O protector solar pode destruir oceanos e matar peixes?

Recomendado pela sua capacidade de proteger a pele de raios ultravioletas, o protector solar é responsável, por outro lado, por poluir recifes e contribuir para a mortalidade de corais. Em 2022, um estudo publicado na revista Science identificou que as anêmonas-do-mar também reagem à oxibenzona, um dos principais compostos do protector solar ligados a acções nocivas à vida marinha, alterando a composição química e provocando alterações no metabolismo desses animais.

Investigadores e cientistas não conseguem precisar o nível de risco e de exposição a que esses corais estão submetidos. No entanto, o entendimento da comunidade científica é de que há um grande volume de protector solar em lugares principalmente turísticos na temporada de verão.

Além da oxibenzona, o metoxicinamato de etila é também conhecido por ter efeito na vida marinha, por meio de evidências científicas. Nos recifes de corais, o ecossistema mais produtivo do mundo, outros animais são afectados directa ou indirectamente, tais como peixes, ouriços, tartarugas e estrelas. Algumas espécies podem, inclusive, perder seus habitats.

O principal efeito nos corais de recifes é o branqueamento, causado pela expulsão das zooxantelas simbióticas, algas endossimbiontes que esses organismos trazem consigo. Por causa dessa separação, e consequentemente do branqueamento, há uma perda de fornecimento de material orgânico que serve de alimento para os corais. Sem a capacidade de se alimentar de outra maneira, eles podem morrer.

De qualquer forma o branqueamento acaba sendo uma resposta de um stress gerado pela exposição a determinados protectores solares, que ainda encontram-se no mercado e possuem substâncias que efectivamente são comprovadamente tóxicas aos corais.

Além das anêmonas-do-mar e dos corais, todos os organismos marinhos com a superfície corporal translúcida têm o potencial de absorver compostos dos protectores solares internamente no organismo e isso gera uma reacção.

Pescadores em Viana contra áreas de exploração de energias renováveis no mar

Cerca de 15 associações de pescadores do país reúnem-se amanhã, em Viana do Castelo, para tomar uma posição conjunta sobre as cinco áreas de exploração de energias renováveis no mar, actualmente em consulta pública.

“Convocamos uma reunião com todas as associações do país […]. Nós teremos que ir até ao tribunal europeu se for necessário, porque é impossível acabarem com a pesca no país. É uma coisa do outro mundo”, afirmou à agência Lusa o assessor da VianaPesca, Francisco Portela Rosa.

Em causa está a consulta pública da proposta de criação de cinco áreas de exploração de energias renováveis no mar, ao largo de Viana do Castelo, Leixões, Figueira da Foz, Ericeira-Cascais e Sines, que começou em 30 de janeiro e termina em 10 de março.

Figueira da Foz é proposta para a maior área de instalação de parques eólicos, com 1.237 quilómetros quadrados (km2) e potencial para até quatro gigawatts (GW) de capacidade, seguida por Viana do Castelo (663km2 e 2GW), Sines (499km2 e 1,5GW), Leixões (463,36km2 e igualmente 1,5GW) e Ericeira e Sintra/Cascais (300 km2 e 1GW).

Segundo Francisco Portela Rosa, em março de 2022, a VianaPesca contestou o contrato para ordenamento do espaço marítimo ao largo de Viana do Castelo e, em dezembro do mesmo ano, apresentou “oposição” à proposta de portaria que delimita a Zona Livre Tecnológica (ZLT), ao largo de Viana do Castelo, criada entre o atual parque Windfloat até à zona do Farol de Montedor, em Carreço.

No passado dia 28 de janeiro, o Governo deu mais 10 dias de consulta pública do projeto de delimitação da ZLT de Viana do Castelo, para inovação e desenvolvimento da produção de eletricidade com energias renováveis de fonte ou localização oceânica. O projecto de portaria que delimita a Zona Livre Tecnológica de energias renováveis de origem ou localização oceânica ao largo de Viana do Castelo foi, em 18 de novembro do ano passado, submetido a consulta pública, por aviso conjunto dos ministérios da Economia e do Mar e do Ambiente e da Energia, que deu um prazo para sugestões de 30 dias a contar do dia da publicação do aviso. Os dois ministérios determinaram a abertura de consulta pública, “pelo período complementar de 10 dias”, da portaria que delimita a zona de economia azul sustentável ao largo de Viana do Castelo.

