Algarve pode ter 1ª área marinha protegida deste século em Portugal

A Universidade do Algarve, Fundação Oceano Azul e várias associações de pescadores e municípios do Algarve, foram envolvidos no processo pparaa criação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado.

O Ministério do Ambiente liderado por Duarte Cordeiro aprovou a consulta pública para classificação do Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado como área marinha protegida, a primeira do género a ser criada em Portugal Continental neste século. O percurso até aqui envolveu mais de 70 associações de pescadores, organizações não-governamentais e municípios. A consulta pública será os 30 dias regulamentares.

No seguimento da costa de Albufeira, Lagoa e Silves esta localizado o maior recife rochoso costeiro a baixa profundidade de Portugal, estendendo-se desde o Farol de Alfanzina, em Lagoa, até à Marina de Albufeira. Neste recife encontram-se cerca de 900 espécies, incluindo 12 novas para a ciência e mais de 45 novos registos para a costa portuguesa, tal como várias espécies com estatuto de conservação como o cavalo marinho. Existem igualmente jardins de corais e de gorgónias, e pradarias de ervas marinhas. Derivado da sua localização, a pressão significativa da pesca e do turismo tem impacto no recife.

O processo começou em 2018 com o Centro de Ciências do Mar da Universidade do Algarve (CCMAR), a Fundação Oceano Azul, algumas das autarquias e as associações de pescadores do Algarve, a lançar as bases para a criação de uma Área Protegida de Interesse Comunitário (AMPIC). 

“No CCMAR pretendíamos que os dados que fomos recolhendo ao longo dos anos não fossem para o Governo sem primeiro consultar e trabalhar com os cidadãos locais. Fizemos um processo participativo a que chamámos de área marinha protegida de interesse comunitário precisamente por ser um processo de baixo para cima”, explicou Jorge Gonçalves, investigador do CCMAR da Universidade do Algarve.

Ao longo destes 3 anos, houve 7 reuniões plenárias e mais de 70 reuniões bilaterais com diferentes organizações. “Foi importante haver este processo colectivo com as várias entidades para todas elas discutirem e apresentarem os seus pontos de vista e os direitos que lhe assistem de alguma maneira”, afirma Tiago Pitta e Cunha, presidente executivo da Fundação Oceano Azul.

Há cerca de 20 anos que a Universidade do Algarve faz estudos sobre os habitats marinhos da costa algarvia, que permitiram à instituição saber os melhores sítios em termos de riqueza e dos valores naturais, tal como das utilizações a nível das atividades socioeconómicas. Toda a pesquisa serviu para delimitar onde será instalado o futuro Parque Natural Marinho. 

“Todo esse conhecimento científico foi ainda melhorado com o facto de fazermos o mapeamento dos bancos de pesca algarvios e de todas as actividades humanas que se fazem no mar”, diz o investigador do Centro de Ciências do Mar.

Tripulantes do submergível das viagens aos destroços do Titanic desapareceu.

O submergível concebido para levar turistas até ao local onde estão os destroços do Titanic foi dado como desaparecido ontem no oceano Atlântico.

O veículo desapareceu com cinco pessoas a bordo, afirmou um porta-voz da guarda costeira dos Estados Unidos ao jornal britânico The Guardian.

Segundo a fonte, “um pequeno submersível com cinco pessoas a bordo desapareceu nas proximidades dos destroços do Titanic”.

As televisões britânica BBC e norte-americana CBS foram as primeiras a noticiar o desaparecimento do submersível, mas ainda sem qualquer informação sobre o número de pessoas desaparecidas.

A empresa responsável pelas viagens subaquáticas aos destroços do Titanic, a OceanGate Expeditions, já confirmou que um dos seus veículos está desaparecido e que seguiam pessoas a bordo.

“Estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para trazer a tripulação para terra em segurança”, afirmaram os responsáveis da empresa, referindo que o “principal foco são os membros da tripulação e as suas famílias”.

A empresa disse que tem tido “assistência extensiva” de várias agências governamentais e outras empresas na tentativa de restabelecer o contacto com o submersível.

