Meratus apresenta nova solução de contentor inteligente.

A empresa de navegação indonésia Meratus apresentou uma nova solução de contentor, chamada SMARCO-Smart Container, com o objectivo de aumentar a eficiência e segurança no transporte.

A Meratus disse que os sensores avançados de IoT da SMARCO, rastreio por GPS e tecnologia baseada em nuvem permitem que as empresas tenham total visibilidade e controlo sobre as suas remessas de contentores, incluindo monitorização em tempo real de movimento, velocidade, choque, intrusão e mudanças de temperatura. 

Além disso, o sistema avançado de segurança da SMARCO pode detectar qualquer abertura não autorizada ou entrada forçada, evitando a possibilidade de roubo ou contrabando ilegal. Após a chegada ao destino, os clientes recebem um relatório completo sobre todos os factores ocorridos durante o processo de embarque. Este relatório pode ser usado para analisar o desempenho da remessa, identificar factores que precisam ser optimizados para eficiência de custo, eficiência de tempo e redução de emissão de carbono, além de melhorar a eficácia da cadeia e os sistemas de segurança. 

“Com informações em tempo real, os nossos clientes podem rastrear facilmente os seus contentores em terra ou no mar. As informações disponíveis no SMARCO também podem ser usadas para analisar economia de custos operacionais e melhores sistemas de segurança”, comentou Farid Belbouab, CEO da Meratus. 

O dispositivo SMARCO possui vários recursos, incluindo detecção de intrusão de 16 lados, detecção de temperatura, detecção de choque, tecnologia de previsão de peso e registro integrado. Também possui carregamento de bateria de painel solar, tecnologia de baixa potência, detecção de vibração e aceleração e recursos de detecção de movimento. O dispositivo SMARCO tem uma bateria de longa duração até 10 anos e pode rastrear a localização do contentir usando a tecnologia GPS. Além disso, possui criptografia de segurança de dados e rápido registro na rede, garantindo a segurança e eficiência do seu embarque.

Neste e Terntank com parceria para navios-tanque de última geração.

A Neste, com sede na Finlândia, anunciou uma parceria com a empresa de transporte sueca Terntank Rederi A/S para fretar dois navios-tanque de última geração, com baixas emissões de metanol e produtos prontos para assistência eólica. 

Os navios-tanque de última geração são projectados para transportar várias cargas líquidas, incluindo matérias-primas renováveis, como óleos e gorduras residuais, para as refinarias da Neste, onde serão processados ​​em produtos como diesel renovável e combustível de aviação sustentável (SAF) antes de serem transportados para os seus destinos finais.

Terntank encomendou os navios em novembro de 2022. Os novos petroleiros, projetados por Kongsberg, serão construídos no estaleiro CMHI Jinling em Yangzhou, China, com entregas planejadas para o segundo semestre de 2025 e início de 2026. Cada navio é capaz de transportar até 15.000 toneladas de produtos químicos e possui recursos inovadores, como velas de sucção dobráveis ​​e um motor de duplo combustível para usar e-metanol como combustível. O E-metanol, produzido com a tecnologia Power-to-X, utiliza carbono capturado e fontes de energia renováveis. Os petroleiros serão reforçados com gelo e equipados com o sistema de fornecimento de energia elétrica Hybrid Solution® da Terntank, bateria e ligação de energia em terra, permitindo que eles operem com combustíveis de baixa emissão, como e-metanol, em busca de metas de emissão líquida zero.

Os petroleiros emitirão 40 % de CO2 do que os navios anteriores e a assistência eólica reduzirá ainda mais as emissões em 8%. O design eficiente resultará num EEDI entre 16-40% abaixo dos requisitos da Fase 3 de 2025. 

“É óptimo ter o Neste de volta como parceiro de frete após 10 anos”, diz o proprietário da Terntank, Tryggve Möller. “Estamos felizes em poder fornecer a eles navios-tanque de última geração e tecnologias inovadoras para minimizar o impacto ambiental do transporte marítimo e trabalhar juntos em direcção às metas de neutralidade de carbono”. 

Lauri Helin, vice-presidente de logística e operações de produtos petrolíferos da Neste, expressou entusiasmo com a parceria, destacando como reforça o compromisso da Neste com a sustentabilidade e a redução de emissões em toda a sua cadeia de valor. 

