Curso de Cultura Oceânica da EMEPC

 

A EMEPC divulga o Curso de cultura oceânica “A mudança que precisamos para o Oceano que queremos” – Literacia do Oceano com escolas, de 27 de Março a 28 de Abril 2023

Este curso (online) destina-se a professores de todos os ciclos de ensino, professores pré-escolares e educadores não formais.

O prazo para candidaturas é 31 de Janeiro de 2023 (23:59 CET: Central European Time). Não se aplicam propinas. O número de lugares é limitado.

Organizado por:

UN Ocean Decade

Unesco – Intergovernmental Oceanographic Commission

International Oceanographic Data and Information Exchange (IODE)

CIIMAR / CIMAR Associate Laboratory

Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC)

Universidade de Aveiro

Universidade Nova de Lisboa

MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente

Universidade do Minho

IPMA

Parceria assinada para promover a economia azul pan-atlântica.

O Canada’s Ocean Supercluster (OSC) e o Fórum Oceano anunciaram a sua nova parceria de colaboração para promover o investimento sustentável e o crescimento da economia azul em redes regionais e internacionais.

É necessária uma cooperação internacional reforçada para desbloquear o potencial dos dados e das soluções AI para enfrentar os desafios globais dos oceanos. Na sua parceria pan-atlântica, o OSC e o Fórum Oceano trabalharão em conjunto para trocar competências e experiências no âmbito do funcionamento, desenvolvimento e governação dos clusters oceânicos para fazer avançar o trabalho nestes espaços.

Maersk reintroduz reservas diretas para a Ucrânia

A Maersk anunciou que agora é capaz de oferecer reservas directas para a Ucrânia de qualquer lugar do mundo, aliviando um problema comum dos clientes no último ano desde a invasão da Ucrânia pela Rússia.

A transportadora dinamarquesa iniciou um novo serviço semanal de barcaças do Porto de Constanta, na Roménia, ao Porto de Reni, na Ucrânia. Este serviço está agora totalmente operacional em duas rotas – através do Canal Constanta/Danúbio e do Mar Negro – com um tempo de trânsito de aproximadamente 1,5 dias. 

A Maersk acrescentou que os seus sistemas estão actualizados e prontos para aceitar reservad directas de clientes para o Porto de Reni. A empresa informou que as reservas estarão sujeitas à capacidade operacional e à apresentação da documentação correta, que inclui a aceitação legal de uma cláusula ucraniana devido ao risco contínuo na área.

8.ª Feira Internacional de Emprego & Carreiras ‘Trabalhar num Navio’ com 15 empresas que vão recrutar.

A 8.ª edição da Feira Internacional de Emprego & Carreiras ‘Trabalhar num Navio’, que vai ter lugar a 16 de março, no Hotel Olissippo Oriente, no Parque das Nações, em Lisboa, vai contar com a participação de 15 empresas que pretendem recrutar colaboradores.

O certame, que vai ser inaugurado pelo secretário de Estado o Mar, José Maria Costa, é apoiado pela Escola Superior Náutica Infante D. Henrique (ENIDH), estando confirmada a sua representação pelo presidente da instituição, professor Vítor Franco, assim como da Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM); da Marinha Portuguesa e do Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar (FOR-MAR).

Além destas entidades, a feira vai contar também conta a participação de empresas que pretendem recrutar colaboradores, a exemplo da Mystic Cruises, DouroAzul, Nicko Cruises e Atlas Ocean Voyages, integradas na Mystic Invest Holding (MIH) do empresário Mário Ferreira, mas também da MSC Cruzeiros, Viking Cruises, Portline Bulk International e Seabourn.

Já o Espaço Carreiras recebe organizações nacionais e internacionais, entre as quais merecem destaque, entre várias outras, a academia MaritimeMT de Malta, a Universidade Les Roches, a World of Shipping Portugal, a Ceniude, e a VHF Global.

O evento vai ainda contar com uma área de Congresso com capacidade para 400 pessoas, onde as organizações expositoras irão apresentar a sua actividade e informar os visitantes sobre as oportunidades de emprego e de carreiras a bordo de navios.

Lagoa de Santo André foi aberta ao mar apesar do volume de água reduzido

A Lagoa de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, foi na passada terça-feira aberta ao mar, apesar do volume de água reduzido, numa operação que visa a “renovação da água e das espécies piscícolas”.

Coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a operação voltou a realizar-se, sob o olhar atento de dezenas de curiosos espalhados pelo areal, depois de em 2022 ter sido cancelada devido ao volume extremamente baixo de água acumulada na lagoa.

Este ano, a Lagoa de Santo André apresenta “um nível de água não muito elevado”, sendo expectável que “o tempo de permanência de abertura ao mar” seja reduzido, explicou o director regional da Administração da Região Hidrográfica (ARH) do Alentejo, André Matoso, à agência Lusa.

De acordo com o responsável, a operação de abertura da Lagoa ao mar, que é feito com recurso a máquinas, arrancou pouco depois das 16h00 e só ficou concluído perto das 18h30 “devido às condições do mar”, que dificultaram os trabalhos.

O processo consiste na abertura de um canal “com largura e profundidade suficiente” que permita a ligação da lagoa ao mar e para que, “ao longo das marés que vão ocorrer nos próximos dias”, seja possível uma “mistura das águas da lagoa e do mar” e consequente “renovação”, adiantou.

Superiate a hidrogénio fica praticamente invisível no mar

O projecto é da autoria do designer Jozeph Forakis, que idealizou esta obra de engenharia com mais de 80 metros de comprimento e uma superestrutura construída em materiais ultraleves e com casco e cobertura com acabamento prateado metálico, quase espelhado. Cada um dos três níveis da cobertura retrátil está revestido por painéis solares.

Na zona mais central da embarcação há uma instalação de hidroponia pensada como um jardim que percorre verticalmente todos os níveis do iate, com o intuito de fornecer alimentos frescos para consumo a bordo, ao mesmo tempo que serve para purificar o ar. A base da instalação fica no convés inferior e é cercada pelo “Jardim Zen” que se estende pelos quatro níveis do Pegasus, onde se chega através de uma escada em caracol. No andar superior foca a suite principal voltada para a frente, com uma vista extraordinária e um grande terraço privativo.

Há piscina, que quando fechada funciona como heliporto, e, na popa existe a área do clube de praias com um grande jacuzzi e terraços rebatíveis que se transformam num solário fechado com painéis de vidro na cobertura.

Tecnicamente, o Pegasus está projectado para ser praticamente autossuficiente, pois a energia solar fornecida pelos painéis instalados na estrutura é usada para converter a água do mar em hidrogénio verde para armazenar em tanques de alta-pressão. A energia eléctrica produzida a bordo pela conversão de hidrogénio em células de combustível é armazenada em baterias de iões de lítio.

Festival Internacional do Ouriço-do-Mar de volta à Ericeira

Organizada pelo consultor Nuno Nobre e pela Câmara Municipal de Mafra, a sétima edição do Festival Internacional do Ouriço-do-Mar tem como objectivo dar a conhecer um produto por vezes descrito como o “caviar de Portugal”.

À excepção de uma mostra gastronómica que tem lugar em 25 restaurantes da região, as actividades do festival decorrem no Mercado Municipal da Ericeira.

Esta edição traz uma novidade: A realização de oficinas de ciência, nos sábados 11 e 18, entre as 10 e as 12 horas. A manhã do dia 11 conta com uma aula prática, com um aquário com ouriços e amostras de rações para os alimentar, ao passo que no dia 18 fala-se a fundo sobre características da espécie.

Durante as tardes dos dois fins de semana do festival vão ser realizados 12 show cookings. Além do ouriço, vão ser incluídos produtos locais, com cervejas artesanais e vinhos da região a acompanhar.

Entre os chefs presentes, destaca-se o grego Athanasios Kargatzidis, do Costa Fria, na Ericeira; a peruana Valéria Olivari, do restaurante Las Cholas, em Lisboa; e Tony Salgado, do Hotel Pestana Palácio do Freixo, no Porto.

Como a época alta dos ouriços não se circunscreve a março, o próximo mês conta com a iniciativa da Ouriçaria Em Abril Ouriços Mil, na qual chefs vão confeccionar jantares exclusivos, denominados Sea Urchin Signature Sessions.

MSC pronta para usar combustíveis alternativos.

Delegados da ONU, representantes de navegação, académicos e ONGs reuniram-se em Lisboa para o Economist Impact World Ocean Summit 2023 para convocar e discutir a economia azul, a preservação dos ecossistemas marinhos e os caminhos a seguir para a gestão do clima e dos oceanos. Questões que vão desde a restauração de recifes a combustíveis alternativos para transporte marítimo, até o aprimoramento da recolha de dados oceânicos, foram debatidas pessoalmente pela primeira vez desde a pandemia em 2020. 