O navio de cruzeiro Titanic afundou-se em 1912, após embater contra um icebergue quando fazia a sua viagem inaugural entre Southampton e Nova Iorque, com cerca de 2220 passageiros a bordo, entre os quais mais de 1500 que vieram a perder a vida.

A OceanGate Expeditions organiza viagens subaquáticas de oito dias até aos destroços da embarcação – que foram descobertos em 1985 e permanecem no fundo do oceano, a 3800 metros da superfície e a 640 quilómetros da ilha canadiana da Terra Nova -, cobrando cerca de 250 mil dólares (229 mil euros) por cada passageiro. É a única empresa que possui um submersível, chamado “Titan”, capaz de chegar ao fundo do oceano para ver de perto os destroços do “Titanic”.

A empresa tinha anunciado recentemente na respectiva página na Internet e nas redes sociais que estava em curso uma expedição para ver os destroços do “Titanic”.

Em 14 de junho, a empresa afirmou no Twitter que estava a utilizar a empresa de comunicações Starlink para manter a linha de comunicação aberta com a expedição que se dirigia ao “Titanic”.

Nas ondas, existe potencial energético suficiente para abastecer o mundo.

A energia das ondas, ainda que embrionária, tem um elevado potencial energético. Custo e falta de maturação das tecnologias são entraves, mas países como Portugal estão a afirmar a sua aposta.

As ondas do oceano possuem um enorme potencial como fonte de energia renovável. A energia das ondas é uma forma limpa e sustentável de gerar eletricidade, e seu potencial é particularmente promissor em regiões costeiras onde as condições oceânicas são favoráveis.

Existem diferentes tecnologias que exploram o potencial das ondas para a produção de energia. Uma delas é a chamada “energia das ondas de superfície”, que utiliza dispositivos flutuantes para capturar a energia cinética das ondas que se movem na superfície do oceano. Esses dispositivos geralmente consistem em boias ou flutuadores que são conectados a uma estrutura fixa no fundo do mar. O movimento ascendente e descendente das ondas faz com que os dispositivos se movam, gerando energia mecânica que pode ser convertida em eletricidade por meio de geradores.

Outra tecnologia é a “energia das ondas de movimento linear”, que aproveita o movimento das ondas em uma direção linear. Nesse caso, os dispositivos são projetados para se moverem para frente e para trás ou para cima e para baixo, capturando a energia cinética das ondas e convertendo-a em energia elétrica.

Uma das vantagens da energia das ondas é que ela é previsível e regular. As ondas são causadas pela ação do vento sobre a superfície do oceano, e esse fenômeno é bem compreendido e previsível. Isso significa que é possível estimar com precisão a quantidade de energia que pode ser gerada em um determinado local e planejar sua utilização de forma eficiente.

Além disso, as ondas têm uma densidade energética muito alta em comparação com outras fontes renováveis, como a energia solar e eólica. Isso significa que é possível gerar uma quantidade significativa de energia a partir de uma pequena área de mar. Isso é particularmente relevante em regiões onde o espaço é limitado e a disponibilidade de terra para a instalação de turbinas eólicas ou painéis solares é reduzida.

No entanto, apesar do seu grande potencial, a energia das ondas ainda enfrenta desafios tecnológicos e econômicos significativos. As condições oceânicas podem ser extremamente agressivas, o que requer a construção de dispositivos robustos e duráveis para suportar as condições adversas do mar. Além disso, os custos de instalação e manutenção de parques de energia das ondas são atualmente bastante elevados, o que limita a sua adoção em larga escala.

Apesar desses desafios, o desenvolvimento da energia das ondas tem avançado, e há projetos pilotos e comerciais em andamento ao redor do mundo. Com o aprimoramento contínuo da tecnologia e a redução dos custos, a energia das ondas pode se tornar uma importante fonte de energia renovável, contribuindo para a diversificação da matriz energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa.

Burnout: 12 etapas (ou sintomas) do esgotamento profissional.

 

Num mundo pós-pandémico, em que a guerra, crise inflacionista e a perda de poder de compra afecta todos nós e as empresas, algo tem vindo a piorar mais: A nossa saúde mental.

Quem trabalha no meio logístico e portuário, sabe o que é, pois a exigência e a pressão tremenda que existe num sector com inúmeras flutuações, não ajuda nada a estabilizar a parte mental.

