Parlamento Europeu recomenda integração de dados sobre pesca nos mapas do Mar

O Parlamento Europeu defende que os dados sobre as pescas devem ser integrados no mapeamento dos fundos marinhos, uma iniciativa que a eurodeputada Maria do Céu Patrão Neves considera “muito relevante” para Portugal e, sobretudo, para os Açores”.
O relatório da eurodeputada portuguesa, hoje aprovado pelo Parlamento Europeu (PE), defende a utilidade da integração dos dados relativos à pesca num mapa digital dos fundos marinhos que deve ser elaborado até 2020, segundo um comunicado do gabinete do PE.
Maria do Céu Patrão Neves (PSD) salienta, no documento, que a iniciativa é “muito relevante para Portugal e, especialmente para os Açores, devido à enorme dimensão do seu espaço marítimo (…) permitindo maximizar as potencialidades do oceano, planificar e compatibilizar as actividades que aí decorrem”.
Fonte: Expresso.

Mergulhador suíço arrisca a vida para fotografar anaconda de oito metros

Fotografar a vida selvagem é um trabalho de risco, mas não haverá muitas situações onde estes profissionais arrisquem tanto a vida como o mergulhador suíço Franco Banfi, que ficou a centímetros de uma gigante anaconda de oito metros. Tudo para captar, com todos os detalhes, a enormidade do animal.
O mergulho teve lugar num rio de Mato Grosso, no Brasil, e as fotos – pelo menos para nós, que não arriscámos a vida – valem bem a pena.
Normalmente, as anacondas ficam perto da superfície da água, onde procuram presas como ratos, peixes ou pássaros. Esta anaconda, com oito metros, tinha acabado de comer uma capivara, tendo-se mostrado pouco interessada num segundo prato.
“A cobra já tinha comido, por isso não demonstrou muito interesse em nós. Tudo é possível, mas duvido que ela nos comesse. Eu estava muito perto e podia inclusive ter tocado nela, se quisesse”, explicou Banfi à imprensa internacional.
Durante a sua viagem pelo Mato Grosso do Sul, o fotógrafo viu e fotografou seis tipos diferentes de anacondas. “No início tive medo, porque não conhecia o animal e todos diziam que era perigoso. Mas depois comecei a perceber que nada acontece se respeitarmos a cobra. Nunca tinha estado tão perto de uma cobra destas, mas acho que uma cobra pequena e venenosa mete mais medo que estas”, explicou.
Fonte: Greensavers.

Surfista testa jetsurf e acredita que prancha será o futuro das ondas grandes

O surfista brasileiro Everaldo Pato está a testar uma prancha que pode elevar para outro patamar a busca por ondas grandes. O jetsurf é um equipamento que possui motor acoplado e que consegue projectar o atleta na onda sem que exista a necessidade dele ser puxado por um jet ski. Em testes no Havaí, entre uma gravação e outra de um programa TV, Pato ficou encantado com o equipamento e confessou que muitos surfistas locais vieram ver de perto a novidade tecnológica. Nesta entrevista exclusiva, ele explica como funciona o jetsurf e o que isso pode mudar na busca pela onda perfeita.

