Peniche: Concurso de 5,6 M€ para incubadora de empresas da Economia do Mar

 

Associação para a Promoção e Desenvolvimento do Parque de Ciência e Tecnologia do Mar de Peniche decidiu lançar um concurso de 5,6 milhões de euros para construir um edifício destinado a incubar empresas ligadas à economia do mar.

“Perspectivamos claramente uma mudança de paradigma
daquilo que tem a ver com a exploração dos recursos marinhos, baseada no
conhecimento e na inovação, uma vez que este edifício servirá como interface
entre a ciência, os empreendedores e o tecido económico já estabelecido”,
afirmou o coordenador científico, Sérgio Leandro, à agência Lusa.

O SmartOcean Open Labs, cujo concurso público seguiu para
publicação em Diário da República, vai não só “contribuir para a
sustentabilidade dos recursos marítimos, mas também para criar todo um contexto
de maior atratividade, quer de empresas, quer de investidores, e de retenção de
competências nesta região”.

Com uma área de três mil metros quadrados, distribuída por
dois pisos, o empreendimento tem capacidade para incubar mais de 20 startups
nas áreas da aquacultura, biotecnologia e inovação alimentar, e prestar
serviços de apoio às empresas na fase inicial de crescimento.

Com um prazo de execução de dois anos, o edifício vai ser construído dentro do Porto de Pesca de Peniche, ao lado do polo de investigação da Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar (ESTTM) de Peniche, do Instituto Politécnico de Leiria (IPL).

É composto por espaços de acolhimento empresarial, adaptáveis às necessidades das empresas, escritórios, laboratórios de investigação e zonas de arrumos/áreas técnicas.

A infraestrutura vai constituir-se como catalisador de uma
economia baseada na exploração sustentável dos recursos marinhos seja por via
da atracção de novas empresas, seja por via do desenvolvimento das quatro que já
operam dentro do Parque de Ciência e Tecnologia.

Com o projecto, a área portuária tem vindo a ser
transformada, modernizando sectores tradicionais associados à pesca e à
indústria de transformação de pescado e criando áreas emergentes, como a
aquacultura, a biotecnologia, a inovação alimentar, o turismo costeiro e as
tecnologias digitais, alicerçadas na inovação e no empreendedorismo.

“Queremos internacionalizar, mas também captar
empresas, investimento para Peniche, disse Sérgio Leandro.

“O grande desafio é estabelecer parcerias nacionais e
internacionais para dinamizar este parque, ciência e tecnologia e estamos já em
contactos a nível internacional, que veem também no Smart Ocean algo muito
interessante de ser replicado noutros territórios”, salientou.

O projecto pretende contribuir para a requalificação urbana
da área portuária e para aumentar a empregabilidade.

“Temos aqui um duplo objectivo: criar condições para o
aumento da empregabilidade dos nossos estudantes e aumentar a atractividade do
próprio politécnico para a captação de novos estudantes, quer nacionais, quer
internacionais”, afirmou o também director da ESTTM.

O investimento ascende a 6,2 ME e é financiado pelo Plano de
Recuperação e Resiliência.

A Associação Smart Ocean, constituída em 2017, tem como
sócios o município de Peniche, a Docapesca, o IPL, o Biocant- Centro de
Inovação em Biotecnologia de Cantanhede, a Associação Empresarial da Região de
Leiria, a Associação para o Desenvolvimento de Peniche e a empresa
norte-americana Pontos Aqua LLC.

Pioneiro do Rio notifica Concorrência da compra da Portugs

Pioneiro do Rio notificou a Autoridade da Concorrência (AdC) da aquisição do controlo exclusivo sobre a Portugs, que presta serviços de reboque e de emergência a navios nos portos de Lisboa e Setúbal.

“[…] A Autoridade da Concorrência recebeu, em 11 de agosto de 2023, a notificação prévia da operação de concentração de empresas”, lê-se na informação divulgada esta sexta-feira pelo regulador.

A Pioneiro do Rio presta serviços de acostagem e amarração a navios comerciais nos portos de Lisboa e Sines. Paralelamente, a empresa disponibiliza serviços de lanchas no Porto de Lisboa e de transporte de materiais e tripulantes a bordo de navios ao largo do Porto de Sines.

