Optimizar a Participação Privada.

José Luís Cacho garante que “as políticas públicas que foram seguidas nos últimos 15 anos de transformar os portos em modelos empresariais estão a dar os seus frutos”.
A verdade, diz, é que os portos “têm vindo a crescer acima do crescimento da economia”. O presidente da Associação dos Portos de Portugal crê que a alteração da legislação portuária contribuiu para que esse crescimento seja consolidado nos próximos anos.
Por agora, considera que o desafio é “optimizar a operação portuária que depende das entidades privadas”, para ajudar a criar condições mais competitivas às empresas.

Fonte: APP

Douro Azul investe 26 milhões em dois novos barcos-hotel

A Douro Azul investiu 26 milhões de euros em dois novos barcos-hotel, que estão já em construção através da Martifer e que estarão prontos no próximo ano. Segundo Mário Ferreira, presidente da Douro Azul, trata-se de um “investimento sem risco”, já que a empresa “tem um contrato assinado que é superior em seis meses à amortização do navio”, disse o responsável, um dos oradores da grande conferência “Empresas na Caixa”, organizada pelo Caixa Geral de Depósitos/Dinheiro Vivo/Diário de Notícias/Jornal de Notícias/TSF, que decorre esta terça-feira na Casa da Música, no Porto.
O presidente da Douro Azul sublinhou a importância dos fundos do QREN para estes investimento, já que possibilitam “que a amortização dos investimentos seja menor” e permite à empresa “crescer mais rapidamente”.
Neste momento, a empresa de cruzeiros do Douro exporta 95% dos seus serviços, sendo que tem “clientela para cinco novas embarcações”. “Tenho de analisar o novo quadro dos fundos do QREN para perceber como os podemos planear, pois não quero sobrecarregar os capitais próprios” da empresa, explica Mário Ferreira. Para 2014, as estimativas de facturação são de 40 milhões de euros, o dobro do registado em 2012.
Fonte: Dinheiro Vivo.

ONG’s pedem que verbas da UE para pesca sejam aplicadas em inovação e formação

Organizações não governamentais portuguesas defenderam hoje que os financiamentos europeus no sector da pesca devem ser aplicados em inovação e formação e não em novas embarcações que aumentem a actividade em espécies já sobre-exploradas.

As regras do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca, o instrumento financeiro para apoiar a Política Comum de Pescas (PCP) e a gestão do meio marinho nos próximos sete anos vão ser votadas, na quarta-feira, no Parlamento Europeu.
Para as ONG, está em causa um fundo que aplique o regulamento base da PCP para o qual houve uma votação “muito positiva” em Fevereiro e para o qual houve um acordo “muito positivo” em Junho.
“Estamos a pedir aos eurodeputados que não voltem atrás aprovando financiamento para a construção de novas embarcações, [o que é] uma má aplicação dos fundos públicos, é possível inovar, dar formação, incentivar novos pescadores a entrar na profissão sem investir directamente em tecnologia”, disse à agência Lusa o porta-voz das associações.
Aquele investimento “muito provavelmente vai resultar em aumento de capacidade, um esforço adicional sobre os recursos que já são diminutos e que se traduzirão em apoios a abates a essas próprias embarcações, dentro de alguns anos”, explicou Gonçalo Carvalho.
“Estamos a pedir que os fundos públicos sejam aplicados em bens e serviços públicos, nomeadamente na investigação, no controlo e na fiscalização”, resumiu.
A justificação para esta opção relaciona-se com a dificuldade de garantir que os financiamentos aprovados no Parlamento Europeu para novas embarcações e para renovação de frotas não sejam aplicados na construção de barcos que “vão aumentar o esforço de pesca em stocks já sobre explorados”.
“É muito difícil garantir que cada Estado membro não canaliza esses fundos para construção de embarcações para stocks [pesqueiros] já muito explorados e para frotas que não têm sustentabilidade financeira”, salientou o porta-voz das ONG, como a GEOTA, Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Quercus ou WWF Portugal.
Em Portugal, Gonçalo Carvalho referiu que “haveria muita coisa a fazer” que, acredita, “não tem de passar por financiar novas embarcações”.
As ONG realizaram uma campanha para informar os cidadãos e sensibilizar os eurodeputados europeus a votar em medidas que acabem com a sobre pesca e apostem na sustentabilidade.
A campanha inclui cartas aos eurodeputados, o vídeo “Acabem com os gastos às cegas”, cartoons, o site “Investir em Peixes” e uma página na Internet associada ao blogue da Plataforma de ONG Portuguesas sobre a Pesca (PONG-Pesca).
O Parlamento Europeu vai analisar um pacote de 6,570 mil milhões de euros de apoios para a pesca para o período 2014-2020.
As ONG referem dados da Comissão Europeia para salientar que há partes da frota pesqueira da UE com capacidade para pescar duas ou três vezes acima dos níveis sustentáveis e que 39% dos stocks avaliados do Atlântico e 88% no Mediterrâneo são alvo de sobre pesca que custa mais de três mil milhões de euros por ano em receitas perdidas e os stocks de peixe recuperados poderiam sustentar mais de 100 mil empregos.
Fonte: RTP

