 800 euros”, explicou.
“Os turistas encontram refeições incluídas, actividades e entretenimento a bordo, aliado ao facto de numa semana se visitar cinco cidades diferentes. As pessoas têm mais consciência disso e procuram mais o cruzeiro como alternativa. Isso faz com que haja a tal democratização do produto cruzeiros”, lembrou.
A crise tem causado “alguma contracção no consumo”, mas o facto de os preços dos cruzeiros serem hoje mais baixos criou “um ajuste”, explicou Francisco Teixeira, para quem 2013 está a ser um “ano positivo”.
O responsável da MSC Cruzeiros, Eduardo Cabrita, garante que, apesar da crise, “os portugueses continuam a fazer férias e a procurar as melhores alternativas do mercado”, mas agora “analisam mais e procuram opções mais económicas e que tragam vantagens para toda a família”.
Na sua opinião, os cruzeiros têm vindo a crescer “exactamente por isso, pois a relação preço/qualidade é superior em relação a muitos outros tipos de viagens”.
Actualmente, com um valor médio de 500 euros, é possível realizar um cruzeiro, “que numa só viagem permite conhecer vários destinos de forma bastante cómoda e ter acesso a gastronomia e entretenimento de qualidade”, afirmou o director geral da MSC.
Para Ana Bento, responsável em Portugal da Um Mundo de Cruzeiros, que representa cerca de 30 companhias, “apesar da crise, a procura dos cruzeiros mantém-se”.


O que mudou, disse, “foi essencialmente o mercado que opta pelo cruzeiro, passando agora também pela classe média/alta e abrangendo os cruzeiros de gama alta e luxo”.

Fonte: Ionline/ Agência Lusa

DouroAzul investe 1ME em embarcações tipo Rabelo para ‘riversightseeing’ no Douro

A DouroAzul investiu um milhão de euros em duas novas embarcações inspiradas nos tradicionais barcos rabelo que, desde hoje, efectuam cruzeiros de ‘riversightseeing’ no rio Douro, na zona histórica do Porto e Gaia, no designado Circuito das Pontes.
Segundo adiantou à agência Lusa fonte da empresa de cruzeiros fluviais, a “Carlota do Douro” e a “Catarina do Douro” são as primeiras embarcações da Blueboats, a nova empresa de ‘riversightseeing’ do grupo.
Apesar de inspiradas nos tradicionais barcos rabelos, as novas embarcações reclamam “um ‘design’ mais arrojado e contemporâneo, com cores mais vivas”, e apostam na diferenciação através de algumas novidades, nomeadamente tecnológicas, face à restante oferta do segmento

Fonte: Expresso

DouroAzul investe 1ME em embarcações tipo Rabelo para 'riversightseeing' no Douro

A DouroAzul investiu um milhão de euros em duas novas embarcações inspiradas nos tradicionais barcos rabelo que, desde hoje, efectuam cruzeiros de ‘riversightseeing’ no rio Douro, na zona histórica do Porto e Gaia, no designado Circuito das Pontes.
Segundo adiantou à agência Lusa fonte da empresa de cruzeiros fluviais, a “Carlota do Douro” e a “Catarina do Douro” são as primeiras embarcações da Blueboats, a nova empresa de ‘riversightseeing’ do grupo.
Apesar de inspiradas nos tradicionais barcos rabelos, as novas embarcações reclamam “um ‘design’ mais arrojado e contemporâneo, com cores mais vivas”, e apostam na diferenciação através de algumas novidades, nomeadamente tecnológicas, face à restante oferta do segmento

Fonte: Expresso

Ilha deserta. Uma surpresa do Atlântico

Uma área completamente desabitada que se insere na paisagem da ria Formosa. Cidalisa Guerra falha-lhe destes dez quilómetros de sossego e silêncio