Segundo a mesma nota, quaisquer observações sobre esta operação devem ser enviadas para o ‘e-mail’ da AdC – adc@concorrencia.pt.

Terminal de gás natural de Sines abasteceu menos 12% de cisternas até junho

O número de cisternas abastecidas no Terminal de Gás Natural Liquefeito (GNL), em Sines, totalizou 3.091 até ao final de junho, menos 12,2% face ao mesmo período do ano passado, segundo dados da ERSE, divulgados ontem.

De acordo com o Boletim sobre a Utilização das Infraestruturas de Gás relativo ao segundo trimestre de 2023, publicado pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), além do GNL carregado no Terminal de GNL, as cisternas poderão ainda ser abastecidas por gases de origem renovável liquefeitos e injectados nas unidades autónomas de gás (UAG).

O Terminal de GNL, em Sines, recebe navios metaneiros, armazena o GNL, regaseifica e emite gás para a Rede Nacional de Transporte de Gás (RNTG), além de carregar cisternas através das três baías de enchimento, com a capacidade para encher 36 cisternas de GNL por dia (13.140 cisternas/ano).

O consumo acumulado de gás em Portugal, até ao final de junho de 2023, foi de 24,6 Terawatts-hora (TWh), menos 21,1% do que no mesmo período do ano anterior.

Morreu Lolita, uma orca presa em cativeiro mais de cinco décadas

A orca “Lolita”, que passou cinco décadas no Miami Seaquarium e deu origem a uma longa batalha de ativistas pela sua libertação, morreu ontem, anunciou o aquário da cidade da Florida nas redes sociais.

O cetáceo mostrara sinais de debilidade física há dois dias e estava a ser tratado por uma equipa do aquário.

“Apesar de ter recebido o melhor cuidado médico possível, ela morreu na tarde de hoje, do que se acredita ter sido um problema renal”, publicou o Miami Seaquarium na rede social X, antigo Twitter.

O condado de Miami-Dade tinha anunciado em março planos para transportar a orca de volta ao oceano, na costa do estado de Washington, nos próximos dois anos. Lolita, que media cerca de seis metros e pesava 3,1 toneladas, foi capturada em 1970 naquela região, quando tinha cerca de quatro anos. O Miami Seaquarium comprou-a logo depois.

A baleia tornou-se rapidamente a principal atracção do local, onde tinha o seu próprio espectáculo.

Activistas que defendem os direitos dos animais criticavam há anos as condições de seu cativeiro no aquário, onde vivia num tanque pouco profundo, de 24 metros de comprimento por 10 metros de largura.

No ano passado, a orca deixou de se apresentar ao público devido a problemas de saúde.

Pescador atacado por tubarão-azul

A Marinha
Portuguesa resgatou, a 167 quilómetros da costa de Vila do Conde, um pescador
mordido por um tubarão-azul que foi encaminhado para o Hospital de São João, no
Porto, onde se encontra “estável”.

O homem, de
35 anos e nacionalidade indonésia, estava a bordo da embarcação de pesca “Vila
do Infante”.

Em
comunicado, a Marinha revela hoje que o homem “se encontrava com uma abundante
perda de sangue” e teve de ser resgatado de helicóptero “a cerca de 90 milhas
náuticas, o equivalente a cerca de 167 quilómetros, a oeste de Vila do Conde”,
no distrito do Porto.

“A
embarcação de pesca efectuou um pedido de auxílio, pelas 19:32 [de
quarta-feira], por chamada telefónica, relatando que havia um tripulante a
bordo que tinha sido mordido por um tubarão-azul e que se encontrava com uma
abundante perda de sangue. De imediato foi informado o CODUMAR que efectuou a
avaliação do estado da vítima, considerando a situação como um resgate médico
urgente”, lê-se no comunicado publicado hoje no ‘site’ da Marinha Portuguesa.

De acordo
com a Marinha, “tratando-se de um resgate médico urgente, foi empenhada a
aeronave EH-101 da Força Aérea Portuguesa para efectuar o resgate e o
transporte até ao Aeroporto de Sá Carneiro, tendo aterrado no mesmo pelas
23:29”.

20 maiores empresas de transporte de contentores do mundo em 2023

O transporte
marítimo de contentores é um dos meios mais importantes e necessários para o
transporte de cargas pelas rotas marítimas. Nos tempos actuais, no entanto, não
há monopólio de nenhuma empresa de transporte de contentores, levando a uma
completa falta de atrito e tensão na comunidade internacional de transporte de
carga.