ONG's pedem que verbas da UE para pesca sejam aplicadas em inovação e formação


Organizações não governamentais portuguesas defenderam hoje que os financiamentos europeus no sector da pesca devem ser aplicados em inovação e formação e não em novas embarcações que aumentem a actividade em espécies já sobre-exploradas.

As regras do Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca, o instrumento financeiro para apoiar a Política Comum de Pescas (PCP) e a gestão do meio marinho nos próximos sete anos vão ser votadas, na quarta-feira, no Parlamento Europeu.
Para as ONG, está em causa um fundo que aplique o regulamento base da PCP para o qual houve uma votação “muito positiva” em Fevereiro e para o qual houve um acordo “muito positivo” em Junho.
“Estamos a pedir aos eurodeputados que não voltem atrás aprovando financiamento para a construção de novas embarcações, [o que é] uma má aplicação dos fundos públicos, é possível inovar, dar formação, incentivar novos pescadores a entrar na profissão sem investir directamente em tecnologia”, disse à agência Lusa o porta-voz das associações.
Aquele investimento “muito provavelmente vai resultar em aumento de capacidade, um esforço adicional sobre os recursos que já são diminutos e que se traduzirão em apoios a abates a essas próprias embarcações, dentro de alguns anos”, explicou Gonçalo Carvalho.
“Estamos a pedir que os fundos públicos sejam aplicados em bens e serviços públicos, nomeadamente na investigação, no controlo e na fiscalização”, resumiu.
A justificação para esta opção relaciona-se com a dificuldade de garantir que os financiamentos aprovados no Parlamento Europeu para novas embarcações e para renovação de frotas não sejam aplicados na construção de barcos que “vão aumentar o esforço de pesca em stocks já sobre explorados”.
“É muito difícil garantir que cada Estado membro não canaliza esses fundos para construção de embarcações para stocks [pesqueiros] já muito explorados e para frotas que não têm sustentabilidade financeira”, salientou o porta-voz das ONG, como a GEOTA, Liga para a Protecção da Natureza (LPN), Quercus ou WWF Portugal.
Em Portugal, Gonçalo Carvalho referiu que “haveria muita coisa a fazer” que, acredita, “não tem de passar por financiar novas embarcações”.
As ONG realizaram uma campanha para informar os cidadãos e sensibilizar os eurodeputados europeus a votar em medidas que acabem com a sobre pesca e apostem na sustentabilidade.
A campanha inclui cartas aos eurodeputados, o vídeo “Acabem com os gastos às cegas”, cartoons, o site “Investir em Peixes” e uma página na Internet associada ao blogue da Plataforma de ONG Portuguesas sobre a Pesca (PONG-Pesca).
O Parlamento Europeu vai analisar um pacote de 6,570 mil milhões de euros de apoios para a pesca para o período 2014-2020.
As ONG referem dados da Comissão Europeia para salientar que há partes da frota pesqueira da UE com capacidade para pescar duas ou três vezes acima dos níveis sustentáveis e que 39% dos stocks avaliados do Atlântico e 88% no Mediterrâneo são alvo de sobre pesca que custa mais de três mil milhões de euros por ano em receitas perdidas e os stocks de peixe recuperados poderiam sustentar mais de 100 mil empregos.
Fonte: RTP

Corais produzem substância protectora do calor que influencia clima

Com a redução do número de corais, os cientistas advertem que pode registar-se uma grande diminuição na produção de DMSP, o que por sua vez, terá consequências na formação das nuvens