Podemos achar que nem temos, ou que é meramente cansaço acumulado ou falta de férias, mas a verdade é que os trabalhadores logísticos e principalmente portuários sentem mais, em virtude também de já terem passado por isso na altura da pandemia da Covid-19, onde os portos tiveram papel fundamental para a economia não quebrar.

Depressão, esgotamento físico e mental, sentimento de incapacidade e até pensamentos suicidas: esses são alguns dos indícios do Burnout, um transtorno cada vez mais comum que se caracteriza por um stress devastador, extremo, superior à capacidade pessoal de lidar com questões do dia a dia de modo eficiente, e é relacionado exclusivamente ao trabalho.

Os psicólogos Herbert Freudenberger e Gail North, respectivamente, alemão e norte-americana, criaram uma lista do que seriam as 12 etapas do Burnout. As chamadas etapas não devem ser vistos como fases. São sintomas. Algumas pessoas passam por todos, mas outras não. E podem não aparecer nessa ordem, também. De qualquer maneira, a lista serve como um indicador de sinais a se prestar atenção.

1. Compulsão em demonstrar o seu próprio valor

É aquela necessidade de mostrar que sabe fazer o que a sua função, e com excelência.

2. Incapacidade de desligar-se do trabalho.

Ver constantemente os e-mails e mensagens antes de dormir, trabalhar uma quantidade de horas extraordinárias (por vezes voluntariado), estar sempre a pensar no que poderia ou não ter feito, deixar o pensamento a pensar nas frases de colegas tóxicos, entre outros, são alguns dos sinais.

3. Negação das próprias necessidades

Bom sono, alimentação adequada, tempo para o lazer tornam-se secundários –e essa atitude é vista como um sacrifício em nome de um bem maior, uma dedicação extremista e pouco saudável. 

4. Fuga de conflitos

A pessoa percebe que há algo errado, mas evita enfrentar a situação de frente. Os primeiros sintomas físicos podem surgir, e revelarem-se de uma forma dolorosa.

5. Reinterpretação de valores pessoais

A família, os momentos de descanso, os hobbies, passam a ser vistos como coisas sem importância ou sem nexo. A autoestima é medida apenas pelos resultados obtidos.

6. Negação de problemas

A pessoa torna-se intolerante. Vê os colegas de trabalho como preguiçosos, incompetentes ou até indisciplinados. Pensa que nem todos remam da mesma maneira, o que pode gerar desdém pelos colegas e trabalho.Pode haver aumento da agressividade e sarcasmo.

7. Distanciamento da vida social.

A vida social passa a ser restrita ou, até mesmo, inexistente, como se fosse uma pausa do trabalho e não descanso efectivo. Passa a não saber desfrutar do descanso, tal é o peso emocional do trabalho. O trabalho é feito de maneira automática. A necessidade de relaxar pode levar em certos casos, ao uso de drogas ou álcool.

8. Mudanças estranhas de comportamento.

A pessoa torna-se muito diferente do que costumava ser. Quem era alegre e dinâmico torna-se apático e fatalista. As alterações são óbvias e podem ser notadas pela família e amigos, sendo notória também aos colegas mais próximos.

9. Despersonalização.

Não é possível ver o seu próprio valor enquanto ser humano ou trabalhador, nem as necessidades, bem como das pessoas em seu redor.

10. Vazio interno.

Para amenizar o desconforto, muitos recorrem às drogas, álcool, ou compulsões como comer e fazer sexo, não como necessidade natural ou normal, mas para colmatar um vazio ou sensação mínima de desespero.

11. Depressão.

O futuro parece incerto, perde-se o sentido de estabilidade e previsibilidade. As mudanças, principalmente as negativas causam impacto tremendo. A vida como que perde parte do sentido. É comum o sentimento de estar perdido, cheio de incertezas e de exaustão física e mental.

12. Burnout ou esgotamento.

Há um colapso mental e físico, assim como pensamentos extremamente negativos, destrutivos ou até suicidas. Quem chegou até aqui, precisa de ajuda médica imediata, pois pode estar em causa enquanto ser humano. Empresas deveriam ter um papel mais activo na prevenção, para evitar este limite.

