Pesca: Primeiras vendas sobem 7% de Janeiro a Setembro

De Janeiro a Setembro de 2015, as primeiras vendas de pescado em Portugal atingiram os 145,5 milhões de euros, mais 7 por cento do que em igual período do ano anterior, segundo o  Europe Market Observatory for Fisheries and Aquaculture Products (EUMOFA).
Segundo o EUMOFA, neste período as primeiras vendas atingiram um volume de 86.591 toneladas, mais 17% do que no período homólogo de 2014, particularmente devido a maior desembarque de anchovas, carapaus e cavalas.
Se no caso das anchovas o preço desceu 25 por cento, já no caso das cavalas e dos carapaus os preços permaneceram estáveis face ao mesmo período do ano anterior.
Só em Setembro, as primeiras vendas atingiram 15,72 milhões de euros, uma descida pouco menor do que um por cento, face a Setembro de 2014, equivalentes a um volume de 14.515 toneladas (mais 39 por cento), muito devido ao desembarque de carapaus e cavalas, que também registaram subidas elevadas face ao período homólogo do ano anterior.

SeaIntel sugere parar mais de 10-15% da frota de porta-contentores

Se os operadores de transporte marítimo de contentores quiserem recuperar os fretes terão de imobilizar mais navios do que os que pararam em 2009, no auge da crise mundial, avisa a SeaIntel.


Em 2009, os armadores de companhias de navegação imobilizaram, por falta de trabalho e excesso de oferta, 10% a 15% da frota de navios e, como resultado, os valores médios dos fretes atingiram valores recorde em 2010.
A consultora dinamarquesa indica que, agora, a redução de tonelagem nas nove rotas cobertas pelo “Shanghai Containerised Freight Index” está longe daquele nível, com exepção para o Transpacífico. A frota inactiva de porta-contentores está, segundo a SeaIntel, nos 303 navios (5,9% da frota total), que totalizam 746 014 TEU (correspondentes a 3,8% da capacidade).
“Com a frota entregue em 2015 a totalizar 1,7 milhões de TEU e a procura global com um crescimento a rondar os 0%, é evidente que uma ‘paragem’ mais substancial de tonelagem seria necessária para haver uma recuperação”, salienta o comunicado da consultora.
A consultora não é a primeira a avisar para a necessidade de medidas duras para o sector ter rentabilidade. Alphaliner e Drewry têm feito semelhantes alertas. A consultora francesa, por exemplo, estima que estejam imobilizados navios equivalentes a 1,3 milhões de TEU e antevê que o nível de frota inactiva se mantenha pelo menos no primeiro semestre.


As 10 prioridades para os oceanos em 2016

A Oceana, organização internacional de conservação do ambiente marinho, pede que os governos, a nível mundial, façam uma gestão sustentável da pesca. “Não capturar mais peixe do que aquele que o mar consegue repor”, é uma das dez prioridades que a organização definiu para os oceanos em 2016.

Ao relembrar que os mares – a principal fonte de vida Terra – continuam a ser explorados de forma despreocupada, a Oceana espera que os decisores políticos “passem das palavras aos actos”.
A organização internacional alerta ainda para a importância de, enquanto consumidores, os cidadãos tomarem decisões mais conscientes.
Promover práticas pesqueiras que respeitem o meio ambiente, erradicar a pesca ilegal e defender as profundezas marítimas são medidas também consideradas fundamentais.
Devido às emissões de dióxido de carbono, uma das acções é contra as alterações climáticas. Como a água do mar está a aquecer e a tornar-se mais ácida, as espécies, obrigadas a migrar e invadir outros ecossistemas, acabam com os corais e os animais com concha.
Este problema leva a Oceana a definir como essencial a transição para as energias renováveis – uma acção prejudicada pelos derrames de petróleo e de outros combustíveis.
Tendo em conta que os oceanos cobrem 71% da superfície do planeta é crucial investir na investigação marinha e sensibilizar as pessoas para todas as questões do mar.
O objectivo da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica é proteger 10% dos oceanos até 2020. Para isso, segundo a organização internacional de defesa dos oceanos, é ainda prioritário conceber planos de gestão de habitats e espécies vulneráveis. 

Fonte: Sábado 

MSC reclama liderança no mercado de cruzeiros em Portugal

A MSC Cruzeiros anunciou hoje a liderança do mercado em Portugal pelo terceiro ano consecutivo desde 2013, com um crescimento de cerca de dois dígitos no mercado português em 2015.