Como surgiu a ideia de usar o jetsurf em ondas grandes?
PATO – 
Sempre gostei muito de experimentar coisas novas, estou sempre em busca de motivação e nada melhor para me motivar do que novas ideias, novos brinquedos e sensações novas. Um amigo falou-me sobre essa prancha, pesquisei por informações e achei super interessante.. E coincidência, as pessoas que representam a prancha no Brasil eram amigos de amigos e me procuraram para me mostrar o equipamento. Como estava embarcando para o Havaí não tive tempo de testá-la. Então surgiu a ideia de levarem a prancha ao Havaí para que eu pudesse testá-la.
Qual a sensação de não precisar do jet ski para entrar numa onda grande?
PATO –
 A ideia inicial era apenas usá-la em ondas pequenas, porém o equipamento respondeu muito melhor do que todos imaginavam. Numa semana surfamos ondas de até 6 metros, foi incrível. É quase um sonho, pois durante toda minha vida de atleta profissional de ondas gigantes sempre pensei como seria entrar em uma onda gigante sem precisar de um parceiro no jet ski. É como ter sua própria prancha com motor e entrar na onda a hora que quiser, onde quiser, na velocidade que quiser, e isso foi muito bom. Eles conseguiram juntar tudo no mesmo lugar, uma prancha rápida, super tecnológica, e com isso basicamente não preciso mais de um jet ski. Agora estamos trabalhando na evolução da prancha acho que muito breve teremos óptimos retornos.
Como foram os testes no Havaí? Como foi a receptividade dos outros surfistas?
PATO –
 Foi um verdadeiro sonho entrar numa onda gigante com sua própria prancha a motor, é uma evolução e tanta, e estamos só no começo. Temos muito o que evoluir, porém com certeza em um futuro próximo estarei pegando ondas bem acima do limite que conhecemos. Tudo que é novo tem um certo preconceito no início, principalmente dentro da comunidade do surf, mas no geral foi um sucesso, pois todo mundo vinha perguntar sobre a prancha. Fiz uma sessão num Outer Reef (onda que quebra no meio do Oceano) num final de tarde que foi demais. Quando saí tinha um fila de havaianos na praia me esperando para ver o que eu estava usando. Eles ficaram impressionados com o equipamento.
Quem criou o jetsurf e quais as características da prancha?
PATO – 
Ela criada em 2008 pelo Martin Sula, um grande engenheiro mecânico da República Checa que trabalhou na Fórmula 1. Ele aplicou um motor a um windsurf, e a partir daí foram alguns anos até a prancha que estou usando no momento. Ela pesa 14 kg, mede 1 metro e é toda em fibra de carbono, inclusive a maior parte do motor. Usa 2 litros de gasolina que proporciona uma hora de surfe. A bateria de lítio é recarregada pelo motor, dura quatro horas, e em uma lagoa, por exemplo, você pode chegar a 50 km/h, dependendo do modelo da prancha. Se juntando a velocidade da onda no mar, pode chegar a 60 km/h.
Quais melhorias podem ser feitas na prancha?
PATO – 
As que foram utilizadas no Havaí eram todas protótipos e estão em desenvolvimento. Estamos trabalhado em vários aspectos, desde o filtro de ar até o próprio design da prancha. Tem bastante coisa para evoluirmos sempre, principalmente se tratando de um equipamento tão tecnológico. Mas a prancha que tenho no momento já tem trazido muita alegria para mim. Tenho feito sessões memoráveis.
Acha que o jetsurf pode levar o surfe de ondas grandes para um outro patamar?
PATO – 
Sem dúvida. Estamos trabalhando para isso e acho que em um futuro bem próximo teremos muitas surpresas. 
Fonte: Estadão.

Arquipélago do Pacífico Sul une desporto náutico e praia

Nouméa é a capital da Nova Caledónia, um arquipélago que é uma porção de terra mais distante de seu país soberano, a França, e um charmoso destino de cruzeiros marítimos pelo Pacífico Sul. 
Em Nouméa fica a maior lagoa do mundo e o segundo maior recife de corais. Ao desembarcar na região, um passeio  numa luxuosa balsa em alta velocidade leva os turistas em 45 minutos até a ilha paradisíaca do farol Amedee. Chegando lá, o único trabalho é decidir se prefere relaxar na praia de areia branca ou encarar actividades, como trilhos.
Os aventureiros podem subir 241 degraus no farol e ter uma vista sensacional da lagoa. Além de passeios pela ilha, o mergulho com snorkel para observar os peixes é uma actividade interessante, principalmente por Amedee ser uma reserva marinha. A bordo de um barco com fundo de vidro é possível conhecer e ter mais informações sobre as espécies locais. A barreira de recifes também é habitada por tartarugas e arraias, e fica a meia hora de navegação da ilha.
Nouméa é ainda um bom lugar para cavalgar. A área costeira é considerada zona rural, e pode-se explorar praias isoladas a cavalo, assim como chegar mais perto das cadeias de montanhas. Outra atracão é embarcar numa canoa outrigger, típica da Melanésia, e remar pelos rios como faziam as antigas tribos da Nova Caledónia. Ainda nas actividades aquáticas, o windsurf é um dos desportos mais indicados, devido ao vento e as águas das baías de Anse Vata e Cote Blanche.
Numa visita a Nouméa, o turista deve conhecer o Tijbaou Cultural Center, localizado na Baía de Tina. O trabalho do arquitecto Renzo Piano é um símbolo de reconciliação e abertura. O lugar é único, onde a cultura melanesiana pode ser vista, criada, vivida e compartilhada. A cidade é cheia de museus, com destaque para o Museu da Nova Caledónia, com uma série de artefactos do Pacífico, e o Museé de la Ville, que guarda a história da capital e o Museu da História Marítima.
Como é território francês, a Nova Caledónia possui elegantes boutiques que vendem produtos franceses, de roupas a perfumes, bolsas e vinhos. A cozinha local é inspirada na francesa, e os pratos típicos do país são fáceis de encontrar. Mas é claro que há especialidades locais, como o bougna, prato com peixe e galinha coberto por folhas de bananeira e assado sobre pedras quentes.