Quem sofre mais?

Segundo dados do ISMA (International Stress Management Association), o Burnout atinge 32% da população que tem sintomas de stress. E, muitas vezes, pode levar ao afastamento do trabalho, assim como causar úlceras, diabetes, aumento no colesterol, entre outros problemas de saúde. Pessoas com doenças crónicas, a nível de cardiovascular, diabetes, asma ou até cancro, podem levar a um patamar de degradação tão elevado, que pode aumentar o risco de fatalidade.

O Burnout é mais comum em pessoas minimamente  exigentes, rigorosas com o trabalho, sem medo das  rresponsabilidade, e com sentido profissional.

No entanto, tudo isto não acontece do dia para a noite. Pode levar anos para a pessoa desenvolver e atingir o pico de stress, ou haver um desencadeamento de situações negativas no meio laboral para chegar-se ao limite.

O percurso é parecido: A pessoa começa um novo trabalho com ilusões, sonhos, ideias e expectativas. Gradualmente, ao longo dos anos, no entanto, a realidade vai batendo de frente e demonstrar que é diferente. O trabalhador passa por frustrações, mas vai engolindo, perante as injustiças. Aos poucos, ele começa a deixar de ter prazer no seu trabalho. Primeiramente perde a afinidade, depois ou faz as tarefas mecanicamente, como um androide, ou desacarrega negativamente as frustrações e torna-se tóxico, ou entra em trauma e sai do trabalho. 

O trabalho começa a perder qualidade e o funcionário vai ficando, crítico, desligado e revoltado. Na hora que há esse desligar interno, podem começar a aparecer sintomas físicos, como dor de cabeça, na nuca, no estômago, problemas de pele, infecções urinárias porque a imunidade cai.

O Burnout é um assunto sério e deverá ser visto como uma prioridade a tratar e não como algo irrelevante para descartar.

MSC com nova série de 8.000 TEU de combustível duplo em estaleiros do Extremo Oriente

A MSC –  Mediterranean Shipping Company, a maior linha de transporte de contentores do mundo, está mais uma vez procurando novas embarcações na Ásia, relata o Splash 247 de Singapura.

De acordo com relatórios, a MSC abordou os  estaleiros líderes na China e na Coreia do Sul para uma nova série de navios de 8.000 TEU de combustível duplo.

Prevê-se que a MSC esteja explorando a possibilidade de navios de combustível duplo a gás natural liquefeito (GNL) e metanol. A MSC recentemente alcançou um marco significativo ao tornar-se a primeira companhia marítima a operar uma frota com capacidade para cinco milhões de slots. Actualmente, a empresa possui uma extensa carteira de pedidos, com mais de 1,5 milhão de slots em pedidos. Essa carteira de pedidos é comparável em tamanho à frota existente da Ocean Network Express (ONE), a sétima maior linha de transporte de contentores do mundo com sede no Japão.

Também foi fornecida uma actualização sobre outro grande pedido de navios porta-contentores que está em andamento há vários meses. A Samsung Heavy Industries e a Japan Marine United estão supostamente numa posição favorável para garantir o projecto da Evergreen para 24 navios de 16.000 TEU. De acordo com o relatório , esses dois estaleiros provavelmente dividirão o pedido, com a Samsung Heavy Industriesa ficar responsável pela construção da maioria das embarcações.

O que é a Convenção "SOLAS"?

Para muitos ligados ao sector marítimo, não é nada demais. Para alguns, algo de novo. Iremos dar a explicação completa.


Antes do acidente muito grave com o Titanic, ocorrido a 14 de abril de 1912 após colidir com um iceberg, a história já tinha registado outros acidentes marítimos graves. Contudo, poucos tiveram o impacto duradouro do Titanic e nenhum outro conheceu uma pronta resposta por parte das nações marítimas internacionais com vista à adoção de medidas que contribuíssem para a salvaguarda da vida humana no mar. O acidente do Titanic levou a que comunidade internacional reagisse de imediato na procura de respostas que contribuíssem para evitar que acidentes semelhantes voltassem a repetir-se.

