MSC Cruzeiros com encomenda de mais dois navios movidos a GNL

A MSC Cruzeiros encomendou mais dois navios da Class World aos estaleiros
franceses de Chantiers de l´Atlantique, que irão ter propulsão a GNL – Gás
Natural Liquefeito e que vão ser entregues em 2026 e 2027.

De acordo com a MSC Cruzeiros, os “novos navios serão uma evolução
do Protótipo “World Class” de última geração com soluções inovadoras para
maximizar a eficiência energética, com utilização extensiva de recuperação de
calor e outras soluções tecnológicas”, o que, de acordo com a companhia de
cruzeiros, “fará com que os navios tenham uma pegada de carbono ainda mais
reduzida”.

“Para além disso, os novos navios estarão prontos para uma
variedade de combustíveis alternativos, incluindo o metano biológico e
sintético e o metanol verde. Os navios também serão equipados com motores de
combustão interna, biocombustível de próxima geração com um deslizamento
reduzido de metano”, de acordo com a MSC Cruzeiros.

O Executive Chairman da MSC Cruises, Pierfrancesco Vago, mostrou-se orgulhoso pela encomenda que dá relevo à parceria de muitos anos com
os estaleiros de Chantiers de l´Atlantique e deu condições para construir “alguns dos
navios mais avançados do mundo”.

“Estamos empenhados em pesquisar e investir em tecnologias
ambientais à medida que estiverem disponíveis, para garantir que continuamos a
progredir na nossa viagem de descarbonização para alcançar zero emissões de
gases com efeito estufa até 2050”, afirmou o Executive Chairman. 

A classe de novos navios World Class vão contar com ligação plug-in
de energia em terra para reduzir as emissões de carbono nos portos, avançados sistemas de tratamento de águas residuais concebidos de acordo com as indicações da IMO,  gestão avançada de resíduos e uma gama abrangente de equipamentos
de bordo com eficiência energética para optimizar a utilização dos motores e as
necessidades energéticas das acomodações para reduzir ainda mais as emissões.

 

Especialistas desmistificam a possibilidade de ebulição dos Oceanos.

 

Na situação actual, apesar de não termos alterando de forma decisiva a utilização
de combustíveis fósseis pela humanidade, o conceito de que os oceanos poderão evaporar não é uma ameaça que seja para ser levada a sério, mas dá sem dúvida, uma bela história para um filme de ficção científica.

De acordo com os cientistas, mesmo que a humanidade usasse todas as reservas de combustíveis fósseis, nunca iria levar o planeta a este extremo. Contudo isso não invalida a existência de uma preocupação relevante e pertinente em relação ao contínuo aumento da temperatura e dos efeitos nefastos sobre os oceanos.

O Climatólogo Zeke Hausfather, da ONG Berkeley Earth,
mesmo com um aumento exponencial dos GEE – gases com efeito de estufa (GEE), o planeta não iria entrar em ponto de ebulição dos oceanos como resultado disso.

A água é muito mais densa do que o ar, e tem a capacidade de absorção de uma quantidade
relevante de calor, retendo a mesma
quantidade de calor que toda a manta de atmosfera acima dela. Este calor
mistura-se lentamente nos 100 metros superiores de água, designada por “camada
mista”, sendo responsável pelo prolongamento do tempo necessário para atingir
as camadas mais profundas.

Observações recentes indicam um aumento nas
temperaturas até nas regiões mais profundas, o que provoca preocupações sobre o
impacto contínuo do aquecimento global nos oceanos.

Colin Goldblatt e os seus colaboradores, da Universidade de
Victoria, num estudo de 2013, publicado na Nature Geoscience, sugeriram que
para induzir um efeito de estufa “descontrolado”, seria necessário um aumento
substancial de CO₂ na atmosfera, um cenário altamente improvável pela
observação das actuais práticas antrópicas.

Pilotos em greve pedem que Governo feche processo sobre reformas.

Os pilotos de barra e portos estão em greve em vários
períodos de novembro, reclamando a implementação do acordo que reconhece “a
natureza especialmente penosa e desgastante” e instando o actual Governo a
concluir o processo.

