Porto de Aveiro realizou exercício de simulacro anual no Terminal de Granéis Líquidos

Realizou-se na passada quarta-feira, com início às 10:00 e final às 11:30, um exercício de acidente simulado no âmbito do Plano de Emergência Interno da APA S.A.

O simulacro teve como cenário a ocorrência de um foco de incêndio durante a operação de descarga de VCM no braço articulado de ligação da ponte cais ao navio operada pela empresa Cires, no Terminal de Granéis Líquidos do Porto de Aveiro (TGL).

O principal objectivo do simulacro foi testar a operacionalidade dos meios existentes e toda a logística envolvida para o cenário simulado, bem como a capacidade dos vários intervenientes na condução do processo de evacuação das pessoas afectas às várias empresas instaladas no Terminal de Granéis Líquidos, Terminal de Granéis Sólidos (TGS) e Zona de Actividades Logísticas e Industriais (ZALI).

A partir do Centro de Coordenação de Operações(CCO), localizado na sede da APA S.A., foi realizada a gestão do acidente simulado através dos canais de comunicação estabelecidos com as várias equipas de intervenção no local, nomeadamente com a equipa de brigadistas da CiRES e Bondalti, as corporações de Bombeiros de Voluntários de Ílhavo e Aveiro, a empresa de Rebocadores Tinita, GNR, Autoridade Marítima, Serviço Municipal de Proteção Civil da Câmara Municipal de Ílhavo, Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil – Comando Sub-Regional da Região de Aveiro, responsáveis de Segurança das empresas instaladas no TGL, TGS e ZALI, bem como as equipas dos núcleos de intervenção da APA, S.A.

Foram testados com sucesso todos os equipamentos de combate a incêndio, nomeadamente a rede de incêndios da Cires, da Bondalti e da APA, das três corporações de bombeiros, bem como a projecção de água dos dois rebocadores da empresa Tinita, que participaram no simulacro.

O processo de evacuação no TGL, TGS e ZALI decorreu de forma satisfatória, tendo sido evacuadas para os respectivos pontos de concentração definidos pelo CCO um total de 447 pessoas.

Porto de Lisboa recebe ABTO Bulk Terminals 2023

As Conferências Anuais ABTO Bulk Terminals 2023 tiveram início ontem no Porto de Lisboa, com conclusão hoje, integrando as actividades do programa de comemoração dos seus 136 anos. Este evento é organizado pela ABTO – Association of Bulk Terminals Operators e reúne em Portugal vários representantes envolvidos no transporte, armazenamento e comércio de granéis sólidos.

O primeiro dia de conferências contou com a presença do Ministro das Infraestruturas, João Galamba, e do Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa, Carlos Correia, no painel da Sessão de Abertura.

A edição deste ano pretende desenhar o cenário dos mercados de granéis sólidos, com um programa centrado nas soluções práticas para que os operadores de terminais possam melhorar a segurança, agilizar as operações e garantir a proteção ambiental, procurando dar resposta a algumas das maiores preocupações do setor.

O Porto de Lisboa oferece excelentes condições para a movimentação de todo o tipo de granéis sólidos. Do setor agroalimentar, um segmento importante, que dispõe de uma capacidade de armazenamento superior a 420 mil toneladas, servindo os mercados de oleaginosas, óleos alimentares e biodiesel, ao comércio de clínquer e cimento, servido através de um terminal dedicado com bons acessos fluviais, rodoviários e ferroviários; à capacidade de movimentação de cargas que atendem à indústria siderúrgica que é superior a sete milhões de toneladas por ano.

Para o Presidente do Conselho de Administração do Porto de Lisboa, Carlos Correia, “A excelente localização do Porto de Lisboa e o facto de integrar as principais rotas marítimas mundiais, que ligam o Mediterrâneo ao Norte e Centro da Europa e que permitem o comércio com a América, Extremo Oriente e África, capacitam-no de condições excecionais para receber um evento da dimensão das conferencias anuais ABTO Bulk Terminals 2023 e garantir que estas sejam um sucesso”

AGEPOR apreensiva com a greve anunciada dos Pilotos.