 ZLT vai ficar localizada junto ao projeto Windfloat Atlantic, o primeiro parque eólico flutuante da Europa continental. O parque com tecnologia Windfloat é composto por três plataformas flutuantes que sustentam turbinas com capacidade instalada de 25 megawatts (MW), ligado a um cabo de 18 quilómetros, instalado a 100 metros de profundidade no fundo do mar, com capacidade para receber 200 MW de energia renovável. Segundo o responsável da VianaPescas, com cerca de 450 associados desde a Figueira da Foz, distrito de Coimbra, a Caminha, no Alto Minho, os pescadores têm “constatado que a cerca de uma milha do parque a fauna desapareceu. “O peixe desapareceu nestas zonas”, frisou.
Em 2019, foi decidida uma compensação financeira de meio milhão de euros às 28 embarcações de pesca local afectadas pela interdição da pesca na envolvente (0,5 quilómetros de cada lado) do cabo submarino, com cerca de 17 quilómetros de extensão, que liga o parque eólico flutuante à rede, instalada em Viana do Castelo.

Lançado novo portal para o conceito de chegada “Just in Time”

A Global Industry Alliance to Support Low Carbon Shipping (Low Carbon GIA) lançou um portal de acesso gratuito para apoiar a implementação das chegadas “Just in Time” (JIT).

O Portal fornece aos sectores portuário e marítimo uma visão geral do conceito de chegadas JIT, incluindo os principais benefícios e etapas gerais que podem ser tomadas para a sua implementação, além de recursos-chave desenvolvidos pelo Low Carbon GIA e outras organizações internacionais, como a Força-Tarefa Internacional para Otimização de Chamadas em Portos (ITPCO). O portal JIT pode ser acessado aqui. O portal será actualizado regularmente com novos desenvolvimentos e informações e recursos disponíveis. No futuro, também serão publicadas no portal entrevistas com stakeholders de portos que implementaram o JIT com sucesso, onde os usuários poderão ouvir as suas experiências e conhecimentos sobre a implementação prática do conceito. A chegada “Just in Time” (JIT) permite que os navios optimizem a velocidade durante a viagem para chegar ao porto quando o cais, o canal navegável e os serviços náuticos estiverem disponíveis. Isso torna o JIT uma ferramenta importante para reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) dos navios. 

Porto de Lisboa investe em nova tecnologia para “melhorar segurança e eficiência”

O Porto de Lisboa anunciou que vai passar a utilizar uma nova plataforma tecnológica para gerir com mais eficiência e com menor risco as entradas e saídas de navios.

A nova plataforma tecnológica utilizada pelo Porto de Lisboa, a Aquasafe, “também ajuda a diminuir tempos de implementação e custos operacionais”, segundo um comunicado.

A Aquasafe foi desenvolvida pela Hidromod e faz a gestão de dados e modelos numéricos, permitindo ao Porto de Lisboa “dispor de um sistema operacional que faz a gestão de dados e previsões meteo-oceanográficas, que garantem maior rigor na gestão de riscos”.

A nova plataforma “irá utilizar um serviço de simulação de deriva de derrames de hidrocarbonetos que ajuda na gestão de eventuais acidentes no mar”.

O comandante Rui Nunes, director de Segurança, Pilotagem e Operações Portuárias, afirmou que a plataforma deverá “aumentar a eficiência da navegação dentro do porto e das manobras de entrada e saída, tendo sempre em conta os imperativos de segurança da navegação”.

José Chambel Leitão, gerente da Hidromod, destacou a importância deste contrato para a empresa, indicando que “a Hidromod já fornece serviços semelhantes com a plataforma Aquasafe aos portos de Viana do Castelo, Leixões, Aveiro e Setúbal”.

A plataforma Aquasafe suporta operações em portos, aquaculturas, empresas de águas e serviços públicos. As suas primeiras implementações foram em 2009 e 2010 para a SIMTEJO (actualmente Águas do Tejo Atlântico), para a Central Térmica de Sines da EDP e para o Porto de Setúbal.