Nesse sentido, foi promovida a primeira conferência internacional sobre a salvaguarda da vida humana no mar, realizada em Londres em janeiro de 1914, a convite do governo britânico. Tal resposta traduziu-se pela aprovação, dois anos depois do acidente, da primeira Convenção Internacional no âmbito marítimo, a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar, a Convenção SOLAS, e, terá sido ainda certamente decisivo para o estabelecimento, uns anos mais tarde, da Organização Marítima Internacional.

A primeira Convenção SOLAS foi aprovada a 20 de janeiro de 1914, com vista à sua entrada em vigor em julho de 1915. Contudo, acabou por entrar em vigor mais tarde devido à guerra que irrompeu na Europa. Desde então, existiram quatro outras convenções SOLAS: a segunda foi adotada em 1929 e entrou em vigor em 1933, a terceira foi adotada em 1948 e entrou em vigor em 1952, a quarta foi adotada em 1960, já sob os auspícios da IMO e entrou em vigor em 1965, e a versão atual foi adotada em 1974 e entrou em vigor em 1980. A versão da SOLAS de 1960 foi a primeira grande tarefa para a IMO desde a criação da Organização, e representou um passo considerável na modernização de regras e no acompanhamento dos desenvolvimentos técnicos na indústria do transporte marítimo.

A intenção seria manter a Convenção atualizada através de emendas regulares mas, na prática, verificou-se que tal procedimento era muito lento. Tornou-se óbvio a impossibilidade de assegurar a entrada em vigor de emendas num período de tempo razoável. Em resposta a esta dificuldade foi adotada, em 1974, uma Convenção completamente nova que incluiu, não apenas as emendas acordadas até àquela data, mas também um novo procedimento de emenda – o procedimento de aceitação tácita – destinado a garantir a efetivação das alterações num período de tempo específico, de preferência, curto.

A Convenção SOLAS constitui um dos três pilares mais importantes dos instrumentos internacionais que regulam as questões relacionadas com a segurança marítima e a prevenção da poluição, sendo os outros dois a Convenção Internacional para a Prevenção da Poluição por Navios, Convenção MARPOL, e a Convenção Internacional sobre Normas de Formação, de Certificação e de Serviço de Quartos para os Marítimos, Convenção STCW, sendo indubitavelmente a convenção mais importante no âmbito do transporte marítimo. Pelo Decreto do Governo n.º 79/83, de 14 de outubro, Portugal aprovou para ratificação a Convenção Internacional para a Salvaguarda da Vida Humana no Mar de 1974 (SOLAS 74) e pelo Decreto do Governo n.º 78/83, de 14 de outubro, e pelo Decreto n.º 51/99, de 18 de setembro, aprovou para adesão os Protocolos de 1978 e de 1988 à referida Convenção. Foram igualmente aprovadas para adesão as emendas à Convenção SOLAS 74, sobre o Sistema Mundial de Socorro e Segurança Marítima, e as emendas relativas à introdução dos novos capítulos IX, X e XI, respetivamente pelos Decretos n.ºs 40/92, de 2 de outubro, e 21/98, de 10 de julho. É de salientar que o Decreto n.º 19/2000, de 11 de Agosto, altera a redacção de algumas das disposições constantes dos capítulos IX, X e XI, na tradução para português.

O desenvolvimento de novas tecnologias nas radiocomunicações deu condições à OMI e à União Internacional das Telecomunicações, para a concepção do novo sistema de telecomunicações, que permite, onde quer que o navio se encontre, enviar e receber pedidos de socorro. Este novo sistema, designado por Sistema Mundial de Socorro e Segurança Marítima (GMDSS – Global Maritime Distress and Safety System), foi adotado numa conferência internacional em 1988, e entrou totalmente em operação em 1 de fevereiro de 1999. O GMDSS foi concebido para os navios em viagens internacionais: de carga de arqueação bruta igual ou superior a 300; e para os navios de passageiros.

Reconhecendo a importância do GMDSS para a segurança da vida humana no mar, o Estado Português decidiu estender o GMDSS aos restantes navios nacionais, inicialmente não abrangidos por aquele sistema. Neste sentido, foi aprovado o Decreto-Lei n.º 174/94, de 25 de junho.

