Homem pesca tubarão-tigre de quatro metros no Texas


Wayne Wimer travou uma árdua luta para pescar um tubarão-tigre de cerca de quatro metros de comprimento numa praia do Texas.Após três horas e meia, o pescador conseguiu puxar o tubarão até terra. O tubarão, considerado uma espécie ameaçada, foi devolvido ao mar após ser etiquetado. «Eles são animais majestosos e não havia razão para o matar», disse Wayne Wilmer. Os tubarões-tigre costumam ser encontrados em águas tropicais, perto de zonas costeiras, mas há registo de espécimenes avistado bastante mais a Norte, na Carolina do Sul ou no Sul da Califórnia. Os tubarões-tigre são considerados os segundos mais perigosos, apenas superados pelos tubarões-brancos, e são responsáveis por 71 das 590 mortes de pessoas em ataques não provocados desde 1580, segundo o International Shark Attack File.

Leixões vai cobrar quase metade das rendas dos portos previstas para 2013

As previsões da UTAP apontam para 65 milhões de euros de receitas das concessões de terminais portuários este ano.
O porto de Leixões vai ser o grande ‘campeão’ das receitas de rendas das concessões de terminais no conjunto do sector portuário nacional durante o presente ano. Segundo as projecções do relatório trimestral da UTAP – Unidade Técnica de Acompanhamento de Projectos, relativa às concessões existentes em Portugal, estima-se que as administrações portuárias e, por conseguinte, o Estado, encaixem cerca de 65 milhões de euros de receitas provenientes das rendas das concessões de terminais e prestação de outros serviços portuários.

A UTAP, um organismo que funciona sob a tutela do Ministério das Finanças, adianta ainda no mesmo relatório trimestral, divulgado esta semana, que as receitas a cobrar pela APDL – Administração dos Portos do Douro e de Leixões deverão ascender a 28,2 milhões de euros no ano em curso, quase metade (43,4%) das rendas totais estimadas para o sector portuário nacional. 
Fonte: Diário Económico.

