Pesca do bacalhau retratada no novo documentário “Mar maior”

A produtora aveirense Onda Vídeo Audiovisuais acaba de
terminar a produção do documentário “Mar maior”, feita em colaboração com a
RTP.

É, diz Rui Bela, que assina a realização, «uma jornada
cinematográfica emocionante, que mergulha na história e na cultura da pesca à
linha do bacalhau, des­tacando a dedicação e a coragem dos pescadores
portugueses que enfrentavam os desafios de uma actividade extremamente dura e
perigosa».

Pesca de espadarte no Atlântico Norte proibida a partir de agosto

 

A pesca de espadarte no Atlântico Norte vai ser proibida a partir de agosto, por um ou dois períodos, durante 45 dias, face ao nível de utilização desta quota, anunciou a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM).

“Nos últimos anos, a quota de espadarte no Atlântico Norte […] atribuída a Portugal tem-se mostrado insuficiente para rentabilizar a frota de pesca nacional que tem licença de pesca dirigida para esta espécie com quota individual”, lê-se num despacho da DGRM.

Para manter a frota activa e reforçar esta quota, Portugal tem recorrido a vários mecanismos, como a troca de quotas com Espanha.

Contudo, este ano, “as espécies passíveis de troca com Espanha, para este efeito, revelam-se insuficientes para as quantidades de espadarte que são necessárias para as embarcações em causa se manterem operacionais até ao final do ano, sendo que actualmente o nível de atualização da quota nacional é já bastante elevado”.

Assim, perto de 30 embarcações licenciadas para a pesca de espadarte, com palangre de superfície, no Atlântico Norte, a norte de 5ºN, ou com porto de referência nos Açores, também com licença para esta pesca, têm que interromper a actividade por 45 dias.

A interrupção pode ocorrer em um ou dois períodos, entre 1 de maio e 30 de setembro, sendo que, “em qualquer um dos casos, é obrigatória uma interrupção de 30 dias seguidos, com início a um de agosto de 2023”.

Segundo o anexo que acompanha o despacho, as embarcações abrangidas estão identificadas como Alberto Miguel, Águas Santas, Algamar, Anacleto António, Artur e Teresa, Avo Vianez, Bravo, Carlos Cunha, Cármen, Dário Filipe, Emibrupa, Estrela de Âncora, Fascínios do Mar, Garcia Miguel, Jamaica, Joana Cunha, Mar Largo, Mar Português, Margherita, Nossa, Novo Lagoal, Paralelo, Parma, Pedro Teixeira, Pereira e Moça, Régio Mar, Sonho de Infância e Virgem das Graças.

As embarcações que mantiverem a sua atividade por não recorrerem ao palangre de superfície não estão autorizadas a capturar espadarte até ao final do ano.

A navegação é autorizada em circunstâncias excepcionais, como a deslocação para o estaleiro, desde que previamente comunicada aos serviços da DGRM.

O mesmo despacho define que a data de início e o período de paragem deve ser comunicado à DGRM, até cinco dias úteis após o seu início.

“Para as embarcações que já realizaram um dos períodos previstos no presente despacho são utilizados os dados do Centro de Controlo e Fiscalização da Pesca, com vista à confirmação da paragem, devendo, contudo, os armadores comunicar igualmente o período de interrupção já iniciado no prazo de cinco dias úteis após a publicação do presente despacho”, acrescentou.

A DGRM é um serviço central da administração directa do Estado, com autonomia administrativa, que tem por objectivo o desenvolvimento da segurança e serviços marítimos, a execução das políticas de pesca e a preservação dos recursos.

Oceano Atlântico Norte está a viver uma onda de calor.

Este mapa mostra a anomalia da temperatura da superfície do mar no último domingo, 18 de junho. As temperaturas ao largo da costa do Reino Unido e da Irlanda estão vários graus mais elevadas do que o habitual. Fonte: Instituto de Alterações Climáticas/Universidade do Maine, EUA

As temperaturas em algumas zonas do Oceano Atlântico Norte estão a subir a pique, com uma onda marítima “excecional” de calor a ocorrer ao largo das costas do Reino Unido e da Irlanda, suscitando preocupações quanto ao impacto na vida marinha.

Partes do Mar do Norte estão a registar uma onda de calor marinha de categoria 4 – definida como “extrema” – de acordo com a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos. Em algumas zonas, as temperaturas da água estão até 5 graus Celsius mais quentes do que o habitual.

Os oceanos globais têm estado excecionalmente quentes durante meses. Em abril e maio, registaram-se as temperaturas à superfície dos oceanos mais elevadas para esses dois meses desde que se iniciaram os registos em 1850.

De acordo com o Met Office do Reino Unido, o panorama regional é ainda mais acentuado: em maio, as temperaturas no Atlântico Norte estiveram cerca de 1,25 graus Celsius acima da média.

“O Atlântico oriental, desde a Islândia até aos trópicos, está muito mais quente do que a média. Mas as zonas em torno de partes do noroeste da Europa, incluindo partes do Reino Unido, registam algumas das temperaturas da superfície do mar mais elevadas em relação à média”, afirmou Stephen Belcher, cientista-chefe do Met Office, num comunicado.

