Greve do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes interrompe portos da Finlândia

O Sindicato finlandês dos trabalhadores de transporte, Auto-ja Kjetusala Työntekijäliitto (AKT), iniciou a sua greve, impactando todos os portos e terminais finlandeses até novo aviso. A greve começou em 15 de fevereiro às 6h, horário local. Todas as operações de navios nos portos da Finlândia, entrada de camiões e movimentação de contentores nos terminais foram suspensas.

As negociações e discussões sobre um novo acordo coletivo de trabalho entre o sindicato e as organizações patronais não tiveram sucesso. O sindicato rejeitou as propostas de acordo que o mediador da Autoridade Europeia do Trabalho, Leo Suomaa, apresentou. As partes negociadoras retomarão as negociações até 17 de fevereiro. 

Esta greve ocorre depois do Porto de Helsínquia estabeleceu um recorde de tonelagem para 2022, tendo movimentado quase 500.000 TEU, pesando 3,8 milhões de toneladas.

Subida do nível do mar pode deslocar 400 milhões de pessoas.

O alerta é das Nações Unidas, que avisa que se nada for feito o mar vai inundar dezenas de cidades e até países.

A subida do nível do mar pode obrigar 400 milhões de pessoas a terem de procurar outro sítio para viver, nas próximas décadas. As Nações Unidas alertam que, se nada for feito, o nível do mar vai subir entre 1 e 1,60 metros, até 2100, inundando dezenas de cidades e até países inteiros.

A subida do nível do mar põe em risco a vida de milhões de pessoas, em todo o planeta. Um risco, directo, nas regiões costeiras e nos arquipélagos. Um perigo, também, para todos os outros, volta a sublinhar o secretário-geral da ONU, António Guterres.

As alterações climáticas, o aumento da temperatura e o uso intensivo dos recursos, estão a levar a uma subida sistemática da água dos mares e oceanos.

Segundo as Nações Unidas, os níveis médios globais do mar aumentaram mais rapidamente desde 1900 do que em qualquer século anterior, nos últimos 3000 anos.

Governo dos Açores volta a fretar navio “Margarethe” para abastecer ilha das Flor

O Governo dos Açores vai voltar a fretar o navio “Margarethe”, um porta-contentores com bandeira de Antígua, para garantir o transporte de mercadorias para a ilha das Flores, cujo porto comercial foi destruído em 2019 pelo furacão Lorenzo.
“Estamos a ultimar os procedimentos para, no início de março, termos cá o navio Margarethe, fretado pelo Governo dos Açores, através do Fundo Regional de Coesão”, anunciou Berta Cabral, secretária regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, em declarações aos jornalistas à margem do plenário da Assembleia Regional, reunido na cidade da Horta.
A governante explicou que, “a diferença em relação à operação actual é que o navio Margarethe, sendo fretado, pode aguardar uma aberta para poder atracar, ao contrário de um navio em rota, que tem de seguir a sua viagem quando não consegue”.
Berta Cabral admitiu que os navios que atualmente operam nas Flores têm registado dificuldade para carregar e descarregar mercadorias, devido à ausência de proteção do molhe principal, destruído pelo furacão Lorenzo, em outubro de 2019, e de novo, danificado, pela tempestade Efrain, em dezembro de 2022.
O navio Margarethe, com 86,53 metros de comprimento, com 12,9 metros de boca, está actualmente na Guiné Conacri, e vai terminar a sua missão no final do mês de fevereiro, para que possa rumar aos Açores, para assegurar o transporte de mercadorias para a ilha das Flores, explicou.
A operação irá durar apenas três ou quatro meses, enquanto não for realizada uma intervenção no molhe de protecção, para facilitar a operacionalidade naquela ilha, e irá custar à Região 125 mil euros mensais.
“Sabemos que não faltam bens essenciais nas Flores, mas sabemos que faltam factores de produção, faltam materiais de construção civil, faltam produtos para a actividade económica na ilha, para os comerciantes, para os industriais”, admitiu a governante, adiantando que esta solução agora encontrada com o navio Margarethe, pretende dar resposta às reivindicações dos empresários e da população residente nas Flores.