Porto de Aveiro: 5G permite gerir cargas em tempo real e de forma mais eficiente

Já são conhecidos os resultados preliminares da prova de conceito de gestão de carga instalada no Porto de Aveiro desde o ano passado. Recorrendo ao potencial da rede privada 5G da Vodafone e a inovações tecnológicas implementadas pela Ericsson – soluções de digital twin (gémeo digital), realidade aumentada e realidade virtual –, este projeto piloto promete contribuir para um melhor planeamento, monitorização e gestão da carga em tempo real (neste caso, bobinas destinadas à indústria metalúrgica), optimizando a pegada ambiental, a eficiência, a segurança e a rentabilidade das operações no Porto de Aveiro.
Com esta tecnologia, os operadores portuários podem identificar, em tempo real, a posição de toda a carga no armazém e conduzir as operações de carga e armazenamento através de tablets com realidade aumentada. A solução representa um “ganho significativo” para todos os agentes envolvidos não só com a redução do tempo de descarga, mas também do consumo de combustível, assegura Nuno Roso, diretor de serviços digitais da Ericsson Portugal.
Por outro lado, a disponibilização de um “gémeo digital” – uma réplica do armazém em tempo real construída com informações recolhidas a partir da carga, do plano de carga, dos fretes e dos veículos. Além de usar um algoritmo logístico especializado para organizar e posicionar os fretes, com óculos de realidade virtual será possível simular uma operação de carga completa, verificando fretes e a sua posição e definindo a melhor estratégia para a operação. 
No Porto de Aveiro, e de acordo com os indicadores de performance analisados, esta operação permitiu um aumento de 10% no número de itens descarregados por hora e uma redução, também em 10%, do tempo que demora a descarregar cada navio. Da análise dos resultados preliminares notou-se, ainda, a redução, em 8%, do tempo necessário para a utilização da empilhadora, bem como a redução, para um terço, do tempo necessário para registar dados do frete do navio na base de dados. No que concerne ao tempo de registo e colocação de carga no armazém, ou seja, o processo desde que a carga é registada no cais até ser corretamente colocada no armazém, esta prova de conceito permitiu uma melhoria de 14%. Finalmente, é de destacar um reforço de 50% do número de dados carregados na base, com possibilidade de colocar nova informação – localização, orientação de posição, empilhamento e estado dos fretes – para acelerar as operações.
 
Esta infraestrutura, que já havia sido estudada e testada no porto de Livorno (Itália), é “muito relevante” para um porto como o de Aveiro, já que “acrescenta valor e previsibilidade às operações, traz ganhos de eficiência (económica e ambiental) e melhora também, por arrasto, a competitividade das empresas que dependem das cargas do porto para a sua actividade”, pode ler-se num comunicado da Vodafone.

Maersk registra lucro de 28.9 bilhões€ para 2022 e espera queda de 84% ​​este ano.

AP Moller – Maersk relata o seu melhor lucro de 28.9 bilhões € em 2022, mas espera fazer menos de um quinto disso este ano, à medida que o mercado de transporte de contentores diminui.

A Maersk relatou um EBIT consolidado de US$ 28.8 bilhões € em 2022, acima dos 18.4 bilhões € em 2021. As receitas para 2022 aumentaram 32%, para 76.3 bilhões €, em comparação com 57.7 bilhões € no ano anterior. “2022 foi notável em mais de uma maneira. Enquanto relatamos o melhor resultado financeiro da história da empresa, também levamos as parcerias com os nossos clientes a um novo nível, apoiando as suas cadeias logísticas de ponta a ponta durante tempos altamente disruptivos”, comentou Vincent Clerc, CEO da AP Moller – Maersk.

No entanto, os resultados brilhantes não durarão com um declínio ano a ano nos lucros do quarto trimestre em 2022, antecedendo uma queda muito maior do que a esperada em 2023. no final do ano. No quarto trimestre de 2022, a Maersk relatou uma queda de 1.40 bilhão€ no EBIT par 4,78 bilhões €, em comparação com 6.09 bilhões € no mesmo período do ano anterior.