Orcas atacam frota na The Ocean Race: "Foi aterrador"

Empurraram, bateram e morderam os lemes da Team JAJO e da Mirpuri Trifork Racing.

Não houve feridos nem danos materiais nas suas embarcações, embora as orcas tenham empurrado, batido e mordido os lemes da Team JAJO e da Mirpuri Trifork Racing, dois dos iates VO65 que competem na The Ocean Race Sprint.

“Há 20 minutos fomos atingidos por orccas”, avisou Jelmer van Beek, o capitão da equipa JAJO, após o incidente. “Três orcas vieram diretamente na nossa direção e começaram a bater nos lemes. É impressionante ver as orcas, animais muito bonitos, mas foi também um momento perigoso para nós, enquanto equipa. Baixámos as velas e reduzimos a velocidade do barco o mais rapidamente possível e, felizmente, após alguns ataques, elas foram embora… Foi um momento aterrador”, admitiu.


Marca Explora Journeys integra estrutura da MSC Cruzeiros em Portugal

O director geral da MSC Cruzeiros em Portugal, Eduardo Cabrita, assume também a responsabilidade, no mercado português, pela Explora Journeys, marca privada de luxo do Grupo MSC, com sede em Genebra. O objectivo desta integração na mesma estrutura é criar maiores sinergias que beneficiarão a comunidade de agentes de viagens.

A Divisão de Cruzeiros do Grupo MSC está a reforçar o apoio aos parceiros comerciais em Portugal, colocando sob a mesma direcção as funções de vendas e outros recursos dedicados à marca Explora Journeys, estrutura que será igualmente adoptada em Itália, França, Espanha, Reino Unido, África do Sul, Brasil, China e Japão.

Apesar desta integração, a MSC Cruzeiros indica que os acordos comerciais em vigor com os parceiros manter-se-ão inalterados, ao mesmo tempo que as condições comerciais das duas marcas manter-se-ão igualmente distintas e inalteradas no futuro.

Em nota de imprensa, o Grupo avança que, em Portugal, a Explora Journeys irá ter a sua própria equipa especializada dedicada às vendas, ao marketing e à comunicação, bem como ao departamento de reservas.

Pierfrancesco Vago, Executive Chairman da Divisão de Cruzeiros do Grupo MSC, explicou que o objectivo desta nova abordagem “é melhorar o acesso de ambas as marcas à comunidade de agentes de viagens, de forma a apoiar ainda mais as suas oportunidades de crescimento com base nos nossos investimentos contínuos.”

O executivo realça ainda que esta estrutura mais simplificada “permitirá um acesso mais fácil aos nossos parceiros comerciais, especialmente aos consultores de viagens, gerando benefícios mútuos e gratificantes para todos”.

Porto de Aveiro com 3 áreas industriais para projectos de eólicas offshore

A Administração do Porto de Aveiro (APA) vai disponibilizar mais cerca de 190 mil metros quadrados na Zona de Actividades Logísticas e Industriais (ZALI) para a instalação de empresas do sector das energias eólicas offshore, afectando três novas parcelas para a construção e exploração de negócios nesta área.

Segundo a informação disponibilizada pela autoridade portuária, uma das áreas a concessionar dispõe de uma frente de cais com 200 metros de comprimento, a ser construída pela futura concessionária, que “gozará de prioridade na acostagem de navios que movimentem as suas cargas”; enquanto as outras duas parcelas ficam numa segunda linha, sem acesso direto ao plano de água.

“Qualquer interessado na atribuição do uso privativo, mediante contrato de concessão, de uma ou mais das parcelas identificadas poderá apresentar à APA o seu interesse, por escrito, no prazo de 30 dias contados da publicação deste aviso”, lê-se no aviso assinado pelo presidente do conselho de administração, Eduardo Feio, anterior presidente do Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT).

Canadá inicia investigação sobre a perda do "Titan".

O Transportation Safety Board of Canada (TSB) lançou uma investigação formal sobre a perda do submersível Titan com cinco pessoas a bordo. 

Uma equipa de investigadores do TSB está actualmente a caminho de St. John’s, Newfoundland e Labrador, para recolher informações, conduzir entrevistas e avaliar o incidente. O submersível operado pela empresa americana OceanGate Expeditions, foi lançado do navio de bandeira canadiano Polar Prince no seu mergulho fatal para os destroços do RMS Titanic no último domingo. 

Após aproximadamente 1 hora e 45 minutos de mergulho, as tripulações a bordo do navio de apoio perderam o contacto com o submarino, desencadeando uma operação multinacional de busca e salvamento liderada pela Guarda Costeira dos EUA. A Guarda Costeira confirmou na passada quinta-feira que o submarino sofreu uma perda catastrófica de pressão após uma análise de detritos localizados no fundo do oceano a aproximadamente 1.600 pés da proa do Titanic na quinta-feira. O TSB relata que havia 17 tripulantes e 24 pessoas a bordo do Polar Prince no momento do incidente.

