Rio Sado vai receber grandes veleiros em Setembro.


O ano de 2023 marca os 100 anos do Porto de Setúbal e para assinalar o Centenário, a APSS – Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra, continua a desenvolver um vasto programa de atividades, com o objectivo de reforçar e promover o importante papel do porto no desenvolvimento económico e social da região e a sua envolvência com a cidade.

A Feira de Sant’Iago é uma das maiores iniciativas populares do concelho e da região, com milhares de visitantes. Na edição de 2023, que decorre de 21 de julho a 6 de agosto, o Porto de Setúbal inaugura a mostra documental histórica dedicada ao tema “100 Anos – Navegando pela História”, onde os visitantes poderão acompanhar a evolução dos portos de Setúbal e Sesimbra ao longo destes 100 anos.

A APSS prevê ainda realizar outras acções o âmbito das comemorações do Centenário do Porto de Setúbal, como a visita dos Grandes Veleiros ao rio Sado, o Fórum Investir, Inovar e Descarbonizar – Relação Porto Cidade”; regatas; workshops, uma exposição fotográfica e várias acções e sensibilização ambientais. Em novembro está previsto o último “Fórum Investir Inovar Descarbonizar – Valorizar a Reindustrialização e a Logística” a realizar em parceria com a AISET – Associação da Indústria da Península de Setúbal.

Já no final do ano, irá decorrer a cerimónia de descerramento da placa que assinala os 100 anos da criação da Junta Autónoma das Obras do Porto e da Barra de Setúbal e do Rio Sado e o lançamento do IV volume dos Cadernos do Arquivo.

Ilha paraíso da MSC Cruzeiros com estatuto de “Hope Spot”

A ilha nas Bahamas exclusiva para clientes da MSC Cruzeiros, denonimada “Ocean Cay MSC Marine Reserve”, teve o reconhecimento da Mission Blue, como uma “Hope Spot”. A Mission Blie é uma reconhecida organização sem fins lucrativos fundada pela oceanógrafa Sylvia Earle para a promoção da protecção dos ecossistemas marinhos.

A Ocean Cay, com esta distinção, faz agora parte da rede global de 154 “Hope Spots” da Mission Blue –  locais reconhecidos como fundamentais para a saúde dos oceanos com o objectivo final de alcançar o estatuto de Áreas Marinhas Protegidas. As nomeações são avaliadas pelo Hope Spot Council, composto por cientistas marinhos.

Pierfrancesco Vago, membro do conselho de administração da MSC Foundation e presidente da Comissão Executiva da MSC Cruzeiros foi nomeado “Hope Spot Champion” pela Mission Blue. «Ser designado como “Hope Spot” é um importante reconhecimento para a Ocean Cay MSC Marine Reserve e ajuda a focar a atenção em como todos nós temos um importante dever como cuidadores do nosso Planeta Azul», salienta o responsável.

Quando a MSC Cruzeiros chamou a si, a responsabilidade pela Ocean Cay, há 8 anos, a ilha tinha sofrido décadas de actividades industriais, incluindo a extracção de areia aragonítica. “A companhia embarcou numa ambiciosa iniciativa de restauração, colaborando com o Governo das Bahamas, universidades de renome, cientistas marinhos e conservacionistas para restaurar os ecossistemas da ilha”, recorda a MSC Cruzeiros.

O projecto de recuperação deu frutos e alcançou “progressos significativos”: Quase 5000 árvores e 75 mil plantas, flores e arbustos indígenas foram plantadas na ilha, revitalizando o ambiente terrestre. 

“Entretanto, a saúde das águas circundantes é demonstrada pela agora florescente vida marinha, que inclui a presença de tartarugas marinhas”, frisa a empresa.

Porto da Figueira da Foz atinge 1M de toneladas movimentadas no 1.º Semestre.

O Porto da Figueira da Foz movimentou 1.061.930 toneladas no primeiro semestre, registando uma quebra de 2,6%, face ao período homólogo.

