Festival da Caldeirada e do Mar é apresentado em Armação de Pêra

O Festival da Caldeirada e do Mar vai ser apresentado ao público no próximo dia 26 de maio, pelas 11h00, no mercado municipal de Armação de Pêra, cujo evento, vai na sua 24.ª edição.

Saliente-se que o Festival da Caldeirada e do Mar já é uma referência da gastronomia da vila piscatória, contando este ano com a participação de 14 restaurantes que apresentam os mais saborosos e frescos sabores da caldeirada e do mar.

A sessão de apresentação terá animação musical com o acordeonista Filipe Romão e contará, ainda, com uma mostra de barcos produzidos manualmente por Casimiro Prudêncio.

APDL pede empréstimo de 60M€ ao BEI

A Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo (APDL), liderada por João Neves, pediu um empréstimo de até 60 milhões de euros ao Banco Europeu de Investimento (BEI) para financiar as obras no Porto de Leixões.

Em causa está “o prolongamento do Quebra-Mar e Melhoria das Acessibilidades Marítimas ao Porto de Leixões”, num montante de até 60 milhões de euros, e que já recebeu “luz verde” por parte do ministro das Finanças, segundo o despacho publicado em Diário da República.

A concessão deste empréstimo é justificada, com a “importância do projecto para a melhoria das condições de segurança e de navegabilidade marítima” do maior porto do Norte do país, com “reflexos na competitividade e na conectividade internacional do país”. O despacho invoca também o “interesse nacional”, dada “a importância dos portos comerciais como instrumentos de desenvolvimento económico e social”.

Dachser Air & Sea Logistics Iberia amplia Serviços Marítimos LCL

A Dachser Air & Sea Logistics Iberia passou a disponibilizar novos serviços marítimos LCL semanais de importação e exportação direta, que conectam Portugal e Espanha à China, Índia e México, desde do inicio de 2023.

Com uma rede própria em expansão e interligada, a Dachser está a criar condições para o transporte e distribuição de mercadorias em todo o mundo. A empresa oferece serviços de recolha e distribuição porta a porta de mercadorias, graças a conexões contínuas com a rede de transporte terrestre.

Neste sentido, a Dachser Air & Sea Logistics Iberia vem expandido os seus serviços marítimos LCL (Less-than-Container-Load), oferecendo novas rotas semanais de importação e exportação direta, ligando Portugal e Espanha à China, Índia e México. A Dachser oferece uma abordagem global e integrada para a grupagem marítima, com transportes semanais que se destacam pela rapidez, flexibilidade e transparência ao longo de toda a cadeia de abastecimento, utilizando sistemas próprios de rastreio e localização.

Javier Villahermosa, managing director da Dachser Air & Sea Logistics no Sul da Europa, destacou que “graças à integração das nossas redes de transporte numa rede verdadeiramente global, as operações de carga e descarga de contentores são realizadas nos armazéns logísticos da Dachser em Valência e Barcelona, com uma ligação direta à nossa abrangente rede europeia de transporte rodoviário. Desta forma, conseguimos assegurar a transparência, um menor risco de danos e maior rapidez, oferecendo sempre um perfeito serviço porta-a-porta aos nossos clientes”.

Segundo o responsável, a empresa está em constante crescimento para cobrir os mercados mais importantes da Ásia e América do Sul, oferecendo rotas LCL diretas que já estão disponíveis semanalmente a partir e para a Península Ibérica.

Portos de Aveiro e Figueira da Foz aderem à Plataforma "Windeurope Ports"

Os portos de Aveiro e Figueira da Foz aderiram à plataforma denominada WindEurope Ports, que tem como principal foco, o aumento da visibilidade do papel dos portos na indústria eólica offshore, sendo até agora, os.únicos portos portugueses que aderiram, avançou o Porto de Aveiro em comunicado.

A plataforma faz a identificação de novos projectos, bem como a partilha de melhores práticas e conhecimento no sector, sendo uma área de interesse por parte dos portos, especialmente para o de Aveiro, tendo em conta a ligação do sector da energia eólica a empresas que possuem presença no porto e na sua envolvência, e que utilizam esta infraestrutura portuária para a movimentação das suas cargas, como as empresas CSWind PT e a Siemens Gamesa Renewable Energy Blades.