Como autoridade de investigação do estado da bandeira da embarcação de apoio envolvida, o TSB examinará as circunstâncias da operação e conduzirá a sua investigação de acordo com a Lei do Conselho de Segurança e Investigação de Acidentes de Transporte do Canadá e respectivos acordos internacionais. “Nos próximos dias, coordenaremos as nossas actividades com outras agências envolvidas”, disse o TSB. Após a análise de campo, o TSB realizará um exame e análise das evidências e preparará um relatório.

Marinha Portuguesa e Marinha do Brasil estabelecem Plano de Cooperação Bilateral

Realizou-se na semana passada, no Estado-Maior da Armada, a reunião formal entre os Estados-Maiores da Marinha Portuguesa e da Marinha do Brasil (Naval Staff Talks), no contexto das relações bilaterais existentes entre as Marinhas dos dois países.

​​​​No final da reunião bienal foi assinado o Plano de Cooperação Bilateral que estabelece as actividades a serem realizadas pelos dois países nos próximos dois anos.

Durante o evento, o chefe da delegação da Marinha do Brasil foi recebido em audiência pelo Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Henrique Gouveia e Melo, e pelo Vice-Chefe do Estado-Maior da Armada, Vice-almirante António Henriques Gomes. A reunião decorreu em ambiente de grande cordialidade e abertura tendo sido abordados temas de especial relevância para as Marinhas de ambos os países.

No âmbito das Naval Staff Talks, realizaram-se também visitas ao Centro de Experimentação Operacional da Marinha e ao Museu de Marinha.

No âmbito das Naval Staff Talks, realizaram-se também visitas ao Centro de Experimentação Operacional da Marinha e ao Museu de Marinha.

A delegação portuguesa foi liderada pelo Subchefe do Estado-Maior da Armada, Contra-almirante Sousa Costa, e a delegação da Marinha do Brasil pelo Subchefe de Assuntos Internacionais do Estado-Maior da Armada da Marinha do Brasil, Contra-almirante Alexandre Bessa de Oliveira.​

IMO concentrada em relatar contentores perdidos.

A 107ª sessão do Comité de Segurança Marítima da IMO (MSC 107) aprovou, com vistas à posterior adopção, do projecto de emendas ao capítulo V da Convenção  SOLAS no que diz respeito aos relatórios de perda de contentores.

Os contentores perdidos no mar representam um grave perigo para a navegação e segurança no mar em geral, em particular para iates à vela de recreio, embarcações de pesca e outras embarcações de menor dimensão, bem como para o ambiente marinho, de acordo com a IMO. 

O projecto de emendas sobre detecção e notificação de contentores perdidos desenvolvido pelo Subcomité do CCC também é relevante para o trabalho da Organização na abordagem do lixo marinho. O projecto de emendas ao capítulo V da SOLAS (Segurança da navegação), aborda em particular a regra 31 (Mensagens de perigo), que exige que o comandante de cada navio envolvido na perda de contentores de carga, comunicasse todos os detalhes de tal incidente aos navios nas proximidades, para o Estado costeiro mais próximo, e também para o Estado de bandeira que seria obrigado a relatar o incidente à IMO.

O projecto de alteração também aborda a regra 32 (Informações exigidas em mensagens de perigo), especificando as informações a serem relatadas, incluindo posição, número de contentores, e outros detalhes. Projectos de emenda relacionados à Convenção MARPOL, sob o Artigo V (Procedimentos de relatórios), também foram desenvolvidos, para aprovação e adopção pelo MEPC. 

A MSC também acordou um novo resultado holístico sobre “Desenvolvimento de medidas para prevenir a perda de contentores no mar”, com um ano de conclusão previsto para 2025, designando o Subcomité CCC como órgão coordenador, em associação com o SDC, NCSR, HTW e III Subcomités, conforme e quando solicitado pelo Subcomité do CCC. Para lembrar, o relatório recente do World Shipping Council mostrou que 661 contentores foram perdidos no mar apenas em 2022, enquanto a média de perdas nos últimos três anos foi de 2.301 contentores por ano (2020-2022).

Aquário Vasco da Gama celebra 125 anos com moeda comemorativa.

O Aquário Vasco da Gama lançou, juntamente com a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, uma moeda de colecção única, que assinala os seus 125 anos de existência. A moeda foi elaborada pela artista Baiba Šime.

​Através da emissão desta moeda comemorativa, o Aquário Vasco da Gama pretende relembrar a importância da responsabilidade de todos na preservação dos ecossistemas marítimos e promover a literacia dos mares.​

No anverso da moeda, pode ser apreciado o exoesqueleto de um ouriço-do-mar (Paracentrotus lividus), uma espécie que faz parte do ecossistema ao longo do litoral português. Por sua vez, no reverso, encontra-se outra fascinante criatura aquática: a lula-gigante, pertencente ao género Architeuthis, um dos animais marinhos mais emblemáticos do Aquário Vasco da Gama.

Inaugurado a 20 de maio de 1898, e entregue à Marinha Portuguesa em 1901, o Aquário Vasco da Gama está ligado à divulgação da vida aquática desde a sua inauguração, contribuindo assim para a literacia e preservação dos mares, sendo também um dos Aquários mais antigos do mundo aberto ao público.