Os corais produzem uma substância química que os protege do aumento da temperatura dos oceanos e desempenha um papel crucial na regulação do clima local, revela um estudo publicado hoje na revista Nature.
Uma equipa de cientistas do Instituto Australiano de Ciências Marinhas (AIMS, na sigla em inglês) descobriu que os corais produzem uma molécula à base de enxofre, o dimetilsulfoniopropionato (DMSP), substância responsável pelo odor característico do mar, que até agora se pensava existir apenas nas algas.
“Anteriormente pensava-se que as grandes concentrações de DMSP que emanavam dos recifes de corais eram provenientes das algas simbióticas”, disse o responsável pela investigação, Jean-Baptiste Raina, do AIMS e da Universidade James Cook.
A investigação concluiu que os corais aumentam a produção desta substância quando a temperatura do oceano aumenta.
A substância e os seus derivados funcionam como antioxidantes e protegem os tecidos dos corais do stress ambiental causado pelas altas radiações solares.
As moléculas à base de enxofre também servem como núcleos para a formação de gotículas de água na atmosfera, ajudando a criar nuvens.
Com a redução do número de corais, os cientistas advertem que pode registar-se uma grande diminuição na produção de DMSP, o que por sua vez, terá consequências na formação das nuvens.
“A produção de nuvens, especialmente nos trópicos, é um importante regulador do clima – porque as nuvens reflectem muito do calor do sol para o espaço. Se forem produzidas menos nuvens, menos calor será reflectido  o que levará ao aumento das temperaturas na superfície do mar”, explicou Jean-Baptiste Raina.
A Grande Barreira de Coral da Austrália, que concentra 400 tipos diferentes de coral, 1.500 espécies de peixes e 4.00 variedades de moluscos, começou a deteriorar-se na década de 1990 pelo duplo impacto do aquecimento da água do mar e pelo aumento da sua acidez devido a uma maior concentração de dióxido de carbono na atmosfera.


Fonte: Lusa

Aquário do Pantanal, o maior aquário de água doce do mundo


As obras do Aquário do Pantanal, previsto para ser inaugurado no ano que vem, entram na fase de instalação das estruturas metálicas. O maior aquário doce do mundo terá cobertura complexa para albergar 18 tanques que representarão os Rios Miranda, Piquiri e Paraguai. O projecto é do arquitecto Ruy Ohtake.
 
O espaço irá abrigar um centro de conferências, laboratórios e biblioteca para livros e teses sobre o Pantanal, instalações que foram desenhadas lado a lado com os 24 tanques de peixes, jacarés, entre outras espécies.
 
Além do ambiente interno, que inclui um túnel de 180 graus, o aquário terá cinco tanques externos, que poderão ser percorridos a pé ou em um trajecto aquaviário em barco com fundo de vidro. A construção do maior Aquário de água doce do mundo teve início em 14 de maio de 2011.
 
Mais sobre o maior Aquário 
 
São 6,6 milhões de litros de água doce e 263 espécies de animais nativos acompanhados da flora pantaneira, com os lindos Ipês do cerrado, ipê roxo, Ipê amarelo, Ipê rosa, que serão replantados no local. 

Fonte: Horizonte MS

Maurícias acolhem 10ª reunião do Sistema de Observação do Oceano Índico

 As Ilhas Maurícias albergarão a  10ª  reunião do Sistema de Observação  Global do Oceano Índico (IOGOOS)  em Port-Louis.
O encontro agrupará cerca  de 20 oceanógrafos provenientes de vários países dos  quais a Austrália, a Tailândia, a Índia, o Sri Lanka, o Blangladesh, os Estados Unidos, o Quénia, a Indonésia, o Japão e a África do sul.
O responsável da Unidade dos Assuntos Oceânicos do Governo Maurício, Rezah Badal, indicou sábado que o objetivo desta reunião anual é passar em revista os progressos realizados em relação aos diversos projectos executados pelos países-membros tais como a observação satélite, o estabelecimento dos centros regionais de alerta e a instalação de tsunâmetros.
“As discussões versarão sobre o avanço da pesquisa na observação do Oceano Índico sobre vários temas incluindo a biogeoquímica oceânica, o ecossistema marinho, a variabilidade a nível do mar, a pesca no sudoeste do Oceano Índico e a modelização e as previsões oceânicas”, declarou.
Criado em 2002, o OGOOS é uma colaboração formal entre 19 organizações de vários países da região que trabalham conjuntamente para a instalação do sistema de observação no Oceano Índico.
Desde 2002, o IOGOOS elaborou várias iniciativas que contribuíram para realçar a capacidade regional com vista a uma melhor compreensão do fenómeno do oceano.

