MOL e Chevron unem forças para reduzir as emissões de gases de efeito estufa

A MOL – Mitsui O.S.K. A Lines e a Chevron assinaram um memorando de entendimento para uma aliança estratégica destinada a reduzir a intensidade de carbono da indústria de energia marítima. 

Em particular, as empresas realizarão pesquisas conjuntas sobre combustíveis de última geração em várias regiões do mundo e estudarão em conjunto medidas de segurança e legislação para esforços de baixo carbono na indústria de energia marítima. 

O Director executivo sénior da MOL, Nobuo Shiotsu, comentou: “Primeiro, estudaremos e implementaremos todos os meios possíveis, incluindo o uso de combustíveis de última geração e a introdução de novas tecnologias de descarbonização, como energia eólica e eletricidade, em navios-tanque que foram fretados por um longo período de tempo. Gostaríamos então de expandir esses esforços para outras partes do nosso negócio.” 

A MOL posicionou a sua estratégia ambiental como uma das principais estratégias do seu plano de gestão “BLUE ACTION 2035”. A empresa também estabeleceu a meta de alcançar zero emissões líquidas de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.

Portos de Aveiro e da Figueira da Foz no evento da Windeurope

No âmbito da recente adesão à Plataforma dos Portos da WindEurope, associação que promove o uso da energia eólica na Europa, os Portos de Aveiro e da Figueira da Foz participaram numa reunião de trabalho promovido por aquela organização.

No evento estiveram presentes vários portos europeus, líderes em energias renováveis eólicas, nomeadamente o Porto de Port-la Nouvelle (França), Porto de Amesterdão (Países Baixos), Porto de Cork (Irlanda), Porto Odense e de Grenaa (Dinamarca), Porto de Den Helder e os Portos Marítimos de Groningen (Países Baixos).

Na reunião analisaram-se os principais desafios do sector, com particular destaque para a definição dos leilões de energia eólica offshore, bem como o desenvolvimento dos portos como infraestruturas de suporte à implementação destes projectos.

Seguiu-se uma visita ao Porto de Esbjerg incluindo passagem por locais dedicados a pré-instalação, actividades de operação e manutenção, testes e ensaios de turbinas, bem como ao armazenamento de componentes (naceles de turbinas eólicas).

António Costa acredita que haverá "sucessivos recordes" e assinala importância do Porto de Sines

Segundo avança o Observador, o primeiro-ministro afirmou esta quarta-feira que, nos próximos anos, Portugal vai alcançar sucessivamente novos recordes de investimento, num discurso em que destacou a importância estratégica da zona industrial e logística de Sines.

António Costa falava no final de uma sessão sobre o projeto de expansão do complexo industrial de Sines, com duas novas unidades industriais da Repsol Polímeros – um investimento, nesta primeira fase, de 657 milhões de euros.

“Em junho de 2025, estas fábricas estarão a produzir e a exportar os polímeros”, declarou o líder do executivo, tendo a ouvi-lo os ministros dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, das Infraestruturas, João Galamba, da Economia, António Costa Silva, e do Ambiente, Duarte Cordeiro, assim como a embaixadora de Espanha.

O primeiro-ministro frisou depois que “este é o maior investimento industrial dos últimos dez anos”. “No ano passado, alcançou-se um novo recorde e estamos a caminho para que nos próximos anos se alcancem sucessivos recordes de investimento. Não nos podemos satisfazer com o investimento já concretizado, temos de continuar a trabalhar para que o potencial de investimento possa prosseguir”, afirmou.

António Costa realçou que o porto de Sines é “um dos maiores da Europa e, seguramente, o que tem melhor localização para todo o tráfego no Atlântico Sul, na rota do Cabo e com convergências com as rotas do Mediterrâneo”.