A Carga Geral Fraccionada, impulsionada pelos produtos florestais, foi a tipologia de carga que apresentou melhor desempenho, com um crescimento de 9,2%. 

Em contraciclo estiveram as pastas químicas de madeira e os minerais não metálicos, com perdas na ordem de 14,7% e 42,9%, respectivamente.

Navio Híbrido Diesel-Eólico é visita regular do Porto de Aveiro

O Porto de Aveiro tem sido escalado regularmente pelo E-Ship 1, um navio especializado no transporte de componentes de turbinas eólicas que utiliza, também, a energia eólica para se deslocar.

“Na realidade é um navio híbrido diesel-eólico, utilizando quatro torres cilíndricas instaladas no convés, com vinte e sete metros de altura cada uma, que captam a energia do vento para auxiliar a propulsão a diesel do navio”, lê-se numa nota explicativa partilhada pela Direcção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos (DGRM) nas redes sociais.

Tecnicamente é designado de “navio flettner”, uma vez que os quatro grandes rotores que se elevam do seu convés rodam através de pequenos motores elétricos, resultando na transmissão de energia para a propulsão do navio pelo “efeito magnus”. O navio é propulsionado, pelo menos em parte, por estes grandes rotores verticais motorizados, por vezes conhecidos como velas de rotor, sendo o nome atribuído em memória do engenheiro alemão Anton Flettner que esteve no primeiro rotor deste tipo em 1920.

O “efeito magnus” é uma força que actua sobre um corpo que gira numa corrente de ar em movimento, produzindo uma força perpendicular à direcção da corrente de ar e ao eixo do rotor. Essa força repercute-se positivamente no deslocamento do navio.

O E-Ship 1 pertence à empresa Enercon GmbH, tem 130,42 metros de comprimento, uma boca de 22,5 metros e uma velocidade máxima de 17,5 nós. Teve a sua viagem inaugural a 17 de agosto de 2010. Escala regularmente os portos de Viana do Castelo e Aveiro para exportação de pás e componentes das turbinas eólicas.

Peixe gigante com buracos enigmáticos avistado em Taiwan

Um grupo de mergulhadores que efectuava uma expedição de exploração no Mar da China Oriental, em Taiwan, encontrou um raro peixe das profundezas, com cerca de dois metros de comprimento, e que possui fama na região de representar presságios apocalípticos.

O peixe gigante, é da espécie peixe-remo (Regalecus glesne), possuia buracos misteriosos no seu corpo, tinha pouco mais de 1,90 metro de comprimento, o que, embora grande, não se compara ao tamanho máximo de 11 metros de comprimento que a espécie alcança, o que o torna o maior de todos os peixes ósseos.

Normalmente vive em profundidades que vão de 200 a 1.000 metros. “Ele devia estar morrendo, então nadou para águas mais rasas”, afirmou o instrutor de mergulho Wang Cheng-Ru.

Especialistas acreditam que os buracos encontrados no corpo do peixe podem ter sido causados por mordidas de um tubarão, o seu principal predador.

Nasceu o Hub Azul Dealroom e já tem 1045 Startups registadas.

O Hub Azul Dealroom é a primeira plataforma digital concebida para mapear dados empresariais da Economia Azul e fazer matchmaking de negócios entre startups, PMEs e investidores. Já estão registadas na plataforma 1.045 startups (das quais 800 com capital levantado), perto de 1.200 investidores e mais de 100 grandes empresas. O website da plataforma mostra 1.631 rondas de financiamento.

O Hub Azul Dealroom é a plataforma digital de internacionalização global da Economia Azul de Portugal, dinamizada pelo Fórum Oceano (Cluster da Economia Azul de Portugal), em articulação com o Conselho de Gestão Estratégica presidido pela Direcção-Geral de Política Marítima do Ministério da Economia e Mar de Portugal. O Hub Azul Dealroom é financiado pelo Next Generation EU Fund – Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal.