A queda nos lucros do quarto trimestre resultou do seu negócio de transporte de contentores com um EBIT de 4,49 bilhões€ no quarto trimestre de 2022, em comparação com 5.90 bilhões € no quarto trimestre de 2021. A Maersk disse que a queda foi “impulsionada por volumes mais baixos e taxas de frete mais baixas nas taxas de embarque nas rotas da Ásia para Europa e para a América do Norte. Olhando para 2023, a orientação para o ano inteiro da Maersk no topo de sua faixa é menor do que os seus lucros no quarto trimestre de 2022. A empresa dinamarquesa está dando uma orientação para o ano inteiro de um EBIT de 1,87 bilhões € a 4.68 bilhões €. “A orientação para 2023 é baseado na expectativa de que a correcção de stocks seja concluída até ao final do primeiro semestre, levando a um ambiente de procura mais equilibrado. Espera-se que o crescimento do PIB global em 2023 seja moderado e o crescimento global do mercado de contentores esteja na faixa de -2,5% a +0,5% ”, disse a  Maersk. A Maersk acrescentou que espera que o seu crescimento esteja em linha com o mercado. Olhando para o seu negócio de transporte de contentores em 2022, a Maersk disse que “continua a cumprir a transformação estratégica, mantendo um nível estável de contratos de longo prazo”. O seu relatório anual mostrou que a percentagem de contrato versus negócios à vista havia realmente diminuído ligeiramente em 2022 para 30% à vista e 70% à vista em comparação com 29% à vista em 2021 e 71% sob contrato. Há uma expectativa de alguns observadores do mercado de que, devido às fortes quedas observadas nas taxas à vista, os remetentes podem reter mais volumes dos contratos anuais este ano, apostando em taxas à vista mais baixas. A estratégia futura da Maersk baseia-se no crescimento dos seus negócios de logística e serviços para tornar-se num integrador, e fez várias aquisições relacionadas à logística de alto perfil, incluindo LF Logistics e Senator. A aquisição da LF Logistics adicionou cerca de 3,1 milhões de m² de espaço de armazenamento em 198 instalações, e a capacidade geral de armazenamento da Maersk mais que dobrou para 7,1 m². Falando numa conferência de imprensa em Singapura esta semana, Ditlev Blicher, presidente da Maersk Ásia – região do Pacífico, disse que cerca de 40% do caminho para tornar-se num integrador foi concluída, comentando: “Ainda estamos desenvolvendo essa capacidade”.

Apesar de registrar um impressionante crescimento de receita de 47% nos seus negócios de logística e serviços para 13.48 bilhões€ em 2022, o sector ainda representa apenas 17,7% da receita total da Maersk no ano passado. O crescimento orgânico da logística foi de 21%, que a empresa disse ter vindo principalmente dos seus 200 principais clientes. O CEO da Maersk, Clerc, disse: “Ao entrarmos num ano com perspectivas macro desafiadoras e novos tipos de incertezas para os nossos clientes, estamos determinados a acelerar a transformação dos nossos negócios e aumentar a nossa excelência operacional para aproveitar as oportunidades únicas à nossa frente”.

Custo de envio de gasolina aumenta 405% após sanções à Rússia

O custo da movimentação de gasolina e outros combustíveis em navios-tanque oceânicos está subindo dias após as sanções contra as vendas de petróleo da Rússia. Os ganhos diários de petroleiros relativamente pequenos que entregam combustíveis refinados no oceano Atlântico aumentaram mais de 400% esta semana, chegando a 55.857 doláres de acordo com os dados mais recentes da Baltic Exchange em Londres. 

Subiram 58% apenas na passada quinta-feira, o maior ganho num dia desde o final de 2021. O aumento foi estimulado em parte por uma bifurcação da frota com alguns navios-tanque servindo aos interesses de Moscovo e outros no mercado internacional. É destacado uma possível reversão de medidas agressivas destinadas a limitar as receitas petrolíferas da Rússia. “Os volumes russos continuam fluindo mais ou menos na mesma taxa e isso ocupa muitos navios”, disse Lars Bastian Ostereng, analista da Arctic Securities. “Na última análise, o pico mostra que a procura é muito boa e os fundamentos são fortes.” Até 600 embarcações juntaram-se a uma “frota de sombra” de navios ajudando a Rússia a manter o seu petróleo fluindo. Isso, por sua vez, está deixando menos embarcações atendendo a outros exportadores de petróleo e aumentando o custo do frete.

