O primeiro fuel do mundo 100% sustentável é português

O primeiro combustível do mundo 100% sustentável é produzido em Portugal, mais precisamente no estuário do Sado, junto aos estaleiros navais. A Eco-Oil é a empresa produtora do Eco-Green Power que em agosto de 2022 recebeu o certificado de garantia de redução de emissões de CO2 em 99,75%.

A proporção é simples: por cada tonelada de fuel “limpo” que vai para o mercado, é menos uma tonelada de combustível fóssil que se usa. 

A Eco-Oil nasceu em 2001, no escopo do tratamento de águas contaminadas, e pela mudança do estaleiro de reparação naval da Lisnave, de Lisboa para Setúbal.  Por se tratarem de resíduos muito perigosos, o processo é totalmente automatizado, e a estrutura é, por isso, reduzida. 

Nas instalações recebem e tratam as águas com hidrocarbonetos, provenientes dos navios que vão reparar e que não podem ter no seu interior resíduos inflamáveis ou explosivos. Dessa matéria, 85% é água e 15 % são hidrocarbonetos.

A água, depois de tratada, é devolvida ao mar e não perturba o meio ambiente, onde existe uma comunidade de golfinhos do Sado, que aqui vem em busca do choco para se alimentarem.

Adolescente é morta em ataque de tubarão num rio na Austrália

Uma jovem de 16 anos morreu este sábado na região de Perth, capital da Austrália Ocidental, localizada no encontro do rio Swan com o litoral sudoeste do país, depois de ter sido atacada por um tubarão. Os socorristas ainda tentaram fazer manobras para a ressuscitar, mas a vítima foi declarada morta no local.

As autoridades do distrito de Fremantle disseram, segundo o jornal britânico “The Independent”, que a adolescente nadava com um grupo de golfinhos no rio Swan momentos antes da tragédia. Naquela região da Austrália, as praias localizam-se nos subúrbios, mas de acordo com os especialistas, não é comum encontrar tubarões naquela parte do rio.

Um adolescente que também estava no rio com vários amigos contou como os policiais que responderam correram para resgatar a menina antes de serem solicitados a deixar a água por uma pessoa num jet ski, refere ainda o texto do jornal britânico.

“Quando toda a polícia apareceu, pensamos que estávamos com problemas”, afirmou a um canal australiano de televisão, WA Today. “Eles olharam para nós e não nos contaram o que tinha acontecido, o que é preocupante, pois depois de isso acontecer, ainda estávamos a pular do balanço de corda”, completou o jovem.

De acordo com o inspector do distrito de East Fremantle, Paul Robinson, amigos da vítima também testemunharam o ataque. Robinson disse que a jovem conduzia um jet ski, tendo saltado para a água pouco antes do incidente.

“É um evento extremamente traumático para todos os envolvidos e todos os que conheciam a jovem, então não vou entrar na extensão dos ferimentos”, disse Robinson ao WA Today. A família da vítima não estava presente no momento, acrescentou o agente da polícia.

Um alerta sobre a presença de um tubarão na área foi enviado para que os visitantes se afastassem da zona enquanto a polícia ainda investigava.

A última vez que um tubarão matou uma pessoa no rio australiano Swan foi há exatamente um século, em 1923, quando um rapaz de 13 anos foi mordido até a morte, segundo o canal televisivo australiano, citado pelo “Independent”.

Microplásticos triplicaram no fundo do mar em 20 anos

A quantidade de microplásticos que chega ao fundo dos oceanos triplicou nas últimas duas décadas, reflectindo os hábitos de consumo da sociedade. É o que conclui um estudo realizado pelo Instituto de Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade Autónoma de Barcelona (ICTA-UAB) e o Departamento do Ambiente da Universidade de Aalborg (AAU-BUILD) da Dinamarca.

A bordo de uma embarcação oceanográfica, em novembro de 2019, a equipa analisou a contaminação microplástica ao longo da costa do delta do Ebro, em Tarragona, na Espanha. Foram examinados cinco núcleos de sedimentos e constatados que os depósitos permaneceram inalterados no fundo do mar desde que foram depositados décadas atrás.