No seu discurso, António Nogueira Leite, presidente do Fórum Oceano, frisou a importância das competências (em detrimento dos recursos), como motor de crescimento do país, reforçando a “oportunidade única” para “atrair novos investidores, dar acesso a novos produtos financeiros e a diferentes formas de financiamento, criando condições para o desenvolvimento da economia do mar”.

No âmbito do evento de lançamento do Hub Azul Dealroom, que teve lugar na Gare Marítima de Alcântara, o Fórum Oceano assinou protocolos de cooperação com a Administração do Porto de Lisboa, a Caixa Geral de Depósitos, a StartUp Portugal e o EuroNext Lisbon, bem como memorandos de entendimento com a Katapult Ocean e o BlueInvest Plataform.

A inovação inspirada no Kitesurf chega ao transporte marítimo

No segmento dos desportos aquáticos, o kitesurf combina surf, windsurf e voo livre. Os praticantes utilizam uma prancha de surf e são impulsionados pelo vento através de uma pipa, chamada kite. E é praticado em praias e locais com ventos consistentes, permitindo manobras acrobáticas e velocidade. 

Esta tecnologia de pipa, utilizada no kitesurf para alcançar altas velocidades e realizar manobras aéreas desafiadoras, proporcionando uma experiência emocionante aos praticantes, agora inspira a ciência para revolucionar o transporte marítimo. 

indústria naval precisa encontrar alternativas aos combustíveis fósseis devido à necessidade de reduzir as emissões de carbono e combater o aquecimento global. As metas progressivas de redução estabelecidas pela Organização Marítima Internacional (OMI) são de pelo menos 20% de redução até 2020 e pelo menos 70% até 2040 em comparação com os níveis de emissão de 2008. Além disso, a OMI estabeleceu a meta de emissões líquidas zero até “perto de 2050”.

Neste momento, empresas francesas estão explorando uma ideia interessante, que é a adopção de tecnologias como da pipa utilizada no kitesurf para impulsionar embarcações e reduzir a dependência de combustíveis fósseis. A saber, esse tipo de tecnologia poderia reduzir o consumo de combustível em média em 20% e tem potencial para ser aplicada em uma ampla gama de embarcações.

A expectativa é que o mercado de velas de pipa para embarcações possa valer quatro bilhões de euros até 2030, com cerca de 1.400 embarcações equipadas com essa tecnologia. Empresas como Beyond The Sea e Airseas estão realizando testes e desenvolvendo sistemas de pipa de maior porte para impulsionar navios maiores, contribuindo para a redução das emissões de carbono na indústria naval.

Parace que, de facto, a tecnologia de pipa do kitesurf adaptada tem o potencial de revolucionar o sector marítimo em termos de redução de consumo de combustível e emissões de carbono. A ideia é aplicar a mesma tecnologia de vento para impulsionar embarcações, desde iates até navios de carga, reduzindo a dependência de combustíveis fósseis.

A startup Beyond The Sea, por exemplo, testou uma vela inflável num catamarã na Baía de Arcachon, no sudoeste da França. Utilizando um sistema de tração automatizado com guinchos e inteligência artificial, a pipa de 25 metros quadrados foi controlada para ajustar a posição da vela de acordo com as condições do vento.

De acordo com Yves Parlier, fundador da Beyond The Sea, o potencial desse sistema é enorme, considerando que existem quase 100.000 navios mercantes e 4,6 milhões de barcos de pesca em todo o mundo. Outra empresa francesa, a Airseas, também da França, sediada na cidade de Nantes, está testando uma pipa ainda maior. Já a associação Wind Ship, de Londres, prevê que o mercado de velas de pipa poderia valer quatro bilhões de euros até 2030, com cerca de 1.400 embarcações equipadas com essa tecnologia.

Por hora, a Beyond The Sea planeia realizar testes futuros com as suas velas de pipa especialmente projectadas na Noruega, Japão e no Mediterrâneo. A empresa espera dobrar o tamanho de suas velas a cada ano, chegando a 800 metros quadrados em quatro anos. Esses esforços visam justamente atender às metas estabelecidas pela Organização Marítima Internacional.