“Este sistema logístico é complementado com a nova linha ferroviária, que entrará em pleno funcionamento no início do próximo ano e que permitirá, por exemplo à Repsol, exportar aquilo que produz por comboio para Tarragona e daí para toda a Europa. É uma infraestrutura da maior importância”, sustentou.

Ainda de acordo com o primeiro-ministro, Sines deverá ser “um dos maiores polos de produção de energia renovável”.

“E esse é um dos grandes factores de atração de novas indústrias. E este investimento da Repsol é um dos melhores exemplos do que é a descarbonização da indústria. A indústria química é fortemente consumidora da energia, mas a Repsol vai desenvolver um projecto de hidrogénio e assegurar polímeros recicláveis e verdes”, acrescentou.

Canal do Panamá diminui progressivamente calado dos navios devido à seca

 

A Autoridade do Canal do Panamá (ACP) fez este anúncio num aviso de navegação, a que a EFE teve acesso, no qual cita que “corrige o calado em metros da restrição de 43,0 pés (13,11 metros) e separa datas e restrições de draft por conjunto de bloqueios”.


Panamax designa os navios que, devido às dimensões, alcançaram o tamanho limite para passar nas eclusas do Canal do Panamá até 2016, quando o canal foi ampliado.

O Canal oferece agora ao neopanamax um calado de 13,41 metros, que será reduzido para 13,26 metros em 25 de junho e para 13,11 metros a partir de 19 de julho.


A profundidade máxima oferecida pela extensão do canal é de 15,24 metros.

A ACP “vai continuar a monitorizar o nível do lago Gatún e anunciará os futuros ajustamentos do calado de forma adequada”, destaca no aviso de navegação.

O calado é a profundidade que alcança na água a parte submersa da embarcação e, na prática, a sua redução implica que os navios reduzam o volume da carga que transportam ao cruzar a estrada interoceânica, por onde passam cerca de 3% do comércio mundial.


Uma fonte oficial, à EFE, informou que estes ajustes têm relação com o prolongamento da estação seca que atravessa o Panamá, situação que provocou problemas de abastecimento de água e obrigou as autoridades a declarar o “estado de emergência ambiental”.

Perdas de contentores no mar atingem taxa mais baixa desde 2008.


O número de contentores perdidos no mar no ano passado representou a menor parcela de todas os contentores embarcados no oceano desde 2008, de acordo com um relatório do World Shipping Council (WSC). 

Houve 661 contentores que foram ao mar em 2022, representando 0,00026% de todos os 250 milhões de contentores marítimos embalados e vazios enviados globalmente ao longo do ano, disse o relatório do grupo da indústria marítima.

O relatório da WSC não forneceu números específicos de caixas perdidas nos anos anteriores a 2008, mas um gráfico mostrou que cerca de 2.200 contentores foram perdidos em 2021 e quase 4.000 foram para o mar em 2020. “É impossível dizer exatamente por que os números são tão menores este ano em comparação com os dois anos anteriores”, disse Anna Larsson, porta-voz da WSC, à TradeWinds. “Continuamos focados em tornar a cadeia de abastecimento de contentores cada vez mais segura e reduzir o número de contentores perdidos no mar.”

A WSC disse no relatório, no entanto, que o grupo e várias linhas fizeram parceria em várias iniciativas para melhorar a segurança do transporte de contentores, como o Projecto Marin Top Tier e realizando estudos sobre os pontos fortes dos contentores e equipamentos de amarração. A organização obteve os seus dados para o relatório da Alphaliner, que tem números exactos de contentores perdidos e enviados. 

