Há dezenas de anos que os pescadores não viam tanta sardinha no mar

Os pescadores portugueses voltam esta segunda-feira a poder apanhar sardinha nas e as previsões são muito boas. O presidente da Associação Nacional das Organizações de Produtores da Pesca do Cerco (ANOPCERCO) afirmou à TSF que esperam uma abundância muito grande na costa portuguesa e na costa espanhola.

Depois de vários anos de “fortes restrições” nas toneladas que podem pescar, Humberto Jorge conta que os sinais que recebem de quem anda no mar são de que “o recurso está recuperado e já no ano passado, quando se encerrou a pesca da sardinha, verificámos que ficou imensa sardinha no mar”.

ANOPCERCO espera que exista autorização para pescar muito mais do que nos últimos cinco anos pois “é fundamental que as possibilidades de pesca sejam condizentes com a dimensão do recurso”.

Foto: © Pedro Granadeiro / Global Imagens

Liga Mundial de Surf confirma provas em Santa Cruz e Caparica

As provas do circuito de qualificação mundial de surf regressam a Portugal em maio, em Santa Cruz e na Costa de Caparica, após um ano sem competições oficiais da Liga Mundial de Surf (WSL), devido à pandemia de Covid-19.

«É com grande alegria que vemos os eventos da World Surf League regressar a Portugal. Depois de todos termos vivido tempos desafiantes, conseguimos, juntamente com os nossos parceiros, voltar a fazer aquilo que mais gostamos», destacou, em comunicado, Francisco Spínola, representante da WSL na Europa, Médio Oriente e África (EMEA), sublinhando que «a expectativa de todos os envolvidos, e particularmente dos atletas, é enorme uma vez que estes últimos estiveram praticamente um ano sem competir.»

 

O Estrela Galicia Pro Santa Cruz, prova de qualificação masculina de 3.000 pontos, vai decorrer entre 11 e 16 de maio, e o Estrela Galicia Caparica Surf Fest, que conta com uma prova de qualificação masculina de 3.000 pontos e uma prova de qualificação feminina de 1.000 pontos, terá lugar de 18 a 23 de do próximo mês.

“A Sabedoria do Polvo”: o documentário genial da Netflix que venceu o Óscar

 

“Muita gente diz que um polvo é como um extraterrestre. Mas o mais estranho é que quando nos aproximamos deles, percebemos que são, em muitos aspetos, parecidos connosco.” Craig Foster arranca desta forma o documentário improvável que conta uma história de amizade entre um homem e um polvo.

Poderia até passar despercebido, não fosse o facto de ter conquistado o Óscar de Melhor Documentário na edição deste ano. “A Sabedoria do Polvo”, uma produção original da Netflix lançada em 2020, é um trabalho a quatro mãos entre Pippa Ehrlich e James Reed, com o documentarista e naturalista sul-africano no papel principal.

Foster, fundador da organização ambientalista Sea Change Project — que tenta alertar para a necessidade de proteger a vida marinha e as gigantescas florestas de algas da África do Sul —, não sabia bem ao que ia. Aliás, a ideia para o documentário surgiu por acaso.

No meio de uma crise de burnout, refugiou-se no mar, onde se recolhia em longas sessões diárias de mergulho. Entre as algas, encontrou um curioso polvo. Da mera recolha de imagens, a ligação entre Foster e o polvo fortaleceu-se. Os mergulhos diários passaram a ser focados na observação do animal. E o animal fez o mesmo.

“Foi então que percebi: este animal confia em mim, já não me vê como uma ameaça. E o medo transformou-se em curiosidade. Foi aí que chegou a excitação: ‘Meu Deus, estão a deixar-me entrar no mundo secreto deste animal selvagem’ — e é aí que te sentes em chamas”, revela Foster.

A confiança deu-lhe uma ideia: e se regressasse ao local todos os dias? Criaria uma relação com o animal? Durante um ano fez precisamente isso, mergulhou na sua companhia, sem oxigénio ou fato de mergulho, mesmo com a temperatura da água a baixar para valores a rondar uns gélidos 7ºC.