Apanhar o primeiro barco a partir do cais da Porta do Sol em Faro, rumar à ilha Deserta e embarcar na aventura das surpresas que o dia tem para oferecer é a melhor opção. Espera-nos uma ilha bem conservada e pouco frequentada, raridade nas praias do Algarve. A Deserta é uma área completamente desabitada que se insere na paisagem da ria Formosa e convida à tranquilidade e ao descanso.
São cerca de 10 quilómetros de sossego e silêncio onde tudo parece conjugar–se na perfeição. Ar, terra e mar enleiam–se numa dança lúdica perfeita. A viagem dura cerca de 40 minutos, tempo de absoluta observação. Comandado, por um outrora lobo do mar, reformado, o catamaran serpenteia por socalcos de areia a sair das águas que fazem da travessia um labirinto de areia e vasa da ria Formosa.
É um cenário surpreendente a entrada na ria. Aqui e ali, a realidade oferece–nos a visão de uma actividade piscatória sui generis. Há naquele trabalho do mar uma certa ruralidade. Homens e mulheres laboram curvados para a água como se trabalhassem a terra. O trajecto, que o olhar não consegue deixar indiferente, exibe variadas aves que por ali procuram o seu alimento, como os belos e elegantes flamingos.
O cordão formado pelas dunas mantém e preserva a vegetação original, conferindo-lhe a capacidade de abrigar fauna, sobretudo aves: andorinhas-do-mar, garajaus, borrelhos, chilretas ou gaivinas podem aqui nidificar longe dos predadores naturais.
A travessia vai desenhando a ideia de se entrar Algarve a dentro. Mas ao chegarmos à ilha, acontece o contrário  parece ter-se saído do Algarve. É uma sensação de portal, como se fôssemos transportados para outra realidade.
Quando se fala numa ilha ocorrem-nos de imediato imagens de quietude, tranquilidade e fuga, no sentido de afastamento das nossas vivências do dia-a-dia. Ao acostarmos, os olhos viram-se e cravam-se de imediato numa praia mágica onde as areias abundam com a vontade do mar. O quotidiano, mais ou menos agitado, enigma maior da vida moderna, fica a partir do momento da chegada à ilha atrás das nossas costas como se de repente tudo se suspendesse num espaço de tempo que queremos que seja assim. É a mística da ilha! Os olhos abarcam apenas e tão-só o mar. A envolvência é perfeita.
Parece não se estar no Algarve. Ou pelo menos o Algarve das nossas férias, o Algarve do low-cost, de jovens que vêm, sobretudo pela oferta de agitação da vida nocturna, que se reflecte no aspecto que apresentam no dia seguinte na praia, do Algarve do glamour de Vilamoura ou das praias da moda. Este é um Algarve ainda quase selvagem, onde a mão do homem é pouco evidente. Passa por lá tenuemente. A natureza ainda é ali soberana. E Faro ficou na margem. No horizonte longínquo.
Um dia passado na Deserta, sim porque só é possível passar lá um dia de cada vez, faz-nos esquecer tudo; políticos, crise, desemprego. Quando sai da ilha o último barco, embarcam nele tudo e todos, deixando o areal fazer jus ao seu nome. É assim há 27 anos. É o Algarve por um dia.
Longe vão os tempos da humilde construção rústica e pioneira onde os raros visitantes podiam deliciar-se com maravilhosos pratos regionais à base de peixe, receitas que passaram de pais para filhos. A humilde tasca deu lugar a um restaurante de arquitectura cuidada, de madeira, bem inserida no contexto da ilha. Vista panorâmica sobre a costa, permite saborear a cozinha algarvia numa aventura gastronómica. O serviço é assegurado por jovens com formação adequada, que, com educação e informalidade, oferecem aos clientes um serviço personalizado. Será talvez por tudo isso que José Mourinho, muito recentemente, escolheu a ilha Deserta para passar um dia das suas férias com a família desfrutando a paisagem paradisíaca e confortando-se com um certamente opíparo almoço.
Do porto de embarque da Deserta é possível fazer um percurso pela natureza através de um passadiço de madeira, construído com sulipas de caminho de ferro. A ilha ganha força a nascente, configurando o Farol de Santa Maria, o extremo meridional de Portugal continental. Poder estar numa praia de areia branca, cheia de conchas, águas transparentes, quentes e tranquilas, com um areal a perder de vista, com muito poucas pessoas, faz deste lugar um paraíso escondido na Europa, um lugar que justifica a viagem. Ainda há lugares assim no Algarve.

Fonte: Ionline
Autora: Cidalisa Guerra
Foto: D.R