Biólogos marítimos russos farão expedição à volta do Mundo.

“Aquatilis” é a primeira expedição à volta  do mundo organizada por cientistas russos destinada à pesquisa dos seres vivos no oceano.

Em três anos, o biólogo Aleksandr Semionov e sua equipa pretendem percorrer 35 mil milhas marítimas (cerca de 65 mil quilómetros) ao redor da Terra, realizar centenas de mergulhos com o objectivo de estudar a vida dos organismos no fundo do mar e compartilhar as suas descobertas com a comunidade internacional.
A “Aquatilis” é a primeira expedição à volta do mundo organizada por cientistas russos destinada à pesquisa dos seres vivos no oceano. Semionov, chefe da equipa de mergulhadores da Estação Biológica Belomosrkaia, da Universidade Estatal de Moscou Lomonossov, e famoso fotógrafo submarino, também exerce os papéis de organizador e líder do projecto. Há sete anos ele mantém um blog científico onde disponibiliza as informações referentes aos estudos do mar e partilha com o público a diversidade da natureza e as imagens das criaturas extraordinárias que o habitam. Portanto, a futura expedição possui não apenas uma finalidade científica, mas também se destina a divulgar as descobertas a serem feitas pela equipe.
“O oceano é um universo paralelo, um outro mundo habitado por criaturas surpreendentes. Acreditamos que as pessoas devem conhecer as pesquisas científicas em todas as suas cores. Sonhamos em começar uma nova missão, dando a continuação a uma série de descobertas feitas pelos primeiros pesquisadores do mundo submarino”, explica Semionov.
Os equipamentos instalados a bordo do navio permitirão transmitir para os blogs e pela redes sociais as informações, fotos e vídeos referentes aos animais detectados e sobre o andamento das pesquisas, assim como interagir com a audiência. Além disso, os objectivos da expedição incluem a criação de um banco de dados único incluindo milhares de fotos e vídeos em alta resolução dos organismos que compõem a flora e a fauna dos oceanos, uma parte dos quais talvez ainda seja desconhecida.
“Sendo um cientista, eu observo todas as peculiaridades do mundo submarino através das lentes da câmara. Ao longo dos muitos anos que a minha equipa e eu fazemos mergulhos, observamos e tiramos fotos dos mesmos organismos, conseguindo gravar os mínimos detalhes do seu ciclo de vida”, explica Semionov.
O cientista acredita que as suas fotos poderão ser utilizadas nas pesquisas de estudantes ou em trabalhos específicos de pesquisadores.
“As filmagens submarinas acrescentam os conhecimentos de biologia clássica às pesquisas contemporâneas, ajudando os cientistas a conhecerem os mínimos detalhes e as possíveis diferenças de comportamento entre os animais do mesmo grupo. Os equipamentos modernos, como as câmaras fotográficas e de vídeo, permitem adicionar um grande volume de informação impossível de ser encontrada nos livros. Anteriormente, os cientistas analisavam as amostras por meio de microscópio e desenhavam as imagens com as próprias mãos, às vezes esquecendo os pequenos detalhes dos organismos analisados. No entanto, a tecnologia moderna permite tirar fotos em alta resolução, com capacidade de mostrar seres minúsculos ou obter imagens detalhadas dos animais muito pequenos”, explica cientista.
Vale apena ressaltar que um dos principais objectivos dos organizadores da expedição é chamar a atenção da sociedade aos problemas ecológicos dos oceanos. O trajecto a ser percorrido pelos cientistas inclui a passagem por ilhas de lixo, gigantes aglomerações de entulho e resíduos de plástico. Os participantes da expedição pretendem mostrar os danos causados para a flora e fauna marítimas.
Os três anos de expedição serão divididos em dez etapas, cada uma com duração de dois a quatro meses. A equipe que permanecerá no navio incluirá de oito a dezasseis pessoas, dependendo das tarefas a serem realizadas durante сada fase. No entanto, ao longo de três anos, o projecto contará com a participação de 50 especialistas na terra e no mar.
Fonte: R

Martifer confirmada como vencedora do concurso para a subconcessão dos ENVC

Agora sim, é oficial: a administração dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) decidiu adjudicar a subconcessão dos terrenos e infra-estruturas ao grupo português Martifer. A decisão foi tornada pública na passada sexta-feira.

