Mexilhão de Lagos conquista Europa

A maior exploração de aquacultura de mexilhão em mar aberto da Europa situa-se a dois quilómetros da costa de Lagos, no Algarve. Produz actualmente mais de mil toneladas de mexilhão por ano, mas poderá chegar, no futuro, às 10 mil toneladas.

A concessão offshore tem quase 400 hectares e o mexilhão cresce em 5331 cordas, entre os seis e os oito metros de profundidade. A exploração, que irá também produzir ostra e vieira, pertence à empresa Testa & Cunhas, sediada na Gafanha da Nazaré, na região centro do País.

A empresa, que também tem uma frota de 11 navios de pesca, aposta no mercado externo, como o espanhol, o alemão e o francês, para escoar o mexilhão produzido.

O Algarve é a região do País com maior potencial ao nível da aquacultura offshore. Destaque para a área-piloto da Armona, no Sotavento, que funciona desde 2007 e tem projectos em curso que permitirão uma capacidade de produção de mais de 5 mil toneladas por ano.

Actualmente, a produção total no País situa-se entre as 8 e 10 mil toneladas por ano, o que representa um volume de negócios na ordem dos 50 milhões. 

Os novos empreendimentos de aquacultura offshore que já estão a ser concretizados ou em vias disso permitirão, segundo o Governo, duplicar a produção até 2015.

Fonte: CM

Governo vai aumentar área de exploração para aquacultura

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, disse esta segunda-feira que o Governo vai aumentar a área de exploração para aquacultura, revelando que existem 13 projectos para o Algarve, que representam 18 milhões de euros.

«Entre 24 de Agosto e 30 de Setembro deram entrada para a zona do Algarve 13 novas candidaturas para fundos comunitários do Promar, com o total de 18 milhões de euros de investimento previsto», disse aos jornalistas Assunção Cristas, durante uma visita a uma exploração de mexilhão ao largo de Lagos, no Algarve.

Segundo a ministra, citada pela Lusa, existem neste momento várias áreas disponíveis para explorações de aquacultura na região, mas o objectivo é também replicar o caso do Algarve e alargar as explorações.

«Neste momento há áreas disponíveis na Armona [Algarve] que estão preparadas para acolher novos projectos e estamos a preparar outras áreas em Vila Real de Santo António e também no Oeste», indicou.

«Se tudo correr bem, até ao final do ano, início do próximo ano, podemos ter essas áreas colocadas à disposição», sublinhou.

De acordo com a governante, «a ideia é ter projetos chave na mão, muito simples, em que os investidores nacionais e os estrangeiros possam chegar e saber que têm acesso a uma área que está concessionada para este efeito e que já tem todo o licenciamento associado à própria actividade».

«Estas áreas, antes de serem colocadas no mercado à concessão, são também vistas e escrutinadas do ponto de vista ambiental, de maneira a que o licenciamento ambiental fica integrado quando as áreas são disponibilizadas», explicou.

Assunção Cristas acrescentou que o Governo «tem procurado dar todo o apoio ao sector da aquacultura» e indicou que no Orçamento de Estado para 2014 estão as verbas necessárias para a contrapartida nacional para os fundos comunitários.

«É um sector que está a dar ainda passos iniciais, mas já com muita consistência. Um sector exportador com grande potencial de crescimento e é muito por aqui que a dinâmica do nosso mar se pode fazer, dando mais riqueza ao país», observou.

Assunção Cristas disse ainda que, segundo os empresários do sector  existe um grande mercado para a produção de mexilhão e também de ostras que «é uma hipótese a desenvolver».

«O mercado europeu e não só está muito ávido em ter os nossos produtos, o que é bom», frisou.

A ministra disse ainda que, apesar dos cortes no seu ministério, no Orçamento de Estado para 2014 ficou salvaguardado o investimento para sectores essenciais à economia.

«A nossa maior preocupação foi adequar o Orçamento àquilo que são as prioridades do Governo e do ministério. Uma das prioridades, diria talvez a número um, é garantir as verbas necessárias para o investimento produtivo», afirmou a ministra.

Para a governante, Portugal precisa «mais do que nunca de ter investimento, ter novas empresas e reforçar as que existem, criar postos de trabalho».

«Quer para a agricultura, quer para o mar, foi possível assegurar no próximo Orçamento de Estado as verbas necessárias para garantir uma plena e boa execução dos fundos comunitários para poder aproveitar o dinheiro europeu», concluiu.

Fonte: TVI24

Filmou tubarão enquanto fazia Paddle Surf

Mike Durand não esconde o receio de ter o que diz ser um tubarão branco a nadar próximo dele, enquanto praticava Paddle Surf.