Decidiu nunca lhe dar um nome, por forma a “respeitar a sua natureza selvagem”. Durante o documentário, a sua amizade e aprendizagem com o polvo interliga-se com a sua própria vida e a relação com o filho.

Terminada a experiência, foram necessários mais três anos para completar o documentário, em jornadas que por vezes chegavam às 18 horas por dia.

Descrito pelos críticos de cinema como um “filme belo e espantosamente comovente”, apesar da sinopse aparentemente inócua, conquistou um precioso lugar nos nomeados para os Óscares. Uma honra em que nem os criadores acreditavam.

“É extraordinário e ao mesmo tempo difícil de escrever”, confessou Pippa Ehrlich, a realizadora que nunca tinha dirigido uma longa-metragem e que se demitiu do emprego para se dedicar ao documentário. “Não esperávamos nada disto.”

A verdade é que um pouco por todo o lado — e sobretudo nas redes sociais dos famosos —, quem viu o filme deixa uma garantia: pode esperar lágrimas. E talvez acabe por chegar à mesma conclusão que Justin Theroux: “Adeus, calamares.”

Texto: Daniel Vidal – NiT

Na Itália, um velho barco virou livraria à beira-mar: “Leia, respire, ame”

 

Um velho barco de pesca foi transformado pelos pescadores que cuidam da enseada de Portalga, na Itália, num sugestivo ponto de cruzamento de livros, dando nova vida aos barcos agora muito velhos para serem usados.

Em cala Portalga, na Itália, um antigo barco foi transformado numa biblioteca de troca de livros, gratuita para todos, onde pode pegar um livro e ler o mesmo olhando para o mar.

O barco foi dividido ao meio, metade sediou o presépio durante o inverno, enquanto a outra metade foi colocada num  recanto panorâmico, num penhasco, de frente para o mar e repleto de livros, acompanhado de um convite que diz, “pegue um livro, deixe um livro”, e um lindo pensamento pintado acima do barco e dirigido a todos: “A pesca deu lucro, os remos viraram asas e o mar tingiu-se da lua. Pare, ancore aqui. Leia, respire, ame”.

Na biblioteca à beira-mar, a consulta é gratuita e qualquer pessoa pode pedir um livro emprestado, ou adicionar livros que queira partilhar. Neste momento, existem cerca de 100 volumes, que ocupam por completo as três estantes inseridas no barco.

Os pescadores que participaram da iniciativa dizem que o seu barco-livro está dando certo e que em dias de sol não é incomum que visitantes e amantes da leitura pegarem emprestado um livro e a ler o mesmo à beira-mar.

Os pescadores queriam, ao mesmo tempo, valorizar tanto a enseada, com a sua cultura e tradição, como a leitura, bem como a possibilidade de viver mais devagar, parando, “lançando âncora” e saboreando os prazeres que muitas vezes surgem numa pressa, descuidada, como curtir algumas páginas de um bom livro, de frente para o mar.

Uma maneira simples e bonita de valorizar as tradições e a cultura do lugar.

Fonte:  informações de Positizie e Repubblica.it.

Foto destacada: Repubblica.it

Tubarão branco pode chegar à Europa este ano.

 

Um tubarão branco de grandes dimensões pode chegar à Europa já este verão, apontam os cientistas. Esta pode parecer uma hipótese longínqua, mas não é inédita.

“Basta nadarem para o lado errado”, garante Bob Hueter, cientista chefe da OCEARCH.

Nukumi, uma fêmea com mais de 1.600 quilos e mais de 5,2 metros de comprimento, tornou-se no segundo tubarão branco a ser capaz de atravessar todo o Oceano Atlântico.

Está, neste momento, muito perto do Reino Unido e, se não voltar para trás, poderá rumar aos Açores ou na direção do Mediterrâneo.