TCGL realiza Operação Logística de 2753 viaturas de Volkswagen no Porto de Leixões

O Terminal de Carga Geral e de Granéis de Leixões (TCGL), concessionado ao Grupo ETE, liderou nos dias 21 e 22 de Janeiro uma operação de embarque de 2400 viaturas da marca Volkswagen, produzidas na AutoEuropa, com destino ao porto de Emden, na Alemanha.

Em simultâneo, o TCGL realizou também o desembarque de 353 viaturas de diversas marcas do Grupo VW , que chegaram no mesmo navio, com destino a Portugal e para distribuição nacional.

Suspensa greve na Silopor e trabalhadores aguardam proposta de revisão salarial

A greve na Silopor – Empresa de Silos Portuários ao trabalho em horas extraordinárias, convocada até final de fevereiro, foi suspensa e os trabalhadores aguardam uma proposta da empresa para revisão da tabela salarial, disse o sindicato.

“[A greve] foi suspensa, uma vez que o Governo autorizou a comissão liquidatária a negociar com o sindicato a revisão do acordo de empresa”, disse à Lusa Célia Lopes, do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).

Segundo a dirigente sindical, o sindicato tinha garantido que, após aquela autorização, daria tempo à empresa para ponderar sobre a proposta a apresentar aos trabalhadores.

“Tal como se comprometeram, os trabalhadores vão aguardar que a empresa possa apresentar uma proposta para a revisão da tabela salarial”, vincou Célia Lopes.

Cosco Shipping estabelece aliança de inovação em embarcações eléctricas

A maior companhia marítima da China, Cosco Shipping Group, e a sua unidade, Cosoc Shipping Development, iniciaram em conjunto a criação da China Electric Vessel Innovation Alliance.

Os membros da aliança são de vários sectores, abrangendo sistema de propulsão eléctrica, projecto e construção de embarcações, operação de portos e terminais, instituições científicas, fornecedores de baterias de energia eléctrica, investimento e financiamento da indústria. Com o objectivo de promover o desenvolvimento verde e de carbono zero para a indústria naval, a aliança fortalecerá as comunicações e a colaboração entre os membros.

Baixo carbono e carbono zero é o curso inevitável para o desenvolvimento da indústria de transporte global, e a criação da Electric Vessel Innovation Alliance será útil para integrar recursos da cadeia da indústria de transporte marítimo verde e promover conjuntamente o estabelecimento de padrões para embarcações verdes, disse Huang Xiaowen, Vice-gerente geral do Cosco Shipping Group.

MSC junta-se à onda de desmantelamento de navios.

A MSC vai descartar um porta-contentores pela primeira vez em quase quatro anos, já que as desmantelamentos no sector continuam a aumentar no meio de um mercado de frete sem brilho.

A Linerlytica informou que o MSC Floriana de 1.911 TEU, construído em 1986, servindo o serviço intra-mediterrâneo do gigante ítalo-suiço, foi vendido por 4,26 milhões€ para reciclagem em Alang, na Índia.

Os bancos de dados demonstram que a MSC adquiriu o MSC Floriana por 25 milhões de dólares em setembro de 1994, antes de vendê-lo para a Niki Shipping por um preço não revelado em dezembro de 2019. 

Brigada do Mar retirou 4 toneladas de resíduos das praias de Mira a Quiaios .

A associação ambiental Brigada do Mar promoveu uma acção de recolha de lixo entre Mira e Quiaios/ Murtinheira.

Em quatro dias vários voluntários recolheram cerca de 4 toneladas de resíduos, distribuídos entre lixo, tufos de cordas gigantescos e até uma infeliz baleia de bico morta.

A Brigada do Mar agradece a colaboração da Yamaha Motor (motos 4), capitania da Figueira da Foz e Aveiro e municípios de Cantanhede, Figueira da Foz e Mira.

