Vilamoura tem a "Melhor Marina Portuguesa".

A Marina de Vilamoura recebeu o prémio de “Melhor Marina Portuguesa” pelo 12º ano consecutivo na gala dos prémios Publituris Portugal Travel Awards 2023. Vilamoura continua a ter a maior marina do país, com 825 postos de amarração.

“É um orgulho enorme receber este prémio, não só porque reconhece que somos a melhor marina de Portugal, mas também porque é atribuído por um painel de jurados especializados em turismo e o próprio público em geral, tendo em conta a qualidade das instalações e dos serviços prestados”, explica Isolete Correia, Administradora da Vilamoura World.

A distinção, entregue numa cerimónia realizada no Montebelo Mosteiro de Alcobaça Historic Hotel, reconhece o elevado nível de satisfação dos clientes da Marina de Vilamoura, a qualidade dos serviços náuticos disponíveis, assim como o conjunto de equipamentos de apoio, reconhecendo a marina como um exemplo de sucesso.

Recorde-se que, em 2022, a The Yacht Harbour Association distinguiu, pela sexta vez, Vilamoura como a melhor marina internacional do ano. Já este ano, a marina tornou-se a primeira em Portugal a receber a certificação 5 Gold Anchor Plantinum, a mais alta distinção atribuída por esta antiga associação.

A Marina de Vilamoura continua a ser a maior marina do país, com 825 postos de amarração, possui um estaleiro totalmente equipado e um centro de treinos de vela profissional, e é palco de eventos nacionais e internacionais, como regatas, estágios de equipas olímpicas de vela e o Marina de Vilamoura International Boat Show.

Existem benefícios da água do mar para a pele?

É no verão que visitamos mais vezes o mar. O som das ondas, o cheiro a maresia, a areia nos pés e o sal na pele, mesmo de olhos fechados é inconfundível. Um mergulho no mar lava a alma e dá a energia necessária para enfrentar o dia a dia. Sabemos que é remédio santo para o nosso bem-estar e saúde mental, um alívio para os problemas respiratórios e um boost de força para o sistema imunitário, mas será que também traz benefícios para a Beleza da nossa pele?

Rica em sais minerais e oligoelementos (sódio, potássio, zinco, magnésio, etc), a água do mar é importante para a regeneração celular e hidratação da pele. Além de ajudar a eliminar as células mortas, ajuda a reequilibrar, manter e a regenerar as células, atrasando assim o envelhecimento da pele.

Além disso, a água do mar também promove a cicatrização da pele. Os sais minerais, como o iodo e o cloreto de sódio, têm efeito antisséptico e cicatrizante, contribuindo para a redução de lesões cutâneas inflamatórias associadas ao eczema e a certas dermatites atópicas, diminuindo a dor e a inflamação.

Também quem sofre de psoríase pode beneficiar de idas à beira-mar, sobretudo na zona do Mar Morto, devido às características únicas de salinidade e exposição solar. Como vê, o contacto com a água do mar é, realmente, um ‘elixir’ de saúde e Beleza para a pele.

Autora: Rafaela Pinto 

Maersk: 1º Porta-Contentores do mundo com metanol verde é entregue

Conforme divulgado, a empresa dinamarquesa assinou e recebeu a embarcação, HMD Hull 4168, construída na Hyundai Mipo Dockyard Co. e Hyundai Heavy Industries Co.

O porta-contentores de 2.100 TEU prepara-se agora para a sua viagem inaugural rumo a Copenhaga. A viagem de 21.500 km de Ulsan, na Coréia do Sul, a Copenhagua, na Dinamarca, proporcionará uma experiência operacional real para os marítimos da Maersk que utilizam os novos motores que usam metanol como combustível, enquanto a empresa se prepara para receber uma frota de novos grandes navios preparados para metanol a partir de 2024. 

Ou seja, o navio feeder será seguido por 18 grandes navios com capacidade de 16.000 a 17.200 TEU, com entrega prevista para 2024 e 2025.  “A introdução deste navio porta-contentores é um passo significativo para cumprir o nosso compromisso de nos tornarmos neutros em matéria de carbono e marca o início de uma nova era no transporte marítimo, onde juntos podemos minimizar as emissões de gases de efeito estufa e criar um futuro mais verde”, afirmou a Maersk. 

