Porto de Leixões é o mais eficiente do país.

De acordo com a classificação do CCPI – Container Port Performance Index 2022, o Porto de Leixões ocupa a 175.ª posição e é o 43.º melhor na região da Europa/Norte de África, sendo assim considerado o mais eficiente porto a nível nacional.

Destacando-se como a mais eficiente infraestrutura portuária do país, o Porto de Leixões é o principal porto exportador nacional em carga contentorizada, contribuindo para 7% do emprego em Portugal e 6% do PIB nacional.

Há falta de pescadores no Algarve

Os armadores do barlavento algarvio queixam-se da falta de formação ministrada pelas entidades competentes para habilitar os interessados a trabalhar nos barcos de pesca, o que gera escassez de mão-de-obra no sector.

“Temos muita falta de trabalhadores em várias categorias de trabalho nos barcos de pesca de cerco e também para a pesca artesanal”, disse à agência Lusa, Mário Galhardo, presidente da Associação dos Armadores de Pesca de Sagres.

Para o armador, o grande problema é a falta cursos de formação administrados pelo Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar (For-Mar), que assegura a realização de formação profissional necessária à qualificação nas carreiras dos profissionais marítimos e certifica a sua aptidão profissional.

“No Algarve, a última formação foi feita há vários anos”, queixou-se Mário Galhardo, que assegura haver “muita gente” a querer tirar o curso que habilita a trabalhar no sector marítimo, o que inclui também as embarcações marítimo-turísticas.

A agravar a situação, o responsável também aponta o dedo aos atrasos e à excessiva burocracia para que seja dada equivalência a profissionais do ramo com certificados dos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP) ou da Indonésia.

“Há, pelo menos, a falta de 100 homens”. Mário Galhardo assegura que “há, pelo menos, a falta de 100 homens” para trabalharem para os 12 armadores da Cooperativa Dos Armadores Pesca do Barlavento (Barlapescas), com sede em Portimão, organização à qual também preside.

O dirOctor regional da Agricultura e Pescas do Algarve, Pedro Valadas Monteiro, disse à Lusa que estes problemas fazem parte da competência de outros organismos que dependem também da tutela, assegurando que tem sensibilizado as instituições competentes para a situação.

Para colmatar a falta de mão-de-obra no setor, o responsável sugeriu a criação de mecanismos para agilizar a concessão de vistos e a certificação de imigrantes com habilitações na área, tornando assim o processo de concessão de equivalências “mais expedito”.

A For-Mar tem 12 polos de formação ao longo da costa continental portuguesa, entre os quais, um em Portimão e um em Olhão, mas no Algarve também ministra formação nas localidades piscatórias de Quarteira, Lagos e Vila Real de Santo António.

A pesca costeira do cerco constitui uma das mais importantes atividades pesqueiras de Portugal sendo dirigida, essencialmente, à captura de sardinha.

Cada embarcação que se dedica a esta arte tem de ter um número mínimo de trabalhadores, e todos têm obrigatoriamente de estar certificados.

A agência Lusa tentou obter esclarecimentos junto do Ministério da Agricultura e da Alimentação, que tutela o soctor das Pescas, mas ainda não obteve resposta.

A Importância do Shipping em Portugal: Conectando e Impulsionando a Economia

O shipping desempenha um papel fundamental no desenvolvimento económico de Portugal, conectando o país aos mercados internacionais e impulsionando o comércio. Com uma localização privilegiada na costa atlântica da Europa, Portugal possui uma tradição marítima rica e tem aproveitado os benefícios do transporte marítimo para fortalecer sua economia.

Os portos portugueses, como o Porto de Lisboa, Porto de Leixões e Porto de Sines, são verdadeiros elos de ligação com o comércio global. O transporte marítimo oferece uma forma eficiente e econômica de movimentar grandes volumes de mercadorias, permitindo a exportação e importação de uma ampla gama de produtos. Desde produtos agrícolas até bens manufaturados e matérias-primas, o shipping facilita o comércio internacional, impulsionando a competitividade das empresas portuguesas.

