Economia Azul. De onde surgiu o conceito?

O conceito teve a sua origem no economista belga Gunter Pauli, que escreveu pela primeira vez sobre essa ideia em 1994, no seu livro intitulado “The Blue Economy”, para incentivar um modelo económico que tivesse o respeito ao meio ambiente no seu centro.

Nas suas páginas, o economista explica cerca de 100 inovações que introduzem formas sustentáveis ​​de produzir produtos ecológicos ou sistemas naturais para que possam ser utilizados pelos animais que habitam os ecossistemas. Além disso, esse modelo de economia geraria, segundo Pauli no seu trabalho, mais de 100 milhões de empregos.

Entre os seus princípios básicos, a economia azul adopta uma abordagem diferente para o desenvolvimento económico, empreendedorismo sustentável e inovação. Alguns destes fundamentos baseiam-se nas leis da física, na ideia de fazer mais com menos, de combinar riqueza com diversidade, de ver os resíduos como recursos e, em última análise, a simbiose de todo o sistema a nível global.

Portanto num mundo regido pela economia linear, que nos aproxima de um ponto sem volta na degradação do planeta devido à exploração massiva dos recursos naturais e a geração de resíduos, o equilíbrio ecológico torna-se a única forma possível de reverter a mudança climática.

O controlo de capacidade pelas maiores operadoras evitará que as tarifas caiam mais

Este ano, as taxas de frete de contentores serão determinadas pela forma como os operadores controlam o fornecimento de navios, em vez da demanda real de carga, previu um importante investigador de transporte marítimo sul-coreano. O director de pesquisa marítima do Instituto Marítimo da Coreia (KMI), Ko Byung-woo, disse na conferência 2023 Oceans and Fisheries Outlook na semana passada que as linhas marítimas concordaram que estabilizar os níveis de frete, em vez de aumentar a participação no mercado, maximizaria os lucros. 

Afirmou: “A luta por participação de mercado prejudicou o mercado de transporte de contentores, mas hoje, após a consolidação, a indústria é mais oligopolista, onde algumas empresas exercem controlo significativo sobre o mercado, permitindo as suas acções conjuntas para controlar o fornecimento de navios. Estamos, portanto, céticos sobre uma queda vertiginosa nas taxas de frete.” De facto, o último relatório da Sea-Intelligence mostrou ontem que as operadoras cortaram a capacidade em 18% antes do feriado do Ano Novo Chinês.

A Sea-Intelligence estima que a percentagem de travessias na costa oeste da Ásia-EUA aumentou para 36%, em comparação com 7,6% antes do feriado lunar do ano passado. Houve uma tendência semelhante nos serviços da costa leste da Ásia-EUA e da Ásia-norte da Europa, com a implantação de capacidade diminuindo 11% e 6%, respectivamente, aproximando os suprimentos de slots em ambas as faixas da linha de base pré-pandêmica. Ko previu que o aumento no tráfego global de contentores aumentaria numa média anual de 3% até 2030. Isso está abaixo do crescimento de 3,6% observado entre 2010 e 2022, o que significa que a demanda por transporte de contentores diminuiria no longo prazo, afirmou. 

Este ano, no entanto, devido à invasão russa da Ucrânia e à inflação, a KMI espera que o tráfego global de contentores cresça apenas 2%, com volumes nas rotas do Pacífico e Ásia-Europa caindo 0,3% e 2%, respectivamente, enquanto as rotas intra-asiáticas continuam a cair parece positivo, com um crescimento estimado de 4,4%. 

Outro palestrante da conferência, Lee Ki-yeol, director de análises portuárias da KMI, acredita que os volumes globais de contentores portuários este ano chegarão a 890 milhões de teu, um aumento de 2,3% em relação ao ano passado. Deste total, estima-se que os transbordos aumentem 2,4%, em termos homólogos, para 230 milhões de TEU. E estima-se que a taxa de transferência dos portos asiáticos cresça 2,5% este ano, à medida que as economias emergentes da Ásia continuam a recuperar do Covid-19, mas o crescimento nos portos dos EUA e da Europa não deve exceder 2%, devido a um déficit no fornecimento de energia, causado por sanções ao petróleo e gás russos. Além disso, as medidas de austeridade na Europa afectariam negativamente o consumo. 