A WSC observou que o ONE Apus de 14.000 teu da Ocean Network Express (construído em 2019) perdeu 1.816 contentores em 30 de novembro de 2020 a cerca de 1.600 milhas náuticas (2.963 km) a noroeste do Havaí, EUA, enquanto navegava com mau tempo da China para a costa oeste dos EUA. O grupo também mencionou que o Maersk Essen de 13.092 teu operado pela AP-Moller Maersk (construído em 2010) perdeu cerca de 750 contentores na bacia do Pacífico, enquanto também viajava sobre tempo tempestuoso da China para os EUA. O relatório, que deu números em períodos de três anos, mostrou que o número médio de contentores perdidos por ano de 2014 a 2016 foi de 1.309 contentores – em grande parte devido ao naufrágio de 1.200 teu El Faro (construído em 1975) em outubro 2015 — enquanto uma média de 779 contentores foram perdidos por ano de 2017 a 2019.

“A perda média anual para o período de dois anos 2020-2021 aumentou para 3.113 em relação aos 779 do período anterior, impulsionada por grandes incidentes”, disse a WSC no relatório. Foram 2.301 contentores perdidos por ano em média de 2020 a 2022. O número médio de caixas perdidas por ano quadruplicou de 675 contentores por ano perdidas em média de 2008 a 2010 para 2.683 caixas de 2011 a 2013, de acordo com o relatório da WSC. Isso ocorreu em grande parte devido ao naufrágio do MOL Comfort de 8.110 teu da Mitsui OSK Line (construído em 2008) com 4.293 contentores em julho de 2013 e ao encalhe e rompimento em 2011 do Rena de 3.029 teu (construído em 1990), que resultou na perda de cerca de 900 contentores.

Henrique Sá Pessoa cria menu dedicado ao Mar

Henrique Sá Pessoa regressa, mais uma vez, a um dos menus mais queridos e icónicos do ALMA.

Depois de algumas semanas com experiências em equipa, Henrique Sá Pessoa apresenta agora novas criações, onde os melhores peixes e mariscos da costa portuguesa assumem o papel principal. 

“O Costa a Costa é um clássico do ALMA. Nasceu como um exercício criativo e exploratório da enorme variedade de espécies do mar, mas rapidamente assumiu o seu lugar obrigatório, na nossa cozinha”, revela o chef Henrique Sá Pessoa.

A novidade surge logo nas entradas com Salmonete assado à portuguesa, com alface do mar grelhada e pimento acidulado, bem como famoso Carabineiro com abóbora, harissa e alho negro.

Nos pratos principais, surgem pratos de peixes mais comuns,para o que o chef elegeu o Arroz de tamboril e lavagante nacional, com tomate e coentros, e a Pescada com lingueirão, cogumelo grelhado e molho de fricassé.

A pré-sobremesa também é nova: Funcho do mar, melão e dashi, que antecipa o incontornável Mar e citrinos 2.0, com sorbet de yuzu, algas cristalizadas e curd de citrinos. 

O novo Costa a Costa está disponível aos almoços e jantares, e não ficaria completo sem a harmonização vínica Os mesmos valores aplicam-se ao menu Alma, composto por alguns dos célebres clássicos do chef. Para quem quiser fazer o seu próprio menu, há várias opções à la carte, que incluem alguns dos pratos dos menus de degustação.

Um tributo ao imenso mar português, o menu Costa a Costa tem-se destacado como uma das experiências mais marcantes do restaurante com duas estrelas Michelin.

As reservas podem ser feitas ou através do telefone 213 470 650.

Para quando a dignidade para os Estivadores?

Longe vão os tempos em que os Estivadores possuíam rótulos desadequados perante a sociedade. Hoje são profissionais mais preparados, melhor capacitados e com outra vivência diferente do sector.

Mas contudo, ainda há coisas que infelizmente não mudaram.

O trabalho duro seja por debaixo do sol extenuante ou durante noite fria e chuvosa, de espinha curvada, desgastando o corpo, sob o dever e a pressão, num regime interminável de turnos sempre com a mente sempre ao rubro, pelo menos durante a altura em que se trabalha.

Continuam a estar cansados de ouvir as mesmas ladainhas de sempre, das desculpas do costume e de ler nos meios de comunicação sobre o sector, alguns “experts” que vivem confortavelmente à conta das suas análises enviesadas e fúteis, desprovidas de substância, mas muito fortes na maledicência daqueles que fazem “a roda girar” como é esta classe.