De acordo com os investigadores, o que foi encontrado no fundo do mar reproduz a produção global de plástico de 1965 a 2016. “Os resultados mostram que, desde o ano 2000, a quantidade de partículas de plástico depositadas no fundo do mar multiplicou por três”, diz a investigadora Dra. Laura Simon-Sánchez do ICTA- UAB.

A quantidade desses três tipos de partículas chega a 1,5 mg por quilo de sedimento recolhido, sendo o polipropileno o mais abundante, seguido do polietileno e do poliéster.

Outro ponto de destaque do estudo refere-se ao estado de degradação dos minúsculos pedaços de plástico, que, uma vez no fundo do mar, não se degradam mais, seja por falta de erosão, oxigênio ou luz. “O processo de fragmentação ocorre principalmente nos sedimentos da praia, na superfície do mar ou na coluna de água. Uma vez depositados, a degradação é mínima, então os plásticos da década de 1960 permanecem no fundo do mar, deixando ali a marca da poluição humana”, afirma Patrizia Ziveri, do ICTA-UAB.

Porto de Sines em destaque na Fruit Logistica

A iniciativa Invest in Alentejo, promovida pela ADRAL — Agência de Desenvolvimento Regional do Alentejo, participa, nos próximos dias, entre 8 e 10 de Fevereiro, na Fruit Logistica, em Berlim, Alemanha, em parceria com a APS – Administração do Porto de Sines e a CPLS – Comunidade Portuária e Logística de Sines, para promoção das “características e condições operacionais únicas” do Porto de Sines para a realização de operações de comércio internacional de frutas, numa das maiores feiras do sector.

“A Fruit Logistica reúne os principais players do sector dos produtos perecíveis, com especial destaque para as frutas, e representa uma excelente oportunidade de contacto com importadores e exportadores do sector, bem como com operadores logísticos, para apresentação das características do Porto de Sines e, eventualmente, das infra-estruturas de apoio às actividades existentes nas suas imediações, para a realização de operações de comércio internacional de frutas”, refere uma nota de imprensa da Invest in Alentejo.

Noutra perspectiva, adianta a Invest in Alentejo, a participação na feira destaca-se, igualmente, como “uma excelente oportunidade de benchmarking junto de portos concorrentes neste segmento de carga, possibilitando uma troca de conhecimentos que permita, no futuro, a identificação de oportunidades estratégicas e o estabelecimento de novas conexões prioritárias”.

Com o principal objectivo de incrementar o comércio externo, com foco na exportação de produtos frutícolas através do Porto de Sines, serão realizadas reuniões junto dos agentes económicos do mercado português e espanhol, localizados na área de influência directa do porto, bem como junto das entidades de países da bacia do Atlântico que podem beneficiar da localização de Sines como porta de entrada no mercado europeu.

“A participação da iniciativa Invest in Alentejo na Fruit Logistica, em parceria com a APS – Administração do Porto de Sines e com a CPLS – Comunidade Portuária e Logística de Sines, representa a continuidade da aposta na promoção de um dos sectores chave do Alentejo: portos e logística. A participação nesta feira, representa especial importância nas dinâmicas da exportação dos produtos frutícolas, dado que a Fruit Logistica é uma feira de referência no sector, o que possibilitará o incremento do comércio externo no hinterland natural do Porto de Sines, através do contacto com os players na sua esfera de influência” destaca o presidente da ADRAL, João Maria Grilo.

A participação na Fruit Logistica insere-se no âmbito do eixo de Portos e Logística, da iniciativa Invest in Alentejo, liderada pela ADRAL e financiada pelo Programa Alentejo 2020, que tem como missão reforçar a internacionalização de bens e serviços da região Alentejo, assentes nos principais domínios da estratégia regional de especialização inteligente (EREI).

Costa Serena inicia cruzeiros na Ásia em junho

A Costa Cruzeiros anunciou que, entre junho e setembro, o navio Costa Serena vai voltar a realizar cruzeiros na Ásia, realizando um programa de cruzeiros charter, em colaboração com parceiros asiáticos locais.

De acordo com a companhia de cruzeiros, os acordos comerciais para esta operação já foram assinados numa cerimónia que decorreu no Dubai, a bordo do Costa Toscana, navio que está colocado no Golfo Pérsico durante o inverno de 2022/23, e que contou com a presença de Mario Zanetti, Presidente da Costa Cruzeiros, Roberto Alberti, SVP & Chief Commercial Officer da Costa Cruzeiros, e representantes dos dez parceiros locais.

