Autor: portaldomar
Galamba cria grupo para acelerar electrificação do terminal de cruzeiros de Lisboa
O ministro das Infraestruturas, João Galamba, assinou um despacho que cria um grupo de trabalho para acelerar a electrificação do terminal de cruzeiros de Lisboa com o objectivo de minimizar a poluição causada por estes navios.
O grupo de trabalho é coordenado pelo gabinete do ministro, tem um representante do Porto de Lisboa, dois representantes da Câmara de Lisboa e um representante da E-REDES, disse João Galamba, salientando pretender “que Lisboa possa ter um terminal de cruzeiros 100% electrificado o mais rapidamente possível”, com o objectivo de reduzir a poluição causada por estes navios de grande porte aquando da atracagem.
Actualmente, os navios de cruzeiro atracados em Lisboa estão com os motores ligados com energias fósseis, o que tem grande impacto na poluição da cidade.
O presidente da Câmara lisboeta, Carlos Moedas, salientou que a electrificação do Porto de Lisboa para reduzir os níveis de poluição na cidade é essencial para a cidade, assim como o pagamento de uma taxa turística pelos turistas que visitam Lisboa nestes navios.
Poluição por navios de cruzeiro: Portugal entre os piores.
Um estudo desenvolvido pela Zero pôs Lisboa em quinto e Funchal em décimo lugares no ranking de poluidores europeus por navios de cruzeiro.
Portugal voltou a ser o 6° país onde os navios de cruzeiro mais emitem óxidos de enxofre, já que aumentaram as emissões tanto na capital como na ilha da Madeira. A organização ambientalista chama a atenção para “soluções falsas” dos operadores de navios de cruzeiro que não representam medidas viáveis e agravam a pegada ecológica.
Um estudo da Federação Europeia de Transportes e Ambiente divulgado pela Zero revelou que o porto de Lisboa ocupa o 5° lugar no ranking europeu de maior poluição associada a navios de cruzeiro e o porto do Funchal encerra o grupo dos dez primeiros poluidores. A mesma escala foi liderada pelo porto de Barcelona, sendo que o de Civitavecchia, em Roma, marcou a segunda posição e o de Pireu, em Atenas, a terceira.
MSC Michel Cappellini passou pelo Porto de Sines
Um dos novos ultra porta-contentores da MSC, neste caso, com o registo IMO 9929431, o MSC Michel Cappellini, passou neste fim-de-semana pelo Porto de Sines.
Construído em Yangzijiang na China, com data deste ano, e navegando sob bandeira da Libéria, com capacidade de 24.346 TEU, fez parte de uma encomenda da MSC de 14 navios do tipo, que estarão na sua totalidade, alegadamente para serem entregues ainda este ano.
Ao contrário do MSC Tessa, que teve pompa e circunstância na sua passagem por Portugal, o MSC Michel Cappellini, passou despercebido. O navio efectuou a movimentação de cerca de 4376 contentores.
O navio é de propriedade do braço de investimento do Banco de Comunicações da China (BoCom), que arrendou o navio da MSC sob um contrato de longo prazo.
MSC Michel Cappellini possui um WinGD – 11 X92 que fornece ao navio uma velocidade de serviço de até 22,5 nós.
Duas mulheres na ponte de comando do Rebecca S
É um caso inédito na marinha mercante portuguesa, um navio com comando no feminino.
O porta-contentores ‘Rebecca S’ do armador madeirense GS Lines atracou no Porto do Caniçal sob o comando de Ana Melim e da imediata Telma Cunha.
Recorde-se que este navio assegura as ligações marítimas regulares entre o continente e a Madeira e conta com um total de 11 tripulantes.
A comandante Ana Melim, de 32 anos, formada na Escola Náutica tornou-se a primeira madeirense a comandar um navio da marinha mercante.
«ONE» no Porto de Leixões
O Conselho de Administração da APDL recebeu dia 28 de junho o Managing Director e Head do RHQ da ONE de Londres, Takahiro Kikuchi, responsável pelos mercados da Europa e de África, bem como dos representantes da ONE Portugal, a Diretora e Country Head, Isabel Azeredo e Pedro Bateira, Head Customer Service.