O norte-americano estava na praia de El Porto, na Califórnia, quando o tubarão se aproximou de Durand, chegando mesmo a passar por baixo da prancha. Com uma câmara no seu capacete, filmou tudo e ouve-se o receio do surfista, mas que não resistiu à tentação de captar as melhores imagens possíveis.
De tal forma, que, segundo Durand contou à KABC, colocou a câmara na água, mas depois lembrou-se que não conseguia ver se o tubarão tentasse atacar.

Fonte: DN.

Tartaruga de couro devolvida ao mar após tratamento

A tartaruga foi apanhada acidentalmente no dia 17 nas artes de pesca de uma embarcação na Figueira da Foz. Com 1,70 metros de comprimento e cerca de trezentos quilos, esteve durante três dias no Centro de Reabilitação de Animais de Quiaios, na sequência de ferimentos causados por redes piscatórias.
Foi devolvida ao mar ontem, pelas 14.30 horas, na Praia da Rocha, em Portimão, após ter sido sujeita a tratamento durante três dias no Centro de Reabilitação de Animais de Quiaios devido a ferimentos causados por redes de pesca. Trata-se de um macho com 1,70 metros de comprimento total, cerca de trezentos quilos e aparentando aproximadamente 40 anos de idade, que foi “apanhado, acidentalmente, nas artes de pesca de uma embarcação na Figueira da Foz, no dia 17 de Outubro”, segundo informação transmitida ao DN pelo capitão do Porto de Portimão, Santos Pereira.
A operação de devolução ao mar daquela tartaruga, que apresenta uma carapaça com 1,55 metros, envolveu o acompanhamento da Polícia Marítima “por um período alargado, até se encontrar fora de perigo”, em colaboração com elementos do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos de Quiaios, acrescentou aquele responsável.

Fonte: DN

Artigo de Opinião: Sines e a ideia que não pode ser posta de parte.

Os sinais positivos que Sines tem tido nos últimos anos, não podem ser nem menosprezados nem ignorados. Os sucessivos governos sempre mencionaram Sines como um exemplo, como um ponto de esperança, mas não foram responsáveis pelo desenvolvimento que tem havido. São as pessoas, os trabalhadores, que com a sua aplicação e trabalho, tem feito crescer os projectos, e isso juntamente com as estratégias próprias das empresas, fazem com que Sines seja realmente um ponto diferente dos outros. Mas Sines não precisa só de ser exemplo. Precisa de apoio. Precisa de inovação. Precisa de uma nova injecção de capital, não de dinheiro, mas de confiança. Confiança de que irá continuar a trabalhar e a crescer no futuro. Para ser um gigante, em especial no segmento portuário para continuar o enorme contributo que tem vindo a dar a economia de Portugal. Uma ideia que não deve ser posta de parte e que deveria ser estudada e analisada, é a constituição de uma Zona Franca para Sines. O Plano 5 + 1 apresentado pelo governo há um ano, pelo Secretário de Estado dos Transportes Sérgio Monteiro, prevê a redução da factura portuária. A Zona Franca iria muito mais além disso. Iria não só eliminar as taxas alfandegárias que oneram os custos das cargas nacionais e internacionais bem como iria estimular um impulso das trocas comerciais ainda mais acentuadas, bem como incentivar o aumento do investimento estrangeiro numa altura em que se sabe que o investimento nacional é muito escasso. O Porto de Sines proporciona condições para que haja a criação dessa Zona Franca, a semelhança no que acontece na Madeira, onde se instalaram 50 empresas de sectores diferentes para aproveitar as condições proporcionadas, havendo ainda outras em fase de instalação. Contudo com isto, não se pretende que Sines fosse com isto, um elemento concorrente com a Madeira. Pelo contrário, seria outro pólo de atracção de investimento nacional, com todas as vantagens reconhecidas. Se cidades como Barcelona e Vigo conseguiram crescimento adicional devido a sua potência portuária à conta da criação da Zona Franca, que poderia ganhar ainda mais Sines com esta ideia? Como todas as ideias, devem ser estudadas, analisadas e pesquisadas. Mas é uma ideia que não deve ser posta de parte.

Autor: Paulo Freitas.