Em Arcachon, a startup Beyond The Sea usou uma vela insuflável azul do tamanho de um pequeno estúdio para puxar um catamarã especialmente projectado pela água. A vela foi controlada por um sistema de tração automatizado no catamarã SeaKite, que utilizou guinchos e IA para ajustar a posição da vela. Esse teste deve inspirar o desenvolvimento de velas de pipa ainda maiores pela empresa.

Já empresa Airseas testou uma pipa com 500 metros quadrados e já equipou um navio graneleiro da empresa japonesa K. Line, além de um navio ro-ro que transporta equipamentos para aviões A320 entre o porto francês de Saint-Nazaire e o porto de Mobile, no sul dos EUA no Alabama. Nos planos da empresa está, sobretudo, o desenvolvimento e refinação do sistema Seawing.

Surf: Portugal quer ganhar Europeu de Selecções.

Portugal ataca o Europeu de Seleções com o objetivo de arrecadar o «título de campeão da Europa». É esta a meta traçada por David Raimundo, actual selecionador nacional, para o Eurosurf 2023, decorrer em Santa Cruz até dia 28, competição da responsabilidade da Federação Europeia de Surf (ESF), evento integrado no Santa Cruz Ocean Spirit, organizado pela Promotorres e Câmara Municipal de Torres Vedras.

O surf nacional prossegue o troféu conquistado pela última vez em 2017, na Irlanda, então com o actual selecionador na pele de atleta. Nesse ano, a comitiva integrava o bodyboard (Hugo Pinheiro, Manuel Centeno e Catarina Sousa), tendo sido substituído pelo longboard, representado em «casa» por dois atletas, António Dantas e Raquel Bento, surfistas presentes recentemente no Mundial, em El Salvador.       

“Acreditamos no nosso potencial e vamos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para triunfar”, sublinhou Raimundo. Elegeu, para o efeito, uma comitiva de seis surfistas bastante jovem (Afonso Antunes, Erica Máximo,Gabriela Dinis e Mafalda Lopes), incluindo dois que estiveram no Mundial ISA, Guilherme Fonseca e Guilherme Ribeiro.  

“É um figurino ligeiramente diferente daquele que apresentámos no Mundial da ISA, mas que tem o mesmo potencial de resultados e que parte com a ambição de sempre. Podemos dar-nos ao luxo de variar a composição da equipa e, mesmo assim, lutar pelo título Europeu. É a força do surf nacional”, comentou João Aranha, presidente da Federação Portuguesa de Surf (FPS), em comunicado oficial.

São esperados 200 surfistas de 17 países. A Itália (2019) é a campeã em título.  

Exposição "Mar Oceano: Legado de Mário Ruivo"

Natural de
Campo Maior, foi biólogo das pescas, professor e político dos mares. Mário
Ruivo teve o percurso de vida marcado pela sua apologia incansável do ideal de
renovação da relação da Humanidade com o Oceano, tendo em vista uma exploração
sustentável dos recursos marinhos.

O percurso
expositivo leva-nos aos pontos mais marcantes desta sua demanda, com especial
destaque para as campanhas que realizou na frota bacalhoeira, entre 1955 e
1961, quando estudou os aspectos biológicos do bacalhau, no âmbito da ICNAF –
Orgão Internacional de Gestão Racional das Pescarias do Atlântico Noroeste.

Exposição
patente até 19 de Novembro.

Eventuais nos Portos de Lisboa e Setúbal: Perspectivas para uma Gestão Equitativa e Eficiente

Os trabalhadores eventuais nos portos de Lisboa e Setúbal
têm sido um ponto central de discussão no sector portuário português.
Eventuais, também conhecidos como “trabalhadores temporários” ou
“intermitentes”, são contratados para trabalhar de forma sazonal ou
para suprir picos de demanda nas operações portuárias. Neste artigo,
examinaremos os desafios enfrentados pelos eventuais nesses portos, incluindo
questões relacionadas aos seus direitos laborais, estabilidade no emprego e as
perspetivas para garantir uma gestão mais equitativa e eficiente.