“Com essas embarcações, continuamos a reduzir as emissões e os impactos ambientais do transporte. Estamos muito satisfeitos em fazer parceria com a Tertank”, afirmou.

Porto de Sines em destaque na TSF

A viagem agora é ao Porto de Sines que fechou as contas de 2022 com um lucro líquido de 13 milhões de euros, a recuperar a actividade portuária que ultrapassa os valores do ano passado. 

É o terceiro mais eficiente da Europa, área em que ocupa o lugar 30 numa lista de quase 400 portos em todo o Mundo.
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Europa com grande potencial para produzir hidrogénio através do mar

A Europa poderá representar um papel importante na produção de hidrogénio. Mar do norte da Europa tem um potencial de 300 TWh por ano.

Embora ainda não seja muito utilizado, o hidrogénio é visto como uma fonte de energia alternativa de futuro, podendo ser aplicado tanto ao mercado automóvel como a outros sectores.

Segundo alguns estudos, a União Europeia irá necessitar, em 2050, de 2.000 TWh anuais de hidrogénio para as suas necessidades energéticas e o Mar do Norte poderá desempenhar um papel importante neste processo.

Segundo o documento “Specification of a European Offshore Hydrogen Backbone”, desenvolvido pelos operadores GASCADE e Fluxys, existe um potencial de produção de 300 TWh, ainda por explorar, usando electricidade de parques eólicos offshore nas águas do norte da Europa.

Sendo esta produção realizada em offshore, a 100 quilómetros da costa, o custo de produção do hidrogénio é mais baixo do que a produção em terra por eletrólise, além do seu armazenamento e transporte para terra ser também mais económico que o da eletricidade.

Desta forma, a exploração do hidrogénio em alto mar nos mares do Norte e Báltico poderá tornar-se bastante rentável e ajudar a fazer frente ao grande crescimento que é esperado na utilização deste combustível até 2050.

De acordo com os cálculos iniciais, este sistema para o Mar do Norte poderá ter um custo de 4,69-4,97€/kg, um valor que pode ser alcançado com um investimento em infraestrutura de transporte offshore de 35 a 52 mil milhões de euros (incluindo armazenamento subterrâneo).

Após polémica, navio Mondego está de volta ao mar com nova guarnição

O navio Mondego voltou ao mar. A Associação sócio-militar da Polícia Marítima acusa o Estado de dar um mau exemplo ao país ao não incluir os navios da Marinha nas vistorias obrigatórias de embarcações.

Já passava das 10:00 quando o navio com a nova guarnição largou o porto do Funchal. A Marinha refere que tratou-se apenas de um exercício normal também para testar alguns dos equipamentos entretanto reparados.

Os dois motores do navio já estão operacionais, mas a Marinha reitera que o Mondego nunca deixou de estar em estado de prontidão.

Os graves problemas mecânicos nos navios da Marinha preocupam quem anda todos os dias no mar a fiscalizar.

Os navios do Estado estão isentos de vistorias, inspecções e até seguros que as convenções internacionais impõem.

Após as suspeitas levantadas pela defesa dos 13 militares quanto a uma possível eliminação de provas sobre o real estado do Mondego, a Marinha confirma que a visita técnica foi realizada pelo órgão competente, a Superintendência de Material, e foi acompanhada por alguns dos militares suspeitos.

Os 13 militares arriscam até cinco anos de prisão e serão ouvidos em breve pelo Ministério Público.

Mar de Amundsen perdeu 3.000 milhões de toneladas de gelo em 25 anos

A Enseada do Mar de Amundsen, a região na Antártida que muda mais rapidamente, perdeu mais de 3.000 milhões de toneladas de gelo num período de 25 anos, indica uma investigação divulgada na revista científica Nature Communications.

Se o gelo perdido fosse empilhado em Londres mediria dois quilómetros de altura e se cobrisse Manhattan atingiria os 61 km, segundo a agência noticiosa privada espanhola Europa Press.

Liderado por Benjamin Davison, da Universidade de Leeds, no Reino Unido, o estudo calculou o “balanço de massa” da enseada, que considera o equilíbrio entre a massa de neve e o ganho de gelo devido à queda daquela e a perda de massa por desprendimento, quando os icebergs se formam no fim de um glaciar e se deslocam para o mar.

A Enseada do Mar de Amundsen, na Antártida Ocidental, é formada por 20 grandes glaciares, com mais de quatro vezes o tamanho do Reino Unido e que desempenham um papel fundamental na contribuição para o nível dos oceanos no mundo.