Há 100 anos o porto do Funchal abriu a cidade ao mar

Até 1840, o Funchal foi uma cidade muralhada, voltada para dentro, que só se abriu ao mar com a construção do porto, um projecto que surgiu com grande atraso devido à “má vontade” do Estado.
Esta é a opinião do historiador Alberto Vieira, para quem a construção desta infraestrutura no Funchal foi sempre uma “reivindicação dos madeirenses”, numa cidade por onde passou o comércio do açúcar, do vinho e depois foi ‘descoberta’ como pólo turístico.
Mas a realização da obra esbarrou na “atitude quase que austera” do Estado português, lembrou Alberto Vieira, que falava à agência Lusa a propósito do primeiro centenário da concretização deste ‘sonho’ da população da ilha, um projecto desencadeado a 13 de Agosto de 1913, sob a responsabilidade da Junta Autónoma das Obras do Porto do Funchal.
O investigador destacou a transformação que o porto operou na cidade, recordando que “até 1840, o Funchal era uma virada para dentro, com uma muralha (…) existia o espaço urbano, o espaço rural e o calhau [beira-mar], que era um outro mundo”.
“A partir de meados do século XIX a cidade abre-se totalmente ao mar”, tendo o porto como o seu principal atractivo, de tal modo que “Raul Brandão e outros diziam que ‘quando chegava o vapor a cidade ganhava vida, quando eles partiam a cidade parecia que adormecia'”.
O historiador salientou ainda que “desde o início se falava da necessidade de construir um molhe para abrigar os barcos” devido às características peculiares da baía do Funchal, onde desaguam quatro ribeiras. O local era também afectado pela forte ondulação e vento o que, em várias épocas do ano, causou vários naufrágios.
O porto foi surgindo em várias fases, tendo sido feita uma “primeira tentativa de ligação da costa ao ilhéu da Pontinha, que não resulta. Depois, a segunda fase, é a ligação entre os dois ilhéus”, mas “só mais tarde (…) se avança com projecto de alargamento que vai dar origem ao porto artificial que é inaugurado em 1962”, explicou.
O historiador considerou que “este porto começa primeiro por uma situação anedótica (…), uma situação inédita em termos de obras portuárias”, o que é “um caso paradigmático porque o Funchal é o terceiro porto do país (…), dá lucros elevados ao Estado e era natural que houvesse investimento”.
Mas o Estado, segundo Alberto Vieira, ao contrário da postura que adoptou em relação a outros portos que surgiram no país (Leixões, Horta e Ponta Delgada), em que se prontificou a suportar a construção, relativamente ao projecto do Funchal decidiu abrir um concurso para “uma concessão por 50 anos a uma firma estrangeira [inglesa]”, o que gerou uma forte contestação e acabou por ser anulado, relatou.
Alberto Vieira referiu ainda que as obras começaram em 1913, mas “parece que se alimentou um conflito quase permanente entre vários projectos, varias
possibilidades de construção no sentido de se adiar permanente a sua construção”.
Por isso, considerou que “em 1962, quando são inauguradas as obras do porto do Funchal, quando ele está pronto a receber navios, já se está no auge da navegação aérea”, pelo que este se torna “um investimento que vem atrasado no tempo e não vai cumprir na sua plenitude a sua missão”.
Alberto Vieira conclui que o porto do Funchal é “um projeto eternamente adiado”.
“Um projecto que os madeirenses sonham ver crescer”
O porto do Funchal foi sempre um projecto “mal-amado” pelo Estado, mas hoje tem “dignidade e dimensão”, embora os madeirenses continuem a sonhar com o seu prolongamento, afirmou a presidente da Administração dos Portos da Madeira (APRAM).
Numa altura em que APRAM comemora o primeiro centenário da Junta Autónoma das Obras do Porto do Funchal, entidade responsável pelo projecto de construção da infraestrutura portuária da capital madeirense, Alexandra Mendonça salientou que, em 2012, o porto do Funchal foi “o maior a nível nacional [em termos] de passageiros e escalas”, tendo registado a passagem de cerca de 600 mil passageiros e 339 navios.
E esta infraestrutura é a “terceira a nível mundial” nos inquéritos de satisfação, pois alcançou a “maior pontuação de 0 a 10” dos visitantes, o que evidencia que é “apetecível”, realçou.
“O porto do Funchal hoje é uma realidade. Efectivamente, ao longo da história foi um projecto mal-amado, tanto que foi dos últimos a serem feitos (…), mas hoje é um porto com dignidade, dimensão”, referiu a responsável sobre aquela que durante séculos foi “a única porta de entrada e saída” da ilha tanto de pessoas como de mercadorias.
Hoje, o porto está vocacionado apenas para o turismo, e “o seu futuro é complexo”, notou. Segundo Alexandra Mendonça, “o porto do Funchal ao longo destes últimos
dez anos cresceu com margens muito grandes, mas isso não quer dizer que nos próximos dois anos continuem a ser as mesmas”, pelo que 2013 “será mais de consolidação”, estimou.
A presidente da APRAM disse que a infraestrutura portuária do Funchal enfrenta várias “condicionantes”, sendo afectada pelo problema do aumento do preço do combustível, o facto de estar numa “zona mais complicada” no Atlântico em relação aos circuitos atlânticos, a aposta que as companhias estão a fazer no mercado asiático e os turistas procurarem “coisas diferentes”.
Por isso, o Funchal será sempre um porto de “consolidação, de excelência, uma porta de entrada” que tem de ser gerida da melhor forma”, opinou.
“Podemos querer sempre mais e melhor, mas hoje o Funchal é um porto com dignidade, nomeadamente por causa da nova gare que é do ponto de vista arquitectónico e operacional uma mais-valia em termos de segurança para a Madeira e a cidade”, declarou a administradora.
Quanto ao futuro, Alexandra Mendonça defendeu que “seria excelente pensar em aumentar o porto, até porque os navios são cada vez maiores”, mencionando que antes era possível a atracagem de três navios em simultâneo, mas os barcos são agora de grandes dimensões e os que estão a ser construídos são ainda maiores, podendo, por vezes, o porto receber apenas um.
O Funchal tem um outro terminal, na zona sul, e passará a dispor brevemente de um cais de cruzeiros com 330 metros, mais próximo do centro da cidade, e pode tornar-se num pólo de atracção para os mega iates, o que considera ser “um mercado apetecível”.
“Daqui a cem anos, acredito que o porto do Funchal ainda será mais bonito, a frente mar será mais bonita, teremos o aumento que todos os madeirenses desejam e que seria a solução ideal em termos de atracação de navios”, visualizou. Alexandra Mendonça concluiu: “daqui a cem anos o porto do Funchal será uma realidade ainda mais bonita e apetecível do que foi há cem anos”.
Fonte: DN

Eric Rebiere vence em Viana na estreia do Circuito Europeu



Eric Rebiere foi o vencedor da primeira de três etapas da edição inaugural do Circuito Europeu de Surf, que terminou este domingo na praia da Arda, em Viana do Castelo.


Na final estiveram presentes mais três surfistas portugueses, com Rebiere a alcançar 13,6 pontos, contra 13,5 de José Ferreira, 13,25 de Eduardo Fernandes e 9,25 de João Guedes.


