Eurodeputados aprovam manutenção de benefício nas ajudas às pescas em países resgatados

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O Parlamento Europeu (PE) aprovou regras que prevêem a continuidade da majoração em dez pontos percentuais das taxas de cofinanciamento comunitário para projectos no sector das pescas nos países sob assistência financeira, como Portugal. A medida, aprovada por 463 votos a favor, 22 contra e 2 abstenções, visa facultar a disponibilização antecipada de recursos financeiros e facilitar a execução dos programas operacionais no âmbito do Fundo Europeu das Pescas.

Maria do Céu Patrão Neves (PSD), a relatora do PE sobre esta proposta, salientou que “a crise económica que afecta a Europa dificulta a disponibilização pelos Estados-membros dos recursos financeiros necessários à boa execução dos programas operacionais do Fundo Europeu das Pescas”. A medida “constitui um útil contributo para a simplificação e celeridade do financiamento, permitindo imprimir uma importante dinamização aos projectos e investimentos no sector das pescas e, consequentemente, contribuindo para a promoção do crescimento económico e criação de emprego em regiões onde a actividade piscatória representa uma dimensão socioeconómica relevante, como é o caso dos Açores”, acrescentou.

Com a luz verde do PE, a Comissão Europeia poderá continuar a aplicar uma majoração de dez pontos percentuais – até ao máximo de 100% – nas taxas de cofinanciamento dos eixos prioritários dos programas operacionais apoiados pelo Fundo Europeu das Pescas, até ao final do período de elegibilidade e à apresentação do pedido de pagamento final das despesas declaradas, mesmo que nessa data o Estado-membro em causa já não esteja sob assistência financeira. A continuidade do cofinanciamento majorado irá reduzir o esforço exigido aos orçamentos nacionais dos países sob assistência financeira, entre os quais Portugal, sem contudo alterar o nível global de financiamento da União Europeia.

Fonte: Diário de Notícias.

Mullaghmore acolhe Conferência sobre Medicina e Surf em Condições Extremas.

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A European Association of Surfing Doctors (EASD) apresenta a 3rd Annual EASD Conference in Surfing Medicine de 9 a 13 de setembro de 2014 em Mullaghmore – Sligo – NW Coast Ireland, com o tema “Taking Surfing Medicine to Extremes”.

 Não há dúvida que a Mãe Natureza respondeu ao chamamento do Surf de Ondas Grandes com as últimas tempestades no Atlântico, que resultaram em alguns swells sem precedentes neste inverno. Ondas de uma ferocidade e magnitude imensas assolaram as costas da Europa Ocidental, muitas delas desbravadas por Water-men e Big Wave riders que se destacaram entre os demais surfistas. Por esse motivo, eles são também quem está sujeito aos maiores riscos. Mas quais são esses riscos? Quais as suas necessidades? Como enfrentam eles os elementos da natureza, o oceano e se superam a si próprios? Nunca como antes, falar de trauma, afogamento, hipotermia, técnicas de salvamento avançadas, metodologias d treino e tecnologia foi tão pertinente. Assim, os aventureiros do surf de ondas grandes e a comunidade médica mundial vão querer marcar presença na 3a Conferência de Surfing Medicine, que terá lugar em Sligo, na Costa Noroeste da Irlanda, de 9 a 13 de Setembro de 2014. O spot de eleição do surf de ondas grandes na Europa, Mullaghmore, servirá de pano de fundo para as palestras e conversas com experts em surf de ondas grandes e medicina. Na lista de palestrantes incluem-se nomes como o do irlandês Peter Conroy, Paramédico e Big Wave rider, finalista do Billabong XXL 2013; a brasileira Dr. Karina Oliani, expert Wilderness Medicine em expedições de trilhos pelas florestas; o havaiano Dr. Clayton Everline, médico do Hawaiian Pipeline Masters Doctor e co-author do livro “Surf Survival”, e muitos outros líderes globais nos seus respectivos campos de trabalho da área da saúde no surf. O Mundo está de olhos postos no surf, esta é a Era da comunicação global e da inovação tecnológica e o surf de ondas grandes é a nova arena dos gladiadores. As indústrias automóvel e de telecomunicações estão a envolver-se na indústria do surf. É agora tempo de nos afirmarmos também, usando a nossas competências profissionais para tratar dos mais bravos entre nós.