Esta visita à infraestrutura portuária de Leixões teve como propósito a apresentação da estratégia da APDL para o Porto de Leixões e os representantes da ONE tiveram ainda oportunidade de realizar uma visita ao Simulador Full-Mission Bridge Simulator, ao Centro de Coordenação de Navios, e à área portuária de Leixões e Terminal de Contentores Sul, com a presença de Nuno David Silva, Diretor-Geral Regional da YILPORT Iberia.
Criada em 2017, no Japão, pela integração da Linha ‘K’, MOL e NYK, a ONE – Ocean Network Express tem uma frota de 1.505.181 TEU, operando através de uma frota de 205 navios, incluindo 35 navios de grande porte, como os maiores 20.000 navios-contentores do mundo, numa rede de serviços que abrange mais de 120 países.
Porto de Sines foi palco do "CIREX2023"
A Guarda Nacional Republicana (GNR), através da Unidade de Segurança e Honras de Estado (USHE), realizou nos dias 28 de 29 de junho de 2023 o exercício “CIREX2023”, durante o Curso de Segurança, Protecção e Resiliência de Infraestruturas (CSPRI), no Porto de Sines.
Este exercício foi desenvolvido em parceria com a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS) e constituiu-se como o corolário da formação, tendo como finalidade o desenvolvimento de capacidades da GNR no âmbito da segurança e proteção de infraestruturas críticas e outros pontos sensíveis, bem como potenciar a resiliência das mesmas.
O CSPRI é um curso de qualificação na área da segurança e protecção inserida no âmbito do Sistema Nacional de Qualificações, com dois níveis: gestor e técnico.
• Nível Gestor − tem como finalidade habilitar os formandos com as competências para o desempenho de missões de gestão de recursos de uma estrutura responsável pela resiliência de activos críticos, bem como pela respectiva segurança e protecção de infraestruturas, gestão da monitorização e resposta a incidentes em infraestruturas, supervisão dos recursos de segurança de infraestruturas, supervisão do controlo de entradas e saídas de pessoas, bens e viaturas, e supervisão do controlo da permanência de pessoas, num contexto de interdependência crescente e visando a resiliência sistémica;
• Nível Técnico − tem como finalidade habilitar os formandos com as competências para o desempenho das missões de patrulhamento, vigilância e segurança e proteção em infraestruturas, resposta a incidentes em infraestruturas, enquanto first responders, controlo de acessos e permanência de pessoas, bens e viaturas, bem como a operação dos meios intrínsecos a tais missões, num contexto de interdependência crescente e visando a resiliência sistémica.
No decorrer do exercício, enquadrado por um contexto securitário ficcionado, onde as Infraestruturas Críticas na área do Porto de Sines estavam sujeitas a um grau de ameaça grave, a GNR projectou uma força constituída, composta pelos 40 formandos dos CSPRI, reforçada por diversos meios e valências da GNR, num total de 150 militares e 40 viaturas.
A GNR, enquanto força de Segurança de natureza militar, congrega as vertentes: segurança, protecção e socorro e defesa (security, safety & defense), detendo especificamente atribuições nas áreas da protecção e segurança às instalações dos órgãos de soberania e de outras entidades que lhe sejam confiadas, bem como de vigilância e proteção de pontos sensíveis, designadamente infraestruturas rodoviárias, ferroviárias, aeroportuárias e portuárias, edifícios públicos e outras instalações consideradas críticas, missões estas decorrentes da sua Lei Orgânica, aprovada pela Lei n.º 63/2007 de 6 de novembro. Nos termos e limites do Decreto-Lei n.º 20/2022, de 28 de janeiro que aprova os procedimentos para identificação, designação, protecção e aumento da resiliência das infraestruturas críticas nacionais e europeias, compete à GNR emitir parecer (Security) sobre os planos de segurança da Infraestruturas Críticas, na sua área de responsabilidade, bem como, elaborar os Planos de Protecção e Intervenção nessas mesmas Infraestruturas Críticas.
Este exercício teve lugar numa das infraestruturas estratégicas nacionais, tendo em conta que o Porto de Sines é responsável por mais de 50% do total de mercadorias movimentadas por via marítima em Portugal, sendo ainda uma fonte de abastecimento vital para as necessidades do nosso país.
Teste de aparelho dissuador de orcas em águas nacionais.