“O reinício do Costa Serena, em funcionamento antes do previsto, é mais uma confirmação da crescente valorização da Costa Cruzeiros em todos os mercados globais em que operamos”, afirma Mario Zanetti, considerando que os cruzeiros a bordo do Costa Serena representam “um sinal importante para a recuperação da indústria na Ásia”.

No total, o Costa Serena vai oferecer trinta viagens de cruzeiros na Ásia em 2023, incluindo seis cruzeiros dedicados ao mercado sul-coreano, que têm lugar em junho, e vinte e quatro cruzeiros para o mercado de Taiwan, entre julho e setembro.

Os itinerários têm quatro a sete dias de duração e visitam vários destinos no leste asiático, a exemplo do Japão, estando planeadas saídas dos portos de Busan, Sokcho e Pohang, na Coreia do Sul, e Keelung, em Taiwan.

Recorde-se que o Costa Serena é um navio de bandeira italiana construído pela Fincantieri e que entrou em funcionamento em 2007, conta com uma arqueação bruta de 114.000 toneladas e pode acomodar até 3.780 passageiros.

Novo navio de cruzeiro da Regent Seven Seas Cruises já flutua

O Seven Seas Grandeur, novo navio de cruzeiro da companhia Regent Seven Seas Cruises, já foi submetido à cerimónia de flutuação, devendo ser entregue à companhia de cruzeiros no próximo mês de novembro.

O navio, que vai ter capacidade para 746 passageiros, está a ser construído nos estaleiros navais de Fincantieri, em Ancona, Itália, e vai contar com uma das maiores proporções de tripulantes por passageiro, além de interiores “particularmente sofisticados, com toda a atenção à experiência dos hóspedes”.

Com 55 mil toneladas de arqueação bruta, o Seven Seas Grandeur é um navio gémeo do Seven Seas Explorer e do Seven Seas Splendor, que também foram construídos pelos estaleiros de Fincantieri.

Segundo Andrea DeMarco, presidente da Regent Seven Seas Cruises, o novo navio está a revelar-se muito popular entre os clientes da companhia de cruzeiros, motivo pelo qual a Regent Seven Seas Cruises foi obrigada a criar uma “navegação adicional para sua temporada inaugural”.

“A incrível recepção do Seven Seas Grandeur é uma prova não apenas da forte procura por cruzeiros de luxo, mas também da posição da Regent como líder neste segmento com todos os luxos incluídos, hospitalidade inigualável e espaço incomparável no mar”, afirma o responsável, citado num comunicado publicado no website da companhia de cruzeiros.

Teresa Bonvalot termina no 9.º posto em Pipeline

 

Teresa Bonvalot alcançou o 9.º lugar na primeira etapa do ano do Circuito Mundial da World Surf League, que se está a disputar na famosa onda de Pipeline, no North Shore de Oahu, no Havai. A surfista portuguesa conseguiu chegar aos oitavos-de-final da prova inaugural da temporada, sendo eliminada nessa fase por uma pela terceira cabeça-de-série do evento, a brasileira Tatiana Weston-Webb.

A prova não começou da melhor forma para Teresa, que averbou uma derrota na ronda inaugural, onde teve pela frente duas ex-vice-campeãs mundiais, a brasileira Tatiana Weston-Webb e a norte-americana Caroline Marks. A campeã nacional somou apenas 2,04 pontos, naquele que foi o primeiro heat da prova feminina e que serviu de adaptação às condições.

Com ondas longe do potencial de Pipeline e que não ofereciam muitas oportunidades de tubo às melhores surfistas do Mundo, Teresa Bonvalot viu-se obrigada a competir na repescagem, onde acabou por mostrar-se a um nível mais alto. A surfista portuguesa venceu a segunda bateria da ronda 2, com 6,34 pontos, deixando a australiana Isabella Nichols na 2.ª posição e ajudando a eliminar a norte-americana e cabeça-de-série Courtney Conlogue – nesta fase também a campeã mundial Stephanie Gilmore tinha ficado pelo caminho.