Além disso, o shipping estimula o desenvolvimento da infraestrutura portuária em Portugal. O país tem investido significativamente na modernização e expansão dos seus portos, aumentando a sua capacidade operacional e eficiência logística. A construção de terminais de contentores e a melhoria da infraestrutura de transporte terrestre ligada aos portos tornam Portugal um importante hub de transporte marítimo na Europa. Essas melhorias atraem investimentos estrangeiros, impulsionam o crescimento do sector logístico e fortalecem a posição de Portugal no cenário global.

O shipping também gera empregos e contribui para o crescimento económico em Portugal. Os portos portugueses empregam milhares de pessoas em diversas áreas, desde operações portuárias e logísticas até serviços administrativos e comerciais. Além disso, o transporte marítimo estimula o crescimento de sectores relacionados, como transporte terrestre e serviços de agenciamento de cargas. Essa geração de empregos impulsiona a economia local, aumenta a renda disponível e estimula o consumo, promovendo um ciclo de crescimento sustentável.

Não se pode ignorar também o impacto positivo do shipping no turismo e no desenvolvimento costeiro de Portugal. Os portos servem como ponto de partida para cruzeiros marítimos e outras actividades turísticas náuticas, impulsionando o sector do turismo e atraindo visitantes para as belas regiões costeiras do país. Além disso, o desenvolvimento da infraestrutura portuária pode atrair investimentos para áreas costeiras, fomentando o crescimento de actividades comerciais, turísticas e de lazer nessas regiões.

Em resumo, o shipping desempenha um papel vital no desenvolvimento económico de Portugal. Através dos portos e do transporte marítimo, o país liga-se aos mercados internacionais, impulsiona o comércio, gera empregos e fortalece a sua posição como um hub logístico estratégico. Com a sua longa tradição marítima e investimentos contínuos em infraestrutura portuária, Portugal continua a desfrutar dos benefícios do shipping, contribuindo para um crescimento sustentável e uma economia mais robusta.

Autoeuropa volta a exportar carros pelo Porto de Leixões

Segundo avança o ECO, o Porto de Leixões vai voltar a exportar carros produzidos pela Autoeuropa. A infraestrutura gerida pela APDL vai embarcar cerca de 2.000 automóveis nos próximos dias, com destino a Emden, na Alemanha. Será a terceira operação do género neste ano.

A exportação dos veículos será feita com um navio de carga do tipo Ro-Ro [para entrada e saída de veículos pelos próprios meios] movido a gás natural liquefeito. A opção pelo GNL “redução das emissões de dióxido de carbono do navio em até 25%, as emissões de óxido de azoto em até 30%, as partículas em até 60% e as emissões de óxido de enxofre em até 100%”, refere a APDL em comunicado, citando o armador.

Depois de um interregno de mais de quatro anos, o Porto de Leixões está a ajudar a escoar os veículos produzidos na Autoeuropa, evitando o congestionamento dos parques de espera de carros junto ao Porto de Setúbal, o mais próximo da fábrica de Palmela do grupo Volkswagen. Os carros são transportados por comboio, da fábrica até ao Porto de Leixões, uma vez por dia, cinco dias por semana. Depois, acumulam-se veículos suficientes para preencher a capacidade do cargueiro.

A Pequena Baleia | A nova visita guiada para familias do Oceanário

Chama-se «A pequena baleia» e é uma actividade única e em família no Oceanário de Lisboa. A obra «A baleia», de Benji Davies, ganha uma nova vida e desafia os mais pequenos a descobrir como podem ser amigos do oceano.

Nas páginas de uma visita muito especial ao Oceanário, está escondido um abraço caloroso dos pinguins, a magia de bicos de muitas cores e todas as canções que o oceano sabe cantar.

Conferência "Direito Portuário e Maritímo"

A APLOP – Associação dos Portos de Língua Portuguesa, vai realizar a Conferência “Direito Portuário e Marítimo”, no dia 29 de Maio, na Gare Marítima de Alcântara, Porto de Lisboa.

A conferência reunirá um painel de oradores de excelência do sector marítimo-portuário, abordando temáticas de extrema relevância da actualidade.