As actividades do IOGOOS estão orientadas para a melhoria do sistema de observação do oceano, a troca, a gestão e comunicação de dados, os serviços do oceano, o reforço das capacidades, a  pesquisa e a cooperação com outros organismos.
Fonte: Africa21

Rússia rejeita arbitragem do Tribunal dos Direitos do Mar na libertação de 28 ativistas

A Rússia rejeitou hoje a arbitragem do Tribunal Internacional dos Direitos do Mar na libertação de 28 activistas da Greenpeace detidos no Ártico, quando realizavam um protesto num barco de bandeira holandesa, em águas internacionais.

“A Rússia comunicou à Holanda e ao Tribunal Internacional do Direito do Mar que não aceita a arbitragem no caso do barco Artic Sunrise”, indicou o Ministério dos Assuntos Exteriores russo, em comunicado.
Segundo Moscovo, em 1997, quando ratificou a Convenção da ONU sobre o Direito do Mar, a Rússia disse que “não aceitava os procedimentos de arbitragem com decisões vinculantes em contenciosos sobre o exercício dos direitos soberanos e jurisdicionais”.
Contudo, a Rússia declarou estar disponível para “encontrar uma solução para o problema”.
A Holanda apresentou um recurso de arbitragem ao Tribunal Internacional dos Direitos do Mar, com sede em Hamburgo, na Alemanha, por considerar que a libertação dos detidos na Rússia “é um caso urgente”.
No passado dia 18 de setembro, 28 activistas da Greenpeace, um operador de câmara e um fotógrafo independentes foram detidos pela guarda-costeira russa, que abordou o barco da organização ecologista.
Pouco antes, dois activistas tinham conseguido subir a uma plataforma petrolífera do consórcio russo Gazprom, com o objectivo de denunciar os danos para o Ártico resultantes da extracção de crude.
Os detidos (que estão em prisão preventiva até pelo menos 24 de Novembro) incorrem numa pena que pode chegar aos 15 anos de prisão.
Até agora, foram recusados todos os recursos pedidos pelos activistas detidos, no sentido de aguardarem julgamento em liberdade.

Fonte: Paula Mourato/DN.

Marinha resgata americana de navio ao largo da Madeira

Uma norte-americana de 65 anos, que viajava a bordo do navio Nowergian Epic, a 80 milhas a Oeste da Ilha da Madeira, teve de ser resgatada por um helicóptero da Marinha portuguesa por motivos médicos. A mulher estava com febres muito elevadas e havia suspeita de septicemia.
O pedido chegou ao Subcentro de Busca e Salvamento Marítimo do Funchal por volta das 23h30. Foram então desencadeadas as acções para resgatar a paciente, numa acção concertada com o INEM, Força Aérea e Serviço Regional de Protecção Civil.
O helicópetro EH-101 do destacamento Aéreo da Madeira, da Força Aérea, levou a cabo o resgate com sucesso, desembarcando a paciente, acompanhada do marido, no aeroporto da Madeira pelas 03h05, onde eram aguardados por uma ambulância, que seguiu para o Hospital Dr. Nélio Mendonça.

Fonte: SOL

Navio naufragado em 1787 descoberto ao largo de Sines


O centro de mergulho Ecoalga, especializado em actividades náuticas, em Porto Covo, anunciou ter encontrado ao largo de Sines, os destroços de um navio francês que se afundou em 1787.
A localização e identificação do navio, pertencente à frota da Companhia das Índias Francesa, aconteceu em janeiro deste ano durante um mergulho de pesquisa, explicou o mergulhador Joaquim Parrinha.

Os destroços encontrados pela Ecoalga pertencem a um navio de origem francesa e, de acordo com o responsável pelo achado, encontra-se assente num banco de areia.

Segundo Joaquim Parrinha, trata-se de um “navio de 400 toneladas” que naufragou junto à costa de Santo André, proveniente do sudoeste asiático.

A descoberta já foi comunicada às entidades competentes.

O espólio deste navio ainda não é conhecido adiantou Joaquim Parrinha que “mergulhou” na literatura e acredita tratar-se de um navio pertencente ao ministro das finanças do governo de Luís XVI.

Joaquim Parrinha que, em conjunto com o mergulhador João Goucha, são os responsáveis pela descoberta, gostariam de “resgatar o navio ao mar” e “construir um museu em Santiago do Cacém” que permitisse estudar a história destas embarcações.

Fonte: Antena Miróbriga/Helga Nobre