Apesar de ter nascido no Brasil e também contar nacionalidade francesa, o surfista residente na Ericeira optou por competir por Portugal neste circuito.


Rebiere é também um dos principais surfistas de ondas gigantes do nosso país, ele que já surfou em algumas sessões na famosa onda da Praia do Norte, na Nazaré, e em Março último desafiou uma perigosa onda junto ao pontão da praia dos Pescadores, na Ericeira.

Fonte: Record

Terminal de contentores da Trafaria tem 15 interessados

Um estudo encomendado pelo Governo garante que existem 15 grandes actores globais interessados numa concessão do terminal de contentores planeado para a Trafaria.
De acordo com o Diário Económico, entre os interessados encontram-se operadores globais, armadores, agentes marítimos e logísticos híbridos e investidores financeiros.
A maioria dos interessados são asiáticos e incluem a Hutchinson de Hong Kong, DP World de Dubai, PSA de Singapura, já presente em Sines, ou a Eurogate, presente em Hamburgo e parceira da Liscont na gestão do porto de Lisboa. Estas empresas são conglomerados globais no sector do tráfego portuário e são especializados no negócio da estiva, com a gestão de terminais a ser a fonte de receita mais relevante, explica o Económico.
O estudo da consultora AT Kearney indica que existem vantagens na concessão a estes operadores devido à “elevada eficiência na estão da operação, fruto da especialização da actividade de estiva”.
Além dos operadores globais, também existem armadores interessados na concessão como a MSC – Mediterranean Shipping Company, a Hanjin da Coreia do Sul, a Evergreen da Formosa, a K Line do Japão ou a OOCL empresa cotada em Hong Kong.

Fonte: Dinheiro Vivo.

Água radioativa de Fukushima está a chegar ao mar

A operadora da central de Fukushima, Tokyo Electric Power, confirmou que a água radioactiva do subsolo extravasou o sistema de contenção subterrâneo construído para evitar a sua chegada ao mar.
As obras do muro subterrâneo de 100 metros de comprimento, situado entre os reatores e o oceano, foram concluídas na sexta-feira depois de os técnicos da Tokyo Electric Power (TEPCO) terem completado um complexo sistema de injeção química, com vista a reforçar e selar o subsolo para evitar a fuga do líquido radiativo para o mar.
Não obstante, os operários descobriram, através de um dos poços de observação a partir dos quais recolhem habitualmente as amostras de água subterrânea, que o nível do líquido supera em cerca de 60 centímetros a altura do muro de contenção do subsolo.
Segundo o Governo, estima-se que diariamente sejam vertidas para o mar cerca de 300 toneladas de água radioactiva, contaminada com estrôncio e trítio, através do porto situado frente à central, protegido do mar aberto por diques e quebra-mares.
Como medida temporária para reduzir a água subterrânea contaminada a partir das zonas envolventes, a TEPCO iniciou na sexta-feira o bombeamento do líquido, transferindo-o para depósitos nas imediações do reactor 2, com o qual é capaz de extrair até 0,18 toneladas por minuto de água subterrânea.
Além disso, a TEPCO espera ter pronto até meados do mês um novo mecanismo formado por cerca de 30 tubos, com o qual espera extrair do subsolo até 100 mil toneladas do líquido contaminado.
Enquanto isso, pondera outras medidas para reduzir o escoamento para o mar, como o derramamento de água com baixos índices radioactivos para o oceano ou a construção de muros de proteção em torno dos reatores da central através de um processo de congelamento do solo.
Actualmente, a grande preocupação da TEPCO nos trabalhos para desmantelar Fukushima, epicentro da maior crise nuclear depois de Chernobyl, em 1986, é lidar com a água contaminada acumulada nos porões dos reatores, que aumenta em cerca de 400 toneladas por dia pela infiltração de água subterrânea.


Fonte: JN

Demonstrações culinárias de produtos do mar na FATACIL

O Espaço aMARaTERRA, na Fatacil 2013, que se realiza em Lagoa, vai receber três demonstrações de culinária de produtos do Mar, no âmbito de um protocolo celebrado com várias entidades.

O acordo junta a direcção regional de Agricultura e Pescas do Algarve, a Docapesca – Portos e Lotas, S.A, o município de Lagoa, a Agência de Desenvolvimento do Barlavento, na qualidade de parceiro gestor do Grupo de Acção Costeira do Barlavento do Algarve. Estas instituições decidiram celebrar um protocolo que visa “promover o desenvolvimento sustentado das zonas costeiras e a melhoria da qualidade de vida das zonas e comunidades piscatórias mais dependentes da pesca, reforçando a competitividade através da promoção e valorização dos produtos do mar”. Assim, nos dias, 16, 22 e 24 de Agosto, promovem demonstrações culinárias de produtos do mar, no espaço aMARaTERRA, na Fatacil’13. A demonstração do primeiro dia será às 20:00 e está integrada na inauguração oficial da feira, sendo as restantes ás 19:00.