Governo cria grupos de trabalho dedicado ao lixo marinho.

O Governo criou um grupo de trabalho dedicado ao lixo marinho. O despacho estabelece a criação e os objectivos do grupo, entre os quais, “elaborar, até Dezembro de 2023, a proposta do plano de acção nacional para o lixo marinho” e “constituir uma base de dados de lixo marinho”, de acordo com o que se lê no documento.

A criação do grupo surge no contexto da política ambiental da União Europeia, que conta com uma estratégia sobre plásticos, uma directiva para a redução de “certos produtos de plástico”, e com o Pacto Ecológico Europeu, que tem como objectivo “a redução em 50% do lixo plástico no mar”, adianta o despacho n.º 5169/2023.

Além disso, o documento refere ainda a Estratégia Ambiental para o Atlântico Nordeste 2030, definida em 2021, dentro da Convenção para a Protecção do Meio Marinho do Atlântico Nordeste (OSPAR, sigla em inglês), que tem num dos objectivos “prevenir a entrada [de detritos] e reduzir significativamente o lixo marinho, incluindo os microplásticos” para evitar impactos negativos, adianta o documento da OSPAR.

“O lixo marinho, resultante das actividades humanas, constitui um problema grave que ameaça o ambiente marinho e costeiro, a saúde pública, a economia e as comunidades”, lê-se ainda no início do documento assinado por José Maria Costa, secretário de Estado do Mar do Ministério da Economia e do Mar, Hugo Polido Pires, secretário de Estado do Ambiente, do Ministério do Ambiente e Acção Climática, e Teresa Coelho, secretária de Estado das Pescas, do Ministério da Agricultura e da Alimentação.

A estratégia europeia para os plásticos visa também a promoção da economia circular. O facto de três ministérios estarem implicados na criação do grupo demonstra a complexidade da questão, que envolve não só a indústria do plástico, mas também a indústria das pescas, responsável em parte pela poluição que acaba nos oceanos.

O grupo de trabalho que terá de “cumprir as obrigações do Estado português resultantes da legislação aplicável e com os objectivos de redução do lixo marinho”, adianta o documento, será coordenado por um representante da Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) e vai incluir, além de um segundo membro da DGRM, um representante do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), outro da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e ainda representantes dos governos dos Açores e da Madeira.

Dois anos após a aprovação do plano de acção nacional para o lixo marinho, o grupo será extinto.

Satélites mostram avanço do mar em Portugal.

O programa Space for Shore, lançado pela ESA para monitorizar a erosão costeira na Europa a partir do espaço, mostra alguns dos pontos de avanço do mar mais críticos em Portugal.

Na Costa da Caparica a linha de praia tem recuado cerca de 2,5 metros por ano, enquanto o areal entre a Lagoa de Óbidos e a praia do Baleal regista uma tendência para diminuir em cerca de 2,1 metros por ano. Preocupantes são também as taxas de recuo da costa entre Troia e Sines, além de vários pontos da costa Algarvia. Estes são alguns dos focos de erosão costeira em Portugal detetados pelo Space for Shore.

A par dos destaques pela negativa, o programa financiado pela Agência Espacial Europeia (ESA) para monitorizar a erosão costeira na Europa a partir do espaço, que agora está a chegar ao fim, aponta igualmente casos positivos em alguns locais.

“Apesar de existir uma tendência erosiva na maior parte da costa portuguesa, verifica-se que, em determinados locais, as medidas implementadas pelos gestores costeiros apresentam resultados positivos”, refere Paulo Baganha Baptista, investigador do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro e responsável pelo programa em Portugal, citado em comunicado.

Nazaré e as praias a sul da Costa da Caparica são as regiões do litoral português que servem como exemplo pela positiva, no relatório do programa de observação por satélite.

Durante quatro anos, mais de 70 organizações científicas e de gestão costeira de França, Alemanha, Grécia, Roménia e Noruega, além de Portugal, partilharam as suas preocupações e expressaram a necessidade de dados e informações regulares para caracterizar a dinâmica do litoral, para avaliar a evolução do risco de erosão e a vulnerabilidade das zonas costeiras às alterações climáticas.