Mesmo assim,
existem algumas empresas internacionais de transporte de contentores que
lideram a corrida em termos de escala de operação das suas companhias
marítimas. Dez dessas empresas líderes de transporte de contentores com base na
capacidade de transporte de carga podem ser listadas a seguir:

1. MSC –
Mediterranean Shipping Company

A Maersk
estava em primeiro lugar desde que ultrapassou a Evergreen em 1996. O domínio
da Maersk Line em termos de capacidade de TEU foi quebrado pela primeira vez em
25 anos pela Mediterranean Shipping Company (MSC). É uma empresa de carga
iinternacional ítalo-suíça estabelecida no ano de 1970. Com uma onda de compras
de navios novos e antigos, a MSC adicionou quase 100 navios à sua frota no ano
passado, tendo uma linha de navios de mais de 645 navios porta-contentores, o
conglomerado é classificado como uma das empresas de carga mais extensas do
mundo, com capacidade de cerca de 4.287.473 TEU

2.
APM-Maersk

Uma empresa
de navegação com sede na Dinamarca, a Maersk Shipping Line dominou o mercado
mundial de transporte de contentores, ocupando o primeiro lugar por mais de 25
anos. A Maersk Shipping Line é uma filial da empresa AP Moller-Maersk.
Amplamente conhecida por sua frota de navios porta-contentores, a Maersk Line
estreou na arena internacional de transporte de contêineres em 1904. Agora, a
empresa está diversificando sua presença no espaço de combustível verde e
tecnologia digital. Actualmente, a empresa possui uma frota de cerca de 738+
navios porta-contentores com capacidade para cerca de 4.275.542 TEU.

3. CMA-CGMA

A principal
empresa de transporte de contentores da França, CMA-CGM, ficou em 4º lugar no
ano passado (2021). Com novos meganavios sendo adicionados à sua frota, é agora
a 3ª maior empresa em capacidade de TEU. A CMA CGM surgiu no ano de 1978 como
resultado de uma série de fusões entre empresas de navegação previamente
estabelecidas. Jacques Saade, o chefe da empresa, foi a força instrumental por
trás da sua entrada em operação activa. Actualmente, a empresa possui uma frota
de mais de 568 navios operando em mais de 150 rotas em todo o mundo. Tem uma
capacidade de carga de cerca de 3.198.217 TEU.

4. COSCO –
China Ocean Shipping Company

A China
Ocean Shipping Company, ou COSCO, como é popularmente conhecida, é um dos
principais conglomerados em termos de empresas de transporte de contentores. A
COSCO, rebaixada para a 4ª posição pela CMA CGM este ano, tem as suas operações
espalhadas por 40 países com uma frota de cerca de 480 porta-contentores com
capacidade de carga de 2.932.779 TEU. No entanto, a sua carteira de encomendas
contém mais 5,85 mil TEU, que serão adicionados à capacidade da empresa no
próximo ano.

5.
Hapag-Lloyd

A
Hapag-Lloyd, com sede na Alemanha, é uma das empresas mais renomadas e bem
caracterizadas em termos de companhias marítimas internacionais. A empresa foi
fundada em 1970 devido a uma fusão entre a Hamburg-American Line e a empresa
norte-alemã Lloyd. Hoje, a corporação da navegação tem mais de 250 navios que
atendem a cerca de 1.743.983 TEU de capacidade de transporte de contentores em
todo o mundo.

6. ONE –
Ocean Network Express

Fundada em 7
de julho de 2017, a One Network Express integra três grandes companhias
marítimas, MOL, “K”-Line e NYK. Instalada no Japão e com sede em Singapura, a
ONE foi fundada para fortalecer os serviços na Ásia, América Latina e África. A
aliança dessas três empresas possui actualmente uma frota combinada de 209
navios com capacidade de carga de contentores de 1.531.530 TEU, tornando-se uma
das maiores empresas de aliança de transporte de contentores do mundo. No
entanto, face a 2021, verifica-se uma redução de 2% na capacidade de TEU,
principalmente devido à redução do número de navios.