Fonte: Região Sul

Lisboa será a anfitriã do Dia Europeu do Mar em 2019

A União Europeia decidiu em 2008, celebrar as conquistas e o potencial dos oceanos e mares da Europa, declarando o dia 20 de Maio como o “Dia Europeu do Mar”, tendo sido assinada uma declaração tripartida comum.
O Dia Europeu do Mar constitui uma ocasião para destacar o papel crucial desempenhado pelos oceanos e pelos mares na vida quotidiana não só das comunidades costeiras como de todos os cidadãos da UE, e para o crescimento sustentável da Europa e do emprego em geral. Com base numa proposta da Comissão, este dia dedicado ao mar procura fomentar uma melhor gestão das zonas costeiras, dos mares e oceanos por todos os cidadãos e intervenientes em causa.

O evento deste ano teve lugar em Valletta, Malta. Em 2014 será a vez de Bremen na Alemanha; em 2015 Piraeus, na Grécia; em 2016 Turku, na Finlândia; em 2017 Poole, no Reino Unido; Burgas, na Bulgária em 2018 e finalmente, Lisboa em 2019.

Texto da Declaração tripartida comum, Instituir o “Dia Europeu do Mar”
– Recordando que a Europa é um continente marítimo com quase 70 000 km de orla costeira;
– Recordando que 22 dos 27 Estados-Membros da União Europeia têm costa ou são insulares;
– Recordando que as regiões marítimas da União Europeia representam cerca de 40% do seu PIB e da sua população;
– Recordando que mais de dois terços dos limites da União são marítimos e que o espaço marítimo sob jurisdição dos Estados-Membros é maior do que o seu território terrestre;
– Recordando a importância económica de sectores tão diversos como a construção naval e o transporte marítimo, os portos e a pesca, a produção de energia offshore, o turismo, o ambiente e o património marítimo, bem como as sinergias entre eles;
– Recordando que a Europa deve incrementar a sua capacidade de resposta aos grandes desafios com que se defronta, como a globalização, as alterações climáticas, a sustentabilidade energética e a pressão sobre o ambiente na costa e nos mares;
– Recordando a importância das regiões costeiras, das ilhas e das regiões ultra-periféricas e o papel determinante das autoridades regionais e locais na definição e execução da futura política marítima europeia;
– Recordando a importância de um meio marinho saudável para a sustentabilidade das actividades económicas ligadas ao mar e para a qualidade de vida nas regiões costeiras;
– Conscientes do património comum e da responsabilidade comum dos europeus pelos oceanos e mares;
– Recordando a vastidão dos oceanos do mundo e o papel que a UE pode desempenhar na sua conservação como recurso para o futuro da humanidade;
– Sublinhando a necessidade de promover uma maior consciencialização e notoriedade da importância dos oceanos, de uma economia marítima dinâmica e do rico património marítimo europeu, cujos benefícios devem ser celebrados todos os anos;
A Comissão Europeia, o Parlamento Europeu e o Conselho da União Europeia aprovam a instituição do “Dia Europeu do Mar”, a celebrar anualmente a 20 de Maio, no âmbito do qual serão organizadas actividades de sensibilização e de criação de redes.

Informação adicional em http://ec.europa.eu/maritimeaffairs/maritimeday/about/index_en.htm


Fonte: Álvaro Sardinha.

Surf: Messias Felix



Messias Felix. “As ondas da ilha são demais. Podemos pegar ondas para os dois lados, fazer manobras e tubos”

De 3 a 8 de Setembro, Ribeira Grande, na ilha de S. Miguel, receberá o Azores SATA Airlines Pro, a quinta etapa prime do circuito mundial de qualificação

