Cruise Portugal de novo na Seatrade Cruise Global

Representados sob a marca Cruise Portugal – APP, Portos de Portugal, os portos de Leixões, Lisboa, Setúbal, Portimão, Açores e Madeira voltaram a promover-se na Seatrade Cruise Global, a maior feira internacional de cruzeiros, que teve início dia 27 e termina esta quinta-feira, 30 de Março, no Centro de Convenções de Fort Lauderdale, Florida, sob o tema “Forward Momentum”.

Estão ainda representados no Stand de Portugal diversos agentes económicos, nomeadamente a Buzzpath – Agência de Viagens, a Ibercruises – Agência de Viagens e Navegação, a Lisnave – Estaleiros Navais, a Medtug Sines, a Navalrocha, a Navex – Empresa Portuguesa de Navegação, West Sea Estaleiros Navias, entre outros parceiros.

"O IPMA e a Investigação no Mar Português"

Promovida pela ADSA-Academia de Saberes de Aveiro, realiza-se esta sexta-feira, 31 de Março, a partir das 15:00 horas, no auditório da Biblioteca Municipal de Aveiro (Edifício Atlas) uma conferência, com a participação do Comte José Ângelo Gomes do navio Mário Ruivo (navio de investigação de águas profundas orientado para operações de geofísica, operações com veículos remotos e investigação das pescas), Drª Mafalda Carapuço – Coordenadora do Núcleo de Navios de Investigação e Observatórios do IPMA e Drª Tanya Silveira – Coordenadora do projeto Observatório do Atlântico Infraestrutura de Dados e Monitorização.

Venha conhecer o que de melhor se faz em Portugal no âmbito da investigação no Mar Português.

Entrada livre

Porto de Sines recebeu Ministros das Infraestruturas e da Economia e do Mar

O Porto de Sines recebeu uma visita de trabalho dos Ministros das Infraestruturas, João Galamba, e da Economia e do Mar, António Costa Silva, para acompanhar o desenvolvimento dos projectos de investimento em curso nesta infraestrutura portuária.

A comitiva, que integrou a Administração da APS, o Presidente da Câmara Municipal de Sines e vários parceiros da Comunidade Portuária de Sines (CPLS), teve oportunidade de visitar as obras de ampliação do terminal XXI. 

Esta obra, a cargo da concessionária do terminal, a PSA Sines, vai aumentar a capacidade do Porto de Sines de forma faseada.

Peixes contagiam pelas emoções como as pessoas

O estudo liderado pelo professor Rui Oliveira do ISPA-Instituto Universitário, publicado recentemente na revista Science, revelou que os peixes-zebra utilizam mecanismos semelhantes aos humanos para lerem e imitarem emoções.

Esta descoberta “pode revolucionar o estudo do cérebro e deste comportamento social determinante para o bem-estar humano”, sublinha o ISPA, parceiro da investigação em conjunto com o Instituto Gulbenkian da Ciência, em comunicado.

Segundo a mesma fonte, se convivemos com alguém que está irritado ou stressado, “acabamos por absorver estas emoções negativas”. A esta tendência para sincronizarmos as nossas emoções com as dos outros dá-se o nome de contágio emocional.
Esta forma básica de empatia “está programada no nosso cérebro há milhares de anos e é fácil de perceber porquê”. Quando há uma ameaça, este fenómeno “permite que o medo se espalhe rapidamente, o que aumenta a probabilidade de sobrevivermos”. Para além disso, ao imitar emoções, “conseguimos estabelecer vínculos sociais com os outros”.
“As conclusões deste Estudo vêm revelar que o comportamento social não é exclusivo dos humanos. Os dados confirmam que os mecanismos que usamos para sincronizar emoções remontam ao grupo mais antigo de vertebrados, os peixes”, sublinha o professor Rui Oliveira.
No seu trabalho mais recente, a equipa do ISPA/IGC liderada por Rui Oliveira, quis compreender se, tal como os humanos e outros mamíferos, o peixe-zebra também necessita da oxitocina para adoptar as emoções dos outros. As experiências que desenvolveram mostram que, “quando veem um cardume da mesma espécie com movimentos de alarme, os peixes-zebra semelhantes àqueles que encontramos na natureza espelham este comportamento”. Pelo contrário, “peixes com modificações genéticas na oxitocina ou nos seus receptores continuam a nadar calmamente mesmo quando veem os seus vizinhos em apuros”. Isto demonstra que esta molécula “é necessária para que o medo e os comportamentos a ele associados se propaguem, por exemplo, quando um dos membros do cardume foi atacado”.
Mas como podemos garantir que os peixes reconhecem o medo nos seus congéneres e que não estão simplesmente a copiar o seu comportamento?
“Percebemos que os observadores se aproximam do cardume que observaram em alerta mesmo quando este já voltou a nadar normalmente, enquanto os peixes com mutações preferem manter-se próximos do grupo que esteve sempre num estado neutro”, explica Kyriacos Kareklas, investigador pós-doutorado do IGC e coprimeiro autor do estudo. Ou seja, através da oxitocina, os peixes-zebra descodificam e imitam o estado emocional do cardume vizinho, passando a comportar-se de forma semelhante.
O facto dos peixes se aproximarem do cardume em estado de alerta não deixa de ser impressionante, já que na natureza isto “pode significar que um predador está por perto”. Apesar de os pôr em risco, “a aproximação pode ajudar o grupo a recuperar do stress”, esclarece o investigador. Estas acções orientadas para o outro estão bem descritas nos mamíferos e são também reguladas pela oxitocina.
Mas a oxitocina não é o único factor comum entre peixes e humanos no que diz respeito ao contágio emocional. “As áreas cerebrais que os peixes-zebra usam para reconhecer e sintonizar emoções são equivalentes a algumas que nós humanos também usamos”, explica o investigador principal Rui Oliveira. 
Isto faz deste peixe um modelo de eleição para estudar este comportamento social e os mecanismos neurais subjacentes. Desta forma, este estudo abre novos caminhos para compreendermos como somos contagiados pelas emoções dos outros e como isso molda o nosso bem-estar e a sociedade, com implicações que vão desde a saúde pública e a política ao marketing.