A Brigada do Mar é uma ONGD (Organização Não Governamental para o Desenvolvimento) portuguesa. Foi formalmente constituída em 2012, apesar de desenvolver a sua actividade desde 2008.

A associação tem como fim principal a descontaminação da orla costeira, desenvolvendo e implementando acções e eventos que visam a protecção da biodiversidade, actividades relacionadas com a reciclagem e campanhas de sensibilização, de modo a alertar a sociedade em geral para o flagelo que é o lixo marinho, incentivando os cidadãos a juntarem-se à Brigada do Mar, individualmente, ou através da sua própria organização.

Fungo transforma plásticos de oceanos em componentes para farmacêuticos

Um estudo publicado na revista alemã Angewandte Chemie destacou o potencial de um fungo para transformar resíduos plásticos dos oceanos em componentes para produtos farmacêuticos. Segundo o artigo, promovido pela Sociedade Química Alemã, essa químico-biológica para a conversão do polietileno é feita por um fungo comum do solo chamado Aspergillus nidulans, que foi geneticamente alterado.

Primeiro, os investigadores induziram a digestão de polietilenos usando oxigénio e alguns catalisadores de metal. Em seguida, longas cadeias de átomos de carbono resultantes dos plásticos decompostos foram alimentadas com fungos Aspergillus geneticamente modificados. Os fungos, conforme projectados, metabolizaram numa série de compostos farmacologicamente activos.

Os cientistas explicam que em outros métodos, o fungo pode digerir o material, mas leva meses, uma vez que os plásticos são muito difíceis de decompor. No entanto, a técnica descoberta promove a decomposição dos plásticos rapidamente: numa semana, já é possível ter o produto final.

“Acontece que os fungos produzem muitos compostos químicos, e eles são úteis para o fungo na medida em que inibem o crescimento de outros organismos. Esses compostos não são necessários para o crescimento do organismo, mas ajudam a protegê-lo ou a competir com outros organismos”, explicam os investigadores.

O grupo afirmou que sequenciou os genomas de vários fungos e pode reconhecer as assinaturas de grupos de genes que produzem compostos químicos. “Podemos mudar a expressão dos genes, removê-los do genoma, fazer todos os tipos de coisas com eles. Vimos que havia muitos desses aglomerados de genes de metabólitos secundários e os nossos procedimentos de direccionamento de genes nos permitiram, pelo menos a princípio, a activar alguns deles”, disseram.

Os especialistas ressalvam o problema da aacumulação e plásticos no meio ambiente,  e estudos como este procuram transformar o poluente em algo útil, dentro do processo.

Marinha apresenta projetos no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência

Decorreu ontem, na Base Naval de Lisboa, no Alfeite, a apresentação da Plataforma Naval Multifuncional e as componentes do Centro de Operações de Defesa do Atlântico, os dois projectos que obtiveram financiamento no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

​​​​​O evento contou com a presença do Secretário de Estado da Defesa Nacional, Marco Capitão Ferreira, do Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Henrique Gouveia e Melo, entre outras entidades.

O PRR contempla um conjunto de investimentos relevantes no mar e geridos pela Marinha. Enquadrada na dimensão Transição Climática, a Componente 10 – Mar do PRR inclui o investimento TC-C10-i03, designado por Centro de Operações de Defesa do Atlântico e Plataforma Naval e subdivide-se em três pilares distintos, sendo o Pilar I – Plataforma Naval e o Pilar II – Centro de Operações, materializados com o envolvimento direto da Marinha.

A Zona Livre Tecnológica (ZLT) Infante D. Henrique, sediada no CEOM, é uma aposta inovadora da Marinha Portuguesa que visa criar o ambiente de colaboração entre a indústria, a academia e de cooperação internacional com o intuito de testar em ambiente real e em mar aberto, sistemas e tecnologias emergentes, utilização de veículos não tripulados, novos materiais e inteligência artificial.