Falta pouco menos de um mês para recebermos alguns dos melhores surfistas do mundo na praia de Santa Bárbara, na Ribeira Grande, para a quinta etapa prime do circuito mundial de qualificação – o SATA Airlines Azores Pro presented by Sumol.
A lista de inscritos já é oficial e conta com a presença de atletas como Tiago Pires – único português a competir no circuito mundial -, o luso germânico Marlon Lipke, Kolohe Andino, Jeremy Flores, CJ e Damien Hobgood, Adam Melling, Fredrick Patacchia, Brett Simpson, Sebastian Zietz, Patrick Gudauskas e os brasileiros Raoni Moteiro, Alejo Muniz, Miguel Pupo, Filipe Toledo, Jadson André, Willian Cardoso e Heitor Alves.
Como a edição do ano anterior foi vencida por Messias Felix, o i esteve à conversa com campeão em título da prova, que busca de repetir o feito do ano passado. Directamente da sua terra natal, o surfista de Fortaleza confessou que ter vencido esta etapa “foi uma sensação nova e única.” “Foi a primeira vez que ganhei um WQS (World Qualifying Series) na minha vida e já desejava isso há muito tempo.” Com o objectivo de vir a fazer parte do circuito mundial, Messias acredita que já esteve mais longe. “Sinto que estou a aproximar-me aos poucos, só espero que não demore muito tempo”, sublinhou bem-humorado. 
Enquanto esse momento não chega, as atenções estão voltadas para os Açores. Depois da última etapa prime – o US Open – na Califórnia, agora, o atleta de 27 anos, garante que está a dedicar-se ao “máximo” para tentar surfar como surfou no ano passado. “Estou treinando bastante com meu preparador físico, o Melq Ferreira. Depois dessa última competição, os Açores é tudo que me vem à cabeça.” 
“As ondas da ilha são demais! Podemos pegar ondas para os dois lados, fazer manobras e também pegar tubos. Temos muitas opções para surfar”, disse quando lhe preguntamos o que acha do local onde o campeonato vai decorrer, acrescentando que “a ilha é um lugar paradisíaco, muito lindo e encantador e também dá para aproveitar e relaxar, curtindo os visuais que ela nos proporciona.” Quanto à pronúncia, ainda mais cerrada na ilha, Messias ri-se e explica que “às vezes é um pouco difícil de entender” porque está habituado “a escutar o português-brasileiro, e o de Portugal é bem diferente mas, quando as pessoas falam mais devagar dá para entender… mas chega a ser engraçado também”.
A etapa na ilha açoriana está integrada no MOCHE SERIES – Cascais Trophy, que engloba três provas realizadas em território nacional. A esta prova junta-se ainda a etapa do circuito mundial em Supertubos e mais outra etapa prime do circuito mundial de qualificação masculino em Carcavelos. Entre Setembro e Outubro o Havai chega a Portugal, fazendo lembrar a Triple Crown [mini-circuito dentro do circuito mundial], que acontece entre Novembro e Dezembro na ilha de Oahu.


Fonte: Ionline

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Estudo do Oceano em tempo real.

Maior observatório subaquático do mundo vai permitir estudo do oceano em tempo real

Muitos aspectos do oceano são incrivelmente difíceis de analisar com os métodos tradicionais. A deslocação em navios para o alto mar, de modo a estudar ambientes específicos, pode funcionar para algumas pesquisas, para outras pode também ser suficiente a monitorização via satélite, mas para determinados locais – como o fundo do oceano perto de um vulcão subaquático em actividade – são necessários métodos mais elaborados.
A Regional Cabled Observatory Iniciative, financiada pela National Science Foundation, consiste na recolha e transmissão de dados e vídeo em tempo real, a partir de 12 sensores colocados no fundo do mar, para os cientistas e o público em geral.
Os sensores serão capazes de monitorizar a pressão, os níveis de oxigénio, as correntes de água profundas, a actividade sísmica, o som debaixo de água e muito mais, em locais-chave ao largo da costa noroeste dos Estados Unidos. Os três primeiros locais a serem incluídos estão em Hydrate Ridge (zona com metano), Axial Seamount (vulcão em actividade) e Endurace Array Newport Line (região de ressurgência costeira).
Os cabos de fibra óptica vão formar uma verdadeira rede no oceano e farão parte da NSF Ocean Observatories Initiative – uma infra-estrutura de 900 Km de cabos subaquáticos capaz de responder às necessidades de telecomunicações e energia.
“Os cabos de fibra óptica (…) vão levar energia eléctrica (até 200 KW) e largura de banda de telecomunicações (até 240 Gbits/sec) através dos oceanos, para atender às necessidades da ciência, educação e humanidade em geral”, explicou a NSF, de acordo com o TreeHugger.
Espera-se que esta rede de informação aquática comece a operar já neste Verão. Os dispositivos de monitorização poderão permitir ao público em geral assistir à vida marinha em actividade em locais que são inacessíveis à maioria de nós, ver uma erupção vulcânica submarina em tempo real, bem como oferecer aos cientistas e estudantes melhores dados acerca do estado real do fundo do mar.
Fonte: Greensavers