Grupo ETE apresenta marca de contentores inteligentes "Aeler".

A nova geração de contentores inteligentes da AELER foi apresentada no Armazém do Grupo ETE na Plataforma Logística do Porto de Leixões. 

O evento contou com a presença da Administração do Grupo ETE, da Direcção Executiva da AELER e da Navex, o agente de navegação do Grupo ETE que assumirá a representação em Portugal e Cabo Verde desta linha de contentores inteligentes que marca uma reinvenção na indústria do transporte marítimo alinhada com os princípios da sustentabilidade.

Comércio deve estagnar em 2023 após recorde de 29,5 trilhões€

O crescimento do comércio tornou-se negativo e deve estagnar no primeiro semestre de 2023 devido à deterioração das condições económicas e ao aumento das incertezas, informou a UNCTAD – Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. 

O comércio global atingiu um valor recorde de 29,5 trilhões € em 2022. A UNCTAD informou que a desaceleração do comércio global no quarto trimestre de 2022 atingiu os países em desenvolvimento com mais força, já que suas importações e exportações caíram 6% em comparação com o trimestre anterior. A queda foi em grande parte devido à queda de 7% nas exportações das economias do Leste Asiático, de acordo com a UNCTAD. 

O relatório adverte que “os actuais níveis recordes de dívida global, juntamente com altas taxas de juros, continuarão a afectar negativamente as condições macroeconómicas de muitos países”. Em 30 de novembro de 2022, mais da metade dos países menos desenvolvidos estavam em alto risco ou já com dívidas difíceis. A UNCTAD informou que as perspectivas para o comércio permanecem incertas em meio às actuais tensões geopolíticas e preocupações com a inflação, os altos preços das commodities e a arriscada combinação de altas taxas de juros e dívida pública. 

Houve, no entanto, um desempenho particularmente forte do comércio de “produtos verdes”, cujo crescimento se manteve forte ao longo do ano, de acordo com o último Global Trade Update da UNCTAD. O comércio de produtos verdes cresceu cerca de 4% na segunda metade do ano, apesar da tendência geral de queda do comércio.

O seu valor combinado atingiu um recorde de 1,75 trilhão € em 2022. A UNCTAD espera que as indústrias verdes cresçam à medida que os países e as indústrias intensificam os esforços para combater a mudança climática e reduzir as emissões.

A UNCTAD projectou, no seu recente Relatório de Tecnologia e Inovação 2023, que o mercado global de carros eléctricos, energia solar e eólica, hidrogénio verde e uma dúzia de outras tecnologias verdes atingirá 1.94 trilhões€ até 2030 – quatro vezes mais do que seu valor hoje. 

“Prevê-se que os padrões do comércio internacional se tornam mais intimamente ligados à transição para uma economia global mais verde”, diz o Global Trade Update. Esse impulso para uma economia mais verde certamente foi o caso da indústria naval.

África está a "partir-se" e a criar um novo oceano.

Os cientistas não sabem ao certo quanto tempo vai demorar até que o processo esteja finalizado, mas estimam um intervalo de pelo menos cinco a dez milhões de anos.

A recente evolução geológica de África motivou um aviso por parte dos especialistas: este continente está a meio de um processo de cisão, o que irá resultar não só na separação de nações inteiras mas também da formação de um superoceano.