O aumento não é puramente sobre a mudança de navios-tanque para o comércio russo. A União Europeia proibiu as importações de combustível da Rússia a partir de 5 de fevereiro. Antes disso, o bloco suspendeu a compra de produtos refinados de outros lugares para garantir o abastecimento abundante, algo que deslocou algumas embarcações numa frota já escassa. Agora que a compra aumenta em outros lugares, as taxas estão subindo. Os navios que navegam da Europa para a África Ocidental registraram o seu maior ganho diário desde que os números começaram a ser publicados no ano passado. Uma mudança de alguns petroleiros para a Rússia pode estar contribuindo. “O que ouvimos é que muitos navios foram repentinamente removidos das listas de tonelagem e atraídos para a Rússia”, disse Eirik Haavaldsen, analista de transporte marítimo da Pareto Securities AS em Oslo. 

Foto: Shutterstock/Igor Grochev

Fundador do Airbnb doa 25 milhões ao OceanCleanup

The Ocean Cleanup – o projecto internacional sem fins lucrativos que desenvolve e amplia tecnologias para livrar os oceanos do plástico – anunciou sua maior doação privada até o momento, uma doação de 25 milhões de Joe Gebbia, cofundador do Airbnb e Samara e presidente do Airbnb.org . A Ocean Cleanup usará esses fundos para continuar e expandir as suas operações em oceanos, rios, reciclagem e pesquisa científica – e, em particular, para apoiar o lançamento do System 03, o mais recente upgrade de seu sistema de limpeza oceânica, na “grande porção de lixo do Pacífico” no final deste ano. 

Este último gesto de apoio de Joe Gebbia contribuirá significativamente para a missão da The Ocean Cleanup, permitindo escalar mais rapidamente, remover poluentes com mais eficiência e, finalmente, aproximar-se da sua visão de oceanos restaurados em todo o mundo.

“Como um projecto sem fins lucrativos com uma grande missão, não podemos fazer isso sozinhos – precisamos de contribuições financeiras para atingir nossos objectivos. O apoio contínuo de Joe à missão da The Ocean Cleanup tem um impacto directo nas nossas operações em todo o mundo”, disse Boyan Slat, fundador e CEO da The Ocean Cleanup. “Graças, em parte, à sua generosa assistência, podemos ampliar o nosso trabalho nos oceanos e rios, ajudando-nos a atingir o nosso objetivo de livrar os oceanos do plástico do mundo. Em nome do maior ecossistema do mundo, somos imensamente gratos pelo apoio.” A Ocean Cleanup desenvolve e dimensiona tecnologias para livrar os oceanos do plástico. Para fazer isso, a organização emprega uma estratégia dupla: limpar o legado de plástico existente flutuando no oceano e, ao mesmo tempo, abordar as novas emissões de plástico que fluem para o oceano a partir dos rios, usando um portfólio de Soluções Interceptoras. O sistema de limpeza oceânica em escala piloto da Ocean Cleanup, System 002, foi implantado no “grande porção de lixo do Pacífico” (localizado entre o Havaí e a Califórnia e composto por até 100.000.000 kg de plástico) desde o final de 2021. Até agora, removeu quase 200.000 quilos de plástico que, de outra forma, teriam permanecido presos por décadas ou mais. Nos rios, a The Ocean Cleanup visa adoptar medidas preventivas para “fechar a torneira”, interceptando o plástico adicional a jusante antes que ele chegue ao oceano. As suas soluções de interceptação estão actualmente implantadas ou em teste em oito países ao redor do mundo – as implantações mais recentes iniciaram operações no Condado de Los Angeles (EUA) e Kingston (Jamaica) em novembro e dezembro de 2022, respectivamente. Até agora, a tecnologia da organização interceptou mais de 2 milhões de quilos de lixo em rios, mantendo-o fora de nossos oceanos para sempre. “Tenho orgulho de fazer parceria com a The Ocean Cleanup no seu trabalho crucial para remover plásticos nocivos dos nossos oceanos”, compartilhou Gebbia. “A Ocean Cleanup criou sistemas e tecnologias que realmente funcionam em escala. Para que eles possam ser implantados nos nossos oceanos e rios, eles agora precisam aumentar o seu financiamento. É minha esperança que esta doação possa inspirar outras pessoas a agir.” O uso do design por Gebbia para resolver problemas levou à criação do Airbnb e Samara, e Airbnb.org, a sua ideia sem fins lucrativos que fornece moradias para pessoas em crise. A Gebbia continua a retribuir a causas que melhoram a qualidade de vida das pessoas e do planeta. Ele actua no conselho da Refuge Olympic Foundation e nos conselhos de liderança da Tent Partnership for Refugees e do ACNUR. Esta contribuição expande as suas doações para incluir agora a saúde climática.