Claudio Abbate, vice-presidente de Política Marítima e Assuntos Governamentais do MSC Group, forneceu informações da indústria da maior empresa de navegação do mundo em um painel de discussão que examinou a adopção mais ampla de rotas comerciais descarbonizadas, também conhecidas como corredores verdes. 

No evento do painel composto por palestrantes ilustres de portos, ONGs e governo, Claudio apresentou as perspectivas da MSC sobre as lições aprendidas com o estabelecimento de corredores verdes e possíveis soluções para os desafios que ainda enfrentam a indústria em relação à adopção mais ampla de novos combustíveis marítimos. O painel também explorou o dilema enfrentado pelas partes interessadas do sector em relação a mais investimentos em novas tecnologias e fontes de combustível quando confrontados com a incerteza sobre quais combustíveis serão viáveis ​​e populares na próxima década. 

Quando perguntado pelo moderador sobre esse dilema pioneiro enfrentado por embarcadores e fornecedores de combustível, Claudio declarou “estamos dispostos e prontos” para adoptar e abraçar soluções alternativas de combustível, referenciando o compromisso da MSC com a descarbonização. Falando sobre as lições aprendidas com os corredores verdes, Claudio afirmou que “a participação nos corredores verdes nos permite partilhar com os pares experiências e ideias sobre a adopção de novas tecnologias e diferentes combustíveis. Os corredores verdes são certamente uma maneira prática de iniciar o caminho da descarbonização, mas, estando presentes em mais de 160 países ao redor do mundo, acreditamos que a experiência adquirida será transferida para toda a indústria porque precisamos de soluções globais e flexíveis para atingir nossas metas de descarbonização.”

 “Além disso, é imperativo que tenhamos em mente a necessidade não apenas de fornecer combustíveis alternativos em escala, mas também de acessibilidade eficiente e oportuna aos combustíveis”, enfatizando a importância de ter uma rede interligada de infraestrutura de abastecimento suficiente.

Greve de estivadores finlandeses termina após acordo.

O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes da Finlândia (AKT) e a Associação dos Operadores Portuários da Finlândia aprovaram os novos termos e condições de emprego para estivadores, tendo regressado ao trabalho no passado sábado, de acordo com o Helsinki Times. 

Um acordo sobre os termos e condições de trabalho para os estivadores foi finalmente alcançado. O avanço nas negociações colectivas sinaliza o fim de uma greve que suspendeu efectivamente o carregamento e descarregamento de navios de carga nos portos da Finlândia desde de 15 de fevereiro passado, confirmou Ismo Kokko, presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes da Finlândia (AKT). Os estivadores, afirmou, voltaram ao trabalho o mais rápido possível. 

“Durante o prazo do contrato de 25 meses, os aumentos salariais somarão 6,3%, além dos quais haverá uma chamada parcela de adiamento de 1.100 euros”, comentou ao jornal Helsingin Sanomat. Kokko afirmou que as pessoas podem determinar por si mesmas se o acordo está alinhado com os aumentos salariais acordados nas outras indústrias ou com os concedidos na Alemanha, que era o objectivo declarado do AKT de aproximadamente 45.000 membros. 

O que é fundamental, argumentou, é que um acordo mutuamente satisfatório foi encontrado. O acordo não introduzirá outras mudanças significativas nos termos e condições de trabalho dos estivadores. “Há algumas coisas que podem ser importantes para o sector, mas que geralmente não são muito interessantes. Principalmente, estamos falando de pagamento”, disse Kokko. O AKT rejeitou as duas propostas anteriores para resolver a disputa laboral, com o seu presidente insistindo que não aceitaria aumentos salariais alinhados com os chamados aumentos gerais determinados pelas principais indústrias de exportação, como a indústria de tecnologia. Os funcionários das indústrias de exportação verão os seus salários aumentarem cerca de 6% nos próximos dois anos e receberão um bónus não recorrente no valor de 1% do salário. A Associação Finlandesa de Operadores Portuários disse que o acordo sobre os estivadores segue com a linha geral, que agora cobre cerca de metade, ou 600.000, dos funcionários envolvidos na ronda de negociações colectivas.