O habitat deste tubarão costuma ser a costa Oeste dos Estados Unidos e do Canadá, mas um comportamento pouco comum levou Nukumi, a matriarca de 50 anos, a nadar para Este, acabando por atravessar o Atlântico.

Ela tem vindo a nadar para o leste há cerca de dois meses, desde que deixou a costa dos EUA no estado da Carolina do Norte”, esclarece o cientista-chefe.

Esta espécie migratória marinha raramente atravessa a Cadeia Dorsal Mesoatlântica, uma cordilheira submarina, mas Nukumi fê-lo e continuou a nadar na direção da Europa.

“Neste ponto da sua trajetória, Nukumi já cruzou do Atlântico ocidental para o Atlântico oriental sobre a Cadeia Dorsal Mesoatlântica, a divisão entre o oeste e o leste”, explica Bob Hueter da OCEARCH.

A única vez que um grande tubarão branco tinha surgido no velho continente aconteceu, em 2014, quando Lydia, uma fêmea de 4,4 metros, surpreendeu os cientistas ao surgir na costa de Portugal.

A viagem de Nukumi dura há mais de dois meses. Foi encontrada a menos de 3.200 quilómetros da costa britânica e os cientistas garantem que “poderia ter chegado ao Reino Unido”.

“Ela é capaz de chegar à costa do Reino Unido. Mas, não poderíamos prever que tivesse esse comportamento, já que tubarões brancos são raros no Reino Unido. Se ela não voltar para trás, poderá rumar às ilhas ou montes submarinos do Atlântico oriental, lugares como os Açores. Ou, então, talvez se movimente na direção da abertura para o Mar Mediterrâneo, por existirem tubarões brancos nessa região”, culmina Bob Hueter.

A comunidade científica acredita que este tubarão branco pode ter feito esta trajetória pouco ortodoxa por estar grávida e ter vindo à procura de águas mais calmas e sem a presença de espécimes machos.

Nukumi é o maior tubarão branco alguma vez marcado com geolocalizador no Atlântico Noroeste pela OCEARCH. Os cientistas acreditam que este animal tem cerca de 50 anos devido às grandes cicatrizes que apresenta.

Este exemplar abandonou a costa da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, a 22 de fevereiro e, desde que foi marcada, viajou mais de 10 mil quilómetros.

A matriarca de 50 anos, atravessou a Cadeia Dorsal Mesoatlântica a 5 de abril e já foi localizada várias vezes desde então.

Pescador inglês captura rara lagosta azul e decide devolver animal ao Mar

 

Uma lagosta azul extremamente rara, encontrada a cada dois milhões de exemplares, foi capturada por um pescador na costa da Cornualha, na Inglaterra, e chamou muita atenção pelo tom da sua cor.

Tom Lambourn, da cidade de Newlyn, pescava próximo da cidade costeira de Penzance quando capturou o crustáceo de aproximadamente 30 centímetros numa armadilha de lagostas.

Ele registou fotos do achado antes de devolver a lagosta ao mar, já que ela não estava no tamanho permitido para captura. A devolução aconteceu também devido à consciência do pescador, para que a lagosta “continuasse crescendo”.

“Em cada armadilha, nunca sabe o que vai estar lá dentro e eu certamente nunca vi uma lagosta dessa cor antes”, disse Lambourn ao jornal Daily Mail.

Ele contou mais sobre a emoção do momento: “Essa é apenas a minha segunda temporada de pesca, então acho que tive muita sorte. Eu medi [a lagosta] e ela estava subdimensionada”, declarou justificando que não teria intenção de manter o animal capturado.

O jovem pescador de 25 anos afirmou que, se o animal fosse maior, ele também não iria vender, mas sim enviar para a Incubadora Nacional de Lagosta (National Lobster Hatchery), órgão para o qual ele enviou fotos do crustáceo quando chegou em terra firme.

“É uma transformação de cor bastante rara de se encontrar, cerca de uma a cada dois milhões [de exemplares], então ficamos maravilhados quando Tom nos enviou as fotos”, explicou um porta-voz do Incubatório Nacional em Padstow, na Cornualha, numa publicação no Facebook da instituição.