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, será a madrinha do novo navio feeder da Maersk. Para lembrar, o importante navio dinamarquês anunciou recentemente que o seu navio inovador passou por testes cruciais no mar. A Maersk garantiu metanol verde para a primeira viagem do navio em cooperação com o produtor e distribuidor holandês de produtos à base de hidrogénio OCI Global. Ou seja, a OCI fornecerá biometanol verde com certificação ISCC para alimentar a viagem inaugural da nova construção.

Como parte de sua estratégia de descarbonização, a Maersk também encomendou recentemente seis navios porta-contentores de médio porte ao Yangzijiang Shipbuilding Group. Os seis navios de 9.000 TEU terão todos motores bicombustíveis capazes de operar com metanol verde e combustível normal. Os navios estão programados para entrega em 2026 e 2027.

Porto de Sines. Lei dos portos terá disposições sobre habitação para trabalhadores

 

O Ministro das Infraestruturas disse que a revisão do quadro
legislativo para os portos vai prever disposições sobre habitação, através de
parcerias com entidades como a Câmara Municipal de Sines, para promover a
fixação de trabalhadores.

“A boa notícia é que iremos incluir [na lei dos portos]
disposições sobre esta matéria, nomeadamente sobre a questão da
habitação”, afirmou João Galamba, durante uma cerimónia de assinatura de
um Memorando de Entendimento que aconteceu na sede do Ministério das
Infraestruturas, que foi assinado pela Adminsitração do Porto de Sines, representada pelo seu Presidente, o Eng. José Luis Cacho.

Segundo o governante, a lei dos portos que está a ser
preparada prevê instrumentos para fazer face ao problema da fixação de
trabalhadores em Sines, através de “parcerias com outras entidades,
nomeadamente com a Câmara Municipal”.

O problema da habitação para além de ser nacional, afecta
igualmente a retenção ou até novas contratações para o sector portuário,
nomeadamente o terminal contentorizado, em virtude dos preços do concelho de
Sines estarem muito elevados e logo, fora do alcance da maioria dos
trabalhadores e até da própria população.

Tendo em conta a expansão do Terminal XXI, e um possível
desenvolvimento do espaço consignado pela APS, a Autoridade Portuária do Porto
de Sines, para desenvolver outro projecto de terminal de contentores, ( que
chegou a ser denominado terminal Vasco da Gama, mas que ficou com dois
concursos públicos desertos), ou até a possibilidade de enveredar por outro
segmento que tem sido estudado noutros portos, nomeadamente Aveiro, Figueira da
Foz e Setúbal, que é o segmento das energias renováveis, nomeadamente na
indústria eólica offshore.

Esta situação vai ao encontro de um projecto de cooperativa
de habitação em Sines, uma iniciativa do Sindicato XXI, (Sindicato maioritário do Terminal XXI), que ajudou a fundar uma
cooperativa do género e tem desenvolvido diligências junto da Câmara Municipal
de Sines para efectivar a iniciativa de modo a desenvolver habitação de custos
controlados para os trabalhadores do Terminal XXI, que pode ter agora o impulso
necessário por esta iniciativa governamental.

Portugal vai traçar um plano para proteger tubarões, raias e quimeras.

 

Segundo avança o Expresso, o Governo avançou com a criação de um grupo de trabalho para a
elaboração de um Plano de Acção Nacional para a gestão e conservação de
tubarões, raias e quimeras. O despacho de 5 de julho, da responsabilidade dos
gabinetes dos secretários de Estado da Defesa Nacional, do Mar e da Conservação
da Natureza e Florestas e da secretária de Estado das Pescas foi publicado na passada quinta-feira em Diário da República e entrou em vigor ontem, quando
se assinalou o Dia Mundial para a Consciencialização sobre Tubarões.

“Os peixes cartilagíneos, que incluem tubarões, raias e
quimeras, têm um papel muito importante para a manutenção de ecossistemas
marinhos saudáveis”, assume o despacho.

 Para Ana Henriques, bióloga e técnica de Oceanos e Pescas da
ANP/WWF, “reconhecer que os tubarões e raias precisam de medidas de proteção” é
o primeiro passo. “É um grupo que não tem tido muita prioridade política e
existe uma fraca consciencialização ambiental sobre a sua importância, uma vez
que têm papéis de predadores de topo, de equilibrar as cadeias alimentares, de
tornar um oceano mais saudável.”

Por isso, a associação ambientalista – que “está já a trabalhar
há cerca de três anos para que Portugal implemente um plano de ação nacional
para a gestão e conservação” destas espécies – vê a publicação deste despacho
com “muito agrado”.