Este trabalho permitiu cobrir 4.500 quilómetros de costa nestes seis países, desde as costas do Mediterrâneo e do Mar Negro, passando pela costa do Atlântico-Canal da Mancha-Mar do Norte, até ao Arquipélago de Svalbard, no Ártico.

Representantes do Comércio e Indústria Suíça visitam Porto de Sines

O Porto de Sines recebeu a visita de representantes da Câmara de Comércio e Indústria Suíça em Portugal (CCISP), numa iniciativa colaborativa com a MSC, e que contou com a presença do Embaixador da Suíça em Portugal, Markus-Alexander Antonietti.

A comitiva foi recebida no auditório do Portos de Sines por Fernanda Albino, administradora da APS, e por Isabel Cardoso, vice-presidente da aicep Global Parques. Durante a sessão foram apresentados os mais recentes projectos em Sines, tanto em relação aos desenvolvimento e operação portuária, como nos novos investimentos previstos na ZILS – Zona Industrial e Logística de Sines. De salientar que, algumas empresas suíças presentes em Portugal beneficiariam de um suporte portuário para o seu comércio externo com o resto do mundo e os novos investimentos na ZILS podem constituir um potencial de investimento ou associação de empresas suíças participarem nestes novos projetos.

Os representantes de empresas helvéticas tiveram a oportunidade de visitar o Terminal XXI, onde conheceram as condições operacionais desta infraestrutura portuária, assim como a ampliação que está em curso e que quase duplicará a capacidade instalada no terminal, e ainda a ZILS, com destaque para os projetos relacionados com o sector digital e de armazenamento de dados; da indústria e produção de energia verde; e logística, com uma área de 200 hectares disponível junto ao Terminal de Contentores de Sines.

O relacionamento próximo com entidades que representam empresas importadoras e exportadoras, como as Câmaras de Comércio e Indústria, reforça o posicionamento do Porto de Sines enquanto porta marítima internacional e apresenta a Plataforma Portuária, Industrial e Logística de Sines como um local ideal para novos investimentos.

Team Malizia e Windcoop cooperam em projecto de transporte eólico

 

Windcoop e Team Malizia estão unindo forças para promover a
tecnologia eólica para um futuro neutro em carbono no transporte marítimo. “O
transporte marítimo é responsável por cerca de 3% das emissões globais de
dióxido de carbono”, afirma Boris Herrmann, capitão da equipa internacional de
vela. “Windcoop e Team Malizia compartilham o mesmo fascínio e visão para
as tecnologias de propulsão eólica. Esta colaboração dá ao vento uma
“voz” na indústria marítima.”

“Estamos muito satisfeitos por estarmos associados ao
Team Malizia”, ​​acrescenta Nils Joyeux, Diretor Geral da Windcoop e CEO
da Zéphyr e Borée. “Através de sua missão A Race We Must Win – Climate
Action Now!, eles destacam iniciativas sustentáveis ​​à atenção. Como
competidores offshore, eles atraem um grande público e também podem trazer a sua
experiência em corridas oceânicas. Do nosso lado, optamos por organizar a nossa
companhia de navegação numa cooperativa, justamente para permitir que muitas
pessoas se envolvam na transição de navegação que é urgentemente
necessária.”

A Windcoop e a Team Malizia concordaram em colaborar activamente
com o objectivo comum de promover publicamente a aplicação, a inovação e os
benefícios das tecnologias de propulsão eólica. Eles querem defender
conjuntamente a acção climática nas suas amplas redes e parcerias nos negócios,
na política e na sociedade, e fazer com que as pessoas entendam melhor o
impacto das mudanças climáticas em nosso oceano.

“Qualquer um pode se tornar um membro da Windcoop:
indivíduos, empresas e comunidades”, explica Nils Joyeux. “A nossa
parceria, portanto, parece óbvia para nós, Team Malizia apresenta com Windcoop
uma solução concreta para lutar contra o aquecimento global e nós da Windcoop
estamos muito satisfeitos em nos beneficiar do público internacional. A cereja
no topo do bolo: Esta é a melhor equipa!.”