Cluster do mar exige dez vezes mais fundos europeus

 

“Os 252 milhões de euros de verbas europeias anunciados pelo senhor primeiro-ministro no novo capítulo que será incluído no Plano de Recuperação e Resiliência – PRR são um primeiro passo nesta estratégia a dez anos”, afirmou na passara terça-feira, Manuel Tarré, presidente do Conselho Estratégico para a Economia do Mar da CIP – Confederação Empresarial de Portugal.

“As indústrias do mar irão investir nesta década mais de €5000 milhões em Portugal para tornar os seus portos, as suas frotas comercial e pesqueira, as suas comunicações digitais submarinas, a sua indústria alimentar e o seu turismo competitivos à escala global: para tal, é necessário que o Governo atribua ao sector €2,5 mil milhões dos €61,2 mil millhões de subvenções europeias que o país irá receber até 2030”, lê-se no comunicado da CIP sobre os fundos não só do PRR, mas também do Portugal 2020 e do Portugal 2030.

“Sendo a fileira do mar uma das mais exportadoras do país, movimentando €6 mil milhões por ano correspondentes a 3% do PIB, €2,5 mil milhões em dez anos – 4% do total de verbas que a União Europeia irá colocar ao dispor de Portugal – são uma alavanca indispensável para promover o desenvolvimento do país e a mudança do seu modelo económico”, afirma Manuel Tarré.

“Este montante será aplicado na renovação dos portos, na biotecnologia azul, na indústria transformadora, na qualificação das embarcações da marinha de comércio portuguesa e, também, da frota pesqueira: a descarbonização dos combustíveis utilizados nos navios e a digitalização do seu funcionamento é fundamental para aumentar a sua competitividade no mercado mundial”.

“A renovação das frotas é fundamental para o salto que é necessário dar na qualidade do trabalho e do produto: no caso das pescas, por exemplo, as tecnologias digitais permitirão localizar as espécies certas, pescá-las de forma eficiente e sustentável, ter processos de conservação e de congelação de alta-qualidade, valorizar o produto, ganhar quota de mercado”, afirma Manuel Tarré. “Esse processo também exigirá mão de obra muito qualificada em todo o processo, a qual será mais bem paga e mais produtiva ao longo de toda a cadeia industrial”.

A requalificação dos portos e a sua eletrificação são essenciais no plano de reestruturação que importa implementar. Será também necessário lançar um vasto programa de formação e de requalificação dos 190 mil profissionais das indústrias do mar.

“Estes vários elementos são essenciais para reindustrializar Portugal a partir do potencial imenso dos seus recursos marítimos”, afirma o presidente do Conselho Estratégico para Economia do Mar da CIP, Manuel Tarré. “As indústrias do mar portuguesas são todas exportadoras, desde o turismo à indústria alimentar, cujo valor das exportações é superior ao do vinho”.

Depois de cinco anos a crescer acima do PIB entre 2012 e 2017, as indústrias do mar entraram em desaceleração em Portugal devido à falta de investimento público ainda antes da pandemia da Covid-19.

“O Governo deu um sinal que percebe que o sector do mar é central para a mudança do modelo de desenvolvimento do país”, conclui Manuel Tarré. “Não pode, por isso, deixar os investidores e os empresários sozinhos no seu trabalho”.

Foto: Junko Kimura/Getty

Navio científico construído em Portugal lançado ao mar

 

A embarcação Mar Profundo, orçada em 869.000 euros, foi lançada ontem ao mar em Vila Real de Santo António, nos estaleiros navais da empresa Nautiber, que construiu o navio por encomenda do INESC TEC – Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência. Esta embarcação servirá para validação e teste de tecnologias marítimas.

Eduardo Silva, investigador do INESC TEC, explicou que a embarcação tem 19 metros de comprimento e sete de largura, ainda vai para fase de acabamentos, mas o lançamento ao mar realizado agora teve “um significado e vai permitir dar um salto muito grande na investigação científica e tecnológica” no mar.