“Este plano de ação nacional para os tubarões e raias é uma
ferramenta muito importante para melhor gerir e conservar as espécies de
tubarões e raias aqui no nosso país. Pretende de uma forma holística e
integrada pensar nas diferentes ameaças – ao nível da pesca, do comércio, das
diferentes atividades humanas que impactam estes animais – e definir ações
concretas no sentido de reverter o grande declínio de tubarões e raias em
Portugal e no mundo inteiro.”

Mas quais são então as principais ameaças para tubarões,
raias e quimeras? “A nível científico já é reconhecido que a principal ameaça à
sobrevivência destas espécies é a sobrepesca. Por várias razões”, explicou a
bióloga em entrevista.

“As artes de pesca não foram desenhadas para excluir estas
espécies. E estes são peixes com características biológicas que as tornam muito
vulneráveis à pesca excessiva (longevidade elevada, períodos de gestação
longos, maturidade tardia, descendências muito baixas).”

Assim, “com o aumento das frotas de pesca, com o aumento da
procura e o acesso a novos habitats, estas espécies começaram a ser cada vez
mais pescadas”. “Com a diminuição, por exemplo, dos stocks de espadarte e de
atum e por os pescadores estarem a trazer estas espécies para bordo, porque
elas existem nos mesmos habitats, há neste momento um mercado global de carne
de tubarão. E há uma procura cada vez maior pela carne, pelas barbatanas e por
outros produtos.”

Os oceanos estão a mudar de cor.

 

Os cientistas não têm dúvidas em afirmar que se trata de
(mais) um efeito das alterações climáticas provocadas pelo Homem.

Nos últimos 20 anos, mais da metade dos oceanos mudaram de
cor, passando subtilmente de azul para verde em algumas regiões. Os cientistas
não têm dúvidas em afirmar que se trata de (mais) um efeito das alterações
climáticas.

e acordo com um estudo publicado na quarta-feira na revista
Nature, a mudança deve-se a uma alteração nos ecossistemas, em particular no
plâncton, que é a peça central do sistema alimentar marinho e que desempenha um
papel crucial no ciclo global do carbono e na produção do oxigénio que
respiramos.

“A razão pela qual estamos interessados ​​nas mudanças de
cor [dos mares] é que a cor reflete o estado do ecossistema”, explica o
principal autor do estudo, B.B. Cael, do Centro Nacional Oceanográfico do Reino
Unido.

A cor dos mares, vistos do espaço, pode realmente dar uma
ideia do que está a acontecer nas camadas superiores da água: um azul profundo
significa que há pouca vida, enquanto se a água for mais verde, é provável que
haja maior atividade, principalmente do fitoplâncton que, como as plantas,
contém um pigmento verde por causa da clorofila.

Longe de ser inócua, a evolução do fitoplâncton e a sua
concentração em certas regiões perturbam toda a cadeia alimentar marinha.

Os cientistas querem desenvolver métodos de monitorização
dessas mudanças nos ecossistemas de modo a acompanhar as alterações climáticas
e estabelecer áreas protegidas.

O estudo examinou sete tons de cores nos mares monitorizados
pelo satélite MODIS-Aqua de 2002 a 2022. Esses tons são muito subtis para serem
percebidos pelos olhos humanos, parecendo apenas azuis.

Os cientistas compararam as suas observações com modelos
computacionais de alterações climáticas e concluíram que as mudanças que
observaram correspondiam ao que tinha sido previsto pelos computadores.

“Faço simulações há anos e todas me dizem que essas
mudanças na cor do oceano vão acontecer. Ver isso realmente acontecer não é
surpreendente, mas assustador”, disse a coautora do estudo Stephanie
Dutkiewicz, do Departamento de Ciências da Terra, Atmosféricas e Planetárias do
MIT.

Embora seja necessário mais trabalho para determinar as
implicações exatas das mudanças de cor, os autores do estudo acreditam que é
muito provável que a causa seja as alterações climáticas.

“Essas mudanças são consistentes com o que se sabe sobre
alterações climáticas induzidas pelo homem”, garante Dutkiewicz.

O irmão mais novo do Titanic foi Hospital na 1ª Guerra e também se afundou.

 

Transformado em navio-hospital, o Britannic serviu a armada
britânica na I Guerra Mundial. O irmão mais novo do Titanic também teve um
desfecho trágico.