Foi ainda aprovado no âmbito do sistema GMDSS o Decreto-Lei n.º 145/95, de 14 de junho, que procedeu à regulamentação das regras constantes nas emendas adotadas em 1988, à clarificação da interpretação de algumas delas e à definição das dispensas e equivalências previstas no texto da SOLAS. Para dar cumprimento à obrigação constante da alínea b) do artigo 1.º da SOLAS, que refere “os Governos Contratantes comprometem-se a promulgar todas as leis, decretos, ordens e regulamentos e a tomar todas as outras medidas que possam ser necessárias para dar pleno e completo efeito à Convenção”, o Governo Português aprovou o Decreto-Lei n.º 106/2004, de 8 de maio, o qual regulamenta a aplicação da SOLAS no ordenamento jurídico nacional.

Regra geral a SOLAS aplica-se aos navios de carga com uma arqueação bruta igual ou superior a 500 e aos navios de passageiros, em viagens internacionais. No caso do capítulo IV o âmbito de aplicação estende-se ainda aos navios de carga com uma arqueação bruta igual ou superior a 300, enquanto que o capítulo V aplica-se, regra geral, a todos os navios com a exceção dos navios de guerra, auxiliares navais e outros navios propriedade ou operados por um Governo Contratante e utilizados unicamente em serviço governamental não comercial.

Através do Decreto-Lei n.º 106/2004, de 8 de maio, o Estado Português estendeu o anexo à Convenção a todos os navios de carga que arvorem a bandeira nacional, de arqueação bruta igual ou superior a 500, em viagens entre o continente e as Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira e entre estas Regiões.

A Convenção SOLAS é constituída por um articulado e por um anexo. O articulado inclui 13 artigos os quais abrangem, nomeadamente, os aspetos relativos às obrigações gerais, o procedimento de adoção de emendas, a forma como um Estado pode tornar-se Parte à SOLAS, etc. Do anexo constam as regras técnicas as quais encontram-se distribuídas por 14 capítulos. Os capítulos da SOLAS são:

 

Capítulo I – Disposições Gerais

Capítulo II-1 – Construção – subdivisão e estabilidade, máquinas e instalações elétricas

Capítulo II-2 – Prevenção, deteção e extinção de incêndio

Capítulo III – Meios e dispositivos de salvação

Capítulo IV – Radiocomunicações

Capítulo V – Segurança da navegação

Capítulo VI – Transporte de cargas

Capítulo VII – Transporte de mercadorias perigosas

Capítulo VIII – Navios nucleares

Capítulo IX – Gestão para a exploração segura de navios

Capítulo X – Medidas de segurança a aplicar às embarcações de alta velocidade

Capítulo XI-1 – Medidas especiais para reforçar a segurança marítima

Capítulo XI-2 – Medidas especiais para reforçar a proteção do transporte marítimo (Security)

Capítulo XII – Medidas adicionais de segurança para navios graneleiros

Capítulo XIII – Verificação do cumprimento

Capítulo XIV – Medidas de segurança para os navios que operam em águas polares


Códigos Obrigatórios sob a Convenção SOLAS

 Código Internacional de Aplicação dos Procedimentos de Teste de Fogo (Código FTP)

Código Internacional dos Sistemas de Segurança Contra Incêndios (Código FSS)

Código Internacional de Estabilidade Intacta (Código IS 2008)

Código Internacional dos Meios de Salvação (Código LSA)

Código Marítimo Internacional para Cargas Sólidas a Granel (Código IMSBC)

Código Internacional para a Construção e Equipamento de Navios que Transportam Substâncias Químicas Perigosas a Granel (Código IBC)

Código Internacional para a Construção e Equipamento de Navios que Transportam Gases Liquefeitos a Granel (Código IGC)

Código Marítimo Internacional para as Mercadorias Perigosas (Código IMDG)

Código para a Segurança do Transporte de Combustível Nuclear Irradiado, do Plutónio e de Resíduos Altamente Radioativos em Barris a bordo de Navios (Código INF)

Código Internacional de Gestão para a Segurança (Código ISM)

Código Internacional das Embarcações de Alta Velocidade, 1994 (Código HSC 1994)

Código Internacional das Embarcações de Alta Velocidade, 2000 (Código HSC 2000)

Código das Normas Internacionais e Práticas Recomendadas para uma Investigação de Segurança de um Acidente ou Incidente Marítimo (Código de Investigação de Acidentes)

Código Internacional para a Proteção dos Navios e das Instalações Portuárias (Código ISPS)

Exportações Portuguesas de bens chegam aos 26,5 mil milhões €

Espanha manteve-se como principal destino dasexportações de bens com uma quota de 25,2%, seguindo-se França (13,5%) e Alemanha (11,0%), segundo os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).