Peixe da Amazónia com blindagem antipiranha única no mundo

Para resistir às implacáveis mordeduras das piranhas, o pirarucu, um peixe gigante da Amazónia, está equipado com um colete antidentes, duro no exterior e flexível no interior – revela agora um estudo sobre a estrutura das suas escamas realizado com raios X intensos.
Segundo este estudo, publicado na última terça-feira na revista Nature Communications, as escamas doArapaima gigas, o nome científico do pirarucu, funcionam como uma armadura natural a vários níveis de defesa – “uma estrutura única”, que não fica atrás dos coletes de protecção dos militares e das forças de segurança. Esta “estrutura sofisticada” à base de “elementos biológicos simples” é o segredo da blindagem tão eficaz do pirarucu, concluem os cientistas.
O primeiro nível de defesa destas escamas é composto por superfície espessa, de apenas meio milímetro, mineralizada e muito dura, que impede a penetração dos dentes dos predadores. Por baixo dessa superfície, existe uma segunda camada flexível, duas vezes mais espessa, composta por lâminas de colagénio (uma proteína), enroladas em espiral e orientadas em direcções diferentes, capazes de se realinharem em função da pressão a que são submetidas.
Resultado: o impacto das mandíbulas das piranhas é amortecido e repartido por uma grande superfície, o que impede a camada exterior das escamas de se quebrar – uma versão aperfeiçoada das malhas de ferro, que protegiam os cavaleiros da Idade Média. E para aperfeiçoar ainda mais este dispositivo, as escamas estão sobrepostas e são onduladas, para transferir melhor a energia à camada interior, sublinha o artigo científico, assinado à cabeça por Elizabeth Zimmermann, do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Califórnia, Estados Unidos.
Mais conhecido no Brasil como pirarucu ou pirosca, o Arapaima gigas é um dos maiores peixes de água doce conhecidos: já se pescaram exemplares de 200 quilos e três a quatro metros de comprimento. Mas se as escamas o protegem das piranhas e de outros predadores naturais, elas são de pouca utilidade contra o mais ameaçador de todos os predadores – o homem, grande apreciador da sua carne.
Abundantemente pescado no século XIX, encontra-se ameaçado de extinção e está inscrito na lista de espécies em risco. Apesar das medidas de preservação, muitos cientistas consideram que, para salvar esta espécie, é necessário produzi-la em aquicultura, para abastecer os mercados.
Carnívoro, o Arapaima gigas cresce rapidamente, até dez quilos por ano, e aguenta as condições de uma produção intensiva, graças à sua capacidade de respirar oxigénio atmosférico, o que lhe permite viver em ambientes mal oxigenados.

Fonte: Público

Inaugurado o maior aquário coberto do Canadá

A mais nova e empolgante atracção de Toronto, o Ripley’s Aquarium of Canada, abriu as suas portas para o público. Contendo mais de 5,7 milhões de litros de água, a atracção interactiva de 12.500 metros quadrados (135.000 pés quadrados) mergulha os visitantes numa emocionante aventura submarina que apresenta mais de 16.000 animais marinhos e mais de 450 espécies. Aberto 365 dias por ano, o maior aquário coberto do Canadá possui a maior colecção de tubarões da América do Norte, uma das mais abrangentes exposições de águas-vivas, lagostas gigantes com mais de 100 anos de idade, tanques onde se pode tocar em arraias e tubarões-bambu e espectáculos de mergulho ao vivo.

Desde a emocionante experiência na Lagoa Perigosa, do túnel de visualização de vidro, do comprimento de um campo de futebol, com calçada rolante deslizando através de tubarões, tartarugas-verdes marinhas, peixes-serra e moreias até o bailado hipnótico das águas-vivas do Oceano Pacífico que irradiam uma série de cores de tirar o fôlego, dentro do maior tanque kreisel na exposição Águas-Vivas do Planeta (Planet Jellies), o Ripley’s Aquarium of Canada vai cativar os cidadãos de Toronto bem como os visitantes de todo o mundo e deverá atrair mais de 2 milhões de visitantes por ano.

Fonte: Mercado e Eventos.

Os portos do Oeste em debate em Peniche


No próximo dia 24 de Outubro, quinta-feira, terá lugar na Escola Superior de Turismo e Tecnologias do Mar, em Peniche, um seminário subordinado ao tema “Os Portos do Oeste – Um mundo de oportunidades”.
A importância dos portos no comercio internacional, a questão das lotas, o Plano Nacional Marítimo, e o papel das autarquias na gestão dos portos, são algumas das questões em debate neste evento que jé organizado pela AIRO.
A abertura do seminário será feita pela presidente da AIRO, Ana Maria Pacheco, pelas 15h00, seguindo-se uma intervenção sobre a “Região Oeste e Sistema Portuário Nacional”, por Lídia Sequeira, gestora e ex-presidente do Porto de Sines.
Estão também previstas intervenções do presidente da Câmara de Peniche, António José Correia, do presidente do Conselho de Administração da Docapesca, José Apolinário e do representante do Grupo de Investigação em Recursos Marinhos, Sérgio Leandro.
As inscrições são gratuitas e podem ser efectuadas para http://www.airo.pt


Fonte: F.F./ Gazeta das Caldas

Curso «Monstra Marina» no Museu do Oriente


Os monstros marinhos estão em análise no curso «Monstra Marina», nos dias 9 e 16 de Novembro, das 10:00 às 13:00, no Museu do Oriente.
Baleias, golfinhos, focas, répteis, aves, peixes e muito mais confundem-se entre a vida real e o mundo da imaginação, da alegoria, da crença e da superstição. Esta iniciativa tem por objectivo revelar, entre outros aspectos, como é que estes grandes animais marinhos eram vistos pelas pessoas, qual a sua manifestação nas culturas locais e qual a sua expressividade na história marítima.
 