7. Evergreen

Um
conglomerado marítimo com sede em Taiwan, a Evergreen Marine Corporation foi
fundada em 1968 pelo Dr. Yung-Fa Chang, um visionário por mérito próprio.
Actualmente, a empresa possui escritórios estabelecidos em todo o mundo e com
capacidade operacional de mais de 204 porta-contentores e capacidade de carga
de contentores de 1.477.644 TEU. É considerada uma das maiores empresas de
transporte de cargas do mundo. Actualmente, a Evergreen Line possui na sua
frota os maiores navios porta-contentores do mundo.

8. Hyundai
Merchant Marine

A HMM Co.
LTD., anteriormente conhecida como Hyundai Merchant Marine, é uma empresa líder
no transporte de contentores com sede na Coreia do Sul. Com uma frota de 75
embarcações e uma capacidade de carga de mais de 819.790 TEU, a HMM Co. LTD. é
uma das 10 maiores companhias marítimas do mundo, movimentando a maior parte
das exportações da Coreia do Sul. Sendo uma das principais empresas de
logística integrada globalmente, a HMM Co. LTD. desempenha um papel importante
no desenvolvimento económico da Coreia.

9. Yang Ming
Marine Transport

Sediada em
Keelung, Taiwan, a Yang Ming Marine Transport é uma das maiores e mais antigas
companhias marítimas do mundo. Fundada em 1972, a empresa presta serviços na
Ásia, Europa, América e Austrália com uma frota de cerca de 90 embarcações. Tem
uma capacidade de carga de cerca de 6.62.047 TEU.

10. Zim
Integrated Shipping Services Ltd

A Zim
Integrated Shipping Services Ltd., conhecida como ZIM, é uma empresa de Israel
de transporte internacional de cargas. Foi fundada em 1945 como ZIM Palestine
Navigation Company Ltd. Actualmente, a ZIM possui uma frota de 111 navios com
uma capacidade total de carga de contentored de 4.19.064 TEUs. Acrescentou mais
de 30 navios à sua frota em 2021, tornando-se uma das 10 maiores empresas de
transporte de contentores do mundo.

O transporte
de contentores é uma indústria enorme, e esses actores-chave estão cientes das
manobras operacionais mínimas necessárias para capacitá-los a serem os líderes
mundiais em empreendimentos comerciais, não apenas  nos seus países de origem, mas também em
nível internacional.

11. Orient
Overseas Container Line (OOCL)

 A Orient
Overseas Container Line, também chamada de OOCL, é uma empresa de transporte de
contentores e também prestadora de serviços de logística com sede em Hong Kong.

A empresa,
fundada em 1969, possui cerca de 320 escritórios em mais de 70 países e opera
mais de 300 embarcações, tornando a sua capacidade de TEUs de aproximadamente
565.113 TEUs. Também administra e opera dois terminais de contentores, o Long
Beach Container Terminal e o Kaohsiung Container Terminal.

Uma das
empresas mais reconhecidas e confiáveis, a OOCL presta serviços de logística e
transporte de contentores que abrangem Ásia, Américas, Europa, África e
Austrália. A frota da empresa inclui alguns dos navios mais novos, maiores e
mais eficientes em termos de combustível e ecologicamente correctos do mundo.

12. Pacific
International Lines (PIL)

A PIL está
sediada em Singapura e é um dos maiores armadores da região do Sudeste
Asiático. Opera cerca de 164 navios porta-contentores e polivalentes que fazem
escala em mais de 500 locais em 100 países em todo o mundo.

A empresa
foi fundada em 1967 e tem uma capacidade de cerca de 347.419 TEUs TEUs e uma
equipa dedicada de 18.000 profissionais. Opera do Extremo Oriente à Europa,
região do Mar Negro, Mar Vermelho, Subcontinente Indiano, África, Austrália,
Nova Zelândia, América Latina e costa oeste dos Estados Unidos.

Embora o seu
negócio principal seja o transporte marítimo, também está envolvido na
fabricação de contentores e na prestação de serviços logísticos.

13. Wan Hai
Lines

A Wan Hai
Lines começou como uma empresa de transporte de troncos; no entanto, reconheceu
as tendências crescentes da contentorização e comprou o seu primeiro navio
porta-contentores, o MV Ming Chun, em 1976. A empresa então iniciou serviços de
transporte marítimo entre Taiwan e o Japão. Desde então, Wan Hai transformou-se
numa renomada empresa de transporte de contentores.