“A MSC Cruzeiros é pelo terceiro ano consecutivo líder de mercado em Portugal e foi também considerada a companhia de cruzeiros número um na Europa em 2015 pela primeira vez, e acredito que temos ainda muito potencial para crescer”, sublinhou Eduardo Cabrita, director-geral da MSC, em comunicado.
Segundo este responsável da MSC, “terminámos 2014 com 15.934 passageiros, num país que contou com cerca de 40.000 passageiros/ano e este ano de 2015 continuamos a crescer a dois dígitos no mercado português”.
“Estamos muito satisfeitos por estarmos a conseguir alcançar os objectivos que tínhamos previstos para este ano e estamos cientes que os próximos anos trazem grandes e inovadores projectos que vão ajudar a despertar os portugueses, cada vez mais, para as vantagens de realizar este tipo de férias e a colocar a MSC Cruzeiros nas primeiras opções de férias dos portugueses. 
À semelhança do ano passado, os itinerários mais procurados pelos portugueses continuam a ser os do Mediterrâneo (cerca de 41% do total dos passageiros) e o Norte da Europa (cerca de 31%), sendo os cruzeiros com saídas e chegadas a Barcelona, Veneza, Kiel ou Copenhaga os mais vendidos.
Além disso, as saídas e chegadas aos portos nacionais de Lisboa e Funchal (cerca de 20% do total dos passageiros) continuam a ser uma grande aposta da companhia, que apresentou em 2015 uma operação com saída e chegada a Lisboa entre Outubro e Novembro, tendo sido ainda a única companhia a permitir novamente embarques e desembarques na Madeira.
Além disso, destinos novos como Cuba e também as típicas Caraíbas ou Abu Dhabi, Dubai e Omã, são cada vez mais procurados pelo seu clima e exotismo.
Fonte: Económico

McNamara sofre acidente a surfar onda gigante [ Com Vídeo ]

O surfista Garret McNamara estava a surfar uma onda na Califórnia, nos EUA, quando sofreu uma queda de cerca de dez metros de altura. Veja o vídeo.

McNamara foi hospitalizado em Mavericks e, apesar da violência da queda, não sofreu ferimentos graves. Partiu a clavícula e está a recuperar bem.
O surfista estava a tentar dominar as ondas gigantes causada no fenómeno meteorológico El Niño.
Recorde-se que Garrett McNamara conseguiu o recorde de maior onda surfada do mundo com uma onda de 30 metros há dois anos, na Nazaré.

Baleia morta dá à costa na praia da Parede [Com Vídeo].


Uma baleia-comum, já cadáver, junto à praia da Parede, confirmou fonte da Polícia Marítima de Cascais. 
Segundo a mesma fonte, o animal morto está na água e as autoridades estão a aguardar que a baleia se “aloje” na areia da praia, para assim poderem proceder à sua “remoção”.
A polícia não sabe para já adiantar o comprimento ou o peso do animal, nem quando terminarão as operações de retirada do cadáver.
Uma testemunha na praia disse  que a baleia tem pelo menos dez metros e que se vêem escoriações no dorso.
A baleia-comum é o segundo maior mamífero do mundo, podendo atingir 27 metros de comprimento.

Fonte: Sol

Os mexilhões de água doce da Europa estão ameaçados

Os
mexilhões de água doce em toda a Europa estão “fortemente
ameaçados”, com 75% das espécies em risco, conclui um estudo
científico europeu liderado por investigadores do Centro de
Investigação de Marinha e Ambiental da Universidade do Porto
As
várias actividades humanas que resultam em perda e fragmentação do
habitat, poluição, introdução de espécies invasoras, exploração
excessiva de recursos e mudanças na temperatura e regimes de caudais
são as principais causas identificadas como sendo “responsáveis
pelo declínio destas espécies a nível europeu, incluindo em
Portugal”, revela a investigação noticiada pela agência Lusa.
O
estudo sobre o estatuto de conservação dos mexilhões de água doce
na Europa e os desafios futuros foi publicado na revista Biological
Reviews
.
Contou com Manuel Lopes-Lima, investigador do Centro Interdisciplinar
de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do
Porto, e Ronaldo Sousa, professor no Departamento de Biologia da
Universidade do Minho, como autores principais da investigação, e
envolveu um total de 49 investigadores de 26 países europeus.
O
estudo científico alerta para o facto de que os mexilhões de água
doce (da ordem Unionida) serem um dos grupos de organismos mais
ameaçados no planeta. “Do total de 478 espécies avaliadas (…),
30% encontram-se ameaçadas e 22 extintas, estando globalmente em
forte declínio”, lê-se em comunicado da Universidade do Porto.
Os
mexilhões, que são moluscos, são espécies responsáveis por
“importantes funções e serviços ambientais”, tais como a
filtração da água, intervenção nos ciclos biogeoquímicos,
habitat para outras espécies associadas e fonte de alimento para
outros animais, pelo que o seu declínio poderá gerar graves
impactos em ecossistemas aquáticos, alertam os investigadores.
Os
cientistas defendem a necessidade de mais medidas de conservação no
terreno e campanhas de educação ambiental e ciência-cidadã, de
forma a ajudar a compreender e conservar os mexilhões.
O
ciclo de vida dos mexilhões consiste nas larvas destes animais
passarem obrigatoriamente por uma fase como parasitas, utilizando
peixes como hospedeiros, o que aumenta substancialmente o seu poder
de colonização, incluindo a possibilidade de dispersão para
montante nos rios. Essa característica faz com que os moluscos sejam
bioindicadores do estado das populações piscícolas, uma vez que o
bom estado das populações de mexilhões de água doce indica que as
populações de peixes hospedeiros estarão também em boas
condições.
Fonte: Público