“Este navio é para validar e testar o desenvolvimento de tecnologia no mar, não é um navio oceanográfico”, frisou o investigador, precisando que a embarcação permitirá testar “se o que foi feito no laboratório está ou não funcional” no mar, embora possa também dar “apoio na oceanografia” e a outras entidades ligadas à investigação e desenvolvimento científico.

Eduardo Silva exemplificou que o INESC TEC conta com um tanque, mas a embarcação vai agora permitir fazer testes em cenário real, com computadores de bordo, sensores, duas plataformas para aceder ao mar ou grua, que permitirão testar, por exemplo, veículos robóticos que têm de operar no mar ou detectar minerais no fundo marinho.

“Esta obra tem um significado muito especial, é uma infra-estrutura científica construída por uma empresa portuguesa e isso não pode ser esquecido, particularmente no dia de hoje, que é o dia internacional da inovação e da criatividade”, afirmou por sua vez Manuel Heitor, ministro da Ciência e Tecnologia, antes do lançamento bem-sucedido da embarcação à água.

O ministro, considerando que esta colaboração deve ser replicada por outras empresas e instituições portuguesas, recordou que Portugal entra numa “nova fase” com o “novo plano de recuperação e resiliência” e afirmou que a colaboração demonstrada neste projecto “é o verdadeiro exemplo” de como “uma infra-estrutura científica” pode ser “construída em Portugal, em vez de importada do estrangeiro”.

A embarcação foi financiada Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (Feder), através do Programa Operacional Regional do Norte, bem como pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), através de fundos nacionais, e deve servir “para mobilizar a indústria nacional” para um dos seus “desígnios, que é o conhecimento”. “O INESC TEC tem agora como função equipar o navio para que possa ser posto ao serviço da comunidade científica de uma forma geral, mas para valorizar Portugal no mundo”, disse ainda Manuel Heitor.

Alforrecas e caravelas-portuguesas: distinga-as e proteja-se!

 

As alforrecas, também conhecidas como águas-vivas, têm um corpo em forma de cogumelo, de aspeto gelatinoso. Os tentáculos, longos e finos, sob o corpo, estão cobertos de pequenas bolsas venenosas. As alforrecas vivem em várias zonas do mundo e podem ser encontradas em águas de profundidade variável.

caravela-portuguesa é frequentemente confundida com uma alforreca, mas não o é. A caravela-portuguesa flutua na água, não nada como as alforrecas. Move-se pelos oceanos empurrada pelo vento. A sua parecença às caravelas usadas pelos marinheiros medievais portugueses, foi a razão de ser apelidada com este nome.

A caravela-portuguesa tem uma bolsa cheia de gás de cor roxa-azulada e tentáculos, que podem chegar aos 20 metros, que tornam a sua picada muito dolorosa e passível de provocar queimaduras graves. Tem tendência para permanecer à superfície das águas em horas de sol menos intenso, pelo que é maior o risco de ser encontrada pela manhã, ao final da tarde e à noite.

O que se sente quando se é picado por uma alforreca ou caravela-portuguesa?

Para os humanos, o grau de toxicidade do veneno destas espécies é variável.

  • Nas espécies com tentáculos mais longos, a primeira sensação é de enrolamento, seguida por sensação de queimadura, que deixa flictenas, ou seja, vesículas com líquido que caracterizam as queimaduras de segundo grau;
  • Nas espécies que têm tentáculos curtos, a sensação de queimadura surge logo após o contacto, que deixa áreas da pele vermelha, com aumento do calor local e extremamente dolorosa.
  • Nas pessoas com sensibilidade aumentada à toxina libertada podem surgir reações alérgicas, que podem tornar-se graves e necessitar observação numa urgência hospitalar.

O que fazer depois de uma picada?

Se durante um banho de mar sentir uma picada de alforreca ou caravela-portuguesa, evite entrar em pânico pelo risco de afogamento.