Fartos de ver nas empresas para o qual trabalham, dos manifestamente incompetentes, sem conhecimento ou aptidão reconhecida, que vivem em cargos mantidos não por conta do mérito ou da competência, mas porque são os “yes man”, completamente submissos e obedientes, que descuram o seu papel e as relações laborais em detrimento do seu bem-estar pessoal, sem ter em atenção os projectos.

Não são os únicos nessas mesmas empresas. Ainda existem os paladinos da utopia, que apresentam num qualquer papel machucado, soluções simples para problemas complexos, mas que na realidade, não passam para a prática, sobre forma de proposta séria para confrontar os desafios, que nesta altura, não serão poucos.

Ainda há quem se preocupe com o respectivo projecto portuário, e que possuem boas intenções no desenvolvimento de projectos e das relações interpessoais, mas raramente sobrevivem perante a soberba de alguns que desejam maquilhar a própria incapacidade de resolver e fazer evoluir os projectos, e não gostarem de que haja que se destaque por manifesta capacidade e mérito.

De certa forma, sim, estão fartos desse marasmo que se vê nestas empresas, dos “fait divers” que se ouvem, da toxicidade do ambiente em que vivem.

Um sector portuário, que infelizmente, para mal dos pecados, é um pouco,o reflexo do país, onde a nossa classe política anda com casos e casinhos, em conflitos inúteis, em que a tentativa de chegar ao poder é objectivo final, e pelo meio apresentam propostas que são inócuas ou nem passam, de ridículas que são. Não dão importância aos Portos. É a degradação do tecido da Democracia, é o pão que se come todos os dias.

Não se dá voz aos trabalhadores e tenta-se suprimir os seus representantes. 

Parceiros sociais é um chavão que se utiliza em frases feitas e documentos, só para se parecer que há uma certa espécie de diálogo social. Queimam-se trabalhadores e ideias como se nada fossem. Persegue-se silenciosamente e pela calada, quais tempos antigos antes da revolução.

Uma classe cansada e desgastada de ver quem tenta tirar a esperança, quem tenta os diminuir e ver que a seriedade de propostas credíveis que vão para o lixo, só por causa de agendas ocultas e obscuras.

Fartos, quiça, de uma arrogância e prepotência de alguns que querem impor essas mesmas agendas sobre as maiorias.

Enjoados de eventos, conferências, seminários em que os que falam e os que ouvem são sempre os mesmos. Que se repetem que nem cassetes cheias de bolor de ideias tão velhas e gastas que são, sem entender que são novos tempos e não da outra senhora, em que ter um salário digno e um horário decente para conciliar com a família não é uma fatalidade.

Falam de modernidade, mas não passa das mesmas ideias com vestes mais apelativas.

Entretanto os restantes, andam cansados, enjoados, desgastados e fartos.

Tem de haver mais esperança para quem trabalha nos portos. Tem de existir força e união, porque só assim há esperança, só assim existirá futuro para um sector que se pretende de vanguarda e moderno.

Produtividade não pode ser à custa dos trabalhadores, tem de haver melhorias na falta de eficácia nos processos, na organização e de ver as coisas em conjunto e não de forma unilateral.

Perdendo a mentalidade bafienta, que confunde progresso com retiradas de direitos, substituindo lideranças que vêem pessoas como números, é que se poderá pensar que haverá algo mais, uma esperança diferente, e não o amargo da tirania encapotada em pleno século XXI.


“Açúcar no cais do porto

É na estiva, é na estiva

Ás vezes me sinto morto

A alma morta, a carne viva”.

Nações Unidas adoptam Tratado para proteger Alto Mar

Nesta passada segunda-feira, o secretário-geral da ONU, António Guterres, elogiou a adopção do “Tratado do Alto Mar”, que prevê a conservação e uso sustentável da biodiversidade marinha além da jurisdição nacional.