No que diz respeito às exportações para fora da União Europeia, que representaram 29,3% do total, houve um aumento de 17,5% face aos quatro primeiros meses de 2022. 

Os EUA e o Reino Unido, com quotas de 6,8% e
4,5%, respetivamente, foram os principais clientes extracomunitários e quarto e quinto em termos globais.

As exportações portuguesas de bens ascenderam a 26,5 mil milhões de € no período de janeiro a abril de 2023, o que significa um aumento de 2,2 mil milhões face ao mesmo período em 2022. As vendas para a União
Europeia aumentaram 5,6%, representando 70,7% do total.

Yara Clean Ammonia e Cepsa com aliança para fornecer hidrogénio limpo à Europa

A Yara Clean Ammonia e a Cepsa decidiram formar uma cooperação estratégica para construir o primeiro corredor marítimo de hidrogénio limpo ligando os portos de Algeciras, na Espanha, e Roterdão, na Holanda, a fim de descarbonizar a indústria e o transporte marítimo europeus. 

A colaboração com a Yara Clean Ammonia ajudará no estabelecimento de uma cadeia segura, resiliente e económica para fornecer amónia limpa aos clientes industriais e marítimos da Cepsa em Roterdão e na Europa Central. 

A colaboração também permite à Cepsa fornecer as primeiras moléculas limpas de hidrogénio aos seus clientes, usando a base de fornecimento global e a infraestrutura logística da Yara Clean Ammonia. Como resultado, a empresa de energia poderá começar a comercializar hidrogénio limpo e amónia limpa para clientes industriais e marítimos em Roterdã e na Europa Central. 

A Yara Clean Ammonia e a Cepsa colaborarão extensivamente para construir uma forte cadeia para o corredor de hidrogénio limpo. A Cepsa vai construir uma nova fábrica de amoníaco verde em San Roque, Cádiz, perto do porto de Algeciras, com uma capacidade de produção anual de até 750.000 toneladas no seu parque energético.

Açores batem novos máximos de escalas e passageiros de cruzeiros.

O número de passageiros que chegou aos Açores a bordo de navios de cruzeiros aumentou de 68 mil para 115 mil, no primeiro semestre, e as escalas dos navios cresceram de 113 para 132 barcos.

Segundo a empresa pública Portos dos Açores, o arquipélago registou “o melhor primeiro semestre” de sempre no setor do turismo de cruzeiros “ao ultrapassar o valor recorde de passageiros alcançado em 2018 com 113 mil pessoas e escalas, verificada em 2022, então com 113 visitas”.

 

Árctico poderá ficar sem gelo já na próxima década, diz estudo.

A área de gelo marinho que cobre o Árctico tem vindo a diminuir devido ao aquecimento global causado pelos gases com efeito de estufa emitidos pela actividade humana. Uma das perguntas que os cientistas foram tentando responder ao longo dos anos era sobre quando é que esta tendência decrescente iria resultar num Verão sem gelo no Árctico. Agora, um novo estudo mostra que esse panorama poderá ocorrer já na próxima década.

Estas conclusões mostram uma perspectiva mais cinzenta do que a informação que se encontra no sexto e último relatório publicado pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, sigla em inglês). Segundo o relatório do IPCC, antes de 2050 – ou seja, algures na década de 2040 – o mundo iria observar o primeiro Setembro sem gelo no Árctico. É durante aquele mês que, ano após ano, a área de gelo atinge o valor mínimo. Iniciando a partir de então um lento aumento que acompanha os meses sem luz do Pólo Norte, até atingir a área máxima de gelo em Março.