Para a Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF), face às propostas de delimitação das zonas de implantação para energia renovável no mar (offshore) que esteve recentemente em discussão pública, “é expectável que este sector também venha a assumir alguma relevância na actividade do porto, uma vez que a Figueira da Foz integra a lista de áreas propostas pelo grupo de trabalho para o planeamento e operacionalização de centros eletroprodutores baseados em fontes de energias renováveis de origem ou localização oceânica (offshore), criada pelo Despacho n.º 11404/2022, de 23 de setembro”, pode ler-se na mesma nota.

A associação WindEurope, responsável pela plataforma, possuí 400 membros de toda a cadeia de valor da energia eólica, como fabricantes de turbinas eólicas e de componentes, associações de investigação, etc., estando ainda entre os seus membros, cerca de três dezenas de portos europeus.

Crescente consenso de que o pior já passou para o transporte de contentores.

Há um consenso crescente de que o transporte de contentores já superou o fundo do poço com muitos indicadoresz voltando a subir após nove meses de declínio. 

O Splash relatou há oito dias como vários analistas, incluindo os bancos HSBC e Jefferies, haviam chamado de o “fundo do mercado”. 

Nos dias seguintes, as taxas de frete firmaram ainda mais, as consultas de tonelagem de segunda mão permanecem fortes, enquanto o Índice Mundial de Contentores (WCI) composto da Drewry aumentou em 4% – o primeiro aumento em 15 semanas. 

“O índice Drewry WCI semanal agora mostra sinais de que o mercado possivelmente atingiu o fundo do poço e está lentamente começando a recuperar-se nas principais negociações de transporte”, comentou Lars Jensen, fundador da consultoria Vespucci Maritime, via LinkedIn.

Eduardo Feio: "Portos estão na linha da frente da transição energética e tecnológica"

Os portos de Aveiro e da Figueira da Foz têm uma importância estratégica, em particular, para a região Centro. E funcionam como um complemento à actividade industrial da Mealhada e Pampilhosa. 

São verdadeiras plataformas logísticas e contribuem de forma efectiva para o desenvolvimento da região. 

Eduardo Feio, presidente da Administração do Porto de Aveiro e do Porto da Figueira da Foz, enunciou a importância destes portos e os investimentos que estão a ser feitos, numa perspetiva de maior competitividade.

APREN junta Ministros e especialistas para falar de renováveis oceânicas.

A APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis vai debater o potencial das renováveis oceânicas no primeiro evento totalmente dedicado ao tema. 

O Oceanic Renewables Summit está marcado para 24 de Maio, no Museu do Oriente, em Lisboa, e tem já confirmada a presença do Ministro do Ambiente e da Acção Climática, do Ministro das Infraestruturas e do Ministro da Economia e do Mar.
 

MSC é a primeira transportadora a ter uma frota de slots de 5M TEU

A MSC – Mediterranean Shipping Company está pronta para superar outro marco na sua rápida curva de crescimento, que a levou ao topo do ranking do sector. 