Ele afirmou que a “conquista histórica” proporciona nova vida e dá aos oceanos “uma oportunidade de lutar”. O chefe das Nações Unidas pediu aos Estados-membros que não poupem esforços para garantir que o texto entre em vigor. 

Já o presidente da Assembleia Geral da ONU, Csaba Korosi, também celebrou a adopção do Tratado. Ele acredita que o documento cria as bases para melhorar a governança dos oceanos, garantindo a sua preservação para as próximas gerações.

O texto aprovado foi finalizado em março deste ano, após anos de discussões. O documento estabelece um marco legal para estender as faixas de protecção ambiental a águas internacionais.

Actualmente, os países têm jurisdição sobre as águas que se estendem por 200 milhas náuticas, ou 370 km da costa. A partir dali, segue o alto mar, com cerca de dois terços do oceano global, ou mais de 70% da superfície da Terra. 

O acordo ficará aberto para assinatura por dois anos, a partir de 20 de setembro, e entrará em vigor após a ratificação por 60 países.

Para Guterres, o Tratado é uma conquista histórica vital para enfrentar ameaças e garantir a sustentabilidade das áreas não cobertas pela jurisdição nacional, que são mais de dois terços do oceano.

O secretário-geral da ONU destacou que após duas décadas de construção, a adopção revela a força do multilateralismo, com base no legado da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar.

No discurso na Conferência Intergovernamental da ONU sobre Diversidade Biológica Marinha de Áreas Além da Jurisdição Nacional, Korosi destacou o empenho da ONU sobre Diversidade Biológica Marinha de Áreas 

Participaram ainda o subsecretário para Assuntos Jurídicos da ONU, Miguel de Serpa Soares, e a embaixadora de Cingapura para Oceanos e a Lei do Mar, Rena Lee, que liderou o evento.

Korosi afirma que o documento apresenta soluções para proteger o meio ambiente e caminhar com a Agenda 2030, incluindo o Objectivo de Desenvolvimento Sustentável 14, que busca proteger a vida marinha.

O presidente da Assembleia Geral adiciona que a adopção do Tratado do Alto Mar complementa outras decisões que visam a transformação global, como o Programa de Acção de Adis Abeba, o Acordo de Paris, o Quadro de Sendai e o Protocolo Kunming-Montreal.

Csaba Korosi destacou que este acordo “atesta o poder do multilateralismo” e felicitou os Estados-membros pela determinação em levar a proteção dos oceanos, planetas e pessoas em frente.

Sabe o que é um SSAS de um navio?

Embora a pirataria siga uma tendência de queda na última década, a ameaça de navegar em áreas de alto risco ainda representa um fardo psicológico para as tripulações. Após os ataques de 11 de setembro que mudaram o mundo, a IMO exige que todos os navios acima de 500 GT navegando nos oceanos do mundo tenham um Sistema de Alerta de Segurança de Navios (SSAS) para aumentar a segurança. Você já se perguntou o que é esse sistema e como ele funciona? 

O que é um Sistema de Alerta de Segurança de Navios (SSAS)?

O Ship Security Alert System (SSAS), de acordo com o ISPS Code, é um sistema a bordo projectado para disparar o alarme em terra em caso de ameaça ou incidente de segurança, para que a ajuda das forças de segurança possa ser enviada ao local.

Tecnicamente, o SSAS consiste num receptor GPS ligado a um transmissor, uma fonte de alimentação, software e botões de activação. Quando usado, o botão de activação basicamente notifica o Estado de bandeira do navio sem alertar navios ou Estados costeiros nas proximidades ou dar qualquer indicação a bordo. O uso do sistema de alerta de segurança do navio é um reconhecimento de que a segurança é política e requer uma resposta diferente a um perigo ou emergência a bordo.