Com acesso garantido aos oitavos-de-final, Teresa regressou à água pela terceira vez apenas 40 minutos após a repescagem, tendo pela frente novamente Tatiana Weston-Webb. Com um sistema de heats sobrepostos já em vigor, Bonvalot até começou a disputa por cima da adversária. Contudo, Weston-Webb fez valer a experiência, que a levou ao vice-título mundial em 2021 e ao 4.º posto no ano passado, tendo vencido a disputa com 9,10 pontos contra 5.

Apesar da derrota que impediu a passagem aos quartos-de-final, Teresa Bonvalot deixa Pipeline com 2610 pontos para o ranking, começando a temporada à frente, por exemplo, de Stephanie Gilmore. A beneficiar do estatuto de suplente do Tour, Teresa vai entrar novamente em ação na segunda prova da temporada, em Sunset Beach, também no Havai, entre 12 e 23 de Fevereiro.

Pesca da Sardinha proibida até 31 de Março

A DGRM — Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos decidiu alargar a proibição da pesca da sardinha até ao final de Março.
Explica aquela Direcção-Geral, através do Despacho N.º 6/DG/2023, que em 9 de Dezembro, “por considerar-se adequado à protecção dos reprodutores, foi estabelecido o encerramento da pesca dirigida à sardinha a partir de 17 de Dezembro de 2022, prevendo contudo a possibilidade de capturas acessórias de sardinha até 10% do total e até 31 de Janeiro de 2023″. 
No entanto, “por se manterem inalterados os fundamentos da referida medida, e ouvida a Comissão de Acompanhamento da Sardinha, entendeu-se igualmente adequado alargar o período limite da mesma, prorrogando-a até ao final de Março de 2023”.
Assim, o período limite fixado no n.º 1 do Despacho N.º 43/DG/2022, de 9 de Dezembro, da DGRM, é prorrogado até às 24 horas de 31 de Março de 2023.

Apreendidos e devolvidos ao mar 593 kgs de bivalves em Caminha

Os elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Caminha realizaram na manhã de ontem uma acção de fiscalização direccionada à actividade de pesca na orla marítima, tendo apreendido 593kg de mexilhão na praia do Moledo, em Caminha.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) revela que “durante esta acção foram detectados dois indivíduos, de nacionalidade espanhola, que tinham em sua posse 593 quilos de mexilhão subdimensionado e sem licença para a captura”.

Por isso, “os elementos da Polícia Marítima elaboraram o respectivo auto de notícia e apreenderam, como medida cautelar, o material de captura utilizado, bem como os 593kg de mexilhão que, por se encontrar vivo, foi devolvido ao seu habitat natural”.

Nesta acção estiveram envolvidos três elementos do Comando-local da Polícia Marítima de Caminha, apoiados por duas viaturas, afirma a AMN.

Torres Vedras com Centro para a Sustentabilidade do Mar e Zonas Costeiras

Foi inaugurado na passada quarta-feira, dia 1 de fevereiro, pela Câmara Municipal de Torres Vedras inaugurou o Centro para a Sustentabilidade do Mar e Zonas Costeiras no antigo posto da guarda-fiscal de Porto Novo.

O Centro “tem como objectivo a divulgação e difusão do conhecimento e da investigação nos domínios do mar e das zonas costeiras”.

O centro vai assentar toda a sua actividade na capacitação dos estudantes para os conceitos mais recentes e as estratégias, técnicas e métodos mais inovadores de literacia oceânica e costeira; na promoção da investigação nos domínios do mar e das zonas costeiras através do acolhimento de estudantes de mestrado e doutoramento; no acolhimento de acções de educação-acção e de programas de sensibilização e educação cívica e ecológica nas áreas temáticas da conservação da biodiversidade e dos ecossistemas costeiros, assim como do património e da cultura marítima.

A autarquia pretende transformar este centro num “polo de literacia oceânica e costeira”, sendo a coordenação científica e técnica da responsabilidade da Universidade Nova de Lisboa, através da Faculdade de Ciências e Tecnologia, nomeadamente para as ações de formação e de investigação nos domínios do mar e das zonas costeiras.

O centro de investigação de suporte é o ARNET/ MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente.

Outro dos eixos passa também por partilhar conhecimento relativo à valorização e conservação dos recursos costeiros e ao património natural e cultural do litoral do concelho.

A intervenção custou 216 mil euros, dos quais 170 mil euros foram financiados pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca, através de uma candidatura apresentada pelo Grupo de Ação Local ecoMar.