Deve sair rapidamente da água e dirigir-se de imediato ao nadador-salvador, que está preparado para o ajudar. Se estiver numa praia não vigiada, em que esta não é uma opção viável, há algumas medidas que pode tomar:

  • Lavar a zona afetada com água do mar, com cuidado e sem esfregar;
  • Não use água doce, álcool ou amónia na área afetada;
  • Para aliviar a dor, o tratamento mais eficaz é remover os fragmentos de tentáculos que tenham ficado na vítima. Para isso, use luvas, uma pinça de plástico, soro fisiológico ou água do mar. Não tente remover os fragmentos diretamente com as mãos;
  • Uma vez removidos os tentáculos, aplique bandas quentes ou outra fonte de calor na região afectada durante cerca de 20 minutos para ajudar a aliviar a dor e a inflamação;
  • O uso do vinagre pode ser considerado, apesar de ser controverso, para prevenir a libertação de toxinas. Em nenhum caso se deve aplicar urina ou álcool na região afetada;
  • Aplique uma camada fina de pomada própria para queimaduras;
  • Se depois destes passos não sentir alívio da dor, deve procurar ajuda médica, numa urgência hospitalar.

Mesmo que não seja picado, se avistar uma caravela-portuguesa, depois de alertar as pessoas que estão por perto, comunique-o ao nadador salvador, ou no caso de uma praia não vigiada, comunique-o à autoridade marítima.

Oceanos: Combater a poluição do plástico é a prioridade das pessoas, indica novo estudo

 

Os oceanos são parte essencial da vida no Planeta, e é fundamental zelarmos pelo seu bem-estar. Tendo em conta a sua importância na mitigação das alterações climáticas, e a sua crescente destruição provocada pelo homem, é necessário perceber a atual percepção do público e como se pode aumentar a consciencialização para a proteção dos ecossistemas marinhos.

Um novo estudo realizado por uma parceria entre a The Economist Intelligence Unit (através da sua recente colaboração com a Back to Blue), a World Ocean Initiative e a The Nippon Foundation, inquiriu três mil pessoas de diferentes gerações, e mil executivos de empresas de vários setores, tendo como foco a recuperação da saúde dos oceanos.

O combate à poluição do plástico foi a prioridade escolhida pelo público em geral e pelos executivos, relativamente às medidas principais para restaurar a saúde dos oceanos. Já a poluição química foi a segunda escolha de ambos.

Em simultâneo, a indústria de gestão de resíduos é apontada como a com maior potencial de contribuir para uma economia azul sustentável nos próximos 5 anos.

Quanto ao papel das empresas nesta recuperação, 40% afirma que estas se devem concentrar em explorar novas oportunidades sustentáveis ​​em áreas como a energia do oceano, a aquacultura e a mineração. Por outro lado, 39% acredita também que se devem reduzir a exploração de atividades prejudiciais e maximizar outras que promovam a restauração da saúde dos oceanos.

As principais barreiras mencionadas, que impedem as empresas de contribuir para a recuperação da saúde dos oceanos são, a falta de regulamentação que exija um investimento nesta área ou iniciativas de sustentabilidade, a falta de pressão nos consumidores para que procurem produtos e serviços que respeitem os oceanos e a incerteza do retorno do investimento nesta área.

Quando à responsabilidade do público neste problema, 7 em cada 10 inquiridos acredita que este tem um papel importante no apoio à ciência do oceano. Quanto questionados sobre as barreiras que impedem os cidadãos de agir, a falta de conhecimento sobre os problemas dos oceanos é a principal razão apontada.

De acordo com 67% das respostas, a reciclagem de resíduos plásticos é a forma em que os cidadãos mais contribuem para a sustentabilidade dos oceanos. Outras medidas mencionadas são o consumo de frutos do mar produzidos de forma sustentável, a utilização dos media para alertar para esta problemática e a escolha de ecoturismo em vez do tradicional.