Para onde esse alerta é enviado? 

O que torna o SSAS único é facto de constituir um sistema silencioso de alarme de segurança de navios que não emite nenhum sinal audiovisual no navio ou para embarcações próximas, nem mesmo para as forças de segurança próximas. Por outro lado, quando activado, o alerta é enviado directamente ao armador ou a uma empresa de gestão SSAS. Em seguida, é direccionado para o estado da bandeira do navio. Algumas administrações de sinalizadores exigem até notificação directa na activação. Assim que o Estado de bandeira for informado, ele é obrigado a notificar imediatamente o(s) Estado(s) e os centros internacionais de segurança nas proximidades da localização do navio. Então, as autoridades estaduais locais ou as forças antipirataria/antiterroristas já implantadas poderão fornecer forças militares ou policiais apropriadas para lidar com a ameaça.

Quais informações o SSAS fornece? 

Após activado, o Sistema de Alerta de Segurança do Navio envia os seguintes detalhes para a administração: 

. Nome e número IMO do navio 

. O indicativo de chamada do navio 

. A posição do navio através do Sistema Global de Navegação por Satélite (GNSS) 

. Data e hora do alerta Identidade do Serviço Móvel Marítimo. 

Onde podemos encontrar um SSAS a bordo? 

O actual marco regulatório prevê que haja pelo menos dois botões de alerta de segurança a bordo do navio, um no passadiço e outro em qualquer outro local de destaque. Toda a tripulação a bordo deve estar ciente da localização de pelo menos um botão de activação. 

O que acontece se o botão for pressionado acidentalmente? 

O Código ISPS exige que os pontos de activação do SSAS sejam projectados para impedir o início indesejado do alerta de segurança do navio. Uma tampa de trava protege o botão para evitar qualquer operação acidental. Qualquer pessoa que trabalhe nas proximidades do botão SSAS deve ser notificada para não tocar no botão. Uma vez pressionado o botão SSAS, o alerta será continuamente transmitido à administração, a menos que seja reinicializado ou desactivado.

Quais são os principais desafios do SSAS?

Embora existam empresas de segurança especializadas para monitorização de SSAS, a maioria das organizações de navegação, por questões financeiras, prefere designar uma pessoa dentro da empresa para esse trabalho, conhecida como Company Security Officer (CSO). Isso significa que um CSO tem uma grande responsabilidade sobre os seus ombros, e a tripulação do navio deve sentir-se com sorte se ele não estiver no chuveiro ou dormindo profundamente. Além disso, sabe-se que o SSAS não funcionará em caso de falha na alimentação principal ou falha na alimentação de reserva de emergência. E como em qualquer outra tarefa a bordo, a familiarização da tripulação com a localização do botão e os procedimentos a serem seguidos é vital para casos de emergência real e não deve ser negligenciada.

Velejadora Luísa Peres sagrou-se bicampeã nacional de vela.

A atleta sagrou-se bicampeã nacional da modalidade, na classe olímpica ILCA 6, no 34.º Campeonato de Portugal de Juniores e Absoluto que se realizou em Cascais.

A velejadora tem estatuto de alto rendimento desportivo e em agosto irá competir no Campeonato da Europa deste desporto, que irá decorrer na Noruega, e em outubro, no Campeonato do Mundo, em Marrocos.

Luísa Peres é uma das atletas apoiada pela Câmara Municipal do Porto, através do novo Programa de Patrocínio a Atletas de Alto Rendimento e de Elevado Potencial Desportivo, que potencia o apoio a atletas de alta competição.

Na prova realizada no Clube Naval de Cascais, destaque ainda para o atleta João Pontes assinou uma prestação dominadora ao longo da prova, que arrancou na quinta-feira, ao vencer todas as oito regatas, sagrando-se campeão absoluto e júnior.

A prova agregou cerca de 150 velejadores, em sete classes diferentes.