 

A Associação dos Agentes de Navegação de Portugal (Agepor) manifesta, em comunicado, a sua “enorme apreensão” ao tomar conhecimento do aviso prévio de greve abrangendo os dias 6 e 7, 14 e 15, 22 e 23 e 29 e 30 de Novembro, apresentado pelos Sindicatos “OFICIAISMAR” e “SINCOMAR”, em cumprimento da decisão dos Pilotos de Barra e Portos de todo o País.

A AGEPOR no seu comunicado salienta que “estas greves, de dois dias consecutivos, em quase todas as semanas de Novembro, arealizarem-se, prejudicarão a imagem dos portos portugueses e pior deixarão marcas e prejuízos avultados à economia nacional. Haverá navios que deixarão de escalar, haverá carga que, estando pronta, não embarcará, haverá carga que não desembarcará e haverá navios de cruzeiro com turistas que pura e simplesmente “saltarão” a escala nos portos portugueses. Em resumo teremos receitas perdidas e custos acrescidos para todo o Sector que, posteriormente, recairão, ainda que indiretamente, em todos os portugueses”.

Afirmam ainda que: “Porque não se vivem tempos fáceis, porque a economia global sofre as consequências negativas dos conflitos na Ucrânia e Médio Oriente, e porque a redução de tonelagem de carga movimentada e de escalas de navios nos portos portugueses é já hoje uma realidade, a AGEPOR vem pedir às partes um esforço de entendimento que afaste eu ultrapasse os dias de greve agora convocados.”

Apresentação publica e baptismo do novo Ferryboat Eléctrico de Aveiro.

A Cerimónia de Apresentação Pública e Baptismo do novo
Ferryboat Eléctrico de Aveiro, “Salicórnia”, decorre esta quinta-feira, dia 26
de outubro, pelas 11h00, nos Estaleiros da Navaltagus, no Seixal.

O evento contará com a presença do Presidente da Câmara
Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, do Presidente do Conselho de Administração
do Grupo ETE, Luís Nagy, e do Accionista e Administrador do Grupo ETE, Luís
Figueiredo.

O navio será utilizado tanto por viaturas como por
passageiros e será 100% português. Trata-se do primeiro Ferryboat 100% Elétrico
que está a ser desenvolvido em Portugal, por marcas nacionais. No documento
lê-se que “o novo Ferryboat com zero emissões de CO2 permitirá a redução
da emissão das mais de 300 toneladas de CO2 libertadas pelo atual modelo,
reduzindo igualmente em cerca de 30 por cento o consumo energético. Aos baixos
níveis de ruído e ao conforto para os passageiros introduzidos por esta
embarcação alia-se ainda a capacidade reforçada para o transporte de viaturas
(+ 30%) e de passageiros (+ 90%)”.

A embarcação, que integrará a operação Aveirobus, foi
construída pelo Grupo ETE para a Câmara Municipal de Aveiro (CMA) num
investimento da Autarquia de 7.326.490,13€.

Novo recorde da MSC: Maior porta-contentores do mundo, ‘MSC China’, entregue em Xangai


Um novo recorde de maior navio porta-contentores do mundo, pertencente à Mediterranean Shipping Company, neste caso, o MSC China, foi entregue segunda-feira ao seu proprietário em Xangai, na China, com os recordes incidirem em termos de capacidade e novas tecnologias aplicadas. 

Com capacidade de 24.116 unidades equivalentes a vinte pés (TEUs), uma medida de volume em unidades de contentores de vinte pés de comprimento, o MSC China ultrapassou o Ever Alot, cuja capacidade é de 24.004 TEUS,  como o maior navio porta-contentores entregue. 

