Maersk e Hapag-Lloyd regressam de forma cautelosa ao Canal do Suez.

A Maersk e a Hapag-Lloyd vão voltar a utilizar o Canal do Suez em parte das suas operações, num sinal de possível normalização gradual de uma das rotas mais importantes do comércio marítimo mundial.

As duas companhias, que integram a Gemini Cooperation, decidiram alterar o serviço AE15, entre a Ásia, o Mediterrâneo e o Norte da Europa, deixando de contornar África pelo Cabo da Boa Esperança e retomando a passagem pelo Suez. A decisão surge após uma nova avaliação das condições de segurança no Mar Vermelho, zona que desde 2023 tem sido marcada por ataques a navios mercantes, levando vários armadores a escolher rotas mais longas e dispendiosas.Apesar deste regresso, a Maersk sublinha que a mudança será limitada. Para já, não está prevista uma retoma total da rota em toda a rede Gemini, ficando novas alterações dependentes da evolução da segurança na região.

A passagem pelo Canal do Suez permite reduzir tempos de viagem, consumo de combustível e custos operacionais nas ligações entre a Ásia e a Europa. Uma retoma mais alargada poderia também aumentar a capacidade efectiva disponível no mercado e influenciar os fretes marítimos. Ainda assim, o movimento continua a ser prudente. O Canal do Suez volta a entrar nos planos das grandes transportadoras, mas o Mar Vermelho permanece uma rota sensível, onde cada decisão continuará a depender da avaliação dos riscos.

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