O primeiro alerta foi dado em 2009, por cientistas da Universidade de Rochester, no Reino Unido, que num estudo revelaram as mudanças geológicas na região de Afar, na Etiópia.

Recentemente, um novo artigo científico publicado no Geophysical Research Letters, voltou a abordar o tema, argumentando que tudo se deve a uma fenda de 56,32 quilómetros que surgiu no deserto do referido país após um sismo de 2005.

À luz dos dados que constam no artigo, a fenda foi provocada por um processo tectónico em tudo semelhante ao que acontece no fundo do mar e situa-se nos limites de três placas: a da Arábia, Núbia e Somália. Estas estão “lentamente a a afastar-se uma da outra”, avançou Christopher Moore à NBC.

“Durante os últimos 30 anos, a placa da Arábia tem-se afastado da de África, um processo que já criou o Mar Vermelho e o Golfo de Aden entre as duas massas continentais”, especifica o mesmo site. O processo que decorre atualmente vai, eventualmente, “dividir África em duas e criar uma nova bacia oceânica“.

Os cientistas não sabem ao certo quanto tempo vai demorar até que o processo esteja finalizado, mas estimam um intervalo de pelo menos cinco a dez milhões de anos até que um novo oceano se forme e o continente africano se separe. Isto porque a placa da Arábia se afasta de África a um ritmo de 2,54 centímetros por ano, ao passo que as placas africanas se mexem entre 5,08 milímetros e 1,27 centímetros por ano.

Apesar de se tratarem de movimentos quase impercetíveis,os cientistas garantem que estes estão a acontecer. “Podemos ver que uma crosta oceânica se está a formar porque é consideravelmente diferente da crosta continental na sua composição e densidade”, aprofundou Moore.

Estas alterações terão obviamente consequências negativas para os países africanos nas proximidades da fenda – ao mesmo tempo que ali também nascem oportunidades para o resto do mundo. No leque de países afectados destacam-se Ruanda, Uganda, Burundi, República Democrática do Congo, Malawi e Zâmbia. Para além de todos os aspectos negativos, a alteração drástica na geografia permitiria a estas nações “construir portos que os conectariam ao resto do mundo directamente” e representariam um conjunto de possibilidades.

Há ainda o caso de países que passariam a pertencer a dois continentes, como é o caso do Quénia, a Tanzânia e a Etiópia.

MSC adiciona 2° meganavio de mais de 24.000 TEU à frota

A construtora naval chinesa Hudong-Zhonghua Shipbuilding entregou um porta-contentores de última geração- 24.116 TEU para se juntar à frota da MSC. 

O MSC Celestino Maresca é o 2° do seu tipo e o 5° navio da classe de 24.000 TEU a ser entregue nos últimos nove meses. Há apenas algumas semanas, a Hudong-Zhonghua Shipbuilding entregou o MSC TESSA de 24.116 TEU, o maior porta-contentores do mundo. A entrega ocorre como parte de um contrato de quatro navios com a MSC, no valor de cerca de 553,4 milhões de €. 

O MSC Celestino Maresca mede 399,99 metros de comprimento e apresenta uma largura de 61,5 metros, proporcionando uma área de convés equivalente a quatro campos de futebol padrão. A embarcação pode transportar mais de 240.000 toneladas de carga e carregar 24.116 TEU. As suas hélices de alta eficiência e dispositivos de economia de energia podem reduzir o consumo de combustível e as emissões em aproximadamente 3 a 4 %.

O construtor naval chinês utilizou sistemas automatizados avançados, como uma ponte abrangente e tecnologia de extinção de incêndio de última geração no projecto do MSC Celestino Maresca. A embarcação começará a operar no 30 de março e seguirá a rota do Lion, navegando da China para Portugal, Holanda, Bélgica, Reino Unido e Marrocos antes de retornar a Singapura e China. 

Este é o 2° navio de porte bruto de 233.000 que o construtor naval chinês entregou à MSC este mês, com navios maiores – como o MSC Irina e o MSC Loreto com capacidade de transporte de 24.346 TEU – juntando-se à frota da MSC no futuro. O novo navio é um dos 14 navios deste tipo que a MSC tem em construção. A transportadora operará quase metade dos 89 grandes navios porta-contentores definidos para serem adicionados às frotas das 11 maiores transportadoras marítimas do mundo em 2023, de acordo com a Alphaliner. 

Porto de Lisboa com o serviço TEX

Chegou ao Terminal de Contentores de Alcântara onavio Mirador Express, que faz escala pela primeira vez no Porto de Lisboa.

Inserido no serviço TEX – Turkey East Coast Express, este é um dos navios que faz a linha transatlântica que liga o Mediterrâneo, através dos portos de Mersin, Izmit, Korfezi e Aliaga, na Turquia, Salerno, Tânger e Lisboa, aos portos Nova Iorque, Norfolk e Savannah do continenteNorte Americano.