O navio foi desenvolvido pelo Estaleiro Hudong Zhonghua (HZS) sob o maior construtor naval da China, a China State Shipbuilding Corporation (CSSC), e foi registrado na Det Norske Veritas (DNV), informou o China Media Group. De acordo com Gu Lijun, engenheiro director da HZS, a maior série de navios porta-contentores do mundo consiste em quatro navios, e o MSC China foi o último a ser entregue. O primeiro, MSC Tessa, foi entregue em março. Com comprimento total de 399,99 metros, o MSC China tem uma largura de 61,5 metros e uma profundidade de 33,2 metros, com um deck do tamanho de aproximadamente quatro campos de futebol padrão. O número máximo de contentores empilhados pode chegar a 25, o que equivale à altura de um prédio de 22 andares. A embarcação pode transportar mais de 240 mil toneladas de carga.

Equipado com uma torre de dessulfurização híbrida, o navio também possui uma proa pequena e bulbosa exclusiva, hélices de grande diâmetro e dutos que economizam energia. Além disso, o navio apresenta pela primeira vez um sistema de redução de arrasto de bolhas e um sistema de motor gerador de eixo, que permite transportar mais mercadorias enquanto consome menos combustível e emite menos dióxido de carbono. Com consumo de combustível optimizado e índice de design de eficiência energética do navio, o navio pode reduzir emissões de cerca de 6.000 toneladas por ano. Até agora, o Estaleiro Jiangnan e a HZS, ambos afiliados à CSSC, desenvolveram e entregaram treze dos maiores navios porta-contentores ultragrandes do mundo, transformando Xangai no centro mundial de pesquisa e desenvolvimento, bem como num centro de construção para navios porta-contentores ultragrandes.

Exportações Chilenas na rota do Porto de Sines

Esta terça-feira, dia 24 de outubro, o Porto de Sines recebeu a visita de uma comitiva chilena, enquadrada numa missão empresarial daquele país a Portugal, cujo intuito é o de reforçar relações económicas e comerciais entre os dois países, numa iniciativa da Câmara de Comércio Chile – Portugal.

A delegação chilena foi recebida pelo Presidente do Conselho de Administração da APS, José Luís Cacho, acompanhado ainda por altos representantes da aicep Global Parques e Portsines que destacaram os principais investimentos levados a cabo no Complexo Industrial e Logístico de Sines.

O relacionamento entre Chile e Portugal representa um potencial de crescimento económico para ambos os países, tanto no setor energético como agroalimentar. Neste âmbito, o Porto de Sines foi um dos locais de destaque na agenda desta Missão Empresarial, assumindo-se como um hub privilegiado para a entrada das exportações Chilenas na Europa, sendo que o Terminal de Contentores já oferece uma linha regular semanal que liga Sines aos portos de San Antonio, Coronel e Valparaíso.

TdC deu visto à compra de baterias para navios eléctricos da Transtejo

O Tribunal de Contas deu autorização ao contrato de fornecimento de baterias a instalar em nove navios de propulsão elétrica da Transtejo que se encontram em construção, anunciou a própria.Transtejo. 

“Tramitado o processo de fiscalização previa, foi concedido pelo Tribunal de Contas visto ao contrato de fornecimento de baterias a instalar em nove dos navios de propulsão eléctrica  em construção que integram a nova frota destinada a assegurar o serviço público de transporte fluvial de passageiros”, indicou a empresa num comunicado.

A Transtejo adianta que concluído o concurso publico com publicidade internacional o fornecimento foi adjudicado à Astilleros Godán S.A pelo preço de 15.999.750 euros, acrescidos do IVA à taxa legal em vigor.

O contrato tinha sido enviado ao Tribunal de Contas para para obtenção de visto que agora deu luz verde o que permite à empresa disponibilizar os nove packs de baterias marítimas à Astilleros Godán para a devida instalação nos nove navios em construção.

"Enguia fantasma" descoberta em Porto Covo

A enguia fantasma, nunca antes vista por estas águas no
Atlântico, foi filmada por um biólogo junto a Porto Covo. Mas podem existir
mais e há que começar agora uma campanha de monitorização, até porque pode ser
uma espécie invasora.