Condições de trabalho precárias

Os eventuais, muitas vezes, enfrentam condições de trabalho
mais precárias em comparação com os trabalhadores permanentes. Eles podem
receber salários mais baixos, benefícios reduzidos e têm menos estabilidade no
emprego. A falta de garantias de emprego contínuo pode criar insegurança
financeira e emocional entre esses trabalhadores.

Falta de reconhecimento e protecção

Os eventuais podem não receber o mesmo reconhecimento e
protecção que os trabalhadores permanentes. Eles podem enfrentar dificuldades
para se sindicalizar e ter suas vozes ouvidas nas negociações colectivas. Essa
falta de representação adequada pode afectar negativamente a capacidade dos
eventuais de defender seus direitos e interesses.

Concorrência desleal

A presença de eventuais pode gerar tensões entre os
trabalhadores permanentes e temporários, especialmente quando a concorrência
por empregos é acirrada. Os trabalhadores permanentes podem perceber os
eventuais como uma ameaça, temendo que a contratação temporária possa levar à
redução de oportunidades de emprego estável.

 

Perspectivas para uma Gestão Equitativa e Eficiente

Implementação de regulamentações claras

Uma abordagem para enfrentar os desafios dos eventuais é a
implementação de regulamentações claras que estabeleçam os direitos e deveres
desses trabalhadores. Regras consistentes podem garantir que os eventuais
tenham acesso a salários justos, benefícios adequados e proteções trabalhistas.

Promoção do diálogo e da negociação

Incentivar o diálogo aberto e transparente entre os
sindicatos, a administração portuária e os trabalhadores eventuais pode ser uma
forma eficaz de encontrar soluções que atendam aos interesses de todas as
partes envolvidas. A negociação coletiva pode ajudar a encontrar um equilíbrio
entre a necessidade de flexibilidade no emprego e a garantia de direitos
básicos para os trabalhadores.

 Investimento em capacitação e formação

Investir na capacitação e formação dos trabalhadores
eventuais pode melhorar as suas competências e torná-los mais competitivos no
mercado de trabalho. Isso pode aumentar suas chances de serem contratados em
tempo integral e reduzir a dependência de contratações temporárias.

Monitorização e fiscalização

É fundamental que haja um sistema de monitorização e
fiscalização para garantir o cumprimento das regulamentações laborais e evitar
abusos contra os trabalhadores eventuais. A existência de mecanismos eficazes
de denúncia também é essencial para garantir que os direitos dos trabalhadores sejam
protegidos.

Possível solução

Em Sines, os trabalhadores do Terminal XXI possuem
estabilidade laboral, sendo que cumprindo os requisitos necessários de desempenho
de trabalho, os trabalhadores passam para o quadro de efectivos da empresa
portuária, passados 24 meses, algo que não sucede na esmagadora maioria dos
portos. Replicar o método por todos os terminais portuários, seria um claro sinal de estabilidade laboral no sector.

Conclusão

Os trabalhadores eventuais nos portos de Lisboa e Setúbal
enfrentam desafios significativos em relação aos seus direitos trabalhistas e
estabilidade no emprego. Para garantir uma gestão equitativa e eficiente, é
necessário um esforço conjunto da administração portuária, dos sindicatos e do
governo. Ao implementar regulamentações claras, promover o diálogo e a
negociação, investir em capacitação e formação e garantir a fiscalização
adequada, é possível avançar rumo a uma estrutura de emprego mais justa e
sustentável nos portos portugueses. Somente com uma abordagem inclusiva e
colaborativa, será possível alcançar um equilíbrio entre a necessidade de
flexibilidade nas operações portuárias e o respeito aos direitos fundamentais dos
trabalhadores.