Mais informações em: http://www.surfingdoctorseurope.com

Fonte: SurfPortugal

 

Portos europeus perdem terreno no “top 20” mundial

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Roterdão, Hamburgo e Antuérpia continuam entre os 20 maiores portos mundiais na movimentação de contentores, mas apenas o primeiro logrou segurar a posição de 2012. Na frente continua Xangai. O movimento de contentores nos 20 maiores portos do mundo aumentou 3,3%, em média, em 2013 face a 2012, de acordo com os dados coligidos pela Alphaliner. O porto de Dalian conseguiu a melhor performance relativa, com um crescimento de 22,4%, e com isso subiu dois lugares no ranking (de 15.º para 15.º). O pior resultado foi de Hong Kong, com uma perda de 3,3% que lhe custou o terceiro posto no ranking. Roterdão manteve o 12.º posto, apesar de ter perdido 2,1% para 11,62 milhões de TEU. Hamburgo caiu de 15.º para 16.º, apesar de ter crescido 4,4% para 9,28 milhões de TEU. E Antuérpia cedeu 0,7% para os 8,58 milhões de TEU, desceu de 16.º para 17.º e está sob a ameaça de Xiamen. Na frente, Xangai cresceu em linha com a média do “top 20”: 3,3%, para 33,62 milhões de TEU. E com isso distanciou-se um pouco mais de Singapura, que avançou 2,9% até aos 32,58 milhões de TEU. Shenzhen é o novo n.º 3, fruto de um crescimento de 1,5% para 23,28 milhões de TEU. Hong Kong ficou-se pelos 22,35 milhões de TEU. O porto de Los Angeles/Long Beach manteve a 10.ª posição, com 14,59 milhões de TEU movimentados (mais 3,4%). O Dubai continuou sendo o 11.º, com 13,64 milhões de TEU processados (mais 2,7%).

Fonte: Transportes e Negócios

Setúbal mais que duplica movimento de contentores

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Nos dois primeiros meses do ano, o porto de Setúbal movimentou 15,8 mil TEU. Será pouco à escala nacional, mas é mais do dobro do conseguido no período homólogo do ano passado. Em 2013, em Janeiro e Fevereiro o porto sadino processou 7,2 mil TEU. De então para cá, o número de linhas regulares de contentores aumentou para sete, com destaque para os serviços da MacAndrews, que se mudou de Lisboa, e da Messina Lines, que concentra em Setúbal os movimentos nacionais e alargou a cobertura geográfica da oferta até à costa oriental de África (com natural destaque para Moçambique). Nos últimos tempos, Setúbal tem sido cada vez mais apontado como uma reserva de capacidade de expansão do porto de Lisboa. E no comunicado emitido a propósito dos resultados dos contentores em Fevereiro, de novo a APSS sublinhou a capacidade instalada e disponível, em particular no Terminal Multiusos 2, concessionado à Sadoport. “O terminal possui uma capacidade instalada de 250 mil TEU/ano, valor que pode subir para 600 mil TEU/ano com a aquisição de mais equipamento de cais, sem necessidade de obras”, é dito.

Fonte: Transportes e Negócios.