Esta nova rota vem posicionar activamente o Porto de Lisboa no mercado europeu enquanto ponto de ligação para o mercado americano.

Como a guerra Ucrânia-Rússia remodelou o shipping.

 “É como quando você era criança e jogava um jogo em que cercava um castelo e o cercava, tentando matar as pessoas de fome. Mas neste cerco – sanções russas – metade do castelo foi deixado sem cerco. Eles podem simplesmente abrir as portas e reabastecer com comida e comércio todos os dias”, disse Robert Bugbee, presidente da Scorpio Tankers.

Há pouco mais de um ano, a Rússia invadiu a Ucrânia. Os comentários de Bugbee, entregues na conferência de transporte norueguês-helénica das Câmaras de Comércio, resumem como a guerra se desenrolou nos mercados de transporte marítimo e no comércio global nos últimos 12 meses. Houve uma infinidade de sanções. A Rússia de facto enfrentou desafios de importação e exportação. Mas a carga continuou a fluir, como a água puxada pela gravidade em torno de uma pedra. As cargas seguem uma rota mais longa ou uma fonte substituta entra em cena. Em todos os principais segmentos de transporte marítimo – contentores, navios-tanque, granéis sólidos, gás – o primeiro ano da guerra abalou os mercados, mas não interrompeu o comércio.

Não importa o segmento de navegação, existem vários motivos para parar de servir a Rússia. Há risco financeiro de sanções reais em alguns casos, juntamente com um desejo de “auto sanção”, mesmo que o comércio seja permitido. Existe o risco operacional de navios atrasarem, um grande problema para o transporte de contentores devido aos requisitos de controlo de exportação para inspeccionar mercadorias proibidas de uso duplo (civil/militar). Há também um aspecto moral. Alguns executivos de navegação recusam-se a permitir que as suas empresas sirvam a Rússia porque acreditam que é a coisa errada a fazer. E há razões de reputação para se abster: Consequências financeiras de serem percebidas pelos clientes como apoiando a Rússia. Praticamente todas as principais linhas de transporte de contentores suspenderam todos os serviços para os portos russos logo após o início da guerra e não retornaram. 

A Maersk e a CMA CGM venderam participações em portos russos. A MSC – Mediterranean Shipping Company, a maior companhia marítima d econtentores  mundo, ainda atende a Rússia. “Conectando a Rússia ao mundo… A MSC tem ajudado clientes a enviar cargas de e para a Rússia desde 1998”, a MSC orgulha-se em seu site. 

Conforme relatado anteriormente pela Alphaliner, a MSC agora tem a maior participação no mercado do Mar Negro, continuando a atender Novorossiysk, na Rússia. Depois que outras transportadoras principais, além da MSC, saíram de Novorossiysk, as transportadoras turcas Arkas, Admiral, Akkon e Medkon aumentaram os seus próprios serviços para preencher a lacuna. A Alphaliner informou em dezembro que a MSC aumentou as suas conexões semanais na Rússia com um novo serviço de transporte entre o sul da Turquia e a Rússia. No aniversário de um ano da invasão, os dados de posição do navio MarineTraffic mostraram o MSC Eloise de 2.598 TEU atracado em São Petersburgo, no Mar Báltico. O MSC Antwerp III de 2.490 TEU estava atracado em Novorossiysk. O MSC Rhiannon de 2.024 TEU e o MSC Jenny II de 2.045 TEU estavam no mar.

Não há lei ou regulamento que proíba a MSC ou qualquer outra transportadora marítima de servir a Rússia. Em 1º de março, a MSC anunciou uma paralisação temporária de todas as reservas de e para a Rússia, excluindo alimentos, remédios e produtos humanitários. A Bloomberg informou sobre o serviço contínuo da MSC para a Rússia em julho. 

A FreightWaves perguntou a um porta-voz da MSC se a suspensão das reservas havia sido suspensa. O porta-voz referiu a FreightWaves de volta à declaração de 1º de março. Enquanto isso, como algumas transportadoras continuam a fornecer links para portos russos no Báltico, no Mar Negro e no Pacífico, um aumento na carga em contentores está chegando simultaneamente à Rússia por terra. Camiões à espera estão alinhados por quilómetros  na fronteira da Geórgia e da Rússia, vindos da Turquia e da Arménia. O New York Times informou que os produtos de uso duplo estão agora inundando a Rússia via China, Cazaquistão e Bielorrússia, e que as importações gerais de bens para a Rússia voltaram aos níveis anteriores à guerra em dezembro. A carga em contentor encontrou uma maneira de contornar os obstáculos.