A greve está a decorrer entre as 07h00 da última terça-feira
e as 07h00 de 16 de novembro, seguindo-se outra paralisação ao trabalho entre
as 07h00 de 22 de novembro e as 07h00 de 24 de novembro e entre as 00h00 de 29
de novembro e as 00h00 de 30 de novembro, refere um comunicado conjunto
divulgado pelo Sindicato dos Capitães, Oficiais Pilotos, Comissários e
Engenheiros da Marinha Mercante (OficiaisMar) e Sindicato de Capitães e
Oficiais da Marinha Mercante (SINCOMAR).

Paulo Cónego, piloto no Porto de Aveiro e membro do
OficiaisMar, adiantou à Lusa que a greve em curso tem quase 100% de
adesão.Estes trabalhadores reclamam a promulgação pelo Governo do diploma que
estabelece a reforma dos pilotos aos 65 anos e que também contemple a
pré-reforma, dos 60 aos 65 anos.

“O aumento da média de idades dos profissionais de pilotagem
no activo aumenta o risco de acidentes, mas deve também ser uma preocupação das
Administrações Portuárias, não só pela responsabilidade social que lhes
compete, mas também pela necessidade de assegurar uma exploração de operações
óptima e a renovação atempada dos activos”, frisaram os sindicatos no
comunicado.

Considerando a luta “legítima e necessária”, os pilotos
defendem a possibilidade de cessar a actividade a partir dos 60 anos, sem
penalização no valor da pensão, lê-se na nota.

21 anos do acidente do navio "Prestige".

O Prestige foi um navio-petroleiro monocasco, construído em 1976.

No dia 13 de Novembro de 2002, o Prestige, que transportava cerca de 77 mil toneladas de fuel oil, viu um dos seus 12 tanques rebentar durante uma tormenta nas costas da Galiza. 

Começou assim a maior catástrofe ambiental que até o momento havia sacudido a costa galega: o afundamento e posterior derramamento de milhares de toneladas de fuel-oil deste petroleiro. 

No dia 19 de Novembro, pelas 08:00h, o petroleiro partiu-se em dois, a cerca de 250 km da costa da Galiza, tendo-se afundado, o que provocou um aumento no volume da mancha negra, já de si enorme. Mesmo após o afundamento, o Prestige continuou a libertar cerca de 125 toneladas de fuel oil por dia, contaminando o fundo do mar e a linha de costa, especialmente ao longo da Galiza, mas afectando uma extensa área compreendida entre o norte de Portugal e as Landas ou Vendée em França.

Apesar de ter o navio identificado, as investigaçőes judiciais pertinentes não chegaram a um responsável directo deste acidente.

Arrancou o Curso de VTS – Recurrent Training/Course (IALA – V-103/5)

Já teve início a acção de formação que se enquadra no quadro do Sistema Nacional de Controlo de Tráfego Marítimo e resulta de uma iniciativa conjunta entre a DGRM, a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique e as Administrações Portuárias presentes, nomeadamente a APS- Administração dos Portos de Sines e do Algarve, S.A., a APSS Adm. Portos de Setubal e Sesimbra e a APDL- Administração dos Portos do Douro, Leixões e Viana do Castelo.

A formação, certificada de acordo com os parâmetros definidos pela International Association of Marine Aids to Navigation and Lighthouse Authorities (IALA), decorre até 28 de novembro e tem por objectivo dotar os Operadores de VTS de conhecimentos actualizados relacionados com a ajuda e assistência à navegação, bem como apoiar oprocesso de revalidação da certificação de Operador de VTS.

Recorde-se que o Sistema Nacional de Controlo de Tráfego Marítimo (SNCTM) é regulado pelo Decreto-Lei n.º 263/2009, de 28 de Setembro, que criou o quadro geral de intervenção dos órgãos e serviços públicos responsáveis pelo controlo de tráfego marítimo nas zonas marítimas sob soberania ou jurisdição nacional.

O SNCTM é coordenado pela DGRM enquanto AutoridadeNacional de Controlo de Tráfego Marítimo, em articulação com as Autoridades Portuárias.