O curso tem por base fontes históricas escritas e iconográficas, as histórias e os elementos que sobreviveram à passagem do tempo, numa viagem que transporta os participantes de Portugal continental às ilhas atlânticas e Brasil, até ao Oceano Índico.
 
Doutorada em História (História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa), a formadora, Cristina Brito, é investigadora integrada no Centro de História de Além-Mar (CHAM, FCSH-UNL), sócia fundadora da Escola de Mar e Presidente da Direcção da Associação Para as Ciências do Mar. Licenciada em Biologia (FCUL) e Mestre em Etologia (ISPA), é especialista em estudos interdisciplinares e integrados vocacionados para o meio marinho, história ambiental e conservação de espécies e habitats.
 
CURSO MONSTRA MARINA
Datas: 9 e 16 Novembro
Formadora: Cristina Brito
Horário: 10:00 às 13:00
Participantes: Mínimo 15
Preço: 40 euros
 
Fonte: Diário Digital

Navios patrulha da Marinha recebem armamento de 4 milhões de euros

A Marinha já começou a equipar os dois ‘patrulhas’ construídos nos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) com os novos sistemas de armamento, encomendados em 2010 por quatro milhões de euros.
A informação foi confirmada pelo porta-voz daquele ramo das Forças Armadas, Alexandre Santos Fernandes, estimando-se a conclusão destes trabalhos, nos dois navios, durante o mês de Novembro. Esta operação, que decorre nos estaleiros de Viana do Castelo, incluirá a formação da guarnição com as novas peças de artilharia, mais avançadas tecnologicamente.

O primeiro destes ‘patrulhas’, o NRP (Navio da República Portuguesa) Viana do Castelo, já está ao serviço da Marinha desde Abril de 2011 e foi equipado na altura com uma peça de 40 milímetros (mm) BOFFORS, reaproveitada das antigas corvetas.

“Constituiu uma solução temporária para suprir o requisito de armamento dos navios, já que estes sistemas não são adequados aos requisitos de navios modernos, automatizados e com guarnições reduzidas”, explicou Santos Fernandes. Acrescentou que esta solução, devido à “idade e características”, envolvia sistemas “obsoletos” e com um “reduzido desempenho”, além de colocar “dificuldades na obtenção de munições”.

“Oportunamente foi decidido adquirir a peça Marlin-WS de 30 mm, do fabricante Oto Melara, que é estabilizada, garante elevada precisão de tiro e é operada remotamente”, sublinhou o porta-voz da Marinha. O contrato com o fabricante, precisou, foi assinado em 2010, pelo valor de dois milhões de euros por cada peça, que chegaram já este ano à Marinha.

Além do primeiro ‘patrulha’, também o segundo da mesma classe, o NRP Figueira da Foz, em fase de acabamento nos ENVC, está a ser equipado com esta nova peça de artilharia, operação que decorre em simultâneo em ambos os navios.

Estes navios foram concebidos como não combatentes mas podem ser utilizados para fiscalização, protecção e controlo das actividades económicas, científicas e culturais ligadas ao mar. A entrega do NRP Figueira da Foz à Marinha tem sido prevista por fontes dos estaleiros para o final deste ano.

Este primeiro par de navios custou mais de 100 milhões de euros e foi lançado à água em Outubro de 2005, na doca dos estaleiros. A construção do segundo ‘patrulha’ chegou a estar parada durante mais de um ano, até final de 2012, face às dificuldades financeiras da empresa e ao processo, que estava em curso, de reprivatização dos ENVC.

Estas duas embarcações integram uma encomenda de oito Navios de Patrulha Oceânica feita em 2004 pelo Ministério da Defesa – na altura liderado por Paulo Portas – aos ENVC, para substituir a frota de corvetas, com 40 anos de serviço.

A construção dos restantes seria revogada já pelo actual Governo, através de uma resolução que em 2012 anulou a encomenda aos ENVC dos outros seis ‘patrulhas’ e das cinco Lanchas de Fiscalização Costeira, no valor de 400 milhões de euros. Com desenho próprio dos estaleiros, estes ‘patrulhas’ têm 83 metros de comprimento, capacidade para receber até 67 pessoas e uma guarnição de 38 marinheiros, além de poderem transportar um helicóptero Lynx.
Fonte: Público