A empresa está agora a apenas algumas entregas de navios de tornar-se na primeira empresa do sector maritimo a operar uma frota superior a 5 milhões de TEU. Colocando o número histórico em perspectiva, toda a capacidade global de transporte de contentores era de 5 milhões no virar do milénio. A forte frota de 753 navios porta-contentores próprios e fretados da MSC ficou em exatamente 4.956.720 TEU, de acordo com dados da Alphaliner, e as entregas iminentes do MSC Michel Cappellini e MSC Gemma de estaleiros chineses nas próximas semanas irão crescer a frota além do marca de slot de 5M. 
A MSC agora dobrou o tamanho da sua frota em apenas oito anos e meio, e uma vistoria na sua carteira de pedidos recorde sugere que a sua frota até pode ultrapassar as 6 milhões de slots até meados do próximo ano. A MSC não está apenas adicionando novos navios. A linha de navegação comprou, o que a Alphaliner descreveu n9 seu último relatório semanal como 306 embarcações de segunda mão “alucinantes” desde agosto de 2020.
Comentando sobre o aumento da frota, Peter Sand, analista-chefe da plataforma de tarifas de frete Xeneta, disse que a decisão da MSC de agir sozinha assim que o seu acordo de partilha de embarcações com a Maersk terminar em janeiro de 2025 foi fundamental para a sua estratégia de aquisição de embarcações. “Com essa escala, escolhemos as rotas comerciais com muito cuidado e começamos a dominar o mercado”, disse Sand. Andy Lane, sócio da consultoria de contentores CTI Consultancy, disse à Splash: “Operar sozinho e fornecer o mesmo nível de serviços e frequência requer escala, e a MSC está liderando essa corrida”. Lane alertou que escala não se traduz automaticamente em participação de mercado, e escala sem altos níveis de utilização também não é um vencedor. “O próximo desafio da MSC será preencher a capacidade com cargas lucrativas”, disse Lane.

Foto: Yangzijiang Shipbuilding

Aliança 2M adiciona embarcações adicionais nos serviços Ásia-Europa

A Aliança 2M da MSC e Maersk anunciou mudanças na sua rede Ásia-Europa com o objectivo de melhorar a confiabilidade de seus serviços e aumentar a eficiência de combustível. 

A partir da semana 23, os dois transportadores marítimos gigantes decidiram alocar uma embarcação em cada um dos serviços AE5/Albatross, AE10/Silk, AE7/Condor, AE55/Griffin, AE11/Jade, AE12/Phoenix, AE15/Tiger e duas embarcações para o serviço AE6/Lion. 

“As embarcações adicionadas permitirão reduzir as velocidades, fornecendo o buffer necessário para absorver os desafios do cronograma, melhorando a confiabilidade e diminuindo o risco de travessias nulas”, disse a Maersek num comunicado. As reduções de velocidade também devem reduzir significativamente as emissões, de acordo com esse mesmo comunicado. 

Prevê-se que as mudanças acima mencionadas anunciadas pela maior aliança de transporte de contentores do mundo tenham um impacto nos tempos médios de trânsito. Os dois parceiros observaram que o tempo médio de trânsito da Ásia para o norte da Europa será aumentado em três dias, da Ásia para o Mediterrâneo em dois dias, do norte da Europa para a Ásia em três dias e do Mediterrâneo para a Ásia em três dias. 

Além das mudanças mencionadad, a MSC disse que uma escala direta no porto de Xiamen na China será induzida no serviço AE55/Griffin em vez da escala actual no serviço AE10/Silk, enquanto a rotação oeste do serviço AE6/Lion será alterada para escalar em Antuérpia na Bélgica depois de Sines, Portugal e antes de Rotterdam na Holanda.

Fósseis mostram como era a vida marinha primitiva

Durante uma escavação numa pedreira no País de Gales, no
Reino Unido, uma equipa de arqueólogos encontrou fósseis bem preservados que
dão pistas sobre como era a vida marinha na Terra há 460 milhões de anos. O
estudo foi publicado na revista Nature Ecology & Evolution, na semana
passada.

Entre outros animais, os fósseis revelam vermes minúsculos,
estrelas do mar e esponjas, com formatos muito diferentes dos que são conhecidos actualmente. Espera-se que, com o que foi encontrado, os investigadores consigam compreender a
evolução da vida nos oceanos.

O estudo constatou que os fósseis têm “tecidos moles, como
olhos, nervos, intestino e cérebro”. Ao todo, os cientistas descobriram cerca
de 170 animais, sendo alguns de espécies desconhecidas. Os estudiosos querem
preparar um catálogo com todo os esses animais.

Os fósseis datam do período Ordoviciano, (488-443 milhões de
anos) quando a vida começava a tornar-se mais complexa. As espécies descobertas
chamaram a atenção dos especialistas não apenas pelo excelente estado de
conservação, como também pelo facto de terem feito parte de um momento crítico
na história do planeta, quando praticamente não havia vida em solo.