Camilo Abdula atinge o bronze no Mundial de Parasurfing

O atleta Camilo Abdula atingiu o pódio no Mundial de Parasurfing, que decorre nos EUA, Huntington Beach, na Califórnia.

Pese a boa prestação durante toda a competição, infelizmente não foi o suficiente para revalidar o título.

Em parte, a “culpa” foi do actual detentor do título, o brasileiro Roberto Pino, que teve uma prestação praticamente sem falhas na final, e que muito trabalho deu aos seus opositores.

Mesmo sem o título, a medalha de bronze foi garantida, com mais uma representação que orgulha Portugal.

Resultados finais:

1. Roberto Pino (BRA) – 16.94

2. Shingo Kato (JAP) – 12.10

3. Camilo Abdula (POR) – 7.37

4  Maxime Clarkin (FRA) – 4.70

Marta Paço é Tricampeã Mundial de Parasurfing.

Começou da melhor forma o dia final do Mundial ISA de Surf Adaptado de 2023 para Portugal. Nas ondas de Huntington Beach, Marta Paço conquistou o terceiro título mundial ISA consecutivo, alcançando a medalha de ouro na categoria VI 1, destinada a atletas invisuais. 

Com apenas 18 anos de idade, a jovem competidora vianense, acompanhada na água pelo treinador e selecionador nacional Tiago Prieto, juntou mais uma vez o título mundial ao cetro europeu, que renovou em julho último. Ouro atrás de ouro para Marta Paço, que na atualidade é um dos grandes nomes do surf adaptado a nível mundial.

Na final, não obstante ter efetuado um score combinado mais baixo do que na ronda inaugural, Marta superiorizou-se à concorrência franco-espanhola. A atleta lusa liderou praticamente toda a bateria e fez a pontuação combinada de 8,67 pts.

Marta Paço deixou no segundo posto a francesa Valentin Moskoteoc, que somou 6,00 pts, enquanto a espanhola Carmen Lopez (4,50 pts) e a gaulesa Juliette Mas (1,00 pts) ocuparam a terceira e quarta posições, respetivamente.

“Obviamente que estou super contente. As ondas estão muito divertidas. É preciso ter paciência e esperar um pouco que venham as ondas, o que não é fácil para mim porque começo a stressar. Assim que a bateria começou quis imediatamente apanhar uma onda. Penso que foi uma boa final. A Seleção é como uma família. Esta medalha de ouro não é minha, mas sim de Portugal e em especial desta equipa”, disse a atleta de 18 anos ao microfone da ISA (Associação Internacional de Surf) na curta entrevista após a final.

MSC é o maior proprietário de navios porta-contentores mais velhos.

 

A MSC controla quase 25% de todos os navios porta-contentores
com 20 anos ou mais, de acordo com o analista Alphaliner.

No seu relatório semanal, a Alphaliner destacou que 20% da capacidade da frota de porta-contentores, ou pouco menos de 3 milhões TEU de capacidade, tinha agora 20 anos ou mais. Existem cerca de 1.200 navios porta-contentores com 20 anos ou mais.

O maior proprietário, de longe, desta tonelagem mais antiga é a MSC, controlando cerca de 25% desta frota identificada. O armador ítalo-suiço conta com 212 navios, com capacidade de 718 mil teus e com 20 anos ou mais. Grande parte desta capacidade foi adquirida na onda de compras de segunda mão pela empresa, desde Agosto de 2020, de 330 navios, dos quais 145 têm 20 anos ou mais. O proprietário seguinte com tonelagem mais antiga é a
Maersk, com apenas 48 navios, seguida pela Evergreen, com 36 unidades.

Com o transporte de contentores a enfrentar um grave excesso
de capacidade devido a níveis recorde de entregas em novas construções, esta
frota mais antiga pareceria pronta para reciclagem, no entanto, este pode não
ser o caso. Até agora, neste ano, apenas 70 navios mais antigos, totalizando
140.000 TEU de capacidade, foram enviados para a desmontagem.

“No entanto, muitos navios permanecem em boas condições
técnicas ou perfeitamente aptos para determinados tráfegos onde há muito pouca
– ou nenhuma substituição – a caminho. Isto é especialmente verdadeiro nos
tamanhos menores”, comentou Alphaliner.