Centro Náutico da Praia de Faro volta a promover «Windsurf Open Day»

O Centro Náutico da Praia de Faro vai voltar a promover, no próximo dia 4 de março, o evento «Windsurf Open Day».

Desta forma, o Centro Náutico pretende dedicar um dia e proporcionar o primeiro contacto com a modalidade de Windsurf (batismos de nível 1) de forma gratuita e apresentar os seus serviços de escola náutica, nível I e nível II, bem como promover o aluguer de equipamento e prática autónoma dentro dos limites estipulados pela instalação.

O Windsurf Open Day destina-se a todos os munícipes e estudantes universitários da Universidade do Algarve, praticantes de actividade ísica, amantes da natureza e de desportos náuticos, tendo como principal objectivo, o aumento do número de utilizadores do Centro Náutico da Praia de Faro.

O evento tem capacidade para 24 utilizadores, oito em cada um dos três baptismos, que vão decorrer das 09h30 às 11h00; das 11h15 às 12h45 e das 14h30 às 16h00.

Os participantes têm de saber nadar e ter 12 anos como idade mínima. 

Mais informações sobre o evento, promovido pelo Centro Náutico da Praia de Faro e com o apoio da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve (UAlg), Elementos e Ginásio Clube Naval de Faro, podem ser obtidas através de e-mail (centronauticofaro@cm-faro.pt) ou telefone (289 870 898 e 289 870 056).

Liga MEO Surf apresentada.

Mantendo as mesmas etapas do ano passado, a 13.ª edição vai permitir a participação surfistas não comunitários que residam em Portugal, mas os títulos nacionais continuam a ficar para os atletas lusos, segundo avança o DN.

Na presença de Frederico Morais, Guilherme Ribeiro, Kika Veselko e Carol Mendes, que combinam entre si sete títulos mundiais, a 13.ª edição da Liga MEO Surf foi oficialmente apresentada, mantendo as mesmas cinco etapas de 2022.

Assim, continuando o principal circuito nacional a passar por Figueira da Foz, Porto, Ericeira, Ribeira Grande (Açores) e Peniche, a grande novidade é a possibilidade da participação de surfistas não comunitários que residam em Portugal, além da já autorizada entrada de atletas da União Europeia e do Brasil. Este alargamento “irá com toda a certeza trazer mais competitividade”, nas palavras de Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas (ANS). No entanto, apenas os portugueses se podem continuar a sagrar campeões nacionais, “uma solução equilibrada”, segundo Rodrigues, encontrada em conjunto com a Federação Portuguesa de Surf. Este organismo vai ficar responsável por organizar a primeira edição da prova de qualificação, destinado a quem não foi automaticamente elegível, o Caparica Qualifying, a acontecer antes da etapa inaugural, a 24 de março.

O campeonato foi apresentado “numa altura cheia de sucesso para os surfistas nacionais”, conforme recordou Miguel Guerra, representante da MEO, em referência ao título mundial júnior conquistado por Kika Veselko há um mês e à presença de Teresa Bonvalot como suplente no World Tour feminino. A cascalense fez questão de enviar uma mensagem desde o Havai, onde prepara o Hurley Pro Sunset Beach. “2022 foi um ano incrível para mim, também acabei por me sagrar campeã nacional. A Liga MEO é um ótimo treino para as competições fora. Temos de agradecer o esforço da ANS para nos dar todas as ferramentas”, defendeu a olímpica, que, em 2023, vai em busca do “penta”, se o calendário internacional o permitir.

No masculino, o detentor do título é Guilherme Ribeiro, que vai ter a grande concorrência de Frederico Morais (Kikas), de regresso às competições nacionais, conciliadas com as Challenger Series, nas quais tentará voltar ao World Tour. “Não foi a primeira vez que saí do circuito mundial, também não vai ser a última que me vou qualificar”, declarou o tricampeão nacional.