A espécie é comum no Oceano Pacífico e no Indico e vive até
aos nove metros de profundidade, na chamada zona entre marés.

Quando uma espécie surge fora do seu habitat natural,
levanta-se sempre algumas preocupações. “Pode ser invasora. O grande problema é
que ela aqui provavelmente não tem predadores conhecidos. Daí, talvez, ela ser
tão grande”, diz Sónia Seixas, professora e investigadora.

“Ela é muito fina. Depois encaracola-se e desaparece. Ela
vive junto às rochas, onde se alimenta, e enterra-se na areia, e como é da
mesma cor, não é possível vê-la”. Há duas aparentes explicações para o
aparecimento desta espécie no Atlântico: pode ter vindo em aquário ou em ovos
nas águas de balastro dos navios.

Pode, assim, não ser um exemplar único. A descoberta já foi
publicada numa revista cientifica. Abrindo-se esta janela, torna-se importante
lançar uma campanha de monitorização para averiguar se há mais enguias fantasma
por esta águas e se outras espécies desconhecidas poderão estar junto ao porto
internacional de Sines.

Ministros com tutela dos Transportes da UE pedem moratória sobre o RCLE- UE

 

Houve um pedido de moratória por parte dos Ministros com a tutela dos Transportes sobre a entrada em vigor a 1 de Janeiro de 2024, do RCLE-UE ( Também conhecida como EU ETS)- que é o Regime de Comércio de Emissões de CO2 no transporte marítim.

O pedido deste adiamento está dentro de um pacote de medidas que servirá para “mitigar os efeitos da directiva ETS” devido a dois factores pertinentes, que são a perda de investimento no sector e a fuga do transhipment de contentores de portos europeus para portos do norte de África.

A directiva mencionada estabelece a obrigatoriedade de todos os navios com mais de 5000 arqueação bruta irão pagar 100% das emissões quando navegarem entre portos da UE e 50% para portos fora da UE. Os portos de transhipment também serão afectados, e Sines é sem dúvida o caso crítico para Portugal, com consequências directas, tanto na questão de posicionamento de carga, bem como a nível de investimentos.

Devido a esse facto, Portugal (Juntamente com Espanha e Itália), tem sido frente de batalha contra a redacção da directiva. Para além da perda de investimento e a fuga de carga de transhipment, é mencionado na justificação da moratória, o facto de em 2028, a IMO – Organização Marítima Internacional adoptar por si, um sistema global relacionado com as emissões de carbono.

Será que os lucros dos armadores provêm da inflação?

No período do último pico das taxas de frete, durante 2021 e 2022, existiu um elevado número de críticas, de que, a elevada rentabilidade dos armadores, seria provavelmente, um dos principais motivos para o agravamento da inflação.


A Sea Intelligence explicou que:  “No seu pico, as taxas de frete eram um pouco mais de 200% mais altas do que no período comparativo de 2019. Para as companhias marítimas, os seus lucros combinados em 2021 e 2022 foram superiores a 400 mil milhões de dólares”, afirmaram na sua última actualização. “No entanto, quando colocamos estes lucros no contexto do valor das mercadorias transportadas, os lucros das transportadoras são relativamente e extremamente pequenos. O mesmo é verdade mesmo quando comparado apenas com categorias de mercadorias que são transportadas principalmente em contentores; eles são em grande parte inconsequentes.” 

A taxa média global de inflação nos preços ao consumidor em 2021 foi de 4,7%, de acordo com o FMI, aumentando quatro pontos percentuais para 8,7% em 2022. “Quando comparamos a inflação global com os lucros das transportadoras como parcela do valor das mercadorias globais comércio, podemos calcular o efeito inflacionário causado pelos lucros das transportadoras. 
Em termos mais simples, o aumento nos lucros das transportadoras de um ano para o outro pode ser visto como a inflação adicional resultante naquele ano.