“Como resultado, muitos navios nesta faixa etária
provavelmente continuarão a operar nos próximos anos, independentemente dos ventos contrários do mercado ou de
regulamentações ambientais mais rigorosas.”

O relatório observou que muito poucos dos navios com 20 anos ou mais foram adaptados para descarbonização e menos de 100 foram equipados com depuradores.

Namsung oferece rastreamento de contentores reefers com solução IoT

A operadora de alimentação sul-coreana Namsung Shipping lançou esta semana um serviço baseado na Internet das Coisas (IoT) para monitorizar e rastrear contentores reefers.

O serviço básico permite aos embarcadores verificar a movimentação dos contentores frigoríficos. A versão premium permite que os embarcadores verifiquem a temperatura do refrigerador em tempo real. Espera-se que os expedidores que dependem da logística da cadeia de frio, como as empresas farmacêuticas, se tornem grandes clientes, uma vez que podem ser tomadas medidas rápidas antes que surjam problemas.

O representante da Namsung disse que este é o primeiro projecto baseado em IoT implementado por uma empresa de navegação sul-coreana, com o apoio do Ministério dos Oceanos e Pescas e da Korea Ocean Business Corporation.

O equipamento IoT é fornecido pelo especialista em soluções logísticas compatriota S-Winnus, e o monitorização em tempo real é facilitado pelo provedor de rede móvel dos EUA ORBCOMM.

A Namsung planeia expandir este serviço para contentores secos no futuro, para melhorar simultaneamente a eficiência operacional e a conveniência do cliente.

Tanger Med e Port Said incluídos na directiva EU ETS

A Comissão Europeia incluiu Tanger Med e Port Said, dois centros de transbordo fundamentais, no regime renovado de preços de carbono para navios da União Europeia (UE).

Esta última atualização, no entanto, traz uma mudança acentuada na forma como as emissões são avaliadas e alarga o seu alcance para além das fronteiras da UE, anunciando implicações extraterritoriais. 

A medida está a ser prosseguida, uma vez que a UE pretende reduzir o risco de escalas evasivas por parte de navios porta-contentores para portos fora da União e de deslocalização das actividades de transbordo de contentores para portos fora da UE.

Tanger Med e Port Said foram identificados como portos vizinhos de transbordo de contentores, uma vez que cumprem os critérios rigorosos, que determinam que os portos excedam 65% da quota de tráfego de transbordo no seu fluxo total de contentores durante o período de doze meses mais recente. Além disso, estes portos devem estar situados fora da UE, permanecendo a modestas 300 milhas náuticas da jurisdição de um Estado-Membro da UE. 

A directiva RCLE-UE, ( em inglês, EU ETS) para o sector marítimo visa abordar as emissões na indústria naval, introduzindo um imposto sobre o carbono para cobrir as suas emissões e incentivar práticas mais sustentáveis. De acordo com a directiva, as companhias de navegação devem devolver as suas licenças iniciais até 30 de setembro de 2025 para as emissões comunicadas em 2024. 

Para garantir a responsabilização pelas emissões, a Directiva RCLE-UE introduz uma abordagem faseada à cobertura das licenças de emissão. Nos termos deste regulamento, a atribuição do preço do carbono é delineada da seguinte forma: 

. 50% das emissões provenientes de viagens entre um porto da UE e um porto fora da UE, em ambos os sentidos, estarão sujeitas ao RCLE-UE. 
. As emissões provenientes das viagens entre portos da UE terão uma cobertura total de 100%.
. Da mesma forma, as emissões dos navios atracados nos portos da UE serão totalmente abrangidas. 

Para determinar quais os portos vizinhos não pertencentes à UE que serão abrangidos por este âmbito da directiva, foi introduzida uma «cláusula de transbordo» e a Comissão Europeia conduziu recentemente uma consulta pública sobre o assunto. 

Dito isto, a Organização Europeia dos Portos Marítimos (ESPO) levantou preocupações sobre o potencial de fuga de carbono e de negócios devido ao âmbito limitado da legislação actual.