Um novo aparelho acústico para dissuadir as orcas de interagirem e colocar em risco os veleiros de recreio vai ser testado este Verão na costa portuguesa, numa altura em que vários navegadores já evitam águas nacionais.
“Estão a ser desenvolvidas algumas linhas de desenvolvimento de dissuasores acústicos que serão testadas este Verão, de forma a tentar encontrar opções de protecção de veleiros e minimizar o número de interacções”, disse à agência Lusa o presidente da Associação Nacional de Cruzeiros (ANC), António Bessa de Carvalho.
A Marinha Portuguesa, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a ANC mantêm reuniões desde março para tentar encontrar uma solução para estas interacções entre orcas e veleiros até 15 metros – ainda sem explicação -, e que já levaram ao afundamento de pelo menos duas embarcações.
APL e CM Lisboa assinam contrato de concessão do "Shared Ocean Lab"
A Administração do Porto de Lisboa assinou com a Câmara Municipal de Lisboa o contrato de concessão para a instalação do Shared Ocean Lab numa das naves da Doca de Pedrouços, e que integra o futuro Ocean Campus.
O objectivo estratégico é criar um espaço para a investigação científica e inovação, no que respeita às Ciências Marítimas e à economia azul.
O contrato de concessão do espaço é valido pelo prazo de 75 anos e o investimento que a Câmara Municipal de Lisboa vai fazer na concessão deste Hub ligado ao mar é de 26 milhões de euros. A isso somam-se 31 milhões de euros que a câmara vai investir na construção do edifício na Doca de Pedrouços.
Para o Ministro das Infraestruturas, João Galamba “o desenvolvimento da economia ligada ao mar é uma expressão tantas vezes usada sem conteúdo. Agora estamos a dar-lhe conteúdo, no sentido de fazer de Lisboa uma capital de inovação e empreendedorismo da economia azul”.
Pretende-se que esta seja uma infraestrutura crucial para a colaboração e interacção multidisciplinar entre as actividades empresariais e empreendedoras e o conhecimento científico, de modo a criar um ecossistema capaz de potenciar uma inovação aberta e a transferência de conhecimento que venha a permitir o desenvolvimento da economia azul.
“A Câmara Municipal de Lisboa tem um sonho, o de lançar uma Fábrica de Unicórnios dos Oceanos com capacidade de conseguir transformar o conhecimento em produtos e empresas, criar bem-estar e trazer emprego . Lançamos a primeira pedra nesse sentido”, sublinhou o Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.
Inserido no Ocean Campus, visa ser um cluster potenciador do desenvolvimento associado ao mar, através de uma rede de unidades de investigação, ensino e desenvolvimento tecnológico, cujo objectivo principal é gerar inovação e investigação qualificada.
Para o Presidente do Conselho de Administração da APL, Carlos Correia, “com esta parceria o Porto de Lisboa dá mais um importante passo naquela que é a sua estratégia de promoção da sustentabilidade e na concretização do Porto de Lisboa enquanto Hub internacional de inovação na Economia Azul. Este é um passo importante no caminho que vamos seguir que assenta num modelo colaborativo e de inovação aberta com a Câmara Municipal de Lisboa, num compromisso partilhado com o objectivo de fazer crescer a economia azul sustentável e circular, motor de enorme relevância para Lisboa e para o país.”
A cerimónia protocolar decorreu a bordo de uma embarcação que fez a ligação entre a Doca de Santo Amaro e a Doca de Pedrouços. A sessão contou com as presenças do Ministro das Infraestruturas, João Galamba, do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e do Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa, Carlos Correia.
MSC Euribia realizou a 1ª viagem com zero emissões.
A Cruise Division do MSC Group realizou a primeira viagem da indústria com zero emissões de gases com efeito de estufa quando o seu mais recente navio emblemático da MSC Cruzeiros, o MSC Euribia, movido a gás natural liquefeito (LNG) deixou o estaleiro em Saint-Nazaire, França, – onde esteve a ser construído – a caminho da Cerimónia de Nomeação em Copenhaga, Dinamarca.
O novo navio, o 22.º navio a juntar-se à frota da MSC Cruzeiros, navegou durante quatro dias de Saint-Nazaire para Copenhaga e atingiu zero emissões de gases com efeito estufa, demonstrando que os cruzeiros com zero emissões são possíveis aos dias de hoje.