É a única
operadora em Taiwan com terminais nas regiões norte, centro e sul da ilha.
Opera 20 rotas, e 15 delas fazem escala nos principais portos e portos
comerciais internacionais. Wan Hai possui 90 navios com capacidade de carga de
260.000 TEUs. Também opera 59 navios fretados.

14. SITC
International Holdings Co.Ltd

Fundada em
maio de 1991, a SITC, com sede em Hong Kong, é uma importante empresa de
logística marítima. Está presente em diferentes sectores da indústria marítima,
como transporte de contentores, gestão de navios, agenciamento de cargas
internacionais e de navios, processamento aduaneiro, logística de projectos,
armazenagem, automação, informatização etc.

A empresa
possui 108 navios, incluindo 84 embarcações, que são de sua propriedade. Esses
navios operam em 75 rotas de serviço que cobrem 17 países e 76 portos
importantes na China, Coreia, Japão, Vietname, Singapura, Rússia, Índia e assim
por diante.

15. Korea
Marine Transport Co.Ltd

A KMTC está
sediada em Seul, Coreia do Sul. Foi fundada em 1954 e desde então tornou-se uma
das maiores empresas de transporte de contentores do mundo. A sua frota de
contentores é composta por 50 navios com capacidade para 99.373 TEU. Os navios
fazem escala na Índia, África, Sudeste Asiático, Coreia, Japão, China e Rússia.

A frota da
empresa está equipada com tecnologias avançadas e recursos ecológicos,
tornando-a líder em transporte marítimo sustentável. Além do transporte
marítimo, a KMTC também fornece serviços de logística e gestão da cadeia de
suprimentos. Possui também uma rede de armazéns e centros de distribuição em
todo o mundo, o que lhe permite oferecer soluções logísticas eficientes aos
seus clientes.

16. Zhonggu
Logistics Corporation Shanghai

Zhonggu
Logistics Co Ltd é uma empresa com sede na China. Fornece aos seus clientes soluções
feitas à medida de logística de contentores.

Integra os
recursos ferroviários e rodoviários para criar uma malha rodoviária,
ferroviária e hidroviária e possui um sistema logístico de transporte
multimodal centrado no transporte aquaviário. Cerca de 1.455 profissionais
trabalham na empresa, que opera 100 navios e tem capacidade total de 147.834
TEUs.

Realiza
principalmente negócios na China. Zhonggu tem uma capacidade de armazenamento
de 400.000 contêineres em mais de 200 portos na China. Também coopera com
renomadas empresas de leasing como SEACO, BEACON, TEXTAINER etc.

17. X-Press
Feeders

X-Press Feeders/Sea
Consortium é um grupo de transporte de contentores com sede em Singapura. É o
17º maior operador em termos de capacidade, segundo os dados publicados pelo
portal marítimo Aphaliner. Possui uma frota de 110 embarcações, das quais 43
são próprias. Tem capacidade total de 143.767 TEUs. A empresa fornece serviços
de transbordo e atende portos nas partes leste e sudeste da Ásia, subcontinente
indiano, Europa, Golfo Pérsico e Mediterrâneo.

A empresa
foi fundada em 1972. Em 2021, o grupo encomendou quatro navios de 7.000 TEU da
Shanghai Waigaoqiao Shipbuilding, China, para aumentar a sua frota. Em 2018, o
grupo também encomendou quatro porta-contentores do Estaleiro Internacional
Zhoushan Changhong.

18. The
Islamic Republic of Iran Shipping Line Group (IRISL Group)

O Islamic
Republic of Iran Shipping Line Group, chamado IRISL Group, é uma empresa de
navegação com sede no Irão. Possui 115 embarcações, das quais algumas são
operadas pelas suas subsidiárias. Cerca de 6 mil pessoas trabalham na empresa,
que tem capacidade para 136.606 TEUs.

A empresa
foi fundada em 1967 e opera no Mar Cáspio, Golfo Pérsico, Oceano Índico, Mar
Mediterrâneo e Mar Amarelo. Iniciou as operações comerciais, empregando 2
navios mercantes nacionais e 4 grandes navios oceânicos. Hoje, a IRISL é a
principal transportadora marítima do Irão. Tem presença global, várias
subsidiárias e parceiros e oferece uma ampla gama de serviços de transporte
marítimo, incluindo frete fraccionado, granel e contentores.