Calypso, navio de Jacques Cousteau, vai voltar ao Mar



O Calypso, navio de pesquisas hidrográficas do comandante Cousteau abandonado desde 2007 num porto francês, vai voltar ao mar – anunciou a equipa Cousteau, proprietária do barco.

«Estamos a trabalhar para tirar o barco de Concarneau (Bretanha, oeste) em três meses. O nosso objectivo é reparar completamente o navio e que ele navegue novamente para ser o embaixador dos oceanos como sonhava o comandante», afirmou a equipa Cousteau.
«Estimamos que serão necessários entre 12 e 18 meses para que o Calypso volte a navegar. Os operadores possíveis para o canteiro foram contactados», disse a associação.
À bordo do Calypso, o explorador francês Jacques-Yves Cousteau atravessou a partir dos anos 1950 e durante mais de 40 anos os oceanos do globo para realizar filmes sobre o fundo do mar, que passaram por todo o mundo.
Em Janeiro de 1996, um ano antes da sua morte, o Calypso naufragou em Singapura. Reflutuado, chegou até Concarneau em 2007, onde deveria ser restaurado.
No entanto, a sua restauração foi interrompida por conta de uma desavença entre o estaleiro naval Piriou, encarregado da obra, e a equipa Cousteau.
Em Dezembro de 2014, a justiça francesa tinha proferido uma decisão exigindo que a associação levasse o Calypso antes de 12 de Março de 2015 e pagasse a conta das obras ao estaleiro, cerca de 300.000 euros.

Companhias de navegação sobem gastos com porta-contentores em 98%


As companhias de navegação investiram um total de 18,620 milhões de euros em novas encomendas de porta-contentores durante 2015, o que representa um aumento destes gastos de uns exorbitantes 98% em relação ao ano anterior. Foram feitos 255 pedidos de barcos, com uma capacidade total de 2,34 milhões de TEUs. Tal procura representa um aumento de 113% da capacidade da carteira de encomendas, de acordo com a consultora Alphaliner, que alerta para a insustentabilidade da situação.

Segundo conclusões da Alphaliner, este cenário é justificado pelas novas exigências da Organização Marítima Internacional (OMI) sobre as emissões poluentes, facto que tem incentivado os armadores a antecipar os seus planos para novas encomendas. No final de 2015, a frota mundial de contentores  havia alcançado uma capacidade de 19,94 milhões de TEUs, um aumento de 8,5% face aos 12 meses anteriores. 

No passado exercício registou-se um número recorde de entregas foi navios. Nesse sentido, os proprietários incorporaram 214 novos navios porta-contentores com uma capacidade de 1,72 milhão de TEUs, enquanto foram anulados apenas 200.000 TEUs como resultado da demolição de navios ou acidentes. A Alphaliner afirma que o crescimento é “insustentável”, alertando para uma capacidade não utilizada de 1,36 milhões de TEUs face aos 230.000 verificados no início do ano (um aumento de quase 500%). Além disso, no final de 2015, enfatiza a Alphaliner, as taxas de frete da China foram entre 20 a 20% menores do que no ano anterior. 

Fonte: Cargo

Estivadores de Lisboa em "Stand-By" até ao Final de Fevereiro.


O anúncio feito pela Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino constata com a sensação de que afinal a “Paz Social” mencionada hoje em conferência de imprensa, pode não ser tão clara e certa como parece. A greve terminou sim, e os pré-avisos foram retirados, mas a Paz Social que a Ministra menciona, pode durar apenas 53 dias. E nestes 53 dias sem greve e pré-avisos, é obrigatório chegar a Acordo sobre um novo Contrato Colectivo de Trabalho, que tinha caducado pela nova concessionária do Porto de Lisboa. Este acordo não se prevê fácil, apesar de ter sido garantidos, segundo a Ministra, os “pagamentos dos créditos salariais dos trabalhadores e a normalização das condições de funcionamento do Porto de Lisboa”. E porque não se antevê um acordo fácil? Porque a Ministra já avisou que duas das reivindicações de António Mariano, Presidente do Sindicato dos Estivadores, não vão ser atendidas, nomeadamente uma eventual alteração  à lei do trabalho portuário, aprovada em 2013, no qual Ana Paula Vitorino teve um importante contributo, e num eventual aumento salarial, onde a Ministra reconhece não haver condições depois da queda abrupta de movimentação de carga em Lisboa.