Se toda a água presa na neve e no gelo naquela zona escoasse para o mar, o nível dos oceanos podia subir mais de um metro.

Os resultados do estudo mostram que a Antártida Ocidental registou entre 1996 e 2021 uma redução líquida de 3.331 milhões de toneladas de gelo, contribuindo para uma subida do nível do mar superior a nove milímetros.

Crê-se que as mudanças na temperatura e nas correntes oceânicas foram os factores que mais promoveram a perda de gelo.

“Os 20 glaciares na Antártida Ocidental perderam uma grande quantidade de gelo no último quarto de século e não há sinais de que o processo se encaminhe” para uma mudança rápida, embora tenha havido períodos em que a taxa de perda de massa diminuiu ligeiramente, disse Benjamin Davison, do Instituto de Ciências Climáticas e Atmosféricas da Universidade de Leeds, citado num comunicado.

“Os cientistas estão a monitorizar o que se está a passar no reservatório do Mar de Amundsen devido ao papel crucial que desempenha no aumento do nível do mar”, acrescentou, chamando a atenção para as comunidades em todo o mundo que “sofreriam inundações extremas, se os níveis dos oceanos subissem significativamente nos próximos anos”.

K Line adiciona pipa na embarcação para reduzir as emissões

A Kawasaki Kisen Kaisha, Ltd. (Linha K) e a Electric Power Development Co., Ltd. (J-Power) decidiram instalar o “Seawing”, um sistema de pipa automatizado alimentado por energia eólica, no transportador de carvão Corona Citrus.

Conforme explicado, este sistema combina expertise em tecnologias aeronáuticas e marítimas, que possibilitam o avanço da propulsão auxiliar na navegação. A pipa pode ser implantada e armazenada automaticamente com operações de comutação simples.

Conforme declarado pela empresa, o sistema recolhe e analisa dados meteorológicos e dados marítimos em tempo real e usa as informações para optimizar oseu desempenho e garantir a máxima segurança. Concluído em 11 de setembro de 2019, o Corona Citrus (transportador de carvão especial do tipo 88.000 DWT para J-Power) está equipado com um sistema de tratamento de água de lastro para proteger os ecossistemas marinhos. O transportador de carvão também vem com um purificador de SOx, que elimina os óxidos de enxofre nos gases de escape do seu motor, de modo a atender à regulamentação de emissões de SOx que entrou em vigor globalmente em janeiro de 2020. 

Espera-se que o recém-instalado Seawing reduza as emissões de CO2 do navio em pelo menos 20%. Assim, é uma das principais iniciativas da K Line para atingir a sua meta de redução de GEE.

"Greta K" poderá chegar ao Porto de Leixões ainda esta quinta-feira

Segundo avança a RR, o capitão do Porto de Leixões disse, esta quinta-feira, que o Estado português já deu a autorização necessária para a atracagem do navio Greta K, em Leixões.

“Já há uma decisão do Estado português a permitir a entrada do navio no Porto de Leixões, aguardamos a verificação do requisito legal que é a autorização do armador, portanto, o proprietário do navio para que isso venha acontecer”, adiantou o capitão do porto.

Por isso, o navio que está a cerca de 10 quilómetros da costa, poderá chegar ao Porto de Leixões ainda hoje, se as condições meteorológicas o permitirem.

“Estamos a trabalhar a contrarrelógio, sabemos que o mau tempo está a aproximar-se e, portanto, estamos a trabalhar no sentido de atracar o navio o quanto antes”, acrescentou.

O comandante Silva Rocha garantiu ainda que “não há perigo de derrame”.

Quanto ao inquérito, para avaliar as circunstâncias do acidente, já foi iniciado, com a audição de alguns dos tripulantes e vai prosseguir.

Segundo a Marinha Portuguesa, o alerta foi dado cerca das 15h30 de terça-feira para o “Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (MRCC) de Lisboa, da Marinha” para um “incêndio no navio-tanque Greta K, com bandeira de Malta, que se encontrava a navegar a cerca de uma milha e meia de costa, cerca de três quilómetros, junto à praia dos Ingleses, na Foz do Douro, com 19 pessoas a bordo, todas de nacionalidade filipina”.

Exportações aumentam, diminuindo défice da balança comercial.