19.
Unifeeder

A Unifeeder,
com sede na Dinamarca, é uma provedora de serviços Feeder e Multimodal que
oferece soluções logísticas eficientes para os seus clientes na Ásia, Europa,
Oriente Médio, Américas e África.

A empresa
movimenta cerca de 5,5 milhões de TEUs anualmente. Foi fundada há 40 anos e
desde então expandiu muito e conta com mais de 1100 funcionários. A Unifeeder
possui mais de 150 navios que podem ser ajustados para atender às necessidades
de capacidade de seus clientes.

A sua
extensa frota de navios faz cerca de 16.200 escalas em mais de 200 portos e
portos. A empresa actua como um elo crucial para as linhas marítimas
internacionais, aumentando o seu alcance, utilização e economias de escala.

20. SeaLead

Fundada em
2017, a SeaLead é um player relativamente novo no mercado global de transporte
de contentores e tem mostrado um crescimento tremendo desde que iniciou as suas
operações. Está sediada em Singapura e possui outro escritório no Dubai,
incluindo muitas agências em mercados cruciais em todo o mundo. Tem uma presença
chave em 18 países. O objectivo da empresa é simplificar o comércio
internacional entre as principais economias e mercados-chave.

Proposto o uso da energia das ondas para impulsionar aquacultura offshore

Segundo avança o ECO, os Investigadores do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR) da Universidade do Porto propõem a utilização da energia das ondas para impulsionar a produção em aquacultura offshore em diferentes pontos da costa portuguesa.

O estudo, publicado na revista científica internacional Renewable Energy, mostra uma “nova possibilidade de aplicação” da energia das ondas na aquacultura, afirma, em comunicado, o CIIMAR.

Em declarações à agência Lusa, o autor do estudo, Daniel Clemente, esclareceu que o estudo visava perceber que aplicações pode ter a energia produzida a partir das ondas, “recurso muito abundante, mas que ainda não está consolidado”.

“O estudo procura identificar a combinação perfeita entre tecnologias de conversão de energia das ondas e as espécies em produção de aquacultura com o objetivo de promover a produção nacional de aquacultura de uma forma sustentável e independente das necessidades energéticas”, observou.

Face à consolidação de outras energias na costa, como a energia eólica e solar, o estudo focou-se nas atividades que decorrem no mar e para as quais a energia proveniente das ondas pode traduzir-se numa vantagem, como a produção em aquacultura offshore.

“Tendo em conta o vasto espaço marítimo português e a agitação continua e intensa das ondas associadas, existe interesse em expandir as operações de aquacultura existentes offshore e suportar as suas exigências energéticas com eletricidade produzida através da conversão da energia das ondas, uma fonte renovável e, neste caso, diretamente acessível”, referiu.

No estudo, os investigadores sugerem ainda os locais mais promissores para aplicação destas tecnologias na costa portuguesa, nomeadamente, Sines e Figueira da Foz.

“São os locais para os quais temos ao mesmo tempo informação sobre a viabilidade das espécies como dados de energia disponível das ondas face a restrições batimétricas e de outro cariz que consideramos neste estudo”, observou, dizendo que tal não implica que de futuro sejam considerados outros locais.

À Lusa, Daniel Clemente esclareceu que nestes locais poderia, por exemplo, ser instalado um parque de energia das ondas offshore “mais longe da costa” e um parque de aquacultura ‘offshore’ “mais perto da costa”.

Cientistas encontram mundo colorido debaixo do fundo do mar

Um
ecossistema que se encontra debaixo do fundo do oceano foi agora descoberto,
abrindo horizontes a um mundo novo no oceano, do qual ainda pouco se conhece.

O fundo não
é o fim do mar, e os investigadores do Instituto Oceânico Schmidt acabam de o comprovar.

Um
ecossistema escondido acabou de ser desvendado por um robot subaquático, que
escamou as crostas vulcânicas nas profundezas das águas do Pacífico.

Foi debaixo
do fundo do mar que as equipas de
 
investigação encontraram veias de fluidos subterrâneos, vivos, a nadar —
um novo mundo, nunca antes encontrado.