O Índice Mundial de Contentores da Drewry cai

O índice composto Drewry WCI já está 80% abaixo do topo de 10.377 dólares em setembro de 2021. É 24% menor que a média de 10 anos de 2.694 doláres, mostrando um retorno a custos mais normais, mas é 46% mais do que a taxa típica de 2019 (pré-pandemia) de 1.420 doláres. Além disso, o índice composto acumulado no ano é de 2.098 doláres por contentor de 40 pés, 596 doláres a menos que a média de 10 anos. Além disso, o índice composto é 78% menor do que na mesma semana em 2022.

Lisboa vai acolher a Cruise Europe Conference

A capital portuguesa vai acolher, pela primeira vez, a Cruise Europe Conference de 28 de fevereiro a 2 de março, um evento imperdível para os membros da Cruise Europe.

Jens Skrede, CEO da CE, afirmou: “Mais de 20 executivos de cruzeiros se inscreveram e esperamos uma participação recorde de nossos membros”. Os locais em Lisboa incluem o hotel de conferências Olissippo Oriente e o Terminal de Cruzeiros de Lisboa.

Carga movimentada no Porto de Lisboa aumenta 12% em 2022.

O Porto de Lisboa atingiu as 3 607 293 toneladas de carga movimentada no terceiro trimestre de 2022, um aumento de 12% em relação ao período homólogo de 2021, impulsionado pelo crescimento de 24% no número de escalas de navios.

Em termos de segmentação por tipo de mercadoria, os granéis sólidos correspondem a cerca de 50% da movimentação total do Porto de Lisboa, apresentando um aumento de 23,2% entre junho e setembro, situando-se em 1 792 228 toneladas. Já os granéis líquidos representam 420 681 toneladas, mais 21,5% comparativamente a 2021.

O número de contentores passou de 80 258 para 80 500, um aumento de 0,3%. Em termos de TEU (unidade equivalente a 20 pés), registou-se ainda uma subida de 0,7%, chegando aos 129 709.

PRR: Apoio de 11 milhões€ para a transição energética na pesca e aquacultura.

O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) tem disponíveis 11 milhões de euros para o apoio à transição energética e redução do impacto ambiental para empresas do sector da pesca e da aquicultura. As candidaturas estão abertas até às 17 horas de do dia 15 de Fevereiro de 2023.

Este apoio do PRR insere-se na Componente C10 – Mar e “visa desenvolver uma economia do mar mais competitiva, mais empregadora, mais coesa, mais digital e mais sustentável”.

A dotação afecta a este presente concurso, na componente de incentivo não reembolsável, é de 11 milhões de euros, assim distribuídas:

Embarcações de pesca – 8 M€

Restantes tipologias (aquicultura e indústria transformadora) – 3 M€

São susceptíveis de apoio ao abrigo deste Aviso os projectos enquadráveis numa das seguintes tipologias:

Digitalização e/ou modernização de processos, de actos declarativos e de documentação estatutária;

Eficiência energética;

Redução de emissões e propulsão elétrica e/ou híbrida;

Segurança e habitabilidade a bordo de embarcações de pesca;

Melhoria das condições de trabalho nas instalações aquicultura e indústria transformadora;

Casco com novos formatos e materiais de baixa fricção ao deslocamento que permitam reduzir o consumo energético;

Economia circular no Sector das Pescas e Aquicultura.

Caso as candidaturas não atinjam o apoio indicado dentro da respectiva tipologia, proceder-se-á à transferência da dotação para outra tipologia.

A Componente C10 – Mar, integrada na Dimensão Transição Climática do PRR, visa desenvolver uma resposta estrutural, duradoura e impactante, preparando o caminho para a construção de uma economia do mar mais competitiva, mais coesa e mais inclusiva, mas também mais descarbonizada e sustentável, com maior capacidade de aproveitamento das oportunidades decorrentes das transições climática e digital.

Dezembro de 2022 foi o oitavo mais quente da Terra nos últimos 143 anos

Os Centros Nacionais de Informação Ambiental (NCEI-National Centers for Environmental Information) da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) dos EUA calculam mensalmente a anomalia da temperatura global com base em dados preliminares gerados a partir de observações de temperatura de todo o mundo tanto da superfície da terra como da superfície dos oceanos.

Segundo os cientistas dos Centros Nacionais de Informação Ambiental da NOAA, a temperatura média global da superfície em dezembro foi 0,80 °C acima da média do século XX, que é de 12,2 °C. Dezembro de 2022 foi o 46º dezembro consecutivo e o 455º mês consecutivo com temperaturas acima da média do século XX.

O período de janeiro a dezembro também foi caracterizado por condições mais quentes do que a média em grande parte do globo. O ano de 2022 foi o sexto ano mais quente desde que os registos globais começaram em 1880.