O Britannic foi o terceiro e último dos três
transatlânticos, da classe Olympic, da companhia marítima britânica White Star
Line, construídos no início do século XX, pelos estaleiros da Harland and
Wolff, em Belfast, no Reino Unido. O Olympic foi o navio líder do trio, ficou pronto em 1908.
Tinha 269,1 metros de comprimento e 52 067 toneladas de deslocamento.

Pouco tempo depois, começou a ser construído o Titanic –
cujo desfecho trágico se conhece.

Anunciado em 1911, o Britannic foi a aposta derradeira de
navios da classe Olympic, da White Star Line. Tinha um comprimento de 269,1
metros e um deslocamento de 53 200 toneladas. Para prevenir um desastre idêntico ao do Titanic, o último
transatlântico foi equipado com um casco duplo. Além disso, os compartimentos
também foram melhorados, prevendo-se que o navio pudesse flutuar, mesmo em caso
de inundação.

A I Guerra Mundial estragou-lhe os planos. A I Guerra Mundial (1914-1918) veio atrapalhar os planos
iniciais do transatlântico, que era fazer a travessia Southampton – Nova
Iorque. O Britannic permaneceu no cais, em Belfast, até ao momento
em que as forças armadas britânicas o convocaram para ser convertido em
navio-hospital.O Britannic foi renomeado como HMHS (Her Majesties Hospital
Ship) Britannic e era tripulado por 101 enfermeiros, 336 suboficiais, 52
oficiais comissionados, e uma t ripulação de 675 pessoas.

Depois de completar uma série de missões bem-sucedidas,
transportando soldados feridos, o HMHS Britannic voltou a Belfast para ser
convertido novamente num navio de passageiros. O governo britânico pagou 75 mil libras – quase 90 mil euros
– à White Star Line como forma de compensação.

Mas… alguns meses depois, a conversão foi interrompida,
porque foi exigido que o Britannic voltasse ao serviço militar – e, mais uma
vez, assumindo o nome de HMHS Britannic. Foi, então, enviado para o Médio Oriente, para transportar
soldados doentes e feridos.

Os planos não foram os únicos a ir por água abaixo

Enquanto navegava pelo Canal Kea no Mar Egeu, a 21 de
outubro de 1916, o Britannic atingiu uma mina de um submarino da marinha alemã. A explosão fez com que quatro compartimentos do navio se
enchessem de água, inundando a caldeira principal. O comandante do navio, o Capitão Bartlett, emitiu um sinal
de socorro e ordenou à tripulação que fechasse as portas e preparasse os barcos
salva-vidas.

Simultaneamente, dava ordem de navegação em direção à ilha
grega de Kea, na esperança de encalhar o navio. Por precaução, a tripulação e os operacionais de saúde
iniciaram os preparativos para a evacuação, tendo começado a baixar os
primeiros barcos à água, sem esperar por ordens da ponte.

Duas dessas embarcações foram, por isso, sugadas pela hélice
do navio, tendo esmagado os barcos e os passageiros. Assim que a inundação atingiu o convés, o capitão Bartlett
percebeu que o HMHS Britannic estava destinado a afundar-se e deu sinal para
todos abandonarem o navio. Com a maioria das pessoas já evacuadas, o navio foi-se
afundando gradualmente e os funis acabaram por desabar. Tudo isto em pouco
menos de uma hora.

Morreram 30 pessoas, das 1066 que estavam a bordo.

Violet Jessop, que já tinha sobrevivido ao desastre do
Titanic, estava no HMHS Britannic, como enfermeira: “Todo o convés caiu no mar
como se fossem brinquedos de criança”, contou, citada pelo Heritage Daily. “O navio deu um mergulho terrível, a popa ergueu-se centenas
de pés no ar, até que com um rugido final ele desapareceu nas profundezas.
Aquele barulho foi ressoando através da água, com uma violência inimaginável”,
descreveu.

O HMHS Britannic tornou-se no maior navio perdido durante a
Primeira Guerra Mundial. Permanceu intacto até ser redescoberto a uma
profundidade de 122 metros por Jacques-Yves Cousteau em 1975, como conta o
Heritage Daily.

Formação Profissional na Pesca e Aquicultura cresce 7,6% em 2022

O Centro de Formação Profissional das Pescas e do Mar (For-Mar),
no âmbito da formação profissional nos sectores da pesca e aquicultura,
indústria transformadora da pesca e actividades marítimas em geral, realizou em
2022, através dos quatro núcleos regionais, que constituem os onze pólos de
formação situados junto dos principais portos de pesca do continente, 581
acções de formação (mais 44 acções que em 2021), que envolveram 7.224
formandos, praticamente o mesmo número que em 2021 (-0,3%).