Washington dá “luz verde” à Aliança P3

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A Comissão Marítima Federal dos EUA aprovou a criação da Aliança P3, que reúne a Maersk Line, a MSC e a CMA CGM. O arranque das operações, previsto para o terceiro trimestre deste ano, está ainda dependente das decisões das autoridades da Concorrência da Europa e da Ásia. Os cinco membros da Comissão norte-americana decidiram por maioria (quatro votos contra um) que a anunciada aliança não representa um risco para o mercado, sendo improvável “que produza um aumento exagerado dos custos de transporte, ou uma redução exagerada dos serviços de transporte”. O ex-presidente da FMC foi o único a votar contra a aliança, considerando tratar-se de uma verdadeira fusão, que reduzirá as opções de transporte para os carregadores nos portos norte-americanos. A FMC não impôs “remédios” para viabilizar a Aliança P3, mas avisou que monitorizará a sua presença no mercado e que intervirá rapidamente caso verifique alguma variação anormal nos níveis da oferta ou dos preços. A decisão da FMC aplica-se apenas aos tráfegos para os EUA. O arranque das operações da Aliança P3 continua, por isso, dependente das decisões das autoridades da Concorrência da União Europeia e da Ásia (em particular, China). A Maersk Line, a MSC e a CMA CGM pretendem iniciar as operações conjuntas no terceiro trimestre deste ano, a tempo de aproveitarem a época alta.

Fonte: Transportes e Negócios.

MSC Cruzeiros encomenda os maiores navios da Europa

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A MSC Cruzeiros contratou com os estaleiros STX France, de Saint-Nazaire, a construção de dois navios de cruzeiro de nova geração, com opção para mais duas unidades. O primeiro navio deverá ser entregue no primeiro semestre de 2017 e o segundo na primeira metade de 2019. Caso a MSC Cruzeiros exerça a opção por mais duas unidades, o valor global do negócio atingirá os três mil milhões de euros. Os navios agora encomendados serão os maiores navios de cruzeiro alguma vez construídos para um armador europeu. Com um comprimento máximo de 315 metros e 43 metros de largura, poderão acomodar 5 700 passageiros (em 2 250 cabinas) e 1 700 tripulantes. Para a STX France, esta encomenda representa 16 milhões de horas de trabalho, o que garante a manutenção dos cerca de 2 000 postos de trabalho dos estaleiros de Saint-Nazaire por vários anos. Em Janeiro passado, a Brittany Ferries encomendou um ferry a GNL por 270 milhões de euros, e os responsáveis dos estaleiros aguardam a confirmação da opção por mais um navio de cruzeiro da classe Oásis por parte da Royal Caribbean.

Fonte: Transportes e Negócios

Espectáculos com orcas podem vir a ser proibidos na Califórnia

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A proposta de lei foi introduzida pelo vereador Richard Bloom, e tem como objectivo a proibição de espectáculos ao vivo com orcas, assim como a sua reprodução em cativeiro no estado da Califórnia, nos EUA.

Ser for aprovada, a lei obrigará o SeaWorld a acabar com os espectáculos que envolvem os animais. Richard Bloom disse numa conferencia de imprensa que o seu interesse no assunto surgiu depois de assistir ao documentário “Blackfish”.

O documentário, que o SeaWorld já apelidou de tendencioso, explora as circunstâncias que levaram à morte de Dawn Brancheau, uma treinadora experiente que em 2010 foi arrastada e afogada por «Tilikum», uma das orcas com que trabalhava. Desde a sua morte que os treinadores não voltaram a poder entrar na água com as orcas durante os espectáculos.

O filme, que entretanto recebeu o apoio da CNN, defende que as condições em que são capturadas e mantidas as orcas durante toda a vida em cativeiro afectam a sua saúde física e mental. O SeaWorld defende que os espectáculos são mais do que meras fontes de receitas, e têm como objectivo a educação do público.

Fonte: TSF

Foto: Mike Blake / Reuters

Faleceu Fernando Ribeiro e Castro – Secretário-Geral do Fórum Empresarial da Economia do Mar

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Eng.º Fernando Ribeiro e Castro

Os Fundadores e Colaboradores do Portal do Mar desejam as mais sinceras condolências à família e amigos de Fernando Castro, Secretário-Geral do Fórum Empresarial da Economia do Mar, que de uma forma tão generosa e apaixonada se entregou a esse mesmo projecto.  O seu corpo estará hoje a partir das 14h na Igreja de São Domingos de Rana. Haverá missa pelas 21h e o funeral será amanhã de manhã, Dia 22.