As exportações portuguesas de bens e serviços cresceram 21,8% em janeiro de 2023, face ao mesmo período do ano passado, alcançando um valor absoluto de 9.568 milhões de euros. O Reino Unido, principal mercado extracomunitário, foi o país para onde se registou um maior aumento das exportações.

Segundo os dados do Banco de Portugal, os bens e serviços representaram, respetivamente, 65,9% e 34,1% das exportações totais.

A União Europeia representou 65,3% das exportações totais no primeiro mês do ano, sendo que Espanha foi o principal destino com uma quota de 21,1% no total, seguindo-se França (12,6%) e Alemanha (10,7%). Fora da União Europeia, o Reino Unido, com uma quota de 8,8%, foi o principal país cliente e o quarto em termos globais, seguindo-se os EUA (6,2%).

O Reino Unido foi também o mercado para onde se registou o maior aumento nas exportações, mais 239 milhões de euros do que em janeiro de 2022, o que representa um crescimento de 39,9%. Entre os mercados para onde as exportações portuguesas mais cresceram estão também Espanha, com mais 220 milhões de euros (+12,2%), Alemanha, com mais 179 milhões de euros (+21%) e França, com mais 161 milhões de euros (+15,5%).

Por tipos de bens e serviços, a rubrica de bens de Viagens e Turismo constituiu a principal exportação com uma quota de 13,3% do total, seguindo-se a rubrica de bens de Máquinas e Aparelhos (10,2%) e os serviços de Transportes (8,2%).

O primeiro mês do ano fica ainda marcado pela diminuição do défice da balança comercial de bens e serviços, que foi de 97 milhões de euros, menos 561 milhões de euros do que em janeiro de 2022.

Europa perto de acordo de descarbonização de transporte marítimo "mais ambicioso"?

O Parlamento Europeu e o respectivo Conselho chegaram a um acordo sobre combustíveis marítimos mais limpos, pedindo a redução das emissões dos navios em 2% a partir de 2025 e em 80% a partir de 2050. Isso aplica-se a navios com arqueação bruta acima de 5.000 e a toda a energia usada a bordo em ou entre portos da União Europeia, bem como a 50% da energia usada em viagens em que o porto de partida ou chegada está fora da UE ou nas regiões ultraperiféricas da UE. 

Os membros do Parlamento Europeu também garantiram que a comissão irá rever as regras até 2028 para decidir se estende os requisitos de corte de emissões a navios menores ou aumenta a parcela de energia usada por navios provenientes de países não pertencentes à UE. De acordo com o acordo preliminar, os porta-contentores e navios de passageiros serão obrigados a usar o fornecimento de energia em terra para todas as necessidades de eletricidade enquanto estiverem atracados no cais dos principais portos da UE a partir de 2030. Também se aplicará ao restante dos portos da UE a partir de 2035, se estes portos possuírem uma fonte de alimentação on-shore. Algumas isenções, como permanecer no porto por menos de duas horas, usar tecnologia própria de emissão zero ou fazer escala num porto devido a circunstâncias imprevistas ou emergências, serão aplicadas. 

O relator do Parlamento Europeu, Jörgen Warborn, disse: “Este acordo estabelece de longe o caminho mais ambicioso do mundo para a descarbonização marítima. Nenhuma outra potência global elaborou uma estrutura tão abrangente para lidar com as emissões marítimas. Isso é realmente inovador.” Num aceno para a Organização Marítima Internacional (IMO), onde um grupo de trabalho sobre gases de efeito estufa estará reunindo esta semana, Warborn acrescentou: “Este regulamento forçará outros a mudarem também. A Europa fará a sua parte justa, mas os cidadãos e empresas europeus não devem pagar a conta pelos esforços climáticos de todo o mundo.” O acordo informal sobre regras de combustíveis marítimos sustentáveis ​​ainda precisa ser aprovado pelo Comitê de Representantes Permanentes do Conselho e pelo Comitê de Transporte e Turismo do Parlamento e, em seguida, pelo Parlamento e pelo Conselho como um todo. 

As novas regras sobre infraestrutura de combustíveis alternativos e combustíveis marítimos fazem parte do pacote Fit for 55 in 2030, que é o plano da UE para reduzir as emissões de gases de efeito estufa em pelo menos 55% até 2030 em comparação com os níveis de 1990, de acordo com a Lei Europeia do Clima.