Os dados são agora revelados no anuário “Estatísticas da
Pesca 2022”, elaborado pelo INE — Instituto Nacional de Estatística e a DGRM —
Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.

Adianta o documento que “o aumento da actividade formativa
assenta, nomeadamente, na maior procura por parte de formandos interessados na
actividade ligada ao sector”. As formações desenvolvidas centraram-se em cursos
relacionados com a atividade da pesca, tendo o For-Mar concretizado
maioritariamente as suas ações através de cursos de formação modular.

Do total das acções realizadas em 2022, destacam-se 111
cursos em “Segurança Básica”, 38 de “Condução e Manobra de Equipamentos de
Carga e Descarga” e 34 de “Marinheiro Pescador”.

Adicionalmente, em 2022, o For-Mar realizou 401 exames a
profissionais enquadrados no âmbito das profissões regulamentadas do sector da
pesca e do mar (+7,8%, face a 2021), dos quais resultaram 386 aprovações, uma
taxa superior em 2,4 pontos percentuais a 2021.

O anuário “Estatísticas da Pesca 2022” é composto por nove
capítulos temáticos, tendo em cada um deles sido incorporada a análise de
resultados e os respectivos dados.

Porto de Setúbal adere à Windeurope Ports Platform.

O Porto de Setúbal passou a integrar o grupo de portos
europeus da WindEurope Ports Platform, o qual é composto actualmente por cerca
de três de dezenas infraestruturas portuárias europeias, com o objectivo de
contribuir e posicionar-se na linha da frente dos portos que apostam e
desenvolvem estratégias de investimento nas energias renováveis, nomeadamente
na indústria eólica offshore.

O papel dos portos no desenvolvimento desta indústria e da
sua logística associada é relevante quer ao nível das infraestruturas, quer na
disponibilização de áreas privilegiadas para a implantação das unidades de
produção. A WindEurope Ports Plataform congrega portos cuja visão para a
criação de hubs de energia renovável é determinante para suprir as necessidades
energéticas das regiões que servem e de toda a Europa. A partilha de
conhecimento e cooperação nesta área torna-se, assim, imperativa.

Recorde-se que o Porto de Setúbal faz parte do grupo de
trabalho constituído por infraestruturas portuárias nacionais.

Actualmente, no Porto de Setúbal já estão em desenvolvimento
vários projectos industriais para a produção de eólicas offshore. Com esta
adesão, o porto entra no clube dos portos europeus que mais contribuem para o
desenvolvimento da produção de energias renováveis, criando valor, emprego e um
notável contributo para a economia da região e do país.

Porto de Lisboa faz parte da nova rota Europa/América do Sul da ONE

A ONE – Ocean Network Express  anunciou o lançamento do serviço Latin-East-Coast Europe Express (LUX), um novo serviço semanal que liga a Europa e o Mediterrâneo à costa leste da América do Sul, e que passa por Portugal, através do Porto de Lisboa.

A primeira saída do LUX sairá do porto de Montevideu no dia 16 de setembro, enquanto a rotatividade portuária do serviço será a seguinte: 

Rotterdam (Holanda) – London Gateway (Reino Unido) – Hamburgo (Alemanha) – Antuérpia (Bélgica) – Lisboa (Portugal) – Algeciras (Espanha) – Santos (Brasil) – Paranagua (Brasil) –Montevidéu (Uruguai) – Buenos Aires (Argentina ) – Itapoa (Brasil)– Paranaguá (Brasil) – Santos (Brasil) – Rio De Janeiro (Brasil) – Algeciras (Espanha) – Rotterdam (Holanda)

De acordo com a linha de contentores de Singapura, o LUX é o primeiro serviço dedicado da empresa que liga a Europa e o Mediterrâneo à costa leste da América do Sul. 

A ONE espera fornecer um tempo de trânsito competitivo na direcção norte da costa leste da América do Sul para o Mediterrâneo e a Europa, oferecendo aos clientes uma alternativa competitiva aos produtos existentes no mercado, especialmente para carga refrigerada. 

“É também o único serviço no mercado que faz uma ligação direta de Lisboa para a costa leste da América do Sul, oferecendo aos clientes a oportunidade de embarcar a partir desses pares de portos únicos”, afirmou a ONE em comunicado.