Cientistas da Fundação Champalimaud constroem mapas de actividade neural do peixe zebra em acção

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                                                                                        ( Michel Orger)

 

Num estudo publicado hoje na revista científica Neuron, neurocientistas da Fundação Champalimaud, em colaboração com colegas da Universidade de Harvard, descrevem aqueles que são os primeiros mapas de actividade neural, com a resolução de células individuais, do cérebro inteiro de um peixe zebra em acção.

“Este estudo abre novas possibilidades para o estudo dos circuitos neurais no cérebro”, diz Michael Orger, investigador principal no Programa de Neurociências da Fundação Champalimaud. “Para percebermos como é que o cérebro funciona, é imperativo conseguirmos registar a catividade dos neurónios e, ao mesmo tempo, relacionar essa actividade com o comportamento do animal”.

Até há bem pouco tempo, os métodos disponíveis permitiam apenas o registo da actividade de uma pequena parcela dos neurónios existentes no cérebro.“Agora, conseguimos registar a actividade neural de todo o cérebro de um peixe zebra, que tem cem mil neurónios, enquanto monitorizamos os movimentos deste animal usando high speed vídeo”, acrescenta.

Cláudia Feierstein, investigadora pós-doutorada a trabalhar no grupo de Michael Orger, explica que “através da observação do cérebro, enquanto o peixe segue sinais visuais rotativos com movimentos dos olhos e da cauda, fomos capazes não só de identificar estruturas específicas no cérebro que estão na base destes comportamentos, como também perceber como é que diferentes padrões de actividade neural reflectem aspectos distintos do processamento de informação sensorial e motora.”

 
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( Cláudia Feierstein )
 
Um dos impactos deste estudo é que deixa de ser necessário juntar registos realizados a partir de múltiplas experiências, e provenientes de diferentes peixes, e passa a ser possível registar a actividade neural do cérebro inteiro de um único peixe – em vez de juntar peças, este estudo oferece o mapa
completo. “Podemos finalmente falar de mapas de actividade neural e, por exemplo, comparar quão semelhantes são os circuitos neurais de peixes diferentes”, explica Michael Orger.

Os resultados deste estudo revelaram ainda algo surpreendente para os autores. O circuito composto pelos neurónios que intervêm em simples comportamentos visuais e motores encontra-se distribuído por todo o cérebro, num padrão estereotipado quando comparado entre peixes diferentes.

Para Ruben Português, investigador no grupo do Professor Florian Engert em Harvard, e coautor destetrabalho, “isto quer dizer que, ao identificarmos uma determinada actividade neural numa região específica do cérebro de um peixe, conseguimos olhar para o cérebro de um outro peixe, para a mesma região, com diferenças de micrómetros, e encontrar neurónios com a mesma actividade neural.”

 
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( Rúben Português )
 
 Esta descoberta tem consequências práticas importantes, uma vez que torna possível a construção de um detalhado mapa funcional do cérebro e a localização de grupos específicos de neurónios.

Este mapa funcional pode ainda ser alinhado com outros mapas já disponíveis como, por exemplo, o mapa da expressão génica, por forma a estabelecer relações entre comportamentos e diferentes tipos de células no cérebro.

Recorrendo a esta metodologia sistemática, os autores conseguiram ainda descobrir populações de células muito raras, até agora escondidas dos olhos dos investigadores.

“Descobrimos uma mão cheia de neurónios numa região do cérebro dos peixes dedicada ao processamento visual, chamada tectum óptico, responsáveis pela integração de informação captada pelos dois olhos. Isto foi um resultado algo inesperado, uma vez que esta área é conhecida por receber informação directa de apenas um olho”, diz Michel Orger.

 
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( Peixe-Zebra)
 
“Apesar destas células existirem em número reduzido, é provável que tenham uma função importante no comportamento dos peixes zebra, uma vez que são elas que traduzem como é que o animal se está a mover na água”, refere.

De acordo com os investigadores, o próximo passo será usar ferramentas ópticas e genéticas para estudar subpopulações de neurónios que, tal como o exemplo acima referido, apresentam funções interessantes. Através da manipulação específica destes grupos de neurónios, os investigadores têm como objectivo revelar como é que o cérebro processa informação sensorial para gerar comportamentos.

 
Fonte: Ciência Hoje