A escolha de adjudicar a subconcessão dos ENVC, até 2031, à Martifer, que detém os estaleiros navais Navalria, em Aveiro, resulta do relatório final elaborado pelo júri deste concurso, presidido pelo procurador-geral adjunto João Cabral Tavares.

A proposta do grupo português foi a única analisada pelo júri, após exclusão de um investidor russo, por incumprimento dos requisitos do concurso.

A administração dos ENVC garantiu ainda, de acordo com o mesmo relatório, o “cumprimento de todos os requisitos constantes do caderno de encargos” deste procedimento por parte do agrupamento Martifer – Energy Systems, SGPS, S.A. e Navalria – Docas, Construções e Reparações Navais, S.A.

A administração da empresa pública admite que estão “garantidas as condições” para a “continuidade da actividade industrial” nos terrenos dos ENVC, iniciando-se agora a negociação com o grupo Martifer sobre os termos do contrato de subconcessão. Os estaleiros empregam actualmente cerca de 620 trabalhadores.

Este concurso envolve a subconcessão dos terrenos e infra-estruturas da empresa até 31 de Março de 2031 e o programa de procedimento definia que a escolha do vencedor seria feita apenas de acordo com dois critérios de avaliação e respectivos coeficientes de ponderação, ambos de cariz financeiro.

É o caso da renda anual proposta pelos terrenos e infra-estruturas, com um peso de 70% na avaliação do júri. O segundo item prevê o pagamento de uma caução, nunca inferior a 5% da soma das rendas anuais propostas durante todo o período da subconcessão, equivalente a 209 meses, representando 30% do peso da avaliação.

Fonte: Cargo

II Congresso Âncora do FEEM marcado para 14 de novembro

O Fórum Empresarial da Economia do Mar (FEEM) marcou para o próximo dia 14 de Novembro o seu II Congresso Anual, este ano subordinado ao tema “O Mar com os pés assentes na Terra”. O evento vai decorrer na Culturgest, em Lisboa, e terá a CARGO novamente como um dos media partners.

Já foi divulgado o programa do evento, que contará com várias personagens ilustres do sector  como de resto aconteceu na passada edição. Entre os temas para discussão estarão os portos e o transporte marítimo.

Fonte: Cargo.

Lisnave resiste à crise e mantém número de navios reparados

A Lisnave encerrou o primeiro semestre deste ano com 49 navios reparados nos estaleiros navais da Mitrena, em Setúbal, mantendo o nível conseguido no período homólogo do ano passado, apesar de se continuar a sentir uma crise generalizada dos transportes marítimos mundiais.
Os 49 navios reparados pela Lisnave na primeira metade deste ano pertenciam a 35 clientes de 17 países diferentes.

Fonte: APP

Golfinhos usam «assobios» para dar nome aos companheiros, diz estudo

Golfinhos da espécie nariz-de-garrafa (Tursiops truncatus) usam um tipo de assobio ou apito para identificar os seus companheiros, de forma semelhante como fazem os humanos ao dar nomes às pessoas. É o que aponta um estudo feito pela Universidade de St. Andrews, na Escócia. Os resultados foram publicados na revista científica “Proceedings of the Natural Academy of Sciences” (PNAS) de segunda-feira (22).
Esse tipo de comportamento, que permite aos animais aprender e copiar sons do ambiente, tem sido observado em pássaros, beija-flores, morcegos, focas, elefantes, papagaios e golfinhos, mas apenas os dois últimos manifestaram, em estudos experimentais, o potencial de captar sinais e reproduzi-los para classificar objectos, como parte de um sistema de comunicação natural.
Para determinar se essa capacidade dos golfinhos realmente integrava um mecanismo de informação próprio, os pesquisadores Stephanie King e Vincent Janik avaliaram se os animais usavam “assinaturas de voz” para indivíduos específicos ao encontrá-los no mar.
Os autores acompanharam uma população de golfinhos selvagens que vive na costa leste da Escócia, no Mar do Norte, e monitorizaram as respostas a diferentes assobios. Os testes incluíram a reprodução sintética de apitos gravados do próprio golfinho e de sons de indivíduos da mesma família ou de populações diferentes.
Os golfinhos nariz-de-garrafa responderam a seus próprios apitos fazendo o mesmo ruído de volta, mas não retornaram a assobios desconhecidos. De acordo com os cientistas, isso sugere que os animais usam esses sons para referir-se a outros companheiros da espécie ou entrar em contacto com eles.
Fonte: G1 Natureza