“Em terra,
já sabemos de animais a viver em cavidades subterrâneas, e no oceano de animais
a viver em areia e lama, mas pela primeira vez, cientistas olharam para animais
debaixo de ventos hidrotermais”, sublinha o diretor do instituto, Jyotika
Virmani.

O novo
ecossistema, escondido dentro de outro ecossistema, só foi descoberto porque,
em 46 anos de pesquisa efectuada, nunca ninguém pensou em investigar abaixo das
águas termais, afirma o Science Alert.

Escamando o
oceano, a equipa encontrou vermes, lesmas e bactérias quimiossíntese, que não
necessitam da luz do sol para a produção de energia.

 “Existem
dois habitats dinâmicos de ventilação. Os animais de ventilação acima e abaixo
da superfície prosperam juntos em uníssono, dependendo do fluido de ventilação
em baixo e do oxigénio na água do mar de cima”, explica a ecologista Monika
Bright, da Universidade de Viena.

Foram as
poliquetas de tubo (Riftia pachyptila) que os cientistas acharam muito
fascinantes. Ao que tudo indica, as criaturas aproveitam-se dos fluidos
vulcânicos para se transportarem debaixo do fundo do mar e ocupar novos
habitats. Seguindo a lógica, os investigadores assumiram que estes “tubos”
amadurecem escondidos, o que justifica a ausência de elementos mais novos desta
espécie acima do solo.

Para
verificar a hipótese, o SuBastian salvou o dia: este robot foi limpar o fundo
do oceano e foi colocada uma caixa no topo. Ao remover a caixa, dias mais
tarde, novos animais tinham colonizado, vindos de debaixo do fundo do oceano.

A descoberta
pode vir a ser gigantesca, uma vez que serve para demonstrar o pouco que
conhecemos sobre o fundo do oceano.

O Titanic foi encontrado "sem querer" numa missão ultra-secreta da Marinha dos EUA

O navio
naufragado mais famoso do mundo poderia ter permanecido no leito marinho por
muito mais tempo, se não tivesse sido, afinal, descoberto durante uma missão
ultra-secreta, durante a Guerra Fria.

Uma coisa
que poucas pessoas sabem é que, na realidade, o Titanic foi encontrado “sem
querer”, durante uma missão ultra-secreta da Marinha dos EUA, em que não era
suposto encontrá-lo.

Em 1985, os
destroços foram encontrados durante uma exploração conjunta do oceanógrafo
americano Robert Ballard, também oficial da Marinha, e do oceanógrafo francês
Jean-Louis Michel.

Mas o mergulho inicialmente não tinha nada a ver com o
Titanic – era uma missão secreta para encontrar os destroços de dois submarinos
nucleares, o USS Scorpion e o USS Thresher. Mas isso não se tornou público até
2008, quando Ballard revelou a verdadeira natureza da missão à National
Geographic.

Energia solar fotovoltaica flutuante pode exceder meta nacional definida no PNEC 2030

A
Universidade de Évora anuncia que a energia solar fotovoltaica flutuante tem
capacidade para exceder a meta nacional definida no Plano Nacional Energia e
Clima 2030 para Portugal (PNEC 2030) para a energia fotovoltaica em Portugal

Esta é a
principal conclusão de um estudo conduzido por investigadores da Cátedra
Energias Renováveis (CER) da Universidade de Évora (UÉ). Os resultados obtidos
permitem concluir que a potência instalada em sistemas solares fotovoltaicos
flutuantes consegue exceder a meta nacional de 7 GW, definida no PNEC 2030 para
a energia fotovoltaica no sector da energia eléctrica.

A análise
dos resultados sugere que a nível regional é o Alentejo que apresenta maior
potencial nesta área, quer em termos da superfície da água existente quer ao
nível do recurso solar, refere uma nota de imprensa da Universidade.

E adianta
que, mesmo aplicando-se uma redução de 85% à superfície de água total
disponível a nível nacional, e com os critérios de selecção a incluírem algumas
questões técnicas e de natureza ambiental, em particular os activos já
existentes como as hidroeléctricas, parques eólicos ou sistemas centralizados
de armazenamento de energia, os resultados deste estudo da Universidade de
Évora, conclui que o potencial dos sistemas de energia solar fotovoltaica
flutuante conseguem atingir, pelo menos uma capacidade nacional estimada de 10,8
GW.