Em África, dezembro de 2022 igualou o ano de 2016 entre os cinco mais quentes de sempre e na América do Sul, onde na maior parte das regiões foram observadas condições mais quentes do que a média, dezembro de 2022 foi o quarto mais quente de todos os registos. A Europa teve o seu 10º mês de dezembro mais quente de que há registo.

A América do Norte e a Ásia tiveram um dezembro mais quente do que a média, embora não se tenha situado entre os vinte mais quentes de que há registo, sendo o mais frio desde 2013. A Oceânia teve o dezembro mais frio em mais de dez países, com a Austrália a registar uma temperatura média, 0,21 °C abaixo da média.

Marinha Portuguesa coordenou salvamento de 458 vidas no Mar

 

A Marinha Portuguesa informa que os Centros de Coordenação
de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa), de Ponta Delgada (MRCC
Delgada) e o Sub-centro do Funchal (MRSC Funchal) concluíram o ano de 2022
registando o salvamento de 516 pessoas, em 458 acções de busca e salvamento
marítimo, o que corresponde a uma taxa de eficácia de 98,9%.

 ​O MRCC Lisboa registou 291 incidentes, tendo sido salvas
332 pessoas. Na área relativa ao MRCC Delgada ocorreram 144 casos que se
traduziram em 163 salvamentos. E na zona de acção do MRSC Funchal houve um
total de 23 incidentes, na qual 21 pessoas foram salvas, refere a Marinha
Portuguesa em nota de imprensa.

 “Para o sucesso das acções e do dispositivo contribuem
também diversas entidades e organismos através do empenhamento de meios, tais
como da própria Marinha Portuguesa mas também da Autoridade Marítima Nacional,
da Força Área Portuguesa e outros recursos e meios pertencentes à Estrutura
Auxiliar do Sistema Nacional de Busca e Salvamento”, refere a mesma nota.

E realça ainda “a participação de navios mercantes, que
várias vezes se desviam das suas rotas comerciais para prestar auxílio quando
necessário e sempre que solicitado pelos centros de coordenação de busca e
salvamento”.

Abertura das Candidaturas ao 2.º Aviso do PRR – Pescas

Desde 16 de dezembro de 2022 e até às 17 horas do dia 15 de
fevereiro de 2023, estão abertas as candidaturas ao 2.º Aviso do PRR-PESCAS,
destinado a apoiar a transição energética e redução do impacto ambiental para
empresas do setor das Pescas e da Aquicultura.

 Pretende-se com este Aviso desenvolver um conjunto de
investimentos e reformas que devem contribuir para as seguintes dimensões:
resiliência, transição climática e transição digital.

 O concurso agora aberto, incluído na componente 10 – Mar,
integrada na Dimensão “Transição Climática”, visa promover a inovação, a
modernização dos processos, a redução da pegada de carbono e a economia
circular nas empresas e organizações da fileira do pescado, nesta se incluindo
a pesca, a aquicultura e a indústria transformadora dos produtos da pesca e da
aquicultura.

Porto de Leixões bateu record nas escalas de navios de cruzeiros.

 

O Porto de Leixões registou em 2022 um novo máximo no que a
escalas de navios de cruzeiro diz respeito. Os dois terminais dedicados
receberam 112 escalas de navios de cruzeiro, superando as 101 escalas
registadas em 2018 e 2019, e que fizeram chegar 108.626 passageiros ao Porto e
Norte de Portugal através do nosso porto.

O total do movimento de passageiros em Leixões foi superior
ao total de 2019 (mais 22.5% do que o registado em 2019, pré pandemia) e apenas
inferior ao máximo registado em 2018 (apenas -7%), tornando-se assim o 2º
melhor ano de sempre para a actividade.

 De lembrar que 2022 foi o ano de retoma da atividade depois
de quase 2 anos parado pela pandemia. No início do ano os navios navegavam com
apenas 1/3 da sua capacidade, por motivos de segurança.

 O valor GT registado em 2022 supera os 6 milhões, números
estes nunca antes alcançados. Esta evolução está relacionada com a dimensão dos
navios que nos visitam, pois Leixões recebeu navios de maior porte face ao
registado nos últimos anos. O crescimento do GT dos navios de cruzeiro foi de
quase 56% comparativamente com 2019 e de 33% comparativamente com 2018, o
melhor ano de sempre em GT.

De realçar as 22 escalas inaugurais registadas durante o
último ano e ainda as 6 operações de turnaround, ou seja, operações que
envolveram o final de uma determinada viagem e o início de uma outra no nosso
porto com as operações de desembarque e embarque associadas.